segunda-feira, 24 de setembro de 2012

LULA DEVERIA TER RESPONDIDO AOS BANDIDOS DA VEJA?

Lula deveria ter respondido aos bandidos da Veja?


Lula deveria ter respondido?
Diário do Centro do Mundo

Achei que era óbvio, mas pelo visto não era.

Lula não poderia ter respondido a Marcos Valério. Não em circunstâncias normais, e muito menos quando o próprio Marcos Valério nega que tenha dito o que dizem que ele disse.

Lula teria sido muito bobo se chancelasse o jogo do “disse-que-teria-dito”, e isso ele não é.

Qualquer pessoa razoavelmente inteligente, ou que não sendo tenha um advogado por perto, não responderia. O que quer que Lula dissesse apenas daria mais balas a quem deseja fuzilá-lo.

O debate em torno de Lula ultrapassou, já há muito tempo, os limites da racionalidade. Instalou-se, na grande imprensa, um vale-tudo em que o bom jornalismo não quer simplesmente dizer mais nada.

Uma suposta denúncia de um conhecido vigarista ganha instantaneamente status de verdade absoluta e indiscutível para quem é contra Lula. Uma palavra que qualquer jornalista mediano colocaria sob suspeição, dada a fonte despida de qualquer credibilidade, acaba – por obtusidade cínica ou má fé córnea, para usar a grande expressão de Eça de Queiroz – se transformando no equivalente a um verso do Corão para um muçulmano praticante.

Tenho para mim que Lula faz bem, de resto, em não tornar ainda mais tenso o ambiente político brasileiro. (Se é verdade que Rui Falcão anda criticando pesadamente a mídia, alguém deveria serená-lo.)

Em dois países vizinhos, existe um quadro parecido. Governos de esquerda são massacrados, na Venezuela e no Equador, pela mídia estabelecida. Não importa que Rafael Correa, do Equador, tenha vencido duas eleições: um comentarista auto-exilado em Miami o chamada de “Grande Ditador”. Nos dois casos, os presidentes têm reagido com fragor. Chávez, na Venezuela, é xingado e xinga, bem como Correa.

No Brasil, se a mídia age à maneira da imprensa venezuelana e equatoriana, a diferença está na atitude primeiro de Lula e agora de Dilma. Eles não estão reagindo aos ataques, e isso é bom para o Brasil e os brasileiros. De outra forma, a sociedade viveria sob uma uma atmosfera irrespirável.

Sequer na sombra surgem retaliações. Leio que a verba publicitária em 2011 do governo para a Globo – que astutamente, aspas, finge objetividade enquanto só dá voz e colunas a quem é visceralmente anti-Lula – foi de 50 milhões de reais. Para a Carta Capital, sempre atacada por ser chapa branca, restou um fragmento: 100 mil reais.

Não seria bom para ninguém se Lula ou Dilma agissem como Chávez ou Correa. Os que querem se livrar de Lula a todo preço deveriam respirar fundo e lembrar que ele tem um apoio extraordinário entre os brasileiros. Collor foi chutado sem reação, por não ter base nenhuma, mas se o mesmo acontecesse a Lula o cenário seria diferente.

Me parece às vezes que é aquele caso do garoto que vai provocando um outro, e mais, e mais, porque não encontra reação. Toma a prudência por medo, e excede na insolência até que um dia as coisas realmente se complicam. Gostaria de ver tanto destemor , aspas, se vivêssemos sob uma ditadura. Basta ver o comportamento da Globo de Roberto Marinho sob os militares para ver onde vai parar tamanho ardor. Saem os Jabores e entram os Amarais Netos, ao sabor das circunstâncias.

Quem quer ver Lula e o PT fora do poder – um direito legítimo de qualquer cidadão — tem que trabalhar duro: conquistar a simpatia da maioria dos brasileiros, mas não com truques baixos porque a voz rouca das ruas não é idiota, e ganhar nas urnas.

Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.


Leia mais em: O Esquerdopata
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CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Caixa Econômica entra no crédito agrícola com volume de R$ 2 bi
Operação de financiamento de produtores rurais começou no início de agosto em 70 agências. Em entrevista exclusiva ao BRASIL ECONÔMICO, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, diz que o objetivo é se tornar o terceiro maior banco do país. (Págs. 1 e 4)
Construtoras esquecem 2012 e já apostam em 2013
Vendas estabilizaram neste ano, mas voltam a crescer nos próximos meses, acreditam empresas. (Págs. 1 e 18)
Congresso pode travar redução em tarifas de energia
Medida provisória recebeu 431 emendas, o que cria problemas para a aprovação do texto. (Págs. 1 e 10)
Caviar paga menos IPI do que equipamento para hospitais
Especialistas apontam para o BRASIL ECONÔMICO as enormes distorções na aplicação dos impostos no país. As alíquotas do ICMS e do IPI não respeitam sequer o princípio constitucional da essencialidade. (Págs. 1 e 8)
Ameaça de Mantega afeta fundo cambial
Afirmação do ministro de que pode taxar capital externo prejudica a captação dos fundos cambiais, embora fluxo de recursos ainda não tenha sido afetado. (Págs 1 e 30)
Da porteira para fora
SAP tira do forno em novembro tecnologia exclusiva para melhorar desempenho do agronegócio. (Págs. 1 e 19)
Da quantidade vem a qualidade?
Entre as dez maiores capitais do país, a São Paulo de Gilberto Kassab tem a maior máquina pública. (Págs. 1 e 14)

MANCHETES DESTA SEGUNDA 24/09/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Coordenador de campanha tucana é assassinado em Manaus

Folha de São Paulo
Lula diz que 'conservadores' ligam PT a morte de Celso Daniel

O Estado de São Paulo
Brasil não seria o mesmo sem o PT, diz Lula em comício

Correio Braziliense
Pai segue carro e evita o sequestro do fillho

Valor Econômico
Governo pode elevar IOF e aumentar atuação no câmbio, diz Mantega

Estado de Minas
Julgamento do mensalão entra na oitava semana

Jornal do Commercio
Ciclistas voltam a ocupar as ruas do Recife

Zero Hora
Incêndio atinge camelódromo e destrói pelo menos 50 bancas em Pelotas

Brasil Econômico
Com Espanha no foco, Bolsa ruma para os 62.500 pontos

INTERNACIONAIS

The New York Times
Turquia disputa com o Egito influência nas mediações sobre a crise na Síria

El País
Vítimas de exploração sexual e tráfico humano resistem em denunciar crime organizado na Espanha

Le Monde
Após 17 meses, população síria ainda é castigada pelos confrontos no país

Der Spiegel
"Todos querem nosso dinheiro", afirma ministro das finanças alemão

Herald Tribune
Um telefonema do Kremlin: um retrato do homem que há 12 anos comanda a Rússia

ESPORTIVOS

Placar
Flamengo vira sobre Atlético-GO e termina com série negativa

Lance
Em dia de Ganso, Osvaldo decide e São Paulo vence o Cruzeiro

Gazeta Esportiva
Atlético-MG e Grêmio empatam e veem Flu abrir vantagem na liderança

Marca
Botafogo e Corinthians empatam no Rio e mantêm invencibilidades

Ataque
Ponte Preta empata com Vasco e mantém série positiva

Extra
Sport derrota o Coritiba com gol de pênalti

REPORTANDO 24/09/2012

BRASÍLIA 05HR00 CARACAS 03HR30 HAVANA 04HR00
MANÁGUA 02HR00 QUITO 03HR00 BOM DIA SR BÓIA !

domingo, 23 de setembro de 2012

MINISTRA DÁ PUXÃO DE ORELHAS EM GOVERNADOR TARTARUGA, PASSA MOLEQUE!


Gleisi: “Está na hora do Beto descer do palanque”‏. Foto: Thea Tavares.

EUA, ARROGANTE COMO SEMPRE, PENSA QUE BRASIL É A CASA DA MÃE JOANA !

Brasil rechaça arrogância dos EUA

Editorial do sítio Vermelho:

O Brasil respondeu à altura ao representante de Comércio Exterior do governo dos EUA, Ron Kirk, que enviou ao Itamarati uma carta impertinente e mal educada criticando as medidas tomadas pelo governo para proteger a economia nacional.


Na carta, os norte-americanos pedem ao Brasil que volte atrás nessa decisão, considerada por eles como "protecionista". Ron Kirk argumentou que as medidas "vão contra os esforços mútuos" de liberalizar o comércio no âmbito mundial, "erodem" as negociações comerciais multilaterais e prejudicariam "significativamente" as exportações dos EUA em áreas "cruciais" da sua pauta de exportações. "Os aumentos de tarifa significativamente restringem o comércio a partir dos níveis atuais e claramente representam medidas protecionistas", escreveu.

Além da crítica às medidas tomadas por um governo cioso da soberania nacional, a carta trouxe algumas ameaças muito claras, falando em “responder na mesma moeda”, e manifestando, “em termos fortes e claros”, a preocupação dos Estados Unidos em relação às medidas tomadas pelo Brasil (e também pelo Mercosul!).

A resposta brasileira foi uma clara e direta reafirmação da soberania brasileira e de repúdio contra a arrogância. Segundo o Itamaraty, a carta é "injustificável" e "inaceitável". "Não gostamos nem do conteúdo nem da forma. Consideramos injustificadas as críticas, não têm fundamento", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Trata-se, enfatizou, de uma forma de comunicação que “não é aceitável, não ajuda e não reflete” o “bom relacionamento" entre os dois países.

No passado, os governos brasileiros foram, quase sempre, submissos às pressões vindas de Washington, principalmente durante os mandatos de Fernando Henrique Cardoso.

