terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"O comunismo é a ideia da emancipação de toda humanidade"

O filósofo francês Alain Badiou é um homem que não teme riscos: nunca renunciou a defender um conceito que muitos acreditam ter sido queimado pela história: o comunismo. Em entrevista à Carta Maior, Badiou fala da “ideia comunista” ou da “hipótese comunista”. Segundo ele, tudo o que estava na ideia comunista, sua visão igualitária do ser humano e da sociedade, merece ser resgatado em um mundo onde tudo passou a ter um valor mercantil. Pensador crítico da modernidade, Badiou define o processo político atual como uma “guerra das democracias contra os pobres”.

Paris - Alain Badiou não tem fronteiras. Este filósofo original é o pensador francês mais conhecido fora de seu país e autor de uma obra extensa e sem concessões. Filosofia, matemática, política, literatura e até o amor circulam em seu catálogo de produções e reflexões. Sua obra, de caráter multidisciplinar, traz uma crítica férrea ao que Alain Badiou chama de “materialismo democrático”, ou seja, um sistema humano onde tudo tem um valor mercantil.

Este filósofo insubmisso é também um homem de riscos: nunca renunciou a defender um conceito que muitos acreditam ter sido queimado pela história: o comunismo. Em sua pena, Badiou fala mais da “ideia comunista” ou da “hipótese comunista” do que do sistema comunista em si. Segundo o filósofo francês, tudo o que estava na ideia comunista, sua visão igualitária do ser humano e da sociedade, merece ser resgatado.

Defensor incondicional de Marx e da ideia de uma internacionalização positiva da revolta, o horizonte de sua filosofia é polifônico: seus componente não são a exposição de um sistema fechado, mas sim um sistema metafísico exigente que inclui as teorias matemáticas modernas – Gödel – e quatro dimensões da existência: o amor, a arte, a política e a ciência. Pensador crítico da modernidade numérica, Badiou definiu os processos políticos atuais como uma “guerra das democracias contra os pobres”.

O filósofo francês é um teórico dos processos de ruptura e não um mero panfletário. Ele convoca com método a repensar o mundo, a redefinir o papel do Estado, traça os limites da “perfeição democrática”, reinterpreta a ideia de República, reatualiza as formas possíveis e não aceitas de oposição e coloca no centro da evolução social a relegitimação das lutas sociais.

Alain Badiou propõe um princípio de ação sem o qual, sugere, nenhuma vida tem sentido: a ideia. Sem ela toda existência é vazia. Com mais de 70 anos, Badiou introduziu em sua reflexão o tema do amor em um livro brilhante e comovedor, no qual o autor de “O ser e o acontecimento” define o amor como uma categoria da verdade e o sentimento amoroso como o pacto mais elevado que os indivíduos podem firmar para viver. Sua lucidez analítica o conduz inclusive a dizer que o amor, porque grátis e total, está ameaçado pelo mundo contemporâneo.

Revoluções árabes, movimento dos indignados, mobilização crescente dos grupos que estão contra a globalização, a luta ou a oposição contra as modalidades do sistema atual se multiplicaram e sofisticaram. Analisando o que ocorreu, o que você diria hoje a todos esses rebeldes do mundo para que sua ação conduza a uma autêntica construção?

Eu diria a eles que, para mim, mais importante que a consigna da anti-globalização, a qual parece sugerir que, por meio de várias medidas, pode-se re-humanizar a situação, incluindo a re-humanização do capitalismo, é a globalização da vontade popular. Globalização quer dizer vigor internacional. Mas essa globalização internacional necessita de uma ideia positiva para uni-la e não só a ideia crítica ou a combinação de desacordos e protestos. Trata-se de um ponto muito importante. Passar da revolta à ideia é passar da negação á afirmação. Somente no plano afirmativo poderemos nos unir de forma duradoura.

Um dos princípios de sua filosofia consiste em dizer que uma vida que não está regida pelo signo da ideia não é uma vida verdadeira. Agora, como defender hoje essa ideia sob a ameaça do hiper-consumo, das falsidades e injustiças da democracia parlamentar e em um mundo onde nossa relação com o outro passa pela relação com o objeto e não com as ideias ou com os indivíduos? No mundo contemporâneo, a ideia é o produto e não a relação humana.

A verdadeira vida é uma vida que aceita estar sob o signo da ideia. Dito de outro modo, uma vida que aceita ser outra coisa do que uma vida animal. Alguns dirão que há valores transcendentes, religiosos, e que é preciso submeter o animal; outros dirão, ao contrário, que devemos nos libertar desses valores transcendentes, que Deus está morto, que viva os apetites selvagens. Mas, entre ambas, há uma solução intermediária, dialética, que consiste em dizer que, na vida, através de encontros e metamorfoses, pode haver um trajeto que nos liga à universalidade. Isso é o que eu chamo “uma vida verdadeira”, ou seja, uma vida que encontrou ao menos algumas verdades.

Chamo "ideia" esse intermediário entre as verdades universais, digamos eternas para provocar um pouco os contemporâneos, e o indivíduo. Que é então uma vida sob o signo da ideia em um mundo como este? Faz falta uma distância com a circulação geral. Mas essa distância não pode ser criada só com a vontade, faz falta algo que nos ocorra, um acontecimento que nos leve a tomar posição frente ao que se passou. Pode ser um amor, um levante político, uma decepção, enfim, muitas coisas. Aí se põe em jogo a vontade para criar um mundo novo que não estará baseado na ordem do mundo tal como é, com sua lei de circulação mercantil, mas sim em um elemento novo de minha experiência.

O mundo moderno se caracteriza pela soberania das opiniões. E a opinião é algo contrário à ideia. A opinião não pretende ser universal, é minha opinião e vale tanto quanto a opinião de qualquer outra pessoa. A opinião se relaciona com a distribuição de objetos e a satisfação pessoal. Há um mercado das opiniões assim como há um mercado das ações financeiras. Há momentos em que uma opinião vale mais do que outra; mais tarde essa opinião quebra como um país. Estamos no regime geral do comércio da comunicação no qual a ideia não existe. Inclusive se suspeita da ideia e se dirá que ela é opressiva, totalitária, que se trata de uma alienação. E por que isso ocorre? Simplesmente porque a ideia é grátis. Ao contrário da opinião, a ideia não entra em nenhum mercado. Se defendemos nossa convicção, o fazemos com a ideia de que é universal. Essa ideia é, então, uma proposta compartilhada, não se pode colocá-la à venda no mercado. Mas como tudo o que é grátis, a ideia está sob suspeita.

Pergunta-se: qual é o valor do que é grátis? Justamente, o valor do grátis é que não tem valor no sentido das trocas. Seu valor é intrínseco. E como não se pode distinguir a ideia do preço do objeto a única existência da ideia está em um tipo de fidelidade existencial e vital para a ideia. A melhor metáfora para isso é encontrada no amor. Se queremos profundamente a alguém, esse amor não tem preço. É preciso aceitar os sofrimentos, as dificuldades, o fato de que sempre há uma tensão entre o que desejamos imediatamente e a resposta do outro. É preciso atravessar tudo isso.

Quando estamos enamorados, trata-se de uma ideia e isso é o que garante a continuidade desse amor. Para se opor ao mundo contemporâneo pode-se atuar na política, mas estar cativado completamente por uma obra de arte ou estar profundamente enamorado é como uma rebelião secreta e pessoal contra o mundo contemporâneo. Esse é o principal problema da vida contemporânea. Estabeleceu-se um regime de existência no qual tudo deve ser transformado em produto, em mercadoria, inclusive os textos, as ideias, os pensamentos. Marx havia antecipado isso muito bem: tudo pode ser medido segundo seu valor monetário.

Você é um dos poucos filósofos que defende o que você mesmo chama “a ideia comunista”. Como é possível defender a ideia comunista quando seu conteúdo histórico foi desastroso.

Penso que o conteúdo histórico das ideias sempre pode ser declarado desastroso. Os democratas nos falam da democracia, mas se olhamos de perto a história das democracias, ela está cheia de desastres. Para tomar o exemplo mais elementar, se tomamos a Primeira Guerra Mundial, ela foi lançada por democratas, democratas alemães, ingleses e franceses. Foi um massacre inimaginável, o qual já se demonstrou esteve ligado a apetites financeiros nas colônias africanas, apetites que não diziam respeito aqueles que seriam massacrados mais tarde. Houve milhões de mortos e de sacrificados em condições espantosas e, aceite-se ou não, isso é parte da história das democracias. Se interrogamos o conjunto das experiências históricas veremos que todo o mundo tem sangue até as orelhas.

No que se refere à palavra “comunista” em si, da mesma maneira que ocorre com a palavra “democracia”, sempre se pode argumentar que ambas tem sangue até as orelhas. Mas, por acaso, é preciso sempre inventar outra palavra? Tomemos, por exemplo, o cristianismo. O cristianismo é São Francisco de Assis, a santidade verdadeira, o advento da ideia de uma verdadeira generosidade para com os pobres, a caridade, etc.,etc. Mas, do outro lado, também é a inquisição, o terror, a tortura e o suplício. Por acaso vamos dizer que é um crime alguém se chamar de cristão? Ninguém diz isso. Eu defendo uma espécie de absolvição dos vocábulos. Eles têm o sentido dado pela sequência histórica da qual falamos.

De fato, o comunismo conheceu duas sequências histórias. A sequência histórica do século XIX, quando a palavra foi inventada e propagada para designar uma esperança histórica humana fundamental, a esperança da igualdade, da emancipação das classes oprimidas, de uma organização social igualitária e coletiva. Depois há outra sequência muito diferente onde se experimentou o comunismo, ou seja, se construiu uma forma de poder particular que buscou coletivizar a indústria e essas coisas, mas que, no final, se tornou uma forma de Estado despótico.

Eu proponho que não se sacrifique a palavra “comunismo” por causa desta segunda sequência, mas sim que ela seja resgatada com base na primeira sequência, possibilitando assim a abertura de uma terceira sequência.

Nesta terceira sequência, a palavra “comunismo” significaria o que sempre significou: a ideia de uma organização social totalmente distinta da que conhecemos e que já sabemos que está dominada por uma oligarquia financeira e econômica absolutamente feroz e indiferente aos interesses gerais da humanidade. Eu proponho então voltar ao comunismo sob a forma da ideia comunista: a ideia comunista é a ideia da emancipação de toda a humanidade, é a ideia do internacionalismo, de uma organização econômica mobilizando diretamente os produtores e não as potências exteriores; é a ideia da igualdade entre os distintos componentes da humanidade, do fim do racismo e da segregação e também é a ideia do fim das fronteiras.

Não esqueçamos que as fronteiras são uma grande característica do mundo contemporâneo. O comunismo é tudo isso. Se alguém inventar uma palavra formidável para designar tudo isso, que não seja a palavra comunismo, eu aceito. Mas a história da política não é a história das palavras, mas sim a história dos novos significados que podem ter as palavras. Em geral se opõe a palavra “democracia” à palavra “comunismo”. Eu digo que uma palavra não é mais inocente do que a outra. Não lutemos pela inocência das palavras. Discutamos sobre o que significam e o que significa aquilo que eu digo.

Agora chegamos a Marx, ou melhor dizendo, aos dois Marx: o Marx marxista e o Marx de antes do marxismo. Qual dos dois você reivindica?

