sexta-feira, 24 de julho de 2009

Presidente Zelaya parte acompanhado de Éden Pastora, o Comandante Zero

O presidente Mel Zelaya, deposto por um golpe de estado no último dia 28, voltará a Hondruras pela fronteira da Nicarágua. O presidente estará acompanhado pelo Comandante Zero, dos Sandinistas, e uma caravana até as cidades de Somoto e Ocotal.
Segundo o jornal nicaragüense El Nuevo Diário “Montado em seu jeep branco Wrangler conversível, capota negra, saiu ontem o vaqueiro hondurenho a buscar sua pátria perdida.
A marcha a fará com a mesma paciência com que viu transcorrer 26 dias desde que o expulsaram de Honduras. (leia abaixo texto original na íntegra)

Sale Zelaya acompañado de Edén Pastora
* Una caravana custodiada por decenas de Tapires de la Policía
* Estará en Somoto y Ocotal, y el sábado en la frontera
por Leonor Alvarez

Montado en su jeep blanco Wrangler convertible, capota negra, tipo renegado, salió ayer el vaquero hondureño a buscar su patria perdida. La marcha la hará con la misma paciencia que ha visto transcurrir 26 días desde que lo expulsaron de Honduras.

Tres días de viaje a partir de ayer para llegar a la frontera con Nicaragua y mirar lo que pasará cuando levante una bandera blanca, con la expectativa de que los militares que lo esperan lo obedezcan y bajen sus armas.

“Yo espero que cuando las Fuerzas Armadas, especialmente su cúpula militar, vean que está el pueblo y que está su Presidente, bajen sus fusiles, se sometan a la autoridad y levanten la bandera de la democracia”, expresó.

Manuel Zelaya Rosales, antes conocido como el “Presidente Vaquero”, por su singular sombrero, viajó ayer al departamento nicaragüense de Estelí, 149 kilómetros al norte de Managua, donde se harían los planes para hoy continuar su marcha hasta los municipios Somoto y Ocotal. El sábado planea llegar definitivamente a la frontera que divide a Nicaragua de Honduras.

“Vamos sin armas, vamos desarmados, vamos a buscar el diálogo”, dijo ayer Zelaya, aclarando que el diálogo que busca no es con los golpistas ni con Roberto Micheletti, Presidente de facto.


“Comandante Cero” llegará sólo a frontera con Honduras
Aunque el presidente depuesto aseguró ayer en la conferencia de prensa que sólo una bandera blanca acompañará su marcha, las palabras de su compañero “Comandante Cero” --nombrado estratega de la misión por su experiencia de guerrillero en los años 80-- se pueden interpretar de otra forma.

“Hay que estar alerta y preparado para lo que pueda ocurrir. En política todo es posible”, advirtió Edén Pastora, mejor conocido como “Comandante Cero”, desde que lideró el asalto al Palacio Nacional en 1979. Pastora detalló que su misión termina en la frontera.

Zelaya salió de Managua acompañado de una caravana de periodistas y de policías nacionales, pero no confirmó hasta dónde lo acompañarán los oficiales nicaragüenses.

Custodiado por oficiales TAPIR

La marcha también iba custodiada por oficiales de Tácticas y Armas Policiales de Intervención y Rescate, mejor conocidos como TAPIR. Extraoficialmente, una radio local informó que había varios buses a las 5:00 de la tarde de ayer, en el Malecón de Managua, esperando zarpar para acompañar la caravana de Zelaya.

Zelaya hizo un llamado a su esposa y a sus hijos para que lleguen a la frontera de Honduras y lo esperen.

“He invitado a mi esposa y a mis hijos a que salgan mañana a la frontera. Posiblemente mañana en la noche me estaré reuniendo con ellos, o el sábado en la mañana en la frontera”, manifestó. En la conferencia también reiteró su agradecimiento al Presidente de Costa Rica, Óscar Arias, por el esfuerzo que hizo en buscar una mediación.

Nuestro corresponsal en Estelí, Máximo Rugama, reportó que la caravana arribó al “Diamante de Las Segovias” a las 7:45 de la noche, y que el presidente Zelaya se hospedaría en el hotel La Campiña, cinco kilómetros al Norte de Estelí.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Após fracassar mediação, Zelaya anuncia retorno a Honduras

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, anunciou, na noite desta terça-feira (21), que pretende voltar ao seu país a partir do fim do dia de hoje (22), quando se encerra o prazo de 72 horas fixado pelo mediador do conflito, o presidente da Costa Rica, Osca Arias, para o fim da crise política. Zelaya também confirmou que enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, solicitando que o país intensifique as sanções contra os golpistas que tomaram o poder.

Sem avanço nas negociações, ele disse que regressará apesar das ameaças de prisão do governo interino. "Creio que não se pode me pedir mais tempo para continuar as negociações. Até agora apoiei tudo que me foi pedido pela comunidade internacional. Tenho que regressar", colocou, se referindo ao fracasso das tentativas de acordo com o governo autoproclamado e instando a comunidade internacional a apoiar sua decisão.

Zelaya não deu detalhes sobre sua volta. Disse apenas que ela se daria por meio de "qualquer um dos pontos fronteiriços de Honduras com Guatemala, El Salvador ou Nicarágua", por via aérea, marítima ou terrestre. "A partir das 72 horas estabelecidas, inicio meu retorno legítimo ao país. Não darei detalhes de como o farei, porque são estratégias que tenho que preservar", justificou.

O governante deposto disse que só falará "o horário e a forma" de seu retorno aos jornalistas que o acompanharem. Assegurou que seu retorno a Honduras tem como objetivo "buscar soluções" e manifestou que será "um retorno pacífico, amparado no direito a resistir à opressão".

O hondurenho responsabilizou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas hondurenhas, general Romeo Vásquez, caso algo lhe aconteça na empreitada. "Eu responsabilizo, por minha vida, por minha segurança, o general Romeo Vasquez", afirmou Zelaya em entrevista coletiva concedida na embaixada de Honduras em Manágua.

"Se algo me acontecer no caminho para Honduras, o responsável por meu assassinato, minha morte, será o general Romeo Vásquez", insistiu o governante hondurenho, detido e expulso de seu país pelos militares em 28 de junho e destituído pelo Parlamento, que nomeou Roberto Micheletti em seu lugar. O presidente asseverou que, com o seu retorno a Honduras, "a cúpula militar terá que ir embora", dando espaço a uma nova gereção de militares.

Sobre a carta que enviou a Obama, Zelaya informou que teve o objetivo de "pedir que (os EUA) apertem suas medidas diretamente contra os que conspiraram nesse golpe e realizaram este golpe", disse.

De acordo com o La Jornada, o presidnete deposto tem se comunicado com frequência com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, mas questiona o jogo duplo de Washington, onde há legisladores que apoiam o golpe. Zelaya citou como exemplos Otto Reich e Robert Carmona, "que são democratas até os Estados Unidos e fora do país são tiranos".

Enquanto Zelaya tomava a decisão de regressar, seus apoiadores saíram em marcha para cobrar sua restituição. Diversos sindicalistas convocaram uma paralização geral para quinta e sexta-feira. Em Washington também houve protesto de uma delegação hondurenha integrada por legisladores e membros da sociedade civil que exigiram a restituição pacífica do presidente constitucional.

Na Costa Rica, as informações eram as de que Arias trabalhava horas extras na busca de uma saída mediada, após Zelaya ter reafirmado seu propósito de voltar a Honduras.

O prazo de 72 horas foi estabelecido por Arias no domingo, ainda na esperança de buscar uma solução diplomática para o impasse gerado pelo golpe. O governo de facto de Honduras, contudo, fez saber que tem "enorme vontade" para resistir a sanções internacionais e convocou seus partidários a se manifestares nesta quarta-feira.

Com agências

terça-feira, 21 de julho de 2009

ARTIGO: Imoral

No Brasil, é normal seus dirigentes serem vistos e sentirem-se como casta, com privilégios muito além dos direitos aos quais o povo tem acesso. Os serviços de saúde e educação à disposição das famílias dos eleitos são completamente diferentes daqueles dos seus eleitores. Ninguém se espanta com o fato de o teto do salário no setor público ser 25 vezes maior que o piso salarial do professor ? cujo valor, apesar de tão pequeno, até hoje, um ano depois de sancionado, ainda é contestado na Justiça, como inconstitucional.

É visto como natural que a parcela rica do Brasil tenha o maior índice de cirurgias plásticas de rejuvenescimento em todo o mundo e a parcela pobre não tenha acesso nem mesmo às mais fundamentais operações; que os 10% mais ricos tenham esperança de vida de 72 anos e os 10% mais pobres de apenas 45 anos. Todos aceitam que milhares peçam esmolas para comprar comida e remédios que enchem as prateleiras de farmácias e supermercados.

Considera-se normal que os 1% mais ricos da população recebam 20,5% da renda nacional e os 50% mais pobres recebam apenas 13,2%; que 19% das casas não tenham água encanada e 51% não tenham saneamento ou esgoto. Aceitamos que 50 milhões dependam de ajuda no valor de R$182 por mês para a sobrevivência de toda a família, R$6 por dia, sem chance de trabalho com salário digno.

É natural que crianças vivam nas ruas, sejam mendigos, pivetes, prostitutas, trabalhadores, e não estudantes; que 11% delas cheguem aos 10 anos sem saber ler; e 60 abandonem a escola a cada minuto do ano letivo, antes da conclusão do Ensino Médio; e que entre as que permanecem, muitas vejam a escola como um restaurante-mirim que fornece merenda. É aceito que os professores tenham a menor remuneração entre os profissionais com formação equivalente; que deem aulas em escolas sem água nem luz, raras com computadores e sistemas de vídeo. Ficou normal que as escolas tenham se transformado em campos de batalha, os professores sejam agredidos, as aulas viraram balbúrdia.

Mesmo sem guerra, nos acostumamos com 125 mil pessoas mortas por ano em conseqüência da violência. Aceita-se que o país com um dos cinco maiores territórios do mundo ? além de litoral e espaço aéreo ? não apoie suficientemente suas Forças Armadas para defenderem esse patrimônio.

Não discutimos sequer o fato de conviverem 4,5 milhões de universitários ao lado de 14 milhões de analfabetos adultos e 40 milhões de analfabetos funcionais; de que, 121 anos depois da abolição da escravatura, a cor da elite seja tão predominante branca quanto era durante a escravidão; é aceito como normal que as universidades sejam ocupadas, na imensa maioria, por jovens brancos e as prisões, por jovens negros; que em 120 anos da República, o Brasil tenha uma escola diferente para os ricos, na qualidade, da escola para os pobres; e que, depois de 20 anos de democracia, a corrupção seja vista como uma prática comum em todos os níveis da sociedade, especialmente entre os políticos.

É normal que nossas reservas florestais sejam devastadas sistematicamente; e que apesar de todas as evidências da catástrofe do aquecimento global, abramos mão de bilhões de reais em impostos para viabilizar o aumento na venda de automóveis privados, sem buscar uma reorientação dessa indústria, como forma de manter o emprego do trabalhador, o bem-estar do consumidor e o equilíbrio ecológico, a serviço das próximas gerações.
É normal prender quem rouba comida ou remédio para os filhos e deixar solto quem rouba bilhões mas pode pagar bons advogados.

