terça-feira, 28 de agosto de 2012

MANCHETES DESTA TERÇA 28/08/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Dilma não divulga agenda no Rio para evitar protesto de servidores grevistas
Cerca de 200 manifestantes

Folha de São Paulo
Maioria do STF condena Valério e mais três por crimes do mensalão

O Estado de São Paulo
Presidente do STF aceita liminar para retomar obras da usina de Belo Monte

Correio Braziliense
Motel deverá pagar R$ 10 mil a casal acusado de roubar lubrificantes

Valor Econômico
Apple quer que Samsung retire oito produtos do mercado

Estado de Minas
Ex-motorista do goleiro Bruno é baleado dentro de bar em Contagem

Jornal do Commercio
Professores da UFPE continuam em greve

Zero Hora
Dois médicos são indiciados por negligência em morte por gripe A no Vale do Caí

Brasil Econômico
Aposta por corte de 0,25 ponto nos juros ganha força

INTERNACIONAIS

The New York Times
Caso de marido que matou esposa doente em Ohio levanta debate sobre eutanásia

El PaíS
Dois meses depois de ter presidente destituído, clima ainda é tenso no Paraguai

Le Monde
Déficit de creches leva mães a recorrer a abrigos clandestinos em grandes cidades da França

Der Spiegel
Atenas mostra compromisso com austeridade

Herald Tribune
Mulheres de Hong Kong são as que vivem mais no mundo; o segredo está na atividade física

ESPORTIVOS

Placar
Palmeiras espera detalhes para anunciar meia Tiago Real

Gazeta Esportiva
Longe de título, Timão quer “tumultuar” contra líderes

Lance
Revista inglesa coloca Brasileirão como o 4º melhor campeonato do mundo

Marca
Caio Júnior não aguenta pressão e deixa o comando do Bahia

Extra
Galliani tira o Milan das negociações por Kaká

REPORTANDO 28/08/2012

BRASÍLIA 03HR00 CARACAS 01HR30 HAVANA 02HR00
MANÁGUA 00HR00 QUITO 01HR00 BOM DIA SR BÓIA !

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

REGINA DUARTE, A ESCROQUE

Regina Duarte tem medo de índio

Por Altamiro Borges

A atriz global Regina Duarte ficou famosa, no mundo da política, ao participar do programa de tevê do candidato tucano José Serra nas eleições de 2002. No vídeo, em tom terrorista, ela afirmou que “estou com medo” da vitória de Lula. A apelativa peça publicitária não convenceu os brasileiros, que elegeram o líder operário. Desgastada, ela reduziu a sua participação nas campanhas do PSDB, mas não abandonou suas ideias reacionárias. Hoje ela é a garota propaganda dos latifundiários na luta contra os direitos dos povos indígenas.

"Garota propaganda" dos fazendeiros

Segundo o Centro de Estudos Ambientais, Regina Duarte é proprietária de terras em áreas pertencentes a comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul, na faixa de fronteira entre Brasil e Paraguai. A região tem se destacado pelo aumento dos conflitos entre ricos pecuaristas e os índios Guarani Kaiowá e Guarani Ñhandeva, que vivem em barracos de lona nas estradas e lutam para reconquistar as suas terras. Nos últimos anos, 245 índios foram mortos em confrontos com fazendeiros, ou vítimas da polícia e do tráfico.

“Regina Duarte lidera o setor pecuarista contra os povos indígenas e participa de comícios contra as demarcações em todo Brasil. No Mato Grosso do Sul, ela é a ‘garota propaganda’ em campanhas contra os indígenas”, relata o blog União Campo, Cidade e Floresta. O jornalista Leonardo Sakamoto já havia feito a mesma denúncia em seu blog no UOL em maio de 2009. Reproduzo o título e alguns trechos:

*****

A atriz global e pecuarista Regina Duarte, em discurso na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS), disse que está solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão de demarcação de terras indígenas e quilombolas no estado.

“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou a atriz, neste domingo (18), com referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa o que faz do BRASIL um brasil. Em verdade, ela deve estar sentindo medo desde a campanha presidencial de 2002…

(O deputado Ronaldo Caiado, principal defensor desses princípios, deveria cobrar royalties de Regina Duarte… Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso por aqui.)

“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presentes nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido são criadores da raça Brahman em Barretos (SP).

