segunda-feira, 19 de julho de 2010

Centrais Sindicais convidam para a criação de Comitê Pró-Osmar

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Mudanças no Código Florestal baseiam-se em ‘desconhecimento entristecedor’

Escrito por Aziz Ab’Saber

Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macrobiomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no "Código Florestal" tem de ser conduzida por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis.

Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais.

Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não têm qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos técnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, seja no Brasil Tropical Atlântico ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias "ecologicamente auto-sustentadas" é uma mania de cientistas irrealistas.

Por muitas razões, se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional de nosso território. Remetemos essa idéia para Brasília e recebemos resposta de que era boa, mas complexa e inoportuna (…). Entrementes, agora outras personalidades trabalham por mudanças estapafúrdias e arrasadoras no chamado Código Florestal.

Razão pela qual ousamos criticar aqueles que insistem em argumentos genéricos e perigosos para o futuro do país. Sendo necessário, mais do que nunca, evitar que gente de outras terras, sobretudo de países hegemônicos, venha a dizer que fica comprovado que o Brasil não tem competência para dirigir a Amazônia (…). Ou seja, os revisores do atual Código Florestal não teriam competência para dirigir o seu todo territorial do Brasil. Que tristeza, gente minha. Leia mais

EUA: a expectativa equivocada em torno do Partido do Chá

Escrito por Virgilio Arraes

Em novembro próximo, haverá o primeiro teste eleitoral de peso dos simpatizantes do chamado Partido do Chá. Desconfiados dos democratas e desiludidos com os republicanos, seus eleitores, a depender naturalmente do resultado do pleito, indicarão a viabilidade no médio prazo de uma terceira via no sistema político norte-americano.

A insuficiência militar e a incapacidade econômica da gestão Bush ocasionaram a oportunidade para que ativistas descontentes se referenciassem de maneira constante aos fundamentos constituintes da nação estadunidense.

Como conseqüência, os adeptos do novo movimento têm atraído atenção significativa de todos os meios de comunicação, especialmente do televisivo. Aos olhos da mídia mais à direita, apresenta-se como uma agregação renovadora em termos de representação aos anseios da população, ao menos da classe média.

É possível observar isto quando se assiste ao programa de Glenn Beck, por exemplo, no canal a cabo Fox News, com mensagens direcionadas normalmente ao espectador comum, ou folheia-se o Wall Street Journal, voltado para o público mais sofisticado, de formação universitária, de renda mais expressiva e mais vinculado ao setor financeiro, onde se pode ler as colunas do economista Stephen Moore, membro da editoria.

Aos mais à esquerda, como algo de matiz folclórico, próximo da bizarrice e, por conseguinte, sem decisivo impacto eleitoral próprio. Aos mais incrédulos, a movimentação chazeira seria mesmo artificial, criada - não insuflada ou na melhor das hipóteses catalisada - por determinados veículos de comunicação. Leia mais

Dilma e o terrorismo

Escrito por Wladimir Pomar

O bombardeio para reduzir as chances de Dilma Roussef, candidata do PT, do presidente Lula e de uma coalizão de partidos que vai da esquerda à centro-direita, começou cedo. A direita que apóia Serra dissemina não só a suposição de que Dilma não tem experiência política, mas também que é uma terrorista. Retoma, assim, os qualificativos que a ditadura militar utilizava contra todos os que se opunham a ela.

Naquela época, embora exilado no exterior, Serra também era tido como terrorista pelo regime que aplicou o mais perverso terrorismo de Estado da história brasileira. Nessas condições, não deixa de ser um sinal evidente que, ao passar para o outro lado, ele assimila os mesmos métodos de propaganda suja que a ditadura empregou contra seus opositores.

Mais recentemente, essa direita serrista voltou suas baterias para criar dissensões no PT, entre pretensos radicais, nos quais incluiu Marco Aurélio Garcia, Franklin Martins e Paulo Vanucci, e pretensos moderados, cujas principais expressões seriam Antonio Palloci e Luís Dulci. A revista Veja, por exemplo, tomando por base a proposta de programa do PT, que seria radical, retrógrado e autoritário, erroneamente apresentado ao Tribunal Eleitoral como o programa de coalizão da candidata, coloca em dúvida a capacidade de Dilma em controlar aqueles "radicais", ao contrário do que Lula teria feito.

Assim, esse bombardeio preliminar fornece alguns elementos sobre as formas de luta que a direita vai utilizar na disputa eleitoral, em contraposição às balas de açúcar que alguns setores da burguesia estão oferecendo a Dilma, como as platéias de empresários, dispostos a ouvir suas propostas, e o almoço simpático e civilizado oferecido por D. Lily Marinho. Serra visa reunificar a burguesia e colocá-la sob seu comendo, explorando o medo ao PT. Nada diferente do que a direita fez em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006.

Embora essa tática esteja desgastada, não se pode subestimá-la. Se a candidata petista acreditar que as balas adocicadas podem salvá-la dos ataques ferozes da direita raivosa, pode estar incorrendo em ilusão. Em outras palavras, pode estar acreditando ser mais positivo não responder com firmeza à direita. Pode achar desnecessário colar o candidato Serra aos descaminhos do governo FHC. Pode considerar indispensável continuar tranqüilizando o sistema financeiro quanto a medidas de controle contra o capital especulativo. Ou ser induzida a ter suas atividades restritas à conquista do apoio dos setores de centro da burguesia.

Portanto, indiretamente, a candidata petista pode ser levada a dar pouca importância à necessidade de concentrar sua campanha no corpo a corpo com as grandes massas do povo. Isto é, o mesmo tipo de corpo a corpo que quase levou Lula à vitória em 1989 e o levou à vitória em 2002 e 2006. Corpo a corpo que a obrigará, inevitavelmente, a responder com mais firmeza a questões de interesse popular, como as políticas de juros, ampliação da redistribuição de renda, assentamento dos lavradores sem-terra, criação de empregos, moradia popular e democratização política, social e econômica.

Se a candidatura petista não fizer essa inflexão para o corpo a corpo com as camadas populares do eleitorado brasileiro, quase certamente não conseguirá romper o atual empate técnico e político com o candidato da direita e correrá até mesmo o risco de perder no primeiro turno. Além disso, a campanha de Dilma parece ter um problema de coordenação, relacionado tanto com a suposta contratação de arapongas para fabricar dossiês contra o candidato tucano quanto com o registro errado do programa de governo da candidata no Tribunal Eleitoral.

Ambos os incidentes apontam para falhas graves, que abriram flancos a ataques da direita e, provavelmente, podem ter levado confusão ao seio de seus apoiadores. O pior é que parece haver uma tendência de culpar o mordomo, ou a secretária, por erros dessa gravidade. O que pode ser o mesmo que não resolver os problemas políticos de fundo que possam haver causado tais falhas, o que pode ser fatal para sua campanha.

Por fim, parece haver na campanha Dilma uma certa presunção de que o apoio do presidente Lula pode superar qualquer dificuldade que apareça. Esta idéia também pode ser perniciosa para a candidatura petista. É evidente que o apoio de Lula é essencial para o seu crescimento. No entanto, embora necessário e fundamental, ele não é suficiente.