E é normal, nos dias de hoje, que os partidos que lutavam contra as injustiças tenham optado pelo abandono dos sonhos, entregado-se às mesmas práticas do passado e esquecendo-se de suas promessas. Na República, que comemora 120 anos, é normal que a justiça, a escola, a saúde, o transporte, a moradia, a cultura sejam tão diferenciadas, conforme a classe social, que as pessoas não pareçam compatriotas.

No Brasil, o anormal é normal; por isso, o normal é anormal. E imoral.

Cristovam Buarque é senador (PDT-DF)

CHARGE DO DIA

segunda-feira, 20 de julho de 2009

ZELAYA ESTÁ EM HONDURAS EM DEFINITIVO

COMEÇA A GRANDE MARCHA PARA A RETOMADA DA DEMOCRACIA
por Laerte Braga
O presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya está em território de seu país e em caráter definitivo. Até agora Zelaya tinha feito algumas incursões a regiões da fronteira onde falou por duas ou três vezes ao povo. Neste momento o presidente entrou em Honduras e vai permanecer.
A greve geral está afetando diversos setores da economia do país. São visíveis os sinais de descontrole dos golpistas. A repressão aumenta, mas já não há unanimidade entre os militares que depuseram o presidente há quase vinte dias.
Uma grande marcha com voluntários de diversos países principalmente da América Latina começa a dirigir-se a Tegucigalpa. Muitos norte-americanos de organizações pela democracia e direitos humanos estão se associando a marcha. Outros chegam de países da Comunidade Européia.
O presidente não pretende mais retirar-se do território de Honduras. Sua mulher e sua “filha” lideram mobilizações em vários pontos principalmente na capital.
As manifestações em toda Honduras estão provocando ondas de grande emoção no país. Levas de trabalhadores na cidade e no campo saem às ruas para manifestar seu apoio ao retorno do país à legalidade constitucional. O próprio Zelaya que entrou em Honduras às sete horas da manhã solicitou a este jornalista através de amigos comuns que corrigisse a informação – “é minha “filha” e não filho, que ao lado da minha mulher lidera manifestações por todos os cantos” –.
A política norte-americana de ganhar tempo através de negociações envolvendo o presidente da Costa Rica Oscar Árias e assim consolidar o golpe ou encontrar solução intermediária que favorecesse interesses dos EUA começa a fazer água. O presidente Barak Obama, neste momento, está acuado dentro de seu próprio país, já que setores do complexo empresarial e militar querem manter a todo custo o governo golpista.
O clima em Honduras é de comoção nacional.
Todos os protestos são pacíficos. É importante manter a mobilização na rede mundial de computadores, que acaba forçando a mídia corporativa no Brasil a noticiar fatos próximos dos reais e diminuir o nível de distorções diante das realidades que começam a brotar de forma absoluta em Honduras.
Há protestos em frente à embaixada dos EUA. O embaixador norte-americano em Honduras é um dos principais suportes do golpe e ignora a posição oficial do presidente Barak Obama.
Grupos de militares encarregados da repressão começam a questionar o papel das forças armadas hondurenhas a despeito da pressão dos comandantes golpistas e da presença de 500 soldados dos EUA que fornecem apoio logístico ao golpe.
A chegada de Zelaya cria um fato consumado e coloca os golpistas diante de um impasse. Falta-lhes, neste momento, forças morais para enfrentar a reação popular. E se o fizerem o custo em vida será dramático, ultrapassando qualquer limite de sanidade.
O presidente deposto disse que vai permanecer em Honduras até o restabelecimento do seu governo e repetiu que “não existem mudanças sociais sem luta”.
À tarde novos comunicados da resistência serão divulgados dando conta das ações do movimento.
A professora Neuzah Cerveira, filha de uma dos assassinados pela ditadura militar de 1964, o major Joaquim Cerveira, acaba de distribuir o seguinte comunicado conclamando à marcha em Honduras:
"Conclamo a todos os latino americanos a participarem da marcha pacífica que se dirige a Honduras para reconduzir Mel Zelaya a seu cargo legitimo, usurpado por narco traficantes golpistas. A quadrilha de Pinochelletti. Com apoio dos EEUU.
Zelaya está em solo pátrio.
Companheiros, defender a democracia de Honduras é defender a democracia e a soberania de toda Latino America.
Todos a Honduras!
Bolivar nos acompanha, Viva a PÁTRIA GRANDE y soberana!
Viva la dignidad del pueblo de HONDURAS!
ALERTA! ALERTA! QUE CAMIÑA LA ESPADA DE BOLIVAR POR AMÉRICA LATINA!
GOLPES EN NUESTRA AMÉRICA, NUNCA MÁS!
Com muito orgulho assino,
Profª Drª Neusah Cerveira (Nina) (periodista) -CCB - Brasil
Integrante do movimento brasileiro JUNTOS SOMOS FORTES!
Filha do desaparecido político da Operação Condor Joaquim Pires Cerveira
TODOS EM SILÊNCIO PARA DEVOLVER HONDURAS A SEU POVO!
LULA CONTAMOS COM SEU APOIO!"

As veias abertas do Jorjão

por Jorge Eduardo

Meus caros amigos:
A maioria de vocês era muito jovem em 1989 (Gustavo, meu filho, tinha dez anos; imaginem minha idade) quando o País viveu sua primeira eleição direta para presidente da República (não custa lembrar que a palavra vem de respublica, do latim, coisa pública, do povo).
Aos fatos.
Era eleitor e, por sorte do destino, acompanhei o candidato Lula no segundo turno daquela eleição. Conheci boa parte do Brasil graças à besteira do jornal onde trabalhava, que me achou indicado como um sujeito capaz de equilibrar a cobertura, esta sempre pró-Collor. Não acho que tenha feito um belo trabalho, pois não tinha fontes fora daqui, era secado, não tinha esperteza et coetera. Mas fiz um trabalho decente.
Como eleitor, no primeiro turno votei, e não me arrependo, no candidato do Partido Comunista, o sr. Roberto Freire, hoje um hoje notório malandro que jogou sua biografia ao lixo e coisa e tal. Votei no partido. Veio de Freire o PPS, mas ficou o velho Partidão, que continuo respeitando.
No segundo turno, votei com orgulho no candidato que viera do povo, o metalúrgico Lula. Perdeu para Fernando Collor de Mello, como se sabe, por artimanhas da política e resistência da sociedade, a imprensa inclusive.
Votei em Lula de novo na eleição seguinte, já no primeiro turno, mesmo simpatizando com o professor Fernando Henrique, e votei de novo em Lula e de novo até ele se eleger como representante do povo, e, depois, se reeleger.
Não, não me arrependo do voto que dei na época. Até agora Lula foi melhor, muito melhor que FHC.
Mas as artes da política - e a política é antes de tudo uma arte, assim definida pelo craque Nicolau Maquiavel - mudaram nosso companheiro.
Ao longo de dois mandatos, a pretexto de governar, com e para o povo, o companheiro Lula se afastou do povo, produziu (ele mesmo, sim) acordos espúrios, chutou a Constituição com suas medidas provisórias, acertou-se com o que há de pior no Congresso, nomeou o que há de mais nojento para alguns ministérios (Temporão, da Saúde, e Haddad, da Educação, não o absolvem), enfim, repetiu práticas de república bananeira.
Cansei-me, caros amigos.
A palha nas costas do camelo que sou, a gota d´água, o que restava de paciência foi se esgotando (como fadiga do material compreensão política) com vários episódios, até culminar com o caso Sarney, um notório bandido (vejam no You Tube: Maranhão 66, só pra começar).
Por fim, derrubado fiquei com a ida do companheiro às Alagoas, onde ele, patife político, abraçou-se, enlevou-se com Renan e - ele mesmo - Fernando Collor, o maior pulha da história da República brasileira. E olhem que conheço um pouco de história. Só não fiquei com saudade dos milicos porque deles não se deve ter saudade, apenas distância histórica. E que se mantenha distância deles.
Anfã, como diziam os árabes. Na alvorada da terceira idade, eu, velho sonhador, estou muito triste.
Um governante num sistema presidencialista precisa do Congresso para governar, mesmo obrigado a fazer certos e incertos acordos, concordo. Mas não pode se afastar do povo, pelo qual e para o qual existe.
Em nome do povo, nós, o companheiro Lula cuspiu em sua e na nossa biografia, chutou nossa inteligência, sentou-se em nossa paciência.
Não merecemos isso, ?esse País? não merece.
Isso não é um choro arrependido nem declaração de voto no tucano Serra, que talvez agisse igualmente.
É só para dizer que o companheiro aceitou de vez o abraço do afogado com Sarney, Renan, Collor, PMDB e todos os seus picaretas.
É para dizer que Lula me deixa envergonhado.
O camarada Lênin o teria passado nas baionetas.
Não foi para isso que nossos irmãozinhos morreram nas ruas e nas matas, não foi para isso que nossos tios foram cassados e caçados, não foi para isso que muitos de nós demos muitos anos de nossa juventude, não é por isso que continuamos construindo nossa democracia.
É chato citar a Revolução dos Bichos, de Orwell (publicado aqui pelo milicos - traduzido pelo chefe de gabinete do Golbery, o capitão Heitor de Aquino Ferreira -, mas que depois voltou-se contra eles), mas hoje não sei mais quem é porco e quem é gente.
Prefiro lembrar o capitão Lamarca, de quem muita gente não gosta: Ousar lutar, ousar vencer.
Vamos que vamos.
Sonhar sempre vale a pena.
Grande abraço, do amigo Jorjão, em homenagem a quem nos abraçou um dia e sempre, gente da estirpe do Graciliano Ramos, do Luiz Carlos Prestes, do marechal Floriano Peixoto, do Getúlio, do Dutra do ?livrinho?, do Juscelino, do Jango, do Gregório Bezerra, do Marighela, dos amigos do Araguaia, da Marina Silva, da Heloísa Helena, do Chico Mendes, do dr.Miguel ?Arraia?, do Francisco Julião, dos professores Sérgio Buarque, Chico de Oliveira, Florestan Fernandes, do dr. Walter Pecoits, dos doutores Vieira Neto, René Dotti, Raymundo Faoro, Lamartine Correia de Oliveira, José Carlos Dias, Heleno Fragoso, do dr. Ulisses Guimarães, dos democratas em geral e dos sonhadores em particular.
Suerte.

GOLPE COM AMOSTRAS GRÁTIS: COMO MENTE E DISTORCE A MÍDIA

Por Laerte Braga

Roberto Micheletti, presidente do congresso hondurenho, foi empossado na presidência da República em substituição ao presidente constitucional Manuel Zelaya, deposto por um golpe militar financiado por empresas multinacionais do setor farmacêutico.

Quem se der ao trabalho de comparar o discurso de posse do novo “presidente” vai encontrar semelhanças com o discurso de Pedro Carmona, “presidente” empossado no golpe que destituiu Hugo Chávez em 2002. Durou três dias e Carmona mora hoje em Miami, paraíso de golpistas.

Micheletti fala em “transição”, fala em “legalidade”, fala em “paz” enquanto as tropas da indústria farmacêutica prendem e matam lideranças de oposição. Em flagrante desrespeito a normas internacionais de direito o embaixador da Venezuela foi seqüestrado, agredido e abandonado numa estrada por militares “patriotas”. O mesmo aconteceu com o embaixador de Cuba.

Políticos como Micheletti não são tão caros assim como se possa imaginar. Como via de regra não têm e nem sabem o que sejam escrúpulos, princípios, dignidade, costumam aceitar qualquer garrafa de cerveja para um golpe semelhante ao que aconteceu em Honduras.

