terça-feira, 26 de outubro de 2010

Debate: Serra sobe o tom, soa arrogante e perde mais uma chance

O debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) na rede Record, ocorrido na madrugada desta segunda para terça-feira (26) foi bem mais quente que o embate da semana passada na RedeTV! O candidato tucano, orientado a ser mais assertivo, exagerou na dose e mostrou-se grosseiro e indelicado durante todo o debate, ao ponto de tomar um pito de sua adversária Dilma Rousseff nos últimos blocos do programa. A atitude arrogante de Serra, que em diversas ocasiões chamou Dilma de mentirosa e procurou o tempo todo desqualificar a adversária, contraria a regra número um dos marqueteiros, que sempre pedem para seus clientes controlarem a agressividade.

Já a candidata petista começou um pouco nervosa, mas foi ganhando confiança ao longo do debate e terminou mostrando-se bem mais segura que no debate anterior. Dilma manteve um tom assertivo, mas com moderação e não perdeu a oportunidade de dizer, em três ocasiões, que seu adversário estava sendo arrogante. Dilma cobrou de Serra "um pouco mais de humildade e elegância" e disse ao tucano que "a auto-suficiência e a soberba não levam a um bom resultado, nem num debate e nem a frente de um governo!".

Pré-sal foi o tema dominante

O debate foi repetitivo em muitos temas. Mais uma vez, assuntos religiosos e moralistas, como o aborto ficaram de fora. E o pré-sal e a ameaça de privatização deste recurso surgiu como tema dominante. Trata-se de assunto colocado na campanha pela candidatura de Dilma, portanto desfavorável a José Serra. Enquanto a petista reforça a proposta de transformar a riqueza do pré-sal para financiar o desenvolvimento social, Serra não deixa claro o que fará com esse recursos.

O tucano tentou jogar no colo da petista a alcunha de “privatista” mas os argumentos que trouxe não convenceram e Dilma teve a oportunidade de esclarecer as diferenças existentes entre o modelo de exploração do pré-sal defendido pelos tucanos e o modelo defendido pelo governo Lula. Dilma afirmou que, ao defender a privatização do pré-sal, Serra quer privatizar o "filé mignon" do Brasil.

O grande problema de Serra neste tema que envolve o pré-sal e a Petrobras é que ele tenta vender um discurso estatizante que não combina com as práticas e a história de seu partido e dele próprio. Assim, suas tentativas de carimbar Dilma como “privatista” não surtem efeito, e pior, podem até mesmo desagradar a base social do tucanato que defende as privatizações.

Outro tema que no começo do debate parecia que ia dominar a discussão - mas não prosperou-- foi o dos “malfeitos” de pessoas ligadas a cada candidato. Serra citou o depoimento da ex-ministra Erenice Guerra à Polícia Federal e Dilma respondeu colocando Paulo Preto no meio da roda. Mais uma vez, a petista disse que a diferença entre o governo Lula e os tucanos é que no governo Lula as denúncias são apuradas e nas gestões tucanas os denunciados são protegidos.

O Nordeste também compareceu em várias ocasiões durante o debate. Notou-se um esforço de ambos os candidatos em tentar cativar o eleitor nordestino, que hoje vota majoritariamente em Dilma.

Negação da realidade

Para os eleitores mais informados chegou a ser chocante a sistemática negação que Serra fez dos avanços alcançados pelo atual governo em diversas áreas. Em muitos momentos, o tucano precisou apelar para a mentira deslavada para sustentar este discurso. Quando o assunto era o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Serra praticamente negou que existam obras no país. Quando o tema foi economia, o tucano atacou a política econômica do atual governo, que segundo ele é caracterizada por "juros siderais, a maior carga tributária do mundo desenvolvido e a menor taxa de investimento do mundo civilizado", esquecendo que na gestão FHC os juros ultrapassaram os 20% e que em todos debates anteriores ele próprio disse que na economia Lula apenas “repetiu” os supostos acertos da gestão FHC. Além disso, minimizou a geração de 14 milhões de empregos da atual gestão. Em sua visão, o que mudou foi o "aumento da fiscalização", o que colaborou para incrementar a formalização do trabalho.

Quando trataram de segurança, Serra novamente tentou desqualificar as ações do governo federal e chegou a chamar de “disco voador” uma tecnologia de vigilância aérea de fronteiras –os veículos não tripulados-- reconhecida internacionalmente como uma das maneiras mais eficazes de vigiar grandes extensões territoriais.

Ao comentar uma pergunta de Dilma sobre o processo que o DEM move na Justiça contra o Prouni, Serra disse que não havia ameaça nenhuma ao programa que beneficia estudantes universitários e não assumiu o compromisso de barrar a ação do DEM. Dilma cobrou esta posição do candidato em momento posterior.

Emprego: pior momento de Serra

O pior momento de Dilma no debate foi quando falou sobre segurança pública. Apesar de o tema ter sido amplamente debatido no debate da RedeTV!, a petista novamente não soube defender seu ponto de vista e se atrapalhou ao falar a palavra “política penitenciária”. Um erro banal, mas que costuma virar motivo de piada na plateia e entre a militância adversária.
Já o candidato José Serra teve seu pior momento ao fugir deliberadamente do tema emprego. Dilma perguntou ao tucano sobre sua política de criação de empregos e frisou que gostaria de ter esta resposta pois em três debates anteriores ele não a respondeu. E o que Serra fez? Para desespero de seus aliados e de seu marqueteiro, ele mais uma vez não respondeu. Ficou falando da Petrobras. Só foi responder no último bloco do debate, quando Dilma voltou a perguntar sobre o tema emprego.

