segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Twitter, o Orkut, o Blog e a derrocada do autoritarismo na comunicação

Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente , sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).

É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.

Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez mais difícil conseguir ou impor unanimidade.

Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.

As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.

A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás ( a empresa camaleão ? meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.

A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).

O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).

Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título Na Nokia, falar ?mal? da companhia dá recompensa. Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, ? no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como ?Hulk? e ?Agulha?, os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de ?acabar com a festa?, os administradores da Nokia querem que eles ?botem tudo para fora?.

É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que engolir sem mastigar.

As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de ?rádio peão?eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.

Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.

As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).

As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.

Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários , o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.

Seremos todos piratas (no bom sentido ) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.

Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.

Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.

As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.

Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.

Twitter, Orkut, ?rádio peão? e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita ? ?o funcionário é o nosso maior patrimônio ? (não é, Embraer?) ? deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.

As organizações e governos que quiserem ?pagar para ver? levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.

As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos , oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.

Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?).

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

Um novo Senado?

A crise vivida pelo Senado da República é uma oportunidade para se debater e esclarecer à sociedade o seu papel e funções e, mais do que isso, promover a necessária reforma que traga uma ampla revisão do seu papel.

Se a Câmara dos Deputados tivesse aprovado em primeiro lugar a reforma político-institucional, esta obrigatoriamente retornaria ao Senado que aí teria o dever constitucional de discutir sua própria reforma com pontos como o fim dos suplentes, e a redução do tamanho do mandato e do número de senadores por Estado. O ideal, por exemplo, é que voltasse a ser dois por unidade da federação e não três como hoje.

Mas, o fato é que o Senado aprovou primeiro a reforma - a que diz respeito aos deputados e não a que lhe diz respeito. Legislou sobre a fidelidade partidária, o financiamento público de campanha, o voto em lista, a entrada em vigor da cláusula de barreira, e o fim das coligações proporcionais, alterações que agora estão para ser votadas na Câmara dos Deputados.

Surpreende que assim tenha procedido, postergando sua própria reforma, mesmo após ter vivido outras crises, como as da violação do painel e a destituição de três presidentes, os senadores Jáder Barbalho (PA) e Renan Calheiros (AL), ambos do PMDB, e Antônio Carlos Magalhães BA), do DEM Bahia - este, então, o todo poderoso chefe da oposição.

Muitos estudiosos e articulistas tem classificado a Casa como uma câmara alta revisora e conservadora, mas o Senado brasileiro é muito mais do que um poder moderador.

Ele é um contrapeso às reformas e mudanças. Sua natureza não é democrática - ou melhor, ele desequilibra os mecanismos de contrapesos necessários na democracia representativa, particularmente no presidencialismo.

Hoje os parlamentares com assento no nosso Senado são eleitos majoritariamente por 8 anos, com suplentes (que não recebem um único voto) indicados pelo próprio senador titular do mandato, ou pelo partido aliado à sua legenda.

São eleitos três por Estado, com poderes superiores aos da Câmara dos Deputados, quando esta é que representa a nação e é eleita proporcionalmente, em que pese a distorção provocada pela legislação ao estabelecer um mínimo de oito deputados e o máximo de 70 por unidade federada, o que faz com que 14 Estados com menos de 25% do eleitorado tenham a maioria na Casa.

A atual crise exige uma ampla reforma administrativa no Senado. É a oportunidade, repito, de o país discutir, e muito, o papel da Casa. Eu não diria a sua extinção, já que um país tão desigual, plural e diverso como o Brasil, com grande tradição federativa e desequilíbrios regionais gravíssimos, exige a existência de um Senado para representar a Federação.

Representá-la e defender os Estados menores e/ou mais pobres, para não apenas manter o equilíbrio federativo mas, também, ser um instrumento de autodefesa contra as maiorias que se formam na Câmara dos Deputados.

Passa por aí o novo papel do nosso Senado, e não o de ser uma câmara alta revisora com direito inclusive de iniciativa em matérias básicas e super poderes. Alguns, reconheçamos, até próprios de instituição federativa como autorizar os empréstimos dos Estados.

Mas outros, como a aprovação da indicação dos ministros dos tribunais superiores, embaixadores, diretores das agências reguladoras, julgamento do presidente da República e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), somados à sua função de câmara alta revisora, dão ao Senado um papel que diminui o da Câmara dos Deputados, esta representante da nação brasileira e da soberania popular.

Assim não basta uma reforma administrativa no Senado e nem a imposição de regras para o uso de seus recursos orçamentários, contratação de funcionários e forma de realizar licitações.

É preciso rever seu papel e fazer sua própria autoreforma política. Não se pode esquecer que todo esse poder, sem a reforma política, sem financiamento público de campanhas, e sem a fidelidade partidária leva à atual situação onde os senadores se consideram acima dos ditames constitucionais e isentos de prestar contas à cidadania a não ser a cada oito anos.

É preciso lembrar ainda o fato de que além de todo o poder de que dispõem, os senadores contam com a utilização da máquina da Casa, o uso e abuso do poder econômico dos suplentes - que hoje constituem 1/3 em exercício no Senado e que, em muitos casos, financiam suas campanhas e depois assumem o mandato - e o controle que exercem sobre grupos de comunicação em seus Estados que, na maioria do casos, já governaram.

Assim como está hoje definido na Constituição e no ordenamento político do país, o Senado se transformou de fato numa fortaleza não só da oposição mas do conservadorismo e do poder oligárquico. É hora de mudar. Esta é a hora da reforma.

José Dirceu é ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República

terça-feira, 30 de junho de 2009

CHARGE DO DIA

Beto Collor?

Os mais gentis dizem que faltou humildade ao Beto Richa, creio que o que ele demonstra é uma imensa arrogância. Temnadanão, o Collor era assim também, almofadinha e arrogante.

Deu no blog do PenaAlugada:
O prefeito Beto Richa acaba de falar ao vivo na rádio Bandnews sobre o caso PRTB. Não poupou críticas aos adversários. Veja o que disse Richa nos principais trechos de sua entrevista “Sou vítima do meu sucesso. Meus adversários não se conformam com os 77% de votação nas eleições e com os 85% de aprovação da população para minha gestão. Querem atingir minha honra a qualquer custo, querem denegrir minha imagem porque faço parte do grupo político que significa a renovação política do Paraná. As velhas raposas não querem apear do poder, por isso usam armações, vídeos clandestinos, denúncias forjadas. Tudo naquele velho estilo que já conhecemos desse grupo de políticos do passado. Não fazem nada pela população paranaense, por isso lhes sobre tempo para preparar armações. Enquanto isso a população do Estado reclama do bandono, da falta de segurança.” Richa disse que querem afetar sua honra e que não vai permitir, por isso ele mesmo foi ao Ministério Público pedir para ser investigado com rigor. Ele garantiu que a prestação de contas de sua campanha está em ordem e que todas as informações estão sendo repassadas ao Ministério Público.

O prefeito se mostrou indignado porque o jornal Gazeta do Povo aceitou como documento um papel não oficial entregue por Rodrigo Oriente, uma folha branca com dados impressos sobre o comitê lealdade.
Claudio Fajardo, colaborador do Bóia Quente

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexões do companheiro Fidel: UM ERRO SUICIDA

Na reflexão escrita semana passada, disse: "Ignoramos o que acontecerá esta noite ou amanhã em Honduras, mas o comportamento valoroso de Zelaya passará à história."

Dois parágrafos antes tinha assinalado: "… Aquilo que lá aconteça será uma prova para A OEA e para a atual administração dos Estados Unidos."

A pré-histórica instituição interamericana se tinha reunido no dia seguinte em Washington, e em uma apagada e fraca resolução prometeu realizar as gestões pertinentes imediatamente para procurar uma harmonia entre as partes em conflito. Quer dizer, uma negociação entre o golpistas e o Presidente Constitucional de Honduras.

O alto chefe militar, que continuava a comandar as Forças Armadas Hondurenhas, fazia pronunciamentos públicos em discrepância com as posições do Presidente, enquanto só de um modo meramente formal reconhecia a sua autoridade.

Não precisavam os golpistas outra coisa da OEA. Não lhes importou nada à presença de um grande número de observadores internacionais que viajaram a esse país para dar fé de uma consulta popular, aos quais Zelaya falou até altas horas da noite. Antes do amanhecer eles lançaram ao redor de 200 soldados profissionais bem treinados e armados contra a residência do Presidente, os que separando brutalmente a esquadra de Guarda de Honra seqüestraram Zelaya, quem dormia nesse momento, foi conduzido à base aérea, foi montado pela força num avião e o transportam a um aeroporto na Costa Rica

Às 8 e 30 da amanhã, conhecemos por Telesur a notícia do assalto à Casa Presidencial e o seqüestro. O Presidente não pôde assistir ao acto inicial da consulta popular que aconteceria este domingo. Era desconhecido o que tinham feito com ele.

A emissora da televisão oficial foi silenciada. Desejavam impedir a divulgação prematura da traiçoeira ação através de Telesur e Cubavisión Internacional, que informavam dos fatos. Suspenderam por isso os centros de retransmissão e acabaram cortando a eletricidade a todo o país. Ainda o Congresso e os altos tribunais envolvidos na conspiração não tinham publicado as decisões que justificavam o conluio. Primeiro levaram a cabo o inqualificável golpe militar e depois o legalizaram.

