Advogados acusam STF de desprezar ampla defesa
Negativas do Supremo a questões de ordem levantadas pela defesa revoltam advogados dos réus pela inexistência de recursos judiciais contra decisões dos ministros
Wilson Lima - iG Brasília
Os advogados dos réus no julgamento do mensalão estão revoltados com a forma como o Supremo Tribunal Federal (STF) vem conduzindo os trabalhos nesses primeiros dias. A rapidez da mais alta Corte do País, segundo os advogados, vai de encontro ao direito da ampla e irrestrita defesa dos réus. Até agora, todas as questões de ordem levantadas pelos advogados foram negadas pelo plenário do STF. Nesta quarta-feira, o julgamento entra em seu quinto dia para ouvir as defesas dos três réus do Banco Rural, do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e do ex-ministro Luiz Gushiken, cuja absolvição foi pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na última sexta-feira.
O advogado do publicitário Marcos Valério, Marcelo Leonardo, se une ao coro dos críticos ao Supremo. "O STF está tendo uma extraordinária preocupação com o cronograma, mas a preocupação deveria ser com a Constituição", afirmou.
Leonardo Yarochewsky, advogado que defendeu Simone Vasconcelos, afirmou que claramente essas medidas confirmam o cerceamento da liberdade de defesa dos réus. “A questão é que não temos para onde apelar. Se continuar assim, teremos que procurar a OEA (Ordem dos Estados Americanos)”, disse Yarochewsky. “É necessário que se obedeça o direito de defesa de cada um, e isso não vem sendo totalmente respeitado”, emendou o advogado Alberto Zacharias Toron , que defende o deputado João Paulo Cunha.
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