CENAS DA MISÉRIA AMERICANA

EUA: miséria cultural e econômica

Cenas da miséria americana 
Vinicius Torres Freire

A moça bonita anuncia na TV empréstimos de até US$ 10 mil, "sem burocracia". Tem uma trança única jogada sobre o peito. Pocahontas. De certo modo, é mesmo Pocahontas: a agência de empréstimos é a "primeira firma financeira 100% 'native-american'" (como se chamam os índios por aqui).

A bela Pocahontas chama a atenção na torrente de anúncios de negócios que veem oportunidade na miséria americana, quase todos iguais. Um comercial de TV atrás do outro oferece dinheiro fácil para remendar o orçamento das famílias.

Disputam lugar com os tradicionais anúncios de firmas de advogados que oferecem vitórias e dinheiro em casos de acidentes de trânsito, erros médicos, remédios podres e coisas assim.

Agora há uma série de empresas a oferecer empréstimos e/ou advogados a fim de evitar despejos, epidemia que explodiu com a bolha imobiliária.

Outras oferecem seguros para cobrir despesas que o seguro saúde não cobre (sim, é o seguro do seguro). Ou para cobrir despesas descobertas pela assistência estatal à saúde de velhos e crianças deficientes (o Medicare).

Mais ou menos um de cada sete americanos depende de assistência do governo federal para comer.

São cerca de 46,5 milhões de pessoas no programa "Food Stamps" (cupons de comida), uma espécie de Fome Zero criado pelo governo Roosevelt (Democrata) em 1939. O número de americanos no Fome Zero cresceu cerca de 70% desde 2007.

O Partido Republicano quer dar cabo do que puder em termos de assistência pública à saúde (Medicare, Medicaid) e do Food Stamps. Barack Obama, o fraco, aprovou um modesto plano de saúde oficial para os mais pobres. Mas quase metade dos americanos quer que os mais pobres se estrepem.

Parlamentares republicanos já pediram o corte de metade da despesa do programa de alimentação, que foi de US$ 76 bilhões no ano passado (custo de oito Bolsas Família).

Os republicanos querem menos impostos para ricos. Os anúncios eleitorais de Obama martelam o fato de que Mitt Romney, candidato dos republicanos, pagou apenas 14% em Imposto de Renda em 2010.

Os americanos comuns, classe média, pagam muito mais, para lá de 20%. Isso quando têm dinheiro: a TV também está cheia de anúncios de firmas que oferecem serviços de acertos de contas com IRS, a Receita Federal daqui.

A renda média das famílias que recebem Food Stamps é de (aqui) miseráveis US$ 783. A linha de pobreza oficial americana é US$ 1.542 por mês para uma família de três pessoas.

Uma empregada doméstica brasileira aqui na região de Boston consegue ganhar mais do que isso por mês -isto é, pode receber uns US$ 12 por hora. Um caixa do Walmart ganha, em média, US$ 8,50.

O salário médio americano no setor privado é de US$ 23,50 por hora. Está quase estagnado faz cinco anos. A desigualdade cresce faz mais de duas décadas.

Quase metade dos americanos acha que Obama, o fraco, é socialista, ou coisa pior. Logo ele, com seus economistas de Wall Street.


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200 MILHÕES DE CRIANÇAS NO MUNDO DORMEM NAS RUAS - NENHUMA DELAS É CUBANA !

Cuba sem o bloqueio midiático

Do blog Tudo em cima:

A Radical Livros está lançando “Cuba Sem Bloqueio: a revolução cubana e seu futuro, sem as manipulações da mídia dominante”, de Hideyo Saito e Antonio Gabriel Haddad. Como anuncia o título, trata-se de um trabalho que mostra a realidade cubana atual de forma clara e direta, sem as mistificações criadas pelos meios de comunicação dominantes.

Qualquer fato contrário à revolução cubana merece destaque nessa imprensa, como exemplifica o caso de um ato do grupo dissidente Damas de Branco, que reuniu dez pessoas em Havana e foi chamada de capa de O Estado de S. Paulo. Qual outra manifestação desse tamanho mereceria tal tratamento? Contrariamente, qualquer notícia favorável à revolução é ignorada, como quando a revista Veja entrevistou o pedagogo e economista Martin Carnoy, que estava no Brasil para lançar o livro “A vantagem acadêmica de Cuba: por que seus alunos vão melhor na escola”, e conseguiu não falar no ensino cubano.