Isso mudou, como a resposta do Itamaraty confirma e o Brasil não aceita mais a bisbilhotice estrangeira nos negócios nacionais. A tomada de decisões em defesa da economia brasileira não ultrapassou os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC), uma vez que a nova alíquota média para taxar as importações, que passou dos 12% para 25% para produtos industrializados estrangeiros, está muito abaixo do limite de 35% estabelecido por aquela entidade. 

As novas alíquotas representam medidas de defesa contra medidas predatórias dos países ricos e dos EUA que, elas sim, ameaçam o desenvolvimento brasileiro. São medidas necessárias e soberanas, e o julgamento sobre sua conveniência cabe apenas às autoridades brasileiras. A reação dos EUA contra elas, considerada “absurda” pelo ministro da Economia Guido Mantega, revela uma pretensão de mando e submissão superada, que o Brasil não aceita, nem pode aceitar.

CHARGES LATUFF 2012

LIBERDADE PARA OS CINCO HÉROIS CUBANOS INJUSTAMENTE DETIDOS NOS EUA

Siri Lanka pede que Obama liberte os 5 antiterroristas cubanos


Advogados no Siri Lanka enviaram ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma carta na qual assinalam as irregularidades processuais no julgamento dos cinco antiterroristas cubanos presos nesse país desde 1998 e pedem sua imediata libertação.


Em sua maioria representantes da Corte Suprema do Sri Lanka, os juristas assinalam que depois de uma detalhada análise do caso, coincidem com numerosos colegas de outros países que de modo coletivo ou individual têm encontrado os procedimentos viciados, a sentença errônea e injustas as penas.

Citaram os laudos emitidos nesse sentido pelo Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias (maio do 2005) e o 11º Circuito da Corte de Apelações de Atlanta (agosto do mesmo ano).

Monitorar as atividades de grupos responsáveis por inumeráveis atos terroristas contra Cuba fez com que um tribunal de Miami impusesse penas que vão desde duas cadeias perpétuas a 13 anos de prisão a Gerardo Hernández, Fernando González, René Labañino, Antonio Guerrero e René González.

Este último foi libertado em outubro de 2011, após cumprir sua condenação, mas está forçado a permanecer em Miami durante três anos em liberdade supervisionada, o que implica um grande risco para sua vida, dado o ambiente anticubano imperante nessa cidade do sul dos Estados Unidos.

Os advogados do Siri Lanka fizeram disseram a Obama que precisamente uma das circunstâncias impugnadas pelos especialistas é que o julgamento foi realizado em uma atmosfera viciada pela publicidade e no meio dos preconceitos enraizados na sociedade miamense contra o Governo da ilha.

Apontaram que depois de um cuidadoso estudo de uma recente moção apresentada pela defesa dos cinco antiterroristas cubanos, que se funda na existência de novas evidências no caso, a consideram aprovada e solicitam às autoridades judiciais norte-americanas expeditar o processo.

Finalmente, respaldaram as solicitações de libertação apresentadas por associações de advogados, incluída a dos Estados Unidos, chefes de Estado, prêmios Nobel, parlamentares, organizações de direitos humanos e relevantes personalidades e artistas de todo mundo.

Fonte: Prensa Latina

MANCHETES DESTE DOMINGO 23/09/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Popularidade de Dilma não transfere votos a candidatos que apoia

Folha de São Paulo
Seis Estados ficam sem energia após falha em sistema de transmissão

O Estado de São Paulo
Uso do mensalão como arma eleitoral se espalha por campanhas

Correio Braziliense
CEB registra 850 ocorrências devido às chuvas

Estado de Minas
Pelo menos 15 pessoas são presas em festa rave na Grande BH

Jornal do Commercio
Após briga, mulher incendeia quarto onde o marido dormia

Zero Hora
Lotes de leite que teriam intoxicado crianças em SC são retirados do mercado

INTERNACIONAIS

The New York Times
Muitos eleitores ainda estão indecisos nos EUA

El País
Vítimas de exploração sexual e tráfico humano resistem em denunciar crime organizado na Espanha

Le Monde
Em meio a protestos contra filme, cresce a disputa entre moderados e extremistas do islã

Der Spiegel
Revista alemã entra na polêmica de Maomé

Herald Tribune
Questões sobre o mundo islâmico do século 21

ESPORTIVOS

Placar
Portuguesa vence o Santos em noite inspirada de Bruno Mineiro

Gazeta Esportiva
Assunção resolve, e Verdão bate Figueirense na estreia de Kleina

Lance
Fluminense sofre no fim, mas vence o Náutico em Volta Redonda

Marca
Corinthians revoga efeito suspensivo e Sheik não enfrenta o Botafogo

Ataque
América-RN vence o ASA em noite oposta para os goleiros

Extra
Fla espera carta da Adidas, que aumenta oferta em R$ 13 mi

REPORTANDO 23/09/2012

BRASÍLIA 07hr00 CARACAS 05hr30 HAVANA 06hr00
MANÁGUA 04hr00 QUITO 05hr00 BOM DIA SR BÓIA!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TAMBORES DE GUERRA

Por que os chineses estão carregando cartazes de Mao nos protestos contra o Japão

Paulo Nogueira 16 de setembro de 2012 6
Mao nas ruas da China

E eis que aparece Mao Tse Tung em cartazes na China, em manifestações contra o Japão no rastro de disputas em torno de ilhas.
Numa reportagem de uma emissora chinesa, vejo uma jovem manifestante que diz: “Aprendemos com o Mao que temos que defender nossa pátria quando somos atacados”.
Não sou e nunca fui maoísta.
Isso não me impede de reconhecer, naquilo que a garota falou, a contribuição milionária de Mao à China: a defesa firme diante de ataques.
Os chineses têm uma cultura soberba, alicerçada em dois sábios de 2 500 anos atrás, Confúcio e em Lao Tsé. Confúcio jamais falou em guerra. E Lao Tsé disse uma frase muito citada: “O melhor guerreiro muitas vezes é aquele que não luta”.
Isso explica, em grande parte, a facilidade com que a China foi derrotada – e espoliada – pela Inglaterra no século 19, nas vergonhosas Guerras do Ópio. Nelas, sob o pretexto de promover o livre mercado, os ingleses obrigaram os chineses a aceitar que o ópio produzido na Índia fosse vendido sem restrições na China.
Isso explica, também, a quase passividade chinesa nos anos 1930 quando o Japão, com pretensões expansionistas, tomou um grande pedaço da China com o uso de extrema violência. Até armas químicas, já proibidas por leis internacionais, foram empregadas pelos japoneses contra a China.
Quem rompeu com a cultura da inação foi Mao Tsetung, quando tomou o poder na China em 1949. Mao colocou para fora os invasores ocidentais, e jamais se curvou à Rússia comunista com suas pretensões hegemônicas.
Sem Mao, a China estaria ainda hoje fatiada entre as potências ocidentais. Apenas para lembrar: nas Guerras do Ópio a Inglaterra não apenas impôs a droga como ainda acabou tomando para si Hong Kong, só devolvida há poucos anos.
Na mídia chinesa, leio com frequência editoriais que mostram que os líderes do país têm consciência de que os Estados Unidos podem, a qualquer momento, criar um pretexto para devolver pelas armas a China à periferia. Por isso o país tem investido na defesa.
O melhor guerreiro é o que não luta é uma frase perfeita para um mundo perfeito. Mas este em que vivemos está longe de ser perfeito.

RECEITA PARA O FINAL DE SEMANA :- PIMENTÕES RECHEADOS

Polícia apreende pimentões recheados com maconha em MS

COLABORAÇO PARA A FOLHA
Servidores penitenciários apreenderam ontem três pimentões recheados com maconha no Estabelecimento Penal de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A droga foi levada por uma jovem que visitava um detento no centro, por volta das 14h (horário local) de quarta-feira (19).
Ao todo, estavam escondidos 660 gramas de maconha. A jovem foi presa por tráfico de drogas.
Divulgação/EPC
Pimentões foram encontrados com jovem que visitava detento no Estabelecimento Penal de Corumbá
Pimentões foram encontrados com jovem que visitava detento no Estabelecimento Penal de Corumbá

EUA QUER RAPINAR A SÍRIA MAS...

EUA quer voar pra Síria mas…

CONTINUA A LUTA PELA LIBERTAÇÃO DOS 5 HÉROIS CUBANOS INJUSTAMENTE DETIDOS NOS EUA

A mãe de um dos cinco antiterroristas cubanos condenados nos Estados Unidos há 14 anos, Mirta Rodríguez, qualificou de muito frutífera e grata a visita de uma semana que concluirá nesta quinta-feira (20) à República Dominicana.


"Vou embora satisfeita com tanta solidariedade com a causa do meu filho, Antonio Guerrero, e de Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino e René González", expressou à Prensa Latina.

Ela comentou que se sentiu bem entre muitos amigos e os meios de comunicação com os quais interagiu foram respeitosos e compreensivos ao expor "um caso que merece toda a atenção do mundo".

"Estes dias, cheios de experiências, representam outros esforços pela libertação de nossos filhos, que são vítimas de uma grande injustiça, pois eles somente nos defendiam de novas ações terroristas", afirmou.

Os Cinco, como são conhecidos internacionalmente, foram presos no dia 12 de setembro de 1998 ao monitorar atividades violentas de grupos anticubanos residentes na Flórida, sul estadunidense. Após um julgamento parcial e viciado, segundo reconhecidos juristas de diversas partes do mundo, receberam sentenças que chegam até dupla prisão perpétua por mais 15 anos de prisão.

René González esteve atrás das grades até 7 de outubro de 2011, e agora cumpre três anos de liberdade supervisionada em solo norte-americano.

