quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CLIPPING ECONÔMICO


Brasil Econômico

Manchete: Contra o PIB fraco, governo reage com outra rodada de incentivos
Embora a produção industrial tenha crescido 0,9% em outubro, o ministro Guido Mantega reconheceu no Senado que a crise internacional atingiu o Brasil, anunciou a desoneração da construção civil e prometeu mais medidas nos próximos dias. (Págs. 1 e 7)
Credit Suisse prevê mais IPOs na bolsa
José Olympio Pereira, presidente do banco no Brasil, calcula que aberturas de capital em 2013 vão chegar a US$ 6 bilhões. O ano também terá lançamentos de ações por pequenas empresas. (Págs. 1 e 32)
Cartões têm muito espaço para crescer
Empresas e governos utilizam principalmente cheque e dinheiro para movimentar US$ 109 trilhões, revela estudo da Visa obtido pelo BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 31)
Agora, é o real em queda que preocupa o BC
Depois de agir para evitar a valorização da moeda, BC tenta conter sua depreciação ante o dólar, que já atingiu o índice de 4,2% no mês e 12,8% no ano. (Págs. 1 e 30)
Sem adesões, baixa de tarifa será de 16,7%
Cesp, Cemig e Copel ficam fora do plano de renovação antecipada das concessões e frustram expectativa de queda média de 20% no preço de energia. (Págs. 1 e 6)
Desemprego cai e a renda média sobe
Em contraponto com o baixo desempenho da economia, estudo do Ipea também mostra que houve queda na informalidade no terceiro trimestre do ano. (Págs. 1 e 4)
O duelo de estratégias da Fiat e da GM
Mais conservadora, a subsidiária da montadora italiana lançou poucos modelos no Brasil, ao contrário de sua rival, mas ganhou mais participação no mercado. (Págs. 1 e 18)
Pouso forçado
Dólar em alta e vendas em queda levam Tia Augusta, famosa pelas excursões à Disney, suspender atividades. (Págs. 1 e 22)
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MANCHETES DOS JORNALÕES DESTA QUARTA 05/12/2012


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Queda na conta de energia em 2013 será menor que os 20% prometidos por Dilma

Folha de São Paulo
Deputados aprovam proposta que amplia direitos de domésticas

O Estado de São Paulo
Preço de imóvel subiu 0,9% no País em novembro; alta no ano é de 12,5%

Correio Braziliense
Brasília é a cidade brasileira com maior qualidade de vida, diz consultoria

Valor Econômico
Mantega desonera folha da construção civil

Estado de Minas
Projeto que acaba com Exame da Ordem volta para CCJ

Jornal do Commercio
Senado aprova verba de R$ 676 milhões para combate à seca

Zero Hora
Assembleia Legislativa aprova projeto que proíbe cobrança de tarifa básica de telefone

Brasil Econômico
Dólar recua pelo 2° dia após nova medida do Banco Central

INTERNACIONAIS

The New York Times
Sancionada por Obama, a Lei de Defesa do Casamento é alvo de críticas nos EUA

El País
Conflito no Congo é ignorado pelo mundo

Le Monde
Com a crise financeira, a Alemanha terá de se reformar novamente

Der Spiegel
Estabelecimento da democracia perde forças no Egito

Herald Tribune
A Turquia quer ampliar influência no mundo

ESPORTIVOS

Placar
Sem vínculo com o Boca, Riquelme admite chance de jogar no Brasil

Lance
Kaká se torna o brasileiro com mais gols em Champions na vitória do Real

Gazeta Esportiva
Rumo ao Mundial, elenco do Timão desembarca nos Emirados Árabes Unidos

Ataque
Palmeiras se aproxima de Edno e quer Dida ou Prass no gol

A Bola
Ronaldinho se coloca à disposição de Felipão para voltar à seleção

É Gol
Português Ricardo pode substituir Dida na Portuguesa, diz rádio

Extra
São Paulo faz reconhecimento da Bombonera só com treino recreativo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ZÉ DIRCEU - EM SEU BLOG


A ladainha dos neoliberais

Por José Dirceu, em seu blog:

A direita brasileira e alguns veículos da imprensa começam a ensaiar um discurso em defesa da adoção de medidas de austeridade no Brasil – como países da Europa vêm fazendo. É a mesma ladainha já repisada tantas outra vezes por aqui: corte de gastos, reforma trabalhista e previdenciária, menos intervenção do Estado (mas para salvar bancos e algumas empresas, pode) etc.


Tudo isso só para dar garantias aos credores internacionais e nacionais; só para aprovar leis que garantam o capital financeiro.

É um discurso desmoralizado no mundo – basta ver os efeitos de tal política econômica em países como a Espanha e a Grécia –, mas que aqui encontra eco na grande imprensa e ressuscita economistas responsáveis por desastres sem proporções. Entre esses desastres, está o câmbio fixo, que dobrou nossa dívida interna, ainda hoje um dos principais problemas do país.

Economistas que também aumentaram a carga tributária em sete pontos porcentuais na era FHC, apesar da venda na privataria de US$ 100 bilhões de patrimônio publico que valia pelo menos cinco vezes mais...

Esses economistas são os mesmos que adoravam os juros altos e chegaram a pagar 27,5% de juros reais durante quase três anos. E agora voltam com as mesmas propostas sob o pretexto de aumentar investimentos, desconhecendo a crise mundial, seus efeitos no Brasil e todas as medidas adotadas pelo governo para evitar o pior: uma recessão com inflação, desemprego, paralisia nos avanços na infraestrutura, na educação e na inovação.

Parecem desconhecer a redução dos custos tributários, os R$ 45 bilhões de desonerações fiscais, a queda de 5,25 pontos da taxa Selic, a primeira redução dos spreads bancários após várias décadas, as medidas para diminuir as tarifas da energia e todas as ações para estimular a economia e aumentar o investimento público.

Isso sem falar que a oposição bloqueia a reforma tributária, assim como a política, que, junto com a renegociação dos royalties e da dívida dos Estados, podem reduzir em muito os custos da economia, aumentar os investimentos e descentralizar a prestação dos serviços públicos de saúde, educação, saneamento, segurança e justiça – os que realmente interessam ao povo.

VALOR ECONÔMICO


Valor Econômico

Manchete: União já garantiu corte de 17% nas tarifas de energia
A recusa de grandes geradoras de energia à proposta de renovação das concessões do setor elétrico terá impacto restrito sobre a queda de preço que a União pretende oferecer ao consumidor a partir de 2013. Para alcançar a meta de redução média de 20,2% na conta de luz, como prometido pela presidente Dilma Rousseff, o governo terá de lançar mão de outros instrumentos, como subsídios à tarifa.