O mesmo aconteceu quando a Unesco divulgou os resultados das duas pesquisas comparativas sobre o ensino na América Latina, uma de 1997 e outra de 2007: a grande imprensa brasileira abriu um bom espaço para falar sobre o desempenho do Brasil, mas não mencionou que os estudantes cubanos ficaram em primeiro lugar em ambas.

Exemplos como esses se multiplicam. Por isso, o título do livro alude a uma Cuba “sem bloqueio”, referindo-se, neste caso, ao bloqueio de informação correta sobre o país, erguido pelos oligopólios da comunicação. É devido a esse bloqueio que a realidade de Cuba continua pouco conhecida entre nós.

Para furar esse “bloqueio informativo”, os autores pesquisaram tanto em fontes cubanas como estrangeiras. Foram consultados livros, pesquisas acadêmicas, estatísticas e estudos de instituições cubanas e multilaterais (como o Banco Mundial e a ONU), publicações de think tanks como o Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations) dos Estados Unidos, além de periódicos, fontes de internet e outras.

Nos 12 capítulos compostos com base no material assim reunido, Hideyo Saito e Antonio Gabriel Haddad dão vida a um processo de construção social que procura enfrentar seus problemas, encarados como consequência de erros e de dificuldades políticas e econômicas de toda ordem, mas também de agressões e de obstáculos criados pelas potências dominantes.

O livro mostra, assim, a existência de uma grande mobilização popular no país, tendo como evento central o debate em torno do aperfeiçoamento do socialismo cubano. Cubanos de todos os estratos sociais participam livremente dessas discussões, por vezes com grande acuidade crítica. Essa efervescência se reflete em conversas particulares, em assembleias, em obras artísticas, em publicações acadêmicas especializadas ou na mídia local.

Definitivamente, “Cuba Sem Bloqueio” não fala sobre um paraíso terrestre. Mas levanta em alto e bom som a questão: “Quantos países capitalistas exibem uma sociedade razoavelmente harmônica, sem concentração de riqueza, sem miséria, sem fome, sem analfabetismo, sem violência social e sem crianças abandonadas”, como a de Cuba? Uma possível resposta está em sua introdução, quando cita Noam Chomsky: “O que é intolerável para essa mídia (‘o verdadeiro crime de Cuba’) são os êxitos cubanos, que podem servir de exemplo para povos de países subdesenvolvidos”.

ISBN: 978-85-98600-15-4
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 448
Preço: R$ 45,00

ESTADO TERRORISTA ISRAELENSE NO BANCO DOS RÉUS

Israel no banco dos réus

Enviado por Rita Casaro:

O Tribunal de Haifa anunciará, em 28 de agosto, o veredito sobre a morte da ativista estadunidense Rachel Corrie, assassinada em 16 de março de 2003, aos 23 anos de idade, em Gaza. Um buldôzer da Caterpillar,
guiado por um militar israelense, passou três vezes por cima de seu corpo quando ela se colocava como escudo humano para tentar impedir a demolição de uma casa palestina no campo de refugiados de Rafa, na
Faixa de Gaza.


Apesar dos tribunais israelenses demonstrarem repetidamente que colocam a impunidade do Estado de Israel e seu exército acima do respeito aos direitos humanos e das leis internacionais, os pais da ativista, Cindy e Craig Corrie, iniciaram em 2005 um longo processo criminal contra o ministro da Defesa israelense, à época, e contra o Estado de Israel. Quinze audiências e dezenas de testemunhas ajudaram a manter viva a memória de Rachel e o valor da solidariedade com o povo palestino.

Compartilhando essa visão, o FSM Palestina Livre será um espaço para quebrar a impunidade, promover o respeito do direito internacional e reforçar a solidariedade global.

Limpeza étnica

A ação que matou Rachel Corrie, ativista do ISM (International Solidarity Movement), foi noticiada um dia depois, pelo jornal israelense Haaretz, como “rotineira”. Infelizmente, são rotineiros o assédio militar, a tortura e os assassinatos cometidos pelo exército israelense contra o povo palestino. Milhares de casas continuam a ser demolidas arbitrariamente nos territórios ocupados, como parte da estratégia do Estado israelense de dar sequência a um plano deliberado de expulsão de palestinos, iniciado, segundo historiadores palestinos e israelenses ainda antes de sua criação, em 15 de maio de 1948. Naquele ano, em seis meses, foram destruídas 530 aldeias e cidades palestinas e expulsos de suas casas e terras 800 mil habitantes nativos.