Durante sua estadia na República Dominicana, Mirtha Rodríguez assistiu a uma missa a favor dos Cinco e visitou cidades do interior, entre elas Baní, berço do patriota Máximo Gómez, de destacada participação nas lutas independentistas cubanas.

Também, conversou longamente com integrantes da Campanha Dominicana de Solidariedade a Cuba, e foi recebida ontem por deputados e senadores na sede do Congresso."Não vamos descansar, temos um povo muito unido e amigos como vocês em todo o mundo para seguir brigando pela vitória final", expressou no último desses encontros.

Os Cinco, enfatizou, têm um valor imenso e sua luta contra o terrorismo é também a favor de toda a Humanidade. Com voz entrecortada em ocasiões, a mãe de Antonio Guerrero agradeceu o apoio dos senadores, entre eles Euclides Sánchez, quem promoveu em 2010 uma resolução a favor da liberdade dos antiterroristas cubanos.

Continue firme que a dignidade nunca morre, sugeriu Sánchez a Mirta Rodríguez após renovar o compromisso com os Cinco pois, agregou, "temos o dever de apoiar a Cuba pelos históricos laços que nos unem".

Fonte: Prensa Latina

CRESCE A TERCEIRA VIA NO BRASIL

Cresce a “terceira via” no Brasil

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Analistas da velha mídia apressam-se em apontar uma derrota acachapante do PT nas eleições municipais. Claro, associam o “resultado” (por enquanto são apenas pesquisas; e o PT – mostra a história – tem candidatos bons de chegada) ao julgamento do chamado “mensalão”. Trata-se de torcida, mais do que qualquer coisa…


Por outro lado, não é bom brigar com os fatos. Na eleição presidencial de 2010, já estava claro que o chamado “voto de opinião” nas principais capitais brasileiras tinha se afastado do PT. Dilma teve votações abaixo do esperado em cidades como BH, Recife e mesmo no Rio. Para quem foram esses votos? Para os tucanos? Não, para Marina Silva. As pesquisas eleitorais, até agora, apontam para um aprofundamento dessa tendência em 2012.

Do que estamos falando? Se o PT vê seu eleitorado refluir nas capitais e maiores cidades brasileiras, de outro lado o PSDB (principal partido de oposição) não parece ser o beneficiário desse movimento.

Comecemos pelo Sul do país. Em Porto Alegre, PT e PSDB naufragam. Em Florianópolis, PSD e PCdoB é que devem disputar o segundo turno. Em Curitiba, o governador tucano (Beto Richa) lançou um candidato por outra legenda – o PSB – e o PT se escondeu numa aliança com Fruet (PDT).

O fenômeno é semelhante no Sudeste. Em Minas, estado administrado pelos tucanos há 3 mandatos, Aécio e Anastasia descobriram que não é bom negócio usar a legenda do PSDB. O candidato tucano em BH, Márcio Lacerda, aparece também travestido de “socialista”, com boas chances de vitória (aliás, o mesmo ocorre em Campinas, onde o candidato de Alckmin usa a legenda do PSB contra o petista Marcio Pochmann). No Rio, PMDB e PSOL disputam a Prefeitura. Em São Paulo, o azarão Russomano (PRB) lidera, enquanto PT e PSDB se engalfinham para buscar uma vaga no segundo turno. A exceção é Vitória, onde Veloso Lucas (um quadro histórico do PSDB) deve ganhar com certa folga.

Cheguemos à região Norte. O PSDB tem chances em Manaus, com o inesquecível Artur Virgílio; e quem pode derrotá-lo não é o PT, mas Vanessa Graziotin (PCdoB), com apoio de Lula. Em Rio Branco, os sinais se invertem: o PT tem candidato forte, mas aí são os tucanos que estão fora da disputa. Em Belém, a corrida (repetindo o Rio) se dá entre PSOL e PMDB (PT e PSDB assistem de camarote).

E aquela história de que o Nordeste é a região mais ”petista” do país? Os tucanos devem vencer em Teresina e Maceió. Os petistas têm boas chances em João Pessoa; e na reta final o PT deve crescer também em Salvador e Fortaleza. Em nenhum desses casos há polarização entre PSDB e PT.

No Centro-oeste, a região do agronegócio (sempre mais mais “tucana” nas eleições presidenciais), é o PT que deve vencer em Goiânia; e tem alguma chance também em Cuaiabá. O PSDB não vai ganhar em nenhuma capital da região.

Qual o resumo da ópera? O PT certamente não colherá resultados estupendos em 2012 (isso pode mudar se Haddad for ao segundo turno e bater Russomano em São Paulo). Mas de outro lado os tucanos e o DEM não serão os beneficiários de uma onda “antipetista”. O que existe – sim – é o avanço de uma “terceira via”, que já estava visível na eleição presidencial de 2010.

Acontece que essa terceira via não tem forma por enquanto. O PSB pode colher ótimos resultados, vencendo em BH e Curitiba (associado aos tucanos), além do Recife e Cuiabá. Eduardo Campos ganha assim mais cacife para negociar com o lulismo. Se for “rejeitado”, pode servir como cavalo de tróia para uma candidatura em 2014 – com cara de “lulismo” e recheio “tucano”. Ou vice-versa.

O velho bruxo maranhense, José Sarney, dissera já há muitos anos: a verdadeira oposição a Lula e ao PT não virá de PSDB e DEM, mas vai brotar das entranhas da coalizão lulista. Fica cada vez mais claro que a oposição tem mais chance de vitória quanto mais abandonar o figurino “paulista/tucano/privatista”, ganhando ares centristas.

Por fim, alguns dados que tornam a avaliação de todo o quadro ainda mais complexa: no lulismo, PCdoB e PDT também ficam um pouco mais fortes para negociar espaços na coalizão governista. E na oposição, o velhíssimo DEM, que era dado como “morto”, ganha sobrevida com candidatos competitivos em Salvador, Fortaleza e Aracaju. No PSOL, uma (boa) novidade: se ganhar com o ponderado Edmilson Rodrigues em Belém, o partido fará uma administração em coalizão com o lulista PCdoB, forçando os psolistas a abandonar a retórica udenista vazia (fato reforçado pela saída de Heloisa Helena, que deve dar os braços para Marina Silva em 2014).

A provável derrota de Serra em São Paulo deve deslocar o eixo da oposição direitista para longe de São Paulo e do PSDB tradicional. Já no lulismo, o PT seguirá forte, mas terá que negociar com outros partidos se quiser evitar rachas que possam nutrir uma candidatura “alternativa” já em 2014.

ENFORQUEM ESSES PARASITAS!

Foto oficial da família real britânica

CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: EUA reagem a críticas e atacam as barreiras comerciais do Brasil
Em meio às investidas do ministro Guido Mantega contra a política monetária do Fed, a Casa Branca envia carta ao Itamaraty com veemente protesto contra política tarifária brasileira. As duas questões vão marcar o encontro entre Dilma e Obama. (Págs. 1 e 6)
Allianz quer se tornar a quarta maior no país
Seguradora alemã que é líder mundial pretende emitir R$ 5,8 bilhões em prêmios até 2015 e aposta em seguro para varejo, disse ao BRASIL ECONÔMICO o novo presidente, Edward Lange. (Págs. 1 e 39)
BG pretende operar poços sem a Petrobras
O grupo britânico, que explora petróleo no país em parceria com a estatal, planeja concorrer sozinho na 11ª rodada de licitações em 2013. (Págs. 1 e 16)
JBS mais perto de comprar o Independência
Proposta ainda precisa ser aprovada por parte dos credores do frigorífico em recuperação judicial. Compra traria R$ 1,7 bi para receita ao comprador. (Págs. 1 e 15)
China garante que vai ajudar a salvar o euro
Compromisso foi firmado pelo primeiro-ministro Wen Jiabao em Bruxelas. Em contrapartida, pediu que a Europa reconheça seu país como economia de mercado. (Págs. 1 e 44)
Indústria de autopeças muda para crescer
A fim de reduzir a dependência à demanda de grandes montadoras, setor investe no desenvolvimento de novos produtos e sai em busca de mercados menos voláteis. (Págs. 1 e 4)
Na contramão, ação da Souza Cruz sobe 22%
Apesar das campanhas de saúde contra o cigarro, os papéis da empresa são considerados defensivos e superam a alta de 8,7% do Ibovespa no ano. (Págs. 1 e 40)
Calote em alta esquenta venda de consórcios
Maior dificuldade de acesso ao crédito convencional faz setor crescer a taxas ao redor de 30% nos últimos 12 meses nos maiores bancos. (Págs. 1 e 38)
Menor só em 2002
Taxa de desemprego em agosto caiu para 5,3%. A maior contribuição foi da indústria, com 100 mil postos. (Págs. 1 e 7)

MANCHETES DESTA SEXTA 21/09/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Relator condena 12 do mensalão e reforça tese de compra de voto de parlamentares

Folha de São Paulo
Revisor do mensalão diverge de relator e absolve deputado do PP

O Estado de São Paulo
Haddad ganha direito de resposta contra Serra no horário eleitoral

Correio Braziliense
Bancários já fecham 8.527 agências no país

Valor Econômico
Classe média brasileira responde pelo 18º mercado consumidor do mundo

Estado de Minas
Ex-major confirma nomes de beneficiados pela ditadura

Jornal do Commercio
Porto do Recife começa a mostrar nova cara com Centro de Artesanato

Zero Hora
Público lota o Araújo Vianna em celebração da música do Estado

Brasil Econômico
Caged leva curva de juros futuros para baixo

INTERNACIONAIS

The New York Times
Debate sobre circuncisão na Europa reflete tensões mais profundas

El País
América Latina busca seu lugar no mundo

Le Monde
Protestos contra caricaturas de revista põe em debate os limites da liberdade de expressão

Der Spiegel
Protestos muçulmanos mostram os limites da liberdade de expressão

Herald Tribune
No mundo muçulmano, elites extremistas tentam manipular as massas

ESPORTIVOS

Placar
CBF antecipa jogo entre Náutico e Atlético-GO pelo Brasileiro

Gazeta Esportiva
Santos e DIS chegam a acordo, e só assinatura separa Ganso do Tricolor

Lance
Ganso faz exames nesta sexta e São Paulo ficará com 32% dos direitos

Marca
Adriano não treina e deve ser desfalque; Léo volta às atividades

Ataque
Ainda sem punição, Palmeiras disponibiliza ingressos para jogar no Pacaembu

Extra
Marcos e Narciso se juntam à comissão técnica do Palmeiras

REPORTANDO 21/09/2012

BRASÍLIA 03hr00 CARACAS 01hr30 HAVANA 02hr00
MANÁGUA 00HR00 QUITO 01HR00 BOM DIA SR BÓIA

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CARLOS MORAES - CASSADO ! - INJUSTIÇA ?