O povo acordou com os fa1tos consumados e começou a reagir com grande indignação. Não se conhecia o destino de Zelaya. Três horas depois, a reação popular era tal que foi visto mulheres batendo com o punho aos soldados, cujos fuzis quase caiam das suas mãos por puro desconcerto e nervosismo. Inicialmente os seus movimentos pareciam os de um estranho combate contra fantasmas, depois tentavam cobrir com as mãos as câmaras de Telesur, apontavam tremendo os fuzis contra os repórteres, e às vezes, quando as pessoas avançavam, os soldados recuavam. Enviaram transportadores blindados com canhões e metralhadoras. A população discutia sem medo com os soldados dos blindados; a reacção popular era surpreendente.

Ao redor das 2 horas da tarde, em coordenação com os golpistas, uma maioria domesticada do Congresso depôs Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras, e designou um novo Chefe de Estado, afirmando ao mundo que aquele tinha renunciado, apresentando uma falsificada assinatura. Minutos depois, Zelaya, desde um aeroporto na Costa Rica, informado tudo o acontecido e desmentiu categoricamente a notícia da sua renúncia. Os conspiradores fizeram o ridículo perante o mundo.

Muitas coisas aconteceram hoje. Cubavisión dedicou-se completamente a desmascarar o golpe, informando o tempo todo a nossa população.

Houve fatos de caráter totalmente fascista que não por esperados deixam de surpreender.

Patrícia Rodas, a ministra de Relações Exteriores de Honduras, foi depois de Zelaya o objetivo fundamental do golpistas. Outro destacamento foi enviado a sua residência. Ela, valente e decidida, atuou rapidamente, não perdeu um minuto em denunciar por todos os meios o golpe. O nosso embaixador tinha estabelecido contacto com Patrícia para conhecer a situação, como o fizeram outros embaixadores. Num momento determinado pediu aos representantes diplomáticos da Venezuela, da Nicarágua e Cuba reunir-se com ela, que, ferozmente acossada, precisava de proteção diplomática. O nosso embaixador, que desde o primeiro instante estava autorizado a oferecer o máximo apoio à Ministra constitucional e legal, partiu para visitá-la na sua própria residência.

Quando estavam já na sua casa, o comando golpista enviou o Major Oceguera para prendê-la. Eles se colocam diante da mulher e lhe dizem que está sob a proteção diplomática, e só é pode mover em companhia dos embaixadores. Oceguera discute com eles e o faz de maneira respeitosa. Minutos depois penetram na casa entre 12 e 15 homens uniformizados e encapuzados. Os três embaixadores se abraçam a Patrícia; os mascarados atuam de forma brutal e conseguem separar os embaixadores da Venezuela e Nicarágua; Hernández a pegou tão fortemente por um dos braços, que os mascarados arrastaram a ambos até um furgão ; levam-nos à base aérea onde conseguem separá-los, e levam-na com eles. Estando ali detido, Bruno que tinha notícias do sequestro, se comunica com ele através do celular; um mascarado tentou arrebatar-lhe rudemente o telefone, o embaixador cubano que já tinha sido batido em casa de Patrícia, grita-lhe: "Não me empurre, Porra,! " Não me lembro se a palavra que pronunciou fosse alguma vez usada por Cervantes, mas sem dúvida o embaixador Juan Carlos Hernández enriqueceu a nossa língua.

Depois o deixaram numa rodovia longe da missão e antes de abandoná-lo lhe disseram que, se falava, poderia acontecer-lhe alguma coisa pior. "Nada é pior do que a morte! ", respondeu-lhes com dignidade, "e não por isso sinto medo de vocês”. Os vizinhos da área o ajudaram a voltar à embaixada, desde onde imediatamente comunicou-se mais uma vez com Bruno.

Com esse alto comando golpista que não se pode negociar, é necessário exigir-lhe a renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo "do povo, pelo povo e para o povo" em Honduras.

O golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível se o problema se encara com firmeza.

Até a Senhora Clinton declarou já em horas da tarde que Zelaya é o único Presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos.

De pijamas até há algumas horas, Zelaya será reconhecido pelo mundo como o único Presidente Constitucional de Honduras.

Fidel Castro Ruz

Golpe : Manuel Zelaya anuncia que regressará a Honduras

O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, anunciou, desde São José da Costa Rica, que regressará a seu país para assumir a presidência: “Eu fui tirado violentamente do meu cargo”.

Organismos internacionais estão solidários a Zelaia. Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA) e União Européia condenaram o golpe de Estado em Honduras.

O mesmo fizeram os presidentes de todo o continente, exigindo também a restituição da ordem constitucional no país. Entre eles, Barack Obama (EUA), Luís Inácio Lula da Silva (Brasil), Evo Morales (Bolívia), Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Michelle Bachelet (Chile). Na verdade, toda a América Latina se uniu em defesa de Zelaya. A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, entre outras entidades, também condenou o golpe.

A ONU realizará nesta segunda-feira uma sessão extraordinária para tratar do golpe de Estado em Honduras.

Sindicatos prometem greve geral
O Congresso de Honduras avalizou neste domingo o golpe de Estado contra o Governo do presidente Manuel Zelaya e nomeou Roberto Micheletti como presidente de fato. À votação não compareceram os parlamentares que apóiam o presidente Zelaya. Micheletti, que é presidente do Congresso, e o arcebispo auxiliar de Tegucigalpa teriam sido os artífices do golpe militar.

Horas antes de o Congresso hondurenho avalizar o golpe, o diplomata dos EUA em Honduras avisou: “Os Estados Unidos não reconhecerão outro presidente que não seja Manuel Zelaya”.

A primeira medida “democrática” de Micheletti foi o toque de recolher até dia 30. Os apoiadores de Zelaya, no entanto, rechaçam-na. Milhares se hondurenhos estão concentrados em frente ao Palácio Presidencial, em Tegucigalpa,para exigir o retorno de Zelaya. A única rádio que ainda transmitia informações foi tirada do ar esta noite. Sindicatos de trabalhadores prometem uma greve geral para exigir o retorno do presidente constituído. (Viomundo).

sábado, 27 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

4 BARRAS- DESPOTISMO VERGONHOSO
Demorou, mas veio a tona. A criatura superou seus criadores.
A condenável prática do Nepotismo. tem no município de 4 Barras, o exemplo pronto e acabado do desrespeito, impunidade e do que há de mais atrasado na gestão pública.
Duas, três famílias, se apoderaram da máquina administrativa sem cerimônia ou pudor, locupletando-se na FARRA do Dinheiro Público.
Não se trata de formalismos ou legalismo. É de vergonha na cara que estamos falando.
Nepotismo cruzado, Despotismo explícito e a certeza da impunidade.
Cala-se vergonhosamente a Câmara de Vereadores. Os tentáculos da justiça, tão rigoroso com questiúnculas, se enrosca, tropeça e chafurda em sua própria gosma legalista.
E agora? quem poderá nos salvar?
Com a palavra as lideranças derrotadas...

4 BARRAS II
Não seria uma boa hora de separar o joio do trigo?
Os candidatos derrotados devem, ao menos por hora, esquecer as diferenças e assumirem seus papéis...
É hora de juntar forças, unificar o discurso e liderar a sociedade contra essa aberração!

4 BARRAS III
O voto não é um cheque em branco. Passada as eleições, ganhe quem ganhar, é necessário acompanhar a gestão.
O povo trabalhador, não votou "NISSO"
Mesmo o eleitorado do candidato vitorioso, não passou procuração "em branco".
Cabe á oposição, esclarecer e mobilizar a sociedade.
Ou será que também estão esperando alguma migalha...

4 BARRAS IV
Caramba, será que 4 Barras só aparece no noticiário político da GLOBO, com denúncias de corrupção?
No passado foi o escândalo da Câmara, hoje do Prefeito, esperar o que amanhã?
Quando haverá a reação?
Falta de opção não foi... Tinha cinco candidatos!
Será o Benedito?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CHARGE DO DIA

De marcha-ré para a cova
Após uma infância desgraçada pelo pai carrasco, com a conivência de uma sociedade vitimada e entorpecida pelo consumismo, pelo deus Mercado e Business, termina de maneira insólita, triste e de certa forma previsível, a excêntrica e exótica Vida/Carreira, de um pobre-diabo.
Trucidado pela própria maquina que o impulsionou, baixa sepultura o artista e infeliz.
Que ao menos o ser humano que existia alí, descanse em paz.

Pedro Simon nem em sonho abraça Beto Richa

O PMDB do Paraná entrou em contato com o senador Pedro Simon que disse que não conversou nem em sonho com o prefeito Beto Richa. Muito pelo contrário, hoje no Senado deve cobrar mais investigações para o caso que abalou a nação e colocou em dúvida a lisura dos processos eleitorais.

