quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ENTREVISTA TERCIO ALBUQUERQUE

O presidente estadual do PTC fala da movimentação do seu partido para as próximas eleições

Bóia: Estamos praticamente há um ano das eleições. Sabemos que as forças políticas estão se organizando e se articulando, o senhor poderia nos dizer no caso de seu partido, como andam as conversações?
Tércio: Bem, primeiramente agradeço a oportunidade e o espaço para expor nosso ponto de vista. Posso afirmar que nosso partido, o PTC, tem tido uma receptividade muito grande. Somos entre os ditos partidos em crescimento aqui no Estado, certamente o que mais tem crescido. Além de vereadores e vice-prefeitos que elegemos, temos recebido inúmeras adesões de novas lideranças. Tenho viajado o Estado e sentido a determinação dos companheiros já engajados e as novas filiações no sentido de apresentarmos chapas completas e próprias para a disputa que se avizinha. Mesmo com todo desgaste da classe política, a gente sente na militância e na própria população que participa de nossos eventos e reuniões, a vontade de mudança e a esperança por outro modo de fazer política. Nosso partido, como disse, está em crescimento e tenho repetido em nossas reuniões públicas uma histórinha interessante, que parece piada, brincadeira, mas é muito séria. Sempre pergunto, qual a diferença entre o político e o ladrão, aí a gente houve de tudo, sente a revolta, a desesperança, provocada pelos seguidos escândalos que acompanhamos, infelizmente, quase que todos os dias pela mídia. Mas então chamo a atenção e apresento uma resposta básica a pergunta, e aí sim, sinto que as pessoas entendem. Digo o seguinte: A diferença entre os dois é que o ladrão nos escolhe, já o político somos nos que escolhemos. Nem precisa explicar mais nada, ou seja, nós cidadãos somos responsáveis pelas escolhas que fazemos, portanto não é hora de desistir, mas sim participar ativamente da política. Pretendemos então apresentar chapa própria nas proporcionais e estamos avaliando o lançamento de uma candidatura majoritária ao senado.

Bóia: E as articulações para o Governo do Estado?
Tércio: O PTC, tem seu programa doutrinário, mas é claro que em cada Estado existe realidades locais, que o Diretório Nacional respeita e dá autonomia para os Regionais. No caso do Paraná, estamos conversando com todas as forças em disputa. Ainda nesta semana, estivemos reunidos com o vice-governador Orlando Pessuti, onde debatemos essa questão. Posso dizer que foi uma conversa muito boa, até pela amizade pessoal que nutro pelo mesmo, amizade essa de mais de vinte anos, quando fomos deputados juntos. Já conversamos com o Senador Álvaro Dias, que também está na disputa, bem como com o Prefeito Beto Richa. Enfim, estamos abertos a discussão e a medida que avançamos nas conversas, vamos avaliando o rumo que seguiremos. Pretendemos aqui no Estado percorrer toda nossa base para também apresentarmos um programa mínimo que estabeleça nossa relação no eventual acordo que faremos. Evidentemente teremos posições claras, nítidas a respeito do Governo que pretendemos e com o qual vamos nos aliançar.

domingo, 13 de setembro de 2009

ESSE CIDADÃO MERECE NOSSO RESPEITO E APLAUSOS

Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados.
Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade.
Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta.
Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens.
Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade.
'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'.

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.
Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande.. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.'

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso.. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda. Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança..'

ESTE MERECE NOSSOS APLAUSOS!
POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER?

A versão e os fatos sobre o acordo da Previdência

Por João Batista Lemos, diretor adjunto da Secretaria de Relações Internacionais da CTB

As versões divulgadas por fontes oficiais e reproduzidas sem espírito crítico pela mídia sobre o acordo entre o governo e quatro centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT e CGTB) firmado em Brasília no dia 25 de agosto nem sempre correspondem aos fatos. O acordo foi anunciado como uma iniciativa das centrais sindicais e um bom negócio para a classe trabalhadora. Não é uma coisa nem outra. A iniciativa foi do governo e a versão oficial promove uma inversão da realidade que pode ser politicamente conveniente para alguns, mas não é muito fiel à verdade dos fatos.

Unidade
Até então, prevalecia entre os dirigentes das centrais sindicais uma saudável unidade em defesa dos projetos do senador Paulo Paim (PT-RS) que põe fim ao fator previdenciário, restaurando os critérios anteriores ao redutor, e estende a todas as aposentadorias e pensões o mesmo reajuste concedido ao salário mínimo, que deve ser igual à inflação mais o percentual de crescimento do PIB de dois anos atrás. As propostas do parlamentar gaúcho, previamente debatidas com as centrais sindicais, foram aprovadas por unanimidade pelos senadores e tramitam, agora, na Câmara Federal. A expectativa é de que os deputados sigam a mesma orientação do Senado.

O governo, porém, não concorda com o fim puro e simples do fator previdenciário nem com a equiparação dos reajustes. O objetivo com o acordo é justamente evitar o risco de que tais propostas sejam definitivamente aprovadas pelo Parlamento, o que contraria uma política econômica ainda fortemente marcada pelo viés neoliberal de ajuste fiscal, juros altíssimos, câmbio flutuante e livre circulação de capitais.

Por isto, o fundamento da negociação é a retirada desses e de outros projetos sobre o tema no Congresso Nacional (*). Em troca, o fator previdenciário seria reciclado com outros critérios e um novo nome: fator 85/95. As aposentadorias com valor superior ao salário mínimo seriam corrigidas pela inflação acrescida de um aumento real equivalente a 50% da evolução do PIB de 2007 em 2010, ou seja, metade do que está previsto no projeto aprovado por unanimidade pelos senadores para o mesmo ano. Em 2011 não haveria aumento real, uma vez que resultado do PIB em 2009 não deve ser positivo.

Divergência
O processo de negociações estabelecido por iniciativa do governo atropelou a unidade na luta pelo fim do fator previdenciário e, lamentavelmente, despertou divergências no movimento sindical. O Planalto conseguiu atrair quatro centrais para sua órbita. CUT, Força Sindical, UGT e CGTB concordaram em abrir mão do fim do fator previdenciário e da equivalência entre reajuste das aposentadorias e do salário mínimo, acataram o fator reciclado (85/95) e a correção dos benefícios previdenciários com um aumento real 50% menor do que o projeto aprovado por unanimidade pelos senadores.

O resultado da reunião do dia 25 de agosto em Brasília foi apresentado tanto pelo governo quanto pela mídia como um acordo do Palácio do Planalto com as centrais sindicais, o que também constitui uma versão falsa da realidade. Apenas quatro centrais representadas na reunião avalizaram a proposta do governo, o que fizeram, aliás, sem consultar previamente suas próprias bases. Com tal gesto, comprometeram a unidade.

Atravessando o samba
CTB, Nova Central e Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) rechaçaram com energia o arranjo proposto, que mereceu a sugestiva designação de "acordão da Previdência". Entidades que também são representativas da classe trabalhadora, como o FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores), a Intersindical e o Conlutas, embora não tenham participado da reunião das centrais com o governo, também já firmaram posição contra o acordo.

Convém chamar a atenção para a opinião do deputado federal Darcísio Perondi (PMDB/RS), que considera a Cobap a principal representante dos aposentados e pensionistas brasileiros, a instituição mais legítima para negociar o tema na opinião do deputado federal. Ele não poupou críticas à conduta das duas principais centrais que respaldaram o acordo. "O governo está atrapalhado. Ele começou a negociar há um ano com a Confederação Brasileira dos Aposentados, que é a legítima instituição para isso. Porém, a CUT e a Força Sindical atravessaram e se arvoraram no direito de negociar pelos aposentados. O governo entrou numa canoa furada", comentou Perondi.

Retrocesso
Embora as mudanças propostas pelo governo sejam um avanço em relação às condições prevalecentes hoje para aquisição e reajuste das aposentadorias é inegável que constituem um gritante retrocesso em relação aos projetos aprovados por unanimidade pelos senadores e em tramitação na Câmera dos Deputados. Foi por esta razão que a CTB e as outras entidades repudiaram o acordo e mantiveram o apoio aos projetos de Paulo Paim.

Conforme informações da Cobap, o valor real das aposentadorias e pensões em comparação com o salário mínimo foi depreciado em quase 70% ao longo dos últimos anos. O arrocho ocorreu principalmente nos governos neoliberais de FHC, que chegou ao ponto de chamar os aposentados de "vagabundos". Esta foi a principal razão pela qual uma consulta eletrônica feita pela confederação junto a suas bases sobre o acordo proposto pelo governo revelou uma rejeição superior a 90%. Recuperar o valor desses benefícios é um imperativo de justiça social do qual o movimento sindical não deve abrir mão. A proposta do governo reconhece a necessidade de recompor o valor dos benefícios, mas está muito aquém do projeto Paim e pode ser qualificada sem exagero de retrocesso.

Déficit ou superávit?
Igualmente inaceitável é a substituição do fator previdenciário pelo fator 85/95. Lembremos que na prática o fator previdenciário, produto de uma lei tucana aprovada em 1999, significa um redutor de até 40% do valor das novas aposentadorias. Ora, quando a luta pelo fim do fator previdenciário, em curso há anos, parecia se encaminhar para um final feliz, depois da votação no Senado, surgiu a ideia do fator 85/95, apresentada em parecer do deputado federal Pepe Vargas (PT-RS). Não se trata aqui de desejar "o quanto pior melhor", mas de lutar pelo que é melhor para os trabalhadores, no caso a restauração dos critérios para aposentadoria existentes antes de 1999. Este é o papel de uma central sindical classista.

Também aí estamos diante de um retrocesso inaceitável, conforme enfatizou o presidente da CTB, Wagner Gomes, pois o trabalhador (homem) precisará somar a idade mais 35 anos de contribuição para completar os 95. "Operários da construção civil, comerciários e outras categorias nunca cumprirão tais critérios devido à alta rotatividade da mão-de-obra brasileira", observou.

As alegações de que a Previdência "vai quebrar" não procedem. A Constituição de 1998 (Título VII, Capítulo II) incluiu no conceito de seguridade social Previdência, saúde e assistência social e teve a sabedoria de instituir fontes específicas de financiamento que cobrem, com folga, as despesas, apesar do desvio de recursos pela DRU (Desvinculação da Receita da União). Segundo Floriano Martins, dirigente da Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), a seguridade social fechou o ano passado com um superávit de 52 bilhões de reais. A noção de déficit da Previdência é falsa, embora seja reiterada pela mídia e pelo próprio governo com o objetivo de justificar retrocessos sociais no setor. Além disto, a perspectiva do pré-sal abre a possibilidade de uma nova fonte de custeio para as políticas sociais.