No caso de Micheletti (que não tem a goela grande de um Sarney) deve ter recebido um monte de amostras grátis da indústria farmacêutica internacional. O golpe, entre outras razões, foi financiado por essas quadrilhas para evitar o acordo que previa medicamentos genéricos e baratos no país e um projeto de saúde pública que contemplasse todos os hondurenhos. Entre outras razões. O presidente constitucional do país aderiu a ALBA – ALTERNATIVA BOLIVARIANA – e pretendia realizar hoje um referendo sobre reformas constitucionais.

Ouvir o desejo dos cidadãos de seu país. Isso não convém a empresas multinacionais, a banqueiros, a latifundiários e não interessa aos norte-americanos. O embaixador dos EUA foi partícipe ativo dos preparativos do golpe e do próprio. Não se reporta a Obama, só na hora das fotos. Seus relatórios vão para Wall Street, em New York.

Barak Obama talvez tenha entendido agora que não preside país algum. É apenas parte de um show, um espetáculo. Ou aceita as regras dos diretores – são vários – ou fica num mandato só, nem isso se bobear.

Deve ter sido farta a distribuição de amostras grátis. Existe uma boa quantidade de generais, deputados e ministros de corte suprema em Honduras. Vão ser usadas, com certeza, nas próximas eleições.

A mídia brasileira, financiada dentre outros, por laboratórios multinacionais, vem noticiando o fato com a expressão “golpe de estado”, mas preocupada em deixar claro nas entrelinhas que o presidente constitucional do país Manuel Zelaya “desrespeitou” uma decisão da suprema corte.

A barbárie e a violência dos militares golpistas não é registrada. Importante é deixar uma dúvida no ar.

A condenação explícita do golpe por governos do mundo inteiro leva a mídia a apostar em fatos que considera de “maior importância”. A morte de Michael Jackson. Ou a vitória do Brasil sobre os Estados Unidos. E atribuir ao presidente deposto pelos militares a soldo da indústria farmacêutica intenções de vir a ser reeleito.

Não existe capacidade de indignação na grande mídia brasileira, de um modo geral em todo o mundo capitalista. Não existe vontade de explicar os fatos, mostrá-los na sua totalidade. Existe a mentira deliberada e muito bem divulgada.

Se não podem exibir a alegria e os sorrisos com a deposição de um presidente que contraria os interesses dos patrões, exibem a discrição asséptica de quem quer que o assunto fique num canto e não leve as pessoas a pensar em todas as suas conseqüências, ou no seu significado.

Foi desse jeito, quando o presidente Chávez determinou que a gasolina venezuelana fosse vendida a preços mais baixos na região atingida pelo furacão Katrina – New Orleans – que William Bonner explicou a estudantes e professores de jornalismo que a notícia não interessava, pois “nosso telespectador é como Homer Simpson, não quer saber de fatos assim e além do mais essa noticia contraria nossos amigos americanos”.

É comum esse tipo de empregado qualificado chamar o dono de amigo. Na mesma medida que esse dono, também não tem nem princípios e nem escrúpulos.

Às vezes se esquecem de combinar a farsa e acabam trombando. Foi o que revelou o jornalista Celso Lungaretti em episódio que envolve outro “militar patriota”, o célebre major Curió. Curió abriu a boca semana passada e confessou que muitos dos prisioneiros na guerrilha do Araguaia foram executados a sangue frio. A revista VEJA, preocupada com a queda na circulação, deu destaque às declarações de celerado Curió e a FOLHA DE SÃO PAULO, preocupada em agradar os patrões, também por conta da queda de circulação, mas noutra via, foi ouvir militares com coragem para mentir e desmentir Curió em nome do que a FOLHA chamou de “ditabranda”.

É tudo “patriotismo”,

O que o golpe em Honduras mostra é que esse tipo de “patriotismo” canalha continua vivo em setores de forças armadas latino-americanas. Que o arremedo neoliberal que chamam de “democracia” não está assim tão consolidado. E nem se fale que Honduras é um país de dimensões menores. Ano passado o general comandante militar da Amazônia – hoje na reserva – Augusto Heleno fez severas críticas à posição do governo Lula sobre terras indígenas, em franca defesa de latifundiários e empresas multinacionais na região, caso da VALE.

O general em questão, hoje na reserva, faz palestras pelo Brasil afora “alertando” sobre os riscos que os índios representam para o Brasil. Já a VALE… Paga as despesas.

E financia a mídia na linguagem do “progresso” concebida segundo os critérios das empresas, bancos e latifundiários que, em qualquer país como o Brasil, hoje em Honduras, são os principais acionistas do Estado. Como um todo. Poderes executivo, legislativo e judiciário. E por via das dúvidas forças armadas em sua maioria, pois de repente é preciso da borduna.

Nessa ótica é “notícia” a cozinheira de Michael Jackson. Explicando o que o cantor comia, ou que contava histórias para ele quando servia as refeições. Ou Regina Case fazendo com que as pessoas se vejam na senhora que apanha e coloca no bolso “brigadeiros” de festas infantis, numa perversa inversão de fatos que transforma a visão das elites sobre os mortais comuns, em fato hilário para os próprios mortais comuns. Para que se enxerguem ali em eventuais comportamentos constrangedores, digamos assim.

E achem graça. E consigam gargalhar de situações semelhantes que viveram. Ou que viram.

O desmonte do espírito crítico. O deboche. A criminalização de movimentos populares de índios, camponeses, trabalhadores como um todo. Os fatos ocultados, distorcidos, as mentiras vendidas à exaustão e que acabam virando “verdades”.

A memória curta. O extinto JORNAL DO BRASIL – um cadáver insepulto que teima em caminhar/circular – noticiou hoje no site na internet que o presidente Zelaya havia sido “preso e deposto por determinação da suprema corte”. Por ter contrariado a constituição do país.

Conceição Lemes, editora do site VI O MUNDO do jornalista Carlos Azenha, publica na edição de hoje uma entrevista com o escritor Urariano Mota, autor do livro “Soledad no Recife, a ser lançado em julho pela editora BOITEMPO.

Urariano conta a história da militante Soledad Barret Viedma presa e assassinada pela repressão. Estava grávida do cabo Anselmo – agente da ditadura militar que se fazia passar por líder de esquerda – e foi entregue ao assassino travestido de delegado Sérgio Fleury pelo próprio Anselmo.

A versão oficial, um “combate” com “terroristas” na chácara de São Bento, cenário montado para desova dos corpos de lideranças que se opunham à ditadura militar no Brasil, essa que a FOLHA DE SÃO PAULO chama de “ditabranda”. A FOLHA foi partícipe de uma das operações mais perversas do regime. A OBAN –OPERAÇÃO BANDEIRANTES – em que empresas financiavam órgãos de repressão para “libertar” o Brasil e “garantir a democracia”.

A entrevista de Urariano é um dos mais pungentes depoimentos sobre a barbárie desses “patriotas”. Tenham sido os brasileiros, os chilenos com Pinochet, ou agora, os generais remunerados a amostras grátis em Honduras.

Uma história, um fato, uma realidade, uma brutalidade, mas isso não importa à mídia chamada grande.

Os “incômodos” causados pela rede mundial de computadores, o que se convencionou chamar de “blog/esfera” já está sendo tratado pelos donos no projeto do senador Eduardo Azeredo. Corrupto de plantão para esse tipo de “trabalho sujo”. Censura.

O golpe em Honduras e sua verdadeira razão teria passado em brancas nuvens não fosse a rede. Ou a net como se costuma dizer.

Hospitais no País inteiro estão cheios de remédios contra a gripe suína. Médicos que se fazem respeitar pelo caráter e pela dignidade com que exercem a profissão já desmistificaram o novo vírus e já ensinaram a tratá-lo sem essa parafernália que gera concorrências públicas, compra de medicamentos e um estado de alerta e pânico, num vírus gerado no México, por uma indústria poluidora, expulsa dos EUA – lógico, colônias como o México existem para isso – no melhor estilo multinacional.

Os baluartes do progresso.

Importante é comportar-se de forma adequada em festas infantis e não colocar brigadeiros nos bolsos. Pode se dar mal com a segurança e virar historinha divertida no FANTÁSTICO.

PAPEL SOCIAL e REPÓRTER BRASIL denunciaram que madeireiras na Amazônia cometem constantes e deliberados crimes ambientais em parceria com grandes parceiros nos Estados Unidos. A MADEBALL – multas diversas – e a COMABIL (crimes ambientais, trabalho escravo, retirada de madeira em terras indígenas, invasão de terras públicas para desmatamento) e a RIO PARDO MADEIRAS entregam o produto do crime a VITÓRIA RÉGIA EXPORTAÇÕES, PAMPA EXPORTAÇÕES E INTERWOOD BRASIL, que transformam a madeira ilegal para empresas como a LUMBER LIQUIDATORS (140 lojas nos EUA, conforme a denúncia), a BRICO DÉPÔRT que, por sua vez, em países como os EUA, o REINO UNIDO, ITÁLIA, POLÔNIA, TURQUIA e CHINA, transformam tudo em casas do tipo “faça você mesmo”. E se estendem a ROBINSON LUMBER COMPANY que vende para mais de setentas países. Ou a MOXON TIMBER, que alcança os mercados norte-americanos, asiático, latino-americano e a Nova Zelândia.

A culpa é dos índios, ou é do presidente do Irã.

As recentes modificações feitas em medida provisória sobre terras na Amazônia atenderam, no Congresso, às reivindicações desse tipo de empresa. Têm na senadora Kátia Abreu, dos DEM, a representante mais legítima dessa espécie de destruição. São predadores.

Há uma investigação em curso sobre um estranho container que chegou ao Brasil vindo da Grã Bretanha com o registro de conter determinadas mercadorias. Estava trazendo lixo médico, hospitalar.

Não vira espetáculo na mídia. A mídia é paga para não deixar que as pessoas saibam disso.

O que está acontecendo em Honduras é pura barbárie. E por trás das notícias frias, aparentemente isentas divulgadas no Brasil pelas redes de tevê, grandes cadeias de rádio, jornais e revistas, está o sorriso do faturamento garantido. Nesse caso pelos grandes laboratórios.

Não está tão longe assim quanto se possa imaginar. Honduras é pertinho e os bandidos que lá atuam, atuam aqui também.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ROSSONI ESQUIZOFRÊNICO

Por Claudio Fajardo

Não é muito aconselhável chamar alguém de esquizofrênico. Isto porque, se esse alguém o for, você estaria cometendo uma indelicadeza e, se não o for, você estaria ofendendo os que realmente o são. Todavia, não há como negar que a lógica do Rossoni não pode ser considerada como produto de uma de uma mente sã. Ele vem insistindo em vociferar contra os que denunciam as falcatruas da campanha do Beto Richa. Vejam bem: os parceiros do Beto Richa foram pegos com a boca na botija, foram filmados, gravados e deram testemunho em juizo de que os ex-candidatos a vereador pelo PRTB (a turma do Manasses) levaram dinheiro para desistirem de ser candidatos e passarem a apoiar Beto Richa. Isso é crime eleitoral. Diante disso, ao invés de condenar os atos criminosos ele, Rossoni, passa a condenar os que denunciam os atos criminosos.