Irmão de Beto Richa foi informado sobre caixa dois, diz relatório

Relatório entregue à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná cita que José Richa Filho, o Pepe, atual secretário de Administração de Curitiba e irmão do prefeito Beto Richa (PSDB), foi informado sobre supostos gastos sem origem comprovada em um comitê eleitoral sob investigação por suspeita de caixa dois. O documento é uma suposta prestação de contas do comitê "Lealdade", formado por dissidentes do PRTB que saíram do partido para apoiar a reeleição de Beto Richa, no ano passado. Os integrantes foram flagrados em vídeos gravados na época da eleição planejando difamar adversários, assinando recibos frios e manipulando dinheiro supostamente sem origem comprovada. A prestação de contas, que menciona o nome do irmão do prefeito e de um dos coordenadores da campanha, o ex-ministro Euclides Scalco, foi encaminhada ao MPF (Ministério Público Federal) pelo construtor Rodrigo Oriente. Ele trabalhava no comitê e denunciou a existência dos vídeos. Segundo Oriente, o documento é assinado por Alexandre Gardolinski, coordenador do comitê. No documento também é mencionado que houve encontros de Gardolinski com Scalco e Pepe para discutir envio de verba e definição do orçamento do comitê, que chegou a R$ 136 mil. O relatório diz que foram repassados R$ 132 mil e gastos R$ 134.139,64. A maior despesas apontada, R$ 56 mil, foi registrada como "ajuda financeira a ex-candidatos [a vereador do PRTB]" que saíram do partido em apoio a Richa. Em depoimento na Procuradoria, há três dias, Oriente disse que os recursos para o funcionamento do comitê vinham da coligação Curitiba O Trabalho Continua, de apoio a Richa. O construtor disse que o dinheiro era repassado a Gardolinski, apontado como o responsável por gravar os vídeos. Gardolinski e outras sete pessoas --entre elas, Manassés Oliveira, então secretário municipal de Assuntos Metropolitanos-- foram demitidos da prefeitura na semana passada, quando Richa disse ter tomado conhecido dos vídeos. Scalco está nos Estados Unidos em visita familiar. Sua assessoria encaminhou e-mail ontem informando que Scalco confirmou ter recebido Oliveira e Gardolinski. Scalco disse que ambos solicitaram recursos para a manutenção do comitê. "Como eles não faziam parte da coligação que apoiava nosso candidato, solicitei a eles que procurassem o comitê encarregado de fornecer material e apoio. Nada mais", diz o e-mail. A assessoria da Prefeitura de Curitiba disse que Pepe não se manifestaria e anunciou ontem que a coordenação da campanha de Richa iniciou auditoria nas 16 mil páginas de prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral. A assessoria informou que haverá uma manifestação após o final dos trabalhos.

DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

terça-feira, 23 de junho de 2009

FOTO DO DIA

Vera Mussi (Cultura), Lula e Claudio Fajardo (Biblioteca Pública do Paraná) na entrrega de uma biblioteca cidadã em Congonhinhas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

É FANTÁSTICO!!

Estupefato. Assim ficaram aqueles que por ingenuidade, generosidade ou desesperança, apostavam na coqueluche Curitibana, nosso Prefeito recém-eleito, Beto Richa.
Mas, como já fiz em outras ocasiões, pedindo devida vênia, dirijo-me novamente aos operadores da política partidária, especialmente, do tucanato paranaense.
Não há como negar, a BOMBA detonada ontem no Programa da rede Globo, de caráter nacional, chamuscou a nova e dileta carreira política da imaculada figura do jovem tucano.
A entronação estava mesmo exagerada, parecia paixão juvenil.
Não, não adianta contemporizar, foi como o marido flagrado na cama, em pleno e explícito adultério, negar dizendo..."Calma benzinho, não é nada disso que você está pensando..."
Só de imaginar a reprodução à exaustão, das escandalosas cenas da escancarada prática de Caixa 2, (pra dizer pouco), num eventual programa eleitoral da oposição, dá calafrios...
A rigor, se o Ministério Público entrar pra valer no episódio... sei não... Já pensaram numa gestão Socialista?(PSB-vice atual)
Infelizmente, um procedimento por vezes doloroso aos familiares, deve ser adotado numa gestação de risco. Abortar agora para preservar o futuro.
As imagens são grotescas, comparadas,fazem aquelas cenas do burocrata dos Correios e Telégrafos que desencadeou o escândalo do mensalão, parecerem película infantil.

A FARRA DO PRTB
Não será difícil após o espetáculo dantesco, explicar a briga de foice nas hostes do Partido do Secretário Municipal Manassés Oliveira que à época num gesto de despreendimento, como discursou o próprio Beto, protagonizou uma rebelião inusitada, arrastando a chapa renunciante do PRTB, para o apoio à reeleiçao do Prefeito, explícitamente justificada, pós imagens.
Bem, até o maior idiota vai se perguntar: "De onde veio o ervanário?"
Maculou, maculou sim, a farra do PRTB será uma assombração, aliás um câncer, á corroer diariamente, uma espada pendente às mãos dos verdugos da oposição.
Considerava e já expus em artigos anteriores minha avaliação sobre o processo sucessório no Paraná.
Tempos de tribulação ao tucanato no Paraná.
Penso que agora, entra pra valer na pauta. a candidatura do Senador Álvaro Dias e em torno do seu nome devem convergir os interesses maiores, inclusive o projeto nacional de José Serra, ou imaginam que a oposição não fará do crime de Curitiba uma questão também nacional?
Alguém disse, cuidado com o andor que o santo pode ter pés de barro...
Veja a reportagem completa aqui.

domingo, 21 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

QUE TAL UM TERCIUS NA DRT?
Graça abdicou (mas não entregou ainda) do cargo de Delegado Regional do Trabalho.
O sindicalismo ilustre se posicionou. Uns se auto-lançaram, outros lançados foram.
O "mando" é do Senador Osmar que está considerando. Já falaram até da existência de uma lista tríplice, que varia de acordo com a fonte e os interesses dessas.
Já levaram em conta competência, responsabilidade e experiência?
E o óbvio critério político?

QUE TAL UM TAL DE TERCIO NA DRT?
Tudo bem, deve ser necessário cair nas graças, do senhor Graça, afinal deve influir, posto que sai por vontade própria, não foi defenestrado como o anterior.
A perspcácia, sensibilidade política, em período delicado de articulações políticas, especialmente de quem pensa em eleição majoritária, recomenda agregar, ciscar pra dentro, aglutinar NOVOS aliados, que ampliem sua composição partidária.
Atrair novas agremiações, trazendo pra seu campo quem ainda não está.
Tércio Albuquerque, além de Presidente Estadual do PTC-Partido Trabalhista Cristão, com tradição e história política em nosso Estado, por acaso já dirigiu a Delegacia em questão e segundo consultas a sindicalistas, não haveria óbices á sua indicação, pois teve uma gestão elogiosa.
Que tal Senador, considerar a respeito?

QUE TAL UM TERCIUS NA DRT? II
O Presidente do PTC no Paraná, Tércio Albuquerque, está recolhido, aguardando os acontecimentos.
Faz chek-up rigoroso em hospital de Curitiba, mas para semana, volta para as atividades.
Seria sem dúvidas um nome que preenche requisitos.
Trata-se de uma questão política,evidente, mas seria interessante considerar...
O senador com a palavra...

terça-feira, 16 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

NEM COM MUITA ARRUDA
É, o queridinho da família vai ter que comer muito feijão!
Mesmo com toda estrutura do Estado, o garoto do acidente na madruga,não conseguiu tirar os delegados suficientes pra encarar a UJS, União da Juventude Socialista, no Congresso da UPE. Seus coordenadores, todos "ponto gov", desta vez ainda não conseguirão esticar o tapete vermelho para o príncipe da madruga.

DE HERÓI A BANDIDO
O vereador Valdecir Pascoal, de Umuarama(PR), interior do Estado,conhecido popularmente como pai-herói, reeleito por quatro vezes, caiu em "CANA". Envolvido com uma quadrilha de roubo de carros e caminhões, Valdecir Pai Herói, foi enjaulado pela Polícia Federal numa operação com ramificações no estado do Espírito Santo.
Voltaremos ao assunto, POIS ESTAMOS AVERIGUANDO, as ligações do vereador-caranguejeiro, com diretores e chefes de gabinete no governo estadual...

Charge do Dia

segunda-feira, 15 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

BOLA CHEIA
Quem anda com a bola cheia é nosso amigo Tércio Albuquerque.
O encontro do PTC, partido que ele preside no Estado, foi um sucesso.
O partido está em franco crescimento e promete chapa própria de Dep. Federais e Estaduais para o próximo pleito.
Parabéns ao Tércio então...

SE O OSMAR ENCARAR...
Briga de cachorro grande. Se o Senador Osmar Dias de fato encarar e os Tucanos insistirem com o Prefeito recém-eleito de Curitiba, qual vai ser o comportamento do Senador Alvaro Dias e seu eleitorado?

"A PORTA DA RUA, É A SERVENTIA DA CASA..."
Palavras fortes do líder do Governo, Dep. Romanelli.
Na cúpula Petista é uma questão resolvida. Duro será "enquadrar" a ralé, ou como diz o "companheiro" da Secretaria do Trabalho... "a lagarta não larga a "foia" de jeito algum"..., nem debaixo de bambu?

"CANALHICE, CACHORRADA!"
É, parece que o Governador quer mesmo eleger o rapazola do acidente na madrugada.
Seu sobrinho João Playboy Arruda, precisa das "bases" do Gomyde.
Grande trapalhada, mereceu mesmo o dedo na fuça!

DEMONSTRAÇÃO DE UNIDADE
Estão de parabéns o Gomyde e a direção Regional do PC do B.
O Glorioso deu uma lição de comportamento político. Dignidade e respeito se garantem e se conquistam com posturas dessa magnitude.
Tem partido aí que já devia ter tomado tal atitude, mas as "lagartas" não querem largar a "foia"...

ALEGRIA, ALEGRIA...
3,5 Milhões ontem na passeata da diversidade!
Se São Paulo tem 9 milhões de habitantes, quer dizer que 1 em cada 3 paulistanos estava lá!
A cada ano o evento se firma como o mais importante do ponto de vista turístico.
Só alegria...

JOÃO COM MUITA "ARRUDA"
O "queridinho" da vez, terá agora mais uma secretaria a disposição pra campanha.
Quem está chiando são os candidatos a Federal.
O Capô, vai jogar pesado com pequenos municípios.
Vai encarecer as campanhas....

TRINCOU O BLOCO MONOLÍTICO?
Caramba! O que um DAS não faz...
Um passarinho contou-nos que o Cláudio Ribeiro, deixa o Partido, mas não larga o osso!
O que é isso companheiro?
Trocar o Glorioso pelo Arruda?
Quem levará essa queda de braço?
A família ou a Organização?