Autonomia sindical
Não restam dúvidas de que a posição da CTB corresponde aos interesses maiores da classe trabalhadora, é coerente com os princípios classistas e o preceito de autonomia sindical, que se define com a prática e não no discurso. As mudanças nas regras da Previdência, além do fim do fator previdenciário, devem ser feitas no bojo de um novo projeto nacional de desenvolvimento e ter por foco principal a inclusão de dezenas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que estão fora do mercado formal de trabalho e excluídos do sistema beneficiário, assim como uma política solidária com os idosos e não a depreciação de direitos.

É com essas e outras bandeiras do desenvolvimento com valorização do trabalho que devemos pavimentar a luta para dar continuidade ao ciclo de mudanças iniciadas no governo Lula. As centrais que assinaram o acordo com o governo se precipitaram. Deveriam consultar mais amplamente suas bases e rever suas posições.

Nota
*São quatro projetos do senador Paulo Paim que o governo quer retirar da pauta do Congresso Nacional: um que acaba com o fator previdenciário; outro que recompõe o valor recebido dos benefícios com base no número de salários mínimos que eles recebiam na data da concessão; o que garante às aposentadorias e pensões o mesmo reajuste do salário mínimo e, finalmente, o projeto que estabelece correção de 16,7% a aposentadorias e pensões com valor superior ao mínimo, que depois de aprovado pelo Congresso sofreu o veto do presidente, que pode ser derrubado pelos parlamentares ainda neste semestre.

João Batista Lemos é diretor adjunto da Secretaria de Relações Internacionais da CTB

HISTÓRIA DOS ATAQUES E TRAIÇÕES DO PT AO PMDB DO PARANÁ

A história de conflitos entre o PT e o PMDB é antiga. Enquanto toda a sociedade brasileira se manifestava pela unidade nacional para por fim a ditadura militar o PT nasce como força desagregadora tanto no campo das esquerdas como no campo democrático pela sua visão exclusivista estratégica de poder. Contrária a ida ao colégio eleitoral quase ajuda a eleger Paulo Maluf presidente, que acaba de declarar apoio ao PT em São Paulo.

Não é por acaso que PT e PMDB não tem liga em muitos estados. É só ver no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Minas, Pernambuco, enfim nos maiores colégios eleitorais até os dias de hoje muitos conflitos e ataques mútuos. E no Paraná nunca foi diferente.

Nas eleições de 1985 para a prefeitura de Curitiba quando Roberto Requião (PMDB) foi candidato contra Jaime Lerner, grande parte do PT pregou o voto nulo.

Em 1982 quando se dava à aliança entre os setores democráticos e grande parte da esquerda para a derrubada do arbítrio do governo do Estado, o PT em seu proposital sectarismo fazia o jogo da ditadura ao transformar a candidatura do José Richa(PMDB) em principal alvo de seus ataques.

Nas eleições de 1988 o PT através de sua estrutura sindical (APP, etc.) faz o jogo de Jaime Lerner ao aparelhar a sua estrutura sindical corporativista para o ataque ao governo estadual e nesta cegueira e oportunismo político torna a candidatura do progressista Maurício Fruet(PMDB), que sempre foi um dos porta vozes dos professores e da educação em geral no Congresso nacional, em alvo, assim diretamente beneficiando a candidatura de Jaime Lerner a prefeito.

Em cada esquina estava uma professorinha da APP segurando uma cartolina com o “coração curitibano” desenhado “carinhosamente” a mão enquanto mandavam seus alunos jogarem pedras nos partidários do PMDB.

Em 1990 quando o PMDB regional quis apoiar Lula para presidente o PT pediu publicamente para o PMDB não apoiar e muitos militantes pemedebistas foram maltratados ao comparecem nos comitês pró-Lula.

Em 1990 quando parte do PT quis apoiar Requião(PMDB) ao governo, o PT chegou a expulsar Vitório Sorotiuk e Mauro Goulart do partido, pois foram nomeados em cargos do governo estadual em 1991.

Em 1998 quando Requião(PMDB) foi candidato a governador contra Jaime Lerner(PDT) parte do PT se acertou com Jaime Lerner e daí nasceu à briga entre Roberto Requião(PMDB) com o então candidato ao senado Nedson Micheletti (PT) e Paulo Bernardo, pois estes sempre tiveram boas relações em Londrina com o grupo do José Janene e Antonio Belinati, que foi quem indicou Emília Belinati para vice na chapa de Jaime Lerner.

Como “prêmio” é garantido aos petistas a manutenção de cargos no governo municipal do Antonio Belinati, que derrotou com o apoio de Jaime Lerner, Luiz Carlos Hauly(PSDB), e por isto o PT recebeu indicações nas Secretaria de Finanças, Secretarias Especiais, Secretaria da Mulher além de muitos cargos terceirizados na tal frente de trabalho.

Associados a membro da Comissão de Orçamento em Brasilia, garantem recursos em várias áreas para que as empresas de Londrina – VISATEC, VISAMOTORS, VISACON e F. Jannani Grupo Iluminação – o que garante a expansão financeira junto com o grupo a quem eram aliados.

Acontece então o maior escândalo político de Londrina com a venda das ações da SERCOMTEL, comandada por José Janene e Antonio Belinati e petistas, para a COPEL. Uma CPI na Assembléia Legislativa do Paraná é abafada com promessas divinas para deputados estaduais.

Começa a farra chamada escândalo AMA-COMURB onde seus associados são pegos com a mão na massa, utilizando notas frias e medições de roçadas irregulares. Uma CEI na Câmara de Londrina começa a demonstrar os fatos e estender para um fundo gerido (COGEF) pelos indicados de Janene/Belinati, indícios muito fortes de uso na campanha eleitoral dos candidatos a deputado estadual Antonio Carlos Belinati, deputados federais José Janene e Paulo Bernardo.

A Câmara Municipal de Londrina avança e consegue enviar para os promotores estaduais os indícios que se transformam nas mais variadas ações judiciais contra Antonio Belinati, José Janene, Paulo Bernardo, além dos secretários municipais e diretores que coordenam as licitações fraudulentas para desviar o dinheiro da venda das ações da SERCOMTEL.

Desmascarados pelas práticas imorais Nedson Micheleti perde a eleição para o senado e Paulo Bernardo não consegue sua reeleição. Já o José Janene também não se elege, pois apenas conseguiu ter uma votação ridícula em Londrina e no Norte Pioneiro.

Neste período o lernista petista Paulo Bernardo foi derrotado nas urnas em Londrina e migra para o Mato Grosso, onde com o Zeca do PT eleito governador se tornou secretário da Fazenda. Coincidentemente, apenas coincidentemente, junto os interesses do José Janene e a empresa VISATEC que constrói obras no Mato Grosso do Sul.

Na eleição de 2002 o PT fez jogo duplo, pois ao mesmo tempo em que acenava pró-candidatura de Roberto Requião(PMDB), a exemplo do Padre Roque que o apoiou no segundo turno e acabou sendo nomeado no governo, a turma de Londrina tecia críticas tentando desestruturar a candidatura de Roberto Requião(PMDB), atacando o governo estadual o tempo todo, inclusive defendendo os interesses das empresas de pedágio, como ficou claro durante a condução da CPI do Pedágio.

Enfim em 2006 enquanto Requião(PMDB) saiu candidato à reeleição o clima com a direção do PT Estadual continuava sendo de confronto, pois era reflexo da longa luta política de Roberto Requião(PMDB) em relação ao rompimento por parte do presidente Lula com os compromissos de campanha. Enfim articulado pelo grupo de Londrina o PT lança Flavio Arns e viabiliza o segundo turno entre Osmar Dias(PDT) e Roberto Requião(PMDB). Aqui no Estado o PMDB, que sempre teve uma postura progressista em relação à reforma agrária, ao meio ambiente, ao desenvolvimento sustentável, contra os transgênicos, contra o pedágio, contra a venda do Banestado e o pagamento da divida ao Banco Itaú, a favor da reestatização das empresas privatizadas, pelo rompimento com o FMI, contra as altas taxas de juros, contra o cambio sobrevalorizado etc., enfim o PMDB do Paraná não aceita o caráter neoliberal das deliberações do Consenso de Whashington mantido pelo PT enquanto governo, o que somado aos fatores locais levou o governador a criticar o governo Lula(PT). Não foi por acaso que durante o processo eleitoral de 2006 Paulo Bernardo e a direção estadual do PT não perderam um momento sequer para tentar hostilizar o candidato Roberto Requião(PMDB), sendo isto no meio dos empresários ou no meio da população, a exemplo do que o ministro Paulo Bernardo fez num evento com a imprensa num restaurante em Santa Felicidade , dias antes das eleições, quando criticou Requião(PMDB) por seu postura intransigente em defesa do porto de Paranaguá, contando uma piada de que Requião(PMDB) seria bem votado em Santa Catarina em especial pelo povo de Itajai(SC). Num momento em que o PMDB e Requião(PMDB) trabalhavam pela candidatura de Gleisi Hoffmann(PT) ao senado.

Agora que uma nova eleição se aproxima o PT de forma oportunista esquece o espaço que receberam no governo com 3 secretarias e inúmeros cargos comissionados e traem a candidatura ao governo de Orlando Pessuti(PMDB) ao tentarem impor ao PMDB a candidatura de Osmar Dias (PDT) que em 2002 e 2006 teve o apoio publico de Jaime Lerner, José Janene e Antonio Belinati, o mesmo grupo aliado da cúpula do PT de Londrina, e que juntos acabam de eleger Barbosa Neto (PDT) a prefeitura de Londrina, contra a candidatura de Luiz Carlos Hauly (PSDB) que foi apoiado pelo governador Roberto Requião(PMDB).