Meio ambiente comparece no debate

Por iniciativa de Dilma, o tema ambiental compareceu ao debate depois de ter sido esquecido em eventos anteriores. A candidata questionou Serra sobre política de desmatamento e quis saber qual é a posição do tucano sobre o plano nacional de mudanças climáticas. Ao tratar do tema, Dilma exibiu conhecimento técnico aprofundado do assunto. Na resposta, Serra extrapolou e disse estar comprometido com o “desmatamento zero”. Com isso, pode ter ganho o aplauso de meia dúzia de ambientalistas mais radicais, mas certamente perdeu o apoio de setores agrícolas que enxergam na política de desmatamento zero uma ameaça à expansão da agricultura.

O tucano também não conseguiu expor sua visão nacional para o problema do meio ambiente e, mais uma vez, usou quase todo seu tempo para atacar a adversária.

MST: guerra x diálogo

No último bloco, Serra apostou no discurso direitista e tentou alvejar Dilma vinculando a candidata ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A mídia demonizou o MST de tal modo que hoje o movimento é realmente mal visto pela maioria dos brasileiros. Mas Dilma conseguiu escapar da armadilha reafirmando sua política de diálogo com os movimentos sociais e estabelecendo uma distinção entre a política do governo e a política do MST.

Já Serra focou o debate deste assunto apenas na suposta contradição de Dilma em dizer que não vestiria o boné do MST e depois vestir. Também criticou os sem-terra dizendo que que o movimento usa a reforma agrária como pretexto para desrespeitar a Justiça e promover destruições. A fragilidade destes argumento deixou Dilma com a faca e o queijo na mão para colar em Serra o adesivo de político que não sabe dialogar. "Nós sempre deixamos claro para o MST que éramos a favor da legalidade", disse Dilma. A petista acrescentou que o governo federal foi muito mais efetivo para resolver o problema dos sem-terra, e deu como exemplo o programa Luz Para Todos. "Compramos diretamente do agricultor. Demos assistência técnica. Criamos todas as condições para que o pequeno agricultor tivesse acesso ao crédito", afirmou a petista. "Não está certo você achar que o MST é questão de polícia. MST é questão de política pública", acrescentou.

Os sucessivos ataques a entidades como o MST são um grande problema para José Serra. O tucano sairá da campanha como inimigo número um dos movimentos sociais.

Considerações finais

Nas considerações finais, Dilma aproveitou para reforçar a mensagem de que Serra baixou o nível do debate. No restante do tempo, “passeou” pelas regiões do país relatando como cada região foi beneficiada pelo atual governo. Dilma ainda incorporou uma mensagem que costuma ser usada pelos tucanos ao afirmar que as pessoas são mais importantes do que os números da economia: "quero dizer que meu olhar não é para o PIB e para os juros, é para as pessoas". E terminou, mais uma vez, dizendo que está preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil.

Serra por sua vez, concluiu o debate dizendo defender a união de todas as regiões do país, e não o antagonismo. "Sempre fui um político nacional, brasileiro", afirma. Em seguida, promete oferecer ao país o seu "passado de lutas". O tom emotivo que tentou imprimir `afala final soou falso e exagerado. A coroação da falsidade ocorreu no momento em que o tucano disse: "eu quero um Brasil onde a verdade prevaleça", isso depois de apelar para mentiras em série durante todo o debate.

fonte: vermelho

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A PREFEITURA DE FOZ INTERESSA AO RENI?

do boca maldita

As dificuldades financeiras da prefeitura e a sucessão municipal de Foz do Iguaçu já chegaram aos corredores da Assembleia Legislativa. O consenso é que as urnas fortaleceram o projeto do deputado estadual Reni Pereira (PSB), único político da cidade eleito em 3 de outubro.

Junto com a análise vem logo a pergunta: afinal, a prefeitura de Foz do Iguaçu interessa para Reni? A avaliação é simples, Reni é o único representante do extremo-Oeste na esfera política estadual e teria que abrir mão de dois anos de mandato na Assembleia, para assumir a administração de uma cidade, que segundo dizem, está com as contas quebradas.

Por enquanto, Reni jura que só pensa na Assembleia e "curar" as feridas internas do seu PSB, mas como as articulações para a sucessão de Paulo Mac Donald (PDT) e dos demais prefeitos só começa daqui um ano... Isto é política!

Folha de S.Paulo vai ao STF para conhecer processo de Dilma na ditadura

Jornal paulista entra com ação cautelar no STF: quer conhecer antes das eleições o processo que levou Dilma à prisão durante regime militar

da carta capital

A Folha de S.Paulo anunciou na edição deste sábado 23 – pág. A11 – que protocolou uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) para que tenha acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão da ditadura militar em 1970.

Antes, o jornal encaminhou o pedido junto ao Superior Tribunal Militar (STM), mas o órgão suspendeu o julgamento por duas vezes. A Folha recorre agora ao STF porque tem pressa. Ela justifica a urgência dizendo que o conhecimento do caso é “atualidade do interesse público”. Continua: “já que a candidata pode se tornar a próxima presidente”. E arremata: “para os leitores conhecerem o passado de Dilma”.

É estranha esta ação do jornal. Todo Brasil já sabe que Dilma Rousseff ficou presa durante mais de dois anos nas masmorras da ditadura. Que foi barbaramente torturada e que pertencia a uma organização guerrilheira chamada VAR – Palmares. Já lemos inúmeras matérias com declarações de seus ex-companheiros de luta e até de ex-carcereiros.

Todo mundo já sabe também o que foi a ditadura militar no Brasil. E quem defende a democracia e a liberdade deve concluir que não deve ser motivo de desonra ser integrante da lista dos que tiveram coragem de resistir a ela.