A CRIATURA E O CRIADOR
Até tu Jorge?
Você também subiu puxado "pelas barbas".
Vai cuspir no prato?
Como importante liderança, comande a "retirada" então...
Ah, não esqueça de borrifar inseticida nas "lagartas"...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

LIGEIRINHO, NO PEGA PRA CAPAR, DEITA O CABELO...

Estamos acompanhando, por boa parte da mídia e por declarações de deputados, a "nomeação" do recém eleito prefeito de Curitiba como governador do Estado.
Já tem "gente boa" deslumbrada, tratando-o como "fenômeno".
Alguns espíritas,falando em reencarnação!
O arco é amplo. Desde comunistas até o DEM.
Não se assustem com uma "capa" da Caras!, pois o "Jet-set" anda "babando".
Até o ex-líder do Governador Requião, abriu o jogo, contando os bastidores da "deputadaiada" cometendo adultério. Tratou logo de "tucanear" enviando seu ponta-de-lança, seu reserva, poupando-se como no futebol.
Escrutínios em Maringá, Cascavel, Ibaiti e até além-fronteiras, na vizinha Santa Catarina,"urnas" abertas, deu Beto com 102%(sic).
Na capital, a romaria segue a toada.

CALMA COM O ANDOR, QUE O SANTO É DE BARRO
Diz o sábio dito popular, "Calma com o andor, que o santo é de barro", e no caso da santificação de um político, mais atenção ainda, pois pode ter "pés de barro".
Sem dúvidas é um jovem político. Inegável. O resto...
Rodeado e talvez influenciado, pode cometer um suicídio político.
Fenômeno eleitoral em Curitiba? (disse Curitiba) sim, no pleito anterior, ontem...
Herdeiro de José Richa? Claro, seu filho. Porém, com uma trajetória totalmente diferente, e mais, as circunstâncias históricas e políticas absolutamente diferentes!
O jovem Beto, iniciou seu mandato a cinco meses, todos sabemos que cada eleição tem sua história. Não custa lembrar o episódio do político mineiro Pimenta da Veiga. Abandonou a Prefeitura de Belo Horizonte e aventurou-se na disputa ao governo do Estado, perdeu a eleição e o rumo de casa, caindo num profundo ostracismo político.
Beto goza de grande prestígio, é um político em ascensão, sem dúvidas, mas lançar-se nessa aventura, não caíra na "vala comum" dos carreiristas? Como a população de Curitiba vai entender esse abandono? Não vai levar a pecha de carreirista, oportunista...igual os demais?
Olhem que Curitiba teve uma grande decepção, tinha um bom prefeito que ao eleger-se governador, foi um fiasco!
Na campanha, Lerner levava um exemplar do ônibus Ligeirinho, pras cidades do interior, numa insinuação de que estabeleceria esse meio de transporte pelo Estado afora, deu no que deu. Curitiba perdeu um bom Prefeito e o Paraná ganhou um péssimo Governador. Uma farsa e uma tragédia...
Seria bom, especialmente os Tucanos Paranaenses refletirem, estabelecerem bem o "cada um no seu quadrado".
Os grandes desafios da Prefeitura de Curitiba se darão nesse período, nesse mandato. Abandonar o mandato e partir para uma aventura eleitoral, não vai caracterizar o "fugir da raia"?
Ligeirinho, no pega pra capar, deitou o cabelo...

domingo, 24 de maio de 2009

VÁ SE DANAR VOCÊ!‏


Em entrevista a Rádio Banda B de Curitiba, o até hoje Ministro Paulo Bernardo, destilou todo seu ódio agredindo de forma grosseira, xula, vulgar o Senador Álvaro Dias. Numa postura nada republicana, como é de sua matiz, começa com uma "conversinha mole" defendendo o instituto da CPI, depois descamba, se revelando, mostrando seu real perfil, afirmando que o Senador não tem o que fazer e quer que o país "se dane".
Lí depois alguns comentários, especialmente do Jornalista Silvio Sebastiani, o qual peço licença para tecer algumas considerações, enriquecendo detalhes do conteúdo, concordando com a forma indignada.
Comenta Sebastiani, desqualificando o Ministro como contumaz "puxador" de greves. Bem, aí dependendo do ponto de vista, pode soar como elogio. Nossa maior autoridade, o Presidente da República, formou-se nessa escola, e seu governo ao contrário dos acadêmicos, mesmo de forma tíbia, estancou a sangria, o desmonte do Estado e a entrega de nosso patrimônio, vilania neo-liberal, além de inegavelmente avançar na questão social. Tinha que fazer mais, claro, mais aquela "carta de rendição" ao povo brasileiro, além da correlação de forças o impediram. Que pena.
Acontece, meu caro Silvio, que esse arrivista, no próprio Movimento Sindical, sempre foi tido como truculento, sagaz e espertalhão. Sindicalista ligado a corrente Cutista majoritária, braço da Democracia Cristã Italiana e Social Democracia Alemã, sempre praticou o sindicalismo corporativo e economicista, construindo seu "curral" entre os bancários, notadamente no Banco do Brasil. Nasceu com pecado original do ponto de vista da luta de classes. Se fosse um "puxador" de greves, um agitador, mereceria elogios da história, pois não fossem esses, ainda teríamos escravidão, jornadas de trabalho extenuantes inclusive para mulheres e crianças, sequer, como se fosse pouco, teríamos derrubado a Ditadura.
Não, não podemos caracterizá-lo como tal. Sempre foi um ardiloso e astuto "operador".
No jargão sindical, um neo-pelego. Não posso afirmar, mas gostaria de saber, no período da Ditadura, onde estava este senhor?
Quando nós nas ruas e parlamentares como o saudoso Hélio Duque e o jovem parlamentar Álvaro Dias, travavam o combate no Congresso Nacional. No debate com, seu hoje fiel aliado, Delfin Neto, onde estava o Ministro? E olhe que irresponsabilidade por irresponsabilidade, quer maior que o Brasil ser novamente o "Peru com Farofa" da economia internacional, com taxa de retorno de 6% ao ano, já descontados impostos! É uma extravagância! E me vem falar em "irresponsabilidade" por causa de uma CPI? Extravagância! palavras do "companheiro" Delfin em "O GLOBO".
Quem quer "danar" o país? Espero que a resposta (onde ele estava) não seja no mesmo endereço de seu desafeto e correligionário de Londrina, sustentando a Ditadura na ARENA e se reciclando no PDS.
Acompanhei um "salutar" debate entre o ainda hoje Ministro e o Pres. da Ferroste/PR, num encontro de prefeitos num Hotel em Curitiba. Impagável o pugilismo. O senhor Ministro, partiu pra cima do valente reestruturador da Ferroeste, com uma sanha avassaladora, entre outras coisas, aos berros, de dedo em riste, que calasse a boca! O jovem Presidente da Empresa, gentil e serenamente, só pedia que o Ministro tivesse uma postura Republicana, e olhem, os dois já foram do mesmo Partido, talvez até sejam não sei.
Números oficiais dão conta de que NOSSA Petrobrás, investiu no primeiro bimestre quase três vezes o valor investido pelo tesouro no PAC.
Não adianta querer jogar uma cortina de fumaça. O TCU tem dificuldades, o Parlamento tem dificuldades e rigorosamente até o executivo tem dificuldades de fiscalizar NOSSA jóia da coroa.
Não senhor Ministro! Que se dane você! Nós, o povo brasileiro, queremos sim saber como estão gerindo nossa empresa.
Se existem irregularidades, como apontam o TCU, a Receita Federal e a Polícia Federal, "danar" é não esclarecer!
A atitude do Senador Álvaro Dias defende a Pátria! O Senador mais uma vez, demonstra seu caráter republicano. Cumpre seu dever e nos enche de orgulho de sermos paranaenses. Não condena nínguem, pede que se investigue denúncias. Demonstra mais uma vez a ousadia e a pertinência no trato da "coisa,causa,pública".
Siga em frente Senador Álvaro Dias, o Paraná te espera.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

QUEM TEM MEDO DO SENADOR?


Desde os tempos em que os bichos falavam, como diz o nosso bom e querido Paulo Henrique Amorim, no mínimo se respeita a condição de um parlamentar eleito.
Seja ele de qualquer esfera da República. Desde o Município, passando pelo legislativo Estadual, chegando ao Congresso Nacional.
Os cidadãos, os eleitores, em cada processo, vão as urnas e sufragam sua nominata.
Alguns se perdem pelo caminho, por premeditação, outros por volúpia, outros por envolvimento, outros inocentemente envolvidos, os inocentes úteis.
O irmão do Prefeito de Maringá, envolvido novamente com a justiça, reconhecidamente como homem "da direita", compõe hoje a chamada "base de sustentação" do governo federal, goza, usufrui, expande, e na linguagem policialesca ou popular, "deita e rola" nos mandos e desmandos do deletério poder que lhe atribuído.
Fez esse moço, dirigiu e venceu as eleições, na terceira cidade do sul do país, nossa Londrina. Imaginem, um Maringaense, ganhou as eleições em Londrina.
Só quem conhece a rivalidade do Clássico do Café, pode dimensionar isso.
Bem, mas como?
Faz parte o rapaz, do Partido do MALUF ( como diria meu bom e velho sábio Hélio Bicudo, ...Não transitou em julgado, portanto, é inocente...) Sim do Partido do Maluf, do verbo "Malufar".
Esse moço, milita no Partido do JOSÉ JANENE!, sim do JANENE, lembram-se?, talvez não, afinal, já se passaram mais de dois anos, é muito...
Pois é , agora esse arrivista, decidiu que a sociedade paranaense lhe quer no Senado da República!
Bom, tem "argumentos concretos", de posse de pesquisas "rigorosamente científicas", considera o nobre deputado federal, que, baseado num instituto de pesquisas, o qual ele contratou, Voxpopulares, Ibopex, GentesNossas,ou como dizem os que não concordam com sua atitude, o instituto DataBarros.
Comandante da política no Paraná, vai a imprensa, aos círculos políticos, ao Governador do Estado e feito arauto, proclama:-De acordo com minhas pesquisas, Fulano será Governador, Ciclano será Senador o Beltrano está fora e claro sou a bola da vez!
Quem é este cidadão Paraná?
Meus amigos a que ponto chegamos?
Pergunta que não se pode calar:- Temos um senador da república, que está de acordo com o IBOPE, em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para governador do Estado,sequer foi relacionado no questionário do instituto " DATA BARROS" ?!
Olhem, neste caso , a quem apelar?
Talvez o Ministério Público deva olhar com carinho a "capivara" do elemento, e não esquecer do Infartado, por favor.
Termino com comecei, quem tem medo do Senador?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Porque engolem a empulhação?