Fonte: http://horahnews.com.br

Teatro da CAIXA apresenta “Homenagem ao Malandro”

O show reúne dois grandes nomes para homenagear o malandro carioca Kid Morengueira

O Teatro da CAIXA homenageia Moreira da Silva, o Kid Morengueira, com o espetáculo “Homenagem ao Malandro”. O show, que acontece reúne dois grandes nomes: Jards Macalé e Maria Alcina.
Trajetória de Moreira da Silva - Moreira da Silva é considerado um dos nomes mais criativos da Música Popular Brasileira. Carioca da Barra da Tijuca foi criado no Morro do Salgueiro e representa a geração do típico malandro: ternos de linho branco, sapatos bicolores e chapéu panamá. É considerado o criador, e maior nome, do samba-de-breque, gênero derivado do samba em que o cantor insere falas, diálogos ou comentários no meio das músicas.

A carreira de Kid Morengueira, nascido em 1902, foi ocasional. Na juventude fazia serestas nos morros, onde conheceu Getulio Marinho, compositor das suas primeiras gravações. O samba-de-breque foi acidentalmente criado em 1936, durante uma apresentação no Cine Teatro Méier, no Rio de Janeiro. O novo estilo estourou nas paradas de sucesso das rádios e Morengueira foi contratado pela rádio Tupi em 1950. O apelido Kid Morengueira, personagem de um dos seus enredos de samba, surgiu em 1962 e compôs parte do título do disco lançado em 1964, o “Morengueira 64”. Chico Buarque chamou o cantor para participar das gravações do disco “A Ópera do Malandro”. Em 1999, “Homenagem a Noel” é lançado em homenagem a Noel Rosa. Morreu em 2000, aos 98 anos, por falência múltipla dos órgãos.

Jards Macalé - Nascido em 1943 no Rio de Janeiro Jards Anet da Silva, conhecido como Macalé, é ator, cantor e compositor. Iniciou a carreira em 1965, como violonista e lançou o primeiro disco “Só Morto” em 1969. Trabalhou e fez parcerias com diversos artistas e personalidades: Maria Bethânia, Nara Leão, Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Naná Vasconcelos, Glauber Rocha e Vinícius de Morais. Compôs trilhas sonoras para filmes como “Amuleto de Ogum”, “Macunaíma”, “O Dragão da Maldade conta o Santo Guerreiro” e para peças de teatro. Macalé tornou-se parceiro de Kid Morengueira em 1976, com o samba-de-breque “Tira os Óculos e Recolhe o Homem”. Suas composições foram interpretadas por cantores como Gal Costa, Maria Bethânia, Camisa de Vênus e O Rappa.

Maria Alcina - A cantora mineira Maria Alcina, nascida em 1949, é dona de uma voz grave e de uma presença de palco singular. Sua aparência irreverente rendeu comparações à Pequena Notável Carmen Miranda. Estreou nos palcos do Maracanãzinho com o sucesso “Fio Maravilha” de Jorge Ben. Seu repertório é repleto de canções de Carmen Miranda, Marlene, Emilinha Borba, Carmen Costa, Aracy de Almeida. Maria Alcina participou de programas de televisão como Discoteca do Chacrinha e Qual é a Música?, trabalhou em um circo e ganhou o Troféu de Imprensa. Tornou-se parceira de Kid Morengueira em turnê pelo Brasil, e de Jamelão e Emílio Santiago em turnê pelos Estados Unidos.
Ficha Técnica

Voz e violão – Jards Macalé
Voz – Maria Alcina
Violão – Sérgio Arara
De 11 a 13 de setembro
Sexta e sábado 21h e domingo 19h

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Marina Silva: um novo olhar sobre o Brasil

por Leonardo Boff
Erram os que pensam que a saida da senadora Marina Silva do PT obedeçe a
propósitos oportunistas de uma eventual candidatura à Presidência da
República. Marina Silva saiu porque possuía um outro olhar sobre o Brasil,
sobre o PAC (Programa de Acelaração do Crescimento) do governo que
identifica desenvolvimento com crescimento meramente material e com maior
capacidade de consumo. O novo olhar, adequado à crescente consciência da
humanidade e à altura da crise atual, exige uma equação diferente entre
ecologia e economia, uma redefinição de nossa presença no planeta e um
cuidado consciente sobre o nosso futuro comum. Para estas coisas a direção
atual do PT é cega. Nã o apenas não vê. É que não tem olhos. O que é pior.

Para aprofundar esta questão, valho-me de uma correspondência com o
sociólogo de Juiz de Fora e Belo Horizonte, Pedro Ribeiro de Oliveira, um
intelectual dos mais lúcidos que articula a academia com as lutas populares
e as Cebs e que acaba de organizar um livro sobre "A consciência planetária
e a religião" (Paulinas 2009) Escreve ele:

"Efetivamente, estamos numa encruzilhada histórica. A candidatura da Marina
não faz mais do que deixá-la evidente. O sistema produtivista-consumista de
mercado teima em sobreviver, alegando que somente ele é capaz de resolver o
problema da fome e da miséria ­ quando, na verdade, é seu causador.
Acontece que ele se impôs desde o século XVI como aquilo que a Humanidade
produziu de melhor, ajudado pelo iluminismo e a revolução cultural do século
XIX, que nos convenceram a todos da validade de seu dogma fundante: somos
vocacionados para o progresso sem fim que a ciência, a técnica e o mercado
proporcionam. Essa inércia ideológica que continua movendo o mundo se cruza,
hoje, com um outro caminho, que é o da consciência planetária. É ainda uma
trilha, mas uma trilha que vai em outra direção".

"Muitos pensadores e analistas descobriram a existência dessa trilha e
chamaram a atenção do mundo para a necessidade de mudarmos a direção da
nossa caminhada. Trocar o caminho do progresso sem fim, pelo caminho da
harmonia planetária". "Esta inflexão era a voz profética de alguns. Mas agora,
ela já não clama mais no deserto e sim diante de público que aumenta a cada dia.
Aquela trilha já não aparece mais apenas como um caminho exclusivo de alguns
ecologistas mas como um caminho viável para toda a humanidade. Diante dela,
o paradigma do progresso sem fim desnuda sua fragilid ade teórica e seu dogma
antes inquestionável ameaça ruir. Nesse momento, reunem-se todas as forças
para mantê-lo de pé, menos por meio de uma argumentação consistente do que
pela repetição de que "não há alternativas" e que qualquer alternativa "é um
sonho".

"É aqui que situo a candidatura da Marina. É evidente que o PV é um partido
que pode até ter sido fundado com boas intenções mas hoje converteu-se numa
legenda de aluguel. Ninguém imagina que a Marina ­ na hipótese de ganhar a
eleição ­ vá governar com base no PV. Se eventualmente ela vencer, terá que
seguir o caminho de outros presidentes sul-americanos eleitos sem base
partidária e recorrer aos plebiscitos e referendos populares para quebrar as
amarras de um sistema que ³primeiro tomou a terra dos índios e depois
escreveu o código civil", como escreveu o argentino Eduardo de la Cerna".

"Mesmo que nã o ganhe, sua candidatura será um grande momento de
conscientização popular sobre o destino do Brasil e do Planeta. Marina Silva
dispensará os marqueteiros, e entrarão em campanha os seguidores de Paulo
Freire".

"Esta é a diferença da candidatura Marina. Serra, do alto da sua arrogância,
estimula a candidatura Marina para derrubar Lula e manter a política de
crescimento e concentração de riqueza. Lula, por sua vez, levanta a bandeira
da união da esquerda contra Serra, mas também para manter a política de
crescimento e de concentração da riqueza, embora mitigada pelas políticas
sociais".

"Marina representa outro paradigma. Não mais a má utopia do progresso sem
fim, mas a boa utopia da harmonia planetária. A nossa visão não é restrita a
2010-2014. Estamos mirando a grande crise de 2035 e buscando evitá-la
enquanto é tempo ou, na pior das hipóteses, buscar alternat ivas ao seu
enfrentamento.

É por isso, por amor a nossos filhos, netos e netas, temos que dar força à
candidatura da Marina. E que Paulo Freire nos ajude a fazer dessa campanha
eleitoral uma campanha de educação popular de massas".

Digo eu com Victor Hugo:
"Não há nada de mais poderoso do que uma idéia cujo tempo já chegou".

Requião propõe lei para acabar com feriados municipais dos servidores

Projeto enviado à Assembleia Legislativa determina que o Paraná só respeitará os feriados estaduais e nacionais

da Folha de Londrina

Um projeto de lei de autoria do governador Roberto Requião (PMDB) abre uma polêmica entre os servidores do Estado. Pela proposta, já enviada para a Assembleia Legislativa, os servidores estaduais, independente da cidade onde atuam, não terão direito a feriado municipal. O projeto de lei surge na esteira do imbróglio que se formou no feriado do último dia 8 em Curitiba, quando os servidores estaduais que trabalham na cidade foram obrigados a trabalhar. Dia 8 é feriado em Curitiba porque é dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz. Servidores ligados a empresas públicas - como Sanepar e Copel, por exemplo - conseguiram manter o direito à folga através de uma liminar obtida na esfera do Judiciário. As escolas estaduais que já tinham previsto no calendário o feriado do dia 8 também não acataram a determinação do governador Requião. Os demais servidores, contudo, tive ram que voltar mais cedo ao trabalho, logo após o feriado nacional do dia 7.

Pelo projeto de lei, fica definido que o ''Estado do Paraná somente respeitará os feriados estaduais e nacionais''. A lei entraria em vigor na data da sua publicação. Na justificativa assinada pelo governador Requião, e que acompanha o projeto de lei, consta que ''a administração pública estadual não deve seguir os feriados e comemorações de âmbito municipal, tendo em vista que o Estado do Paraná é composto de 399 municípios, cada um com suas peculiaridades, mas que necessitam de atendimento isonômico por parte do Governo do Paraná, em especial o atendimento de serviços essenciais como saúde, segurança, educação, entre outros''. ''Não é possível imaginar que a administração pública estadual deve ser paralisada por conta de feriados e comemorações no âmbito de cada município do Estado'', continua a justificativa.

Em entrevista à Reportagem, a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores da Saúde do Estado do Paraná (Sindsaúde/PR), Mari Elaine Rodella, disse que o governo do Estado deveria ''se preocupar com coisas mais relevantes''. ''Não é um dia de feriado que faz a diferença. Se o governador Requião quer acabar com a 'folia' do serviço público, como ele mesmo chamou o feriado, ele está mirando para o lado errado. Por que ele não acaba com a 'folia' dos cargos? Há um excesso de gente sem competência ocupando cargos de chefia só por indicação política. Feriado é o menor dos problemas'', afirmou ela. ''Os serviços considerados essenciais são mantidos pelas equipes de plantão'', reforça ela.