O que é que se pode deduzir disso? O mínimo que se pode dizer é que não é uma atitude de uma pessoa ilibada, honesta e que cultiva os bons valores. Ou ele está acostumado com uma vida de falcatruas ou então está sofrendo de esquizofrenia.

Claudio Fajardo é colaborador do Bóia Quente

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Trabalhadores, aposentados e pensionistas, uni-vos

Do blog Pelos Corredores do Planalto

Desde 1999, quando foi aprovada Reforma Previdenciária e criado o famigerado FATOR PREVIDENCIÁRIO, todos trabalhadores brasileiros ao requerem suas aposentadorias, poderão ter desde início do recebimento de seus benefícios uma redução que pode atingir até 40% (quarenta por cento). Não só isso é grave, mas também são os reajustes anuais dos aposentados que recebem mais de um salário mínimo. Neste caso, somente nos últimos nove anos as perdas acumuladas superam 38%.

Neste exato momento vários Projetos de Lei estão em tramitação na Câmara dos Deputados, e são prejudicados em suas apreciações em função da ação dos Governistas. Exatamente, os mesmos Parlamentares que discursaram nas últimas eleições contra a Reforma Previdenciária de FHC. Resumindo, o Governo anterior fez o que era injusto para com os trabalhadores e aposentados, e o atual Governo quer manter tamanha injustiça de qualquer forma. Lula já declarou a sindicalistas que vetará qualquer mudança no regime previdenciário. O Governo, e alguns de seus pares, eleitos pelo Partido dos Trabalhadores, se transformaram nos principais adversários, antagonistas dos trabalhadores, aposentados e pensionistas do Setor Urbano brasileiro e contribuintes pela iniciativa privada (CLT).

Os projetos de lei são os seguintes:
VETO PRESIDENCIAL 288/06 ? Será deliberado pelo Senado no início de agosto. Trata-se do aceite ou não pelo Senado do veto feito por Lula que propiciaria 16,71% de aumento aos aposentados oriundos da iniciativa privada decorrente da variação do aumento do salário mínimo e do reajuste àqueles que recebiam mais de um salário mínimo de aposentadoria. Este direito dos aposentados é retroativo a 2006. O Movimento Nacional Dignidade aos Aposentados obteve até o momento a adesão pela derrubada do veto de 30 Senadores; e 6 outros Senadores; todos do Partido dos Trabalhadores são a favor da manutenção do veto; ou seja contra o aumento aos aposentados.

PL 3299/08 ? Extingue o Fator Previdenciário aos que irão se aposentar. Consiste em um fator depreciativo que leva em consideração de forma ponderada a idade; a alíquota e o tempo de contribuição no momento da aposentadoria além da expectativa de vida medida pelo IBGE. Em suam para o trabalhador não ter seu benefício reduzido em 40% se vê obrigado a contribuir por mais tempo e conseqüentemente receber por menos tempo após sua vida laboral. A manutenção deste fator como querem os Deputados da base governista, é uma extraordinária injustiça que penaliza o trabalhador por viver mais (expectativa de vida), que é uma constatação existente em todas as partes do mundo.

PL 4434/08 ? Reajusta os benefícios com base no número de salários mínimos que os aposentados recebiam no momento da concessão de suas aposentadorias. Tal qual o PL 3299/08 ? ambos derivados do PL 58/2003 já aprovado pelo Senado, também já foram aprovados por unanimidade na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, e agora estão a cargo dos Deputados Relatores literalmente parados na Comissão de Finanças e Tributação. O PL 3299/08; está nas mãos do deputado Pepe Vargas (PT/RS), que quer substituir o Fator Previdenciário por uma fórmula denominada 95/85 que continua a roubar os direitos dos trabalhadores. O PL 4434/08 está estagnado nas mãos do Deputado Antonio Palocci.
PL 01/07 ? Estende aos aposentados e pensionistas a mesma política de reajuste concedida ao salário mínimo, ou seja, a inflação anual e acrescendo-se a variação do PIB ocorrida dois anos antes (aumento real de acordo com o crescimento da economia do país). O projeto está pronto para a pauta de plenário; mas é trancada pelos Governistas.

O MOVIMENTO NACIONAL DIGNIDADE AOS APOSENTADOS formou-se para lutar pelos direitos de trabalhadores e aposentados.

O momento é decisivo e é necessário que você participe ativamente. Mande emails; ou abaixo assinados aos Deputados e Senadores exigindo que tais Projetos de lei sejam apreciados em regime de urgência. Louvemos os nossos direitos por um futuro melhor, acordemos deste sonho presunçoso de que a justiça nos será agraciada sem esforço e mobilização da nação. Tome para si esta causa; empunhe esta bandeira ela é maior que o nosso futuro, pois é o futuro dos nossos filhos.

A HORA É AGORA. Manifeste-se.

O Twitter, o Orkut, o Blog e a derrocada do autoritarismo na comunicação

Nenhuma organização se sente confortável quando um consumidor tece críticas a ela, particularmente quando isso acontece publicamente , sobretudo tendo a mídia como caixa de ressonância. Ela sempre imagina que a sua imagem resultará arranhada, o que pode ser absolutamente verdade (mas será que ela não mereceu o puxão de orelhas?).

É razoável aceitar que, quase sempre, ao ser criticada, uma organização (ou mesmo uma pessoa) entra mesmo nessa zona de desconforto, se coloca na defensiva ou busca argumentos contrários (mas nem sempre verdadeiros) para neutralizar crítica etc. Esta postura é normal porque esse negócio de dar a outra face depois de levar uma bofetada não se aplica bem ao universo dos negócios.

Mas não é normal, (na verdade, parece doentio) quando uma organização se empenha para calar as críticas, promove represálias aos descontentes ou ameaça com processos jornalistas e cidadãos que, merecidamente, resolvem pisar-lhe no pé. Encastelada na sua arrogância, não admite que possa estar errada ou que deva existir espaço no mercado e na sociedade para posições divergentes. Querem governar magnanimamente e desfilar sob aplausos. Mas está cada vez mais difícil conseguir ou impor unanimidade.

Há uma explicação (justificativa nunca!) para essa postura: as organizações costumam ser autoritárias simplesmente porque seus diretores (ou gestores em geral) ainda estão, em sua esmagadora maioria, amarrados a uma cultura retrógrada, dinossáurica, que encara as críticas como ameaças. Eles não conseguem perceber sinais de alerta ou mesmo sugestões brilhantes que brotam do terreno da boca ou da pena (mais recentemente da tecla) do adversário.

As empresas privadas ou públicas muitas vezes assumem esta atitude autoritária com o objetivo de instituir o silêncio, a falsa excelência de ações e processos, porque não estão dispostas, capacitadas a enfrentar as divergências. Fala-se muito em diversidade cultural, mas, na prática, são transgênicas, não diversas, defendem a tese da opinião unânime e, evidentemente, a seu favor. Proclamam-se sustentáveis, mas praticam o marketing verde e usam o discurso da responsabilidade social como disfarce.

A cultura da arrogância pode ser vista na postura da Petrobrás ( a empresa camaleão ? meio pública e meio privada) e, em particular do seu presidente (ganhou por causa disso até editorial do Estadão), que busca a todo custo, valendo-se do seu lado público (relação não transparente com governos e partidos), impedir que a CPI coloque o dedo nas suas feridas (vai ver elas são muitas e a Petrobras é muito sensível a dores!). Criou blog (e fez bem), afrontou os jornalistas (aí fez mal) e, respaldada no seu imenso poder econômico (seu lado privado), continua tentando, a todo momento, sufocar as divergências (mas, como diz o ditado, algumas coisas tendem a cheirar mal quanto mais se cutuca), hasteando a bandeira da transparência.

A cultura da arrogância pode ser encontrada na Telefônica que sempre buscou mascarar as suas mazelas tecnológicas e de pessoal até que os apagões e caladões na banda larga e na telefonia fixa não couberam mais debaixo do tapete. Fingiu pedir desculpas (funcionou uma vez), usou a mesma estratégia novamente, insistiu ainda de novo, mas, como só o discurso não resolve problemas reais, teve que pedir arrego e prometer investimentos imediatos (é bom ficar de olho porque culturas assim são melhores para prometer do que para cumprir). Está com a venda do Speedy suspensa, o que deveria mesmo acontecer até que ela arrumasse a casa, um desarranjo de dar dó (ostenta com galhardia o título de campeã de reclamações há muito tempo).

O momento exige mudanças. As organizações precisam, por uma questão de sobrevivência, conviver com a divergência porque ela será sempre maior, tendo em vista o aumento da concorrência, a visão mais crítica dos consumidores e o avanço da legislação que tolera cada vez menos abusos (embora a Justiça seja conivente com os faltosos, vide o Senado brasileiro, paraíso de mordomos, sobrinhos, netos e mausoléus!).

Um exemplo interessante foi relatado em reportagem da BusinessWeek, publicada no Valor Econômico (22/06/2009, p. B3) sob o título Na Nokia, falar ?mal? da companhia dá recompensa. Segundo matéria assinada por Jack Ewing, diretamente de Frankfurt, Alemanha, ? no terceiro trimestre de 2008, a Nokia estabeleceu uma intranet chamada Blog-Hub, abrindo a rede aos funcionários blogueiros de todas as partes do mundo. Escrevendo sob pseudônimos como ?Hulk? e ?Agulha?, os funcionários podem ser cruéis, atacando seus empregadores por tudo, desde as práticas de compras à velocidade do software dos celulares. Em vez de ?acabar com a festa?, os administradores da Nokia querem que eles ?botem tudo para fora?.

É evidente que as críticas toleráveis, mesmo na Nokia, limitam-se a produtos e processos, mas isso já é um avanço. Falar das chefias incompetentes talvez não seja razoável na Dinamarca como não costuma ser em qualquer empresa brasileira. Que funcionário da Petrobras teria coragem de dizer ao Gabrielli que ele é arrogante? Que funcionário da Telefônica terá coragem de dizer ao Valente (com esse nome fica mais difícil mesmo!) para ele parar de vender Speedy porque não há estrutura que suporte tanta ligação? Mas a gente pode, o Estadão pode, a Aneel pode e, eles gostem ou não, vão ter, como diz o Zagalo, que engolir sem mastigar.

As empresas não estão mais, embora algumas insistam em fechar os olhos para a realidade, blindadas contra as críticas porque as redes sociais, o Twitter, o Orkut, os blogs, os grupos de discussão, passaram a ser ambiente propício para esta modalidade nova de ?rádio peão?eletrônica para a qual não há controle e censura que dêem jeito. Basta não andar na linha, basta desrespeitar o consumidor, praticar o assédio moral contra funcionários (será que o ambiente da AmBev já melhorou depois de tantos processos movidos por ex-colaboradores?) ou prejudicar os investidores (que a Aracruz e a Sadia tenham aprendido a lição!) para que a comunicação máquina-a-máquina funcione a todo vapor. E o ruído silencioso das redes sociais , da comunicação eletrônica é mais devastador do que o dos megafones e carros de som tradicionais.
Não há saída: a sociedade conectada não favorece o controle, torna ineficaz a estratégia antiga (infelizmente ainda utilizada em centenas de cidades brasileiras por empresas e autoridades) de cooptar veículos de comunicação em troca de anúncios, por amizade etc ou mesmo de ameaçar jornalistas/radialistas que insistem em denunciar escândalos políticos ou econômicos.