Com as usinas de Cesp, Copel e Celesc fora do plano e com probabilidade de que o mesmo ocorra com as da Cemig, estão automaticamente comprometidos quase três pontos percentuais do corte de preços pretendido. Nessa conta, a Cesp representa 1,6 ponto percentual, a Copel outros 0,2 e a Cemig, cerca de 1 ponto. O corte de preços já teria se reduzido a cerca de 17%. (Págs. 1 e B8)
PIB subestimou desempenho do setor financeiro
Não faz sentido que, em virtude da redução da taxa Selic ao longo dos últimos quatro trimestres, a contribuição do setor financeiro ao PIB em termos reais tenha sido negativa. Considerando a soma de empréstimos e depósitos, que aumentou 17,57% em 12 meses, deflacionada pelo deflator implícito do PIB, de 4,03%, o IBGE chegaria a uma variação positiva de 13,02% para o setor financeiro, em lugar de menos 1,02%. Assim, a variação do PIB total teria sido 1,72%, e não 0,87%.

Essas discrepâncias podem ser consideradas pequenas, mas, com essa conversa de "pibinho", deveriam ser mais bem entendidas, pois podem sugerir que medidas adicionais para aquecer a economia são desnecessárias. (Págs. 1 e A14)
Nova política se preocupa com a gestão
O Brasil precisa buscar novas fórmulas para enfrentar os impactos da crise internacional, porque o receituário bem-sucedido em 2009 não tem mais efeito. E deve fazê-lo com decisões menos centralizadas no governo federal. Essa ideia é compartilhada pelo prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e pelo prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que participaram ontem do seminário "Novos Ventos na Política Brasileira", organizado pelo Valor.

A uma plateia de 60 presidentes de grandes empresas eles mostraram sintonia em uma questão básica: eficiência na gestão. (Págs. 1 e A10)
Indústria pede mudanças em leis trabalhistas
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) decidiu aproveitar a sinalização da presidente Dilma Rousseff de que há interesse do governo em alterar a legislação trabalhista e relacionou 101 propostas para modificar o marco legal da área, com iniciativas para reduzir custos, a burocracia e os riscos vistos pelo empresariado, além de elevar a competitividade da indústria.

Obtido com exclusividade pelo Valor, o documento, que será discutido a partir de amanhã no Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, detalha o que seriam "irracionalidades" da atual legislação trabalhista e a insegurança jurídica, a burocracia e as restrições à produtividade resultantes desses problemas. (Págs. 1 e A4)
AmBev investe R$ 580 milhões em fábrica no PR
Depois de mais de dois anos de negociações, a Ambev assina hoje com o governo do Paraná protocolo de intenções para investimento de R$ 580 milhões em uma nova fábrica, em Ponta Grossa. A unidade, que deve ser uma das maiores do grupo, terá incentivos fiscais do programa Paraná Competitivo. Vai gerar 500 empregos, entre diretos e indiretos, e produzir cerveja e refrigerantes. (Págs. 1 e B1)
Estapar avança com a compra da Minas Park
A rede de estacionamentos Estapar, a maior da América Latina, adquiriu a Minas Park, empresa familiar que opera em Minas e no Rio de Janeiro. A operação, feita por meio de troca de ações, não teve o valor divulgado. Controlada pelo BTG Pactual, a Estapar acrescentará mais 52 estacionamentos aos 900 que já possui em 13 Estados e elevará o número de vagas oferecidas de 240 mil para 260 mil. (Págs. 1 e B4)
Combate ao tráfico de drogas põe o Brasil em situação delicada com países vizinhos (Págs. 1 e B5)

Nordeste começa a conviver com os pedágios (Págs. 1 e B11)

Correios investem em logística para atender o varejo virtual, diz Pinheiro (Págs. 1 e B3)

Pequim indica jogo duro com México
A China recusa o pedido de Brasil, EUA, União Europeia e outros parceiros para acompanhar como terceiros a disputa com o México sobre o setor têxtil na Organização Mundial do Comércio. (Págs. 1 e A2)
Desequilíbrio automotivo
Aumento da importação de carros e autopeças fez o déficit comercial do Brasil com o México aumentar 130% de janeiro a outubro em relação ao mesmo período do ano passado. (Págs. 1 e A3)
Amazônia sob pressão
Relatório que será divulgado hoje por 11 organizações ambientalistas de oito países amazônicos mostra que entre 2000 e 2010, a floresta perdeu o equivalente ao território do Reino Unido. (Págs. 1 e A16)
Expansão da Telhanorte
Controlada pela francesa Saint-Gobain, a rede de materiais de construção Telhanorte pretende retomar o plano de abertura de lojas — hoje são 37 — parado desde 2009. Deverão ser inauguradas três unidades em 2013, além de aquisições no Nordeste. (Págs. 1 e B1)
Triunfo amplia Portonave
A Triunfo Participações vai investir R$ 150 milhões em seu terminal de contêineres Portonave em Itajaí (SC). A intenção é aumentar a produtividade em 50% já em 2013, diz o presidente da holding, Carlo Alberto Bottarelli. Do total, R$ 80 milhões serão destinados a novos equipamentos. (Págs. 1 e B9)
Campo importa mais insumos
O Brasil depende cada vez mais de insumos importados para fomentar sua produção agropecuária. Neste ano, as compras pelos segmentos de fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos, nutrição e saúde animal deverão somar US$ 18,6 bilhões. (Págs. 1 e B14)
Negócio de cartões mantém brilho
Mesmo sob pressão do governo para redução dos juros e aumento da concorrência, o setor de cartões ainda é um dos mais rentáveis da economia, com 37% de rentabilidade bruta anual. O lucro bruto cresce a taxas médias de 13% ao ano desde 2005. (Págs. 1 e C1)
Ideias
Delfim Netto

O trágico das contas nacionais é que elas revelam o quinto trimestre consecutivo de redução do nível de investimentos. (Págs. 1 e A2)

Raymundo Costa

O que se espera de Aécio e Eduardo Campos é uma agenda clara sobre o que querem dizer ao falar de nova Federação. (Págs. 1 e A6)
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CLIPPING ECONÔMICO


Brasil Econômico

Manchete: Dilma convoca Mantega e cobra ações para estimular a economia
Insatisfeita com a baixa taxa de crescimento do ano, estimada em 1,2% pelo mercado, a presidente Dilma Rousseff reúne-se hoje com o ministro da Fazenda no Palácio do Planalto para traçar novas medidas de incentivo ao consumo e à produção. (Págs. 1 e 4)
Indústria da laranja estuda marca de suco brasileira
Fabricantes negociam apoio do governo para lançar produto próprio que competiria com marcas globais como Del Valle, diz Christian Lohbauer, presidente da Citrus BR, ao BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 16)
Bolsas ibéricas ensaiam integração
Num primeiro momento, cooperação entre instituições da América Latina, Portugal e Espanha será baseada na troca de experiências e no treinamento até chegar ao acesso de investidores a todos os pregões. (Págs. 1 e 30)
Vale confirma corte nos investimentos
Total de recursos aplicados será de US$ 16,3 bilhões no próximo ano, contra US$ 17,5 bilhões em 2012. Maior parte terá como destino projetos com grande potencial e capacidade de exportação. (Págs. 1 e 14)
Espanha pede € 39 bi para seus bancos (Págs. 1 e 36)

Cesp não renova concessão e limita a baixa de tarifas
O presidente Mauro Arce disse ao BRASIL ECONÔMICO que não vai hoje à cerimônia de Brasília. (Págs. 1 e 6)
CSN mira ativos da Thyssen Krupp em siderurgia no país
Empresa brasileira daria US$ 3 bi por fatia alemã na CSA. Usinas nos EUA entrariam no negócio. (Págs. 1 e 15)
Ações que podem dar muita alegria em dezembro
Pão de Açúcar, Vale e Ambev lideram a lista das recomendadas pelos corretores no mês. (Págs. 1 e 31)
Desafio tucano
Cardeais do PSDB lançam candidatura de Aécio Neves ao Planalto em 2014, com aposta na crise econômica (Págs. 1 e 10)

A HORA DE LULA FALAR



A hora de Lula falar

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A grande pergunta que se fazem hoje os formadores de opinião e o grande público que acompanha de perto a política é sobre se – ou quanto – Lula resistirá à continuidade do bombardeio midiático que o fustiga desde 1989 sem que jamais, desde então, tenha arrefecido por uma única e miserável semana.