Se ela, a militância e os filiados do PT ficarem esperando os passos de Lula, ou da coordenação da campanha, e não tomarem a decisão de levarem a campanha para as ruas, como ocorreu em 1989, 2002 e 2006, certamente contribuirão para manter os índices de preferência da candidata petista abaixo do necessário para vencer.

Nessas condições, embora a tendência de crescimento da candidatura Dilma pareça favorável, é provável que ela esteja vivendo uma situação crítica que pode fazê-la desandar se os problemas listados acima não forem devidamente detectados e sanados a tempo. Em particular porque a direita não dará trégua diante de qualquer erro, engano ou vacilação.

A direita serrista está disposta a fazer terrorismo da pior espécie, ao mesmo tempo em que se aplica na tentativa de etiquetar a candidata Dilma, o PT e a esquerda de terrorista, radical, retrógrada e autoritária. Talvez tenha chegado o momento de responder com mais firmeza a essas questões.

Wladimir Pomar é escritor e analista político

Depois da Copa

Escrito por D. Demétrio Valentini

Terminou a Copa do Mundo. Os campeões têm direito a festejar, pela proeza de terem chegado vitoriosos ao final.

Mas todos podemos ter motivos de alegria, pelos valores positivos que apresentou esta Copa do Mundo, a primeira a se realizar no continente africano. O mundo tem uma grande dívida com a África.

É muito provável que ela tenha sido o berço da humanidade. Já isto seria motivo de olhar com respeito para a África. Mas nos séculos recentes, a África foi terrivelmente explorada, sobretudo pelas nações européias, que dividiram entre si os territórios africanos, para subjugá-los como colônias, postas a serviço dos interesses dos países dominadores.

Ainda hoje a África paga o pesado preço de ter sido espoliada pela Europa. As próprias fronteiras entre os atuais países africanos, impostas pelo processo colonizador, muitas vezes não correspondem às divisas entre povos e culturas diferentes. Este fato estimulou muitos atritos, que às vezes degeneraram em guerras fratricidas. Tudo porque forçaram populações homogêneas a se separarem, obrigando-as a conviveram com outras de culturas diferentes.

E assim daria para lembrar tantas injustiças cometidas contra a África, da qual se procurou explorar a força humana pela imposição da escravidão, e roubar suas riquezas, deixando para trás rastros de pobreza e de miséria.

Neste sentido, valeu a realização da Copa do Mundo na África do Sul, palco de descriminação racial por longo tempo, cujas conseqüências ainda permanecem em grande parte.

Se houvesse um vencedor a ser designado pelos objetivos de reparação de injustiças e de reconhecimento da dignidade dos contendores, este vencedor seria, sem dúvida, o povo africano.

Independente do campeão, quem merece nossa admiração e nosso apoio é o povo sofrido da África, que tem todo o direito de definir sua vida e traçar o seu futuro.

Levantemos a taça, como brinde para o povo africano!

D. Demetrio Valentini é bispo da diocese de Jales

sábado, 17 de julho de 2010

Um Programa de Transição Anti-Capitalista na Democracia Burguesa

Escrito por Raymundo Araujo Filho para o Correio da Cidadania

Este artigo foi inspirado em uma rápida e certeira reflexão do economista e moderador do Programa Faixa Livre Paulo Passarinho, ao responder brevemente a um ouvinte, em uma das transmissões diárias do programa (http://www.faixalivre.org.br/).

De muitas coisas macabras têm sido acusados os que fazem oposição, e não alinhamento, posicionando-se à esquerda ao que nos acostumamos a chamar de Lullo Petismo, mesmo que isso não seja nenhuma Teoria Política, mas apenas um espetáculo de governança medíocre e conservador, logicamente travestido (bota travestido nisso!) de REALISMO e PRAGMATISMO - fachadas sedutoras e "maduras", para mascarar a desideologização da política e a entrega dos recursos mais caros do país, além de completo abandono da pessoa humana, transformada em mero consumidor. E tudo isso à custa da completa destruição do Brasil e da iniqüidade de 40 milhões de brasileiros E em uma situação INTOCADA, em que 10% (apenas os 18 milhões mais ricos) continuam a consumir 50% de tudo o que existe no país e os 40% mais pobres apenas 10% (dados verificáveis no IPEA e IBGE, em valores muito aproximados)

A morosidade, caminhos tortuosos (para não dizer outra coisa) e soluções conservadoras de Lulla e seus aliados, nestes quase oito anos, nos mostram que é muito lenta a velocidade da solução dos problemas estruturais do país, que beneficiasse a grande maioria da população. Como, por exemplo, ganhos salariais (hoje ridículos e comidos pela tabela do IR) e retirados não da burguesia, mas sim da ex-classe média e salários de técnicos especializados, que tiveram diminuídos ou paralisados os aumentos de seus vencimentos (servidores públicos).

Ao contrário disso, é rápida e pornográfica a acumulação de riquezas pela burguesia, através da oligopolização das funções industriais, executivas de obras e financeiras, da concentração das terras e da mídia nas mãos de poucas famílias e grupos, além dos péssimos indicadores macroeconômicos de médio e longo prazo, mas avalizados por nossas riquezas empenhadas, levando-se em conta o passivo que representam e a privatização de suas extrações e dos serviços públicos. Privatizações estas que continuam "de vento em popa", mas agora sob a forma de "joint ventures", uma espécie de "jontex" do Lullo Petismo.

Assim, não está aqui em questão a possibilidade de aderirmos ou acharmos viável seguir por este caminho de inserção no capitalismo de forma subalterna, dando migalhas de consumo (muitos supérfluos e fabricados como pipocas de circo) ao povo, sem nenhum estímulo para a participação política, senão como curral eleitoral.

Têm dito, os Lullo Petistas, notadamente aqueles que ostentam o marxismo como panacéia de algibeira neo-interpretada, ou como Bíblias das religiões comerciais, que "há de se não maldizer a democracia burguesa e saber fazer o jogo, esperando que o povo aprenda com a sua própria experiência e sabedoria...".

A estes eu respondo: o importante é saber o que fazer na democracia burguesa, sem que destruamos o espírito da luta de classes, tentando substituí-lo pelo apego ao consumo, como "mola mestra para a Revolução". E não perdermos de vista que toda a propriedade (burguesa, de reserva patrimonial – os comunistas e anarquistas ortodoxos que me desculpem...) é um roubo.

A nossa atual situação onde NENHUM Serviço Básico ou Concessão Pública funciona sequer razoavelmente, se botarmos, bem colocadas, as mãos na consciência, é prova de que não existe a transposição do mero consumo ou recebimento de assistência social para estados de consciência e reivindicação de direitos.

A não ser que os Lullo Petistas queiram jogar para as calendas futuristas uma possível (certo só a morte) onda de reivindicações populares, certamente originadas em um novo tipo de organização, talvez por geração espontânea, tamanha a anestesia política e social que aplicam no Povo, que sequer sabe mais o significado da palavra r-e-i-v-i-n-d-i-c-a-r, trocada pela palavra a-c-e-i-t-a-r.