PEIDANDO PARA O JUDICIÁRIO...

A pior audiência da minha vida…
Por Paulo Rangel Des. TJRJ
No Blog O Terror do Nordeste via Nassif
A pose do Supremo e o pum na audiência
A minha carreira de Promotor de Justiça foi pautada sempre pelo princípio da importância (inventei agora esse princípio), isto é, priorizava aquilo que realmente era significante diante da quantidade de fatos graves que ocorriam na Comarca em que trabalhava. Até porque eu era o único promotor da cidade e só havia um único juiz. Se nós fôssemos nos preocupar com furto de galinha do vizinho; briga no botequim de bêbado sem lesão grave e noivo que largou a noiva na porta da igreja nós não iríamos dar conta de tudo de mais importante que havia para fazer e como havia (crimes violentos, graves, como estupros, homicídios, roubos, etc).
Era simples. Não há outro meio de você conseguir fazer justiça se você não priorizar aquilo que, efetivamente, interessa à sociedade. Talvez esteja aí um dos males do Judiciário quando se trata de “emperramento da máquina judiciária”. Pois bem. O Procurador Geral de Justiça (Chefe do Ministério Público) da época me ligou e pediu para eu colaborar com uma colega da comarca vizinha que estava enrolada com os processos e audiências dela. Lá fui eu prestar solidariedade à colega.
Cheguei, me identifiquei a ela (não a conhecia) e combinamos que eu ficaria com os processos criminais e ela faria as audiências e os processos cíveis. Foi quando ela pediu para, naquele dia, eu fazer as audiências, aproveitando que já estava ali. Tudo bem. Fui à sala de audiências e me sentei no lugar reservado aos membros do Ministério Público: ao lado direito do juiz. E eis que veio a primeira audiência do dia: um crime de ato obsceno cuja lei diz:
Ato obsceno
Art. 233 – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa. O detalhe era: qual foi o ato obsceno que o cidadão praticou para estar ali, sentado no banco dos réus? Para que o Estado movimentasse toda a sua estrutura burocrática para fazer valer a lei? Para que todo aquele dinheiro gasto com ar condicionado, luz, papel, salário do juiz, do promotor, do defensor, dos policiais que estão de plantão, dos oficiais de justiça e demais funcionários justificasse aquela audiência? Ele, literalmente, cometeu uma ventosidade intestinal em local público, ou em palavras mais populares, soltou um pum, dentro de uma agência bancária e o guarda de segurança que estava lá para tomar conta do patrimônio da empresa, incomodado, deu voz de prisão em flagrante ao cliente peidão porque entendeu que ele fez aquilo como forma de deboche da figura do segurança, de sua autoridade, ou seja, lá estava eu, assoberbado de trabalho na minha comarca, trabalhando com o princípio inventado agora da importância, tendo que fazer audiência por causa de um peidão e de um guarda que não tinha o que fazer. E mais grave ainda: de uma promotora e um juiz que acharam que isso fosse algo relevante que pudesse autorizar o Poder Judiciário a gastar rios de dinheiro com um processo para que aquele peidão, quando muito mal educado, pudesse ser punido nas “penas da lei”. Ponderei com o juiz que aquilo não seria um problema do Direito Penal, mas sim, quando muito, de saúde, de educação, de urbanidade, enfim… Ponderei, ponderei, mas bom senso não se compra na esquina, nem na padaria, não é mesmo? Não se aprende na faculdade. Ou você tem, ou não tem.
E nem o juiz, nem a promotora tinham ao permitir que um pum se transformasse num litígio a ser resolvido pelo Poder Judiciário.
Imagina se todo pum do mundo se transformasse num processo? O cheiro dos fóruns seria insuportável.
O problema é que a audiência foi feita e eu tive que ficar ali ouvindo tudo aquilo que, óbvio, passou a ser engraçado. Já que ali estava, eu iria me divertir.
Aprendi a me divertir com as coisas que não tem mais jeito. Aquela era uma delas. Afinal o que não tem remédio, remediado está.
O réu era um homem simples, humilde, mas do tipo forte, do campo, mas com idade avançada, aproximadamente, uns 70 anos.
Eis a audiência: Juiz – Consta aqui da denúncia oferecida pelo Ministério Público que o senhor no dia x, do mês e ano tal, a tantas horas, no bairro h, dentro da agência bancária Y, o senhor, com vontade livre e consciente de ultrajar o pudor público, praticou ventosidade intestinal, depois de olhar para o guarda de forma debochada, causando odor insuportável a todas as pessoas daquela agência bancária, fato, que, por si só, impediu que pessoas pudessem ficar na fila, passando o senhor a ser o primeiro da fila.
Esses fatos são verdadeiros?
Réu – Não entendi essa parte da ventosidade…. o que mesmo?
Juiz – Ventosidade intestinal.
Réu – Ah sim, ventosidade intestinal. Então, essa parte é que eu queria que o senhor me explicasse direitinho.
Juiz – Quem tem que me explicar aqui é o senhor que é réu. Não eu. Eu cobro explicações. E então.. São verdadeiros ou não os fatos?
O juiz se sentiu ameaçado em sua autoridade. Como se o réu estivesse desafiando o juiz e mandando ele se explicar. Não percebeu que, em verdade, o réu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo.
Réu – O guarda estava lá, eu estava na agência, me lembro que ninguém mais ficou na fila, mas eu não roubei ventosidade de ninguém não senhor. Eu sou um homem honesto e trabalhador, doutor juiz “meretrício”.
Na altura da audiência eu já estava rindo por dentro porque era claro e óbvio que o homem por ser um homem simples ele não sabia o que era ventosidade intestinal e o juiz por pertencer a outra camada da sociedade não entendia algo óbvio: para o povo o que ele chamava de ventosidade intestinal aquele homem simples do povo chama de PEIDO. E mais: o juiz se ofendeu de ser chamado de meretrício. E continuou a audiência.
Juiz – Em primeiro lugar, eu não sou meretrício, mas sim meritíssimo. Em segundo, ninguém está dizendo que o senhor roubou no banco, mas que soltou uma ventosidade intestinal. O senhor está me entendendo?
Réu – Ahh, agora sim. Entendi sim. Pensei que o senhor estivesse me chamando de ladrão. Nunca roubei nada de ninguém. Sou trabalhador.
E puxou do bolso uma carteira de trabalho velha e amassada para fazer prova de trabalho.
Juiz – E então, são verdadeiros ou não esses fatos.
Réu – Quais fatos?
O juiz nervoso como que perdendo a paciência e alterando a voz repetiu.
Juiz – Esses que eu acabei de narrar para o senhor. O senhor não está me ouvindo?
Réu – To ouvindo sim, mas o senhor pode repetir, por favor. Eu não prestei bem atenção.
O juiz, visivelmente irritado, repetiu a leitura da denúncia e insistiu na tal da ventosidade intestinal, mas o réu não alcançava o que ele queria dizer. Resolvi ajudar, embora não devesse, pois não fui eu quem ofereci aquela denúncia estapafúrdia e descabida. Típica de quem não tinha o que fazer.
EU – Excelência, pela ordem. Permite uma observação?
O juiz educado, do tipo que soltou pipa no ventilador de casa e jogou bola de gude no tapete persa do seu apartamento, permitiu, prontamente, minha manifestação.
Juiz – Pois não, doutor promotor. Pode falar. À vontade.
Eu – É só para dizer para o réu que ventosidade intestinal é um peido. Ele não esta entendendo o significado da palavra técnica daquilo que todos nós fazemos: soltar um pum. É disso que a promotora que fez essa denúncia está acusando o senhor.
O juiz ficou constrangido com minhas palavras diretas e objetivas, mas deu aquele riso de canto de boca e reiterou o que eu disse e perguntou, de novo, ao réu se tudo aquilo era verdade e eis que veio a confissão.
Réu – Ahhh, agora sim que eu entendi o que o senhor “meretrício” quer dizer.O juiz o interrompeu e corrigiu na hora.Juiz – Meretrício não, meritíssimo.
Pensei comigo: o cara não sabe o que é um peido vai saber o que é um adjetivo (meritíssimo)? Não dá. É muita falta de sensibilidade, mas vamos fazer a audiência. Vamos ver onde isso vai parar. E continuou o juiz.
Juiz – Muito bem. Agora que o doutor Promotor já explicou para o senhor de que o senhor é acusado o que o senhor tem para me dizer sobre esses fatos? São verdadeiros ou não?
Juiz adora esse negócio de verdade real. Ele quer porque quer saber da verdade, sei lá do que.
Réu – Ué, só porque eu soltei um pum o senhor quer me condenar? Vai dizer que o meretrício nunca peidou? Que o Promotor nunca soltou um pum? Que a dona moça aí do seu lado nunca peidou? (ele se referia a secretária do juiz que naquela altura já estava peidando de tanto rir como todos os presentes à audiência).
O juiz, constrangido, pediu a ele que o respeitasse e as pessoas que ali estavam, mas ele insistiu em confessar seu crime.
Réu – Quando eu tentei entrar no banco o segurança pediu para eu abrir minha bolsa quando a porta giratória travou, eu abri. A porta continuou travada e ele pediu para eu levantar a minha blusa, eu levantei. A porta continuou travada. Ele pediu para eu tirar os sapatos eu tirei, mas a porta continuou travada. Aí ele pediu para eu tirar o cinto da calça, eu tirei, mas a porta não abriu.
Por último, ele pediu para eu tirar todos os metais que tinha no bolso e a porta continuou não abrindo. O gerente veio e disse que ele podia abrir a porta, mas que ele me revistasse. Eu não sou bandido. Protestei e eles disseram que eu só entraria na agência se fosse revistado e aí eu fingi que deixaria só para poder entrar. Quando ele veio botar a mão em cima de mim me revistando, passando a mão pelo meu corpo, eu fiquei nervoso e, sem querer, soltei um pum na cara dele e ele ficou possesso de raiva e me prendeu. Por isso que estou aqui, mas não fiz de propósito e sim de nervoso. Passei mal com todo aquele constrangimento das pessoas ficarem me olhando como seu eu fosse um bandido e eu não sou. Sou um trabalhador. Peidão sim, mas trabalhador e honesto.
O réu prestou o depoimento constrangido e emocionado e o juiz encerrou o interrogatório. Olhei para o defensor público e percebi que o réu foi muito bem orientado. Tipo: “assume o que fez e joga o peido no ventilador. Conta toda a verdade”.
O juiz quis passar a oitiva das testemunhas de acusação e eu alertei que estava satisfeito com a prova produzida até então. Em outras palavras: eu não iria ficar ali sentado ouvindo testemunhas falando sobre um cara peidão e um segurança maluco que não tinha o que fazer junto com um gerente despreparado que gosta de constranger os clientes e um juiz que gosta de ouvir sobre o peido alheio. Eu tinha mais o que fazer.
Aliás, eu estava até com vontade de soltar um pum, mas precisava ir ao banheiro porque meu pum as vezes pesa e aí já viu, né? No fundo eu já estava me solidarizando com o pum do réu, tamanho foi o abuso do segurança e do gerente e pior: por colocarem no banco dos réus um homem simples porque praticou uma ventosidade intestinal.
É o cúmulo da falta do que fazer e da burocracia forense, além da distorção do Direito Penal sendo usado como instrumento de coação moral. Nunca imaginei fazer uma audiência por causa de uma, como disse a denúncia, ventosidade intestinal. Até pum neste País está sendo tratado como crime com tanto bandido, corrupto, ladrão andando pelas ruas o judiciário parou para julgar um pum. Resultado: pedi a absolvição do réu alegando que o fato não era crime, sob pena de termos que ser todos, processados, criminalmente, neste País, inclusive, o juiz que recebeu a denúncia e a promotora que a fez.
O juiz, constrangido, absolveu o réu, mas ainda quis fazer discurso chamando a atenção dele, dizendo que não fazia aquilo em público, ou seja, ele é o único ser humano que está nas ruas e quando quer peidar vai em casa rápido, peida e volta para audiência, por exemplo.
É um cara politicamente correto. É o tipo do peidão covarde, ou seja, o que tem medo de peidar. Só peida no banheiro e se não tem banheiro ele se contorce, engole o peido, cruza as perninhas e continua a fazer o que estava fazendo como se nada tivesse acontecido. Afinal, juiz é juiz.
Moral da história: perdemos 3 horas do dia com um processo por causa de um peido. Se contar isso na Inglaterra, com certeza, a Rainha jamais irá acreditar porque ela também, mesmo sendo Rainha… Você sabe. Rio de Janeiro, 10 de maio de 2012. Paulo Rangel (Desembargador do Tribunal de Justica do Rio de Janeiro).