Elaine acrescenta que conta agora com a abertura de um debate na Assembleia Legislativa para tratar do projeto de lei e que os custos da proposta também devem ser discutidos. Em função do feriado do dia 8 em Curitiba, o Sindsaúde/PR pediu ao Judiciário que o Estado seja obrigado a pagar o acréscimo da hora trabalhada em 100%.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP Sindicato), Marlei Fernandes de Carvalho, disse à Reportagem que a proposta do governador Requião é ''indevida'': ''Mesmo sendo servidores estaduais, as pessoas também são munícipes. Fico imaginando como é que elas vão traballhar quando a cidade estiver toda paralisada''. ''Não tem motivo para tomar uma atitude drástica. O projeto de lei é desnecessário'', reclamou.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Imigrantes ilegais somam uma Argentina

por MARIANA DESIDÉRIO da PrimaPagina

Em 2005, o número estimado de imigrantes irregulares na Europa, nos Estados Unidos e na Índia, estava entre 35 e 38 milhões de pessoas, segundo relatório da Comissão Global para Migração Internacional. É como se as populações atuais inteiras de Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, ou toda a Argentina, resolvessem viver clandestinamente na Europa, nos EUA e na Índia. Estes migrantes fazem parte do que o relatório chama de grupo dos “não-cidadãos”. São pessoas que vivem de forma precária em países nos quais não têm acesso a direitos como saúde, educação e segurança pública.

O assunto é tema do documento Moradores Precários: Controle de Migração, Sociedade e direitos dos Não-Cidadãos, do pesquisador do Departamento de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Oxford, Matthew J. Gibney. O texto é um dos estudos que subsidiarão a elaboração do RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) global de 2009-2010, que terá como tema central a migração.

Por serem irregulares, a ameaça de deportação faz com que muitos dos imigrantes não procurem os serviços básicos e acabem se sujeitando a situações degradantes, como exploração econômica e sexual. Além dos ilegais, de acordo com Gibney, fazem parte deste grupo aqueles que buscam asilo em um outro país (inclusive os que têm seu pedido negado), trabalhadores temporários e pessoas com proteção temporária contra deportação.

A conclusão do estudo de Gibney é de que “quando a exploração floresce, condições médicas são deixadas de lado e residentes de longa data são excluídos do reconhecimento político. É tolice acreditar que os cidadãos podem ser isolados das consequências sociais”. Como exemplo, o autor cita um estudo dos Estados Unidos que mostrou que os imigrantes sem documentação com tuberculose apresentam sintomas por mais tempo antes de procurar um médico, o que aumenta o risco de contágio entre as pessoas de seu convívio, sejam elas imigrantes ou não. “Baixos níveis de acesso a tratamento emergencial podem ser atribuídos a uma série de fatores (...) mas a preocupação com a expulsão também representa um importante papel,” afirma o autor.

Estes residentes precários – diz o texto – são alguns dos mais vulneráveis migrantes no mundo hoje. Eles têm pouco ou nenhum status para reivindicar direitos básicos porque, aos olhos dos oficiais do Estado (e de boa parte do público), são intrusos sem direito de estar no país ou apenas tolerados, pessoas as quais o país deseja ou é legalmente obrigado a receber por um período limitado, mas que não devem ser vistos como membros plenos”

Sugestões

Para reduzir a precariedade em que vivem estes imigrantes, Gibney sugere três alternativas. A primeira é “construir um muro entre os serviços de emergência a migrantes e as autoridades de migração”. A medida, segundo o autor, seria importante para fazer com que imigrantes irregulares tenham acesso aos direitos básicos. Ele ressalta que esta alternativa vai justamente na contramão da postura adotada por muitos países ocidentais. Na Itália, por exemplo, uma lei aprovada em 2 de julho deste ano endurece as medidas contra a imigração ilegal, instituindo multas entre 5 mil e 10 mil euros para imigrante flagrado em situação ilegal, e até três anos de prisão para italianos que alugarem quartos ou residências para os de fora.

A segunda sugestão do pesquisador é o fornecimento de “ajuda e recursos para assistir aqueles migrantes que queiram voltar a seus países de origem”. A ideia é que o país que recebeu o imigrante forneça dinheiro para ele começar um negócio, ou investir nos estudos em sua terra natal. Por fim, Gibney sugere que os países abram caminhos para que estes não-cidadãos transformem-se em imigrantes legais, cidadãos. “A adoção desta medida emana tanto da necessidade de encontrar caminhos para evitar a exploração de residentes precários (...), quanto do reconhecimento de que o país tem uma responsabilidade moral com quem reside a longos períodos em seu território (...)”, afirma o texto.

Brasil

A estimativa de imigrantes ilegais vivendo no Brasil hoje é de 50 mil, segundo o Ministério da Justiça. A maioria é de bolivianos e chineses. O país adota uma postura parecida com a terceira sugestão de Gibney. No mesmo dia em que a Itália dificultava ainda mais a permanência de migrantes ilegais em seu território, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que regulariza a presença dos irregulares no país por mais dois anos, podendo tornar a residência permanente.

O Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., explica que a anistia recém-sancionada pretende “combater o tráfico de pessoas, que vivem muitas vezes em situações análogas à da escravidão”. Para ele, o Brasil “rema contra a discriminação do imigrante”. “[A política em relação aos imigrantes em países da Europa e nos EUA] é totalmente descabida. A nossa é contrária, nós não criminalizamos”, critica.

Não é a primeira vez que o Brasil decide anistiar seus imigrantes. Medidas semelhantes foram tomadas em 1988 e em 1998. O secretário nacional de justiça ressalta, porém, que não há uma institucionalização da anistia. “Não é como alguns dizem: de dez em dez anos tem anistia; é uma decisão de governo.”

O modelo brasileiro acaba se encaixando na crítica feita por Gibney em seu texto: “Também é importante que a regularização [dos imigrantes] seja uma possibilidade contínua, preferivelmente do que uma oportunidade única”, diz o pesquisador. E sugere uma legalização conquistada, em que o imigrante só seria regularizado se cumprisse requisitos como ter emprego fixo, estar no país há determinado tempo e não ter antecedentes criminais. “A cidadania conquistada certamente traria uma melhora sobre as recentes práticas de regularização que tendem a ser um tanto arbitrarias e sem continuidade”, argumenta.

Sobre isso, Romeu Tuma afirma que, uma nova lei de estrangeiros ainda não aprovada pelo Congresso deve melhorar a situação dos imigrantes permanentemente. “Se for aprovada a lei, pode ser que nem sejam necessárias outras anistias”, diz.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CURTAS E GROSSAS

O ESTRAGA PRAZER I
Caramba, o que deu na cabeça do Governador?
Pra que Cancelar o feriado?
Que maldade besta!

O ESTRAGA PRAZER II
Os funcionários bem que tentaram liminarmente seu direito ao feriado.
Cancelar o feriado?, vá lá, agora proibir o sol de nascer e decretar chuvas, foi demais!

O ESTRAGA PRAZER III
Tudo bem, estragou o feriadão, mas ao desfile ninguém foi. Nem deputados, nem autoridades muito menos barnabés.

SUNGUINHA, BIRITA E BANHO DE MAR
Na escolinha, Requião aproveitou pra esculachar os ausentes.

O GRITO
O “grito dos excluídos” deste ano, protestou pelo abandono das bandeiras históricas do Lulo-Petismo e mais firmemente contra a corrupção na política.
A crise do Senado foi prato cheio.

XÔ SARNEY
O personagem mais “homenageado” nos grandes centros foi o presidente do Senado.

SOCIALISTAS NA DISPUTA
Os socialistas decidiram lançar candidato próprio á presidência.
Ciro Gomes sai Brasil afora pregando suas teses.
Para o Lulo-Petismo que considerava tudo resolvido, até que tem aparecido muitas novidades.

PROTÓGENES É PC do B
O delegado do povo, Dr. Protógenes, anunciou sua filiação ao PC do B. Decisão sobre candidatura ficou para o ano que vem...

STF DECIDE
O Superior Tribunal Federal decide nesta Quarta-feira, se irá julgar a extradição de Battisti.
O Brasil acolhe hoje cerca de 4153 refugiados de 72 nacionalidades.
Ontem houve manifestações em Brasília por sua libertação.
Battisti, foi militante na década de 70 do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo)
Por usufruir da condição de refugiado, segundo a lei 9474/97, não poderia estar sujeito a qualquer pedido de extradição.

CASAL 20
Presidente Lula, Ministra Dilma, estiveram orando com o casal que andou extraviando divisas.
Bispa Sonia e seu Apostolo, levaram uma grana pra Miami, não nas cuecas nem nas calcinhas, mas sim num fundo falso de uma Bíblia.
Aliás, a maior curiosidade era pra ver a tornozeleira da Bispa, cravejada de diamantes e chips!

FALSO DILEMA
Pessuti descola do Patrão e segue seu ritmo?
Bem, são inegáveis algumas conquistas populares do Governo.
O esforço “marqueteiro” será valorizar estas conquistas colando sua imagem, abafando as idiossincrasias requianistas.

TRABALHISTAS CRISTÃOS NA DISPUTA
Entre os Partidos em crescimento, o PTC/PR, é o que está demonstrando maior musculatura.
Segundo sua direção, já estão estruturadas suas chapas de Dep. Federal e Estadual, além de candidatura ao Senado.

TÉRCIO NA ESTRADA
O presidente estadual da legenda, Tércio Albuquerque, tem percorrido o Estado, organizando a agremiação.