As políticas de expulsão dos palestinos de suas próprias casas, nunca mais pararam. Neste mês de agosto Israel anunciou a destruição de 12 comunidades palestinas e a expulsão de seus mais de 1.500 moradores.
Desde o início de 2012 mais de 2 mil pessoas foram afetadas pelo deslocamento forçado, imposto por Israel. Esses crimes objetivam tornar impossível o estabelecimento de um Estado Palestino livre e soberano.

Rachel Corrie não é uma vítima isolada nem mesmo entre ativistas. Outros já foram assassinados e feridos por prestar solidariedade à luta palestina. Embora não tenha conseguido impedir que mais uma casa
palestina se somasse à triste estatística das demolições, Rachel, com seu gesto heróico, fez com que o número de ativistas internacionais aumentasse, e com que crescesse a solidariedade à Palestina. A luta de
sua família por justiça tem alertado o mundo para a situação dos palestinos, engrossando as fileiras daqueles que exigem o fim da política de ocupação, apartheid e limpeza étnica.

Além de sua batalha nos tribunais israelenses, os pais de Rachel Corrie lutam para que governos e empresas rompam contratos com a Caterpillar, marca do buldôzer que assassinou sua filha. Recentemente obtiveram uma vitória por meio do movimento BDS – que reivindica boicote, desinvestimento e sanções a Israel enquanto a ocupação, o apartheid e a limpeza étnica da Palestina se mantiverem –, quando a Caterpillar perdeu os investimentos da poderosa TIAA-CREF, fundo de investimentos estadunidense.

A família de Rachel Corrie dará entrevista logo após o anúncio do veredito.

Fórum Social Mundial Palestina Livre

O Fórum Social Mundial Palestina Livre (FSMPL), programado entre 28 de novembro e 1 de dezembro de 2012, será uma demonstração mundial de solidariedade ao povo palestino, com muitas atividades autogestionadas, com palestrantes e personalidades internacionais que virão falar dos caminhos para pôr fim à ocupação das terras palestinas.

O FSMPL contará com grandes conferências distribuídas em cinco eixos centrais:

1. autodeterminação e direito de retorno;

2. direitos humanos e direito internacional;

3. movimentos sociais e formas de resistência;

4. por um mundo sem muros e sem racismo;

5. BDS e estratégias de luta.

Também estão programados espetáculos artísticos e mostras culturais. Em 29 de novembro, está prevista uma grande manifestação para celebrar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.

Mais informações sobre o caso Rachel Corrie press@rachelcorriefoundation.org
Telefones: +972-52-952-2143 e +972-54-280-7572 (falar com Stacy Sullivan)
Website: http://rachelcorriefoundation.org/trial

Siga o julgamento no Twitter: @rcfoundation
Siga e participe das manifestações no twitter
#wsfpalestine #rachelcorrie
Divulgue em sua rede social

Mais informações sobre o FSM Palestina Livre

prensa@wsfpalestine.net
Website: www.wsfpalestine.net

CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Fazenda já trabalha com previsão de crescimento de 1,5% este ano
Ministro Guido Mantega continua a apostar em alta do PIB de 3%, mas, nos bastidores, a projeção dos técnicos da equipe econômica é de no máximo 2%. Para eles, o ritmo de recuperação no terceiro trimestre ainda está aquém do esperado. (Págs. 1 e 15)
“Prefeito não tem ideologia, tem é que mostrar resultado”
À frente nas pesquisas de intenção de voto, o prefeito Eduardo Paes diz ao BRASIL ECONÔMICO que o Rio avançou muito nos últimos anos graças ao fim dos conflitos políticos com o governador e o Palácio do Planalto. (Págs. 1 e 4)
Indústria perde produtividade e pode demitir
Estudo do Iedi aponta que indicador teve queda de 1,9% no primeiro semestre. (Págs. 1 e 14)
Montadoras tiram de linha os carros mais tradicionais
Com mercado mais competitivo, Renault, Ford e GM investem na produção de novos modelos. (Págs. 1 e 18)
Tempestade reduz produção no Golfo do México
EUA preveem queda de 24% na oferta de petróleo e de 8% na de gás por efeito do Isaac. (Págs. 1 e 38)
Financeiras médias oferecem novo leque de produtos
Em busca de outras fontes de receita, instituições reduzem o peso de linhas de crédito. (Págs. 1 e 32)
Concorrência com gás
Mabe, dona da marca Continental, planeja voltar à liderança do mercado de fogões nos próximos meses. (Págs. 1 e 27)
Insegurança jurídica afasta investidores
Especialistas criticam falta de clareza na legislação tributária brasileira. (Págs. 1 e 8)
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MANCHETES DESTA SEGUNDA 27/08/12