Marx e marxismo têm significados muito distintos. Marx pode significar a tentativa de uma análise científica da história humana com base nos conceitos fundamentais de classe e de luta de classe, e também a ideia de que a base das diferentes formas que a organização da humanidade adquiriu no curso da história é a organização da economia. Nesta parte da obra de Marx há coisas muito interessantes como, por exemplo, a crítica da economia política. Mas também há outro Marx que é um Marx filósofo, que vem depois de Engels e que tenta mostrar que a lei das coisas deve ser buscada nas contradições principais que podem ser percebidas dentro das coisas. É o pensamento dialético, o materialismo dialético. No concreto, há uma base material de todo pensamento e este se desenvolve através de sistemas de contradição, de negação. Este é o segundo Marx. Mas também há um terceiro Marx que é o militante político. É um Marx que, em nome da ideia comunista, indica o que fazer: é o Marx fundador da Primeira Internacional, é o Marx que escreve textos admiráveis sobre a Comuna de Paris ou sobre a luta de classes na França.

Há pelo menos três Marx e o que mais me interessa, reconhecendo o mérito imenso de todos eles, é o Marx que tenta ligar a ideia comunista em sua pureza ideológica e filosófica às circunstâncias concretas. É o Marx que se pergunta pelo caminho para organizar as pessoas politicamente na direção da ideia comunista. Há ideias fundamentais que foram experimentadas e que ainda permanecem e, em cujo centro, encontramos a convicção segundo a qual nada ocorrerá enquanto uma fração significativa dos intelectuais não aceite estar organicamente ligada às grandes massas populares. Esse ponto está totalmente ausente hoje em várias regiões do mundo. Em maio de 68 e nos anos 70, este ponto foi abandonado. Hoje pagamos o preço desse abandono que significou a vitória completa e provisória do capitalismo mais brutal.

A vida concreta de Marx e Engels consistiu em participar nas manifestações na Alemanha e em tentar criar uma Internacional. E o que era a Internacional? A aliança dos intelectuais com os operários. É sempre por aí que se começa. Eu chamo então a que comecemos de novo: por um lado com a ideia comunista e, por outro, com um processo de organização sob esta ideia que, evidentemente, levará em conta o conjunto do balanço histórico, mas que, em certo sentido, terá que começar de novo.

Caído, derrotado no abismo ou simplesmente ferido? Na sua avaliação, em que fase se encontra o capitalismo: em seu ocaso, como acreditam alguns, ou somente vivendo um recesso devido a suas enormes contradições internas?

O capitalismo é um sistema de roubo planetário exacerbado. Pode-se dizer que o capitalismo é uma ordem democrática e pacífica, mas é um regime de depredadores, é um regime de banditismo universal. E digo banditismo de maneira objetiva: chamo bandido a qualquer um que considere que a única lei de sua atividade é seu próprio proveito. Mas um sistema como este que, por um lado, tem a capacidade de se estender e, por outro, de deslocar seu centro de gravidade é um sistema que está longe de estar moribundo.

Não é o caso de acreditar que, pelo fato de estarmos em uma crise sistêmica, nos encontramos à beira do colapso do capitalismo mundializado. Acreditar nisso seria ver as coisas através da pequena janela da Europa. Creio que há dois fenômenos que estão entrelaçados. O primeiro é a derrocada da segunda etapa da experiência comunista, a falência dos Estados socialistas. Essa falência abriu uma enorme brecha para o outro termo da contradição planetária que é o capitalismo mundializado. Mas também abriu novos espaços de tensões materiais. O desenvolvimento capitalista de países do porte da China e da Índica, assim como a recapitalização da ex-União Soviética tem o mesmo papel que o colonialismo no século XIX. Abriu espaços gigantes de manobra, de clientela de novos mercados.

Estamos vivendo agora esse fenômeno: a mundialização do capitalismo que se fez potente e se multiplicou pelo enfraquecimento de seu adversário histórico do período precedente. Esse fenômeno faz com que, pela primeira vez na história da humanidade, se possa falar realmente de um mercado mundial. Esse é um primeiro fenômeno. O segundo é o deslocamento do centro de gravidade. Estou convencido de que as antigas figuras imperiais, a velha Europa, por exemplo, a qual apesar de sua arrogância tem uma quantidade considerável de crimes que ainda aguardam perdão, e os Estados Unidos, apesar do fato de ainda ocupar um lugar muito importante, são na verdade entidades capitalistas progressivamente decadentes e até um pouco crepusculares. Na Ásia, na América Latina, com a dinâmica brasileira, e inclusive em algumas regiões do Oriente Médio, vemos aparecer novas potências. O sistema da expansão capitalista chegou a uma escala mundial, mas o sistema das contradições internas do capitalismo modifica sua geopolítica. As crises sistêmicas do capitalismo – hoje estamos em uma grave crise sistêmica – não têm o mesmo impacto segundo a região. Temos assim um sistema expansivo com dificuldades internas.

Mas esses novos polos se desenvolvem segundo o mesmo modelo.
Sim, e não creio que esses novos polos introduzam uma diferenciação qualitativa. É um deslocamento interno ao sistema que dá a ele margem de manobra.

Há duas versões de um de seus livros mais importantes: trata-se do Manifesto para a Filosofia. O primeiro Manifesto foi publicado há vinte anos, o segundo há dois. Se levamos em conta as revoluções árabes e as crises do sistema financeiro internacional, o que mudou fundamentalmente no mundo e no ser humano entre os dois manifestos?

O que mudou mais profundamente é a divisão subjetiva. As escolhas fundamentais às quais estiveram confrontados os indivíduos durante o primeiro período estavam ainda dominadas pela ideia da alternativa entre orientação revolucionária e democracia e economia de mercado. Dito de outro modo, estávamos na constituição do debate entre totalitarismo e democracia. Isso exige dizer quer todo o mundo estava sob o influxo do balanço da experiência histórica do século XX. O primeiro Manifesto foi publicado em 1989, quase ao final do século XX. Em escala mundial, esta discussão, que adquiriu formas distintas segundo os lugares, se focalizou em qual poderia ser o balanço deste século XX. Por acaso, temos que condenar definitivamente as experiências revolucionárias? É preciso abandoná-las porque foram despóticas, violentas? Neste sentido, a pergunta era: devemos ou não nos unir à corrente democrática e entrar na aceitação do capitalismo como um mal menor?

A eficácia do sistema não consistiu em dizer que o capitalismo era magnífico, mas sim que era o mal menor. Na verdade, tirando um punhado de pessoas ninguém pensa que o capitalismo é magnífico. Mas o que se disse nesse período foi que a alternativa era desastrosa. Há 20 anos estávamos neste contexto, ou seja, a reativação da filosofia inspirada pela moral de Kant. Ou seja, não é o caso de ter grandes ideias de transformação política voluntaristas porque isso conduz ao terror e ao crime, mas sim velar por uma democracia pacificada dentro da qual os direitos humanos estarão protegidos. Hoje esta discussão está terminada e está terminada porque todo mundo vê que o preço pago por essa democracia pacificada é muito elevado. Todo mundo toma consciência que se trata de um mundo violento, com outras violências, que a guerra segue rondando todo o tempo, que as catástrofes ecológicas e econômicas estão na ordem do dia e que, além disso, ninguém sabe para onde vamos.

Podemos imaginar que esta ferocidade da concorrência e esta constante submissão à economia de mercado durem ainda vários séculos? Todo mundo sente que não, que se trata de um sistema patrológico. Foi revelado que este sistema, que nos foi apresentado como um sistema moderado, sem dúvida em nada formidável, mas melhor que todos os demais, é um sistema patológico e extremamente perigoso. Essa é a novidade. Não podemos mais ter confiança no futuro desta visão das coisas. Estamos em uma fase de transição e incerteza. Introduziu-se a hipótese de uma espécie de humanismo renovado que poderíamos chamar de humanismo de mercado, o mercado, mas humano. Creio que essa figura, que segue vigente graças aos políticos e aos meios de comunicação, está morta. É como a União Soviética: estava morta antes de morrer. Creio que, em condições diferentes e em um universo de guerra, de catástrofes, de competição e de crise, esta ideia do capitalismo com rosto humano e da democracia moderada está morta. Agora será preciso não mais escolher entre duas visões constituídas, mas sim inventar uma.

Dessa ambivalência provém talvez a sensação de que as jovens gerações estão perdidas, sem confiança em nada?

Isso é o que sinto na juventude de hoje. Sinto que a juventude está completamente imersa no mundo tal como é, não tem ideia de outra alternativa, mas, ao mesmo tempo, está perdendo confiança neste mundo, está vendo que, na verdade, este mundo não tem futuro, carece de toda significação para o futuro. Creio que estamos em um período onde as propostas de ideias novas estão na ordem do dia, mesmo que uma boa parte da opinião não saiba disso. E não sabe porque ainda não chegamos ao final deste esgotamento interno da promessa democrática. É o que eu chamo de período intervalo: sabemos que as velhas escolhas estão acabadas, mas não sabemos ainda muito bem quais são as novas escolhas.

Vários filósofos apontam o fato de que os valores capitalistas destruíram a dimensão humana. Você acredita, ao contrário, que ainda persiste uma potência altruísta no ser humano.

Devemos olhar o que ocorreu nas manifestações dos países árabes. Nunca acreditei que essas manifestações iam inventar um novo mundo de um dia para o outro, nem pensei que essas revoltas apresentavam soluções novas para os problemas planetários. Mas o que me assombrou foi a reaparição da generosidade do movimento de passa, quer dizer, a possibilidade de agir, de sair, de protestar, de pronunciar-se independentemente do limite dos interesses imediatos e fazê-lo junto a pessoas que, sabemos, não compartilham nossos interesses. Aí encontramos a generosidade da ação, a generosidade do movimento de massa, temos a prova de que esse movimento ainda é capaz de reaparecer e reconstituir-se. Com todos os seus limites, também temos um exemplo semelhante com o movimento dos indignados.

O que fica evidente em tudo isso é que estão aí em nome de uma série de princípios, de ideias, de representações. Esse processo, obviamente, será longo. O movimento da primavera árabe me parece mais interessante que o dos indignados porque tem objetivos precisos, ou seja, a desaparição de um regime autocrático e o tema fundamental que é o horror diante da corrupção. A luta contra a corrupção é um problema capital do mundo contemporâneo. Nos indignados vimos a nostalgia do velho Estado providência. Mas volto a reiterar que o interessante em tudo isso é a capacidade de fazer algo em nome de uma ideia, mesmo que essa ideia tenha acentos nostálgicos. O que me interessa saber é se ainda temos a capacidade histórica de agir no regime da ideia e não simplesmente segundo o regime da concorrência ou da conservação. Isso para mim é fundamental. A reaparição de uma subjetividade dissidente, seja quais forem suas formas e suas referências, isso me parece muito importante.

Você publicou um livro sobre o amor, que é de uma sabedoria comovedora. Para um filósofo comprometido com a ação política e cujo pensamento integra as matemáticas, a aparição do tema do amor é pouco comum.

O amor é um tema essencial, uma experiência total. O amor está ameaçado pela sociedade contemporânea. O amor é um gesto muito forte porque significa que é preciso aceitar que a existência de outra pessoa se converta em nossa preocupação. No amor, o fundamental está em que nos aproximamos do outro com a condição de aceita-lo em minha existência de forma completa, inteira. Isso é o que diferencia o amor do interesse sexual. Este se fixa sobre o que os psicanalistas chamaram de “objetos parciais”, ou seja, eu extraio do outro alguns emblemas fetiches que me interessam e que suscitam minha excitação desejante. Não nego a sexualidade, pelo contrário. Ela é um componente do amor. Mas o amor não é isso. O amor é quando estou em estado de amar, de estar satisfeito e de sofrer e de esperar tudo o que vem do outro: a maneira como viaja, sua ausência, sua chegada, sua presença, o calor de seu corpo, minhas conversas com ele, os gostos compartilhados. Pouco a pouco, a totalidade do que o outro é torna-se um componente de minha própria existência. Isso é muito mais radical que a vaga ideia de preocupar-me com o outro. É o outro com a totalidade infinita que representa e com o qual me relaciono em um movimento subjetivo extraordinariamente profundo.