CAMPANHA DO BLOG
Eu boto fé é nos Francenildos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Charge do Dia

Fotografia é história - O Último Amistoso

Pode não parecer, mas essa foto tem muito significado. Registra um momento importante da vida política do Brasil: o fim do bipartidarismo, implantado no País pelo Golpe de 1964. Foi a última peleja entre os parlamentares da ARENA e do MDB, partidos de apoio e de oposição aos governos militares. Brasília, 1979.
Como foi – O jornalista Sérgio Ross era diretor da extinta semanal Manchete e achou que distante do Congresso os políticos podiam ter um diálogo mais ameno e discussões menos acaloradas. Convidou deputados e senadores dos dois únicos partidos admitidos pela lei para uma partida de futebol no gramado da revista. Fotógrafo do Globo, não perdi a chance de registrar esse momento. Entraram em campo vários expoentes da política. Por exemplo, os jovens Roberto Freyre e Álvaro Dias atacando pelo MDB, que aparecem aí na foto. Defendendo a ARENA, Paulo Lustosa, Carlos Wilson – recentemente falecido – e até o então ministro Jair Soares, da Previdência Social. Não me recordo do placar final do amistoso. Mas sei que poucos dias depois, quando a Emenda Constitucional número 25 permitiu a criação de novas agremiações partidárias, todos os “atletas” procuraram siglas agora permitidas. Uns mudaram para o novo PMDB ou para o PDS, a antiga ARENA. Outros para partidos criados com a volta dos exilados depois da anistia e a redemocratização do Brasil.
Orlando Brito.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

CURTAS E GROSSAS

SINAL DOS TEMPOS
A reunião do PT/PR em Maringá neste final de semana, gerou o discurso unificado sobre a saída do Senador Flávio Arns.
A arrogância peculiar, sufocou o choro, mas o ranger de dentes ouvia-se de longe...

JUSTA CAUSA
Nos últimos dezoito julgamentos sobre questões de infidelidade partidária partidária no TSE, dezessete deram ganho de causa aos parlamentares, em detrimento das agremiações.
Arns, aposta em sua justa causa.

MAUS BOFES I
O nosso Presidente entrou resmungando e saiu praguejando, na cúpula da UNASUL em Bariloche.
Está escaldado com reuniões ainda no “ultrapassado” sistema da esquerda. Muito debate e discursos intermináveis.

MAUS BOFES II
Acostumado a ser o bibelô nas reuniões dos grã-finos, sentiu-se menosprezado.
Daí,os resmungos...
Na UNASUL o buraco é mais embaixo...

URIBE POOOOOODE...
Caramba! Sabem como a mídia colonizada está chamando a armação do Pentágono com a Narco-Direita Colombiana? – A nova reeleição de Uribe!
Quando Rafael, Evo, Hugo propõe emendas semelhantes, só falta cair o mundo!

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS...
Quando cogitou-se a possibilidade de reeleição do nosso Presidente, o mínimo que se ouviu, ou leu, em nossa mídia foi, Golpe!
Já o chefe da OBAN Colombiana, pooooode!
Que singelo... “Nova reeleição...”

POBRE COLOMBIA
Parafraseando Galeano.
Pobre Colombia, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos...

AJOELHA, ENGRAXA, LUSTRA, CONTRAI E CHORA...
Pois não é que o fantoche Colombiano, o ofice-boy do Pentágono para a América Latina, Uribe, saiu na pior...
Comenta-se que num intervalo da reunião da UNASUL, Uribe foi passar uma flanelinha nas botas de um assessor americano. Na posição clássica de engraxate, não conseguiu esquivar-se de um espirro do Gringo!
Levou uma chuva de gotículas e adquiriu uma bela de uma Gripe Porcina!

PREVENÇÃO...
A Comissão de Saúde da UNASUL, adverte:
Ajoelhar-se para Americano, faz mal a saúde!

COADJUVANTE
Quando nosso Presidente repetiu que, quem até os20 anos de idade não tenha sido Socialista, ou após os 40 continua o sendo, não bate bem das bolas, confesso que entendi mas não concordei.
Continuo não concordando, mas após seu comportamento e observações na reunião de Bariloche, estou entendendo, a isso estou...

CAMPANHA DA COLUNA
-Eu boto fé é nos Francenildos!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CURTAS E GROSSAS

JUSTA CAUSA I
De nada adiantou o rosnado do Deputado André Vargas.(PT/PR)
A fidelidade do Senador falou mais alto.
Fidelidade à voz rouca das ruas.
Fidelidade à sociedade paranaense que o elegeu.
Fidelidade programática a seu Partido.
Fidelidade de caráter.

JUSTA CAUSA II
Os parcos e raros leitores de nosso BLOG, não sei se sabem, mas nas relações trabalhistas, existe o instituto da JUSTA CAUSA invertida. Explico. O empregado pode aplicar uma rescisão de contrato ao patrão!
Isso mesmo, o empregado “demite” o patrão.

JUSTA CAUSA III
Honrando os votos recebidos do povo do Paraná, provou que ainda existe esperança na “classe” política.
Como se diz no jargão popular, “meteu o PT no pau!, aplicando-lhe uma bela JUSTA CAUSA!

JUSTA CAUSA IV
Só falta agora as vaquinhas de presépio, atemorizadas pelo troglodita, tentarem tomar seu mandato na “mão grande”.
Se algum aloprado tomar essa iniciativa, podem preparar a pá de cal ao PT no Paraná.

JUSTA CAUSA V
O caso tomará proporções de mais um escândalo.
Flávio Arns, já ganhou na opinião pública.
Leva no TSE, e mais, contribui para jurisprudência.
Quem viver, verá...

ESPÍRITO DE CORPO
O Corporativismo é considerado uma espécie de praga, câncer, maldição que aflige especialmente funcionários de Estado. Manifestação em última instância de egoísmo coletivo.
Quem conhece de perto o fenômeno, sabe que sua lógica em fase aguda, divide, afasta, revela-se demonstrando seu verdadeiro caráter.
Quando uma “chefia”, sua equipe, cai em desgraça, agudiza-se a síndrome do mau-caratismo.
Acima da instituição, pouca farinha, meu pirão primeiro.
O que não falta é membros do corpo, prontos para substituí-los.
Trava-se uma horrenda briga de foices no escuro.

RARIDADE...
O que estamos observando no caso da intervenção na Receita Federal, é uma postura que merece elogios.
São “nossos” funcionários públicos, eleitos por concurso, zelando pelo nosso patrimônio.
Já são mais de sessenta exonerações a pedido, em apoio e solidariedade, não a pessoa da “chefia”, mas em defesa da instituição, na tentativa de barrar os tentáculos do aparelhismo.

SÃO DA CASA...
Os funcionários da Receita, são mais que observadores privilegiados do processo. Tem informações, até por formação profissional, que lhes permitem juízo de valor, que parece vem respaldando suas atitudes.(de exonerar-se)
Sintomático, no mínimo...

ESPÍRITO DE PORCO
Palocci, Deputado, absolvido.
Francenildo, Peão, condenado.
Ele, o Deputado, mantêm o mandato, deve ser promovido e provavelmente será candidato.
Já o “outro”, Peão, continuará cumprindo pena de desempregado.

JAMAIS NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...
Mesmo quando o companheiro Collor, nomeou dois pinguimzeiros, dois pés-de-chinelo, um para dirigir o Banco do Brasil e outro para dirigir a Caixa, ousaram arrombar o sigilo bancário de qualquer cidadão.
O crime, justificado pela companheirada Maquiavélica, cometido para constranger o Peão Francenildo, bota em risco a todos!

PRATO DO DIA
Palocci, o Palaciano, será que vai comemorar onde? Na mansão denominada República de Ribeirão, na Granja ou no próprio Palácio?
Claro, além do Chopp’s, das Cachaças, o prato do dia será acompanhado de Ervilhas com Molho de Tomates...

EVA E ADÃO
Se isto lhe interessa, a ex-ministra Marina Silva, não é criacionista. (como apregoa o PLB)

CAMPANHA DA COLUNA
Eu boto fé é nos Francenildos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

José Janene apela para interlocutor na tentativa de evitar problema judicial

Ousado e abusado, não necessariamente nessa ordem, o ex-deputado federal José Janene – que escapou da cassação porque fugiu durante meses do Conselho de Ética da Câmara, onde seria julgado como um dos sultões do mensalão – continua se valendo do mesmo modus operandi dos tempos de truculência política. Acusado pelo Ministério Público Federal e processado pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro e apropriação indébita, no caso em que é vítima a empresa Dunel Indústria e Comércio (com sede em Londrina e de propriedade de Hermes Ferreira Magnus), Janene agora apela para interlocutores na tentativa de minimizar o estrago judicial que está prestes a acontecer. (Foto: IstoÉ)

Há dias, Ferreira Magnus foi procurado, por telefone, por estafeta de José Janene, o “globetrotter” José Mugiatti Neto. Na conversa telefônica, o despreocupado Mugiatti, criatura que tem a mesma sensação de impunidade do criador, reconhece a apropriação indébita cometida pela CSA Project Finance, empresa de José Janene, ao afirmar: …“a conversa é a seguinte bicho, tá tudo guardado lá, apesar de não acha que num tá. Tá tudo guardado, todos os equipamentos… (incompreensível), tão em ordem, não estão estragados, inclusive é… o carro também tá guardado”…

O pequeno e desclassificado papel de José Mugiatti Neto nesse capítulo do imbróglio é convencer o empresário Magnus a mudar as denúncias feitas à Justiça, sob a alegação de que tudo não passou de uma disputa política. E Mugiatti faz isso ao insinuar que “eles (Janene e seu bando) sempre colocam uma pedra no caminho”.

A Justiça Federal precisa ser implacável com José Janene, sob pena de o ex-deputado continuar fazendo da Grande Londrina o seu faroeste particular. Confira no link abaixo trecho da conversa telefônica em que Mugiatti tenta persuadir um escaldado Magnus, que o ucho.info e o bóia quente divulga com absoluta exclusividade.

www.ucho.info/wp-content/uploads/2009/08/mugiatti_magnus.mp3

Observação importante: Quando o empresário diz na conversa telefônica “andei dando uns tiros aí” significa ter viajado seguidamente a várias cidades brasileiras em curto espaço de tempo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CURTAS E GROSSAS

1 - Motoristas, Jardineiros, Barnabés...
Pois é, o tempo passa, o tempo voa e as “otoridades” não se emendam.
Ocorre que deslumbrados pelo poder que consideram absoluto, esquecem-se do andar debaixo. A ratatuia, via de regra preza pela ética. Come do suor de seu próprio rosto, costuma ser honesta e temente as escrituras sagradas...