As formas e métodos empregados pelos que o fizeram, assim como as organizações e grupos que formaram para o enfrentamento clandestino contra um inimigo de tamanho descomunal podem ser discutidos e criticados. Os caminhos encontrados foram dos mais distintos. É um debate que se trava há 40 anos no País, dezenas de livros foram publicados para avaliar erros e acertos dos que resistiram àqueles tempos bárbaros. Ele poderia ser continuado agora, durante a campanha, sem problemas. Poderíamos, por exemplo, discutir como reagiram aos militares Serra e Dilma, ambos integrantes das resistências ao arbítrio. Felizmente, nenhum dos dois candidatos tem em seu currículo a mancha do adesismo à barbárie.

Porém, o que a Folha insiste em saber agora, na última semana das eleições? Ela quer ler o processo escrito e assinado por militares que apoiaram o golpe de 64 ou juízes a seu serviço. Quer saber o que eles escreveram mais sobre a militância da provável futura presidenta do Brasil. Quer saber de quais ações ela é acusada de participar. Com detalhes.

Com estes dados em mãos, o que faria a Folha? Ela acreditaria no que ler nestes processos? Daria isso como verdade factual e divulgaria para seus leitores? E da Folha, posso supor, iria o assunto para outros jornais, para a tevê, para o rádio e a internet?

E na última semana de campanha – caso o STF responda de imediato a ação cautelar – que manchetes leremos na imprensa?

Já ouvi de amigos um ingênuo, mas compreensível, argumento: “é meu direito saber o que ela fez, não é?”. A eles, e à Folha, eu diria que sim, é seu direito saber o que Dilma fez. Mas não da boca ou dos escritos daqueles que construíram o período mais nefasto da nossa história. Estes deveriam ter sido julgados e condenados pelos crimes de lesa-humanidade que cometeram.

O Manual de Redação da Folha de S.Paulo ensina que o bom jornalista deve apoiar seus escritos em boas e confiáveis fontes. Querer reconstruir o passado de uma candidata à presidência da República com esta base e ainda recorrer ao STF para isso, não cheira nada bem. A alguns dias do pleito, então, nem se fala.

ONU: bloqueio contra Cuba novamente no banco dos réus

A Assembléia Geral da ONU, irá reiterar nesta terça-feira (26) o seu pedido de suspensão do bloqueio que os EUA impõem a Cuba, que tem causado perdas de 751 bilhões e 363 milhões de dólares para a ilha. É o 19º ano consecutivo que o órgão máximo da ONU apresenta esta mesma demanda.

A questão é o 41º ponto de pauta, na ordem de trabalhos da Assembleia, sob o título "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Em outubro do ano passado, 187 dos 192 países membros da organização mundial decidiram dar fim ao bloqueio dos EUA, com apenas três votos contra (Estados Unidos, Israel e Palau) e duas abstenções (Ilhas Marshall e Micronésia).

O relatório anual apresentado por Cuba sobre o assunto perante a ONU diz que o cerco permanece intacto, com o emaranhado complexo de leis e dispositivos legais que o regem.

Direito Internacional

Trata-se da mais longa e dura medida que os Estados Unidos já aplicaram, ao longo de sua história, contra qualquer país, apesar de violar o Direito Internacional e ser contrária aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.

Além disso, constitui, em sua essência e objetivos, um ato de agressão unilateral e uma ameaça permanente à estabilidade de um país, "uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo um povo".

O documento afirma que o bloqueio é uma política absurda, ilegal e moralmente indefensável, que gera escassez e sofrimento para a população, restringe e retarda o desenvolvimento do país e prejudica gravemente a economia de Cuba.

Há um mês atrás, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse à Assembleia Geral que o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, não parece disposto a retificar sequer os aspectos mais irracionais e universalmente rechaçados da sua política contra Cuba.

Prerrogativas de Obama

O ministro disse que nos últimos dois anos não houve qualquer alteração na política de bloqueio e de subversão contra Cuba, embora Obama tenha prerrogativas suficientes para implementar uma mudança real.

Pelo contrário, nesse período foi reforçada a natureza extraterritorial do bloqueio, com o aumento das multas, sanções e da perseguição às transações financeiras cubanas com outros países.

No entanto, Rodriguez disse que, apesar da política do governo dos EUA, dentro da comunidade norte-americana há uma oposição sem precedentes ao bloqueio contra Cuba.

A votação desta terça ocorre menos de um mês depois do debate geral anual da Assembleia, onde os chefes de Estado e de Governo e chanceleres de dezenas de países denunciaram o bloqueio dos EUA contra o país caribenho.

Fonte: Prensa Latina e Vermelho

Alerta de quem é do ramo: a armação que pode vir nos dias finais de campanha

por Luiz Carlos Azenha

O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contatos na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.

Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).

Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.

O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:

1) é onde fica a Globo;

2) é onde subsiste a arapongagem direitista.

Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução Não Será Televisionada e Puente LLaguno.

Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e policiais de Caracas leais à oposição. Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.

O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.

domingo, 24 de outubro de 2010

Notícias » Notícias Pelé comemora 70 anos com homenagens e lembranças

do portal terra

O rei faz 70 anos. Pelé, que decidiu comemorar longe dos holofotes que sempre o perseguem, terá uma rodada do Campeonato Brasileiro com seu nome, além de inúmeras homenagens, com imagens e gols, que lembram a sua carreira de campeão.

O ex-jogador pretende passar o aniversário no sábado com sua família no Brasil, em um lugar não-revelado. Nos gramados, as partidas do fim de semana no Brasileiro se chamarão "Rodada Pelé 70 Anos", e um jogador do Santos vestirá a camisa 70 em homenagem ao eterno ídolo do clube.

Considerado o "Rei do Futebol", Pelé nunca deixou de ser centro das atenções. Qualquer comentário dele vira manchete. Exposições e filmes sobre a carreira do tricampeão mundial com a seleção brasileira acontecem periodicamente. Em Santos, um museu está sendo erguido em sua homenagem.