Em que sentido o amor está ameaçado pelos valores contemporâneos?

Está ameaçado porque o amor é gratuito e, desde o ponto de vista do materialismo democrático, injustificado. Por que deveria me expor ao sofrimento da aceitação da totalidade do outro? O melhor seria extrair dele o que melhor corresponde aos meus interesses imediatos e aos meus gostos e descartar o resto. O amor está ameaçado hoje porque é distribuído em fatias. Observemos como se organizam as relações nestes portais de internet onde as pessoas entram em contato: o outro já vem fatiado em fatias, um pouco como a vaca nos açougues. Seus gostos, seus interesses, a cor dos olhos, o corte dos cabelos, se é grande ou pequeno, loiro ou moreno. Vamos ter uns 40 critérios e, ao final, vamos nos dizer: vou comprar este. É exatamente o contrário do amor. O amor é justamente quando, em certo sentido, não tenho a menor ideia do que estou comprando.

E frente a essa modalidade competitiva das relações, você proclama que o amor deve ser reinventado para nos defendermos, que o amor deve reafirmar seu valor de ruptura e de loucura.

O amor deve reafirmar o fato de que está em ruptura com o conjunto das leis ordinárias do mundo contemporâneo. O amor deve ser reinventado como valor universal, como relação em direção da alteridade, daquilo que não sou eu e onde a generosidade é obrigatória. Se não aceito a generosidade, tampouco aceito o amor. Há uma generosidade amorosa que é inevitável. Sou obrigado a ir na direção do outro para que a aceitação do outro em sua totalidade possa funcionar. Essa é uma excelente escola para romper com o mundo tal como é. Minha ideia sobre a reinvenção do amor quer dizer o seguinte: uma vez que o amor se refere a essa parte da humanidade que não está entregue à competição, à selvageria; uma vez que, em sua intimidade mais poderosa, o amor exige uma espécie de confiança absoluta no outro; uma vez que vamos aceitar que este outro esteja totalmente presente em nossa própria vida, que nossa vida esteja ligada de maneira interna a esse outro, pois bem, já que tudo descrito acima é possível isso prova que não é verdade que a competitividade, o ódio, a violência, a rivalidade e a separação sejam a lei do mundo.

A política não está muito afastada de tudo isso. Para você, há uma dimensão do amor na ação política?

Sim, inclusive pode resultar perigoso. Se buscamos uma analogia política do amor eu diria que, assim como no amor onde a relação com uma pessoa tem que constituir sua totalidade existencial como um componente de minha própria existência, na política autêntica é preciso que haja uma representação inteira da humanidade. Na política verdadeira, que também é um componente da vida verdadeira, há necessariamente essa preocupação, essa convicção segundo a qual estou ali enquanto representante e agente de toda a humanidade. Do mesmo modo que ocorre no amor, onde minha preocupação, minha proposta e minha atividade estão ligadas à existência do outro em sua totalidade.

O que pode fazer um casal jovem e enamorado neste mundo violento, competitivo, onde o projeto do casal já está ameaçado pela própria dinâmica do consumo e da competição?

Creio que o projeto de um casal pode ser uma rama se não se dissolve, se não se metamorfoseia em um projeto que acabe se transformando, no fundo, na acumulação de interesses particulares. Na situação de crise e de desorientação atual o mais importante é segurar as mãos no timão da experiência pela qual estamos passando, seja no amor, na arte, na organização coletiva, no combate político. Hoje, o mais importante é a fidelidade: em um ponto, ainda que seja em apenas um, é preciso não ceder. E para não ceder devemos ser fieis ao que ocorreu, ao acontecimento. No amor, é preciso ser fiel ao encontro com o outro porque vamos criar um mundo a partir desse encontro. Claro, o mundo exerce uma pressão contrária e nos diz: “cuidado, defenda-se, não deixe que o outro abuse de ti”. Com isso está dizendo: “voltem ao comércio ordinário”.

Então, como essa pressão é muito forte, o fato de manter o timão no rumo certo, de manter vivo um elemento de exceção, já é extraordinário. É preciso lutar para conservar o excepcional que ocorre em nossas vidas. Depois veremos. Dessa forma salvaremos a ideia e saberemos o que é exatamente a felicidade. Não sou um asceta, não sou a favor do sacrifício. Estou convencido de que se conseguimos organizar uma reunião com trabalhadores e colocamos em marcha uma dinâmica, se conseguimos superar uma dificuldade no amor e nos reencontramos com a pessoa que amamos, se fazemos uma descoberta científica, então começamos a compreender o que é a felicidade. A felicidade é uma ideia fundamental. A construção amorosa é a aceitação conjunta de um sistema de riscos e de invenções.

Você também introduz uma ideia peculiar e maravilhosa: devemos fazer tudo para preservar o que nos ocorre de excepcional.

Aí está o sentido completo da vida verdadeira. Uma vida verdadeira se configura quando aceitamos os presentes perigosos que a vida nos oferece. A existência nos traz riscos, mas, na maioria das vezes, estamos mais espantados que felizes por esses presentes. Creio que aceitar isso que nos ocorre e que parece raro, estranho, imprevisível, excepcional, que seja o encontro com uma mulher ou o maio de 68, aceitar isso e suas consequências, isso é a vida, a verdadeira vida.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Leilão de aeroportos termina com ágio de 348% e gestão estrangeira

Governo Dilma arrecada R$ 24,5 bi com privatização de Cumbica, Viracopos e Brasília. Compradores irão ao BNDES pegar dinheiro para pagar. Em maio, operação de aeroportos passará às mãos de argentinos, sul-africanos e franceses. Segundo governo, tarifa para usuário não subirá. Trabalhadores podem ser demitidos em seis meses. Infraero diz que vai absorvê-los.

Brasília – O governo Dilma arrecadou 348% e R$ 19 bilhões acima do mínimo planejado com a privatização de 51% de três aeroportos nesta segunda-feira (6). Uma parte - ainda não informada pelos compradores - do pagamento total de R$ 24,5 bilhões será feita com dinheiro emprestado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo pretende usar os recursos para investir nos outros 63 aeroportos que, por ora, seguem estatais.

Os terminais de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) devem começar a ser operados a partir do início de maio por três empresas estrangeiras diferentes que fazem parte dos consórcios vencedores dos leilões. Segundo o governo, o edital de licitação e os contratos de privatização que vão ser assinados impedem aumento de tarifas para os passageiros.

Os funcionários dos três aeroportos terão seis meses de estabilidade, também por determinação do edital. Depois disso, os compradores estarão livres para cortar. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) diz que encaixará os demitidos nos outros 63 terminais que ainda estão sob controle dela.

O ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil, considera que o leilão desta segunda-feira (6), realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi “bastante expressivo”. Segundo ele, o elevado excesso de arrecadação (348% de ágio em relação ao preços mínimo contjunto dos três aeroportos, de R$ 5,5 bilhões) não pode ser considerado uma surpresa.

“Continuamos com uma sinalização muito positiva do país. É um local em que os investimentos são seguros e rentáveis”, afirmou Bittencourt, em entrevista coletiva em São Paulo e transmitida pela internet. “O Brasil é um país que cresce e tem perspectivas de continuar crescendo, principalmente nesse setor aeroportuário, que continuam crescendo a taxa de dois dígitos.”

A Secretaria de Aviação Civil foi criada no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff para, sendo ligada diretamente a ela, conduzir a privatização de aeroportos. Segundo o governo, a entrega ao setor privado é necessária pois não haveria dinheiro público suficiente para investir na ampliação da dos terminais e torná-los mais adequados para o país receber a Copa do Mundo.

Uma experiência-piloto de privatização foi feita no ano passada, com um terminal de menor capacidade localizado no Rio Grande do Norte. Agora, o governo levou a experiência três dos maiores terminais do país.

Cumbica, que tinha preço mínimo de R$ 5,4 bilhões, foi arrematado por R$ 16,2 bilhões, ágio de 373%. O consórcio comprador, reunião de várias empresas, chama-se Invepar e ficará com o aeroporto por 20 anos. Dentro do consórcio, o sócio que é do ramo aeroportuário e vai operar o terminal no dia a dia é sul-africano, a Airports Company South Africa (Acsa).

O lance mínimo pelo aeroporto de Brasília era de R$ 582 milhões. O vencedor foi 673% superior, no valor de R$ 4,5 bilhões. Por 25 anos, o terminal da capital brasileira será administrado pelo consórcio Engevix. O sócio do ramo aeroportuário e que será operador dos terminais é argentino, a Corporación América.

Já Viracopos, situado em Campinas (SP), cidade que não é sede da Copa do Mundo, foi arrematado por R$ 3,8 bilhões, 159% além do preço mínimo de R$ 1,5 bilhão. O consórcio ganhador se chama Triunfo Participações, cujo sócio do ramo aeroportuário e futuro gestor do terminal é francês, a Egis Airport Operation. O contrato aqui será de 30 anos.

Em entrevista coletiva na Bolsa depois do leilão, executivos dos três consórcios disseram estaram satisfeitos com o negócio e o valor que vão pagar, pois acreditam que o retorno será garantido, em função da perspectiva de o fluxo de passageiros no Brasil prosseguir em alta nos próximos anos. “Não acreditamos que vai crescer tanto como em 2009 e 2010, mas vai continuar”, disse Gustavo Rocha, presidente do consórcio Invepar, que levou o cobiçado aeroporto de Cumbica.

Os três também afirmaram que, para liquidar parte do pagamento dos lances, seus consórcios vão pegar dinheiro emprestado no BNDES, onde o governo separou recursos para a privatização. “Com certeza vamos ao BNDES”, afirmou Rocha.

O leilão patrocinado pelo governo entregará 51% do controle acionário aos setor privado. A outra parte seguirá nas mãos da Infraero. “Os 49% não são para a Infraero intervir [na administração], mas para receber divindendos [pelo lucros futuros]. A Infraero não vai interferir na administração”, disse o presidente da estatal na coletiva pós-leilão, Gustavo Matos do Vale.

Os R$ 24,5 bilhões que o governo arrecadou e mais uma fatia dos lucros da Infraero e do faturamento dos aeroportos serão revertidos para um fundo. É com este fundo que o governo pretende investir nos aeroportos que continuarem sob controle estatal.

Além do valor pago para arrematar os aeroportos, os compradores terão de gastar ainda mais R$ 19 bilhões em investimentos determinados pelo governo para serem feitos durante todo o tempo em que os três terminais serão geridos de forma privada. Desde total, R$ 2,8 bilhões fazem parte da etapa um do plano de investimentos e devem ficar prontos até a Copa de 2014.

FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou

FHC perde a paciência: "Minha cota de Serra já deu"

Do Blog de Magno Martins

"A minha cota de Serra deu. Ele foi duas vezes meu ministro, duas vezes candidato a presidente, candidato a governador e a prefeito. Chega, não tenho mais paciência com ele". O desabafo do ex-presidene Fernando Henrique, segundo o jornal Correio Braziliense de ontem, foi feito a pelo menos dois interlocutores, semanas antes da famosa entrevista à revista The Economist, na qual aponta Aécio Neves como candidato natural do PSDB à campanha presidencial de 2014. Serra é pressionado pelos tucanos para ser candidato do partido à prefeitura da São Paulo, mas recusa terminantemente, com a obsessão de enfrentar Dilma novamente em 2014. Fora Serra, o PSDB não tem um nome 'decisivo' para disputar e vencer em S.Paulo.