2 - Aloprados
Sim, dia tal, há tantas horas, recebi em meu gabinete a senhora diretora da Receita Federal.
Tratamos de assuntos rotineiros, bem como fiz um comentário a respeito da investigação solicitada pelo MP relacionada a familiares do ex-presidente Sarney. De maneira alguma, repito, nunca!, lhe pedi nada, pra postergar ou agilizar qualquer processo. Até porque não faz parte de minha índole tal comportamento...
Pronto! Seria mais fácil...
Faltou assessoria? Arrumou pra cabeça...

3 - Balança mais não cai
E o Mercadante? Fumou mas não tragou...

4 - Pra esculhambar
Do jeito que anda a Petezada, podiam fechar com chave de ouro a lambança, indicando “Catarina a Louca” pra liderança no Senado, com direito a “selinho” e tudo no Sarney.

5 - O Beijo da Morte
Imaginem a oposição Catarinense, instalando por todo Estado, outdoors com a foto do beijo!

6 - Já vai tarde...
O senador Paranaense Flávio Arns que tem raízes nos movimentos de base da ICAR (gênese do PT) chegou ao limite.
Está tratando de sua desfiliação do Partido, por considerar infidelidade, adultério ao programa, praticado pela direção.
Em entrevista, o Presidente Lula, deu de ombros ...Já vai tarde...

7 - Católicos, Evangélicos e Loucos de todo Gênero
Heloísa,Arns, Marina, Gabeira e outros menos votados, se picaram!
A cegueira da direção Petista continua desconsiderando.
São quadros importantes, que estão sendo tratados com desdém pra dizer o menos.
Quem conhece um pouco de história, sabe como isso termina...

8 - VEM ÁLVARO
Nosso BLOG, vem desde seu lançamento considerando a candidatura do Senador Álvaro Dias, como a mais viável do Tucanato Paranaense.
A pesquisa encomendada pelo Diretório Nacional do PSDB, demonstrou esta realidade.
O Xadrez político, prenuncia-se para um MATE em três.
Recomenda-se a Direção Estadual, prudência, visão estratégica.
O relógio está parado.
Avança Álvaro!

Quem tem medo da doutora Dilma?

DANUZA LEÃO
VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na
vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra.
Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de
gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for
assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero);
não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das
chamadas "autoridades", só um pouquinho da polícia, mas não muito.
Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se
viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância.
Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave
problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado
um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo.
Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem
de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu
gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em
Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura.
Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem
um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma
pessoa má, pois não a conheço; mas quando ela levanta a sobrancelha, aponta
o dedo e fala, com aquela voz de general da ditadura no quartel, é
assustador. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina
Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o
famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar
que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus
superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um
motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira.
A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas
verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando
ele é possuído.
Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar
nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é
elementar.
Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de
Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e
quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que
Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral
era medo de um possível governo Lula.
Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos
numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a
máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual
ou pior, mas Deus é grande.
Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa
eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20
anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.
Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e
impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo
turno.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mobilizações populares

Escrito por Frei Betto

Desde 10 de agosto, mais de 3 mil trabalhadores sem-terra se encontram acampados em Brasília para, de novo, alertar o governo federal sobre uma questão que, outrora, foi considerada prioritária pelo PT: a reforma agrária.

O mundo gira, a Lusitana roda, e hoje muita coisa parece virada de cabeça para baixo: quem fazia oposição a Sarney o defende; quem gritava "fora Collor" o elogia; quem exigia reforma agrária exalta o agronegócio. E, apesar das políticas sociais, 31 milhões de brasileiros (as) continuam a sobreviver na miséria. E a violência dissemina o medo por nossas cidades.

A manifestação dos sem-terra reivindica do governo muito pouco, sobretudo se comparado aos incentivos oficiais concedidos a empresas que degradam a Amazônia e a usineiros que, em latifúndios, mantêm trabalhadores em regime de semiescravidão.

É urgente assentar mais de 100 mil famílias sem-terra acampadas pelo país afora, sobrevivendo em barracas de plástico preto à beira de estradas. E cuidar das 40 mil famílias assentadas virtualmente, apenas no papel, pois aguardam, há tempo, recursos para investirem em habitação, infra-estrutura e produção. Nos últimos seis anos foram financiadas apenas 40 mil casas no meio rural. Também as escolas rurais necessitam, urgente, de recursos.
O Brasil não tem futuro sem mudar sua estrutura fundiária. Nas três Américas, apenas Brasil e Argentina jamais fizeram reforma agrária. O detalhe é que somos um país de dimensões continentais, com 600 milhões de hectares cultiváveis.

Dois problemas crônicos encontrariam solução se nosso país não tivesse tanta terra ociosa, como se constata ao viajar por nossas estradas ou sobrevoar nosso território: o desemprego e a violência urbana. Os países desenvolvidos, como os EUA e a Europa Ocidental, com territórios bem menores que o nosso, conseguem obter alta produtividade no campo, sem que haja latifúndio. Há, sim, grande incentivo à agricultura familiar.

O governo federal deve à nação a atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais, intocados desde 1975. Por exigência constitucional tais índices deveriam ser revistos a cada dez anos. Eles são utilizados para classificar como produtivo ou improdutivo um imóvel rural e agilizar, com transparência, a desapropriação das terras para efeito de reforma agrária.

O Ministério do Planejamento deve às famílias sem terra o descontingenciamento de R$ 800 milhões do orçamento do Incra previsto no orçamento de 2009. Esse recurso permitirá a obtenção de terras e aplicação no passivo dos assentamentos.

Durante o período de acampamento, que se encerra no próximo dia 21, estão previstos também debates sobre conjuntura agrária, clima e meio ambiente, energia, Previdência Social, juventude, comunicação, gênero e raça, além de atividades culturais e ato em comemoração aos 25 anos do MST.

Está marcada para dia 15 a jornada nacional de lutas contra a crise, uma mobilização de trabalhadores e desempregados, em todo o país, para assegurar manutenção do emprego, melhores salários, ampliação dos direitos, redução das taxas de juros e investimentos em políticas sociais.

Em 19 de agosto, movimentos sociais, estudantis e sindicais se reunirão em Brasília em defesa do petróleo, para reivindicar um novo marco regulatório para a produção energética do país.

E no dia 7 de setembro, em todo o Brasil, o 15º Grito dos Excluídos, promovido por várias entidades, inclusive a CNBB, terá como tema "Vida em primeiro lugar – a força da transformação está na organização popular".

A manifestação, que imprime caráter cívico à data da independência do Brasil, tem por objetivo arrancar a população do imobilismo e ressaltar a importância de se fortalecer os movimentos sociais para consolidar nossa democracia e conquistar soberania..

A democracia não pode se restringir a eleições periódicas que, por enquanto, permitem inclusive a candidatura de corruptos e réus de processos comuns. À democracia política é preciso aliar a econômica, de modo a reduzir a desigualdade social que envergonha o Brasil. Só assim conquistaremos o direito de ser um povo feliz.

Frei Betto é escritor, autor de "A mosca azul – reflexão sobre o poder" (Rocco), entre outros livros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nova pesquisa aponta Alvaro à frente de Osmar


Pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), a pedido da direção nacional do PSDB, mostra que se o candidato do partido ao governo fosse o senador Alvaro Dias, ele venceria as eleições com 39% dos votos.

Em segundo lugar, estaria o senador Osmar Dias (PDT), com 31%, seguido pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) com 8% e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), com 5%.

Com os mesmos adversários, quando o candidato do PSDB é o prefeito de Curitiba, Beto Richa, há empate técnico entre o tucano e o senador Osmar Dias. O senador pedetista tem 38% das intenções de votos e o prefeito de Curitiba alcança 36%.

Quando Beto é o candidato, o vice-governador Orlando Pessuti tem 7% e o ministro Paulo Bernardo mantém 5%. O Instituto entrevistou oitocentas pessoas, entre 1 e 4 deste mês, distribuídos da seguinte forma: 68 no interior do estado e 32 em Curitiba e Região Metropolitana.

A margem de confiança da pesquisa é de 95,5%. No primeiro cenário, entre Alvaro e Osmar, 8% votariam branco ou nulo e 10% não souberam responder. Na disputa em que está o prefeito de Curitiba, os votos brancos e nulos somam 7%. Os indefinidos são 8%.

Entre cidades
As intenções de votos do senador Alvaro Dias na Região Metropolitana de Curitiba atingem 45%, contra 23% do senador Osmar Dias, 5% de Pessuti e 4% do ministro do Planejamento.

No segundo cenário, o prefeito de Curitiba teria 52% na Região Metropolitana de Curitiba e o senador Osmar Dias chega a 25%. Pessuti aparece com 4% e Bernardo detém 3%, na Região Metropolitana da capital.

Na primeira simulação, em que os adversários são os irmãos Dias, e a pesquisa se concentra no interior do Estado, os dois ficam tecnicamente empatados. O tucano aparece com 36% e o pedetista ostenta 34%. Pessuti sobe para 8% nos municípios do interior e Paulo Bernardo vai a 6%.

Se o prefeito de Curitiba é o candidato do PSDB, a situação se inverte no interior. O senador Osmar Dias assume a liderança com 43% contra 28% de Beto. Pessuti chega a 9% e Paulo Bernardo se mantém em 6%.

O Instituto avaliou a rejeição dos pré-candidatos ao governo. Os eleitores que declararam “não votar de jeito nenhum” em Alvaro somaram 17%. No prefeito Beto Richa, 19% declararam “não votar de jeito nenhum”. O índice do senador Osmar Dias foi de 18%. O ministro Paulo Bernardo tem 17% e o vice-governador Orlando Pessuti aparece com 25%.
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Entre as inúmeras simulações feitas pela pesquisa, está a que pergunta aos eleitores quem seria o melhor candidato do PSDB para as eleições, mesmo que o entrevistado não votasse nem em Alvaro nem em Beto. O resultado é o seguinte: 51% acham que Alvaro é melhor, contra 38% que indicou o prefeito Beto Richa.

A nova pesquisa foi encomendada pelo diretório nacional depois que Alvaro questionou sondagem anterior sobre a sucessão estadual e que também foi feita a pedido da cúpula nacional.

De acordo com os números que vazaram para a imprensa do Paraná, na pesquisa da Vox Populi, realizada entre 10 e 18 de julho, Beto Richa aparecia com 34% das intenções de votos contra o senador Osmar Dias que obtinha 32%, enquanto que Alvaro aparecia com 19%, quando o adversário era o pedetista. A sondagem da Vox Populi foi feita também com 800 eleitores, mas apenas em 49 municípios.
Fonte: paranaonline

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

QUEM ESTÁ NO PODER? QUEM TEM A CANETA?