Hoje somos milhões de cidadãos mobilizados e munidos de trombones digitais para literalmente botarmos a boca no mundo, se necessário. Não dá para subornar todos nós, silenciar todos nós, mesmo porque, felizmente, sempre existirão muitos, cada vez mais, que repudiam ameaças e não se vendem por coisa alguma. Há um rascunho de cidadania planetária sendo escrito em cada jovem que nasce neste mundo conectado, mas ainda devastado, contaminado por agrotóxico, sem ética e sem solidariedade humana. Essa geração, se não reprimida, pode alterar as regras do jogo que foram impostas há tempo por corporações poderosas, governos totalitários, parlamentares corruptos e empresários inescrupulosos.

As empresas devem contemplar as críticas como sinais de alerta porque boa parte delas se origina de motivos concretos ou até da sua incompetência em estabelecer diálogo com os seus públicos de interesse. Muitas preferem monitorá-las com o objetivo de desenvolver ações de intimidação ou de cooptação (continuam acreditando que toda pessoa tem seu preço!) em vez de ouvirem com mais cuidado e respeito porque consumidores, funcionários, na maioria dos casos, apenas querem colaborar, ainda que o tom não seja em princípio cordial (o que faria você se ficasse sem telefone ou internet o dia todo e dependesse deles para fechar negócios, conversar com parentes e amigos?).

As organizações precisam recrutar pessoas, especialmente líderes autênticos (há chefes que não lideram coisa alguma e que só se impõem pela possibilidade que as empresas lhes dão de chicotear aqueles que os contestam), que estejam dispostos a esta interação com humildade, praticando, interna e externamente, uma autêntica gestão de informações e de conhecimentos.

Os consumidores e a sociedade tendem a ser cada vez mais plurais em contraposição à tendência monopolista dos mercados. Mas essa conta, que não fecha, não será resolvida com tranqüilidade porque os espaços de comunicação e de crítica se tornarão cada vez maiores e mais ruidosos. Contra a pressão de gravadoras e editoras, compartilhamento de material (arquivos, músicas) na web; contra software proprietários , o software livre. Contra Gabriellis e Agnellis, se postarão Silvas, Joãos e Antônios que não curvam a espinha. Contra congressistas sem ética, existirão blogueiros e twitteiros com a língua afiada e os dedos ligeiros.

Seremos todos piratas (no bom sentido ) no futuro, mesmo que essa realidade pareça distante neste momento. Teremos que compartilhar valores, saberes, informações, conhecimentos se quisermos sobreviver em paz.

Até que isso aconteça, o negócio é resistir ao autoritarismo (o exemplo de Honduras indica que as ditaduras são cada vez menos toleráveis) de chefias, de empresas, de governos. Contra a censura, a auto-censura e o grito, usaremos o sarcasmo, a ironia, a conversa ao pé do fogo. Contra Davos o Fórum Social. Contra latifúndios (na agricultura e na mente), lançaremos mão da nossa opinião diversa, avessa à transgenia cultural e defenderemos, com veemência, a bio e a sociodiversidade.

Comunicação democrática, diálogo, relacionamento saudável são atributos de uma organização moderna e, ainda que lentamente, a utopia da prevalência da solidariedade humana se fortalecerá porque, gradativamente, este será o desejo (e a necessidade) de todos nós.

As mulheres do Irã, os agricultores familiares, os excluídos pelas barragens, os indígenas e quilombolas expulsos pelos grandes projetos de mineração e de papel e celulose (vide Aracruz no Espírito Santo!), os trabalhadores escravizados por madeireiras e usineiros sem escrúpulos encontrarão mais facilmente vozes para defendê-los. O meio ambiente preservado já é, por exemplo, uma aspiração de todos nós e essa luta nos mobiliza planetariamente. Bush já era, assim como perderão voz e vez o presidentes arrogantes das empresas nacionais e internacionais.

Entramos na era das redes, dos movimentos organizados, da comunicação crítica e, neste novo cenário, as organizações e os governos terão que fazer o jogo da contemporaneidade.

Twitter, Orkut, ?rádio peão? e blogs irreverentes serão nossas enxadas eletrônicas contra empresas e chefias autoritárias. Um dia, aquela frase hipócrita ? ?o funcionário é o nosso maior patrimônio ? (não é, Embraer?) ? deixará de ser apenas um discurso vazio que freqüenta folders e vídeos institucionais e vigorará na prática.

As organizações e governos que quiserem ?pagar para ver? levarão um tranco fenomenal. Quando a utopia se transformar em realidade, não haverá espaço para ditadores ou privilegiados, em Honduras ou no Senado. E isso só acontecerá, se acreditarmos nisso e estivermos dispostos a realizar as mudanças necessárias. O Twitter, o Orkut, os portais, os blogs são a nossa nova arma. Estamos nos preparando para a luta. E você está convidado.

As novas gerações darão o golpe fatal nas empresas, governos , oligarquias e patrões que, depois de terem avançado sobre o nosso passado, ainda tentam impedir no presente que a gente construa o nosso futuro.

Twittemos todos. A verdade é filha do tempo e não da autoridade (Goeth?).

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

Um novo Senado?

A crise vivida pelo Senado da República é uma oportunidade para se debater e esclarecer à sociedade o seu papel e funções e, mais do que isso, promover a necessária reforma que traga uma ampla revisão do seu papel.

Se a Câmara dos Deputados tivesse aprovado em primeiro lugar a reforma político-institucional, esta obrigatoriamente retornaria ao Senado que aí teria o dever constitucional de discutir sua própria reforma com pontos como o fim dos suplentes, e a redução do tamanho do mandato e do número de senadores por Estado. O ideal, por exemplo, é que voltasse a ser dois por unidade da federação e não três como hoje.

Mas, o fato é que o Senado aprovou primeiro a reforma - a que diz respeito aos deputados e não a que lhe diz respeito. Legislou sobre a fidelidade partidária, o financiamento público de campanha, o voto em lista, a entrada em vigor da cláusula de barreira, e o fim das coligações proporcionais, alterações que agora estão para ser votadas na Câmara dos Deputados.

Surpreende que assim tenha procedido, postergando sua própria reforma, mesmo após ter vivido outras crises, como as da violação do painel e a destituição de três presidentes, os senadores Jáder Barbalho (PA) e Renan Calheiros (AL), ambos do PMDB, e Antônio Carlos Magalhães BA), do DEM Bahia - este, então, o todo poderoso chefe da oposição.

Muitos estudiosos e articulistas tem classificado a Casa como uma câmara alta revisora e conservadora, mas o Senado brasileiro é muito mais do que um poder moderador.

Ele é um contrapeso às reformas e mudanças. Sua natureza não é democrática - ou melhor, ele desequilibra os mecanismos de contrapesos necessários na democracia representativa, particularmente no presidencialismo.

Hoje os parlamentares com assento no nosso Senado são eleitos majoritariamente por 8 anos, com suplentes (que não recebem um único voto) indicados pelo próprio senador titular do mandato, ou pelo partido aliado à sua legenda.

São eleitos três por Estado, com poderes superiores aos da Câmara dos Deputados, quando esta é que representa a nação e é eleita proporcionalmente, em que pese a distorção provocada pela legislação ao estabelecer um mínimo de oito deputados e o máximo de 70 por unidade federada, o que faz com que 14 Estados com menos de 25% do eleitorado tenham a maioria na Casa.

A atual crise exige uma ampla reforma administrativa no Senado. É a oportunidade, repito, de o país discutir, e muito, o papel da Casa. Eu não diria a sua extinção, já que um país tão desigual, plural e diverso como o Brasil, com grande tradição federativa e desequilíbrios regionais gravíssimos, exige a existência de um Senado para representar a Federação.

Representá-la e defender os Estados menores e/ou mais pobres, para não apenas manter o equilíbrio federativo mas, também, ser um instrumento de autodefesa contra as maiorias que se formam na Câmara dos Deputados.

Passa por aí o novo papel do nosso Senado, e não o de ser uma câmara alta revisora com direito inclusive de iniciativa em matérias básicas e super poderes. Alguns, reconheçamos, até próprios de instituição federativa como autorizar os empréstimos dos Estados.

Mas outros, como a aprovação da indicação dos ministros dos tribunais superiores, embaixadores, diretores das agências reguladoras, julgamento do presidente da República e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), somados à sua função de câmara alta revisora, dão ao Senado um papel que diminui o da Câmara dos Deputados, esta representante da nação brasileira e da soberania popular.

Assim não basta uma reforma administrativa no Senado e nem a imposição de regras para o uso de seus recursos orçamentários, contratação de funcionários e forma de realizar licitações.

É preciso rever seu papel e fazer sua própria autoreforma política. Não se pode esquecer que todo esse poder, sem a reforma política, sem financiamento público de campanhas, e sem a fidelidade partidária leva à atual situação onde os senadores se consideram acima dos ditames constitucionais e isentos de prestar contas à cidadania a não ser a cada oito anos.

É preciso lembrar ainda o fato de que além de todo o poder de que dispõem, os senadores contam com a utilização da máquina da Casa, o uso e abuso do poder econômico dos suplentes - que hoje constituem 1/3 em exercício no Senado e que, em muitos casos, financiam suas campanhas e depois assumem o mandato - e o controle que exercem sobre grupos de comunicação em seus Estados que, na maioria do casos, já governaram.

Assim como está hoje definido na Constituição e no ordenamento político do país, o Senado se transformou de fato numa fortaleza não só da oposição mas do conservadorismo e do poder oligárquico. É hora de mudar. Esta é a hora da reforma.

José Dirceu é ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República

terça-feira, 30 de junho de 2009

CHARGE DO DIA

Beto Collor?

Os mais gentis dizem que faltou humildade ao Beto Richa, creio que o que ele demonstra é uma imensa arrogância. Temnadanão, o Collor era assim também, almofadinha e arrogante.

Deu no blog do PenaAlugada:
O prefeito Beto Richa acaba de falar ao vivo na rádio Bandnews sobre o caso PRTB. Não poupou críticas aos adversários. Veja o que disse Richa nos principais trechos de sua entrevista “Sou vítima do meu sucesso. Meus adversários não se conformam com os 77% de votação nas eleições e com os 85% de aprovação da população para minha gestão. Querem atingir minha honra a qualquer custo, querem denegrir minha imagem porque faço parte do grupo político que significa a renovação política do Paraná. As velhas raposas não querem apear do poder, por isso usam armações, vídeos clandestinos, denúncias forjadas. Tudo naquele velho estilo que já conhecemos desse grupo de políticos do passado. Não fazem nada pela população paranaense, por isso lhes sobre tempo para preparar armações. Enquanto isso a população do Estado reclama do bandono, da falta de segurança.” Richa disse que querem afetar sua honra e que não vai permitir, por isso ele mesmo foi ao Ministério Público pedir para ser investigado com rigor. Ele garantiu que a prestação de contas de sua campanha está em ordem e que todas as informações estão sendo repassadas ao Ministério Público.

O prefeito se mostrou indignado porque o jornal Gazeta do Povo aceitou como documento um papel não oficial entregue por Rodrigo Oriente, uma folha branca com dados impressos sobre o comitê lealdade.
Claudio Fajardo, colaborador do Bóia Quente

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexões do companheiro Fidel: UM ERRO SUICIDA

Na reflexão escrita semana passada, disse: "Ignoramos o que acontecerá esta noite ou amanhã em Honduras, mas o comportamento valoroso de Zelaya passará à história."