Visão estreita - O que impacienta o PSDB não é apenas o fato de o comando do partido em São Paulo estar concentrado apenas em duas mãos. Irrita profundamente os filiados a constatação de que nem Alckmin nem Serra podem ser considerados lideranças empolgantes. O primeiro é visto como um governador provinciano e caipira. Faz questão de ligar pessoalmente para prefeitos e discutir convênios firmados pelo governo estadual. “Ele não saiu de Pindamonhangaba ainda (terra onde começou a carreira política). Quando foi deputado federal, parecia um vereador”, provocou um aliado de José Serra.

A volta do caso Herzog

Caso Herzog deve ser investigado, diz ministro da Justiça

Da Folha.com

Para autoridades do governo federal, a Comissão da Verdade deveria convocar para depor Silvaldo Leung Vieira, autor da imagem do jornalista Vladimir Herzog morto numa cela do DOI-Codi, em São Paulo, em 1975.

Em reportagem publicada ontem pela Folha, Silvaldo diz ter sido "usado" pela ditadura (1964-85) para forjar a cena de suicídio de Herzog, que, segundo testemunhas, morreu após ser torturado.
p>Reportagem sobre Herzog ajuda a enterrar versão de suicídio, diz filho
OAB-RJ diz que caso Herzog deve ser esclarecido na Comissão da Verdade
Folha localiza em Los Angeles fotógrafo da morte de Herzog

O depoimento reforça as contestações da versão oficial feitas por historiadores, parentes e testemunhas.

A comissão, ainda não instalada, foi criada no final de 2011 pela presidente Dilma Rousseff para apurar violações aos direitos humanos cometidas por agentes do Estado entre 1946 e 1988.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ser "absolutamente natural que fatos como esse sejam investigados pela comissão". Segundo o ministro, "a reportagem revela que há muitas coisas ainda a serem descobertas" sobre o período militar.

Para o coordenador do projeto do governo federal Direito à Memória e à Verdade, Gilney Amorim Viana, o depoimento de Silvaldo à Comissão da Verdade poderá ajudar a identificar os responsáveis pela morte de Herzog e pela montagem da cena.

Para ele, o fotógrafo é "uma testemunha independente", que "pode atestar que aquele cenário foi montado". "Ele quebra toda a versão da repressão", disse.

Tanto Viana como Susana Lisboa, membro da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos pela Ditadura Militar, creem que o caso abre a possibilidade de localizar fotógrafos que tenham registrado mortes semelhantes.

Eles citam os casos de Roberto Cietto (1969) e de Milton Soares de Castro (1967), ambos supostos suicidas.

Silvaldo pediu em 2008 à Comissão de Anistia, ligada ao Ministério da Justiça, indenização estimada em R$ 908 mil, entre outros pleitos.

Ele alega ter sido perseguido por sua atitude "questionadora" ao voltar a ser recrutado para fazer fotos como aquela. Em 1979, partiu para um autoexílio nos EUA.

Seu caso não foi julgado e, segundo Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia, não está entre as prioridades nem tem previsão de ser analisado. "A priori, ele foi um agente que colaborou com a repressão", afirmou.

Para Ivo Herzog, filho de Vladimir, a história deve ser investigada pela Comissão da Verdade. "Era um fato [a identidade de Silvaldo] que ninguém nunca tinha parado para pensar e investigar".

"Algumas pessoas ainda sustentavam a versão do suicídio. Essa versão não tem pé nem cabeça, mas acho que a reportagem ajuda a enterrar ainda mais", disse à Folha.

Preconceituosos são menos inteligentes, diz estudo

O estudo revela que crianças com baixo QI estão mais dispostas a realizar atitudes preconceituosas quando se tornarem adultas

São Paulo - Um estudo feito pela Universidade de Ontario, no Canadá, parece ser bastante provocador. A pesquisa chegou à conclusão de que pessoas menos inteligentes - sim, isso é um eufemismo - são mais conservadoras, preconceituosas e racistas.

p>O estudo revela que crianças com baixo QI estão mais dispostas a realizar atitudes preconceituosas quando se tornarem adultas. A pesquisa foi publicada na revista Psychological Science.

A descoberta aponta para um ciclo vicioso, em que esses adultos com pouca inteligência ‘orbitam’ em torno de ideologias socialmente conservadoras, resistentes à mudança e que, por sua vez, geram o preconceito.

As pessoas menos inteligentes seriam atraídas por ideologias conservadoras, segundo o estudo, porque oferecem ‘estrutura e ordem’, o que dá um certo ‘conforto’ para entender um mundo cada vez mais complicado.

"Infelizmente, muitos desses recursos também podem contribuir para o preconceito", disse Gordon Hodson, pesquisador chefe do estudo, ao site Live Science.

Ele salientou ainda que, apesar da conclusão, o resultado não significa que todos os liberais são ‘brilhantes’ e nem que todos os conservadores são ‘estúpidos’. A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupos, disse Gordon Hodson.

Governo faz hoje leilão para privatizar três aeroportos

Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) promove hoje (6) o leilão de privatização dos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas-SP) e Juscelino Kubitschek (Brasília). A licitação está marcada para começar às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Os vencedores do leilão serão os grupos que apresentarem as maiores propostas de preço para a outorga, que prevê a ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos. Os valores mínimos foram fixados pelo governo em R$ 3,4 bilhões para Guarulhos; R$ 1,5 bilhão para Viracopos; e R$ 582 milhões para Brasília.

O leilão dos três aeroportos será simultâneo e cada proponente pode apresentar proposta para todos, mas somente poderá ser o vencedor de um. Segundo o edital, grupos estrangeiros poderão participar dos leilões, desde que associados a empresas brasileiras. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) terá participação até 49% no capital dos consórcios.

Com a privatização, devem ser investidos R$ 4,6 bilhões em Guarulhos; R$ 8,7 bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Os concessionários também deverão recolher anualmente uma contribuição de 2% sobre a receita bruta da concessionária do aeroporto de Brasília, 5%, no caso de Viracopos e 10%, no de Guarulhos. A arrecadação será direcionada ao Fundo Nacional de Aviação Civil, administrado pela Secretaria de Aviação Civil. Os recursos serão destinados a projetos de desenvolvimento e fomento da aviação civil, beneficiando os demais aeroportos do sistema aeroportuário nacional.

Os prazos das concessões são diferenciados por aeroporto: 30 anos para Viracopos, 25 para Brasília e 20 para Guarulhos. Os contratos poderão ser prorrogados uma única vez, por cinco anos. A concessionária de cada aeroporto deverá concluir as obras para a Copa do Mundo de 2014. A multa por descumprimento é R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia de atraso.

A partir da assinatura do contrato de concessão, haverá um período de transição de seis meses, prorrogável por mais seis, no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, o novo controlador assume as operações do aeroporto. A gestão do espaço aéreo nos aeroportos concedidos não sofrerá mudanças e continuará sob o controle do Poder Público.

Os três aeroportos respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro. Os terminais concedidos serão fiscalizados pela Anac, que também será gestora dos contratos de concessão.

Na última sexta-feira (3), a agência divulgou que nenhuma das propostas apresentadas para o leilão foi desclassificada da disputa. O número de propostas e o nome dos grupos proponentes serão divulgados apenas durante o leilão, à medida que os envelopes forem abertos. Mas a composição dos consórcios só será tornada pública ao final do processo para evitar a troca de informações entre os concorrentes durante o leilão.

Reunida em Caracas, Alba avança na integração econômica

Em seu discurso de abertura da 11ª Cúpula da Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (Alba), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, expressou que diante da crise estrutural do sistema capitalista, a região deve aproveitar as grandes potencialidades políticas e geopolíticas da Alba para lançar um projeto mais ambicioso na esfera econômica.

A Cúpula da Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (Alba) se realiza em Caracas neste final de semana coincidindo com os festejos do 20º aniversário da insurreição cívico-militar de 4 de fevereiro de 1992, liderada pelo então tenente-coronel Hugo Chávez. A rebelião foi um marco importante da Revolução Bolivariana.

Chávez se referiu ao debate sobre a criação do Espaço Econômico da Alba (Ecoalba) e a consolidação do Sistema Unitário de Compensação Regional de Pagamentos (Sucre), iniciativa “que já está funcionando bem mas que podía funcionar melhor e em uma dimensão maior”, disse Chávez.

O anfitrião do encontró destacou ainda a necessidade de a Alba establecer mecanismos de apoio para ajudar a irmã República do Haiti a superar a crise em que se encontra mergulhada.

Aliança de povos independentes

Para o presidente cubano, Raúl Castro, a Alba conseguiu consolidar-se como uma verdadeira aliança de povos independentes.

Eu creio que o trabalho realizado pelas cinco comissões que precederam a cúpula foi muito bom, mas em minha opinião o tema econômico é o mais importante, assinalou o mandatário.

Estamos satisfeitos pelas decisões tomadas - agregou - creio que vamos andar mais rápido se fazemos estudos de viabilidade. O tema básico é que a Alba tenha êxitos na questão econômica.

Em outro momento de sua intervenção, Raúl Castro se referiu à criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe (Celac) e sentenciou: “Considero que não há acontecimento político mais importante nos últimos 200 anos do que a criação da Celac mas é uma tarefa que exige muita paciência, muita compreensão”.

Nesse sentido, o presiente cubano realçou a importância de que entre os países seja respeitada a diversidade de ideias e as opiniões ou decisões que os diferentes governos adotem.
Vou cheio de otimismo, verdadeiramente estamos dando opiniões a todo o continente. É impossível não reconhecer os resultados da Alba e está demonstrado que há êxito, finalizou.

Malvinas e Síria

Os presidentes da Alba aprovaram resolução de apoio à Argentina na questão da disputa pelas Ilhas Malvinas entre o país sul-americano e o Reino Unido.

Por proposição do presidente equatoriano, Rafael Correa, os presidentes dos países do bloco discutirão próximamente a possibilidade de implementar sanções contra o Reino Unido por sua negativa ao diálogo e por ter desrespeitado mais de 40 resoluções da ONU.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aproveitou as discussões em torno do tema para recordar ao “império británico” que a Argentina não estaria sozinha em uma eventual confrontação pela soberania das Malvinas.

Chávez também qualificou como “ridículo” o envio do príncipe Guilherme, que foi enviado às ilhas do Atlântico Sul como parte de um exercício de rotina da Royal Air Force, a força aérea britânica.

“Chegam a posições tão ridículas como essa de mandar um príncipe às Malvinas”, ironizou.

Ainda ao tratar de temas internacionais no discurso de na Cúpula da Alba, Chávez disse que apoia o veto feito pela Federação Russa e a República Popular da China à resolução proposta contra a República Árabe Siria no seio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Contra exclusão de Cuba

A Alba pautou uma reunião extraordinária em Cuba para tomar decisões em reação ao fato de que o país caribenho não foi convidado para participar na próxima Cúpula das Américas que se realizará na Colômbia.

O mandatário venezuelano, Hugo Chávez, propôs consultar a Colômbia, organizador da Cúpula das Américas, se Cuba está ou não convidada para depois ver como agir.

“Se não se convida Cuba à Cúpula das Américas, consideremos a hipótese de não participarmos dessa cúpula“, disse Chávez.

O presidente do Equador, Rafael Correa, levou à mesa de discussão o debate sobre avaliar a participação dos países da Alba na 6ª Cúpula das Américas, que se realizará em abril próximo em Cartagena de Índias, Colômbia, caso Cuba não seja convidada.

“É ilógico falar de Cúpula das Américas sem a participação de Cuba”, disse Correa pouco antes de propor que a Alba não vá à Colômbia, pois não convidar Cuba é uma medida injusta e excludente. A iniciativa crê que deve ser feita uma discussão sobre isso nos fóruns da Unasul e Celac.