Ha cerca de uns 15 dias, reproduzimos a pedido, um artigo do articulista Antônio Augusto na "CARTA MAIOR".
Num site de grupos, que tambem reproduziu a matéria, observei lacônicamente, tratar-se de uma análise estúpida.
Instado a explicar-me melhor, dado que mal e porcamente limitei-me a tênue crítica, tentarei esclarecer minha observação.
Faço-o agora sem interesse algum em polemizar, pois considero que o articulista escreveu como militante e como tal escreve para deleite de seu próprio grupo, portanto...

PSOL
Pelo que me consta, o PSOL, é um Partido Político regular e institucionalmente legalizado, com vida política ativa no cenário brasileiro.
Assim sendo, tem todo direito de ter, emitir,militar e se posicionar comom melhor entender em relação as questões que achar conveniente.
Considera o PSOL, o governo LULA, como um governo de "centro", submisso a gestão monetarista do BANCO CENTRAL,aos senhores do grande capital, nacional e internacional.
Causa espécie a crítica do articulista.
Os psolistas, sempre disseram isso de nossa política econômica. A atual gestão econômica,"herança bendita"do governo Social-Democrata,(o presidente do BACEN é deputado federal Tucano, que no governo dos trabalhistas adquiriu status de Ministro)foi ratificada na malfadada "Carta de Rendição a Burguesia", garantia de concessão de salvo-conduto da grande burguesia nacional, uma "permission" á vitória do candidato Trabalhista.
Parlamentares Psolistas, abrigados então como filhos diletos do PT, manifestaram postura contrária.
Não mudou a política econômica, não mudou a visão dos parlamentares até então filhos do PT, ao contrário, acabaram sendo expurgados!
Obrigados a se retirar, organizaram seu próprio Partido, mantendo suas posições.Eles não mudaram.
Não temeram o ronco do Palácio, arcaram com as consequências.
Optaram os trabalhistas por Delúbio Soares, Silvinho Pereira,Palocci etc...
Após tres ou quatro convites a eminentes banqueiros, recusados inclusive por Setúbal(que ganhou o Banestado), finalmente coube ao senador Mercadante convencer o ex-presidente do BANK BOSTON, assumir a direção do Banco Central, nada mais sintomático...
Esperava oque o nobre articulista?
Os ex-filhos do PT, não mudaram, mudaram os Trabalhistas.
Portanto, a crítica feita no programa televisivo do PSOL é absolutamente coerente!
NÃO CUSPA PRA CIMA, POIS ...
Na contra-mão, ridiculariza o PC do B, seu adesismo e postura acrítica. Esquece o articulista (exclusivista) o histórico de lutas e de fiel aliado dos Trabalhistas desde o distante 1989.
Não comenta o golpe na sucessão da câmara aplicado ao deputado Aldo e aliados, na franca preferência pelo cangaço.
O que ele chama hoje de incontinência verbal da senadora Heloísa Helena, ontem chamava de belo discurso da combativa companheira.
Esse desprezo por ex-companheiros, comunistas, psolistas, tendo em troca a lealdade do arcaico oligarca maranhense, co cangaceiro alagoano, do neo-companheiro Collorido e do fisiológico Temer, nos leva imediatamente a pensar no adágio popular, diga-me com quem andas e te direi quem és... ou quem anda com porcos , come farelo...
Bem, pra concluir, um governo trabalhista não exitaria em sepultar a emenda tres, resolver a questão do "fator previdenciário" assim como aprovar e sancionar o projeto do senador Pain na questão dos aposentados. Reestatizaria e não avalizaria novas privatizações.
om relação a oposição de "direita", me parece que ao estabelecer a crítica aos Trabalhistas no poder há 8 anos, apresentar seu programa e propostas o PSOL cumpre seu papel. Cabe a quem está no poder, os Trabalhistas e seus aliados, a "situação", fazê-lo, Chinaglia e seus comandados.

EUCLIDES SCALCO PODE TRAZER PAZ AO PSDB DO PARANÁ, MAS PODE SEPULTAR CANDIDATURA DE BETO RICHA

É maior do que se imagina a queda de braço que travam o senador Alvaro Dias e o prefeito Beto Ri­­­cha, ambos pretendentes à vaga de candidato do PSDB ao governo estadual em 2010. Na última quarta-feira, ambos estiveram frente a frente no gabinete do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que lhes pediu que chegassem a um acordo sobre o comando tucano no Paraná. Como na reunião não houve acordo, Guerra deu-lhes prazo até o próxima quarta-feira – caso contrário...

Atualmente, o PSDB regional tem como presidente o deputado Valdir Rossoni – aliado de Richa e um dos principais articuladores da sua candidatura. Logo, em tese, seria empecilho para as pretensões de Alvaro Dias e para tomar decisões isentas, argumenta o senador.

O problema está em que, em outubro, haverá eleição para renovar a direção regional do partido. Beto Richa defende a permanência de Rossoni; Alvaro quer a mudança. Essa pendenga preocupa o tucanato nacional, que quer paz e união em todos os estados para não prejudicar o projeto prioritário do partido, que é eleger o sucessor de Lula.

Nos outros estados não há divisão. Por isso Sérgio Guerra decidiu que em todos eles haverá prorrogação do mandato dos atuais diretórios – menos no Paraná, onde, se for preciso fazer uma convenção, o confronto entre os dois grupos poderá levar o partido a uma situação irremediável. Daí a tentativa de Guerra para fazer a paz entre Alvaro e Beto.

O presidente nacional esperava que esse acordo saísse na reunião de quarta-feira. Não saiu. Alvaro propôs o que, para ele, seria a solução ideal: que a cúpula nacional nomeasse Euclides Scalco para a presidência estadual. Beto insistiu em Rossoni.

Sérgio Guerra não tomou posição, mas aconselhou os dois a se entenderem no máximo até quarta-feira, 12. Se até lá não sair acordo entre eles, a solução virá de cima.

Fonte: GP

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A lá Maluf

É verdade mesmo que o prefeito de Londrina, Barbosa Neto, PDT, pagou, com dinheiro do cofre da prefeitura, duas diárias e meia para o time do Atlético Paranaense no Hotel Crystal neste final de semana?

O Atlético, que foi para Londrina jogar com o Fluminense, tinha reserva no Hotel Bourbon, paga pelo próprio clube, como é de praxe. Desde a década de 70, quando o então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, deu um Fusca para cada jogador da Seleção Tri-Campeã, não se ouvia falar de algo assim.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Richa apela para "pesquisas" para melhorar imagem

Do blog Magna Curitiba
O prefeito de Curitiba Beto Richa, putus bonus, continua sendo fabricado por sua incansável máquina de propaganda. Portanto, caro eleitor, espere dia sim e dia também sempre uma pesquisa fresquinha apontando nosso putus como a azeitona da empada ou a última bolacha do pacote, etc. A tática já foi usada em Curitiba e deu certo, mais por culpa de seus adversários que dormiam o sono dos justos do que por mérito da embromação. Para não ficar muito feio e não mostrar que a coisa é manipulada, no meio da "pesquisa" eles apresentam outros nomes, mas o nome que deve e aparece mesmo é o do prefeito. Enquanto isso, Curitiba cai aos pedaços, os bairros estão abandonados, o transporte continua uma m.... Ontem, o prefeito foi vaiado na Câmara e saiu de lá sem explicar o nexplicável Caixa 2 de sua campanha.

CARTAZ



Cadê o Procurador?

O procurador que encontrava um culpado por semana finge que não vê bandidos há seis anos e meio

por Augusto Nunes

Até janeiro de 2003, o procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza encontrava um pecador por semana. Desde o dia da posse do companheiro Lula, não enxergou mais nenhum. Aos 47 anos, há seis e meio ele anda sumido do noticiário político-policial que frequentou com assiduidade e entusiasmo enquanto Fernando Henrique Cardoso foi presidente. Continua solteiro, mora na casa dos pais, pilota o mesmo fusca-85, enfia-se em ternos amarfanhados que imploram por tinturarias e não usa gravata. A fachada é a mesma. O que mudou foi a produtividade.

Se o que aconteceu nos últimos meses tivesse ocorrido na Era FHC, Luiz Francisco estaria encarnando em tempo integral, feliz como pinto no lixo, a figura do mocinho disposto a encarar o mais temível dos vilões. O Luiz Francisco moderno quer distância de barulhos. Enquanto cardeais da igreja principal e sacerdotes do baixo clero multiplicavam em ritmo de Fórmula 1 o acervo nacional de crimes, delitos, contravenções e bandalheiras em geral, ele atravessou o primeiro semestre em sossego. Enquanto senadores pediam empregos, ele encaminhava pedidos de licença remunerada. Todos foram atendidos.

Nascido em Brasília, ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário, ex-sindicalista, Luiz Francisco cancelou a filiação ao PT em 1995, 20 dias antes de tornar-se procurador. ”A militância é incompatível com o cargo”, explicou. A prática trucidou a teoria: nunca militou com tamanha aplicação. Convencido de que sobrava bandido e faltava xerife, não respeitava fins de semana, feriados ou dias santos. “Trabalhar é minha grande diversão”, repetia entre uma e outra denúncia.

Luiz Francisco garante que ganha pouco mais de R$ 7 mil por mês. Até que desistisse da candidatura a operário-padrão, mereceu os R$ 19 mil prometidos como salário inicial a um procurador do Distrito Federal. Nenhum outro conseguiria acusar tanta gente durante o dia e, à noite, escrever dúzias de parágrafos do livro que exigira 24 anos de pesquisas. Publicado em 2003 pela Editora Casa Amarela, “Socialismo, Uma Utopia Cristã” pretende provar, segundo o autor, que “até a metade do século XIX o socialismo exibia uma clara inspiração religiosa, especialmente cristã”. Tem 1152 páginas.

Deveria ter sido menos prolixo. Intrigados com o mistério da multiplicação das horas do dia, outros procuradores e todos os inimigos examinaram com mais atenção a papelada que jorrava da sala de Luiz Francisco. Aquilo não fora obra de um homem só, informaram as mudanças de estilo, a fusão de trechos corretamente redigidos com atentados brutais ao idioma, o convívio promíscuo entre substantivos em maiúsculas e adjetivos em minúsculas. E então se descobriu que o inquisidor incansável frequentemente assinava ações, denúncias e representações que já lhe chegavam prontas, enviadas por interessados na condenação de alguém.