A importância de Pelé para o futebol mundial é lembrada ainda em diversos especiais da mídia, que repete os gols mais bonitos, os dribles, as jogadas memoráveis, os diversos títulos conquistados.

"O Pelé continua sendo a grande referência do futebol. Passados vários anos que ele parou, ele continua sendo o rei. Penso que como ele, não terá outro", disse à Reuters o ex-lateral Carlos Alberto Torres, companheiro dele no Santos e na seleção.

"A cada dia aparecem grandes jogadores, mas como ele jogava, acho difícil. Ele reunia todas as qualidades e além disso era um grande profissional. É um grande exemplo para todos os jogadores", acrescentou.

Pelé brilhou pela seleção brasileira já aos 17 anos, sendo campeão da Copa de 1958. Quatro anos depois, participou da campanha vitoriosa no Mundial do Chile, e em 1970 comandou a equipe tricampeã no México.

"Como torcedor, tive o privilégio de assistir a muitos gols e a grandes exibições do Pelé. Como presidente da CBF, só tenho de agradecer, como todo brasileiro, ao craque pelas conquistas que abriram caminho para o penta mundial", disse o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, ao anunciar a homenagem a Pelé no campeonato nacional.

O Santos, clube pelo qual ele atuou de 1956 a 1974, sendo campeão da Libertadores e do Mundial por duas vezes, lembrará o ídolo ao escalar o jovem Neymar com a camisa 70 na partida de domingo contra o Grêmio Prudente.

"ATLETA DO SÉCULO"

Pelé ganhou no Santos 45 títulos, o que "equivale a 51,13 por cento de um total de 88 canecos levantados pelo alvinegro praiano ao longo dos seus 98 anos de história", informou o Santos em seu site.

Pela equipe paulista, Pelé, que nasceu na cidade mineira de Três Corações, marcou a grande maioria de seus 1.284 gols, entre eles o milésimo, de pênalti, em 1969, quando disse a famosa frase: "O povo brasileiro não pode esquecer das crianças."

No mesmo ano aconteceu outra passagem memorável de Pelé pelo Santos. Em meio a uma guerra civil na África, as forças rivais declararam uma trégua para que Pelé e o time do Santos passassem com segurança entre Kinshasa e Brazzaville, como é mostrado no filme "Pelé Eterno".

Campeão do Campeonato Paulista por 10 vezes e artilheiro do torneio em 11 ocasiões, o ex-camisa 10 é ainda o maior goleador da seleção brasileira, com 95 gols em 114 jogos, e conta com uma série de prêmios. Entre eles o título de "Atleta do Século" concedido pelo jornal francês L''Equipe.

Fora dos campos, Pelé foi ministro dos Esportes de 1995 a 1998 e já atuou como músico e ator.

Em 2000, a Fifa o escolheu como o maior jogador de futebol do século 20, numa polêmica eleição que teve o argentino Diego Maradona como líder na votação pela Internet e o brasileiro como o escolhido por especialistas. A entidade que controla o futebol mundial acabou concedendo o prêmio a Pelé.

A "competição" com Maradona sobre o melhor de todos os tempos não incomoda Pelé.

Em entrevista à Reuters este ano, o brasileiro disse que "primeiro os argentinos têm que resolver quem é o melhor deles", argumentando que já quiseram compará-lo com Alfredo di Stéfano, argentino naturalizado espanhol, além de Maradona.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Artigo: O BRASIL QUE QUEREMOS

por Tércio Albuquerque

Já dizia o Conselheiro Acácio, a melhor pesquisa é o resultado eleitoral.

Registrado isso, gostaria de fazer algumas observações sobre o processo eleitoral, neste segundo turno das eleições presidenciais.

Sou daqueles que prefiro me posicionar, não tenho vocação pra "corda bamba", pé em duas canoas ou ficar em cima do muro.

Este perfil e minha experiência permitem-me avaliar de forma crítica, fazer uma leitura dos posicionamentos de nossas lideranças, comportamento partidário e sacrifícios pessoais.

Aqui no Paraná, por suas características, circunstâncias, houve uma conjunção de fatores políticos que levaram ao menos nas eleições majoritárias uma derrota do campo Progressista.

Saliente-se que a eleição dos Senadores, contemplou esse campo.

Fatores diversos e difusos, que passam até por uma visão egoísta, manipulação das pesquisas de forma sui genires, que esperamos, nunca mais se repitam, deixam sem dúvidas uma ponta de mácula, sobre a legitimidade do resultado.

O exercício truculento, draconiano dos instrumentos jurídicos no sentido de ocultar, via censura, a livre manifestação e a divulgação das pesquisas eleitorais nos recomendam permanente estado de alerta doravante, pois o campo oposto, não medirá consequências, não terá o menor prurido pra golpear neste segundo turno.

Toda baixaria e desespero já ocorridas até agora, dão o tom do que esta oposição cambaleante será capaz de fazer.

Tenho a convicção e por isso exalto os papéis especialmente de nosso Governador, Orlando Pessuti, por seu espírito republicano, e de nosso candidato Osmar Dias, e ouso dizer que se não houvesse o grotesco golpe a democracia ao camuflarem, escamotearem, amordaçarem as pesquisas eleitorais, certamente o resultado seria diferente. Repito, tenho dúvidas sim sobre a legitimidade do resultado do pleito.

As atuais pesquisas dão a vitória a candidatura Dilma Rusself.

Nosso papel, de todos nós, que cerramos fileiras no primeiro turno, será de reforçar a campanha, agregar novas lideranças e ajudar na condução do projeto do Brasil que queremos a bom termo.

O momento exige humildade, unidade e firmeza.

Não podemos de forma nenhuma neste momento nos dispersar. O adversário, já percebemos, como diz a canção..."É um monstro grande e pisa forte..."