Sua proposta gerou um interessante debate, sobretudo porque pouco antes o mandatário boliviano Evo Morales tinha solicitado uma reunião dos países integrantes do bloco regional, anterior ao encontro de Cartagena de Índias, que Morales justifica em atenção à ideia de comparecer com uma posição comum, pois segundo ele é nesses cenários que se deve defender os sagrados interesses da América Latina e Caribe.

Por sua vez, Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, disse que o chamado feito pelo presidente Correa foi oportuno, pois recordou que na 5ª Cúpula das Américas, efetuada em Trinidad y Tobago, não se chegou a esse país com uma ideia clara da agenda.

Nesse sentido, pediu que em caso de se concretizar a participação se consiga que as equipes que representam perante a OEA as nações integrantes da ALBA, possam influir na agenda de discussão, lembrando também que na edição passada da cúpula “os documentos, que nem discutimos e só conhecemos no lugar, foram elaborados pela burocracia da OEA”.

Ortega disse ainda: “Insistamos em incluir o tema da Argentina (o caso das ilhas Malvinas), o levantamento do bloqueio a Cuba e a existência do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR)”.

Raúl Castro, presidente de Cuba, interveio para agradecer o interesse e a solidariedade em um tema que é de especial importância para a ilha.

O mecanismo Cúpula das Américas inclui a participação dos 34 países que integram a Organização dos Estados Americanos (OEA), exceto Cuba.

A maior das Antilhas foi convidada a reincorporar-se à OEA em 2009, em Honduras, depois que foi levantada a suspensão que pesava contra ela desde 1962, mas Havana rechaçou incorporar-se a essa organização.

Fonte: Cubadebate

Barbárie no Largo

gazetaonline

Uma intervenção da Polícia Civil e Militar, logo após a apresentação do bloco pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis, no Largo da Ordem, em Curitiba, terminou de forma violenta. Pelo menos quatro pessoas precisaram ser hospitalizadas (entre elas, um policial). Há registros de vários outros feridos, que não foram levados a hospitais.

Veja vídeo do tumulto no Largo da Ordem

Por volta das 21 horas, quando o bloco já havia encerrado a apresentação, milhares de pessoas ainda permaneciam no Largo da Ordem. Após um suposto ato de vandalismo contra uma viatura, próximo a Rua do Rosário, policiais da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone), começaram a dispersar a multidão. Eles desceram pelo Largo da Ordem, disparando balas de borracha e bombas de gás nos foliões.

O maior número de pessoas se concentrava na Rua Mateus Leme, próximo ao cruzamento com a Rua Treze de Maio, em frente ao Bar Brasileirinho. Dezenas de pessoas entraram dentro do estabelecimento, para fugir dos projéteis. Houve corre-corre e pessoas foram pisoteadas no tumulto.

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma de Emergência (Siate) levou pelo menos três pessoas ao Hospital Evangélico: um rapaz de 18 anos (atingido por um tiro de bala de borracha), um homem de 21 anos e uma garota de 18 anos (ambos atingidos por garrafadas). Um policial militar também teria sido ferido por uma pedrada e foi levado ao Hospital do Trabalhador.

Cerca de 20 minutos depois da intervenção policial, o cruzamento das ruas Mateus Leme e Treze de Maio estava interditado por várias viaturas da PM e da Guarda Municipal. Indignados, foliões questionavam os policiais pela truculência. Um deles era um integrante do bloco, identificado por Luiz. Ele foi atingido por um tiro de bala de borracha na perna e sangrava por conta do ferimento. “Minha filha também foi ferida. Eu vi mulher grávida sendo prensada na parede. Tinha cadeirante desesperado querendo sair do tumulto. Para que tudo isso?”, questionou.

O integrante do bloco, o vocalista Marcel Cruz, também se surpreendeu com a ação da polícia. Ele disse que guardava os instrumentos, quando começou a ouvir as explosões. Em princípio, Cruz diz ter pensado que se tratavam de rojões, mas quando os estampidos começaram a se repetir, ele desconfiou que algo estava errado. “Eles simplesmente evacuaram o Largo na maior agressividade. O bloco já tinha acabado e tinha sido a apresentação mais linda que a gente fez. Mas era o nosso público e isso dói na gente”, lamentou.

Duas pessoas registraram queixa contra a Polícia Militar no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac).



Polícia diz que reagiu a vandalismo

Segundo Marco Antônio dos Santos, tenente da Unidade de Eventos da Polícia Militar do Paraná, a confusão foi provocada por participantes do Grito de Carnaval. “Desde as 16 horas estávamos recebendo reclamações de populares sobre algazarra e brigas na região. Um carro da Rotam (unidade de patrulhamento de trânsito da PM) foi enviado, mas foi recebida com pedradas e garrafadas”, disse.

Para controlar a situação, o tenente afirma que foram enviados reforços, com mais carros da Eventos (que estavam próximos ao local, fazendo a segurança da final do campeonato sub-20 de futebol feminino) e Rotam. “Quando as viaturas chegaram, alguns participantes atacaram com pedras, paralelepípedos e garrafas.” O tenente confirmou que um policial foi atingido por uma pedrada e precisou ser hospitalizado.

O policial aponta que houve registro, via rádio da polícia, de um veículo sem placa que atirava contra os policiais e a multidão. Ainda segundo o tenente, barracas desmontadas da Feirinha do Largo, que havia sido realizada pela manhã, foram usadas como arma.


Depoimentos
O jornalista Félix Calderaro foi um dos feridos que não foi hospitalizado. Ele contou que havia chegado ao Largo da Ordem havia apenas dez minutos, quando o tumulto começou. "Eu ouvi os tiros e vi a multidão descendo.Todo mundo correu pela Mateus Leme, sentido Treze de Maio. E a PM atirando. Atiraram pelas costas. Não tinha ninguém enfrentando. Foi uma enorme covardia", relatou.

Outras pessoas que estavam no Largo entraram em contato com a Gazeta do Povo para relatar o que viveram. "Eu estava na praça sentada na calçada com os meus amigos, o bloco já tinha parado de tocar quando ouvimos quatro tiros. Quando nos levantamos, vimos a tropa de choque da polícia descendo e dandos tiros de bala de borracha em quem estava lá. Todo mundo saiu correndo, motos e mesas de bar foram derrubados, os bares começaram a fechar as portas. Os policiais nos mandavam entrar nos estacionamentos e nos bares. Eles não queriam mais ninguém na praça", conta a estudante Gabriela Becker, 23 anos, que estava no Largo no momento da confusão.

O estudante Alison Gabriel Moreira Guerreiro, 23 anos, ficou com um hematoma no braço depois de ser atingido por uma bomba de efeito moral atirada pela polícia, segundo ele. Alison conta que a polícia chegou de repente, jogando bomba em todo mundo. A maioria das pessoas correu para a Rua Mateus Leme. Ele estava próximo à Igreja da Ordem quando tudo começou. Ele não soube informar o que motivou a reação da polícia. Ele diz que viu gente sendo atingido por cassetetes e bombas. "Teve gente que foi atingido na cabeça", afirmou.

“Eu estava no bar Brasileirinho e desceram atirando e mandando bomba de efeito moral”, conta o ator Frank Souza, 30 anos. Ele foi atingindo por uma bala de borracha. Durante a entrevista, ele segurava a bala que o atingiu e um cartucho deflagrado. “Eles não falaram nada para explicar a ação. Só atiravam. Tenho o direito de saber porque estava apanhando. A gente só queria se divertir”, diz.

Para o dono do bar Brasileirinho, Cícero Pereira da Silva, o número de policiais antes da festa não era o suficiente. De acordo com ele, se houvesse mais policiais antes do início da festa muitos foliões mal intencionados não teriam aparecido na festa. “Precisava de um policiamento permanente desde o começo. Precisamos de prevenção e não de repressão. Foi pedido mais policiamento, mas não apareceu o suficiente”, afirma.

O professor Alexandre Dantas, 38 anos, também viu parte da confusão. “Vimos policiais disparando bala de borracha em todo mundo. Nos refugiamos no restaurante Madero. Eles chegaram a apontar spray de gás de pimenta”, conta. A esposa do professor, a socióloga Sandra Santos, 35, diz que o casal acompanha o bloco desde 2006. “É a primeira vez que vemos a polícia atuar assim durante o bloco. Eles tentaram dispersar a população a força. Não havia motivo nenhum para fazerem isso”, afirma.

O vigia Paulo Sérgio Franco, 22, acompanhou o tumulto desde o início. Ele foi atingido por uma bala de borracha, segundo ele, disparada por um policial. “A polícia começou a afastar as pessoas. Até então não havia nada. De repente, fizeram um cordão humano e começaram a atacar os participantes com tiros e cassetetes”, disse.

Uma amiga de Franco, a estudante Fernanda Tavares, 22, também foi atingida por uma bala de borracha, nas costas. “Tentei fugir do tumulto pelo túnel (passagem subterrânea que liga o Largo à Praça Tiradentes), mas fui atingida pelo tiro. Os policiais atacaram todo mundo, mulheres, crianças”, afirma.


Durante o tumulto, comerciantes precisaram fechar as portas. O gerente de um bar, que não quis se identificar, apontou que quando percebeu a correria, fechou a porta de seu estabelecimento. “Tinha muita gente embriagada e muita confusão. É difícil ter segurança em uma situação dessas”, afirmou.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vitória da transparência: Supremo autoriza CNJ a investigar juízes

Em decisão apertada, corte máxima do país decide que Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle do Judiciário, pode abrir investigação de juízes. Contestação corporativa da Associação dos Magistrados Brasileiros recebera liminar favorável e abrira guerra no Judiciário. Advocacia Geral da União, Procuradoria Geral da República e Ordem dos Advogados apoiaram CNJ. Brasília - Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (2) permitir que Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigue juízes por conta própria, independentemente da corregedoria de cada tribunal.

A autorização foi dada durante julgamento de ação proposta no ano passado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que é contra procedimento previsto em resolução do CNJ que queria anular.

No último dia de trabalho do STF em 2011, o ministro Marco Aurélio Mello havia concedido liminar favorável à AMB, amordançando o CNJ, que só poderia investigar magistrados após a conclusão de apurações das corregedorias.

A concessão da liminar havia aberto uma verdadeira guerra no Judiciário, o poder mais fechado a algum tipo de controle social.

Nesta disputa, o governo federal havia marcado posição. A Advocacia Geral da União (AGU), que é vinculada à Presidência da República, tinha tentado derrubar a liminar durante o recesso. Nesta quinta-feira, voltou a se manifestar a favor do CNJ.

O relator da ação foi o mesmo a conceder a liminar, Marco Aurélio Mello, indicação do ex-presidente Fernando Collor, de quem é primo.

Na sua estréia na corte, a ministra Rosa Weber, que tomou posse em dezembro por indicação da presidenta Dilma Rousseff, votou contra o relator e a favor do CNJ. Para ela, o órgão dispõe, constitucionalmente, de poder para instaurar processos contra magistrados. “A iniciativa do CNJ independe de motivação expressa”, afirmou.

Ela foi seguida pelo ministro Gilmar Mendes, que foi indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e elevou ainda mais o tom do debate. “Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar seus pares."

Indicado pelo ex-presidente Lula, o ministro Joaquim Barbosa concordou com Rosa e Mendes, acrescentando que o trabalho desempenhado pelo CNJ expôs situações "escabrosas" ocorridas no Judiciário e, por isso, acarretou uma reação contra ele.

Também votaram pela manutenção da competência de investigação os ministros Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, e Antonio Dias Toffoli, todos indicados pelo ex-presidente Lula. Com uma defesa enfática da transparência do Judiciário, Britto argumentou que a Constituição “excomungou a cultura do biombo”.