Devem ter tempo de sobra estes ideólogos do Lullo Petismo, que parecem se achar imortais, além de não sofrerem, muitos deles, na própria pele a iniqüidade que a maioria da população sofre como condição secular. Há muito tempo que tem gente que "empurra com a barriga"....

Mas estes articulistas do PIL (Partido da Imprensa Lullista) - muitos dos quais devem receber bem para parecerem "isentos" ou "populares", com simpatia explícita ao Lulla (ontem, era ao FHC e, anteontem, ao Collor) - não conseguem também articular a crítica sobre alguns pontos que, a meu ver, são, estes sim, os verdadeiros "calcanhares de Aquiles" dos Partidos e Movimentos que se dizem à esquerda do Lulla. Aliás, coisa que não é difícil...

Ficam tão obcecados em justificar o injustificável, através de malabarismos espetaculares e pirotécnicos, que não conseguem formular a crítica correta. Pois, afinal, esta leva a discussão para a esquerda, e, como se sabe, certos "esquerdistas" fogem da esquerda como o diabo da cruz! Ao contrário deles (por medo de terem de debater teses esquerdistas de verdade), tenho enfrentado este árido espaço da crítica a companheiros, que não devem, a meu ver, cometer os mesmos erros estruturais de militância (partidária ou não) daqueles que criticamos.

Refiro-me à falta dos seguintes corolários, dentro da esquerda:

1) Uma unidade em questões mínimas que, a meu ver, hoje são centrais no combate ao capitalismo, como o são o apoio político ao momento venezuelano, a governos de contestação aos EUA na América, aos movimentos populares pacíficos ou sublevados e à não ingerência dos EUA no Oriente Médio e países em guerra com Israel, para ficar só nisso.

2) A falta de um Programa de Transição Anti-Capitalista a ser operado contra o Estado Burguês e sua (nossa, afinal) Democracia Formal (apenas formal), lastreado e baseado nas lutas cotidianas do povo pobre. Programa este que, ademais, possa fazer um contraponto ao proselitismo ideológico, sob as mais variadas nuances, sobre "o regime ideal", o qual, sem este substrato visível e prático, apenas parece mais uma "boa nova", das tantas que existem na política e nas religiões.

Assim, sob a máxima da vida partidária e político-institucional, sem um forte contraponto Popular em ações de visibilidade, e "em cima do laço" das agruras vividas diariamente pelas pessoas comuns, poderíamos utilizar as eleições de forma franca com o eleitorado. Isto implica em NÃO vender ilusões eleitoreiras, sobre algum Poder não participativo ou possibilidade de vitória, utilizando o período de exposição ao público com convocações específicas para Atos Públicos, ocupações de espaços e de Resistência às investidas anti-populares e farsescas próprias destes governantes que temos. E temas e fatos não nos faltariam para este incitamento...

Mas, para isso acontecer, teria sido necessário que os aparelhos políticos ditos de vanguarda (muitas vezes do atraso) se despissem, ou apenas utilizassem como referência, das suas profissões de fé ideológica, a meu ver tão filigramáticas que se tornam meras quimeras do exercício intelectual no estado atual das coisas. Além do que sequer a palavra de ordem "Pelo Socialismo" unifica a luta anticapitalista, de tão vulgarizada que tornaram esta sentença, que não é compartilhada por todos os anticapitalistas, que seguem, com todo o direito, outras orientações, mas no campo da esquerda revolucionária (seja lá o que isso for...)

Assim, lamento o desacerto e também, a meu ver, as verdadeiras traições e achaques personalistas, com os quais os partidos e lideranças que se dizem à esquerda do Lullo Petismo nos brindaram (ao simples eleitor). Não se acertaram nem entre si, quanto mais na conquista daqueles que votam nulo como um protesto e que poderiam, ao menos no primeiro turno, dar corpo visível votando taticamente. O que, infelizmente, se dará de forma atomizada e pulverizada nestas eleições, ao menos no primeiro turno. Espero que nos reencontremos no segundo turno, na rejeição aos candidatos de cartas marcadas do sistema. E se não der segundo turno, que fiquemos apenas com a certeza de que a Luta recomeçará mais cedo e focada não em eventos eleitoreiros, mas na organização popular de base.

Sem povo protagonista, a luta não vale a pena. Portanto, para mim, serão válidos todos os votos nulos, brancos, o absenteísmo, ou os votos em partidos que se dizem à esquerda do Lulla. De preferência naqueles que não ecoam os ditames do capital, vociferando contra governos e países que, afinal, são produtivos na luta internacional, pois fazem o enfrentamento antiimperialista estratégico. Isso mesmo sem vestirem a roupa que vestiríamos com mais conforto, mas uma roupa que o povo desses países aprova, e não passivamente, por inércia.

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e olha para seu título eleitoral, com grande desânimo, pois nem como exercício tático eficiente logrará êxito em 2010.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Paraná gera 10,4 mil empregos em junho

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o Paraná gerou, no mês de junho, 10.446 novos empregos com carteira assinada. O resultado é o melhor entre os estados da região Sul e um dos cinco melhores do país.

Com os novos números, chegou a 100.988 o total de empregos formais gerados no primeiro semestre do ano, segundo melhor saldo para o período, desde o início do cadastro do Ministério, em 1992.

Só os números de janeiro a maio já superaram em 46% o resultado de todo o ano de 2009, quando foram gerados 69.084 empregos com carteira assinada.

De acordo com o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Tércio Albuquerque, o bom desempenho paranaense comprova a eficácia das medidas adotadas pelo Governo Estadual no incentivo a geração de empregos.

“O governo do Paraná vem adotando ações em defesa do trabalhador e do empreendedor paranaense. São exemplos a isenção e redução de ICMS para micro e pequenas empresas, redução de impostos, oferta de microcrédito, qualificação profissional e garantia do maior salário mínimo regional do Brasil”, afirma o secretário.

SETORES – Entre as atividades da economia paranaense, o setor de serviços foi o que alcançou melhor desempenho em junho. Foram 3.469 novas contratações no mês e 33.454 no primeiro semestre do ano. Em seguida, aparece a indústria da transformação, com 2.810 empregos gerados no último mês e a agropecuária com 1.819 postos de trabalho. A construção civil colocou 1.259 trabalhadores no mercado formal e o comércio, 984.

Dos subsetores contabilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o maior saldo de empregos no mês de junho no Paraná veio da produção de alimentos e bebidas (1.205) e transporte e comunicação (1.193), seguidos pelos setores de administração de imóveis (1.084) e comércio varejista (873).

INTERIOR – Os dados mostram que as cidades do interior do Estado foram responsáveis por 65,6% do total de empregos gerados no Paraná em junho: 6.755 postos de trabalho. Já os 26 municípios que compõem a Região Metropolitana de Curitiba abriram 3.691 mil oportunidades, o que equivale a 34,3% do total de vagas.