Recentemente, pesquisa Ibope trouxe à direita midiática um fio de esperança de que o “pesadelo” dos conservadores que o ex-presidente encarna no imaginário dessa corrente política, pode estar chegando ao fim.

A pesquisa em tela não mediu a popularidade de Lula. Aliás, há muito tempo que não é feita – ou feita e divulgada – uma pesquisa exclusivamente sobre a sua popularidade. A sondagem ofereceu nomes de prováveis candidatos a presidente em 2014 e, entre estes, os de Lula, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos.

Pela primeira vez, Dilma ultrapassou seu mentor político – e bem fora da margem de erro. Foi o que bastou para assanhar os devaneios tucano-midiáticos sobre o fim do “efeito teflon” de que Lula desfruta ao menos desde 2002, quando adquiriu imunidade impenetrável por campanhas de desmoralização que até quatro anos antes vinham funcionando.

Particularmente, parece-me pouco indício para aposta tão alta. Não terá sido a primeira vez que decretaram o fim político do ex-presidente. Durante as eleições deste ano, aliás, um programa da Globo News chegou a mostrar “analistas políticos” afirmando que ele colheria uma expressiva derrota em São Paulo e que sua força política havia chegado ao fim.

Como se viu depois, Lula colheu derrotas, sim, mas colheu uma vitória que poucos meses antes todos julgavam impossível: elegeu Fernando Haddad naquele que, além de ser o maior colégio eleitoral do país, era considerado o mais antipetista e antilulista. Até a mídia tucana reconheceu que foi uma vitória pessoal de seu maior inimigo.

Detalhe: a derrota do PT que Villa previu no vídeo acima, além de não ter ocorrido se transformou em vitória do partido sobre todos os outros em 2012.

Quanto à ultrapassagem do mentor de Dilma por ela mesma na pesquisa espontânea de intenção de voto do Ibope, sem tê-la analisado, sem ver o questionário submetido aos pesquisados, sem maiores detalhes, o que se pode imaginar é que a indicada por Lula receber aprovação tão maior do que as dos candidatos da oposição e até a dele mesmo, não chega a ser uma demonstração de que perdeu prestígio.

A sociedade sabe que um mandato presidencial dura oito anos com um referendo no meio. Seria um terremoto político se Dilma cedesse lugar a Lula daqui a dois anos. Isso sem falar que ele tem dito, reiteradamente, que ela só não disputará a própria reeleição se não quiser. O que pode estar ocorrendo, portanto, é essa tomada de consciência da sociedade de que Lula não estará na disputa.

Dito tudo isso, há fatos há considerar. Já faz muito tempo que Lula só aparece para o grande público de forma negativa, sendo associado a escândalos, julgamento no Supremo Tribunal Federal e, agora, até a infidelidade conjugal – conduta que, neste país latino, tampouco chega a ser execrada pela sociedade.

Só que Lula apanha e não se defende. E apesar de ter sido defendido por aliados e pela própria Dilma, há que perguntar até quando isso pode bastar.

Durante os oito anos em que esteve na Presidência, após cada ataque Lula tinha palanque para dar a sua versão dos fatos ou ao menos desqualificar seus críticos. Mesmo não respondendo diretamente às críticas, podia acusar os críticos e, assim, deixava para o povo a prerrogativa de escolher em quem acreditava.

Fora da Presidência, Lula não tem mais voz. Até porque, parece não querer. Isso, claro, porque sabe que qualquer coisa que diga será distorcida. Então ele apanha amarrado e amordaçado. Esse silêncio funcionou durante seu mandato e até recentemente, mas com o passar do tempo e a continuidade do bombardeio em algum momento o país quererá ouvir a sua versão dos fatos.

Segundo se sabe, porquanto não terminou o julgamento do mensalão Lula optou por não se manifestar sobre o atual quadro político. Vem sendo ventilado que ele teme agravar as penas do dito “núcleo político” da ação penal 470. Contudo, em algum momento ele terá que vir a público dar a sua versão sobre os ataques que tem sofrido.

Lula não precisa dos melhores argumentos ou de provas de que não cometeu crimes. Até porque, se não há provas de que os cometeu não precisa apresentar provas de que não os cometeu. Mas ele precisa falar ao país. É o maior líder político brasileiro e, se quiser se manter assim, terá que exercer sua liderança.

DO BALAIO DO KOTSCHO



fhceaecio1 FHC lança Aécio e mostra PSDB sem rumo
Foto: JB Neto/10.06.2011/AE
Principal e cada vez mais única voz da oposição que se manifesta e é ouvida, Fernando Henrique Cardoso se antecipou ao PSDB e lançou a candidatura de Aécio Neves para a eleição presidencial de 2014, mas admitiu que o partido ainda não sabe que rumo tomar para definir um discurso de campanha.
Em entrevista a Fernando Rodrigues publicada nesta segunda-feira na Folha, o ex-presidente evitou ataques a Lula, ao PT e ao governo Dilma, que têm sido a única bandeira da oposição nos últimos tempos, e sugeriu ao PSDB promover, primeiro, "o que na esquerda costuma-se dizer  ‘fazer a autocrítica’".
FHC criticou, por exemplo, o discurso conservador em temas morais e religiosos empregado pelo PSDB nas eleições de 2010 e 2012, sem citar o nome do candidato José Serra: "Em termos de comportamento e de valores morais, o PSDB tem que se manter progressista. Quando não se mantém, não tem o meu apoio. Eu não vou nessa direção".
Este certamente foi o principal motivo para o ex-presidente optar desde já por Aécio, a quem desafiou a "assumir mais publicamente posições".
A dificuldade do ex-presidente em definir estas posições fica clara no papel que reserva tanto a Aécio como a Serra daqui para frente.
Embora admitindo que Serra "pode, de repente, ser candidato", recomenda ao ex-governador paulista, duas vezes derrotado pelo PT em eleições presidenciais, que dedique seu tempo a preencher "um papel grande político e social, escrevendo, pregando, fazendo conferência".
Pregando, no caso, deve ter sido uma ironia involuntária. Não é muito diferente, porém, da receita que dá a Aécio: "Falar, fazer conferência, viajar".
"Nossos políticos precisam voltar a tomar partido em bola dividida", pede FHC, mas ele mesmo deu mais conselhos do que fez críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff pelo baixo crescimento da economia previsto para este ano.
"O PIB cresceu pouco por mil razões. O erro, que eu acho que houve, é que o governo se colou ao PIB. Não precisava. Não acho que se deva colar na presidente Dilma a queda do PIB. Ela é que pode se colar nisso. Aí fica mal para ela".
Aos 81 anos, de bem com a vida, uma década depois de ter deixado a Presidência da República, nota-se que FHC voltou a falar novamente mais como sociólogo que analisa a cena política brasileira do que como líder partidário do principal partido de oposição.
Por enquanto, a única coisa já decidida no PSDB para o próximo ano é a contratação de um bom marqueteiro, já que o partido atribui suas maiores dificuldades a falhas na comunicação. Quem sabe, assim, os tucanos consigam descobrir uma nova bandeira capaz de cativar os eleitores. Antes, porém, é preciso definir o que dizer.