Presidente do STF e do CNJ, Cesar Peluzo, saiu derrotado. Peluso, que no recesso do judiciário havia mantido a liminar de Marco Aurélio que a AGU contestara, votou com o relator. Para ele, que foi indicado por Lula, o CNJ só poderia ter o direito de abrir processo, caso as corregedorias dos tribunais demonstrassem inércia ou inoperância.

Ficaram ao lado de Peluzo os ministros Ricardo Lewandowski (indicação de Lula), Luiz Fux (indicação de Dilma) e Celso de Mello (indicação do ex-presidente José Sarney).

No julgamento, três entidades tiveram o direito de se manifestar, embora sem direito a voto, e foram todas a favor do CNJ: a AGU, a Procuradoria Geral da República e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Segundo advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, o CNJ possui competência para editar normas, portanto, poderia se autorizar a investigar a magistratura.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acrescentou que a própria criação dos conselhos externos de controle foi motivada pelo “déficit histórico das corregedorias regionais em investigar processos disciplinares”. Para ele, se o sistema judicial brasileiro é nacional, “é válida a tentativa do CNJ de uniformizar os procedimentos administrativos disciplinadores para magistrados”.

Ele também defendeu a atuação do órgão que, para ele, jamais tentou se sobrepor aos tribunais regionais. “No período de um ano, o CNJ recebeu 521 representações, 90% das corregedorias estaduais. Portanto, não foram processos instaurados pelo CNJ. O órgão trabalha em parceria com os tribunais locais”, justificou.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, disse que enxerga a Constituição Federal de forma diferente da AMB. Segundo ele, o CNJ possui, sim, o poder de iniciar investigações independentes dos tribunais, embora deva sempre primar por trabalhar em parceria com eles.

“O que motivou a edição da Resolução 135 foi apenas o desejo de uniformizar os procedimentos administrativos de investigação disciplinar dos magistrados. Se não tivermos a Resolução 135, cada tribunal irá julgar seus juízes como quiser, como acontecia no passado”, acrescentou.

O julgamento havia começado na véspera, com a defesa das principais teses contidas na ação da AMB. O advogado da entidade, Alberto Pavie Ribeiro, tinha tentado convencer o STF de que a derrubada da resolução do CNJ não tiraria do órgão o poder de investigar. "Mas só após concluídas as investigações realizadas pelas corregedorias dos tribunais regionais”, disse.

Durante o julgamento, o STF aprovou ainda que o CNJ possa dar ampla publicidade dos processos movidos contra juízes, algo que a AMB também havia contestado na ação.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Fifa e o Brasil, por Andrew Jennings

Do Jornal do Brasil

'Joseph Blatter quer violentar o Brasil', afirma jornalista inglês. Em entrevista ao JB, Andrew Jennings, famoso por investigar a FIFA, critica desrespeito com o país

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, já fizeram diversas críticas à capacidade do Brasil de organizar uma Copa do Mundo. A pouco mais de dois anos da competição, o impasse em torno da Lei Geral da Copa não foi resolvido, provocando uma queda de braço entre os dirigentes e as autoridades brasileiras.

As críticas atingiram um tom agudo na última semana, quando Blatter, em um evento na Rússia, afirmou que a organização da Copa do Mundo de 2018 está mais adiantada do que a do Brasil, atual país-sede. Pouco antes disso, Valcke já havia comparado o desempenho do Brasil ao da África do Sul, país que teve notórios problemas com atrasos nas obras e inúmeras dificuldades de infra-estrutura antes e durante o torneio.

O Jornal do Brasil entrevistou, com exclusividade, o jornalista inglês Andrew Jennings, um dos maiores especialistas do mundo na política que gira em torno da entidade máxima do futebol. O repórter da rádio britânica BBC 4 é autor do livro "Jogo Sujo - O Mundo Secreto da Fifa", no qual traz à tona esquemas de corrupção envolvendo os principais dirigentes da Fifa, como Blatter.

No Senado, Jennings fez duras acusações contra Joseph Blatter e outros dirigentes da FifaNo Senado, Jennings fez duras acusações contra Joseph Blatter e outros dirigentes da Fifa

Irreverente, Jennings é categórico ao falar sobre os interesses de Blatter no Brasil: "Ele vai pedir dinheiro, investimentos, mudanças e depois vai apenas embora, deixando a conta para o país pagar".

JB: Na sua opinião, as constantes críticas de Blatter e Valcke à organização da Copa do Mundo no Brasil são apenas uma forma de pressionar para que seus interesses comerciais sejam atendidos?

Jennings: Com certeza. As leis sobre os idosos, as entradas e a bebida alcoólica são do país. O Blatter, ao pedir mudanças nesses quesitos, está visando apenas os interesses comerciais da Fifa e não o interesse do país.

JB: Várias pessoas consideram a Fifa como uma predadora, ficando com todo o lucro das Copas do Mundo e deixando para os países apenas as despesas. Isso é verdade?

Jennings: A Fifa vai pedir dinheiro, investimentos, mudanças e depois vai apenas embora, deixando a conta para o país pagar.

JB: Como o senhor avalia a postura das autoridades brasileiras (como a presidente Dilma Rousseff e o deputado federal Romário) nas negociações com a Fifa?

Jennings: Blatter quer violentar o Brasil. Ele é um corrupto, uma vergonha para a humanidade. Romário e outros congressistas têm feito um bom trabalho contra essas pessoas, que estão apenas usurpando os recursos do país. A presidente Dilma Rousseff deveria expulsar Blatter, Valcke e sua quadrilha do Brasil permanentemente.

JB: O senhor acha que a Fifa está aproveitando o montante de investimentos para a Copa do Mundo para promover negociatas?

Jennings: Nós sabemos que o Brasil é um país que ainda tem problemas sérios com a corrupção, assim como a África do Sul. Blatter só vai usar os recursos financeiros do país para ganhar mais dinheiro.

JB: Se o senhor tivesse que deixar um alerta para o povo brasileiro, o que diria?

Jennings: Eles só pensam nos patrocínios quando pedem mudanças nas legislações nacionais, como ocorre agora na questão da bebida alcoólica [a cervejaria Budwiser é uma das principais patrocinadoras da Copa do Mundo]. O Brasil é um país soberano e por isso deveria proibir o Blatter de tomar decisões que possam afetar as leis do país.

Colaborou: Carolina Mazzi

Conhece Palau e Ilhas Marshall? Junto com Israel são os únicos países que apoiam boicote dos EUA a Cuba

Um bloqueio que, segundo relatório anual da ONU, realizado em 2005, causou desde o seu início até 2005, um prejuízo superior a 89 bilhões de dólares a Cuba.

blog do mello


Bloqueio que é sistematicamente condenado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. São 17 condenações seguidas.

O que é o bloqueio ou embargo dos Estados Unidos a Cuba?

É um embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos que se iniciou em 7 de fevereiro de 1962 (vai completar agora incríveis 50 anos). Foi convertido em lei em 1992 e em 1995.

Em 1999, o presidente Bill Clinton ampliou este embargo comercial proibindo que as filiais estrangeiras de companhias estadunidenses de comercializar com Cuba, a valores superiores a 700 milhões de dólares anuais.

Em junho de 2004, George Bush anunciou as medidas do relatório da “Comissão de Ajuda para uma Cuba Livre”, objetivando uma “mudança de regime” (isso mesmo, dito assim na cara dura). São ações que recrudescem ainda mais o bloqueio, agravando as ações contra o turismo e os investimentos em Cuba, restringindo os fluxos financeiros e limitando as remessas familiares.

  • É proibido a empresas de terceiros países a exportação para os Estados Unidos de qualquer produto que contenha alguma matéria-prima cubana (A França não pode exportar para os Estados Unidos uma geleia que contenha açúcar cubano).
  • É proibido a empresas de terceiros países que vendam a Cuba bens ou serviços nos quais seja utilizada tecnologia estadunidense ou que precisem, na sua fabricação, produtos dessa procedência que excedam 10% do seu valor, ainda quando os seus proprietários sejam nacionais de terceiros países.
  • Proibe-se a bancos de terceiros países que abram contas em dólares norte-americanos a pessoas individuais ou jurídicas cubanas, ou que realizem qualquer transação financeira em essa divisa com entidades ou pessoas cubanas, em cujo caso serão confiscadas. Isso bloqueia totalmente Cuba de utilizar o dólar em suas transações de comércio exterior.
  • É proibido aos empresários de terceiros países levar a cabo investimentos ou negócios com Cuba, sob o suposto de que essas operações estejam relacionadas com prioridades sujeitas a reclamação por parte dos Estados Unidos da América. Os empresários que não se submetam a essa proibição serão alvo de sanções e represálias como o cancelamento, ou não renovação, de seus vistos de viagem aos Estados Unidos.
Tudo isso por quê? Simplesmente porque os Estados Unidos não admitem que Cuba seja comunista. Embora negocie com outros países comunistas, como a China (recentemente até com a República Socialista do Vietnã, que os derrotou na famosa Guerra do Vietnã). Com Cuba não pode.

O gigante do Norte não admite que os cubanos vivam sob o regime que escolheram viver, graças principalmente ao "lobby de Cuba", formado por exilados cubanos, liderados pelo Comitê de Ação Política Democrática Cuba-Estados Unidos.

Genocídio

Em 1909 (portanto há 103 anos), na Conferência Naval de Londres, ficou definido como princípio do Direito internacional que o “bloqueio é um ato de guerra” e nessa base, o seu emprego é possível unicamente entre os beligerantes.

Por esse motivo, o bloqueio contra Cuba é considerado como se fosse um ato de guerra. Mas um ato de guerra econômico. Assim como o Direito Internacional classifica o bloqueio como genocídio, pois não haveria nenhuma norma internacional que o justifique em tempos de paz.

Até o papa João Paulo II condenou publicamente o bloqueio durante suas visitas pastorais à ilha em 1979 e 1998.

Por isso, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) já votou 17 vezes a favor do bloqueio, e ele não foi aprovado graças ao direito a veto dos Estados Unidos e a votos de seus satélites, sendo Israel o maior deles. Para continuar ocupando a Palestina e dizimando seu povo, Israel faz tudo o que os EUA mandam, desde que não faltem armas nem dinheiro para o extermínio palestino.

Em 2005, a resolução também não foi aprovada graças aos votos de Palau e Ilhas Marshall. E aqui voltamos ao título da postagem.

Quem são Palau e Ilhas Marshall?

Dois pequenos países da Micronésia. Ambos "Estados Livremente Associados" aos Estados Unidos da América... (Ah, e isso não é ironia...)

Portanto, toda a comunidade de países condena o bloqueio, que penaliza o povo cubano, uma nação livre.

No entanto, quando fala de Cuba, a mídia corporativa brasileira (também um "Estado Livremente Associado" aos EUA?) só se refere a uma suposta ditadura, em vez de defender o fim do embargo.

Todas essas informações estão aí, na Wikipédia, mas a mídia se cala sobre elas, numa nova forma de embargo a Cuba.

Petição condena defesa de assassinatos feita por comentaristas da Globo

"Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo – não importa se de natureza religiosa ou ideológica – e abre um precedente muito perigoso no Brasil", diz petição. No dia 15 de janeiro deste ano, o jornalista Caio Blinder, da Rede Globo, defendeu abertamente no programa Manhattan Conection o assassinato de cientistas iranianos como um meio válido de fazer política.

carta maior

Um grupo de jornalistas, professores e estudantes decidiu criar um abaixo-assinado 'contra a defesa explícita da prática de assassinatos como meio de fazer política, perpetrada por comentaristas da Rede Globo'. No dia 15 de janeiro deste ano, o jornalista Caio Blinder defendeu abertamente no programa Manhattan Conection o assassinato de cientistas iranianos como um meio válido de fazer política. O comentário foi apoiado por Diogo Mainardi, outro comentarista da Globo. A petição que está circulando na interne afirma:

Srs. Diretores da Rede Globo

Causa profunda surpresa, indignação e perplexidade assistir a um programa de vossa emissora em que jornalistas, comentaristas e palpiteiros assumam a defesa explícita da prática de assassinatos como meio válido de fazer política.