Decidido a atirar em tudo que se movesse fora do PT, acabou baleando com denúncias fantasiosas vários inocentes. Nenhum foi tão obsessivamente alvejado quanto Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique. Há menos de dois meses, o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu formalmente que Eduardo Jorge, enfim absolvido das denúncias improcedentes, foi perseguido por motivos políticos e condenou o perseguidor a 45 dias de suspensão.

Luiz Francisco alega que o caso está prescrito. Se tivesse obedecido à Justiça, bastaria provar que pelo uma das numerosas acusações a Eduardo Jorge fazia sentido. Como obedeceu aos mandamentos da seita petista, prefere usar o calendário para encerrar a história que o devolveu ao noticiário no papel de culpado —pela segunda vez desde o começo da superlativa temporada de férias. A primeira está completando três anos.

Em 2006, o procurador que se dispensou de procurar criminosos foi procurado pelo colombiano Francisco Colazzos, o “Padre Medina”, procurado pela Justiça do país onde nasceu. O foragido apresentou ao homem da lei as credenciais de embaixador das FARC e pediu ajuda para escapar da cadeia. Celebrada a aliança entre o ex-sacerdote acusado de homicídio e o ex-seminarista que nunca viu um pecador caseiro, renasceu o ativista temerário. Luiz Francisco ensinou o parceiro a safar-se de investigações policiais. Os truques só conseguiram retardar a prisão.

O protegido esperava na gaiola o julgamento do pedido de extradição encaminhado pela Colômbia ao Supremo Tribunal Federal do pedido de extradição quando o protetor foi à luta. Embora não tivesse nada a ver com o caso, entrou com uma ação judicial para que Colazzos fosse devolvido à Polícia Federal. A solicitação foi encampada sucessivamente pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior, antes de esbarrar no ministro Gilmar Mendes.

Admoestado pelo presidente do STF, publicamente e com aspereza, Luiz Francisco só escapou de castigos mais severos porque o Planalto nunca falta a companheiros aflitos. Dois meses depois da tentativa de obstrução da Justiça, o governo promoveu Colazzos a guerrilheiro, concedeu-lhe asilo político e, de brinde, arrumou emprego para a mulher. Sem alternativa, o STF devolveu-o a liberdade.

O que mais andou fazendo Luiz Francisco para matar o tempo?, quis saber a coluna nesta sexta-feira. Uma funcionária da Procuradoria informou que não seria possível encontrá-lo. Em lugar incerto e não sabido, está gozando de mais um período de descanso remunerado.

Esquerda dividida: PSOL alivia Serra e a direita

O programa televisivo nacional do PSOL, apesar de divulgar iniciativas importantes como a CPI da dívida pública, e efetuar denúncias essenciais como a da recente legislação agrária pró-latifúndio, incorre em grave erro político ao não denunciar a oposição de direita, composta principalmente pelo PSDB e DEM.

por Antônio Augusto, na Carta Maior

O programa televisivo nacional do PSOL, em 30 de julho, apresentou como principal característica a ausência de críticas à oposição de direita, composta principalmente pelo PSDB e DEM.

Apesar de divulgar iniciativas populares e democráticas importantes como a CPI da dívida pública, e efetuar denúncias essenciais como a da recente legislação agrária pró-latifúndio, destruidora da floresta, na Amazônia, o PSOL, a meu ver, incorre em grave erro político.

Considera o governo Lula, um governo de centro, o inimigo central dos trabalhadores.

Nada mais falso. Se o governo Lula não ameaça o grande capital, está longe de ser o governo dos sonhos do grande capital.

Um governo ao estilo do de FHC, totalmente vende-pátria e privatizante, sumetido sem contratempos à hegemonia dos EUA, esse o goveno ideal do grande capital e das forças mais à direita (PSDB, DEM, PPS).

Eis a razão da campanha constante da grande mídia, Organizações Globo à frente, contra o governo Lula.

O núcleo duro da direita

O núcleo duro da direita está no PSDB, DEM, na mídia vendida (a quase totalidade da mídia); expressão política das forças sociais mais reacionárias, inimigas centrais dos trabalhadores e do povo: o grande capital imperialista e brasileiro, com destaque para o parasitismo financeiro e especulativo; o latifúndio, com destaque para sua versão moderna e predatória, o agronegócio.

O governo Lula é um governo de centro, com origem popular e democrática, obrigado por sua própria natureza a relevantes concessões populares e democráticas (por exemplo, o bolsa-família; o clima, no geral, de preservação e ampliação das liberdades democráticas; uma política timidamente desenvolvimentista - o PAC, e muito menos privatista que a de FHC, etc).

Mas o PSOL concentra o fogo no governo Lula e alivia o principal inimigo dos trabalhadores, a oposição de direita.

O poder vai muito além do governo Lula

Parte assim de uma lógica primária, considerar o governo como o responsável central pelos problemas populares, quando o real poder no Brasil vai muito além do governo Lula: está concentrado na política antipopular, antidemocrática e antinacional das gestões monetaristas do Banco Central; no domínio da economia brasileira pelo imperialismo e o conjunto do grande capital; na grande mídia.

Ao não entender, ou talvez seja melhor dizer, não poder entender isso, o PSOL, ao tomar como inimigo central o presidente Lula (cuja grande popularidade não se deve ao acaso), ao aliviar completamente a oposição de direita, corta quaisquer possibilidades de diálogo, convencimento e aliança com as imprescindíveis e amplamente majoritárias bases populares do lulismo.

No mais, o programa televisivo do PSOL mostrou os habituais personalismo e incontinência verbal de Heloísa Helena. E, momento triste, apareceu a deputada Luciana Genro - a mesma financiada nas eleições pela Gerdau, grande empresa do ramo siderúrgico beneficiária das privatizações; a mesma deputada que chegou a convocar passeata no Rio Grande do Sul em comum acordo com o movimento "Cansei", versão atualizada das marchas golpistas de 1964 -, tendo ao fundo "denúncias" da Veja, o panfleto mais virulento da extrema-direita.

E a independência da esquerda?

Pelo visto, a próxima eleição presidencial de 2010 aponta para uma aliança objetiva, consciente ou inconscientemente, da ultra-esquerda (PSOL, PSTU, PCB) com a candidatura mais reacionária, a candidatura privatizante e neoliberal do tucano José Serra, todos empenhados em bater no governo Lula.

Dado que o PC do B adere de maneira praticamente acrítica ao governo Lula, num desvio de direita, inverso ao da ultra-esquerda, a eleição de 2010 surge como ainda mais preocupante: os comunistas, e as demais forças populares, democráticas, e de esquerda, tendem a não exercer sua própria independência política, ficando a reboque de forças políticas e sociais alheias.

Antônio Augusto é jornalista
Colaboração: Cláudio Fajardo

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O tempo passa, o tempo voa e os bancos continuam numa boa

Do Blog do Álvaro Dias:
O Bradesco informou nesta segunda-feira (3) que encerrou no segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2,297 bilhões, o que representa um crescimento de 14,7% em relação ao apurado em igual período de 2008, quando ficou em R$ 2,002 bilhões.

Por que será que as massas não me ouvem ?

. Neste domingo, o Farol de Alexandria cobriu de uma espessa nuvem cinzenta os tímidos raios de sol que saíram na manhã de São Paulo.
. Ele escreveu na pág. A2 do Estadão um de seus habituais obtusos artigos: “Os limites da tolerância”.
(E se o “limite” for ultrapassado ? O que fazer ? Dar o Golpe, insigne sociólogo ?)
. O estilo é tedioso, inchado, cheio de gordura.
. O conteúdo, óbvio.
(Por falar nisso, por que o New York Times não renovou o contrato para distribuir artigos dele pelo mundo afora ?)
. Diz a certa altura o Farol, aquele que iluminava a Humanidade e desapareceu no terremoto:
“O mais triste ocorre, como agora, quando os que chegaram ao poder para renovar … aderem aos hábitos do ‘clube oligárquico’ e se autoatribuem (sic) a ‘missão histórica’ de perdoar os transgressores e dar continuidade às velhas práticas…
(adverte sobre os) riscos de novos populismos, de esquerda ou de direita, que possam preencher com uma retórica cativante a falta de sintonia entre as instituições (desmoralizadas) e o sentimento das MASSAS (ênfase minha – PHA) .”
. Tradução: que inveja do Lula, que sabe falar ao povo.
. Não confundir “povo” com “massas”, insigne sociólogo.
. A inveja tem uma virtude, diz o sábio: corrói o invejoso por dentro.
Paulo Henrique Amorim
Colaboração Cláudio Fajardo

domingo, 2 de agosto de 2009

PSDB PODE DESAPARECER DO MAPA EM 2010

Por Cláudio Fajardo

Se Ciro Gomes disputar a eleição para governador em São Paulo, o PSDB desaparecerá do mapa político brasileiro. O PSDB não apareceria na preferência do eleitorado em nenhum estado brasileiro, a exceção do Paraná. Mas, como já foi percebido pelo cientista político Ricardo Oliveira, o Paraná historicamente tende a acompanhar a maioria nacional. Foi assim na Guerra federalista, foi assim na Revolução de 30, foi assim no golpe de 64 e foi assim na luta pelas “Diretas-já”. Isso quer dizer que, se os paranaenses perceberem que o PSDB é rejeitado de norte a sul do Brasil, não será no Paraná que ele irá sobreviver.

sábado, 1 de agosto de 2009

FHC MORRE DE INVEJA DO LULA


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez críticas indiretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em palestra a industriais e empresários em Fortaleza. "Estamos transformando o governo das leis no governo do homem, do 'cara'", disse, em referência ao episódio em que Lula foi chamado de "o cara" pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Evidente que se trata de inveja. Lembrem-se de que quando o FHC era presidente ele, ao invés de ser elogiado pelo então presidente Clinton, foi ele quem disse: "Bill Clinton é uma personalidade fascinante, impressionante. Além de ter boas idéias e de ser carismático, você não pode parar de olhar para aquele homem de dois metros de altura, umas patas incrivelmente grandes, um nariz de batata, avermelhado, e mãos de gigante".

Colaboração: Cláudio Fajardo