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Governo acena com devolução do dinheiro do ponto cortado de grevistas para fechar acordos

Folha de São Paulo
Em entrevista ao 'NYT', Lula diz que caso do mensalão não existiu

O Estado de São Paulo
Fernando Haddad não participará de reunião de Marta com Lula

Correio Braziliense
Capotagem mata idoso e jogador de futebol

Valor Econômico
ThyssenKrupp quer US$ 8,8 bilhões por usinas no Brasil e EUA

Estado de Minas
Governo encerra negociações e dá prazo até terça-feira para assinatura de acordos com grevistas

Jornal do Commercio
Conflitos em Suape são alerta para todo o Estado

Zero Hora
Acidente entre ônibus e carreta causa uma morte

Brasil Econômico
Por que o Brasil não consegue se manter no topo?

INTERNACIONAIS

The New York Times
Obama tenta enfrentar onda republicana que domina indeciso estado de New Hampshire

El País
Dois meses depois de ter presidente destituído, clima ainda é tenso no Paraguai

Le Monde
Nos vilarejos do Congo, grupos armados semeiam o medo

Der Spiegel
Atenas mostra compromisso com austeridade

Herald Tribune
Ideogramas chineses não são apropriados para mundo globalizado, criticam especialistas

ESPORTIVOS

Placar
Botafogo e Flamengo empatam sem gols no Engenhão

Lance
Em jogo de fortes emoções, Cruzeiro e Atlético-MG ficam no empate

Gazeta Esportiva
Luis Fabiano faz dois e garante virada do São Paulo sobre Timão

Marca
Elano marca no começo e dá vitória ao Grêmio contra o Inter

Extra
Sport, com técnico novo, fica no 0 a 0 com o Náutico na Ilha do Retiro

REPORTANDO 27/08/2012

BRASÍLIA 03HR00 CARACAS 01HR30 HAVANA 02HR00
MANÁGUA 00HR00 QUITO 01HR00 BOM DIA SR BÓIA !

domingo, 26 de agosto de 2012

A REDENÇÃO DE JOAQUIM BARBOSA


Eduardo Guimarães: A 'redenção' de Joaquim Barbosa


Acabo de ler mais um dos incontáveis textos de “colunistas” do consórcio demo-tucano-midiático paridos após o ministro do STF Ricardo Lewandowski ter inocentado o petista e ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, contrariando o relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, que votou por sua condenação.

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania


Joaquim Barbosa
Entre outras reflexões, desanima a previsibilidade que vai se comprovando sobre o que diriam esses “colunistas” sobre os votos antagônicos dos dois juízes. A última coluna que li foi de Miriam Leitão, que, como todos os seus congêneres na grande mídia, por óbvio deu razão a Barbosa.

Outra reflexão, que é a que orienta este texto, versou sobre a “redenção” de Barbosa na mídia que a sua posição sobre o mensalão, desde o início alinhada ao que ela quer, está lhe proporcionando agora, após ter sido alvo midiático por tanto tempo.

A maledicência midiática contra Barbosa teve início já em 2003, quando de sua nomeação como ministro do STF pelo então recém-empossado presidente Lula. Os mesmos “colunistas” insinuavam que o juiz chegara aonde chegara simplesmente por ser negro.

Segundo diziam aquelas más línguas, Lula queria um negro – qualquer negro – para a vaga que surgira naquela Corte e Barbosa era o que havia à mão. Como sempre ocorreu quando o ex-presidente deu oportunidades a negros – fosse no ensino superior, fosse na Suprema Corte –, eclodiu todo um discurso midiático sobre “meritocracia”, à qual o escolhido não faria jus.

Nos anos seguintes, as militâncias midiática e governista travariam, sobretudo na internet, um furioso embate sobre Barbosa. Governistas defenderiam a belíssima história de vida de um negro pobre, filho de pedreiro, e a mídia oposicionista diria que sua escolha fora “política”, como se as de todos os juízes do STF não fossem.

Barbosa, porém, fez por merecer o cargo de ministro do STF. Aos 16 anos, saiu de casa. Foi viver em Brasília, onde arranjou emprego na gráfica do jornal Correio Brasiliense e estudou em colégio público. Chegou à universidade e ao bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Barbosa também foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia, e depois foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).