Isso foi feito abertamente, no dia 15.01.2012, por Diogo Mainardi e Caio Blinder, ambos empregados da Rede Globo (o trecho em questão pode ser acessado pelo link:
http://www.youtube.com/watch?v=kH3oThn1l7g&feature=youtu.be

Depois de fazer brincadeiras de gosto muito duvidoso sobre a sua suposta condição de agente do Mossad (serviço secreto israelense), Caio Blinder alegou que os cientistas que trabalham no programa nuclear iraniano são empregados de um “estado terrorista”, que “viola as resoluções da ONU” e que por isso o seu assassinato não constituiria um ato terrorista, mas sim um ato legítimo de defesa contra o terrorismo. Trata-se, é óbvio, de uma lógica primária e rudimentar, com a qual Mainardi concordou integralmente.

Parece não ocorrer a ambos o fato de que o Estado de Israel é liderança mundial quando se trata em violar as resoluções da ONU, e que é acusado de prática de terrorismo pela imensa maioria dos países-membros da entidade. Será que Caio Blinder defende, então, o assassinato seletivo de cientistas que trabalham no programa nuclear israelense (jamais oficializado, jamais reconhecido mas amplamente conhecido e documentado)?

Ambos, Caio Blinder e Diogo Mainardi - se associam ao evangelista fundamentalista estadunidense Pat Robertson, que, em abril de 2005, defendeu em rede nacional de televisão, com “argumentos” semelhantes, o assassinato do presidente venezuelano Hugo Chávez, provocando comentários constrangidos da Casa Branca.

Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo – não importa se de natureza religiosa ou ideológica – e abre um precedente muito perigoso no Brasil. Isso é inaceitável.

Atenção: não defendemos, aqui, qualquer tipo de censura, nem queremos restringir a liberdade de expressão. Não se trata de desqualificar ideias ou conceitos explicitados por vossos funcionários. O que está em discussão não são apenas ideias. Não são as opiniões de quem quer que seja sobre o programa nuclear iraniano (ou israelense, ou estadunidense...), mas sim o direito que tem uma emissora de levar ao ar a defesa da prática do assassinato, ainda mais feita por articulistas marcadamente preconceituosos e racistas. Em abril de 2011, o mesmo Caio Blinder qualificou como “piranha” a rainha Rania da Jordânia, estendendo por meio dela o insulto às mulheres islâmicas. Mainardi é pródigo em insultos, não apenas contra o Islã mas também contra o povo brasileiro.

Se uma emissora do porte da Globo dá abrigo a tais absurdos, mais tarde não poderá se lamentar quando outros começarem a defender, entre outras coisas, a legitimidade de se plantar bombas contra instalações de vossa emissora por quaisquer motivos, reais ou imaginários – por exemplo, como forma de represália pelas íntimas relações mantidas com a ditadura militar no passado recente, pela prática de ataques racistas contra o Islã e o mundo árabe, ou ainda pelos ataques contumazes aos movimentos sociais brasileiros e latino-americanos.

Manifestações como essas de Caio Blinder e Diogo Mainardi ferem as normas mais elementares da convivência civilizada. Esperamos que a Rede Globo se retrate publicamente, para dizer o mínimo, tomando distância de mais essa demonstração racista de barbárie.

Agradecemos a atenção.

Venezuela comemora 13 anos de chegada de Chávez ao governo

Os venezuelanos celebrarão nesta quinta (2) os 13 anos da chegada do presidente Hugo Chávez ao governo, que viabilizou grandes avanços em matéria econômica, política e social.

Conferências, exposições e atividades culturais estão programadas para a data que há mais de uma década marcou o início de um novo caminho de transformações no país.

Em uma entrevista do jornalista José Vicente Rangel, no último 23 de janeiro, Chávez expressou que "no dia da tomada de posse em 2 de fevereiro de 1999, após a grande vitória de 6 de dezembro, foi como a legalização da legitimidade revolucionária".

Considerou que "já estava certificada a Revolução de 4 de fevereiro de 1992, mas depois se legalizou com o triunfo eleitoral e nossa chegada até aqui".

Ao recordar o triunfo de 2 de fevereiro, o vice-presidente Elías Jaua chamou o povo a avaliar estes 13 anos de Revolução como independência nacional, período durante o qual se atingiu uma notável diminuição na pobreza.

Ele explicou que, graças às políticas implementadas pela administração, a miséria foi reduzida a 26%, situação que, se mantidos no poder os governos anteriores da chamada Quarta República, teria sido elevada para 50%, afetando mais de 14 milhões de venezuelanos.

Jaua recordou os avanços na educação pública, na saúde e no crescimento econômico atingidos com a gestão de Chávez, devido à implementação dos diferentes programas sociais.

No entanto, ainda que Chávez complete, neste dia, 13 anos de sua chegada ao poder, mantém seu esforço concentrado em assegurar o triunfo nas eleições do próximo 7 de outubro, em que buscará a reeleição.

Apesar da organização de atos para comemorar esta data, a maior convocação do Estado está reservada para o próximo 4 de fevereiro, quando se completarão 20 anos do movimento cívico-militar que marcou o início da luta pela soberania nacional.

Fonte: Prensa Latina

ONU defende que consumo de açúcar deve ser regulado

De acordo com as Nações Unidas, doenças crónicas não transmissíveis como cancro, diabetes e problemas no coração ultrapassaram, pela primeira vez na história, as doenças infecciosas. Um estudo publicado na revista Nature destaca que um dos responsáveis por essa mudança, além do tabaco e do álcool, é o açúcar.

A pesquisa foi feita por três cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e apontou que os efeitos do açúcar para o organismo são semelhantes aos promovidos pelo álcool e, portanto, também deveria ter o consumo regulado.

O consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos. E, apesar de os Estados Unidos liderarem o ranking mundial do consumo per capita do produto, o problema não se restringe a esse ou a outros países desenvolvidos.

Os autores destacam que todo o país que adoptou uma dieta ocidental, dominada por alimentos de baixo custo e altamente processados, teve um aumento nas suas taxas de obesidade e de doenças relacionadas com esse problema. Há hoje 30% mais pessoas obesas do que desnutridas.

Mas a obesidade não é o principal problema neste caso, visto que 20% das pessoas obesas têm um metabolismo normal e terão uma expectativa de vida esperada. No entanto, cerca de 40% das pessoas com pesos considerados normais desenvolverão doenças no coração e no fígado, diabetes e hipertensão.

No fim das contas, o problema é maior nos países menos ricos. Segundo o estudo, 80% das mortes devidas a doenças não transmissíveis ocorrem nos países com rendimentos médios ou baixos.

De acordo com os autores do artigo, o cenário chegou a tal ponto que os países deveriam começar a controlar o consumo de açúcar. A regulação poderia incluir a taxação de produtos industrializados açucarados, a limitação da venda de tais produtos em escolas e a definição de uma idade mínima para a compra de refrigerantes.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dilma condena bloqueio econômico a Cuba

Agência Brasil

Brasília – Ao visitar Cuba pela primeira vez como presidenta da República, Dilma Rousseff condenou o bloqueio econômico imposto ao país. Segundo a presidenta brasileira, a melhor forma de o Brasil ajudar o país caribenho é furar esse bloqueio e continuar investindo em parcerias que também são estratégicas para o Brasil.

"Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar aqui, a Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse. "A melhor forma de o Brasil ajudar Cuba é contribuir para acabar com esse processo, que eu considero que não leva à grande coisa, leva mais à pobreza das populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, do impedimento do comércio".

Dilma citou as iniciativas brasileiras em Cuba que ela considera estratégicas, como a política de crédito para compra de alimentos. Por meio de um crédito rotativo, o Brasil financia para Cuba a compra de produtos alimentícios brasileiros. Essa linha oferece US$ 400 milhões em crédito.

Além disso, o programa federal Mais Alimentos financia a compra de máquinas e equipamentos para a produção de alimentos em Cuba. Nessa modalidade, o crédito oferecido ao país caribenho é de US$ 200 milhões, de acordo com informações da própria presidenta. "É impossível considerar correta a política de bloqueio de alimentos para um povo", enfatizou.

Dilma também citou a parceria para a ampliação e modernização do Porto de Mariel, estratégico para o comércio externo do país. "Trata-se de um sistema logístico de exportações de bens", disse. Dos cerca de US$ 900 milhões investidos no porto, o Brasil contribui com cerca de US$ 640 milhões. "Nós achamos que é fundamental que se crie aqui condições de estabilidade para o desenvolvimento do povo cubano", disse a presidenta.

Um bravo chamado Paulo Schilling (Rio Pardo, 1925 – São Paulo, 2012)

Assessor de Brizola nos duros dias da Campanha da Legalidade, um dos fundadores do Movimento dos Agricultores sem Terra (Master), uma organização precursora do MST, jornalista e escritor. Enfrentou uma luta particularmente dolorosa pela libertação da filha, Flávia Schilling, ferida à bala e presa no Uruguai, por fazer parte do Movimento Tupamaro. De volta ao Brasil, participou da fundação do PT e da CUT e ficou muito próximo do MST. Paulo Schilling levou uma vida exemplar de militante corajoso e dedicado. O artigo é de Flávio Aguiar.

Flávio Aguiar

“Então, Alemão, vamos resistir?” – Foi assim que Leonel Brizola se dirigiu a seu assessor Paulo Schilling, quando este chegou ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, naquele 25 de agosto de 1961 em que o presidente Jânio Quadros renunciara e os ministros militares (Odylio Denis, Silvio Heck e Grum Moss) tentavam liderar um golpe desde Brasília para impedir a posse do vice-presidente João Goulart.

“Alemão” era como o governador do Rio Grande do Sul o chamava.

Foi o próprio Paulo que me contou esse começo de diálogo, num dia em que o entrevistei, em São Paulo, no CEDI – Centro Ecumênico de Documentação e Informação – na Avenida Higienópolis. Isso aconteceu em 1983 ou 1984. Eu estava pesquisando sobre a vida e a morte do Coronel Aviador Alfeu de Alcântara Monteiro, assassinado na Base Aérea de Canoas no dia 04 de abril de 1964, por resistir ao golpe militar.

O então Tenente Coronel tivera papel decisivo em impedir o bombardeio da capital gaúcha em 1961, quando o então Chefe do Estados Maior das Forças Armadas, General Orlando Geisel, dera ou transmitira a ordem aos comandantes do 3º Exército (General Machado Lopes) e da 5ª Zona Aérea (Brigadeiro Aureliano Passos), que tem sede em Canoas, para que silenciasse o governador e sua Rede da Legalidade a qualquer custo.

Como ao fim e ao cabo o General Machado Lopes aderira ao Movimento pela Legalidade, a ordem foi reiterada diretamente à 5ª Zona Aérea. “Tudo azul em Cumbica. Boa viagem.”, foi a senha transmitida pelo telégrafo, para que os jatos Globe Meteor levantassem vôo, bombardeassem o Palácio Piratini e as torres de transmissão da Rádio Guaíba, por onde o governador falava, e pousassem depois em São Paulo.