SIEMPRE CUBA!



 

PROCESSO ELEITORAL NA VENEZUELA É O MELHOR DO MUNDO, DIZ JIMMY CARTER


Processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo, diz Carter


 O ex-presidente norte-americano, Jimmy Carter, disse que após monitorar mais de 90 eleições em diversos países pode afirmar que “o processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”


O político elogiou a Venezuela por contar com um sistema automatizado de votação que também lança um boleto e facilita a verificação dos resultados, refere uma matéria publicada no site Global Atlanta.

Leia também:Resultado da eleição na Venezuela interessa a toda América Latina

Desde 2008, a plataforma eleitoral venezuelana funciona de maneira automatizada em sua totalidade, é dizer, cada um dos processos, desde a inscrição no Registro Eleitoral até a contagem dos votos, é auditável.

Em 2006, quando o mandatário Hugo Chávez ganhou pela segunda vez as eleições presidenciais, Carter declarou que o líder venezuelano havia triunfado “limpamente e com imparcialidade”.

Corrupção nos Estados Unidos

O democrata realçou que enquanto os sistemas eleitorais na América Latina melhoraram significativamente, nos Estados Unidos se consolidou uma “corrupção financeira” vinculada aos processos eleitorais, alimentada pelas “resoluções que facilitaram o fluxo de dinheiro provado para os cofres dos candidatos”.

O ex-presidente (1977-1981) liderou a petição para a Corte Suprema dos Estados Unidos para anular a medida tomada em 2010, que declara inconstitucional a regulação por parte do governo das “doações” anônimas para organizações políticas.  “Temos um dos piores processos eleitorais do mundo e deve-se praticamente para a excessiva entrada de dinheiro”, sentenciou.

No caso venezuelano, a lei de partidos políticos, reuniões públicas e manifestações ditas como obrigação das organizações políticas “não aceitar doações ou subsídios das entidades públicas, tenham ou não o caráter autônomo; das empresas estrangeiras ou com sede no estrangeiro; de empresas concessionárias de obras públicas ou de qualquer serviço de bens propriedade do Estado; de estados estrangeiros e organizações políticas estrangeiras”.

Com Agência Venezuelana de Notícias 

DILMA E O PIC-NIC NA BEIRA DO VULCÃO

Dilma e a tempestade no horizonte

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Se os republicanos voltarem ao poder nos EUA, a América Latina será varrida por uma onda de tentativas de golpes (“constitucionais” ou não) de Estado que buscará eliminar a independência política e econômica que, ao fim do século XX, fechou aos norte-americanos a porta do “quintal” onde colhiam boa parte dos lucros astronômicos que aprofundaram a desigualdade entre aquela nação e o resto do mundo.

Com Obama no poder, há hoje certo recato dos EUA em promover derrubada de governos em democracias mais estáveis como a brasileira, a venezuelana ou a argentina, ainda que democracias em estágio menos adiantado, como a paraguaia ou a hondurenha, já tenham tombado por ação ou omissão dos setores ultraconservadores que os democratas norte-americanos mantém na inteligência e nas forças armadas, entre outros setores.

Ao golpismo brasileiro ainda falta o apoio decidido e garantido do grande irmão nortista. Agora, porém, imagine, leitor, se os setores que estão tentando criminalizar centenas de milhares de adversários políticos com o julgamento do mensalão pudessem contar com o incentivo e o apoio propagandístico e diplomático dos Estados Unidos…

O último fim de semana marcou uma nova etapa do processo desencadeado a partir da subida do julgamento do mensalão à agenda política do país. A acusação da revista Veja a Lula através de uma matéria obscura, cheia de furos e desmentidos – e, ainda assim, comprada acriticamente, até aqui, pelos maiores jornais do país e pela oposição demo-tucana – mostra que uma tempestade político-institucional se avizinha.

Os setores politizados da cidadania que simpatizam com o projeto político-administrativo que venceu eleições em 2002 e não parou mais – e que, hoje, conta com o apoio decidido da esmagadora maioria dos brasileiros, conforme as pesquisas de opinião – estão sendo literalmente acusados por um dos muitos casos de corrupção que envolvem a qualquer grupo político.

Este blogueiro, bem como milhares de leitores desta página, em algum momento certamente já foram acusados pelo que pesa contra algumas dezenas de réus do julgamento do mensalão. Um dos pistoleiros recrutados pelos impérios de comunicação alinhados ao projeto conservador escreve, sem parar, livros que disseminam a tese da corrupção coletiva dos seus adversários políticos.

O maior líder político brasileiro, agora mesmo, é acusado de crimes gravíssimos por grandes meios de comunicação sem que nenhuma prova seja apresentada além da palavra dos acusadores, e um julgamento complexo na Suprema Corte, até aqui maculado por decisões inéditas em termos de severidade e de critérios, é vendido como julgamento de mais de um milhão de militantes políticos.

O julgamento do mensalão está muito longe de ser apenas um processo judicial. É um processo absolutamente político que, para inquietação da democracia brasileira, conta com a conivência da mais alta magistratura nacional, pois seu uso político, inclusive no processo eleitoral, vem crescendo junto a um noticiário formatado para estender a candidatos que nada têm que ver com o julgamento a responsabilidade que pesa sobre os réus oficiais.

Só para não ficar sem exemplo: o candidato a prefeito de São Paulo José Serra está acusando formalmente seu principal adversário hoje, Fernando Haddad, pelo que pesa contra o mal-chamado “núcleo político” do processo do mensalão. Ou seja: com o apoio de grandes meios de comunicação, entre os quais concessões públicas de rádio e televisão, Haddad se torna o 39º réu daquele processo.