Dois parágrafos antes tinha assinalado: "… Aquilo que lá aconteça será uma prova para A OEA e para a atual administração dos Estados Unidos."

A pré-histórica instituição interamericana se tinha reunido no dia seguinte em Washington, e em uma apagada e fraca resolução prometeu realizar as gestões pertinentes imediatamente para procurar uma harmonia entre as partes em conflito. Quer dizer, uma negociação entre o golpistas e o Presidente Constitucional de Honduras.

O alto chefe militar, que continuava a comandar as Forças Armadas Hondurenhas, fazia pronunciamentos públicos em discrepância com as posições do Presidente, enquanto só de um modo meramente formal reconhecia a sua autoridade.

Não precisavam os golpistas outra coisa da OEA. Não lhes importou nada à presença de um grande número de observadores internacionais que viajaram a esse país para dar fé de uma consulta popular, aos quais Zelaya falou até altas horas da noite. Antes do amanhecer eles lançaram ao redor de 200 soldados profissionais bem treinados e armados contra a residência do Presidente, os que separando brutalmente a esquadra de Guarda de Honra seqüestraram Zelaya, quem dormia nesse momento, foi conduzido à base aérea, foi montado pela força num avião e o transportam a um aeroporto na Costa Rica

Às 8 e 30 da amanhã, conhecemos por Telesur a notícia do assalto à Casa Presidencial e o seqüestro. O Presidente não pôde assistir ao acto inicial da consulta popular que aconteceria este domingo. Era desconhecido o que tinham feito com ele.

A emissora da televisão oficial foi silenciada. Desejavam impedir a divulgação prematura da traiçoeira ação através de Telesur e Cubavisión Internacional, que informavam dos fatos. Suspenderam por isso os centros de retransmissão e acabaram cortando a eletricidade a todo o país. Ainda o Congresso e os altos tribunais envolvidos na conspiração não tinham publicado as decisões que justificavam o conluio. Primeiro levaram a cabo o inqualificável golpe militar e depois o legalizaram.

O povo acordou com os fa1tos consumados e começou a reagir com grande indignação. Não se conhecia o destino de Zelaya. Três horas depois, a reação popular era tal que foi visto mulheres batendo com o punho aos soldados, cujos fuzis quase caiam das suas mãos por puro desconcerto e nervosismo. Inicialmente os seus movimentos pareciam os de um estranho combate contra fantasmas, depois tentavam cobrir com as mãos as câmaras de Telesur, apontavam tremendo os fuzis contra os repórteres, e às vezes, quando as pessoas avançavam, os soldados recuavam. Enviaram transportadores blindados com canhões e metralhadoras. A população discutia sem medo com os soldados dos blindados; a reacção popular era surpreendente.

Ao redor das 2 horas da tarde, em coordenação com os golpistas, uma maioria domesticada do Congresso depôs Zelaya, Presidente Constitucional de Honduras, e designou um novo Chefe de Estado, afirmando ao mundo que aquele tinha renunciado, apresentando uma falsificada assinatura. Minutos depois, Zelaya, desde um aeroporto na Costa Rica, informado tudo o acontecido e desmentiu categoricamente a notícia da sua renúncia. Os conspiradores fizeram o ridículo perante o mundo.

Muitas coisas aconteceram hoje. Cubavisión dedicou-se completamente a desmascarar o golpe, informando o tempo todo a nossa população.

Houve fatos de caráter totalmente fascista que não por esperados deixam de surpreender.

Patrícia Rodas, a ministra de Relações Exteriores de Honduras, foi depois de Zelaya o objetivo fundamental do golpistas. Outro destacamento foi enviado a sua residência. Ela, valente e decidida, atuou rapidamente, não perdeu um minuto em denunciar por todos os meios o golpe. O nosso embaixador tinha estabelecido contacto com Patrícia para conhecer a situação, como o fizeram outros embaixadores. Num momento determinado pediu aos representantes diplomáticos da Venezuela, da Nicarágua e Cuba reunir-se com ela, que, ferozmente acossada, precisava de proteção diplomática. O nosso embaixador, que desde o primeiro instante estava autorizado a oferecer o máximo apoio à Ministra constitucional e legal, partiu para visitá-la na sua própria residência.

Quando estavam já na sua casa, o comando golpista enviou o Major Oceguera para prendê-la. Eles se colocam diante da mulher e lhe dizem que está sob a proteção diplomática, e só é pode mover em companhia dos embaixadores. Oceguera discute com eles e o faz de maneira respeitosa. Minutos depois penetram na casa entre 12 e 15 homens uniformizados e encapuzados. Os três embaixadores se abraçam a Patrícia; os mascarados atuam de forma brutal e conseguem separar os embaixadores da Venezuela e Nicarágua; Hernández a pegou tão fortemente por um dos braços, que os mascarados arrastaram a ambos até um furgão ; levam-nos à base aérea onde conseguem separá-los, e levam-na com eles. Estando ali detido, Bruno que tinha notícias do sequestro, se comunica com ele através do celular; um mascarado tentou arrebatar-lhe rudemente o telefone, o embaixador cubano que já tinha sido batido em casa de Patrícia, grita-lhe: "Não me empurre, Porra,! " Não me lembro se a palavra que pronunciou fosse alguma vez usada por Cervantes, mas sem dúvida o embaixador Juan Carlos Hernández enriqueceu a nossa língua.

Depois o deixaram numa rodovia longe da missão e antes de abandoná-lo lhe disseram que, se falava, poderia acontecer-lhe alguma coisa pior. "Nada é pior do que a morte! ", respondeu-lhes com dignidade, "e não por isso sinto medo de vocês”. Os vizinhos da área o ajudaram a voltar à embaixada, desde onde imediatamente comunicou-se mais uma vez com Bruno.

Com esse alto comando golpista que não se pode negociar, é necessário exigir-lhe a renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo "do povo, pelo povo e para o povo" em Honduras.

O golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível se o problema se encara com firmeza.

Até a Senhora Clinton declarou já em horas da tarde que Zelaya é o único Presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos.

De pijamas até há algumas horas, Zelaya será reconhecido pelo mundo como o único Presidente Constitucional de Honduras.

Fidel Castro Ruz

Golpe : Manuel Zelaya anuncia que regressará a Honduras

O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, anunciou, desde São José da Costa Rica, que regressará a seu país para assumir a presidência: “Eu fui tirado violentamente do meu cargo”.

Organismos internacionais estão solidários a Zelaia. Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA) e União Européia condenaram o golpe de Estado em Honduras.

O mesmo fizeram os presidentes de todo o continente, exigindo também a restituição da ordem constitucional no país. Entre eles, Barack Obama (EUA), Luís Inácio Lula da Silva (Brasil), Evo Morales (Bolívia), Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Michelle Bachelet (Chile). Na verdade, toda a América Latina se uniu em defesa de Zelaya. A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, entre outras entidades, também condenou o golpe.

A ONU realizará nesta segunda-feira uma sessão extraordinária para tratar do golpe de Estado em Honduras.

Sindicatos prometem greve geral
O Congresso de Honduras avalizou neste domingo o golpe de Estado contra o Governo do presidente Manuel Zelaya e nomeou Roberto Micheletti como presidente de fato. À votação não compareceram os parlamentares que apóiam o presidente Zelaya. Micheletti, que é presidente do Congresso, e o arcebispo auxiliar de Tegucigalpa teriam sido os artífices do golpe militar.

Horas antes de o Congresso hondurenho avalizar o golpe, o diplomata dos EUA em Honduras avisou: “Os Estados Unidos não reconhecerão outro presidente que não seja Manuel Zelaya”.

A primeira medida “democrática” de Micheletti foi o toque de recolher até dia 30. Os apoiadores de Zelaya, no entanto, rechaçam-na. Milhares se hondurenhos estão concentrados em frente ao Palácio Presidencial, em Tegucigalpa,para exigir o retorno de Zelaya. A única rádio que ainda transmitia informações foi tirada do ar esta noite. Sindicatos de trabalhadores prometem uma greve geral para exigir o retorno do presidente constituído. (Viomundo).

sábado, 27 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

4 BARRAS- DESPOTISMO VERGONHOSO
Demorou, mas veio a tona. A criatura superou seus criadores.
A condenável prática do Nepotismo. tem no município de 4 Barras, o exemplo pronto e acabado do desrespeito, impunidade e do que há de mais atrasado na gestão pública.
Duas, três famílias, se apoderaram da máquina administrativa sem cerimônia ou pudor, locupletando-se na FARRA do Dinheiro Público.
Não se trata de formalismos ou legalismo. É de vergonha na cara que estamos falando.
Nepotismo cruzado, Despotismo explícito e a certeza da impunidade.
Cala-se vergonhosamente a Câmara de Vereadores. Os tentáculos da justiça, tão rigoroso com questiúnculas, se enrosca, tropeça e chafurda em sua própria gosma legalista.
E agora? quem poderá nos salvar?
Com a palavra as lideranças derrotadas...

4 BARRAS II
Não seria uma boa hora de separar o joio do trigo?
Os candidatos derrotados devem, ao menos por hora, esquecer as diferenças e assumirem seus papéis...
É hora de juntar forças, unificar o discurso e liderar a sociedade contra essa aberração!

4 BARRAS III
O voto não é um cheque em branco. Passada as eleições, ganhe quem ganhar, é necessário acompanhar a gestão.
O povo trabalhador, não votou "NISSO"
Mesmo o eleitorado do candidato vitorioso, não passou procuração "em branco".
Cabe á oposição, esclarecer e mobilizar a sociedade.
Ou será que também estão esperando alguma migalha...

4 BARRAS IV
Caramba, será que 4 Barras só aparece no noticiário político da GLOBO, com denúncias de corrupção?
No passado foi o escândalo da Câmara, hoje do Prefeito, esperar o que amanhã?
Quando haverá a reação?
Falta de opção não foi... Tinha cinco candidatos!
Será o Benedito?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CHARGE DO DIA

De marcha-ré para a cova
Após uma infância desgraçada pelo pai carrasco, com a conivência de uma sociedade vitimada e entorpecida pelo consumismo, pelo deus Mercado e Business, termina de maneira insólita, triste e de certa forma previsível, a excêntrica e exótica Vida/Carreira, de um pobre-diabo.
Trucidado pela própria maquina que o impulsionou, baixa sepultura o artista e infeliz.
Que ao menos o ser humano que existia alí, descanse em paz.

Pedro Simon nem em sonho abraça Beto Richa

O PMDB do Paraná entrou em contato com o senador Pedro Simon que disse que não conversou nem em sonho com o prefeito Beto Richa. Muito pelo contrário, hoje no Senado deve cobrar mais investigações para o caso que abalou a nação e colocou em dúvida a lisura dos processos eleitorais.