Sou informado de que em 23 de julho de 2008, o Instituto Data Vox era denunciado no Blog do Rigon, de Maringá (que citava o Messias) como pertencente a um assessor do Deputado Ricardo Barros. A denúncia se referia à “pesquisa contaminada” para atender interesses escusos. Pois bem, o Instituto ressurge agora para apresentar pesquisa sobre a eleição do próximo ano. Mais do que manipular, exclui informações insidpensáveis para uma avaliação precisa do quadaro eleitoral. Pior, encontra espaço na imprensa do Paraná. A pesquisa divulgada ontem pelo Insituto que já é conhecido como DATA BARROS, é desonesta e ofende a inteligência. Porque alguns aceitam a empulhação?

fonte: http://angelorigon.blogspot.com/

Alvaro Dias reage à pesquisa Datavox com um ataque de risos


Uma gargalhada. Essa foi a reação do senador Alvaro Dias ao saber da pesquisa Datavox sobre a corrida ao governo do Estado, divulgada hoje. O levantamento, encomendado pelo PP, considera Beto Richa como único pré-candidato do PSDB. O prefeito aparece cinco pontos à frente de Osmar Dias, do PDT.

Alvaro Dias perguntou: “Que instituto é esse? Nunca ouvi falar. Engraçado isso”, ainda aos risos. O senador disse que não se aborrece porque não considera a pesquisa válida. “Alguém paga pela pesquisa, para saber o que lhe interessa e deixar de lado o que não lhe interessa”, afirmou.

Sobre a afirmação do líder do PP Ricardo Barros, de que Beto Richa é o candidato do PSDB porque anda pelo Estado, Alvaro Dias retrucou: “Se andar pelo Estado significasse ser candidato, ele estaria dizendo a verdade. O próprio Beto não se coloca como candidato”, concluiu.


fonte: http://www.fabiocampana.com.br/

terça-feira, 28 de abril de 2009

Alvaro mantém sua candidatura e quer que a decisão saia logo

O senador Alvaro Dias não comenta ainda nenhuma espécie de apoio a candidatura do irmão, Osmar Dias, porque mantém sua candidatura e trabalha com a possibilidade de ser o político melhor posicionado nas pesquisas, o que o qualificaria para ser o candidato tucano ao governo.

“Se eu estiver melhor posicionado, serei candidato e ele (Osmar) recuará”, disse Alvaro em entrevista à CBN, logo depois de Osmar Dias.

Alvaro considerou legítimo que seu irmão trabalhe pela própria candidatura e pediu a mesma rapidez dentro do PSDB. “Sou a favor que os nomes dos candidatos sejam definidos o quanto antes dentro do partido. A campanha pode começar depois, mas os nomes têm que ser decididos já”, afirmou Alvaro.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

CINCO JUÍZES DO STF TRABALHAM PARA GILMAR

Você já entrou no site do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, que é de propriedade do Ministro Gilmar Mendes?
Entre os professores desse instituto estão os senhores Eros Roberto Grau, Marco Aurélio Mendes de Faria Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito e a senhora Cármen Lúcia Antunes Rocha (cinco Ministros do Supremo). Ou seja, alguns dos Ministros do Supremo também são funcionários, empregados, prestadores de serviço ou contratados, seja lá como possa ser definida legalmente, a relação deles com o IDP do Presidente do Supremo. Também está na relação o Ministro Nelson Jobim.
Será que não estariam ética e moralmente impedidos de se manifestarem acerca do entrevero Joaquim Barbosa X Gilmar Mendes? Nesse caso, não há conflito de interesses já que de alguma maneira os citados têm relação com Presidente do Supremo que envolve remuneração?
A lista dos professores do IDP está aqui.

Alvaro Dias diz que sua candidatura depende de Serra

Na manhã de Sábado, o senador Alvaro Dias, do PSDB, chegava a cidade especialmente para um almoço com o presidente da sociedade rural – Alexandre Kireff. Quando se deparou no hall do hotel Bourbon com o ministro do planejamento Paulo Bernardo e sua esposa Gleisi Hoffman presidente do PT do Paraná fazendo o “checkout” do hotel.
O trio conversou por alguns minutos, e segundo informações dois momentos marcaram a breve conversa. O Primeiro foi quando a presidente do PT-PR Gleisi admitiu, na frente de várias pessoas, que o Senador Alvaro Dias não fez campanha em 2006, e segundo ela, foi este o motivo que a levou a fazer tantos votos na ocasião. “Se você [Alvaro] tivesse feito campanha e andado pelo estado o resultado certamente seria outro”, disse Hoffman.
Logo após, o Ministro Paulo Bernardo indagou o senador sobre sua candidatura ao governo do Estado. Dias admitiu que enfrenta algumas dificuldades para viabilizar sua candidatura no partido, tendo em vista a disputa prévia com o prefeito curitibano Beto Richa e ilustrou dizendo: “depende do que o Serra decidir, Se ele quiser serei candidato”. Bernardo teve uma reação tão espontânea que causou espanto a todos presentes no lobby do hotel. “Se o Serra for esperto você será o próximo governador do Paraná” concluiu.
Após alguns minutos, o trio tomou um cafezinho no bar do hotel, no qual Alvaro elogiou Gleisi, dizendo que ela teve uma conduta digna e respeitosa na eleição em que disputou.
O casal petista estive em Londrina para participar de uma reunião de organização regional do PT.

fonte: www.sobe-no-caixote.blogspot.com

quinta-feira, 23 de abril de 2009

BARRACO NA SUPREMA!

Se faltava alguma, agora acho que fechou!
Afinal constatamos que não é só no boteco da esquina que o caldo entorna.
Abestalhada a nação assistiu ontem o "maior barraco" na Suprema Corte.
Bem, um dos envolvidos, Ministro Gilmar Mendes, já é arroz de festa, dizem que até na Revista Caras já se deslumbrou, escancarando a patuléia a intimidade de seu modesto palacete. Um luxo.
Não cabendo dentro de sua majestosa toga, o coronel do Mato Grosso, ontem se superou.
Vive aprontando estrepolias, metendo o nariz cumprido, carcando regras, pra não dizer outra coisa, o afetado e rocambolesco Magistrado, desafia a inteligência e paciência nacional.
Se envolve em escandalosos habeas-corpus, vocifera contra o MST, protege colarinho branco, despacha a revelia, causando espécie.
Recentemente articulou um conluiu com o legislativo e executivo, no sentido de amordaçar, dificultar e impedir o valoroso trabalho de nossa Polícia Federal.
Afamado pelo nortão do Estado do Mato Grosso, onde segunda consta lança mão de serviços de "bate paus", capangas e outros que tais, o descontrolado Juíz, tona-se figura perigosa á sociedade brasileira.
Dá para impchemá-lo? Como se cassa um Juíz da Suprema Côrte?
Esse cavaleiro de triste figura já passou dos limites.
Quem votou nele?
Arbitrário, fala pelos cotovelos e adora ser bajulado.
Envolvido sim, em ações no mínimo estranhas, deveria ser objeto de investigação.
Quanto a outra parte envolvida, Ministro Barbosa, falou e disse aquilo que toda nação tinha vontade, mas não tinha canal pra manifestar.
Deu um pito no arrogante!
Colocou-o em seu devido lugar!
Foi, ministro Barbosa, a voz rouca das ruas!
Quanto ao Ministro/Coronel do Nortão do Mato Grosso, esperemos que alguma atitude seja tomada, pois como bem disse nosso novo herói, o midiático Presidente do STF, deve tomar tento, respeitar seus pares e acima de tudo , respeitar a nação, pois não vivemos em suas senzalas mato-grossenses!
Vá pentear macaco, socialyte dos grotões!

Paulo Roberto Aguilera
colaborador do BLOG

quarta-feira, 22 de abril de 2009

MST desmente Globo. Pela enésima vez

MST ESCLARECE ACONTECIMENTOS OCORRIDOS NO PARÁ: Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os Sem Terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protesto pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:

1- No sábado (18/4) pela manhã, 20 trabalhadores Sem Terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os Sem Terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os Sem Terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O Sem Terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3- Os trabalhadores Sem Terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores Sem Terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores Sem Terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos Sem Terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O Sem Terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os Sem Terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - PARÁ

Com informações do blog Conversa Afiada

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Obama se reunirá no próximo sábado com líderes da Unasul

Por solicitacão norte-americana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai ser reunir no próximo sábado (18) com os líderes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), paralelamente à 5ª Cúpula das Américas, que será realizada entre os dias 17 e 19 em Trinidad e Tobago. O pedido foi feito diretamente por Obama à atual presidente da Unasul, a chilena Michelle Bachelet.