MANCHETES DOS JORNALÕES DESTA TERÇA 04/12/2012 - 00HR19BR


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Joaquim Barbosa derruba supersalários do Tribunal de Contas do município de SP

Folha de São Paulo
Venda de carros cai em novembro com feriados e 'ressaca' do IPI

O Estado de São Paulo
Comissão de Ética pede explicações a envolvidos na Operação Porto Seguro

Correio Braziliense
Robô da Nasa encontra evidências em Marte

Valor Econômico
Cesp rejeita oferta de renovação do governo

Estado de Minas
Sem consenso em torno de mudanças, reforma política poderá ser votada esta semana

Jornal do Commercio
Vetos parciais sobre royalties são divulgado

Zero Hora
Conheça os planos do novo diretor do Presídio Central, que promete "dignidade" aos detentos

Brasil Econômico
Recuperação da indústria seguirá moderada em 2013

INTERNACIONAIS

The New York Times
Obama quer seus eleitores apoiando reforma tributária

El País
Jornais espanhóis querem a criação da "taxa Google"

Le Monde
França age para promover igualdade entre os sexos

Der Spiegel
Com aprovação em baixa, Putin sai à caça de corruptos

Herald Tribune
Reino Unido busca novas fontes de energia para o futuro

ESPORTIVOS

Placar
Chapa Azul destrona Patrícia Amorim e Bandeira de Mello é eleito

Lance
Luis Alvaro diz que fez proposta por Montillo: 'Ele quer jogar no Santos'


Gazeta Esportiva
Verdão dispensa mais quatro: Arthur, Román, Correa e Thiago Heleno

Ataque
Fiel abraça Timão e mexe com atletas no embarque para o Mundial

A Bola
Com 43 gols, Neymar aponta 2012 como melhor ano de sua carreira

É Gol
Restam apenas cinco vagas para a disputa da Libertadores 2013

Extra
CBF entrega troféu para o Fluminense em festa regada à política

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

TOLERÂNCIA RELIGIOSA


GAZA : UMA ESPINHA ENCRAVADA PARA ISRAEL



Gaza: Uma espinha encravada para Israel


Ainda com fumaças causadas pelos mísseis, bombas e balas de canhão disparadas pelo exército israelense, Gaza apesar das mortes e devastação, continua sendo uma espinha encravada para Tel Aviv.


Uma escalada de ataques por oito dias deixou feridas profundas na faixa litorânea palestina, mas, como de costume, significou a ruptura de um estado de coisas insustentável para os 1,7 milhão de pessoas que vivem no território, um dos mais pobres e superpovoado do planeta.

Tanques israelenses estacionados na fronteira com a Faixa de Gaza realizavam tiroteios esporádicos contra áreas residenciais e aviões não tripulados atacavam membros da infraestrutura do Hamas, a organização islâmica de que governa essa área. 

Mas considerando todas as hipóteses, a ofensiva tinha começado muito antes, no início de setembro, quando o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse aos jornalistas que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu estava considerando a possibilidade de ocupar Gaza.

O cenário era propício, como o ministro fez formulações depois de dar uma palestra sobre a Operação Chumbo Derretido, os ataques massivos contra Gaza no final de 2008 e começo de 2009, durante os quais 400 mil palestinos foram mortos e milhares foram feridos.

Apesar do número de vítimas e da devastação da infraestrutura do território, Gaza permaneceu de pé e, em outubro passado, recebeu o Emir do Qatar, Hamad Bin Jalifa al Thani, que anunciou a criação de um fundo de 400 milhões de dólares para curar as feridas da operação israelense que deixou a terra arrasada.

Hoje derrubamos o muro da vergonha (israelense) graças a esta visita histórica e bendita, disse o primeiro-ministro de Gaza, Ismail Haniyeh, referindo-se ao cerco de quase seis anos por Israel para sufocar os habitantes do território.

Essa é uma possibilidade que Netanyahu não estava disposto a admitir, muito menos no contexto político interno do seu país, marcado por eleições antecipadas, projetadas para completar o objetivo de eliminar qualquer possível retomada das negociações com os palestinos, suspensas há mais de dois anos.

Além disso, no curso do que tem sido chamado de segunda guerra em Gaza, surgiram revelações sobre a existência na costa do território, de importantes jazidas de gás, cuja exploração libertaria Israel da dependência externa e traria somas substanciais para a sua economia conturbada.

Acima de tudo, é a intenção explícita dos setores mais sionistas de Israel, que representa a coligação Likud e seu novo membro, o partido Yisrael Beiteinu, do Chanceler Avidor Lieberman jogar os palestinos na vizinha Península do Sinai, no Egito, e apoderar-se ilegalmente da Faixa de Gaza, para satisfazer sua necessidade de espaço vital.

O sinal mais evidente estava na preparação no meio do paroxismo dos ataques de uma ofensiva terrestre para a qual foram mobilizados dezenas de milhares de reservistas e veículos blindados que estavam concentrados nas fronteiras de Gaza, esperando apenas a ordem de avançar.

Outro fator importante em todo este cenário todo é a iniciativa da Autoridade Nacional Palestina (ANP) de pedir à ONU a elevação de seu estatuto de entidade observadora a país não membro, cuja importância é dada pelo grau de oposição que despertou nos Estados Unidos, o principal sustentáculo de Israel.

O apoio manifestado pelo Hamas à proposta, lançada em meio a esforços de conciliação entre as duas organizações, acrescenta um elemento positivo para o argumento de que a unidade palestina só prejudica os seus inimigos.

A solução final ia se impondo, e essa foi à operação que estava sendo preparada há algum tempo e que explodiu em 21 de novembro por um disparo de míssil que matou o líder militar do Ramas, Ahmed Yaabari e seu filho mais novo.

O resto é conhecido: Israel mais uma vez tomou a Faixa de Gaza como um polígono de exercícios militares, uma espécie de caça, tendo os seres humanos indefesos como alvos vivos.

Agora, depois de transcorrido os primeiros dia do acordo de cessar as hostilidades, onde Washington teve uma participação essencial, embora discreta, é óbvio que a operação resultou no clássico tiro pela culatra.

As possíveis pressões de Washington sobre Tel Aviv mostram a apreensão dentro diplomacia dos EUA pela sua imagem entre os países árabes, que foram categóricos ao rejeitar os ataques de Israel e criticar as declarações americanas que colocou a agredidos e agressores no mesmo plano. 