Seguir o exemplo de grandiosidade do companheiro Pessuti, esquecer os interesses pessoais imediatos, unificar e vencer as eleições.

Mudanças virão. Reacomodação das forças políticas já percebemos no horizonte, o importante neste momento é garantir a continuidade.

Parafrasendo nosso presidente LULA, pois nunca antes na história desse país, vimos tamanho avanço.

Vamos lá! A Luta continua!

Ex-prefeitos representam um quinto do novo Congresso

do congresso em foco

Levantamento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) aponta que 19% do Legislativo federal será composto por políticos que já administraram municípios. Entre os eleitos, estão antigos gestores de grandes cidades como Salvador e Belo Horizonte

Todos os anos, os prefeitos realizam uma marcha a Brasília, na qual discutem seus problemas e apresentam suas reivindicações. Embora jamais sejam ignorados, nem sempre os prefeitos conseguem, porém, tudo o que pedem. A partir do ano que vem, a força dessas reivindicações junto ao Congresso Nacional deverá ser reforçada. Na próxima legislatura, o Congresso Nacional terá 112 parlamentares que já foram prefeitos de seus municípios. O número corresponde a 1/5 de todos os parlamentares (19%). Na Câmara dos Deputados, 87 eleitos já estiveram à frente de prefeituras de pequenas, médias e grandes cidades. Destes, 46 assumem seu primeiro mandato na Casa. Se unida, a bancada dos prefeitos seria praticamente igual à maior de todas na Câmara. O PT, partido que terá a maior bancada, elegeu 88 deputados.

Também no Senado a bancada de ex-prefeitos será a maior. São 15 novos ex-prefeitos, que se juntarão aos nove que prosseguirão no mandato por mais quatro anos. Esses 24 senadores somados superam os 21 parlamentares que formarão a bancada do PMDB, a maior no Senado. No Senado, a bancada dos ex-administradores municipais corresponderá a 25% do total.

O levantamento sobre os ex-prefeitos eleitos para a Câmara e o Senado foi feito pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). De acordo com o presidente da FNP e prefeito de Vitória (ES), João Coser, o número demonstra que a força dos municípios se faz presente no Congresso a cada novo mandato. “Desde que a Constituição de 88 foi promulgada, lutamos para que o municipalismo se fortaleça. A prova de que isso tem acontecido é a eleição desses gestores. A pauta de interesse dos municípios deve ser defendida no Congresso Nacional. Nada melhor que representantes com experiência nos problemas das prefeituras para lutar por isso”, acredita.

Reivindicações
Em maio, durante a Marcha dos Prefeitos, as reivindicações dos administradores municipais foram apresentadas aos candidatos à Presidência da República. A Confederação Nacional dos Municípios (CMN) chegou a fazer uma sabatina com os três principais candidatos, Dima Rousseff, do PT; José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV. Aos candidatos, foi entregue uma agenda, onde a principal reivindicação era a aprovação do projeto 306/2008 do senador e governador eleito do Acre, Tião Viana (PT). O projeto regulamenta a Emenda 29, que define percentuais de recursos que os Estados e municípios obrigatoriamente têm de usar para saúde.

A Emenda 29 fixou em 12% e 15%, respectivamente, os percentuais dos estados e municípios. Mas a parcela da União não foi regulamentada. É o que faz o projeto de Tião Viana. Tanto a CMN como a FNP defendem a aprovação do projeto, pois avaliam que, sem ele, os municípios estão tendo de suprir a parcela que falta da União. Uma estimativa da CMN aponta que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha perdido cerca de R$ 50 bilhões sem o aporte da União, e que os municípios tenham gasto cerca de R$ 25 bilhões por conta dessa ausência.

Outra discussão que deverá mobilizar os prefeitos na próxima legislatura diz respeito à distribuição dos royalties da exploração do petróleo na camada do pré-sal. Em maio, eles engajaram-se à emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), modificada depois pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), que busca distribuir nacionalmente os recursos que hoje são concentrados nas cidades onde estão as reservas de petróleo. Com a emenda de Simon, o tema voltou para a Câmara.

A Frente Nacional dos Prefeitos incorporou reivindicações específicas na Marcha dos Prefeitos, como financiamento do governo em projetos de transporte urbano nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. João Coser acredita que o grupo de ex-prefeitos no Congresso terá sensibilidade para avaliar as pautas de preocupações dos administradores municipais.

Entre os eleitos para a legislatura 2011-2014 estão ex-prefeitos de capitais e grandes cidades como São Paulo (Marta Suplicy, senadora eleita pelo PT), Salvador (Antonio Imbassahy, deputado eleito pelo PSDB) , Belo Horizonte (Eduardo Azeredo, ex-senador, deputado eleito pelo PSDB), Boa Vista (Teresa Jucá, deputada eleita pelo PMDB), Joinville (Marco Tebaldi, deputado eleito pelo PSDB), Recife (João Paulo, deputado eleito pelo PT), Diadema (José de Fillipi, deputado eleito pelo PT) . “A boa gestão desses prefeitos em suas cidades faz com que os cidadãos acreditem no seu potencial para o Congresso Nacional. A ex-prefeita de São Paulo e uma das fundadoras da FNP, Luiza Erundina, é um desses exemplos”, finaliza Coser.

Bloqueio é maior entrave à economia cubana, diz embaixador

O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora, apresentou em Brasília um relatório sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra Cuba há quase meio século. No auditório do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), o diplomata cubano disse que o cerco de Washington é o principal obstáculo ao desenvolvimento econômico da ilha.

O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora, apresentou em Brasília um relatório sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto contra Cuba há quase meio século. No auditório do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), da Universidade Nacional de Brasília, o diplomata cubano disse que o cerco de Washington é o principal obstáculo para o desenvolvimento econômico da ilha.