De acordo com o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ela ligou ontem (14) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para consultá-lo sobre a reunião. Lula concordou com o encontro e deve ligar amanhã de manhã para Obama.

Um dos temas polêmicos da Cúpula das Américas, que deve ser reiterado no encontro dos presidentes de países da Unasul com Obama, é a ausência de Cuba, único país do continente que não participará do evento. Cuba foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962, logo após a revolução.

O assunto foi tratado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, da Colômbia, na manhã de hoje (15), antes da abertura do Fórum Econômico Mundial da América Latina, no Rio de Janeiro. Embora a declaração final da cúpula, já divulgada, não faça qualquer menção à ausência de Cuba ou ao embargo imposto pelos Estados Unidos à ilha há cerca de 50 anos, tais questões devem estar no centro dos debates em Trinidad e Tobago.

Com a decisão dos governos da Costa Rica e de El Salvador de reatar relações diplomáticas com a ilha, a partir de junho os Estados Unidos serão o único país do continente a não manter relações com Cuba.

“Não se trata de criar um constrangimento aos Estados Unidos, tampouco se trata de deixar passar em brancas nuvens o fato de que a ausência de Cuba numa reunião dessas é uma anomalia e, portanto, esse fato tem que ser corrigido”, afirmou o assessor da Presidência. Uribe, segundo Marco Aurélio, concordou com Lula sobre a relevância do tema, frisando que seu governo tem mantido uma relação “fluida” com Cuba.

O Brasil ainda pretende, como gesto simbólico, votar favoravelmente sobre a anulação da expulsão de Cuba da OEA na próxima reunião de chanceleres do órgão, em junho. “Acho que esse tema poderá passar com muita tranqüilidade. Se não passar por unanimidade, acho que não haverá nenhuma oposição formal”, comentou o assessor especial.

“PMDB não vai levar ferro para ajudar o PT”, diz Anibelli

O deputado Antonio Anibelli não aceita acordo do PMDB com o PT para apoiar Osmar Dias e Dilma Rousseff. Prefere o caminho da candidatura própria do vice Orlando pessuti no Paraná e cada um por si na República.

“Para nós, esse tipo de acordo não serve. Faturamos pela Dilma e levamos ferro no Estado? Não serve”, reagiu Anibelli, que considera as propostas que vem sendo feitas pelo PT ao PMDB nativo simplesmente indecorosas. Até, porque, o PT ocupa cargos importantes no governo enquanto namora às escondidas com o PDT de Osmar Dias.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Helio Duque detona Valdir Rossoni

Fiel escudeiro do senador Alvaro Dias, o ex-deputado Hélio Duque escreveu uma carta ao presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, na qual detona o presidente do partido no Paraná, deputado Valdir Rossoni.

Duque culpa Rossoni de mudar as comissões provisórias municipais e departamentos (como o da Juventude) do partido de forma a prejudicar o senador Alvaro Dias. Com isso, Alvaro perde força na sua busca pela indicação como candidato tucano à sucessão do governador Roberto Requião.

De Roseli Abraão, no Hora H News

Artigo: Perigo à vista

Por José Dirceu*

O país precisa tomar consciência de que estamos remetendo para o exterior US$ 33,8 bilhões em lucros e dividendos (dados do próprio BC referentes a 2008), independente da dívida interna e seu serviço, que nos custou US$ 162 bilhões em 2008, graças as taxas de juros altas mantidas pelo BC, sem nenhuma necessidade real.
Para se ter uma idéia do crescimento registrado nas remessas de 2008, em 1993, enviamos US$ 2 bilhões e, em 2002, US$ 5 bilhões. Além desse montante, ainda enviamos em 2008, US$ 7,4 bilhões referentes a juros dos empréstimos; mais US$ 2,1 bilhões para pagamento de royalties e serviços; US$ 2,6 bilhões para pagamento de serviço de computação e informação; US$ 7,8 bilhões referentes a aluguel de equipamentos; e, por fim, US$ 10 bilhões de turismo e fretes. No total enviamos US$ 57,2 bilhões para o exterior, bem mais que o dobro de nosso saldo na balança comercial, de US$ 24,7 bilhões.
Como podemos constatar não são os serviços que pesam mais (US$ 16,7 bilhões), mas as rendas (US$ 40,5 bilhões) - ou seja, pagamos esse total em juros, dividendos e lucros. Só de lucros das empresas estrangeiras ou de participação em empresas nacionais, pagamos US$ 26,8 bilhões; de lucro dos investimentos externos em carteiras, rendimentos de compra e venda de ações de empresas, pagamos outros US$ 8,5 bilhões; e de juros dos empréstimos externos, US$ 7,4 bilhões.
Nossa balança comercial e seu saldo já não bastam para pagar sequer as remessas de lucros e precisaria ser 131% maior para toda a conta de rendas e de serviços. Nos últimos anos as remessas de lucros das empresas estrangeiras dispararam e as aplicações especulativas na Bolsa de Valores idem, até a crise de 2008 e a saída de US$ 225 bilhões do país (dos US$ 220 bilhões que haviam sido aplicados em 2008), mostrando os riscos aos quais o Brasil está submetido.
Essa extraordinária e arriscada dependência do Brasil só tende a se agravar se não houver uma mudança radical na política de juros e na política com relação a abertura financeira do país, totalmente liberada no governo Lula, dando seqüência a uma tendência do governo FHC. Sem exigências de permanência no país e sem tributação, os capitais aplicados na bolsa jamais chegam ao setor produtivo. Na prática, ganham dezenas de bilhões de dólares, às vezes, centenas e depois saem do país realizando os lucros.
Os recentes acontecimentos nos Estados Unidos e na Europa deveriam levar nosso país e o governo a uma reavaliação dessa política que, nos últimos anos, permitiu que dezenas de bilhões de dólares fossem aplicados em ações e ganhassem duas vezes com a valorização destas e do real. Tudo isso durante a festa com as commodities que, agora, custam tanto sofrimento e desemprego ao mundo todo.
É necessário, portanto, uma reflexão sobre esse quadro externo do país, principalmente quando o fluxo de comércio e de capitais para o Brasil vêm caindo assustadoramente, se não quisermos enfrentar uma situação insustentável no longo prazo.
Mesmo com a queda das exportações e importações e das remessas de rendas em geral, é preciso conter os gastos com transportes, serviços e turismo, com pagamentos de aluguel de equipamentos, serviços de computação e informação, importação de produtos químicos e farmacêuticos, e defensivos agrícolas, substituindo importações e mudando, radicalmente, nossa política de abertura financeira liberal para uma política de acordo com o interesse nacional, a exemplo de outros países, como a China.

*José Dirceu. Ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República

Brasil constrói centro esportivo na Palestina

SÃO PAULO – O Brasil, juntamente com a Índia e África do Sul, vai construir um complexo esportivo na Palestina. A pedra fundamental do empreendimento será lançada no dia 27 de abril e terá a presença da responsável pelo escritório do Brasil em Ramalah, a diplomata Ligia Maria Scherer. A iniciativa é do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas) e usará recursos de um fundo criado pelo grupo para aplicação em projetos em outros países.

O complexo vai ficar em Ramalah em uma área de mil metros quadrados e terá um investimento de US$ 1 milhão, segundo informações do governo brasileiro. O empreendimento deve comportar espaços para atividades como ginástica convencional, ginástica olímpica, tênis de mesa, vôlei, badminton (jogo de peteca com raquete), futebol e esgrima. Também haverà ¡ vestuários, chuveiros e áreas administrativas. Além de financiar a construção, o Ibas vai apoiar a criação de uma liga esportiva juvenil no país árabe.

A decisão de construir o complexo foi tomada pelo Ibas durante Conferência de Doadores de Apoio à Autoridade Palestina, que ocorreu em Paris, na capital francesa, no final de 2007. Na época, o grupo se comprometeu a doar US$ 3 milhões para o país árabe. Deste total, US$ 1 milhão será destinado para a construção do centro esportivo. Na mesma conferência, neste ano, no Egito, o Brasil se comprometeu a doar US$ 10 milhões para a ajudar na reconstrução da Palestina, atualmente devastada pelos conflitos com Israel.

O Ibas atua em três frentes. Uma delas é na aproximação da Índia, Brasil e África do Sul, nas esferas legislativa, executivo, judiciária e sociedade civil. A outra é uma estratégia política de coordenação diplomática entre as três nações. Há ainda um braç o da Ibas que oferece ajuda a terceiros países. Nesta esfera foi lançado o projeto de construção do centro esportivo palestino. O fundo, que reúne recursos para estes projetos, foi criado em 2004 no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O Ibas já fez ações no Haiti, Guiné-Bissau e Cabo Verde. No Haiti foi executado um projeto de coleta de lixo sólido, que hoje já é auto-sustentável. Por meio dele, o lixo começou a ser transformado em pequenos fragmentos para servir como lenha. Em Guiné-Bissau foi levado adiante um projeto na área de agricultura e pecuária e em Cabo Verde o Ibas promoveu a restauração de um centro de saúde. Agora, além da Palestina, o grupo estuda colocar recursos em projetos de HIV em Burundi e de manejo de recursos hídricos em Laos.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Entrevista: Álvaro Dias

Em entrevista por e-mail ao “Jornal de Beltrão”, o senador Álvaro Dias falou sobre sucessão estadual e nacional para as eleições de 2010. Confira abaixo alguns trechos desta entrevista:


Osmar Dias: Sobre a provável candidatura do irmão e uma disputa entre eles, Álvaro defende que os dois não devem entrar no jogo dos adversários: Quem estiver mais bem situado na opinião publica terá o privilégio da escolha. Só nestas circunstâncias serei candidato.”