O acordo de trégua provocou críticas na mídia, onde não faltaram observações de que o texto favorece os palestinos e a ofensiva significou um gasto de recursos que não justifica os benefícios.

Dos quatro pontos do acordo, um especifica que o Egito será o responsável pelo cumprimento, dois respondem as demandas palestinas de longa data, ou seja, a cessação de assassinatos seletivos dos líderes do Hamas e flexibilizar o bloqueio a Gaza.

No interesse de Tel Aviv há a cessação de disparos de foguetes palestinos, que na verdade são os efeitos, e não a causa do conflito.
Este é o lugar onde reside a certeza de que os palestinos, apesar do grande número de vítimas e da extensão da destruição, compreensível dada a assimetria de forças, saíram vitoriosos da conflagração.

Prensa Latina
Tradução de Leo Ramirez para o Vermelho

RICARDO KOTSCHO



Caros leitores,
pelos comentários enviados até agora, dá para perceber como o tema do texto abaixo provocou opiniões polêmicas, com muitos discordando de mim, o que só mostra duas coisas: a riqueza da democracia e do debate na internet, em que não há espaço para a unanimidade, ao contrário do que ocorre com o pensamento único da grande imprensa.
Só esqueci de responder uma coisa ao leitor Fernando Aleador, que me levou a escrever este post: imparcialidade não existe no jornalismo.
Todos os jornalistas e donos de meios de comunicação têm lado. Só escrevo o que penso e sinto, sem pedir licença nem querer agradar ou desagradar a ninguém.
Nem precisava dizer isso para quem acompanha meu trabalho há quase 50 anos, mas para os que estão chegando agora é bom repetir: meu lado é o do Lula, do PT e o da maioria do povo brasileiro, que venceu 500 anos de opressão e hoje vive num país melhor e mais justo.
Ricardo Kotscho
***
"Por que o bloguista inexplicavelmente não conta nada sobre Rosemary e o possível envolvimento do ex-presidente Lula em algumas operações ilícitas? Aonde está a sua imparcialidade de jornalista?", pergunta o leitor Fernando Aleador, em comentário enviado às 04h57 desta sexta-feira.
Tem toda razão o leitor.
Demorei para escrever e dar esta resposta porque, para mim, estes últimos foram os dias mais difíceis da minha já longa carreira, posto que os fatos envolvem não só velhos amigos meus, como é do conhecimento público, mas um projeto político ao qual dediquei boa parte da minha vida.
Simplesmente, não sabia mais o que dizer. Ao mesmo tempo, não podia brigar com os fatos nem aderir à guerra de extermínio de reputações e de desmonte da imagem do ex-presidente Lula e do PT que está em curso nos últimos meses.
A propósito, escrevi no começo de novembro um texto que se mostrou premonitório sob o título "O alvo agora é Lula na guerra sem fim", quando o STF consumou a condenação dos ex-dirigentes do PT José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares.
De uma hora para outra, a começar pelo julgamento do mensalão, até chegar às revelações da Operação Porto Seguro, o que era um projeto vitorioso de resgate da cidadania reconhecido em todo o mundo levou um tiro na testa e foi jogado na sarjeta das iniquidades.
"O que me intriga é saber por que agora, por que assim e por que tamanha insistência. É claro que o esforço para acabar com a corrupção é legítimo e louvável, mas não terminaram recentemente de sangrar o PT até a entrada do necrotério? Quem estaria sedento por mais?", pergunta-se a colunista Barbara Gancia, na edição de hoje da Folha, e são exatamente estas as respostas que venho procurando para entender o que está acontecendo.
Talvez elas estejam na página A13 do mesmo jornal, em que se lê: "FHC acusa Lula de confundir interesses públicos e privados". Em discurso num evento promovido pelo PSDB no Jóquei Clube de São Paulo, na quinta-feira, o ex-presidente pontificou, mesmo correndo o risco de falar de corda em casa de enforcado:
"Uma coisa é o governo, a coisa pública, outra coisa é a família. A confusão entre seu interesse de família ou seu interesse pessoal com o interesse público leva à corrupção e é o cupim da democracia".
Sem ter o que propor ao eleitorado, após sofrer três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais, e perder até mesmo em São Paulo na última disputa municipal, o PSDB e seus alíados na mídia e em outras instituições nacionais agora partem para o vale-tudo na tentativa desesperada de eliminar por outros meios o adversário que não conseguem vencer nas urnas.
Nada disso, porém, exime o ex-presidente Lula e o PT de virem a público para dar explicações à sociedade porque não dá mais para fazer de conta que nada está acontecendo e tudo se resume a uma luta política, que é só dar tempo ao tempo.
A bonita história do partido, que foi fundamental na redemocratização do país, e a dos milhões de militantes que ajudaram a levar o PT ao poder merecem que seus líderes venham a público, não só para responder a FHC e às denúncias sobre a Operação Porto Seguro publicadas diariamente na imprensa, mas para reconhecer os erros cometidos e devolver a esperança a quem acreditou em seu projeto político original, baseado na ética e na igualdade de oportunidades para todos.
Chegou a hora da verdade para Lula e o PT.
É preciso ter a grandeza de vir a público para tratar francamente tanto do caso do mensalão como do esquema de corrupção denunciado pela Operação Porto Seguro, a partir do escritório da Presidência da República em São Paulo, pois não podemos eternamente apenas culpar os adversários pelos males que nos afligem. Isso não resolve.
Mais do que tudo, é urgente apontar novos caminhos para o futuro, algo que a oposição não consegue, até porque não há alternativas ao PT no horizonte partidário, para uma juventude que começa a desacreditar da política e precisa de referências, como eu e minha geração tivemos, na época da luta contra a ditadura.
Conquistamos a democracia e agora precisamos todos zelar por ela.

ENTREVISTA COM O CANALHA FUX


Entrevista com o canalha Fux

Em campanha para o STF, Fux procurou Dirceu
Magistrado diz que na época não lembrou que petista era réu do mensalão, processo que poderia vir a julgar

Ministro afirma que, na conversa, pediu que seu currículo fosse entregue ao então presidente Lula

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O ministro Luiz Fux, 59, diz que desde 1983, quando, aprovado em concurso, foi juiz de Niterói (RJ), passou a sonhar com o dia em que se sentaria em uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quase trinta anos depois, em 2010, ele saía em campanha pelo Brasil para convencer o então presidente Lula a indicá-lo à corte.

Fux era ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o penúltimo degrau na carreira da magistratura. "Estava nessa luta" para o STF desde 2004 -sempre que surgia uma vaga, ele se colocava. E acabava preterido. "Bati na trave três vezes", diz.

AVAL

Naquele último ano de governo Lula, era tudo ou nada.

Fux "grudou" em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários.

E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. "Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula."

O ministro diz não se lembrar quem era o "alguém" que o apresentou ao petista.

Fux diz que, na época, não achou incompatível levar currículo ao réu de processo que ele poderia no futuro julgar. Apesar da superexposição de Dirceu na mídia, afirma que nem se lembrou de sua condição de "mensaleiro".