Ele observou que, de 1961 a 2009, os prejuízos causados pelo bloqueio ascenderam a 751 bilhões de dólares, ao que se somam uma série de medidas que impedem a ilha de adquirir remédios, alimentos, equipamentos ou utilizar o dólar nas transações comerciais internacionais.

Zamora disse que, ao invés de reduzir ou atenuar as medidas restritivas contra Cuba, o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, não só mantém as leis Toricelli e Helms Burton em seu alcance extraterritorial, mas também sob a sua administração têm aumentado as sanções contrasubsidiárias ou empresas que negociam com Cuba

Ou seja, segundo ele, não houve nenhuma mudança com Obama, e, pelo contrário, aumentou a perseguição por parte do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, por sua sigla em Inglês) das atividades de empresariais e as transações financeiras com a ilha caribenha.

Por isso, disse o embaixador, no próximo dia 26, será apresentado pelo 19º ano consecutivo (desde 1992), na Assembléia Geral das Nações Unidas a resolução "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba.

Nos últimos 18 anos a ilha tem recebido cada vez mais apoio da comunidade internacional contra o bloqueio, o que, disse Zamora, mostra o isolamento desta política genocida e violatória do direito internacional que os EUA aplicam contra Cuba, há quase meio século.

Na terça-feira, ele disse, uma vez mais, Washington receberá a mensagem contundente do concerto das nações do mundo que desejam e lhe pedem que ponha fim a este criminoso bloqueio econômico contra o povo cubano.

O embaixador disse que, com essa política, os EUA tratam de destruir a Revolução Cubana, erro que já dura mais de 50 anos e permanecerá até que eles estejam convencidos de que a única saída é encerrá-lo, pois só tem exposto a firmeza e decisão do povo de Cuba de enfrentá-lo durante o tempo que for necessário.

Da apresentação participaram cerca de 50 pessoas brasileiros e cubanos residentes e em missão oficial, incluindo membros de organizações e movimentos de solidariedade com Cuba, assim como jovens brasileiros graduados em medicina na Escola Latino-Americana de Medicina, em Havana.

Prejuízo ao setor bancário

Cuba também denuncia que o setor bancário e financeiro de Cuba continua submetido a uma política de hostilidade e isolamento por parte do governo dos EUA. De abril de 2009 a março de 2010, isso se manifestou no impedimento à obtenção de financiamento externo, na introdução de barreiras à realização de qualquer operação financeira e na paralisação e cancelamento de negociações.

A cada ano, o bloqueio contra a ilha reduz a possibilidade de utilizar bancos correspondentes, tornando mais complexas, além das limitações no uso do dólar como meio de pagamento.

Esta situação obrigou o sistema bancário e financeiro a explorar novas vias para continuar realizando as operações com bancos estrangeiros, assinala recente relatório de Cuba à Assembléia Geral da ONU sobre a necessidade de acabar com essa política.

Entre os impactos de caráter geral para os bancos e instituições financeiras cubanas, estiveram os gastos adicionais por ter que fazer pagamentos em outras moedas que não as contratadas (dólares norte-americanos).

Além disso, há a impossibilidade de abrir contas em francos suíços em alguns bancos de primeira classe na Suíça e a necessidade de manutenção de saldos mínimos nas contas cubanas no exterior, ante o risco de um embargo.

Outro dos prejuízos reside na impossibilidade de fazer os pagamentos aos beneficiários de cartas de crédito em seus locais de residência, sendo necessário efetuá-los através de bancos de outra região, o que aumenta os custos.

Os bancos cubanos não têm acesso a sites de informação financeira especializada, como a Reuters, considerada uma das mais abrangentes fontes, indica o texto.

Embora outras alternativas sejam usadas, isso tem um impacto negativo sobre os serviços de informação e análise de mercado que oferece um dos bancos do sistema da ilha e que é empregado haboitualmente por numerosos clientes.

Fonte: Prensa Latina

Enquanto isso na cúpula se uma certa campanha...

Militantes verdes franceses lançam manifesto de apoio a Dilma

da carta maior

"Prestemos bastante atenção ao seguinte: José Serra não é um social democrata de centro. Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão. Não permitamos que o voto libertário em Marina Silva paradoxalmente se transforme em uma catástrofe para as mulheres, para os direitos humanos e para os direitos da natureza!", diz documento assinado por ativistas como José Bové e Dany Cohn Bendit em apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

Leia o manifesto clicando aqui.

REFRIGERANTE DE MACONHA VENDIDO COM RECEITA

do boca maldita

Pensando nos pacientes que fazem uso da maconha medicinal, empresa dos Estados Unidos lança refrigerante à base da erva.

A Dixie Elixirs vende seus produtos somente para pessoas com receita; a prescrição da maconha para tratamentos médicos é uma prática legalizada em 14 estados americanos.

O objetivo dos fabricantes é fornecer os efeitos associados ao uso da planta sem a necessidade de se fumar. Segundo a empresa, o principal objetivo é permitir que os pacientes usufruam sem o estigma geralmente associado a quem fuma maconha – ou, como informa o próprio site, a bebida permite “apreciar com discrição” e é “conveniente, discreta e potente”.

O refrigerante está disponível em oito sabores: limonada, chá doce, limonada rosa, morango, laranja, uva, cerveja e melancia com hortelã (esta última uma dose mais forte, potente, da planta).

A erva usada é orgânica, majoritariamente Cannabis Sativa, e cultivada no Colorado.

A empresa avisa que a bebida pode ser usada sozinha ou associada a outros tratamentos médicos da maconha. Segundo o site, o processo de carbonação do refrigerante (quando o dióxido de carbono é dissolvido) traria um alívio mais rápido ao paciente.

A bebida vem em garrafas recicláveis e só poderá ser vendida mediante apresentação da receita. Estima-se que, nos Estados Unidos, meio milhão de pessoas possuam aval médico para consumir maconha.