Prestou concurso público para procurador da República e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França por quatro anos, tendo obtido mestrado e doutorado pela Universidade de Paris em 1990 e 1993.

Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro. Foi professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003).

Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.

Ufa! É uma trajetória de tirar o fôlego. Ainda assim, ao ser indicado para o STF – uma corte para a qual as indicações têm menos que ver com o currículo do indicado do que com as conveniências políticas de quem indica –, só o que a mídia enxergou foi “populismo” de Lula, que o teria escolhido “só por ser negro”.

Os anos foram se passando e Barbosa continuou sendo alvo de narizes torcidos da elite midiática, sendo visto por ela como “o juiz negro de Lula”.

Essa situação se agravou em abril de 2009 durante sessão do STF que analisava uma lei paranaense que estendia a aposentadoria do setor público a funcionários de cartórios. Naquela oportunidade, Barbosa se desentendeu com o juiz “da oposição”, Gilmar Mendes.

Diga-se que os dois juízes já vinham se estranhando devido aos habeas corpus “cangurus” que Mendes dera a Daniel Dantas nas horas mortas da madrugada, e devido à perseguição do juiz “tucano” ao juiz Fausto de Sanctis e ao delegado da operação Satiagraha Protógenes Queiroz, condutas de Mendes que Barbosa criticava duramente.

A discussão entre os dois juízes foi duríssima e permaneceu por semanas a fio no noticiário. E, claro, confirmando a previsibilidade de viés que ressurge agora na disputa retórica entre o relator do inquérito do mensalão, o mesmo Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. Todavia, à diferença de hoje, àquela época a mídia tomou partido do adversário do juiz negro.

Editoriais e colunas dos grandes jornais e os blogs e sites da grande mídia na internet praticamente trucidaram Barbosa. Na imprensa paulista, por exemplo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja saíram, furiosamente, em defesa de Gilmar Mendes contra Joaquim Barbosa.

Em 24 de abril de 2009, a Folha publica o editorial “Altercação no STF”. O previsível editorial, já no primeiro parágrafo, demonstrava a que vinha:

“O ministro Joaquim Barbosa excedeu-se na áspera discussão travada anteontem com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Não se justificam os argumentos “ad hominem” e a linguagem desabrida empregada por Barbosa em sessão aberta na mais alta corte brasileira (…)”

No mesmo dia, o Estadão, sempre mais passional, partiu para o insulto em editorial sob o título “Falta de compostura”:

“(…) Na sessão de quarta-feira, durante o julgamento de um recurso do governo do Paraná contra decisão do STF, que em 2006 considerou inconstitucional a lei que criou o fundo de previdência do Estado, o ministro Joaquim Barbosa, que dialogava com o presidente da Corte, Gilmar Mendes, perdeu a compostura (…)”

Na coluna de Eliane Cantanhêde, na Folha, tudo no Day After da “altercação” entre Barbosa e Mendes, não foi diferente:

“(…)Era uma discussão técnica qualquer, os dois (Barbosa e Mendes) se desentenderam e Barbosa perdeu a compostura (…)”

No blog de Reinaldo Azevedo, no portal da revista Veja, o pitbull da publicação repisa a questão racial em relação a Joaquim Barbosa:

“(…) Eu tenho verdadeiro horror, asco mesmo, de quem costuma reivindicar o lugar do oprimido (…)”

Os anos foram se passando e Barbosa acabou ficando com a relatoria do inquérito do mensalão. A partir dali, quando foi ficando claro que o fato de ter sido indicado por Lula não estava pesando no viés que assumira em relação ao caso, o discurso midiático contra si foi sendo abrandado, chegando, hoje, a se tornar o novo queridinho da mídia no STF.

Uma coisa é certa: a conduta de Barbosa no âmbito do inquérito do mensalão lhe valeu “redenção” na mídia. De juiz que chegara ao STF pelo único “mérito” de ser negro e de “juiz de Lula”, converteu-se em profundo conhecedor da lei e exemplo de “isenção” – sem, por óbvio, a ressalva de que o mérito de nomear um juiz “isento” é de Lula.

Joaquim Barbosa é um vencedor. Sua trajetória, antes empanada por acusações de cunho racial na mídia, não encontra mais óbices. A postura que adotou no julgamento do mensalão quebrou as resistências que a cor de sua pele sempre lhe gerou entre uma elite que agora o idolatra e defende, ao menos enquanto lhe for útil.