"Eu confesso a você que naquele momento eu não me lembrei", diz o magistrado. "Porque a pessoa, até ser julgada, ela é inocente."

Conversaram uma só vez, e por 15 minutos, segundo Fux. Conversaram mais de uma vez, segundo Dirceu.

A equipe do petista, em resposta a questionamento da Folha, afirmou por e-mail: "A assessoria de José Dirceu confirma que o ex-ministro participou de encontros com Luiz Fux, sempre a pedido do então ministro do STJ".

Foram reuniões discretas e reservadas.

CURRÍCULO

Para Dirceu, também era a hora do tudo ou nada.

Ele aguardava o julgamento do mensalão. O ministro a ser indicado para o STF, nos estertores do governo Lula, poderia ser o voto chave da tão sonhada absolvição.

A escolha era crucial.

Fux diz que, no encontro com Dirceu, nada disso foi tratado. Ele fez o seguinte relato à Folha:

Luiz Fux -Eu levei o meu currículo e pedi que ele [Dirceu] levasse ao Lula. Só isso.

Folha - Ele não falou nada [do mensalão]?

Ele falou da vida dele, que tava se sentindo... em outros processos a que respondia...

Tipo perseguido?

É, um perseguido e tal. E eu disse: "Não, se isso o que você está dizendo [que é inocente] tem procedência, você vai um dia se erguer". Uma palavra, assim, de conforto, que você fala para uma pessoa que está se lamentando.

"MATO NO PEITO"

Dirceu e outros réus tiveram entendimento diferente. Passaram a acreditar que Fux votaria com eles.

Uma expressão usual do ministro, "mato no peito", foi interpretada como promessa de que ele os absolveria.

Fux nega ter dado qualquer garantia aos mensaleiros.

Ele diz que, já no governo Dilma Rousseff, no começo de 2011, ainda em campanha para o STF (Lula acabou deixando a escolha para a sucessora), levou seu currículo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na conversa, pode ter dito "mato no peito".

Folha - Cardozo não perguntou sobre o mensalão?

Não. Ele perguntou como era o meu perfil. Havia causas importantes no Supremo para desempatar: a Ficha Limpa, [a extradição de Cesare] Battisti. Aí eu disse: "Bom, eu sou juiz de carreira, eu mato no peito". Em casos difíceis, juiz de carreira mata no peito porque tem experiência.


Em 2010, ainda no governo Lula, quando a disputa para o STF atingia temperatura máxima, Fux também teve encontros com Evanise Santos, mulher de Dirceu.

Em alguns deles estava o advogado Jackson Uchôa Vianna, do Rio, um dos melhores amigos do magistrado.

Evanise é diretora do jornal "Brasil Econômico". Os dois combinaram entrevista "de cinco páginas" do ministro à publicação.

Evanise passou a torcer pela indicação de Fux.

Em Brasília, outro réu do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), articulava apoio para Fux na bancada do PT.

A movimentação é até hoje um tabu no partido. O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) é um dos poucos que falam do assunto.

Vacarezza - Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.

Folha - E o senhor esteve também na casa do ministro Fux com João Paulo Cunha?

Eu confirmo. João Paulo me ligou dizendo que era um café da manhã muito importante e queria que eu fosse. Eu não te procurei para contar. Mas você tem a informação, não vou te tirar da notícia.

O mensalão foi abordado?

Não vou confirmar nem vou negar as informações que você tem. Mas eu participei de uma reunião que me parecia fechada. Tinha um empresário, tinha o João Paulo. Sobre os assuntos discutidos, eu preferia não falar.


Fux confirma a reunião. Mas diz que ela ocorreu depois que ele já tinha sido escolhido para o STF. Os petistas teriam ido cumprimentá-lo.

Na época, Cunha presidia comissão na Câmara por onde tramitaria o novo Código de Processo Civil, que Fux ajudou a elaborar.

Sobre Maluf, diz o magistrado: "Eu nunca nem vi esse homem". Maluf, avisado do tema, disse que estava ocupado e não atendeu mais às chamadas da Folha. Ele é réu em três processos no STF.

CHORO

No dia em que sites começaram a noticiar que ele tinha sido indicado por Dilma para o STF, "vencendo" candidatos fortes como os ministros César Asfor Rocha e Teori Zavascki, também do STJ, Fux sofreu, rezou, chorou.

Luiz Fux - A notícia saiu tipo 11h. Mas eu não tinha sido comunicado de nada. E comecei a entrar numa sensação de que estavam me fritando. Até falei para o meu motorista: "Meu Deus do céu, eu acho que essa eu perdi. Não é possível". De repente, toca o telefone. Era o José Eduardo Cardoso. Aí eu, com aquela ansiedade, falei: "Bendita ligação!". Ele pediu que eu fosse ao seu gabinete.

No Ministério da Justiça, ficou na sala de espera.

Luiz Fux - Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: "Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal". Foi aí que eu chorei. Extravasei.


De fevereiro de 2011, quando foi indicado, a agosto de 2012, quando começou o julgamento do mensalão, Fux passou um período tranquilo. Assim que o processo começou a ser votado, no entanto, o clima mudou.

Para surpresa dos réus, em especial de Dirceu e João Paulo Cunha, ele foi implacável. Seguiu Joaquim Barbosa, relator do caso e considerado o mais rigoroso ministro do STF, em cada condenação.

Foi o único magistrado a fazer de seus votos um espelho dos votos de Barbosa. Divergiu dele só uma vez.

Quanto mais Fux seguia Barbosa, mais o fato de ter se reunido com réus antes do julgamento se espalhava no PT e na comunidade jurídica.

Advogados de SP, Rio e Brasília passaram a comentar o fato com jornalistas.

A raiva dos condenados, e até de Dilma, em relação a Fux chegou às páginas dos jornais, em forma de notas cifradas em colunas -inclusive da Folha.

Pelo menos seis ministros do STF já ouviram falar do assunto. E comentaram com terceiros.

Fux passou a ficar incomodado. Conversou com José Sarney, presidente do Senado. "Sei que a Dilma está chateada comigo, mas eu não prometi nada." Ele confirma.

Na posse de Joaquim Barbosa, pouco antes de tocar guitarra, abordou o ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo pessoal de Lula. Cobrou dele o fato de estarem "espalhando" que prometera absolver os mensaleiros.

Ao perceber que a Folha presenciava a cena, puxou a repórter para um canto. "Querem me sacanear. O pau vai cantar!", disse. Questionado se daria declarações oficiais, não respondeu.

Dias depois, um emissário de Fux procurou a Folha para agendar uma entrevista.


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DÉCIO PIGNATARI MORRE EM SÃO PAULO


Poeta Décio Pignatari morre em São Paulo

O poeta, ensaísta e tradutor Décio Pignatari morreu na manhã deste domingo (2), aos 85 anos. Internado no Hospital Universitário da USP, ele teve insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa (infecção pulmonar).

Pignatari, que estava internado no Hospital Universitário da USP, em São Paulo, foi um dos principais nomes do concretismo, ao lado dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos --com quem editou a revista "Noigandres", no anos 1950. Também com os irmãos Campos publicou "Teoria da Poesia Concreta", em 1965.