Com o resultado de maio, sobe para 2.302.331 o número de trabalhadores do Paraná com registro formal. Destes, 747.124 conquistaram um emprego a partir de 2003, início dos governos de Roberto Requião e Orlando Pessuti. Para se ter uma dimensão dos números, nos oito anos do governo anterior, o saldo foi de 37.882 empregos.

fonte: setp

Todos os candidatos a governador e vice 'milionários'

Veja a lista dos 75 nomes que concorrem a um dos dois cargos e declararam à Justiça eleitoral patrimônio superior a R$ 1 milhão:

CENTRO-OESTE

DISTRITO FEDERAL
Governador: Agnelo (PT) – R$ 1.150.322,00
Governador: Joaquim Roriz (PSC) – R$ 5.241.152,60
Vice: Filippelli (PMDB) – R$ 3.970.537,00
Vice: Jofran Frejat (PR) – R$ 5.364.387,74

GOIÁS
Governador: Iris Rezende (PMDB) – R$ 14.638.948,31
Governador: Marconi Perillo (PSDB) – R$ 1.637.136,72
Governador: Vanderlan (PR) – R$ 6.824.395,02
Vice: José Eliton (DEM) – R$2.546.000,00

MATO GROSSO
Governador: Mauro Mendes (PSB) – R$ 57.155.336,45
Vice: Otaviano Pivetta (PDT) – R$ 415.727.180,51*
Governador: Silval Barbosa (PMDB) – R$ 2.056.670,97
Vice: Chico Daltro (PMDB) – R$ 5.240.764,47
Vice: Dilceu Dal Bosco (DEM) – R$ 2.325.362,68
* O candidato está pedindo à Justiça eleitoral retificação do valor do patrimônio. Segundo sua assessoria, foi somada - em vez de ser considerada - uma dívida de R$ 141 milhões. Ainda de acordo com a assessoria do candidato, seu patrimônio líquido é de R$ 132.693.349,00. Foi este o valor considerado na reportagem.

MATO GROSSO DO SUL
Governador: André Puccinelli (PMDB) – R$ 5.378.828,63
Governador: Nei Braga (Psol) – R$ 1.000.000,00
Governador: Zeca do PT (PT) – R$ 2.299.723,00
Vice: Simone Tebet (PMDB) – R$ 1.595.867,88
Vice: Tatiana Ujacow (PV) – R$ 1.520.446,00

NORTE

ACRE
Vice: Cesar Messias (PP) – R$ 1.438.482,12

AMAZONAS
Governador: Alfredo Nascimento (PR) – R$ 1.092.676,35
Governador: Omar Aziz (PMN) – R$ 1.177.149,91

AMAPÁ
Governador: Jaime Nunes (PSDC) – R$ 5.630.870,94
Governador: Pedro Paulo (PP) – R$ 1.950.220,07

PARÁ
Governador: Juvenil (PMDB) – R$ 1.412.487,13
Governador: Simão Jatene (PSDB) – R$ 6.076.826,00
Vice: Helenilson Pontes (PPS) – R$ 2.176.225,71
Vice: Hildegardo Nunes (PMDB) – R$ 1.403.330,49

RONDÔNIA
Governador: Confúcio Moura (PMDB) – R$ 8.554.881,14
Governador: Expedito Junior (PSDB) – R$ 1.165.750,62
Vice: Tiziu Jidalias (PP) – R$ 6.317.985,00

RORAIMA
Governador: Dr. Petrônio (PHS) – R$ 1.140.000,00
Vice: Chico Rodrigues (DEM) – R$ 1.939.730,56
Vice: Marília Pinto (PSB) – R$ 1.352.583,38

TOCANTINS
Governador: Carlos Gaguim (PMDB) – R$ 2.976.292,19

NORDESTE

ALAGOAS
Governador: Fernando Collor (PTB) – R$ 7.724.383,41
Governador: Teotônio Vilela (PSDB) – R$ 14.623.903,60
Vice: Nonô (DEM) – R$ 4.271.390,87

BAHIA
Governador: Geddel Vieira Lima (PMDB) – R$ 3.798.442,64
Governador: Jaques Wagner (PT) – R$ 1.041.452,92
Governador: Paulo Souto (DEM) – R$ 1.179.101,70
Vice: Otto Alencar (PP) – R$ 1.853.375,98
Vice: Nilo Coelho (PSDB) – R$ 22.233.424,25

CEARÁ
Governador: Lúcio Alcântara (PR) – R$ 1.438.423,53
Vice: Claudio Vale (PPS) – R$ 12.161.081,06
Vice: Pedro Fiuza (PSDB) – R$ 38.927.749,28

MARANHÃO
Governador: Roseana Sarney (PMDB) – R$ 7.838.530,34

PARAÍBA
Governador: José Maranhão (PMDB) – R$ 7.429.880,68

PERNAMBUCO
Governador: Jarbas Vasconcelos (PMDB) – R$ 1.241.560,85
Governador: Sérgio Xavier (PV) – R$ 1.809.920,00
Vice: Mirian Lacerda (DEM) – R$ 1.518.981,06
Vice: João Lyra (PDT) – R$ 1.669.670,09

PIAUÍ
Governador: Wilson Martins (PSB) – R$ 2.881.888,50
Vice: Flávio Nogueira (PDT) – R$ 1.137.314,09
Vice: Morais Filho (PMDB) – R$ 1.083.151,98
Vice: Sá Filho (PSDB) – R$ 1.684.816,38

RIO GRANDE DO NORTE
Governador: Carlos Eduardo (PDT) – R$ 3.076.019,23
Governador: Iberê (PSB) – R$ 2.436.470,15
Vice: Alvaro Dias (PDT) – R$ 1.048.562,57
Vice: Robinson Faria (PMN) – R$ 3.708.882,88

SERGIPE
Governador: João Alves (DEM) – R$ 1.038.102,47

SUDESTE

MINAS GERAIS
Governador: Hélio Costa (PMDB) – R$ 1.347.805,42
Vice: Alberto Pinto Coelho (PP) – R$ 2.267.902,72
Vice: Leonardo Mattos (PV) – R$ 1.052.000,00

SÃO PAULO
Governador: Celso Russomanno (PP) – R$ 1.129.077,00
Governador: Skaf (PSB) – R$ 10.838.896,75
Vice: Afif Domingos (DEM) – R$ 49.211.803,00
Vice: Dra. Marianne Pinotti (PSB) – R$ 1.225.580,51

RIO DE JANEIRO
Vice: Márcio Fortes (PSDB) – R$ 4.442.412,71

SUL

PARANÁ
Governador: Osmar Dias (PDT) – R$ 5.191.343,40
Governador: Beto Richa (PSDB) – R$ 4.238.112,00
Vice Governador: Rocha Loures (PMDB) R$ 1.669.227,00

RIO GRANDE DO SUL
Governador: Tarso Genro (PT) – R$ 2.972.627,05
Vice: Pompeo de Mattos (PDT) – R$ 1.430.812,21

SANTA CATARINA
Governador: Angela Amin (PP) – R$ 1.646.754,53
Governador: Raimundo Colombo (DEM) – R$ 1.812.700,35


Fonte: Congresso em Foco com base em levantamento na página do TSE.