Futuras alianças: “A força eleitoral do candidato é que atrai mais ou menos alianças. Portanto, o candidato favorito nas pesquisas sempre terá facilidades de aglutinação.”


Beto Richa: Sobre uma provável disputa com o prefeito de Curitiba dentro do PSDB, Álvaro acredita que isso não deve acontecer: “Creio que não teremos dificuldades no PSDB do Paraná, pois o Beto Richa deve cumprir todos os compromissos de campanha, completando seu mandato de prefeito e se lançando candidato ao governo em 2014. É o mais sensato. O compromisso com a população de Curitiba é prioridade. Uma cidade importante, que terá cerca de R$ 9 bilhões de investimentos nos próximos anos em razão da Copa 2014, não pode ser desprezada. O respeito aos compromissos é o mais importante. E será determinante, em minha opinião.


Mas José Serra renunciou em 2006: As circunstâncias são outras. O PT ganharia o governo de São Paulo se José Serra não disputasse, comprometendo o projeto nacional do PSDB. Isso não ocorre no Paraná. Há outro exemplo que não pode ser esquecido. Pimenta da Veiga (1989) era um prefeito super bem avaliado em Belo Horizonte, com um prestígio enorme e um grande futuro. Mas ele renunciou à Prefeitura de BH para disputar o governo (1990), perdeu as eleições e nunca mais voltou.”


Principal adversário: Para Álvaro, o principal adversário do PSDB, mesmo no Paraná, ainda e o PT: O PT é o principal adversário do PSDB no país. Por consequência, acaba sendo no Estado, independentemente do seu potencial de votos.”


E o PMDB como fica? “O PMDB pode ser parcialmente aliado nas eleições presidenciais. Como o projeto nacional é a prioridade do nosso partido, isso acaba orientando o comportamento nos Estados.”


José Serra ou Aécio Neves? As pesquisas de opinião pública, realizadas constantemente, são suficientes, em razão do favoritismo destacado do governador José Serra.”

Especial: ''Maluf'' de Londrina transfere voto para eleito

por Marli Lima, de Londrina

Das 32 cidades que já realizaram novas eleições, a maior é Londrina, segundo mais populoso município paranaense, de 500 mil habitantes. E confirmou o rumo da maioria das cidades que voltaram às urnas depois da disputa municipal do ano passado. O terceiro colocado na eleição de outubro de 2009, o deputado federal Barbosa Neto (PDT), foi eleito no domingo, 29 de março, com o apoio do ex-prefeito cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado estadual Antonio Belinati (PP).

No gabinete que ocupa em Curitiba, Belinati costuma alertar os visitantes. "Cuidado com o golpe da cadeira. Ela era do Barbosa, já derrubou muita gente." Belinati teve sua candidatura invalidada pelo TSE dois dias depois da eleição, por problemas na prestação de contas em 1999. O tucano Luiz Carlos Hauly, também deputado federal, obteve a segunda colocação nos "três turnos" realizados desde outubro.

Na teia que envolve Belinati e Barbosa há mais coincidências que o uso do mesmo gabinete e o fato de terem atuado na área de comunicação, como apresentadores de rádio e televisão. Depois de perder no primeiro turno, Barbosa decidiu apoiar Belinati. Quando o vencedor teve a candidatura impugnada e novas eleições foram marcadas, surgiram em Londrina adesivos em automóveis que orientavam os eleitores de Belinati ao voto nulo.

Pesquisas mostravam Barbosa e Hauly tecnicamente empatados, enquanto Belinati continuava a buscar meios jurídicos para tomar posse. Mas, com a proximidade da nova eleição, o último comício de Barbosa foi marcado na região chamada de Cinco Conjuntos (ou Cincão), ao Norte do município, reduto eleitoral de Belinati e uma das áreas mais populosas. Lá, três dias antes de as urnas serem usadas pela terceira vez, Barbosa cedeu a Belinati o direito de falar por último. No começo, ele disse aos moradores que não havia desistido de brigar pelo cargo, mas depois pediu votos para Barbosa.

"Tive de fazer uma opção como cidadão, mesmo não concordando com o terceiro turno", diz Belinati que, no Supremo Tribunal Federal, vai tentar usar o princípio de segurança jurídica para fazer valer sua eleição. Os números finais das urnas mostram que o apoio de Belinati pode ter sido decisivo para a vitória de Barbosa Neto. No primeiro turno, Belinati teve 28.498 votos na zona eleitoral 157, que inclui o Cincão, erguido na região Norte da cidade em sua passagem pela prefeitura, nos anos 80, contra 7.469 de Hauly e 12.013 de Barbosa. No segundo turno, Belinati conseguiu 38.557 votos e Hauly, 17.605. Na semana passada, foi lá que Barbosa disparou, com 36.430 votos, contra 15.451 votos de Hauly. O crescimento de Barbosa ali foi de 203%, o maior verificado nas sete zonas eleitorais do município. No fim, Barbosa conseguiu 54,12% dos votos válidos (135.507) e Hauly, 45,88% (114.867).

"Não tive mérito nenhum", desconversa Belinati, sobre o desempenho de Barbosa na região Norte, que atualmente conta com mais de 20 conjuntos habitacionais mas que surgiu no meio de cafezais, com a construção de casas do extinto BNH. "Difícil falar sobre hipóteses, mas não quero ser ingrato", responde Barbosa, ao ser questionado se teria vencido sem o apoio do candidato cassado. "O mérito é do Barbosa", opina o senador Osmar Dias, presidente do PDT no Paraná e pré-candidato ao governo em 2010. Hauly, que critica a atuação da justiça no processo, diz que o apoio de Belinati a Barbosa "fez parte do pacote" de estranhezas da eleição. "O eleitor não tem informação sobre os 93 processos que o Belinati responde, não sabe separar o joio do trigo", afirma, sobre ações cíveis e criminais que o político acumulou nas três vezes em que foi prefeito - Belinati foi cassado em 2000, acusado de desvio de verbas municipais.

Conversas com taxistas e moradores do cincão revelam que, embora Belinati não seja unanimidade, é o preferido. "Só votei no Barbosa por causa do Belinati, senão ia anular meu voto. Ele pode ser ladrão, como dizem, mas deixou muita lembrança", disse o aposentado José de Jesus Neto, um dos primeiros moradores do local. "Eu penso que ele ainda vai ser prefeito", completa, sobre o desejo de que político vença na Justiça. O pedreiro Manoel Rodrigues de Andrade, que chegou há 10 anos, engrossa o coro. "Se o Belinati se candidatar 500 vezes, vai ser eleito aqui 500 vezes." Dona de uma lanchonete, Neide Olegari ouve dos clientes que a presença de Belinati no comício mudou as coisas. "Foi decisivo", afirma Willian Martins, que tem uma loja de confecções. Tal influência não é bem vista por alguns. Para Neide Silva, presidente da Associação do Comércio e Indústria da Região Norte, a população confunde as coisas, porque acha que foi o Belinati quem deu as casas. "É uma questão de idolatria", compara. "Não temos de ter um dono." Diversos moradores disseram, ao Valor, que Belinati para Londrina é como o Paulo Maluf para São Paulo, "rouba mas faz".

Enquanto o prefeito eleito não toma posse, a cidade é comandada pelo padre José Roque Neto (PTB), presidente da Câmara, que gostou da experiência e já pensa em ser candidato em 2012. "Não podemos deixar a cidade parada, esperando uma decisão, por isso estamos fiscalizando e cobrando ações", diz o vereador Jairo Tamura, presidente em exercício da casa. A diplomação de Barbosa deve acontecer até o dia 28 e, a posse, no começo de maio. Enquanto aguardam as próximas cenas das eleições, políticos e moradores não descartam uma nova reviravolta, caso Belinati consiga reverter a situação no STF. "Estamos confiantes na vitória, nem que a questão se arraste até o fim do mandato", diz Belinati.

Barbosa, que também é investigado na Operação Gafanhoto, por desvio de salários destinados a servidores, diz que vai seguir o que a Justiça mandar, sobre o prazo para renunciar ao mandato de deputado federal. Sobre o fato de ser apoiado pelo candidato cassado, ele faz uma declaração bíblica: "Não julgue para não ser julgado". Nos últimos oito anos Londrina teve administração petista, com Nedson Micheletti, e tanto Belinati como Barbosa dizem que o município tem sérios problemas econômicos a enfrentar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vitória de Luís Nassif no processo da Veja

Algo importante aconteceu na blogosfera brasileira quando o jornalista Luis Nassif começou a publicar reportagens a respeito da revista Veja: o debate mudou de plano. O que Nassif batizou de dossiê analisa, com farto material, o jornalismo praticado pela publicação semanal. Nesta semana, o Juiz Carlos Henrique Abrão, da 42ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, julgou improcedente a ação de danos morais movida pelo ediretor de redação Eurípides Alcântara contra Nassif.

“O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico”, é o que se lê logo no primeiro parágrafo do visualmente simples blog de Luis Nassif.

A fundamentação do jornalista contra a revista baseia-se em três afirmativas. Segundo ele, é necessário juntar um conjunto de peças. “O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo. O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década. A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos”.

Não há dúvida de que o blog é leitura fundamental, para se pensar o jornalismo contemporâneo. Diversos blogs, inclusive, lançaram campanhas para que a página de Nassif figurasse no topo do site de buscas Google, quando a palavra Veja fosse procurada. A Revista Veja chegou a impor dificuldades tecnológicas de busca e os próprios leitores do blog passaram a ajudar o Nassif a encontrar reportagens específicas.