ADRIANA CAPRILES - PUTANA !

DIREITA DA VENEZUELA É IGUAL À DO BRASIL: OS POBRES NÃO MERECEM SAÚDE E EDUCAÇÃO, DIZ A VERDADEIRA VOZ DA OPOSIÇÃO A CHÁVEZ

2 Comentários Publicado por em 2 agosto, 2012
Saúde e educação gratuitas são “merdas” que os pobres da Venezuela não merecem: é o que pensa Adriana Mendoza Capriles, sobrinha do candidato à presidência da Venezuela Henrique Capriles, musa da direita venezuelana e que mora em Miami. Saiu no sabinabecker, que chamou de a verdadeira voz da oposição.

Fonte: Opensante  via Com Texto Livre

DIGA NÃO A MANIPULAÇÃO - FORA GLOBO!

Para Pessoas honestas como você que acham que estão contribuindo para uma causa nobre, mas na verdade estão sendo ROUBADOS PELO PIOR MAU DESTE PAÍS, QUE SE CHAMA REDE GLOBO E SEUS PARTIDOS AFILHADOS. 

MORRE AOS 82 ANOS PRIMEIRO HOMEM A PISAR NA LUA

Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, morre aos 82 anos

Família confirmou morte neste sábado após complicações de cirurgia. Ex-astronauta havia sido submetido a uma desobstrução de artérias do coração no início do mês

iG São Paulo

O ex-astronauta norte-americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, morreu aos 82 anos neste sábado, em Ohio, nos Estados Unidos. Armstrong tinha sido submetido a uma cirurgia no coração no começo deste mês para desobstruir artérias. Segundo a própria família do ex-astronauta, Armstrong morreu após complicações da cirurgia.

Relembre: Armstrong diz que havia apenas 50% de chance de pousar na Lua

"Estamos de coração partido por compartilhar a notícia de que Neil Armstrong morreu devido a complicações após a cirurgia cardíaca", disse a família de Armstrong em comunicado obtido pela rede de televisão americana CNN.

Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro ser humano a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969. Foi ele quem proferiu a histórica frase: "Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”.

Ela era o comandante da primeira missão lunar, na Apolo 11, ao lado dos astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins. Em 21 de julho de 1969, a cápsula lunar Eagle pousou sobre a superfície lunar e Armstrong - como havia sido planejado - foi o primeiro homem a caminhar sobre a Lua.

Piloto da Marinha

O comandante nasceu no dia 5 de agosto de 1930. Ele foi piloto da Marinha dos Estados Unidos entre 1949 e 1952 e lutou na Guerra da Coreia. Formou-se em 1955 em engenharia aeronáutica pela Universidade de Purdue e atuou como piloto civil da agência que deu origem à Nasa, a Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica).

Em uma rara entrevista em maio deste ano , Neil Armstrong disse que os astronautas do histórico voo Apolo 11 calculavam em apenas 50% as possibilidades de pousar sobre a superfície do satélite. "Pensava que eram de 90% as possibilidades de retornar sãos e salvos à Terra depois do voo, mas apenas 50% de possibilidades de pousar sobre a Lua nesta primeira tentativa", disse Armstrong na ocasião.

A entrevista causou extrema surpresa, já que o veterano astronauta praticamente não fez declarações públicas nos últimos anos. Mas ele decidiu romper o silêncio em uma entrevista à Associação Australiana de Peritos Contábeis Certificados. Segundo o presidente da entidade, o ex-astronauta decidiu oferecer a longa entrevista porque seu pai foi um contador público.

*Com Reuters e emissoras internacionais


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MUNDO FASHION - A IMUNDÍCIE POR DEBAIXO DOS PANOS

ZARA é punida por afrontar "lista suja"
Por Maurício Hashizume, no sítio Repórter Brasil:

A grife de roupas e acessórios Zara, que foi implicada em caso de escravidão contemporânea flagrado na confecção de roupas da marca, está suspensa do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. O Comitê de Coordenação e Monitoramento da iniciativa, que reúne empresas comprometidas em agir contra a exploração de mão de obra escrava, decidiu pela suspensão da companhia têxtil espanhola em decorrência do posicionamento no sentido da inconstitucionalidade da "lista suja" do trabalho escravo, assumido pela mesma empresa em ação judicial apresentada à Justiça do Trabalho.