Ainda de acordo com Barbosa, a família não vai fazer velório e o enterro será nesta segunda (3), ao meio-dia, no cemitério do Morumbi.

Nascido em Jundiaí, em 1927, Pignatari publicou seus primeiros poemas em 1949 na "Revista Brasileira de Poesia". Em 1950, lança seu primeiro livro de poemas, "Carrossel". Formou-se em direito pela USP, em 1953, e, três anos depois, lançou o movimento da poesia concreta com o grupo Noigandres, a partir da revista publicada em 1952. Em 1956, o grupo publica "Plano-Piloto para a Poesia Concreta".


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VALOR ECONÔMICO


Valor Econômico

Manchete: Popularização de planos de saúde superlota hospitais
O aumento do emprego e da renda permitiu que, nos últimos seis anos, 11,4 milhões de brasileiros passassem a ter planos de saúde, que hoje atendem a 48,6 milhões de pessoas. Essa expansão provocou a superlotação de hospitais e laboratórios, porque milhões de cidadãos das classes C e D, que antes só iam ao médico em caso de urgência e usando a rede pública, passaram a recorrer à rede privada.

Levantamento da consultoria Aon Hewitt Brasil mostra que entre 2006 e 2012 o número de consultas aumentou 8,3% e o de exames, 29%. Com o acesso ao convênio médico, as pessoas estão suprindo a demanda reprimida e agendando consultas, indo a hospitais e, principalmente, fazendo exames de análises clínicas e de imagem, um dos maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). (Págs. 1 e B5)
Rio ganha uma fábrica de trens
A concessionária de trens urbanos SuperVia, comandada pela Odebrecht TransPort, anuncia hoje a construção de uma fábrica de trens no Estado do Rio de Janeiro em parceria com a francesa Alstom. Pelo acordo, a SuperVia vai investir R$ 300 milhões - R$ 20 milhões na unidade fabril e R$ 280 milhões na compra de 20 trens que serão construídos pela companhia francesa no local, até agosto de 2014. A nova fábrica começará a ser erguida pela Alstom em janeiro de 2013 e deverá estar concluída em sete meses.

A decisão de construir a fábrica, segundo o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, teve como principal objetivo adiantar a demanda dos 20 trens que já faziam parte de um compromisso da concessionária com o Estado do Rio e deveriam ser entregues entre 2016 e 2020. O aporte de R$ 300 milhões da SuperVia faz parte do plano de investimentos que prevê desembolso total de R$ 1,2 bilhão entre 2011 e 2016. O montante, segundo Cunha, deveria ser investido até 2020. (Págs. 1 e B7)
Indenização a geradoras também vai aumentar
O governo prepara novo decreto presidencial para corrigir os valores de ressarcimento às atuais concessionárias de geração pelos gastos que elas tiveram ao construir suas usinas hidrelétricas. O texto do decreto está pronto na Casa Civil e depende apenas de assinatura da presidente Dilma Rousseff.

O decreto reconhecerá os "custos retardatários" que as concessionárias tiveram desde a construção das usinas. Quando definiu o cálculo das indenizações, o governo considerou o Valor Novo de Reposição, que trazia para os custos de hoje o quanto as empresas gastaram no momento de erguer seus ativos. Mas deixou de lado todos os custos assumidos posteriormente, como modernização de turbinas e investimentos socioambientais ao longo da concessão. (Págs. 1, A5, A6 e B10)
Fotolegenda: A nova rota do Ártico
Em viagem pioneira, o petroleiro Ob River transporta gás natural da Noruega pelo Oceano Ártico até o Japão, quando chega na terça-feira. O aquecimento global tornou possível a utilização da rota, que reduz em três semanas o percurso usual pelo Mar Mediterrâneo. (Págs. 1 e A15)
Impasse financeiro ameaça Doha
Uma nova demanda de recursos financeiros feita pelos países em desenvolvimento às nações ricas pode colocar em colapso as negociações internacionais por um acordo climático na rodada de Doha, no Qatar, que entra em sua semana decisiva. O pedido é de US$ 60 bilhões até 2015. Delegados da União Europeia disseram que não irão se comprometer com nenhuma outra soma para combater os problemas causados pelas mudanças climáticas nos lugares mais vulneráveis do mundo. A crise econômica doméstica impede isso, justificam.

A questão financeira é um dos pontos nevrálgicos da negociação. Os países ricos se comprometeram a dar US$ 30 bilhões - US$ 10 bilhões ao ano - como recursos de curto prazo para os países mais afetados pela mudança do clima. O prazo era 2010 a 2012 e termina agora. (Págs. 1 e A15)
De novo na contramão, Credit Suisse prevê 4% de crescimento
O economista-chefe do banco Credit Suisse, Nilson Teixeira, foi um dos primeiros a prever que em 2012 a economia brasileira cresceria menos de 2% e depois refez sua previsão para 15% e 1,3%. Ela recebeu a zombaria pública do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Quando fez essas previsões, Teixeira estava na contramão de seus colegas do mercado. Depois da divulgação do resultado do terceiro trimestre, sua previsão de alta de 1,3% foi reduzida para 1%. Mas, uma vez mais, Teixeira está remando contra a corrente de uma boa parte dos analistas, que não estão vislumbram uma boa recuperação. O economista do Credit está otimista e manteve a previsão de que o PIB crescerá 4% no próximo ano e 4,5% em 2014. Teixeira disse que, com a diminuição da probabilidade de um evento extremo no exterior e a recuperação da indústria em curso, os empresários voltarão a investir. (Págs. 1 e A4)
Caixa compra R$ 500 mi em papéis da J&F sem garantia
A J&F Participações, holding que concentra os investimentos do grupo JBS, fechou uma captação de R$ 500 milhões em debêntures. Na prática, trata-se de um empréstimo, já que os papéis foram integralmente adquiridos pela Caixa Econômica Federal, banco que coordenou a operação.

A J&F obteve os recursos por um prazo de cinco anos, com carência de três anos para o pagamento do principal. Vai pagar juros equivalentes à taxa do depósito interfinanceiro (DI), que acompanha a Selic, mais 1,82% ao ano, custo inferior ao de emissões públicas de debêntures com perfil de risco semelhante e de empréstimos anteriores obtidos pela companhia. (Págs 1 e C3)
Crescimento em duas velocidades divide as economias da América Latina (Págs. 1 e B11)

Pacotes de tarifas dos bancos são desafio para os clientes (Págs. 1 e C1)

Restrição a pulverizações aéreas preocupa agricultores (Págs. 1 e B14)