2011 será o Ano da Holanda no Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 14, o PL 6.498/2009 que institui 2011 como o Ano da Holanda no Brasil. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), um dos autores do projeto, disse que o centenário será uma grande festa de confraternização nos estados do Sul e parte de São Paulo, especialmente os municípios de Carambeí, Arapoti e Castro, no Paraná, Não Me Toques, no Rio Grande do Sul, Holambra e Paranapanema em São Paulo, municípios com forte presença holandesa desde início do século XX. Os primeiros holandeses chegaram ao Paraná em 1911.

O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator do projeto na CCJC, falou de seu contentamento em relatar a proposição por que estudou na Holanda em 1987 e vivenciou a integração entre esses dois povos. Essa integração de famílias de descendentes de holandeses no Brasil trouxe a experiência do trabalho com a terra e o cooperativismo, que contribuíram para fortalecer as economias regionais, a exemplo da hoje Batavo Cooperativa Agroindustrial, instalada em Carambeí. O PL foi aprovado por unanimidade e segue para apreciação no Senado.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trabalhadores da Porcelanas Schmidt reclamam de atraso nos salários

Cerca de 500 trabalhadores realizaram hoje pela manhã um protesto em frente a empresa Porcelanas Schmidt, em Campo Largo, município da região de Curitiba.

Os funcionários, revoltados com o atraso de salários, queimaram pneus em frente ao portão de acesso da empresa, uma das principais do setor de porcelanas da América Latina.

Em nota oficial, os manifestantes declararam que fizeram a barricada de pneus quando a empresa tentou obrigar funcionários a trabalhar.

A polícia chegou a ser acionada, mas apenas monitorou a manifestação, já que o protesto continuou pacífico em frente à fábrica.

O gerente de produção da unidade de Campo Largo, Roberto Lang, disse que a empresa já se comprometeu em negociação a pagar os salários entre sexta e sábado próximos.

Lang disse ainda que o acordo previa dispensa remunerada aos empregados. Todos estavam autorizados a voltar trabalho na próxima segunda-feira.

"Eles [trabalhadores] já sabiam desde terça-feira de toda a negociação. Todos poderiam ficar em casa, mas preferiram vir para a frente da empresa para protestar", afirmou o gerente.

Em todo o país, mais de 2,3 mil candidaturas podem ser impugnadas

Com o reforço da Lei da Ficha Limpa , o Ministério Público Eleitoral já pediu a impugnação de pelo menos 2.309 candidaturas em todo o país. O balanço parcial, até a noite desta terça-feira (14), indicava que, com a aprovação do projeto da Ficha Limpa, pelo menos 308 políticos condenados pela Justiça ou que tiveram contas rejeitadas por Tribunais de Contas podem perder o direito de participar da disputa. Eles estão sujeitos às novas regras, incorporadas à lei em junho, que impedem a candidatura de quem foi condenado por órgãos colegiados (mais de um juiz).

Apenas em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o Ministério Público Eleitoral (MPE) detectou que 614 concorrentes descumprem de alguma forma os requisitos para participar da disputa: idade mínima, alfabetização, desincompatibilização de cargo público em prazo hábil e apresentação da documentação completa ao TRE, além de manter em dia suas contas com as justiças comum e eleitoral.

Em Alagoas, o MP Eleitoral pediu a impugnação de 90% dos candidatos a cargos públicos. Dos 438 pedidos de registros, 383 foram impugnados por problemas na documentação, como falta das certidões criminais. Na lista estão os seis candidatos ao governo do estado, entre eles o senador Fernando Collor (PTB), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o atual governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), além da vereadora Heloísa Helena (PSOL), candidata ao Senado. Na prática, 55 candidatos poderiam disputar a eleição. Os candidatos têm sete dias para regularizar a documentação.

Em muitos casos, políticos deixam de apresentar a documentação exigida para não serem agarrados pela nova lei. No Maranhão, onde o TRE pediu a impugnação de 85 pessoas, existem inúmeros casos de certidões criminais não apresentadas.

A peneira do ficha limpa pegou condenados por tráfico, homicídio, formação de quadrilha, corrupção e furto. Em Sergipe, segundo o MP, houve até fraude para driblar a lei. Não bastasse a condenação por assassinato, Rubens Oliveira Bastos (PTdoB), candidato a deputado estadual, também pode ser processado por mentir à Justiça. Ao pedir a impugnação do registro do candidato, o procurador Ruy Mello descobriu que, para obter uma certidão negativa criminal, Bastos mudou a grafia do primeiro sobrenome. Trocou "Oliveira" por "Oliveria". A manobra deve render um novo processo por falsidade ideológica.

No Piauí, foram impetrados pedidos de impugnação contra 39 candidatos, entre eles o do primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM), o terceiro-secretário do Senado, Mão Santa (PSC), ambos candidatos à reeleição, e o ex-governador Wellington Dias (PT), candidato ao Senado. Heráclito conseguiu liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para concorrer à reeleição mesmo sendo atingido pela Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado pelo Tribunal de Justiça do Piauí por abuso do poder econômico.

109 candidaturas impugnadas

Na Bahia, foram impugnadas 109 candidaturas, o equivalente a 10% do número de pedidos de registros. Entre os nomes conhecidos estão o ex-deputado Genebaldo Correia, um dos anões do Orçamento, o ex-deputado Benito Gama (PTB), relator do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, e deputado Geraldo Simões (PT), compadre do presidente Lula.

No Rio Grande do Sul, o candidato a vice-governador Pompeo de Mattos (PDT), da chapa liderada por José Fogaça (PMDB), e o atual presidente da Assembleia Legislativa, Giovani Cherini (PDT), que buscava uma vaga na Câmara, estão entre 28 nomes que tiveram candidaturas impugnadas.

Em Roraima, dois ex-governadores caíram na garras do MPE: Neudo Campos (PP), candidato a deputado federal, e Flamarion Portela (PTC). Os dois por terem contas julgadas irregulares. Em alguns estados, se o MP for vitorioso nas causas, chapas majoritárias estarão ameaçadas tanto na base de Dilma Rousseff (PT) quanto de José Serra (PSDB). O mesmo se aplica ao Distrito Federal, onde o líder das pesquisas para o governo, Joaquim Roriz (PSC), teve contra si pedido de impugnação. Além de Roriz, cujo registro foi contestado por ter renunciado ao mandato de senador em 2007 para escapar da cassação, a candidata ao Senado Maria de Lourdes Abadia (PSDB) teve o registro questionado pelo MPE. Ela tem contra si uma condenação de 2006. À época, Abadia foi condenada pelo TRE-DF por compra de votos.

Em Rondônia, Ivo Cassol (PP), candidato ao Senado, e Expedito Junior (PSDB), que quer ser governador podem cair em meio à disputa. Pedro Wilson (PT-GO) e Marcelo Miranda (PMDB-TO), que pleiteiam vagas ao Senado, também podem ficar de fora por força da lei de inelegibilidade.