Haddad, pois, é apenas um exemplo de todos os outros candidatos do PT que estão sendo relacionados pela mídia e pelos partidos de direita a um escândalo com o qual não têm relação alguma.

Em uma democracia que funcionasse normalmente, a peça de Serra envolvendo o adversário político em um processo com o qual nada tem que ver seria motivo, ao menos, de suspensão e de concessão de direito de resposta do atingido no horário eleitoral do agressor. Em vez disso, a Justiça Eleitoral pune a campanha de Haddad por contar a verdade, que o tucano descumpriu promessa de não deixar o cargo de prefeito para o qual se elegeu em 2004.

Ainda que, de uns tempos para cá, militares de alta patente não tenham mais dado declarações de viés golpista – que, até há pouco, davam sem parar – ameaçando derrubar o governo, um eventual “sinal verde” da máquina de guerra norte-americana, nos moldes do sinal que foi dado em 1964, bastaria para desencadear um golpe a partir de alguma chicana jurídica como a do mensalão.

A permeabilidade da Justiça brasileira à pressão dos meios de comunicação, por sua vez, permite acreditar que qualquer iniciativa que vise derrubar o governo a partir de alguma denúncia sem provas pode prosperar naquele Poder. Não se pode esquecer que é da Procuradoria-Geral da República a atribuição de processar o presidente – ou a presidenta – da República no Supremo Tribunal Federal…

As forças políticas que se opõem a rupturas institucionais, por sua vez, estão divididas, como sói acontecer com a esquerda desde sempre. Os setores mais ideológicos, como PSOL ou PSTU, formaram um núcleo que não faz distinção entre a centro-esquerda e a direita, atuando, muitas vezes, como linha auxiliar desta. Os sindicatos, há pouco, quase chegaram às vias de fato com o governo petista.

O principal aliado do PT no Congresso, o PMDB, comporta-se, muitas vezes, como adversário. Na CPI do Cachoeira, o partido do vice-presidente Michel Temer serviu de blindagem do esquema Veja-Cachoeira, cujas evidências já chegam a gravações de propostas criminosas de jornalista daquela publicação ao chefe criminoso goiano.

O conluio que vai se formando contra o Partido dos Trabalhadores e o governo Dilma Rousseff, pois, é composto pelo que há de mais experimentado em termos de violação da democracia. Os meios de comunicação que se aliaram à direita têm longa trajetória de atentados contra a vontade popular expressa por eleições, e se mostram dispostos a usar know-how que o país bem conheceu nos idos de 1964.

GOVERNO DILMA FINANCIA A DIREITA

O governo Dilma financia a direita

Por Rui Martins, no sítio Direto da Redação:

Berna (Suiça) - Daqui de longe, vendo o tumulto provocado com o processo Mensalão e a grande imprensa assanhada, me parece assistir a um show de hospício, no qual os réus e suspeitos financiam seus acusadores. O Brasil padece de sadomasoquismo, mas quem bate sempre é a direita e quem chora e geme é a esquerda.

Não vou sequer falar do Mensalão, em si mesmo, porque aqui na Suíça, país considerado dos mais honestos politicamente, ninguém entende o que se passa no Brasil. Pela simples razão de que os suíços têm seu Mensalão, perfeitamente legal e integrado na estrutura política do país.

Cada deputado ou senador eleito é imediatamente contatado por bancos, laboratórios farmacêuticos, seguradoras, investidores e outros grupos para fazer parte do conselho de administração, mediante um régio pagamento mensal. Um antigo presidente da Câmara dos deputados, Peter Hess, era vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças e faturava cerca de meio-milhão de dólares mensais.

Com tal generosidade, na verdade uma versão helvética do Mensalão, os grupos econômicos que governam a Suíça têm assegurada a vitória dos seus projetos de lei e a derrota das propostas indesejáveis. E nunca houve uma grita geral da imprensa suíça contra esse tipo de controle e colonização do parlamento suíço.

Por que me parece masoca a esquerda brasileira e nisso incluo a presidente Dilma Rousseff e o PT? Porque parecem gozar com as chicotadas desmoralizantes desferidas pelos rebotalhos da grande imprensa. Pelo menos é essa minha impressão ao ler a prodigalidade com que o governo Dilma premia os grupos econômicos seus detratores.

Batam, batam que eu gosto, parece dizer o governo ao distribuir 70% da verba federal para a publicidade aos dez maiores veículos de informação (jornais, rádios e tevês), justamente os mais conservadores e direitistas do país, contrários ao PT, ao ex-presidente Lula e à atual presidenta Dilma.

Quando soube dessa postura masoquista do governo, fui logo querer saber quem é o responsável por essa distribuição absurda que exclui e marginaliza a sempre moribunda mídia da esquerda e ignora os blogueiros, responsáveis pela correta informação em circulação no país.

Trata-se de uma colega de O Globo, Helena Chagas, para quem a partilha é justa – recebe mais quem tem mais audiência! diz ela.

Mas isso é um raciocínio minimalista! Então, o povo elege um governo de centro-esquerda e quando esse governo tem o poder decide alimentar seus inimigos em lugar de aproveitar o momento para desenvolver a imprensa nanica de esquerda ?

O Brasil de Fato, a revista Caros Amigos, o Correio do Brasil fazem das tripas coração para sobreviver, seus articulistas trabalham por nada ou quase nada, assim como centenas de blogueiros, defendendo a política social do governo e a senhora Helena Chagas com o aval da Dilma Rousseff nem dá bola, entrega tudo para a Veja, Globo, Folha, SBT, Record, Estadão e outros do mesmo time?

Assim, realmente, não dá para se entender a política de comunicação do governo. Será que todos nós jornalistas de esquerda que votamos na Dilma somos paspalhos?

Aqui na Europa, onde acabei ficando depois da ditadura militar, existe um equilíbrio na mídia. A França tem Le Figaro, mas existe também o Libération e o Nouvel Observateur. Em todos os países existem opções de direita e de esquerda na mídia. E os jornais de esquerda têm também publicidade pública e privada que lhes permitem manter uma boa qualidade e pagar bons salários aos jornalistas.

Comunicação é uma peça chave num governo, por que a presidenta Dilma não premiou um de seus antigos colegas e colocou na sucessão de Franklin Martins um competente jornalista de esquerda, capaz de permitir o surgimento no país de uma mídia de esquerda financeiramente forte?

Exemplo não falta. Getúlio Vargas, quando eleito, sabia ser necessário um órgão de apoio popular para um governo que afrontava interesses internacionais ao criar a Petrobras e a siderurgia nacional. E incumbiu Samuel Wainer dessa missão com a Última Hora. O jornal conseguiu encontrar a boa receita e logo se transformou num sucesso.

O governo tem a faca e o queijo nas mãos – vai continuar dando o filet mignon aos inimigos ou se decide a dar condições de desenvolvimento para uma imprensa de esquerda no Brasil?

REVOLUCIONÁRIOS DE FACE...


Revolucionários de sofá


CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Governo vai exigir de montadoras carros potentes e menos poluentes
O novo regime automotivo, que já recebeu a aprovação do Palácio do Planalto, prevê o aumento dos investimentos na eficiência dos motores. “Por que os carros 2.0 lá fora consomem menos do que os nossos 1.0?”, pergunta-se na Fazenda. (Págs. 1 e 6)
Sites de compras coletivas buscam outros caminhos
Depois de se transformarem em febre no comércio eletrônico, empresas como Peixe Urbano e Groupon diversificam seus serviços para manter o ritmo de crescimento. (Págs. 1 e 16)
Economia japonesa terá mais US$ 127 bi
Governo anuncia que estímulo anticrise chegará a US$ 1 tri até junho de 2013. (Págs 1 e 31)
Investidor novo, exigências novas
Empresas sofrem para atender quem compra papéis de renda fixa. (Págs. 1 e 30)
Fabricantes de caminhões trazem modelos europeus para o Brasil
Iveco e Scania preparam importação, mas garantem que investimentos previstos no Brasil serão mantidos. (Págs. 1 e 18)
No encontro com Obama, Dilma criticará o “tsunami monetário”
Solicitada pelo presidente americano, audiência em Nova York permitirá a avaliação de questões comerciais. (Págs. 1 e 4)
Haddad é o mais elegante?
Especialistas em moda elegem os melhores (e piores) estilos dos “prefeituráveis” de São Paulo. (Págs. 1 e 12)

MANCHETES DESTA QUINTA- 20/09/2012

Manchetes dos Jornais

NACIOANIS

O Globo
Juro do cartão crédito no Brasil passa de 230% por ano, o maior do mundo

Folha de São Paulo
Supremo muda forma de votação e deve adiar julgamento de Dirceu

O Estado de São Paulo
Mensalão: Condenado somente terá benefício se reparar dano à União

Correio Braziliense
Réus do PT serão julgados próximo às eleições

Valor Econômico
Relator diz que réus do PL cometeram crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Estado de Minas
DJ carioca preso por pedofilia é denunciado pelo MP-RJ

Jornal do Commercio
Julgamento tem nova divisão do capítulo sobre compra de apoio no Congresso

Zero Hora
Temporais obrigam mais de 19 mil pessoas a sair de casa no RS

Brasil Econômico
Em briga com Fed, Mantega não encontra respaldo interno

INTERNACIONAIS

The New York Times
Debate sobre circuncisão na Europa reflete tensões mais profundas

El País
América Latina busca seu lugar no mundo

Le Monde
Protestos contra caricaturas de revista põe em debate os limites da liberdade de expressão

Der Spiegel
Protestos muçulmanos mostram os limites da liberdade de expressão

Herald Tribune
No mundo muçulmano, elites extremistas tentam manipular as massas

ESPORTIVOS

Placar
Neymar garante triunfo brasileiro, mas Mano ouve pedidos por Felipão

Lance
Flamengo se entende com o São Paulo por Cleber Santana

Gazeta Esportiva
Novo técnico, Kleina usa primeira noite em Itu para conhecer time

Marca
Vasco entra em acordo com empresa e terá água de volta nesta quinta

Ataque
Rafael Sobis treina normalmente e pode retornar ao Flu neste sábado

Extra
Revoltado com postura do Santos, Ganso não vai há dois dias ao CT

REPORTANDO 20/09/2012

BRASÍLIA 03HR00 HAVANA 02HR00 MANÁGUA 00HR00
CARACAS01HR30 QUITO 01HR00 BOM DIA SR BÓIA!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DR DALMO DE ABREU DALLARI - A CONSTITUIÇÃO IGNORADA

Supremo é pautado pela mídia e atropela Constituição

A Constituição ignorada
Por Dalmo de Abreu Dallari

(...)