No mês que vem, no entanto, a situação pode mudar. É que a Califórnia realiza em novembro um plebiscito para decidir se irá ou não legalizar a comercialização e uso da planta para fins não medicinais (a chamada maconha recreativa). Caso seja aprovada, a liberação permitiria que todo o estado consumisse o Dixie Elixirs sem receita.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bolinha de papel vira motivo de piada entre usuários do Twitter

do vermelho.org

Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo o Ibope

O Ibope divulgou, na noite desta quarta-feira (20) nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Na média nacional, segundo o levantamento, a candidata petista Dilma Rousseff tem 56% dos votos válidos, contra 44% do tucano José Serra. Na pesquisa anterior, divulgada no último dia 13, Dilma tinha 53% dos votos válidos, e Serra, 47%.

Além dos números gerais, o Ibope também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado, como sexo e regiões do país.

Eleitorado masculino e feminino
Entre os votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos) de eleitores do sexo masculino, Dilma aparece com 58% das intenções de voto, contra 42% de Serra. Na pesquisa anterior, do último dia 13, Dilma tinha 56%, e Serra, 44%.

Já entre as mulheres, a petista tem 54% dos votos válidos, e Serra, 46%, segundo o Ibope. No levantamento anterior, Dilma e Serra tinham 50% cada um.

Nos votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 53% das intenções de voto dos eleitores do sexo masculino, contra 39% de José Serra. Brancos e nulos somam 5%, e indecisos, 3%.

Na pesquisa anterior, esses índices eram de 52% para a petista e 40% para o tucano. Brancos e nulos somavam 5%, e indecisos, 3%.

No eleitorado feminino, Dilma aparece com 48% das intenções de voto, e Serra, com 41%. Entre as mulheres, brancos e nulos totalizam 5%, e indecisos, 6%.

No último levantamento, os dois candidatos tinham, individualmente, 46% das intenções. Brancos e nulos eram 4%, e indecisos, 3%.

Votos válidos por região
No Norte/Centro-Oeste, Dilma aparece na pesquisa com 49% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos). Serra tem 51%. No levantamento divulgado no dia 13, Dilma tinha 54%, e Serra, 46%.

No Nordeste, Dilma tem 68%, e Serra, 32%, apontou o Ibope. A pesquisa anterior apontava a candidata do PT com 61%, e Serra com 39%.

No Sudeste, a petista tem 53%; o tucano, 47%. No levantamento da semana passada, esses índices eram de 52% e 48%, respectivamente.

No Sul, a candidata do PT tem 50%, mesmo índice alcançado pelo candidato do PSDB. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 43%, e Serra, 57%.

Votos totais por região
Quando são considerados os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 46% no Norte/Centro-Oeste, e Serra, 47%, informa a pesquisa. Brancos e nulos somam 5%, e indecisos, 3%. Na pesquisa anterior, a petista obteve 51%, e o tucano, 43%, no Norte/Centro-Oeste. Brancos e nulos somavam 2%, e indecisos, 4%.

No Nordeste, Dilma tem 64%, aponta o instituto, e Serra, 31%. Brancos e nulos são 4%, e indecisos, 1%. A candidata do PT tinha 57% no último dia 13, contra 36% do candidato do PSDB, e brancos e nulos somavam 4%, enquanto os indecisos eram 3%.

No Sudeste, Dilma tem 45%; Serra, 41%. Brancos e nulos totalizam 7%, e indecisos, 6%. O levantamento anterior mostrava Dilma com 46% das intenções, enquanto Serra tinha 44%. Brancos e nulos eram 7%, e indecisos, 4%.

No Sul, a petista passou de 41% da última pesquisa para 47% no levantamento desta quarta, e o tucano, foi de 54% para 46% agora, indica o Ibope. Brancos e nulos são 4%, e indecisos, 3%.No levantamento anterior, eram 3% e 2%, respectivamente.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36766/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 201 municípios entre segunda-feira (18) e esta quarta (20). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

LEI SERRA' TIROU R$ 200 MILHÕES DE FOZ DO IGUAÇU

do boca maldita

Neste ano, o prejuízo estimado para a cidade é superior a R$ 6 milhões; A informação é do site “As perdas do Paraná”;

O Paraná gera 1/4 de toda eletricidade consumida no Brasil. Foz do Iguaçu é o berço da Itaipu Binacional. Mas, uma lei aprovada em 1988, tomou essa riqueza dos paranaenses e levou para São Paulo. O responsável por cometer essa grande injustiça é o candidato a presidente, José Serra. Foz do Iguaçu perdeu mais de R$ 200 milhões porque Serra impediu que o ICMS sobre a produção de energia elétrica fosse recolhido no Estado.

A Emenda Serra na Constituição de 1988 mudou a cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços sobre energia elétrica, petróleo e gás natural. A legislação estabelecia que o imposto deveria ser cobrado na origem, onde, por exemplo, a energia elétrica é produzida.

E numa atitude um tanto egoísta deputado Serra abriu exceção para que o ICMS fosse cobrado no destino, ou seja, onde os produtos são consumidos. Desta forma, Foz e outras cidades sustentaram o desenvolvimento da indústria paulista, que não possuíam energia necessária para garantir o crescimento. Não é à toa que Serra possui prestígio entre os paulistas e grandes empresários.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Site mapeia programa social de emergentes

Portal elaborado por órgão do PNUD traz informações sobre projetos de proteção social de 94 países e abriga 150 estudos sobre o assunto

Reprodução
Conheça o site
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da PrimaPagina

O CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria como governo brasileiro, está lançando um site para incentivar a troca de conhecimento e experiência sobre políticas de bem-estar social de países em desenvolvimento. O Portal de Aprendizado Sul-Sul sobre Proteção Social agrupa mais de 150 trabalhos na área e mapeia políticas públicas de 94 nações — de Brasil a Madagascar, de Índia a Zimbábue, de África do Sul a Timor Leste, de México a Ilhas Cook, de China a Trinidad e Tobago.