O Espírito Santo tem uma extensa lista de políticos famosos por irregularidades que os tornam alvos do Ministério Público. O ex-presidente da Assembléia Legislativa, Luiz Carlos Gratz, mesmo com condenações na Justiça Eleitoral e no Tribunal de Contas do Estado, apresentou sua candidatura ao Senado.

Em São Paulo, o TRE ainda não publicou os editais com os registros de candidatura, atrasando a indicação dos pedidos de impugnação.

fonte: Gazeta do Povo

Osmar Dias e Dilma Rousseff reúnem 200 prefeitos no Paraná

do paranaonline

Com a presença da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, os candidatos da chapa “A união faz um novo amanhã” reuniram ontem à noite no Clube Concórdia, no centro de Curitiba, cerca de 200 prefeitos dos partidos que formam a coligação para tentar garantir o apoio integral à chapa. Dilma, o candidato ao governo, Osmar Dias (PDT), os candidatos ao Senado Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) e o governador Orlando Pessuti (PMDB) pediram unidade aos prefeitos, que, por questões politicas locais possam hesitar no apoio a Osmar para o governo do Estado.

“Eu perdi a eleição de 2006 porque não tinha essa gente comigo. Não tinha PT e PMDB. Eleição não se ganha sem o apoio dos prefeitos e eu assumo desde já o compromisso: o prefeito que me apoiar nesta eleição terá meu apoio em 2012”, prometeu Osmar Dias. “Tenho certeza que os prefeitos não vieram aqui por curiosidade. Vieram para para consolidar o apoio a essa chapa. Dilma, Osmar, Requião e Gleisi. Faço o apelo pela chapa fechada”, emendou Requião.

Com a maioria dos prefeitos filada ao PMDB, o governador Orlando Pessuti teve papel importante na conversa com os prefeitos. Pessuti explicou que abriu mão da candidatura pela união da base, disse que sabia que muitos dos prefeitos queriam sua candidatura, mas pediu para os prefeitos apoiarem a candidatura de Osmar “em nome da unidade nacional, da manutenção dos programas sociais do governo Lula e de nosso governo”, disse Pessuti, em sua primeira aparição na campanha. “E para quem me pergunta até onde me evolverei nessa campanha, digo que não estou envolvido, estou comprometido, 100%, em eleger Osmar e Dilma”, declarou o governador.

O gesto de Pessuti, que abriu mão da candidatura, foi destacado por todos os oradores. Para Dilma, a aliança montada é reflexo da maturidade política do Paraná. “São grandes ações como essa que dão força e sensação de vitória. Baseada na generosidade e na consciência de que o Brasil e o Paraná avançaram muito nesses oito anos e não pode retroceder”, disse a candidata a presidente.

Dilma destacou a parceria com os municípios, citando, como exemplo a compensação das perdas no repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Ela disse que o País cresceu porque “não pensou em cimento e aço, mas sim na qualidade de vida das pessoas”. E prometeu, se eleita, construir 2 milhões de novas moradias no Minha Casa Minha Vida, implantar escolas técnicas em todos os municípios com mais de 40 mil habitantes e construir seis mil creches. “Mas, enquanto tem políticos comprometidos com várias promessas que não realizaram quando estavam no governo, nós, primeiro, faremos o possível, depois, o necessário, e, assim, acabaremos fazendo o impossível. Ou alguém, em 2002, achava que estaríamos emprestando dinheiro ao FMI?”, provocou. Acompanharam Dilma nessa rápida passagem por Curitiba, o candidato a vice-presidente, Michel Temer (PMDB) e o coordenador de campanha, Luiz Eduardo Cardozo (PT)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O HANGAR VAI TREMER!

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Taça do Mundo rumo a Madrid

por Pedro do Coutto para o Tribuna da Imprensa

Foi brilhante, sob todos os aspectos, a vitória da Espanha sobre a Holanda, ontem no belo estádio repleto de Johanesburgo, fazendo a Taça do Mundo runar para Madrid.

De onde, daqui a quatro anos, viaja para o Brasil, quando será disputada sua vigésima edição. A da África do Sul foi a décima nona de uma série que começou em 1930. Pela primeira vez a Espanha conquista o título mundial. Pela terceira vez a Holanda perde uma final.

Dramática, como todas as finais, emocionante, extremamente nervosa, dividida por momentos em que o destino parecia pender ora para um lado, ora para outro. No balanço do tempo de 120 minutos, entretanto, os espanhóis chegaram mais perto do gol holandês do que os holandeses da cidadela espanhola. O desfecho foi justo, marcado inclusive por ótimas atuações dos goleiros que evitaram sucessivamente o ponto decisivo dadas as características do confronto.

O treinador Vicente Del Bosque manteve a armação e o estilo que consagrou a equipe na vitória contra a Alemanha: extremas abertos quando o time estava de posse da bola, extremas recuados quando das ações defensivas. O desempenho tático foi mais uma vez firme e brilhante com poucas variações. Bloqueio móvel e tríplice em cima de Robben quando ele atacava pela direita, situação em que, como canhoto, o obrigava a virar o corpo.

A cobertura defensiva foi bem feita, o mesmo se verificando quanto a Holanda. Na prorrogação o melhor estado atlético espanhol se fez sentir de forma acentuada. No apito final, os jogadores carregaram Del Bosque. O comportamento do técnico foi exemplar. Sereno, afável, civilizado.

Na África do Sul, virou-se mais uma página da eterna história do futebol, o esporte mágico, emocionante, das multidões em todo o universo. Pelos cálculos da Fifa, ontem, cerca de 4 bilhões de seres humanos assistiram a final. A vitória não foi só da Espanha. Foi do futebol arte, do futebol técnico, do futebol tático, da equipe de melhor estado atlético. A Jabulani voou da África para a Europa. O chute de Iniesta foi o desfecho heróico de uma jornada que começou com uma derrota para a Suiça e terminou com a consagração do um a zero.

Poderia ter sido uma diferença maior do que aquela decidida num lance de ataque. Mas a história da bola, de suas retas e curvas se escreve assim: de um ritmo que se faz constante para o improviso e o imprevisto de um momento. Surpresa? Não. Esse é o destino das partidas que arrebatam e assinalam as grandes decisões. São inúmeras as que assistimos e com elas as emoções se renovam. No amargor de derrotas. Nas lágrimas das vitórias. Futebol é isso mesmo. O entusiasmo rejuvenesce nas arquibancadas, na medida em que as gerações se renovam nos gramados brasileiros e do planeta.

Não estivemos bem este ano. A Espanha foi melhor. É a campeã do mundo. Temos que aprender com nossos insucessos e partir para novos sucessos. O Brasil é pentacampeão. O sonho alado do hexa tem que esperar mais quatro anos, pelo menos. Hoje, a Taça viaja para Madrid. Chegará a nosso país em 2014. Esperemos até lá que ela fique aqui. Amém, como costumava dizer Nelson Rodrigues que, melhor do que ninguém, expressou a alma do torcedor brasileiro.