Leia o texto completo em Observatório da Imprensa

Extensão inconstitucional

Há um ponto em que a imprensa poderia promover um sério debate, com base numa questão jurídica fundamental: por meio da Ação Penal 470, estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal, sem terem passado por instâncias inferiores, acusados que não tinham cargo público nem exerciam função pública quando participaram dos atos que deram base à propositura da ação pelo Ministério Público. Isso ficou absolutamente evidente no julgamento de acusados ligados ao Banco Rural, que, segundo a denúncia, sem terem cargo ou função no aparato público, interferiram para que recursos públicos favorecessem aqueles integrantes de um banco privado.

Essa questão foi suscitada, com muita precisão, pelo ministro Ricardo Lewandowski, na fase inicial do julgamento. Entretanto, por motivos que não ficaram claros, a maioria dos ministros foi favorável à continuação do julgamento de todos os acusados pelo Supremo Tribunal. No entanto, a Constituição estabelece expressamente, no artigo 102, os únicos casos em que o acusado, por ser ocupante de cargo ou função pública de grande relevância, será julgado originariamente pelo Supremo Tribunal Federal e não por alguma instância inferior.

No inciso I, dispõe-se, na letra “b”, que o Supremo Tribunal tem competência para processar e julgar, originariamente, nas infrações penais comuns, “o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador Geral da República”. Em seguida, na letra “c”, foi estabelecida a competência originária para processar e julgar “nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente”.

Como fica muito evidente, o Supremo Tribunal Federal não tem competência jurídica para julgar originariamente acusados que nem no momento da prática dos atos que deram base à denúncia nem agora ocuparam ou ocupam qualquer dos cargos ou funções enumerados no artigo 102.

Para que se perceba a gravidade dessa afronta à Constituição, esses acusados não gozam do que se tem chamado “foro privilegiado” e devem ser julgados por juízes de instâncias inferiores. E nesse caso terão o direito de recorrer a uma ou duas instâncias superiores, o que amplia muito sua possibilidade de defesa. Tendo-lhes sido negada essa possibilidade, poderão alegar, se forem condenados pelo Supremo Tribunal, que não lhes foi assegurada a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado. E poderão mesmo, com base nesse argumento, recorrer a uma Corte Internacional pedindo que o Brasil seja compelido a respeitar esse direito.

A imprensa, que no caso desse processo vem exigindo a condenação, não o julgamento imparcial e bem fundamentado, aplaudiu a extensão inconstitucional das competências do Supremo Tribunal e fez referências muito agressivas ao ministro Lewandowski – que, na realidade, era, no caso, o verdadeiro guardião da Constituição.

***

[Dalmo de Abreu Dallari é jurista, professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo]


Leia mais em: O Esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution

CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Na véspera do encontro de Dilma com Obama, Mantega ataca EUA
O ministro da Fazenda diz, em Paris, que o Fed, o BC americano, adotou política monetária frouxa por motivo eleitoreiro e está prejudicando a política cambial dos países emergentes. Ele antecipou um dos temas que preocupam a presidente Dilma. (Págs. 1 e 8)
GE Oil & Gas ganha contrato de R$ 2,3 bi
Empresa fornecerá peças para perfuração de poços de petróleo para a Petrobras a partir de 2013. É o maior acordo já fechado pela companhia nessa área, diz o CEO João Geraldo Ferreira. (Págs. 1 e 20)
Mercedes fará motor flex de ônibus no Brasil
Veículos bicombustível estão em fase de testes e entrarão em circulação em 2014, revelou o CEO da Daimler Buses, Hartmunt Schick, ao BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 16)
Chesf se prepara para tarifa de energia menor
Pacote do governo para redução no valor da energia poderá obrigar empresa energética a reduzir os custos para não abandonar os planos de investimento. (Págs. 1 e 18)
Uma janela de oportunidades para novos IPOs
CVC, Pague Menos, Seabras e AutoBrasil são algumas das empresas que retomam o caminho da bolsa motivadas pelo otimismo com o futuro da economia. (Págs. 1 e 32)
Leilão de blocos de petróleo será daqui a 8 meses
Na previsão dos empresários, a 11ª rodada de licitação vai gerar mais de US$ 1 bilhão. O governo anunciará nos próximos dias as 174 áreas de exploração. (Págs. 1 e 6)
Espanha busca o socorro da União Europeia
Temor da reação impede o governo de oficializar o pedido de ajuda. Ontem, o rei Juan Carlos pediu a união dos espanhóis ‘diante da difícil conjuntura econômica’. (Págs. 1 e 36)
O ocaso dos comícios
Candidatos abandonam os grandes palanques de rua e preferem investir na qualidade dos programas de TV. (Págs. 1 e 12)
O aviso de Delfim
“É impossível controlar o câmbio”, diz o ex-ministro. “Deixe o mercado encontrar o ponto de equilíbrio.” (Págs. 1 e 31)

VIVA A IMPUNIDADE!


Charge de Noviski.

PERMANECEMOS EM MANUTENÇÃO

O GOOGLE ASSIM COMO AS OPERADORAS DE TELEFONIA PRIVADAS E MULTINACIONAIS, SÃO UMA PORCARIA, TEMOS AS TARIFAS MAIS CARAS DO MUNDO E A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS SÃO UMA MERDA.
LIVRE INICIATIVA E LIVRE MERCADO QUEREM LIBERDADE PRA FERRAR OS IDIOTAS CONSUMIDORES!
PIOR, TEM TROUXAS QUE ACREDITAM E DEFENDEM ESSAS QUADRILHAS!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

POR QUE O MINISTRO PAULO BERNARDO ESTÁ EMBAÇANDO? QUAIS SEUS REAIS INTERESSES?

Telecomunicações: tamanho do buraco

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Segundo O Estado de S. Paulo, as empresas de telefonia que operam no Brasil tiveram uma expansão de sua receita em 8,3% ao ano, desde 2005, e só reinvestiram 3% ao ano, no mesmo período. Mais grave ainda é a revelação de que, desde a privatização do sistema Telebrás, em 1998, as empresas investiram 390 bilhões, contra uma receita calculada em quase dois trilhões de reais. Esse número é obtido pela informação dos dois principais dirigentes da Oi e da Vivo, de que foram investidos mais ou menos 20% da receita total. Se os investimentos foram de 390 bilhões, basta multiplicar por cinco, para obter a receita total destes 14 anos. É bom lembrar que boa parte dos investimentos foram bancados pelo BNDES, a juros de mãe amorosa.

O Brasil é o paraíso dos investidores estrangeiros, nesse sistema de colonialismo dissimulado. Há poucos dias, outro jornal, O Globo, divulgava que as montadoras de automóveis lucram 3 vezes mais em nosso país do que nos Estados Unidos. A margem de lucro dessas empresas, no Brasil, é de 10%, enquanto nos Estados Unidos não passa de 3%. E não só nos Estados Unidos os carros são muito mais baratos. Há modelos que custam duas vezes mais no Brasil do que na França, e 30% mais barato ali mesmo, na Argentina.

A defesa do interesse nacional recomenda medidas mais fortes de parte do Estado. O governo, no entanto, caminha lentamente. A restauração da Telebrás, iniciada timidamente, timidamente se desenvolve. Há visível desinteresse do Ministro Paulo Bernardo em dar à velha empresa nacional os instrumentos de sua reorganização e funcionamento, para a universalização da banda larga no país.

A privatização das empresas estatais brasileiras foi decidida, como todos sabemos, em Washington, com a articulação dos economistas neoliberais, no famoso Consenso, que não ouviu os povos, nem examinou criteriosamente os efeitos da globalização exacerbada da economia. Como se recorda, o objetivo, claro e desaforado, da nova ordem que propunham era o de acabar com a democracia política e sua substituição por um governo de gerentes a serviço do sistema financeiro mundial. Nesse sentido, chegou-se a um Acordo Mundial de Investimentos que, simplesmente, colocava o dinheiro sem pátria acima dos estados nacionais. Muitas das cláusulas desse acordo foram cumpridas pelo governo neoliberal de então. E só a reação da França e do Canadá impediu que o tratado espúrio fosse assinado, oficialmente, pelos governos vassalos daquela época, entre eles, o do Brasil.

Hoje, os mais lúcidos economistas do mundo demonstram o erro cometido pelos países que privatizaram suas grandes empresas. Entre eles, dois prêmios Nobel – Joseph Stiglitz e Paul Krugman.

Se a privatização fosse realmente uma vantagem, os Estados Unidos já teriam privatizado a TVA – fundada por Roosevelt, em 1933 – e a Amtrak.