Entraves ao crescimento
Desemprego, poupança e investimento baixos e ausência de reformas estruturais reduzem o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do país, que hoje estaria entre 3% e 3,5%, segundo estimativas. (Págs. 1 e A3)
Imbituba estica contrato
A Companhia Docas de Imbituba, administradora do porto catarinense, obteve liminar que estende seu contrato de concessão até julho de 2016, por conta de intervenção feita pelo governo à época da 2ª Guerra. (Págs. 1 e B1)
Avanço da segurança eletrônica
Aumento da violência nas metrópoles, principalmente na Grande São Paulo, impulsiona as vendas de equipamentos de segurança eletrônica, um mercado que movimentou US$ 1,8 bilhão no Brasil no ano passado. (Págs. 1 e B3)
A nova imagem dos televisores
Para o mercado de televisores, 2012 marcou a consolidação dos aparelhos de LED, com mais da metade das vendas, e também das “smartTVs”, com acesso à internet. No próximo ano, grandes fabricantes encerram a produção dos aparelhos de LCD. (Págs. 1 e B4)
Governo anima o setor de pesados
MAN e Mercedes anunciaram encomendas do governo que abrem perspectiva de recuperação do mercado de veículos pesados em 2013. A líder MAN, com a marca Volkswagen, venceu licitação para fornecer mais de 3 mil caminhões às Forças Armadas. (Págs. 1 e B7)
VSE ajusta o foco e corta pessoal
A Vale Soluções em Energia (VSE) demitiu cerca de 220 empregados. Os cortes fazem parte do reposicionamento da empresa, que vai focar as atividades de gaseificação, tratamento de resíduos e biodigestão. (Págs. 1 e B10)
Clima prejudica trigo gaúcho
Uma série de problemas climáticos, como excesso de chuvas, granizo e ventos muito fortes, fará com que os produtores gaúchos colham, no máximo, 1,8 milhão de toneladas de trigo na safra 2012/13, ante a previsão inicial de 2,5 milhões de toneladas. (Págs. 1 e B14)
STJ isenta serviço acessório de teles
Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) isenta as operadoras de telefonia do pagamento de ICMS sobre serviços acessórios à telecomunicação, como habilitação e troca de aparelhos, religação de linhas, mudança de números etc. (Págs. 1 e E1)
Prêmio BM&FBovespa
A repórter Alessandra Bellotto, do Valor, foi a vencedora do Prêmio BM&FBovespa de Jornalismo de 2012, com a reportagem “Promessa é dúvida”, publicada no dia 23 de julho, no caderno EU& Investimentos. (Págs. 1 e Eu & Investimentos)
Ideias
Sergio Leo

Isolada na Comunidade Andina, que adota um franco liberalismo, a Bolívia terá muitos desafios para entrar no Mercosul. (Págs. 1 e A2)

Renato Janine Ribeiro

Haverá relação entre políticas de inclusão social levadas a cabo com êxito por governos de esquerda e corrupção? (Págs. 1 e A14)

BRASIL ECONÔMICO


Brasil Econômico

Manchete: Elétricas decidem hoje se aceitam renovar os contratos de concessão
Governo acredita que a maioria das empresas vai aceitar os termos da MP 579 e assinará a renovação automática em ato marcado para amanhã. Apesar do aumento no valor das indenizações, a Cesp e a Cemig continuam a rejeitar o acordo. (Págs. 1 e 8)
"Somos a ‘casa’ da renda fixa no país"
O presidente da Cetip, Luiz Fleury, abriu o capital da empresa, dobrou seu tamanho e vê potencial para centralizar o negócio de hipotecas. (Págs. 1 e 4)
Dividendo das estatais fica bem abaixo da meta
Com mau resultado de empresas, Tesouro só recebeu R$ 19 bilhões dos R$ 29 bilhões previstos. (Págs. 1 e 9)
Nova direção da Apimec promete entidade forte
Ao assumir presidência, Reginaldo Alexandre defende um modelo mais ágil de autorregulação. (Págs. 1 e 29)
Petrobras perde na bolsa tudo o que capitalizou
Petrolífera perdeu, em valor de mercado, quase todos os R$ 120 bilhões que captou em 2010. (Págs. 1 e 28)
Firjan mostra evolução social dos municípios
Segundo entidade, em 10 anos o número de cidades na faixa de desenvolvimento dobrou. (Págs. 1 e 11)
Governadores vão a Brasília contra veto
Decisão de Dilma sobre projeto de divisão dos royalties do petróleo desagrada não produtores. (Págs. 1 e 8)
FMI e BCE pedem prioridade para a união bancária
Dirigentes das duas instituições argumentam que, assim, economia do bloco ficará mais estável. (Págs. 1 e 38)
A força dos genéricos
Com 19 anos de vida, a Prati, de Luiz Donaduzzi, atinge receita de R$ 500 mi e desperta interesse das múltis. (Págs. 1 e 16)
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MANCHETES DOS JORNALÕES DESTA SEGUNDA 03/12 /2012 - 05hr42br


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Prefeitura cassa licença de quatro taxistas por cobrança de corrida sem taxímetro

Folha de São Paulo
PPS quer explicações de Mantega e BB sobre atuação de Rosemary

O Estado de São Paulo
Ex-diretor da ANA pagou dívida do carro do irmão de Rose

Correio Braziliense
Provas do PAS: Segundo dia termina com 9,7% de abstenções

Valor Econômico
Negociação nos EUA sobre abismo fiscal não avançou, diz republicano

Estado de Minas
Domingo violento na Grande BH tem pelo menos cinco homicídios

Jornal do Commercio
Rodízio de água afetará 1,5 milhão de pessoas na Região Metropolitana do Recife

Zero Hora
Menos de 40% dos controladores de velocidade previstos até o final do ano estão em operação

Brasil Econômico
Risco de abismo fiscal nos EUA pode travar Ibovespa

INTERNACIONAIS

The New York Times
Obama quer seus eleitores apoiando reforma tributária

El País
Privatização ameaça qualidade da saúde pública na Espanha

Le Monde
Juiz ataca tabloides sensacionalistas do Reino Unido

Der Spiegel
Após ataque de Israel, palestinos sofrem as sequelas

Herald Tribune
Egito precisa se manter uma república

ESPORTIVOS

Placar
São Paulo e Peñarol farão amistoso em homenagem a Pedro Rocha

Lance
Olímpico se despede com empate, confusão e cinco expulsões no Gre-Nal

Gazeta Esportiva
Atlético-MG bate Cruzeiro em clássico quente e fatura segundo lugar na tabela

Ataque
Náutico vence nos Aflitos e rebaixa rival Sport para a Série B do Brasileiro

A Bola
Reservas do São Paulo vencem e estragam despedida do Timão

É Gol
Comandado por Eder Luis, Vasco vence e impede recorde do Flu

Extra
Lusa empata com a Ponte e escapa de novo rebaixamento

sábado, 1 de dezembro de 2012

CANTIGA BRAVA - VANDRÉ - BOM FDS À TODOS...


Cantiga Brava

Geraldo Vandré

CANTIGA BRAVA
Geraldo Vandré
O terreiro lá de casa
Não se varre com vassoura,
Varre com ponta de sabre
E bala de metralhadora.
Quem é homem vai comigo
Quem é mulher fica e chora
Tou aqui, quase contente,
Mas agora, vou-me embora.
Como a noite traz o dia,
Com tristeza ou com demora.
Terá quem anda comigo,
Sua vez e sua hora.
O que sou nunca escondi,
Vantagem nunca contei,
Muita luta já perdi,
Muita esperança gastei.
Até medo já senti,
E não foi pouquinho não.
Mas, fugir, nunca fugi,
Nunca abandonei meu chão
Letra copiada do LP Canto Geral