Irmão de Beto Richa foi informado sobre caixa dois, diz relatório

Relatório entregue à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná cita que José Richa Filho, o Pepe, atual secretário de Administração de Curitiba e irmão do prefeito Beto Richa (PSDB), foi informado sobre supostos gastos sem origem comprovada em um comitê eleitoral sob investigação por suspeita de caixa dois. O documento é uma suposta prestação de contas do comitê "Lealdade", formado por dissidentes do PRTB que saíram do partido para apoiar a reeleição de Beto Richa, no ano passado. Os integrantes foram flagrados em vídeos gravados na época da eleição planejando difamar adversários, assinando recibos frios e manipulando dinheiro supostamente sem origem comprovada. A prestação de contas, que menciona o nome do irmão do prefeito e de um dos coordenadores da campanha, o ex-ministro Euclides Scalco, foi encaminhada ao MPF (Ministério Público Federal) pelo construtor Rodrigo Oriente. Ele trabalhava no comitê e denunciou a existência dos vídeos. Segundo Oriente, o documento é assinado por Alexandre Gardolinski, coordenador do comitê. No documento também é mencionado que houve encontros de Gardolinski com Scalco e Pepe para discutir envio de verba e definição do orçamento do comitê, que chegou a R$ 136 mil. O relatório diz que foram repassados R$ 132 mil e gastos R$ 134.139,64. A maior despesas apontada, R$ 56 mil, foi registrada como "ajuda financeira a ex-candidatos [a vereador do PRTB]" que saíram do partido em apoio a Richa. Em depoimento na Procuradoria, há três dias, Oriente disse que os recursos para o funcionamento do comitê vinham da coligação Curitiba O Trabalho Continua, de apoio a Richa. O construtor disse que o dinheiro era repassado a Gardolinski, apontado como o responsável por gravar os vídeos. Gardolinski e outras sete pessoas --entre elas, Manassés Oliveira, então secretário municipal de Assuntos Metropolitanos-- foram demitidos da prefeitura na semana passada, quando Richa disse ter tomado conhecido dos vídeos. Scalco está nos Estados Unidos em visita familiar. Sua assessoria encaminhou e-mail ontem informando que Scalco confirmou ter recebido Oliveira e Gardolinski. Scalco disse que ambos solicitaram recursos para a manutenção do comitê. "Como eles não faziam parte da coligação que apoiava nosso candidato, solicitei a eles que procurassem o comitê encarregado de fornecer material e apoio. Nada mais", diz o e-mail. A assessoria da Prefeitura de Curitiba disse que Pepe não se manifestaria e anunciou ontem que a coordenação da campanha de Richa iniciou auditoria nas 16 mil páginas de prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral. A assessoria informou que haverá uma manifestação após o final dos trabalhos.

DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

terça-feira, 23 de junho de 2009

FOTO DO DIA

Vera Mussi (Cultura), Lula e Claudio Fajardo (Biblioteca Pública do Paraná) na entrrega de uma biblioteca cidadã em Congonhinhas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

É FANTÁSTICO!!

Estupefato. Assim ficaram aqueles que por ingenuidade, generosidade ou desesperança, apostavam na coqueluche Curitibana, nosso Prefeito recém-eleito, Beto Richa.
Mas, como já fiz em outras ocasiões, pedindo devida vênia, dirijo-me novamente aos operadores da política partidária, especialmente, do tucanato paranaense.
Não há como negar, a BOMBA detonada ontem no Programa da rede Globo, de caráter nacional, chamuscou a nova e dileta carreira política da imaculada figura do jovem tucano.
A entronação estava mesmo exagerada, parecia paixão juvenil.
Não, não adianta contemporizar, foi como o marido flagrado na cama, em pleno e explícito adultério, negar dizendo..."Calma benzinho, não é nada disso que você está pensando..."
Só de imaginar a reprodução à exaustão, das escandalosas cenas da escancarada prática de Caixa 2, (pra dizer pouco), num eventual programa eleitoral da oposição, dá calafrios...
A rigor, se o Ministério Público entrar pra valer no episódio... sei não... Já pensaram numa gestão Socialista?(PSB-vice atual)
Infelizmente, um procedimento por vezes doloroso aos familiares, deve ser adotado numa gestação de risco. Abortar agora para preservar o futuro.
As imagens são grotescas, comparadas,fazem aquelas cenas do burocrata dos Correios e Telégrafos que desencadeou o escândalo do mensalão, parecerem película infantil.

A FARRA DO PRTB
Não será difícil após o espetáculo dantesco, explicar a briga de foice nas hostes do Partido do Secretário Municipal Manassés Oliveira que à época num gesto de despreendimento, como discursou o próprio Beto, protagonizou uma rebelião inusitada, arrastando a chapa renunciante do PRTB, para o apoio à reeleiçao do Prefeito, explícitamente justificada, pós imagens.
Bem, até o maior idiota vai se perguntar: "De onde veio o ervanário?"
Maculou, maculou sim, a farra do PRTB será uma assombração, aliás um câncer, á corroer diariamente, uma espada pendente às mãos dos verdugos da oposição.
Considerava e já expus em artigos anteriores minha avaliação sobre o processo sucessório no Paraná.
Tempos de tribulação ao tucanato no Paraná.
Penso que agora, entra pra valer na pauta. a candidatura do Senador Álvaro Dias e em torno do seu nome devem convergir os interesses maiores, inclusive o projeto nacional de José Serra, ou imaginam que a oposição não fará do crime de Curitiba uma questão também nacional?
Alguém disse, cuidado com o andor que o santo pode ter pés de barro...
Veja a reportagem completa aqui.

domingo, 21 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

QUE TAL UM TERCIUS NA DRT?
Graça abdicou (mas não entregou ainda) do cargo de Delegado Regional do Trabalho.
O sindicalismo ilustre se posicionou. Uns se auto-lançaram, outros lançados foram.
O "mando" é do Senador Osmar que está considerando. Já falaram até da existência de uma lista tríplice, que varia de acordo com a fonte e os interesses dessas.
Já levaram em conta competência, responsabilidade e experiência?
E o óbvio critério político?

QUE TAL UM TAL DE TERCIO NA DRT?
Tudo bem, deve ser necessário cair nas graças, do senhor Graça, afinal deve influir, posto que sai por vontade própria, não foi defenestrado como o anterior.
A perspcácia, sensibilidade política, em período delicado de articulações políticas, especialmente de quem pensa em eleição majoritária, recomenda agregar, ciscar pra dentro, aglutinar NOVOS aliados, que ampliem sua composição partidária.
Atrair novas agremiações, trazendo pra seu campo quem ainda não está.
Tércio Albuquerque, além de Presidente Estadual do PTC-Partido Trabalhista Cristão, com tradição e história política em nosso Estado, por acaso já dirigiu a Delegacia em questão e segundo consultas a sindicalistas, não haveria óbices á sua indicação, pois teve uma gestão elogiosa.
Que tal Senador, considerar a respeito?

QUE TAL UM TERCIUS NA DRT? II
O Presidente do PTC no Paraná, Tércio Albuquerque, está recolhido, aguardando os acontecimentos.
Faz chek-up rigoroso em hospital de Curitiba, mas para semana, volta para as atividades.
Seria sem dúvidas um nome que preenche requisitos.
Trata-se de uma questão política,evidente, mas seria interessante considerar...
O senador com a palavra...

terça-feira, 16 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

NEM COM MUITA ARRUDA
É, o queridinho da família vai ter que comer muito feijão!
Mesmo com toda estrutura do Estado, o garoto do acidente na madruga,não conseguiu tirar os delegados suficientes pra encarar a UJS, União da Juventude Socialista, no Congresso da UPE. Seus coordenadores, todos "ponto gov", desta vez ainda não conseguirão esticar o tapete vermelho para o príncipe da madruga.

DE HERÓI A BANDIDO
O vereador Valdecir Pascoal, de Umuarama(PR), interior do Estado,conhecido popularmente como pai-herói, reeleito por quatro vezes, caiu em "CANA". Envolvido com uma quadrilha de roubo de carros e caminhões, Valdecir Pai Herói, foi enjaulado pela Polícia Federal numa operação com ramificações no estado do Espírito Santo.
Voltaremos ao assunto, POIS ESTAMOS AVERIGUANDO, as ligações do vereador-caranguejeiro, com diretores e chefes de gabinete no governo estadual...

Charge do Dia

segunda-feira, 15 de junho de 2009

CURTAS E GROSSAS

BOLA CHEIA
Quem anda com a bola cheia é nosso amigo Tércio Albuquerque.
O encontro do PTC, partido que ele preside no Estado, foi um sucesso.
O partido está em franco crescimento e promete chapa própria de Dep. Federais e Estaduais para o próximo pleito.
Parabéns ao Tércio então...

SE O OSMAR ENCARAR...
Briga de cachorro grande. Se o Senador Osmar Dias de fato encarar e os Tucanos insistirem com o Prefeito recém-eleito de Curitiba, qual vai ser o comportamento do Senador Alvaro Dias e seu eleitorado?

"A PORTA DA RUA, É A SERVENTIA DA CASA..."
Palavras fortes do líder do Governo, Dep. Romanelli.
Na cúpula Petista é uma questão resolvida. Duro será "enquadrar" a ralé, ou como diz o "companheiro" da Secretaria do Trabalho... "a lagarta não larga a "foia" de jeito algum"..., nem debaixo de bambu?

"CANALHICE, CACHORRADA!"
É, parece que o Governador quer mesmo eleger o rapazola do acidente na madrugada.
Seu sobrinho João Playboy Arruda, precisa das "bases" do Gomyde.
Grande trapalhada, mereceu mesmo o dedo na fuça!

DEMONSTRAÇÃO DE UNIDADE
Estão de parabéns o Gomyde e a direção Regional do PC do B.
O Glorioso deu uma lição de comportamento político. Dignidade e respeito se garantem e se conquistam com posturas dessa magnitude.
Tem partido aí que já devia ter tomado tal atitude, mas as "lagartas" não querem largar a "foia"...

ALEGRIA, ALEGRIA...
3,5 Milhões ontem na passeata da diversidade!
Se São Paulo tem 9 milhões de habitantes, quer dizer que 1 em cada 3 paulistanos estava lá!
A cada ano o evento se firma como o mais importante do ponto de vista turístico.
Só alegria...

JOÃO COM MUITA "ARRUDA"
O "queridinho" da vez, terá agora mais uma secretaria a disposição pra campanha.
Quem está chiando são os candidatos a Federal.
O Capô, vai jogar pesado com pequenos municípios.
Vai encarecer as campanhas....

TRINCOU O BLOCO MONOLÍTICO?
Caramba! O que um DAS não faz...
Um passarinho contou-nos que o Cláudio Ribeiro, deixa o Partido, mas não larga o osso!
O que é isso companheiro?
Trocar o Glorioso pelo Arruda?
Quem levará essa queda de braço?
A família ou a Organização?

A CRIATURA E O CRIADOR
Até tu Jorge?
Você também subiu puxado "pelas barbas".
Vai cuspir no prato?
Como importante liderança, comande a "retirada" então...
Ah, não esqueça de borrifar inseticida nas "lagartas"...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

LIGEIRINHO, NO PEGA PRA CAPAR, DEITA O CABELO...

Estamos acompanhando, por boa parte da mídia e por declarações de deputados, a "nomeação" do recém eleito prefeito de Curitiba como governador do Estado.
Já tem "gente boa" deslumbrada, tratando-o como "fenômeno".
Alguns espíritas,falando em reencarnação!
O arco é amplo. Desde comunistas até o DEM.
Não se assustem com uma "capa" da Caras!, pois o "Jet-set" anda "babando".
Até o ex-líder do Governador Requião, abriu o jogo, contando os bastidores da "deputadaiada" cometendo adultério. Tratou logo de "tucanear" enviando seu ponta-de-lança, seu reserva, poupando-se como no futebol.
Escrutínios em Maringá, Cascavel, Ibaiti e até além-fronteiras, na vizinha Santa Catarina,"urnas" abertas, deu Beto com 102%(sic).
Na capital, a romaria segue a toada.