ARNALDO JABOR CONTINUA RASTEJANDO PELOS ESGOTOS

Arnaldo Jabor: um serrista histérico

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Já lhes expliquei que meu trabalho é esse: analisar a mídia. Até gostaria de escrever aqui sobre a Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, clássico que ora leio sobre os hábitos, cultura e revoluções em Roma e Atenas. Mas a vida é dura e eu tenho de ler e analisar a coluna do Arnaldo Jabor.

Depois do blogueiro da Veja declarar seu voto em Serra, agora é a vez do colunista da Globo prestar continência. Deixemos o chapeleiro doido pra lá. O Cafezinho ainda não tem verba para adquirir roupas antiradioativas que o permitam explorar o lixo atômico da Abril.

Do Jabor, porém, não dá para escapar. Ele joga nas onze: faz comentário na CBN, no Jornal da Globo, escreve coluna pro Globo e Estadão. Enfim, analista de mídia é como operário em fábrica de sardinha. Ou se acostuma ao cheiro, ou se demite.

A manifestação de Jabor (assim como a de Reinaldo) mostra o grau de tensão e perplexidade no ninho tucano diante da possibilidade de derrota de José Serra nas eleições municipais de São Paulo. Jabor não é sutil: ataca pesadamente Russomano, o lulismo, e entoa loas descaradas à José Serra. Todos unidos em prol da mesma causa. Que lindo.

Até aí tudo bem. Liberdade de imprensa é pra isso mesmo: assegura o direito de obedecer cegamente aos ditames ideológicos de seus chefes.

Não julgo Jabor, nem sua opção política, partidária e ideológica. O ponto que eu gostaria de abordar é a sua convicção de que possui expertise eleitoral acima dos profissionais que assessoram o PSDB. Essa convicção adquire ares de delírio quando se percebe que ela cresce à medida em que os candidatos apoiados pela mídia acumulam derrotas. Ou seja, quanto mais perde eleições, mais a mídia se considera vencedora. Isso me interessa porque oferece uma interseção entre análise de mídia e análise política.

Analisemos esse trecho do artigo de Jabor:

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Mas Serra também errou. Tudo começou em 2002 quando, diante de meus pobres olhos perplexos, Serra não defendeu o governo de FHC diante dos ataques de Lula no debate. Eu vi a cara do Lula quando percebeu que a intenção do adversário era “não” defender o excelente governo que acabara com a inflação, fez reformas etc… Por estratégia (quem foi a besta que inventou isso?) ninguém podia defender os grandes feitos que o PSDB tinha conseguido… Lula, espertíssimo, deitou e rolou nesse equívoco imperdoável, inesquecível, que começou a derrotar o próprio Serra e o tucanato por tabela. Nunca entenderei isso. Como não demitiram o chefe da campanha e deixaram-no persistir nos erros até hoje? Serra acreditou no marketing em vez de crer em si mesmo e em sua verdade.

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Jabor omite um fator básico. Os estrategistas de Serra esconderam FHC por uma razão simples. O ex-presidente havia se tornado extremamente impopular. O “excelente governo” terminava com desemprego alto, dívida pública descontrolada, carga tributária dez a quinze pontos superior ao início da gestão, serviços públicos desmantelados.

O colunista vai mais longe e pede uma “demissão” retroativa do marketeiro da campanha do Serra em 2002. Ou seja, Lula não ganhou porque o povo se identificou com suas propostas. Lula ganhou porque o marketeiro do Serra não seguiu os conselhos de Arnaldo Jabor.

Em seguida, Jabor afirma que a solução para salvar a campanha de Serra é trazer FHC:

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Teria de assumir isso, enquanto é tempo. Tem de superar seu complexo de Édipo e chamar FHC para a campanha (o que não fizeram até agora), tem de mostrar com clareza, com imagens, o importantíssimo trabalho que fez como ministro da Saúde, e não ficar dando sorrisinhos de Papai Noel na TV. O eleitor respeita gente sincera, cortante, corajosa. Ele tem de mostrar as aventuras populistas e falar das acusações que pesam sobre o Russomano, como as supostas ações de falsidade ideológica, a acusação de seu uso indevido da advocacia, seu suposto envolvimento com o Cachoeira.

E mais: ele errou ao subestimar o papelucho que assinou na TV dizendo que não abandonaria a prefeitura. O povo não perdoa o descaso com que tratou o ridículo juramento. Ele tinha, sim, de chamar testemunhas, até religiosos e juristas e, fazendo um pouco o jogo do populismo “midiático”, jurar solenemente diante de todos que jamais largará a prefeitura.

Serra tinha de cumprir sua melhor promessa, quando se lançou em 2010: “Se vierem com mentiras, responderei com verdades”.


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Aí se interligam, como eu aventei acima, análises de mídia e da política. A fórmula do sucesso que Jabor oferece ao PSDB é, paradoxalmente, justamente aquilo que vem fazendo os tucanos perderem tanto: superestimar a inteligência política dos medalhões da mídia. Ao invés de trocarem ideias e experiência nas ruas, com o povo, o PSDB tenta ler a realidade no mundinho fantasioso da mídia corporativa.

Eu já presenciei, várias vezes, casos de delírio profundo entre pessoas mentalmente saudáveis, porque acreditam mais na mídia do que na realidade. Lembro que quando começaram a pipocar pesquisas mostrando a recuperação meteórica da popularidade de Lula, o Globo vivia repleto de missivistas dizendo que “não acreditavam nessas pesquisas porque não conheciam ninguém que gostava de Lula”. Na verdade, a mídia cultivou bolsões de antilulismo, justamente nas áreas mais nobres das grandes cidades. No caso do Rio, a zona sul carioca.

Não vejo nada demais no antilulismo em si. As pessoas tem o direito de não gostarem de Lula, ou mesmo de odiarem Lula. Faz parte da democracia. O que sempre me espantou foi o descolamento da realidade. Confundir o mundinho fechado e sectário de jornalistas, socialites e empresários conservadores com a pluralidade anárquica e imprevisível do povo brasileiro!

Serra está perdendo voto em São Paulo não por causa da incompetência de seus marketeiros. Jabor inicia seu artigo dizendo que se vende candidato como se vende margarina. Não é bem assim. Possivelmente muitas ferramentas do marketing político coincidem com aquelas da publicidade comercial, mas o produto oferecido é totalmente distinto. A comparação é um clichê neolacerdista para desmerecer a política.

Ninguém conseguirá vender bem o candidato tucano porque ele está queimado junto ao eleitor. Alguém poderia lembrar ao Jabor do livro Privataria Tucana, protagonizado por José Serra. Alguém poderia lembrar Jabor das baixarias da campanha de 2010.

Aí o colunista envereda por um raciocínio contraditório. Diz que Serra subestimou “o papelucho” que assinou, comprometendo-se a permanecer na prefeitura por todo o mandato. Mas ao usar o termo “papelucho”, é o próprio Jabor que o subestima. Afinal, não importa a qualidade do papel, e sim o compromisso do candidato. O que vale é a assinatura e a palavra dada, e não se é um papel timbrado em ouro, com o carimbo do Papa. E a sugestão de Jabor, de que Serra chame juristas, religiosos e testemunhas, apenas para firmar um compromisso tão básico como ficar até o fim da gestão, indica que o candidato é tão desacreditado que é preciso trazer o circo inteiro para que seja dado crédito à palavra do palhaço.

As “sugestões” de Jabor revelam, a meu ver:

* Desespero diante da derrota de Serra, o que poderia pôr em risco a hegemonia tucana também no governo do Estado.
* Arrogância infinita, como se ele, Jabor, entendesse alguma coisa de marketing político e eleitoral.
* Falta de entendimento do processo democrático: não são os marketeiros que escondem FHC. É o povo que não gosta de FHC porque o associa ao ambiente recessivo e sem esperança que vivemos na era tucana.

Tivemos ainda, no domingo, mais um artigo udenista de Fernando Henrique Cardoso. Dessa vez, porém, ele recebeu o troco de quem menos esperava. A própria Dilma Rousseff.

A estratégia do PSDB, de fazer oposição ao ex-presidente em vez de fazê-lo à atual gestão, afigura-se insensata, confusa e covarde. Visa apenas disseminar desinformação na opinão pública, jogando com a sua escassa memória. A reação da presidente, todavia, chamando a briga para si, bota os pingos nos is. Se quiserem fazer oposição ao PT, façam ao governo atual.

CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Dilma fecha pacote de energia e anuncia hoje a redução das tarifas
Em reunião com os ministros Edison Lobão e Guido Mantega, foram acertados os últimos detalhes dos descontos de até 20%. Lançamento está marcado para o dia 11, mas as medidas serão antecipadas pela presidente no discurso na TV hoje à noite. (Págs. 1 e 8)
Lenovo compra a CCE e busca a liderança no país
Segundo o presidente mundial Yang Yuanging, o Brasil é o único dos Brics em que a empresa chinesa não conquistou o primeiro lugar na venda de computadores. (Págs. 1 e 18)
Tucanos continuam a apostar em queda de Russomanno (Págs. 1 e 12)

Para juristas, é preciso rever o tamanho da máquina pública
Especialistas defendem nova estrutura de gastos públicos em evento promovido pelo BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 4)
Governo quer Infraero como sócia majoritária no Galeão e em Confins
Modelo de administração dos dois aeroportos junto com a iniciativa privada é o preferido do Palácio do Planalto. (Págs. 1 e 9)
Ministro cobra presença brasileira nas privatizações portuguesas
Apelo foi feito na Fiesp por Paulo Portas, titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, de Portugal. (Págs. 1 e 11)
Direto do alambique
Pequenos produtores, como José Lucas Mendes, de Salinas (MG), se preparam para exportar cachaça. (Págs. 1 e 16)
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