A esvaziada e pouco representativa inauguração do Comitê Paraná Social

Rodrigo Rocha Loures, o peemedebista candidato a vice-governador do Estado do Paraná pela coligação encabeçada pelo Osmar, participou neste sábado da inauguração do Comitê Paraná Social. A inauguração se deu sob a direção da batuta torta do Doático. Ela ocorreu em um ambiente com poucas pessoas representativas e tão animado quanto o grau da cizânia interna na Frente, o que o torna diferente do que foi a semana da campanha realizada no interior, onde a companhia do Rodrigo nos trabalhos foram a Gleisi e o Osmar.

Este Comitê tem por fim o objetivo mascarado de encaminhar em separado as candidaturas do Requião/Osmar, já que o PT do Paulo Bernardo tomou o mesmo caminho em relação à candidatura da Gleisi/Osmar.

Para o Rodrigo restou a terrível missão de coordenar a majoritária na região metropolitana de Curitiba, terreno em que ocorrerá a principal disputa em relação a campanha e local onde o Beto Richa possui a hegemonia.

Neste grandioso colégio eleitoral, que é a metropolitana, também ocorrerá a principal disputa em relação ao senado, já que em Curitiba e cidades arredores a Gleisi, o Gustavo e o Requião possuem historicamente as maiores penetrações e consolidações de votos, por aqui terem o seus domicílios eleitorais.

É público e notório o fato de que as relações entre o Requião e a maior parte do comando do PT estão estremecidas, o que não difere do que ocorre entre ele e o agrupamento o qual o Pessuti capitaneia.

O Rodrigo só se tornou candidato a vice pela vontade do Pessuti, do Temer e do Paulo Bernardo, todos desafetos do Requião, o que torna a sua missão em relação à unificação da campanha na metropolitana uma tarefa um tanto espinhosa e quase impossível de se tornar realidade, a não ser que se busque a unidade possível e ela com certeza não passa pela submissão aos caprichos do Requião.

A presença do Rodrigo nesta reunião convocada pelo Doático é uma mostra de boa vontade, mas é apenas um passo pequeno para a sua tarefa se tornar realidade, pois a unificação depende de outros fatores e agentes, já que a discórdia entre os dirigentes partidários é antiga e está enraizada.

O evento contou com a presença de poucas lideranças do PMDB, em sua maioria ligadas ao grupo do Requião, com o agravante da sentida ausência do grupo do Pessuti e dos dirigentes do PT e do PDT.

Na reunião a palavra foi cerceada, o que causou vários protestos em relação à condução da mesa pelo Doático. Um dos que se levantaram contra a atitude foi o Jerry, importante militante histórico do PMDB, que embora tenha sido no passado ligado ao grupo do Requião, pelo qual se sente traído, hoje se encontra alinhado ao grupo do Pessuti.

Outro que teve de se impor para poder usar da palavra foi o grande articulador político Hasiel Pereira, que para poder explanar seu pensamento teve de se impor perguntando se que naquela reunião os negros estavam impedidos de falar.

No final da reunião, em um misto de desabafo e ato de desagravo, o Jerry convidou a todos para se dirigirem a Boca Maldita tomar um café, pois lá, tribuna livre, ninguém teria a palavra cerceada.

Um dos discursos mais consequentes proferidos na reunião foi o do Hasiel Pereira, que vendo a ausência das lideranças mais próximas ao governador, como também a dos representantes dos outros partidos coligados, ressaltou a importância da unidade partidária e da unidade enquanto Frente. Ele também disse que a unificação passava pelo Pessuti enquanto o grande articulador e responsável direto pela chapa de unidade, pois o mesmo tinha tido a grandeza de abrir mão do próprio projeto para que a coligação se tornasse realidade.

O Hasiel também afirmou que hoje o Pessuti enquanto governo e grande liderança partidária é a autoridade máxima e com maior visibilidade dentro do PMDB e assim o grupo reunido deveria procurar o governador imediatamente, pois sem ele o partido não marchará unido.

Outro que antes do termino da reunião saiu desgostoso com a forma com que o Diretório Municipal do PMDB encaminha o processo eleitoral foi o Secretário de Estado Milton Buabssi.

Postado por Molina com muita prosa & muitos versos

domingo, 11 de julho de 2010

Curtas e Grossas

Cabeleireiros, Estilistas, Sociólogos e outros importantes observadores da cena política brasileira, não pouparam elogios a anfitriã. Dona da Rede Televisiva mais importante e influente do país(Rede Globo), Dna Lily Marinho, teve como objetivo precípuo, quase que uma cerimônia de debutância, onde a nova emergente foi devidamente apresentada a quem de fato Manda!

O Cardápio...
Outro destaque de relevância inconteste, assinado pelo chef Claude Troisgos, contou nada menos que um Tartare de salmao com maçã e funcho e filé de cherne com banana caramelada, passas e urucum.
Ao som de piano, garçons vestidos a rigor, com as devidas luvas brancas circulavam com bandejas de prata pura, com vastas porções de champanhe Dom Perignon.
Nova Dilma, procurou esquivar-se da flutê, passando discretamente a taça, claro também de cristal puro, a comunista Jandira também presente ao convescote.

Qualidades ou pré-requisitos...
Observada a miúde, feito um ser exótico, Nova-Dilma foi aos poucos agradando à todos. Uma das comensáis fez saber à todos que a nova emergente, toca piano e fala o idioma Francês. Ja desenvolta, Dilma revelou sua predileção pela música clássica, especialmente Bach.

Conversas à mesa...
Assuntos da maior relevância, como cirurgia plástica,mudanças climáticas,decoração e claro a falta de educação e empenho das empregadas domésticas deram a tônica.
Senhora Marinho observou que também aprecia tons pastéis, no que foi imediatamente elogiada, pois segundo a candidata ela também prefere a discrição.

Comentários na côrte...
Quase ao final do réga-bofe, leu um pequeno discurso apropriado a ocasião despediu-se e como reza a etiqueta, saiu à francesa.
Após a saída da candidata, formaram-se as tradicionais "rodinhas" onde as madames trocaram impressões a seu respeito.
Seu corte de cabelo, seu novo penteado, seu talheur,claro, seus modos, enfim os temas que tanto interessam a nação, principalmente as "classes" menos favorecidas pela sorte...

Gente fina é outra coisa...

sábado, 10 de julho de 2010

CURTAS E GROSSAS

Senhora Roberto Marinho, recebe candidata em audência em sua própria residência.

por Ernesto Aguiar

Dilma "pagou pau" pra Globo. Bem vestidinha em seu "tubinho" a comportada candidata mariscou pelas rodinhas do covescote.

Observada e tocada pelas madames, Nova-Dilma, foi untada pela côrte.

Aprofundou-se á ocasião profícuo debate sobre como distribuir sopa e roupa-velha à toda ralé.