CALMA COM O ANDOR, QUE O SANTO É DE BARRO
Diz o sábio dito popular, "Calma com o andor, que o santo é de barro", e no caso da santificação de um político, mais atenção ainda, pois pode ter "pés de barro".
Sem dúvidas é um jovem político. Inegável. O resto...
Rodeado e talvez influenciado, pode cometer um suicídio político.
Fenômeno eleitoral em Curitiba? (disse Curitiba) sim, no pleito anterior, ontem...
Herdeiro de José Richa? Claro, seu filho. Porém, com uma trajetória totalmente diferente, e mais, as circunstâncias históricas e políticas absolutamente diferentes!
O jovem Beto, iniciou seu mandato a cinco meses, todos sabemos que cada eleição tem sua história. Não custa lembrar o episódio do político mineiro Pimenta da Veiga. Abandonou a Prefeitura de Belo Horizonte e aventurou-se na disputa ao governo do Estado, perdeu a eleição e o rumo de casa, caindo num profundo ostracismo político.
Beto goza de grande prestígio, é um político em ascensão, sem dúvidas, mas lançar-se nessa aventura, não caíra na "vala comum" dos carreiristas? Como a população de Curitiba vai entender esse abandono? Não vai levar a pecha de carreirista, oportunista...igual os demais?
Olhem que Curitiba teve uma grande decepção, tinha um bom prefeito que ao eleger-se governador, foi um fiasco!
Na campanha, Lerner levava um exemplar do ônibus Ligeirinho, pras cidades do interior, numa insinuação de que estabeleceria esse meio de transporte pelo Estado afora, deu no que deu. Curitiba perdeu um bom Prefeito e o Paraná ganhou um péssimo Governador. Uma farsa e uma tragédia...
Seria bom, especialmente os Tucanos Paranaenses refletirem, estabelecerem bem o "cada um no seu quadrado".
Os grandes desafios da Prefeitura de Curitiba se darão nesse período, nesse mandato. Abandonar o mandato e partir para uma aventura eleitoral, não vai caracterizar o "fugir da raia"?
Ligeirinho, no pega pra capar, deitou o cabelo...

domingo, 24 de maio de 2009

VÁ SE DANAR VOCÊ!‏


Em entrevista a Rádio Banda B de Curitiba, o até hoje Ministro Paulo Bernardo, destilou todo seu ódio agredindo de forma grosseira, xula, vulgar o Senador Álvaro Dias. Numa postura nada republicana, como é de sua matiz, começa com uma "conversinha mole" defendendo o instituto da CPI, depois descamba, se revelando, mostrando seu real perfil, afirmando que o Senador não tem o que fazer e quer que o país "se dane".
Lí depois alguns comentários, especialmente do Jornalista Silvio Sebastiani, o qual peço licença para tecer algumas considerações, enriquecendo detalhes do conteúdo, concordando com a forma indignada.
Comenta Sebastiani, desqualificando o Ministro como contumaz "puxador" de greves. Bem, aí dependendo do ponto de vista, pode soar como elogio. Nossa maior autoridade, o Presidente da República, formou-se nessa escola, e seu governo ao contrário dos acadêmicos, mesmo de forma tíbia, estancou a sangria, o desmonte do Estado e a entrega de nosso patrimônio, vilania neo-liberal, além de inegavelmente avançar na questão social. Tinha que fazer mais, claro, mais aquela "carta de rendição" ao povo brasileiro, além da correlação de forças o impediram. Que pena.
Acontece, meu caro Silvio, que esse arrivista, no próprio Movimento Sindical, sempre foi tido como truculento, sagaz e espertalhão. Sindicalista ligado a corrente Cutista majoritária, braço da Democracia Cristã Italiana e Social Democracia Alemã, sempre praticou o sindicalismo corporativo e economicista, construindo seu "curral" entre os bancários, notadamente no Banco do Brasil. Nasceu com pecado original do ponto de vista da luta de classes. Se fosse um "puxador" de greves, um agitador, mereceria elogios da história, pois não fossem esses, ainda teríamos escravidão, jornadas de trabalho extenuantes inclusive para mulheres e crianças, sequer, como se fosse pouco, teríamos derrubado a Ditadura.
Não, não podemos caracterizá-lo como tal. Sempre foi um ardiloso e astuto "operador".
No jargão sindical, um neo-pelego. Não posso afirmar, mas gostaria de saber, no período da Ditadura, onde estava este senhor?
Quando nós nas ruas e parlamentares como o saudoso Hélio Duque e o jovem parlamentar Álvaro Dias, travavam o combate no Congresso Nacional. No debate com, seu hoje fiel aliado, Delfin Neto, onde estava o Ministro? E olhe que irresponsabilidade por irresponsabilidade, quer maior que o Brasil ser novamente o "Peru com Farofa" da economia internacional, com taxa de retorno de 6% ao ano, já descontados impostos! É uma extravagância! E me vem falar em "irresponsabilidade" por causa de uma CPI? Extravagância! palavras do "companheiro" Delfin em "O GLOBO".
Quem quer "danar" o país? Espero que a resposta (onde ele estava) não seja no mesmo endereço de seu desafeto e correligionário de Londrina, sustentando a Ditadura na ARENA e se reciclando no PDS.
Acompanhei um "salutar" debate entre o ainda hoje Ministro e o Pres. da Ferroste/PR, num encontro de prefeitos num Hotel em Curitiba. Impagável o pugilismo. O senhor Ministro, partiu pra cima do valente reestruturador da Ferroeste, com uma sanha avassaladora, entre outras coisas, aos berros, de dedo em riste, que calasse a boca! O jovem Presidente da Empresa, gentil e serenamente, só pedia que o Ministro tivesse uma postura Republicana, e olhem, os dois já foram do mesmo Partido, talvez até sejam não sei.
Números oficiais dão conta de que NOSSA Petrobrás, investiu no primeiro bimestre quase três vezes o valor investido pelo tesouro no PAC.
Não adianta querer jogar uma cortina de fumaça. O TCU tem dificuldades, o Parlamento tem dificuldades e rigorosamente até o executivo tem dificuldades de fiscalizar NOSSA jóia da coroa.
Não senhor Ministro! Que se dane você! Nós, o povo brasileiro, queremos sim saber como estão gerindo nossa empresa.
Se existem irregularidades, como apontam o TCU, a Receita Federal e a Polícia Federal, "danar" é não esclarecer!
A atitude do Senador Álvaro Dias defende a Pátria! O Senador mais uma vez, demonstra seu caráter republicano. Cumpre seu dever e nos enche de orgulho de sermos paranaenses. Não condena nínguem, pede que se investigue denúncias. Demonstra mais uma vez a ousadia e a pertinência no trato da "coisa,causa,pública".
Siga em frente Senador Álvaro Dias, o Paraná te espera.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

QUEM TEM MEDO DO SENADOR?


Desde os tempos em que os bichos falavam, como diz o nosso bom e querido Paulo Henrique Amorim, no mínimo se respeita a condição de um parlamentar eleito.
Seja ele de qualquer esfera da República. Desde o Município, passando pelo legislativo Estadual, chegando ao Congresso Nacional.
Os cidadãos, os eleitores, em cada processo, vão as urnas e sufragam sua nominata.
Alguns se perdem pelo caminho, por premeditação, outros por volúpia, outros por envolvimento, outros inocentemente envolvidos, os inocentes úteis.
O irmão do Prefeito de Maringá, envolvido novamente com a justiça, reconhecidamente como homem "da direita", compõe hoje a chamada "base de sustentação" do governo federal, goza, usufrui, expande, e na linguagem policialesca ou popular, "deita e rola" nos mandos e desmandos do deletério poder que lhe atribuído.
Fez esse moço, dirigiu e venceu as eleições, na terceira cidade do sul do país, nossa Londrina. Imaginem, um Maringaense, ganhou as eleições em Londrina.
Só quem conhece a rivalidade do Clássico do Café, pode dimensionar isso.
Bem, mas como?
Faz parte o rapaz, do Partido do MALUF ( como diria meu bom e velho sábio Hélio Bicudo, ...Não transitou em julgado, portanto, é inocente...) Sim do Partido do Maluf, do verbo "Malufar".
Esse moço, milita no Partido do JOSÉ JANENE!, sim do JANENE, lembram-se?, talvez não, afinal, já se passaram mais de dois anos, é muito...
Pois é , agora esse arrivista, decidiu que a sociedade paranaense lhe quer no Senado da República!
Bom, tem "argumentos concretos", de posse de pesquisas "rigorosamente científicas", considera o nobre deputado federal, que, baseado num instituto de pesquisas, o qual ele contratou, Voxpopulares, Ibopex, GentesNossas,ou como dizem os que não concordam com sua atitude, o instituto DataBarros.
Comandante da política no Paraná, vai a imprensa, aos círculos políticos, ao Governador do Estado e feito arauto, proclama:-De acordo com minhas pesquisas, Fulano será Governador, Ciclano será Senador o Beltrano está fora e claro sou a bola da vez!
Quem é este cidadão Paraná?
Meus amigos a que ponto chegamos?
Pergunta que não se pode calar:- Temos um senador da república, que está de acordo com o IBOPE, em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para governador do Estado,sequer foi relacionado no questionário do instituto " DATA BARROS" ?!
Olhem, neste caso , a quem apelar?
Talvez o Ministério Público deva olhar com carinho a "capivara" do elemento, e não esquecer do Infartado, por favor.
Termino com comecei, quem tem medo do Senador?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Porque engolem a empulhação?

Sou informado de que em 23 de julho de 2008, o Instituto Data Vox era denunciado no Blog do Rigon, de Maringá (que citava o Messias) como pertencente a um assessor do Deputado Ricardo Barros. A denúncia se referia à “pesquisa contaminada” para atender interesses escusos. Pois bem, o Instituto ressurge agora para apresentar pesquisa sobre a eleição do próximo ano. Mais do que manipular, exclui informações insidpensáveis para uma avaliação precisa do quadaro eleitoral. Pior, encontra espaço na imprensa do Paraná. A pesquisa divulgada ontem pelo Insituto que já é conhecido como DATA BARROS, é desonesta e ofende a inteligência. Porque alguns aceitam a empulhação?

fonte: http://angelorigon.blogspot.com/

Alvaro Dias reage à pesquisa Datavox com um ataque de risos


Uma gargalhada. Essa foi a reação do senador Alvaro Dias ao saber da pesquisa Datavox sobre a corrida ao governo do Estado, divulgada hoje. O levantamento, encomendado pelo PP, considera Beto Richa como único pré-candidato do PSDB. O prefeito aparece cinco pontos à frente de Osmar Dias, do PDT.

Alvaro Dias perguntou: “Que instituto é esse? Nunca ouvi falar. Engraçado isso”, ainda aos risos. O senador disse que não se aborrece porque não considera a pesquisa válida. “Alguém paga pela pesquisa, para saber o que lhe interessa e deixar de lado o que não lhe interessa”, afirmou.

Sobre a afirmação do líder do PP Ricardo Barros, de que Beto Richa é o candidato do PSDB porque anda pelo Estado, Alvaro Dias retrucou: “Se andar pelo Estado significasse ser candidato, ele estaria dizendo a verdade. O próprio Beto não se coloca como candidato”, concluiu.


fonte: http://www.fabiocampana.com.br/