Em sentença anunciada esta semana, o juiz Carlos Henrique Abrão, da 42ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, julgou improcedente a ação de danos morais movida pela Revista Veja e seu diretor de redação Eurípides Alcântara contra Nassif. “A fundamentação da sentença é magnífica e a decisão é histórica, na medida em que não é muito comum que um grupo de mídia processe um jornalista por reportagens dedicadas a estudar esse mesmo veículo”, analisa Idelber Avelar, do blog Biscoito Fino e a Massa.

“A liberdade plena de imprensa, maior conquista das democracias ocidentais, observa o ângulo da transparência, seriedade e compromisso com a verdade. Difícil manter a harmonia quando interesses econômicos, políticos, sobretudo empresariais, sem sobra de dúvida, flexionam os limites da ética e da moralidade da imprensa”, diz a sentença.

“Desenhada a arquitetura da lide, o seu ambiente divergente, feito o bosquejo do essencial, e tendo em mira a mudança de mentalidade surgida com a guerra midiática dos informes eletrônicos, blogs, equipamentos disponíveis, sopesando, um a um, todos os aspectos, a prova amealhada não permite, salvo melhor juízo, o acolhimento desta ação. Explicando a procura de justificativa, embora forte e contundente na sua crítica, Luis Nassif se cercou do contexto que tinha em suas mãos para escrever a matéria e não patinar nas informações, abordou assunto próprio de sua característica e o desagrado, como não poderia deixar de ser, fora generalizado”, prossegue o juiz.

“Técnico, impecável, o magistrado reitera que julga a ação, não a veracidade da reportagem de Nassif. Mas estabelece claramente que Nassif seguiu pautas jornalísticas em seu trabalho. Categórico, o Juiz desmonta a pretensão da Revista Veja de extorquir cem mil reais de indenização do jornalista.Muito pouco apreço pela verdade e pela própria dignidade terá qualquer advogado que recorra desta decisão em nome da Revista Veja. Trata-se de uma sentença histórica em defesa da genuína liberdade de imprensa, não desse falso slogan que evocam os grupos de mídia quando são contrariados”, avaliou Avelar em sua página.

O diretor de redação de Veja, Eurípedes Alcântara, e o editor especial Lauro Jardim entraram em fevereiro de 2008 com as ações civis na Justiça de São Paulo. Foram quatro ações: duas de Alcântara contra o jornalista e o portal que hospeda seu blog, o iG, cujo mantenedor é a Brasil Telecom, e outras duas de Jardim também contra Nassif e o iG.

Fonte: Carta Maior

Belinati quer supender posse de Barbosa

A defesa do deputado estadual Antonio Belinati (PP) deve ingressar esta semana com recurso (agravo de instrumento) no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de reverter decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impugnou a candidatura de Belinati dois após ele ser eleito prefeito de Londrina, no ano passado
.
Se o novo recurso for aceito pelo STF, os advogados de Belinati pretendem apresentar, em seguida, medida cautelar pedindo a suspensão da diplomação e da posse de Barbosa Neto (PP), prefeito eleito no chamado “terceiro turno”, no dia 29 de março deste ano.
O advogado de Belinati, Eduardo Franco, explicou - em entrevista à rádio Brasil Sul - que, caso o agravo de instrumento seja aceito pelo STF, o próximo passo será uma medida cautelar com pedido de efeito suspensivo [da diplomação e posse] até que seja julgado em definitivo o recurso extraordinário.

Isso evitaria, por exemplo, que Barbosa renunciasse ao cargo de deputado federal para assumir a prefeitura sem uma definição com relação á eleição de Belinati. Por enquanto, José Roque Neto (PTB) continua sendo o prefeito. Não há data oficialmente marcada para a posse de Barbosa Neto.

Na semana passada, o TSE negou recurso extraordinário da defesa de Belinati, que agora recorre ao STF, última instÂncia da JustiÇa. A decisão deve sair em uma semana.

Para 70% Requião está no caminho certo

Pesquisa da APPM (Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado) divulgada ontem, reforça a aprovação do governador Roberto Requião no Paraná. Pelo levantamento, realizado na última semana de março em 121 cidades, para 70% dos três mil entrevistados, o Paraná está no caminho "certo", enquanto 17% apontaram o estado no caminho "errado" e 13% não souberam ou não responderam à questão.

Em relação ao Brasil, 53% apontaram que o país está no caminho "certo", 32% afirmaram que o país segue no caminho "errado" e 15% não responderam ou não souberam responder. Requião alcança 57% de aprovação entre os conceitos ótimo e bom.

Para o líder do governos na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli, "Esta nova pesquisa é mais ampla, mas mostra um resultado similar a do instituto Datafolha que já apontava esses índices mais do que positivos e mostra ainda que Requião faz um governo de grande alcance popular", disse . (do alep.pr)

Só 6% controlam geração de renda no Brasil

Os meios de produção de riqueza do país estão concentrados nas mãos de 6% dos brasileiros. É uma das conclusões apresentadas no livro Proprietários: Concentração e Continuidade lançado na última quinta-feira (2), na sede do Conselho Regional de Economia (Corecon), em São Paulo.

A publicação é o terceiro volume da série Atlas da Nova Estratificação Social do Brasil, produzida por Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e vários economistas do órgão. Do livro, consta um levantamento que revela que, de cada 20 brasileiros, apenas um é dono de alguma propriedade geradora de renda: empresa, imóvel, propriedade rural ou até mesmo conhecimento – também considerado um bem pelos pesquisadores. (do vermelho.org)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Artigo Futebol: Que caminho tomar.

Passeando nos noticiários do Brasil esportivo, de passagem devo lembrar que deve ser difícil torcer para a Lusa do Canindé. Ganhando do Santo André e esperando pelo apito final na Cidade de Campinas, quando estavam empatados Santos e Ponte Preta, o que lhe daria o degrau das semifinais do Paulistão, eis que no crepúsculo do jogo, sai o gol do sempre Kleber do Peixe, derrubando as pretensões dos torcedores da Portuguesa. Coisas do futebol. No Rio de Janeiro, as equipes do Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo vão para a briga. Em Porto Alegre, sem o Grêmio, desclassificado, abertura para mais um título do Internacional. Em Santa Catarina o time do Avaí está na dianteira. Por aqui a situação está indefinida. Com empate do Coritiba e Jotinha, aparece novamente o Atlético com possibilidades de ganhar o título depois da vitória de 3x1 frente ao time do Irati. Nesse sobe e desce de pretensões está chegando mais uma etapa da Copa do Brasil com jogos marcados nesta 4ª feira onde o Coritiba F.C. estará jogando em Salvador contra o Bahia e simultaneamente Atlético na Cidade de Natal frente ao ABC. Com viagens pelo meio, na volta o clássico Paratiba e mais uma vez na Arena o Furacão jogando contra o time do Nacional de Rolandia com o que vamos caminhando lotados de dúvidas nas qualidades expostas nos campos. O que dizer da torcida do Verdão Coxa Branca, que mais uma vez lamenta a forma de jogar de sua equipe onde o técnico tenta e não consegue colocar em campo suas definições táticas por falta da melhores artistas. Investimentos como a do gringo Ariel sem nenhum retorno é que põe em xeque erros nas avaliações atrapalhando o lado financeiro para necessárias contratações visando o Brasileirão/2009. Do lado atleticano múrmurios da saída do técnico para o Grêmio. Que amor é esse Geninho? Já o Ivo Wortmann disse que tem outras propostas. Tudo isso me faz lembrar Diede Lameiro que andou por aqui uns 30 anos atras, quando a situação estava preta mandava alguém enviar um telegrama com suposta proposta de trabalhar em outro clube. E assim caminha a humanidade.
Certo ou errado?
Capitão Hidalgo
Fonte: http://capitaohidalgo.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ressalvas de peso

As contas da prefeitura de Londrina referentes ao exercício de 2006 foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Com ressalvas. E que ressalvas! Segundo divulgou o TC, estas foram as principais trapalhadas da gestão do prefeito Nedson Micheletti naquele ano:
- Déficit de quase R$ 5,93 milhões na arrecadação de impostos municipais, 3,18% a menos que os R$ 186,5 milhões previstos para o exercício.
- Falta de repasse, ao INSS e ao regime próprio de previdência, das contribuições descontadas dos salários dos servidores.
- Falta de pagamento de precatórios (dívidas resultantes de decisões judiciais) notificados antes de julho de 2005.
- Falhas na constituição do Conselho Municipal de Saúde, sem atender o critério de número mínimo de representantes da sociedade civil.
Em relação ao déficit orçamentário – item que afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000) e era apontado como causa de irregularidade tanto na instrução da Diretoria de Contas Municipais (DCM) quanto no parecer do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas (MPjTC) –, o relator do processo, auditor Ivens Linhares, levou em consideração as razões apresentadas pela Prefeitura de Londrina.
A primeira delas foi que a arrecadação de impostos em 2006 teria sido prejudicada por uma greve geral de servidores, que durou 106 dias, e dificultou o acesso dos contribuintes ao prédio da Prefeitura para o pagamento de tributos e também comprometeu a cobrança da dívida ativa.
A segunda razão apresentada por Micheleti na defesa foi a tomada de medidas para regularizar a arrecadação, com a edição de um decreto. Os resultados já apareceram no primeiro quadrimestre de 2007, que apresentou um superávit de aproximadamente R$ 3 milhões.
O parecer técnico votado pelo TCE será encaminhado à Câmara Municipal de Londrina, a quem cabe julgar as contas do Executivo. Para tomar decisão diferente da sugerida no parecer do Tribunal são necessários dois terços dos votos.