A questão da Segurança também foi objeto de seguidas intervenções das socialytes, pois segundo as mesmas, nem nos bairros mais civilizados do Rio de Janeiro se encontra paz.

De fato, podemos perceber que este importante encontro irá contribuir em muito com o programa social-cristão da candidata.

Evento para quarenta talheres, foi dado como um Espetáculo, por 10 em cada 10 colunistas SOCIAIS do Rio de Janeiro.

O socialismo de novo tipo é mais ou menos isso... Encontros Sociais, Coluna Social, Socialytes, Colunista Social, enfim... tudo pelo social...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Charge do Dia

Os (des)compromissos dos presidenciáveis

Confira a íntegra das diretrizes de governo apresentadas ao TSE pelos nove candidatos à Presidência. Cientista político diz que descuido com propostas mostra que a principal preocupação deles é mesmo ganhar a eleição

do Congresso em Foco

Um candidato junta dois discursos e os encaminha à Justiça eleitoral como “resumo” de suas principais “linhas de ação” de governo. Sua principal adversária manda registrar uma proposta “por equívoco”, pede para trocar o documento e admite, por fim, que sequer leu o texto enviado. Na primeira vez em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu dos candidatos a presidente o registro de suas diretrizes de campanha, a falta de cuidado com as propostas chamou mais a atenção do que o próprio conteúdo das cartas de intenção.

Leia aqui as propostas apresentadas pelos candidatos

Para o cientista político Leonardo Barreto, a falta de compromisso dos presidenciáveis com o registro de suas ideias revela que a principal preocupação deles é com a própria eleição, e não com a melhoria das condições de vida da população.

“Muita gente acredita que os políticos buscam se eleger para executar projetos que eles constroem previamente. Mas isso é falso. O que acontece é que você cria projetos para ser eleito. O foco é sempre a eleição, nunca a política pública ou a administração”, avalia o professor da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo Leonardo, as propostas serão definidas no andamento do processo eleitoral, a partir das pesquisas qualitativas, aquelas que mostram quais são as áreas mais sensíveis do governo, que problemas ou ações de governo chamam mais a atenção do eleitor, quais questões têm maior demanda e o eleitor gostaria de ver resolvidas. "Em vez de definirem o que consideram, de fato, prioritário, eles vão direcionar seus discursos atrás daquilo que rende voto", observa o cientista político.

“Hoje, Serra pega uma pesquisa sobre o governo Lula e vê que ele está sendo mal avaliado em segurança pública e saúde. Ele, então, vai apoiar seu discurso nesses dois pontos. Todos vão construindo de acordo com as pesquisas, porque a preocupação é sempre com a eleição”, exemplifica.

Na falta de propostas confiáveis, o eleitor tem de investigar o passado dos candidatos e a forma de atuação do partido, afirma Leonardo Barreto. “O passado é a única coisa concreta que você tem. O resto é só intenção”, afirma Leonardo Barreto. “Mais importante que a carta de intenções é olhar para a história do partido, que tipo de linha vem desenvolvendo, comparar a linha dele com as demais”, acrescenta.

Comparações

O cientista político acredita que as eleições presidenciais deste ano serão pautadas pela comparação entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, o que deixa a discussão sobre as propostas de um candidato e outro em segundo plano. “Por mais que o Serra não queira, isso é uma realidade. Teve oito anos de governo Lula, oito de FHC. A maior parte dos eleitores vivenciou os dois momentos. Existe um convite para avaliação desses dois governos. Mais que acusações, existe uma comparação sensorial, o que as pessoas sentiram e se lembram do governo FHC e do governo Lula.”

Na última segunda-feira (5), prazo final para o pedido de registro das candidaturas, o candidato do PSDB, José Serra, enviou dois discursos – um feito em Brasília, e outro em Salvador – como resumo de suas propostas. A coordenação da campanha de Serra promete apresentar na semana que vem as 40 diretrizes de seu programa de governo.
No mesmo dia, a candidata do PT, Dilma Rousseff mandou trocar o documento que havia entregado horas antes. Alegou que a primeira versão se restringia às diretrizes do PT e não traduzia os anseios da coligação. Tirou pontos considerados polêmicos, como a taxação de grandes fortunas e a defesa da desapropriação para reforma agrária de qualquer propriedade que tenha sido invadida, para agradar aos aliados. Como as críticas não cessaram, disse ter enviado os documentos sem ler.

Terceira colocada nas pesquisas, a candidata do PV, Marina Silva, apresentou as diretrizes para o programa de governo, que havia divulgado no dia da convenção do partido à Presidência. Assim como a maioria dos presidenciáveis, entregou um texto marcado pela superficialidade e com poucas ações concretas. Entre os demais candidatos à esquerda, o tom impresso foi de manifesto.

Recall de políticos

O professor da UnB Leonardo Barreto explica que a natureza do sistema representativo, pelo qual o eleitor escolhe seus representantes, dá grande liberdade de ação para os políticos eleitos. O cientista político defende a instituição de mecanismos de controle que garantam ao cidadão, inclusive, abreviar o mandato de seu representante quando ele muda radicalmente de postura ou abandona suas propostas iniciais.

O cientista política cita como exemplo o instrumento do “recall” político, que existe nos Estados Unidos, a exemplo das trocas de peças que ocorrem com veículos que vêm com defeitos graves. “Lá, a partir de determinado período, você pode chamar determinado político para destituí-lo”, afirma. O ator Arnold Schwarzenegger, por exemplo, foi eleito em 2003 governador da Califórnia a partir de um processo de recall que destituiu do cargo Gray Davis.

No ano passado, por iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou uma proposta de emenda à Constituição que institui o “recall”. De acordo com o texto, ainda em análise no Senado, até 2% dos eleitores poderão solicitar ao TSE a convocação de uma eleição para que a população diga se o eleito deve ou não permanecer no mandato. O referendo valeria para prefeitos, governadores e presidente da República.

A obrigatoriedade de os candidatos a cargo no Executivo registrarem, a partir deste ano, suas propostas de campanha foi introduzida pela Lei 12.034/09, a chamada minirreforma eleitoral. A partir destas eleições, todos os candidatos a presidente da República e a governador de estado ou do Distrito Federal deverão entregar suas propostas no momento de pedir o registro da candidatura. A documentação ficará disponível no Sistema de Divulgação de Candidaturas, na página do TSE na internet. A exigência foi incluída na lei por emenda do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). Segundo o deputado, a intenção é exigir mais coerência entre as promessas de campanha e as realizações no exercício do mandato.

Devastação maquiada pode derrubar o vice de Marina Silva

do blog do Claudio Humberto

Dirigentes do PV já admitem, em conversas reservadas, discutir a substituição do bilionário Guilherme Leal, dono da indústria de cosméticos Natura e vice da candidata Marina Silva. Esta coluna noticiou nesta semana que o Ibama investiga suposto crime ambiental em empreendimento de luxo de 80 hectares, da propriedade de Leal, no sul baiano. O Ibama recebeu nova denúncia: áreas devastadas teriam sido “maquiadas” com bromélias para enganar inspeções e fotos áreas.