O portal inclui ainda notícias, eventos, um banco de consultores em temas como Aids, monitoramento e avaliação, direitos humanos e desenvolvimento humano (com minicurrículos dos 340 especialistas), e serviços que podem ser acessados mediante cadastro (fórum, envio de artigos e de sugestões de evento ou notícia). As bases de dados de estudos e consultores são divididas em subitens e têm mecanismos de busca por palavras-chave, para facilitar a procura.

“Buscamos ampliar a base de conhecimento e capacidades dos países em desenvolvimento de elaborar e implementar estratégias nacionais de redução da pobreza, fazendo uma ponte entre teoria, políticas e prática por meio de informação acessível e diversa sobre proteção social”, afirma a coordenadora da área de Aprendizado Sul-Sul no CIP-CI, Melissa Andrade. É por isso, acrescenta, que está sendo oferecido “um espaço em que as pessoas que lidam com o assunto podem compartilhar ideias, experiências e recursos”.

Uma das áreas mais ricas do site é a descrição dos programas de bem-estar social dos países em desenvolvimento. São abordados, às vezes em detalhe, às vezes sumariamente, programas de 19 nações da América Latina e Caribe, 45 da África, 11 do Pacífico e 19 da Ásia. A página sobre o Brasil, uma das mais completas, traz dados gerais sobre o sistema de proteção social brasileiro, uma apresentação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e informações sobre iniciativas como Bolsa Família, Cadastro Único e Sistema Único de Assistência Social.

Além disso, no portal há textos sobre 21 grupos regionais de cooperação sul-sul (como Mercosul e Unasul) e sobre quatro iniciativas globais, como IBAS (que reúne Índia, Brasil e África do Sul). O projeto, aliás, nasceu de uma parceria extrarregional: o Programa de Cooperação Brasil-África sobre Proteção Social, do CIP-CI, que começou em 2008.

O site foi lançado nesta quarta-feira, em Johanesburgo (África do Sul), durante o seminário “Um diálogo de políticas e aprendizado sul-sul sobre proteção social de longo prazo para o crescimento inclusivo”. Cerca de 80 representantes de governo e acadêmicos participaram dos debates.

Cordéis promovem valores humanos e RDH

Com linguagem popular, formato mobiliza artistas no Nordeste para introduzir temas do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil
Rosilene Alves de Melo
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da PrimaPagina

Uma oficina sobre valores humanos e desenvolvimento promovida pelo PNUD mobilizou cordelistas neste fim de semana (16 e 17) em Barbalha, no sul do Ceará. Como resultado, os artistas produziram 25 obras que tratam de educação e violência por meio de situações do cotidiano, além de falarem do processo de elaboração do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil (RDH) 2009/2010.

Valores humanos é o tema do relatório nacional, que, de forma inédita, consultou 500 mil pessoas por meio da pergunta "O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?". O assunto engloba conceitos como compreensão, respeito, responsabilidade e tolerância.

Segundo Flavio Comim, coordenador do RDH do país, o formato foi escolhido por ser um instrumento popular que utiliza uma linguagem convidativa às pessoas e propicia uma leitura rápida.

“Nós tentamos passar aos participantes que nossa ideia não é fazer apenas um relatório com dados para o governo, mas um instrumento capaz de empoderar [dar autonomia] as pessoas. Queremos mostrar que elas são parte da solução, e não apenas do problema”, explica.

Para selecionar os participantes da oficina, foi realizada uma convocação nacional junto a academias de cordel e parceiros. Uma comissão avaliou produções dos inscritos e escolheu 15 deles para o encontro. Foram chamados outros 13 cordelistas da região de Barbalha, que possui uma parceria na área de desenvolvimento com o PNUD.

“Fomos surpreendidos pelo engajamento deles em participar e pelo fato de muitos serem artistas renomados. Enquanto todos fizeram um grande esforço para absorver os conceitos do relatório, nós também aprendemos com eles quais são as coisas que conseguem sensibilizar as pessoas”, afirma Comim.

Além de produzir versões em cordel do relatório, o PNUD estuda acrescentar algumas obras em boxes no próprio documento. Assim, um espaço que em geral é reservado para especialistas, vai possibilitar agora uma abordagem mais poética dos assuntos.

Durante o encontro, foram realizadas reuniões nas quais os organizadores estimulavam os cordelistas a produzirem obras individualmente e em grupo sobre os temas do RDH Brasil. “Eles se sentiram valorizados em participar, pois, com essa iniciativa, a ONU reconheceu no cordel um formato de expressão importante, e essa é uma das coisas pelas quais eles batalham”, diz o coordenador.

“Agora, os cordelistas terão mais dez dias para produzirem novas obras. Pretendemos distribuí-las em todas as regiões do país junto com o RDH, que deve ser concluído no final de novembro ou início de dezembro”, finaliza Comim.

"Fogo amigo" (a serviço de Aécio Neves) tucano, que falsificou as procurações, junto à RF, para dossiê contra José Serra

do blog do Nassif

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.

As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.

A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves - como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.

Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polícia Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.

No entanto, a advogada de Eduardo Jorge - que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça - conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB."

OSMAR DIAS CONVIDA PARA ATO PRÓ-DILMA NA PRAÇA SANTOS ANDRADE EM CURITIBA


Companheiros e companheiras:

Conto com a presença de todos, amanhã, quinta-feira, dia 21/10 às 9h30 - na praça Santos Andrade - Curitiba/PR , em frente a UFPR (Universidade Federal do Paraná), para grande concentração com a Presidente Dilma!

Senador Osmar Dias - PDT/PR.