Alertados pelo Capitão Alfredo Daudt, os sargentos da base aérea se revoltaram e impediram os aviões de levantar vôo. Um certo número de oficiais – entre eles o Comandante e o depois cassado pelo golpe e escritor Oswaldo França Júnior – estavam dispostos a cumprir a ordem de bombardeio. No fim (deste episódio) os golpistas fugiram para São Paulo, sem as bombas, e o então Tem. Cel. Alfeu assumiu o comando da base, ficando por isso marcado para sempre pelos seus colegas de farda golpistas, o que; lhe custaria a vida em 1964.

Tudo isso, e muito mais, Paulo Schilling, com seu jeito calmo, mas firme de falar, me contou naquela tarde em S. Paulo. Evocou os dias de tensão no Palácio, os passos da resistência ao golpe, a euforia popular, sempre manifesta na Praça da Matriz (oficialmente Marechal Deodoro) em frente ao Palácio e pelo resto da cidade. Contou-me também da tremenda decepção de todos com a decisão de João Goulart de aceitar a emenda parlamentarista como solução negociada para a crise. Com sua memória aguçada, contou-me até o detalhe de que Brizola tinha a intenção de deter o avião que levava Tancredo Neves – emissário do Congresso – a Montevidéu para parlamentar com Jango, quando fizesse escala em Porto Alegre, como era praxe. O esperto Tancredo fez o avião dar voltas em torno do Aeroporto Salgado Filho, como se fosse pousar, e mandou tocar direto para a capital uruguaia...

Sobre Brizola, Paulo quase não falou, a não ser sobre a resistência durante a Legalidade. Com ele se desentendera ainda durante o exílio de ambos em Montevidéu, e se afastara.

Paulo se asilou na embaixada do Uruguai, no Rio de Janeiro, no dia 5 de abril de 1964 e seguiu, dois meses depois, para Montevidéu, com outros 20 exilados. Brizola, por sua vez, também se exilara no Uruguai, cerca de um mês depois do golpe, saindo do Brasil num vôo clandestino desde o Rio Grande do Sul. Contou-me Paulo Schilling que Brizola fora, disfarçado de brigadiano (a PM do Rio Grande do Sul se chama Brigada Militar), até uma praia do litoral gaúcho, onde um avião proveniente de Montevidéu deveria apanhá-lo. A senha para o pouso do avião deveria ser de quatro caminhões da Brigada, postos em cruz. Acontece que na hora um deles emperrou ou atolou na areia e não houve jeito de movê-lo para a sua posição na cruz. O avião deu um rasante, como fora combinado, mas sem pousar por causa da falha na senha.

No segundo rasante (fora combinado que ele daria até três), Brizola tirou o capacete da cabeça e abanou para o aviador, que o reconheceu e só então pousou. Além de tudo, Paulo Schilling era um grande contador de histórias...

Fora um dos fundadores do Movimento dos Agricultores sem Terra (Master), ainda no Rio Grande do Sul, com Brizola, uma organização precursora do MST.

Também fora Secretário da Frente de Mobilização Popular em apoio ao presidente Jango, de 1961 a 1964, e um dos editores do jornal “Panfleto”. Ajudou a fundar também a Fecotrigo, importante marco no movimento cooperativista regional e nacional.

Em 1974, depois do golpe no Uruguai, foi expulso do país, tendo seguido para a Argentina. Trabalhou para a Prensa Latina e publicou muitos livros, mais de trinta, entre eles “O expansionismo brasileiro”, sobre o nosso “sub-imperialismo” na América do Sul durante a ditadura militar, e sua obra mais famosa, “Como a direita se coloca no poder”, publicado pela Global no Brasil em 1979, quase ao mesmo tempo de seu retorno ao país, depois da anistia.

Enfrentou uma luta particularmente dolorosa pela libertação de sua filha, Flávia Schilling, ferida à bala e presa no Uruguai, por fazer parte do Movimento Tupamaro (como o atual presidente José Pepe Mujica).

De volta ao Brasil, participou da fundação do PT e da CUT, tornando-se muito próximo do MST.

Uma vida exemplar de militante corajoso e dedicado.

Um homem afável, que me atendeu pronta e gentilmente quando pedi aquela entrevista.

Inesquecível.

Que continue nos ajudando, desde os eternos campos de luta pela democracia e a justiça social, para onde certamente foi.

Em nota, pasta afirma que abrigos estão superlotados e sem condições de higiene e saúde em São José

O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Em nota divulgada nesta terça-feira, 31, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República denunciou que foram constatadas "diversas violações de direitos humanos" na desocupação da invasão de Pinheirinho, desencadeada em 22 de janeiro último em São Paulo.

O episódio, que deixou 18 feridos e milhares de desabrigados, tem sido alvo de troca de farpas entre o governo federal petista e as administrações tucanas do governador Geraldo Alckmin e do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury.

Dias atrás, no Fórum Social de Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff referiu-se à operação como "uma barbárie" e o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho, acusou o governo tucano de montar no local "uma praça de guerra". A nota evita fazer críticas à ação policial e procura se concentrar na situação atual dos desalojados.

Na ação, cerca de 6 mil pessoas foram retiradas à força de suas casas e levadas para alojamentos públicos. Os moradores resistiram e houve violência. Um dos feridos foi o secretário de Articulação Social do Palácio do Planalto, Paulo Maldos, atingido por uma bala de borracha.

Maldos também não poupou os responsáveis pela operação. Para ele, as autoridades paulistas mostraram total desprezo pelo diálogo. "Estava em jogo a opção entre civilização e barbárie e eles preferiram a violência, a exclusão social e o confronto", enfatizou. A nota, todavia, abrandou o tom das críticas, não citou Alckmin, nem fez referência direta à violência usada pela polícia paulista na operação. O Tribunal de Justiça de São Paulo assumiu a responsabilidade pela ação policial.

O texto se limitou a descrever o quadro encontrado no local por uma inspeção realizada pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e outros órgãos de proteção a crianças, idosos e comunidades vulneráveis. Entre as violações encontradas, descreve o texto, estão "ausência de condições de higiene, saúde e alimentação adequada nos abrigos; superlotação nos alojamentos; negligência psicológica, falha na comunicação entre agentes do Poder Executivo local, entre si e com os desabrigados".

Em razão do "cenário de vulnerabilidade física e psíquica", detectado junto aos abrigados, a força tarefa do governo apresentou reivindicações de caráter humanitário e emergencial ao secretário de Desenvolvimento Social de São José dos Campos, João Francisco Sawaya de Lima. O dirigente, conforme a nota, comprometeu-se com várias garantias em prol dos ex-moradores de Pinheirinho, assinando uma espécie de ajustamento de conduta.

Chancelado pelo Ministério Público paulista, o documento tem nove pontos que incluem garantia de matrícula e material escolar para mais de mil estudantes; melhoria na alimentação; mutirão de saúde nos abrigos e atendimento psicológico. Prevê ainda reforços das equipes sanitárias nos alojamentos; controle de zoonoses; emissão de carta de garantia referente ao pagamento do aluguel social; posto avançado de cadastramento e banco de emprego e aprimoramento do fluxo de informações básicas às pessoas alojadas.

CURTAS & GROSSAS

by Ernesto Aguiar

CAPITÃO DO MATO DA ALEP TRIPUDIA PAI DE SECRETÁRIO DE BETO!

O Capitão do Mato da ALEP, Valdir Ro$$oni, DETONOU o pai do Secretário de Administração Luis Eduardo Sebastiani.
Foi além, por tabela, desdenhou e provocou o Senador Álvaro Dias fazendo insinuações de ligações perigosas.
Considera o FEITOR, que o pai, Silvio Sebastiani, tem culpa no cartório pela BANDALHEIRA na ALEP.
É, parece que Ro$$oni quer mesmo a vaga de Álvaro.
Está aberta a temporada de caça...

CHAPELÃO DO APÓSTOLO
O "Homem de Deus", Apóstolo Valdemiro Santiago, superou-se!
Botou a venda agora um "chapelão" de boiadeiro, tanto na sede da MUNDIAL, como em todas as suas filiais.
Peça de gosto duvidoso, está no mercado a módicos R$49,90
Bem, pra que serve cabeça mesmo? - Não é pra usar chapéu?

A MERCENÁRIA CUBANA
Desmascarada, a blogueira "TUDO POR DINERO", Yoani $ánchez, é motivo de chacota por seu besteirol.
A SOLDO da MÁFIA DE MIAMI, a CYBER-MERETRIZ, quer porque quer a volta dos CASSINOS, da PROSTITUIÇÃO INFANTIL e das DROGAS em HAVANA.
E a CACHORRADA da imprensa brasileira fez coro com a aliada dos TERRORISTAS DA FLORIDA, cantando loas à provocadora.
Lamentável.

UMA SUGESTÃO...
Pra quem quiser conhecer um pouco a estirpe e pra quem TRABALHA a CYBER-MERETRIZ, procure assistir ao filme SCARFACE, obra do diretor Brian de Palma, lançado nos anos 80.
São esses BANDIDOS que reclamam da "falta de liberdade" em CUBA, pois querem VOLTAR a transacionar DROGAS, EXPLORAR o JOGO, e a PROSTITUIÇÃO INFANTIL assim como abrir um novo "mercado" pra vender CRAK para a LIVRE E SADIA juventude Cubana.
É essa CATERVA que patrocina a MERCENÁRIA blogueira.

OUTRA SUGESTÃO...
Pode-se ler também, o recém-lançado livro do RENOMADO escritor BRASILEIRO, FERNANDO MORAIS, "OS ÚLTIMOS SOLDADOS DA GUERRA FRIA".
Após obras como OLGA, CHATÔ, Fernando Morais, faz uma narrativa dramática de episódios recentes da prática de TERRORISMO pelos MAFIOSOS DE MIAMI, com chancela da CIA, para desestabilizar a vida do povo Cubano.
É nesse "time" que a "blogueira" JOGA!

PARABÉNS PRESIDENTA DILMA!
A Presidenta Dilma, deu um CHEGA PRA LÁ, na RASTEJANTE CORJA de "jornalistas" brasileiros que "babaram" a espera de alguma declaração sobre "direitos humanos" tss,tss...
Os "direitos humanos" que ELES desejam, é o direito de DROGAR, ROUBAR, HUMILHAR.
Sim, DIREITOS HUMANOS, SIM, nos EUA!
Ocupem WALL STRET!

JABOR E LEITOA
A PARELHA, Jabor & Leitoa, essa semana CHAFURDARAM NO XAVASCAL miamista.
Miriam Leitoa, Roncava, Bufava, Fuçava no lamaçal.
Teve Orgasmos Múltiplos rolando no chiqueiro.
Jabor por sua vez, AJOELHADO como de sempre, LAMBEU as BOTAS dos TERRORISTAS DA FLORIDA.
Depois DE QUATRO como lhe é peculiar, jurou amor eterno aos TRAFICANTES da LITTLE HAVANA.
Direitos Humanos? SIM!, as famílias MASSACRADAS pelos TUCANOS no Pinheirinho!

CUBA VÁ!
Porque será que a zelosa mídia brasileira se preocupa tanto com a vitoriosa CUBA?
Que interesse teria a prestimosa "grande imprensa" em atacar as conquistas do GLORIOSO POVO CUBANO?
Sobre o COVARDE E CRIMINOSO bloqueio econômico e a INJUSTA prisão de CINCO HERÓIS Cubanos em CÁRCERES americanos, nenhuma linha...
Estranho... Muito estranho
Não obstante, CUBA VÁ....

PARABÉNS PRESIDENTA DILMA!
Apesar dessa "meia-dúzia" de moleques de recado da MÁFIA DA FLORIDA, o BRASIL reafirmou seu apoio INCONDICINAL as inicitivas do Governo Cubano, bem como a MANUTENÇÃO dos investimentos brasileiros naquele país.
São investimentos em infra-estrutura de grande importância ao POVO CUBANO.
Parabéns Presidenta.