De acordo com comunicado assinado pelos membros do Comitê, o comportamento da Zara, ao colocar em xeque o cadastro de empregadores envolvidos em casos de trabalho escravo, "afronta" e "enseja a violação" dos princípios basilares e formadores do Pacto Nacional, que mantém atividades desde 2005. Ressalte-se que, mesmo após pedido prévio de esclarecimento, a empresa - que faz parte do grupo Inditex, com sede na Espanha, considerado o mais valioso conglomerado empresarial do setor têxtil em todo o mundo - informou que mantém inalterada a sua posição.

"A ´lista suja´ é uma referência internacional, inclusive citada em relatórios globais sobre o tema", comentou Luiz Machado, coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão que integra o Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional. "A suspensão [em vigor desde a última sexta (17)] não tira a importância de outras ações e investimentos de responsabilidade social que estão sendo realizadas no combate ao problema, que é muito grave". Além da OIT, fazem parte do Comitê o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o Instituto Observatório Social (IOS) e a ONG Repórter Brasil.

A Zara tornou-se signatária do Pacto Nacional em novembro de 2011, ocasião em que também incentivou a adesão de 48 de suas fornecedoras. Desde que uma fiscalização coordenada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) encontrou 15 pessoas produzindo peças de vestuário da marca em condições análogas à escravidão em meados de 2011, a grife assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e vem anunciando uma série de medidas direcionadas ao enfrentamento do trabalho escravo. Acabou, porém, sendo punida por pregar no Judiciário a inconstitucionalidade de um instrumento considerado central nos esforços para a erradicação deste tipo de crime.

A Justiça do Trabalho concedeu liminar para que a Zara Brasil Ltda. não seja incluída na "lista suja" do trabalho escravo, mas, valendo-se do princípio da publicidade, negou o pedido para que o processo corra em segredo de Justiça. A ação, que contesta ainda os 48 autos de infração emitidos contra a empresa e a atuação dos auditores-fiscais do trabalho, corre na 3ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP). Uma audiência relativa ao imbróglio judicial está marcada para o próximo dia 13 de setembro.

Contactada pela Repórter Brasil, a Zara Brasil informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que prefere não se pronunciar a respeito da suspensão por tempo indeterminado - que, segundo o Comitê, tem sua vigência "condicionada à existência e tramitação do processo e às eventuais decisões judiciais sobre os pedidos constantes da Ação Anulatória".

Responsabilidades

Em sua defesa, a Zara se sustenta basicamente em dois argumentos complementares. O primeiro deles é a de que a empresa espanhola não poderia ter sido autuada por submeter pessoas a condições análogas à escravidão, pois mantinha apenas uma relação comercial (compra e venda de produtos) com a fornecedora AHA. Esta última teria, para a Zara, decidido terceirizar a produção para oficinas de costura menores por sua própria conta e risco.

O segundo argumento é o de que, mesmo supostamente não tendo responsabilidade jurídica pelo ocorrido, a grife teria demonstrado reiterado compromisso com padrões de trabalho decente em sua cadeia produtiva, com ações concretas de responsabilidade social.

O argumento inicial é contestado frontalmente pela fiscalização trabalhista responsável pela libertação das 15 vítimas, realizada na capital paulista em meados de 2011. Na visão dos coordenadores da inspeção, não há dúvidas de que o esquema prestava-se exclusivamente "para encobrir o real empregador e esconder a alocação de trabalhadores em atividades permanentes e essenciais ao objeto do negócio da autuada [no caso, a Zara Brasil Ltda.] - atividade de confecção das peças que comercializava".

Os advogados da Zara sustentam que a AHA era uma empresa independente que produzia para outras marcas além da Zara. A auditoria da SRTE/SP constatou, no entanto, que as peças da grife correspondiam a 91% do total confeccionado pela AHA no período de três meses que antecederam a operação. E que, além da dependência econômica, não pairaram dúvidas acerca do gerenciamento da produção por parte da Zara. Entre os atos típicos de poder diretivo, os agentes ressaltaram "ordens verbais, fiscalização, controle, e-mails solicitando correção e adequação das peças, controle de qualidade, reuniões de desenvolvimento, cobrança de prazos de entrega etc." No entendimento da SRTE/SP, portanto, a Zara constitui "pessoa jurídica que de fato dirige o processo produtivo e se beneficia dessa mão de obra".

Em adição, a Zara busca sublinhar, em seu segundo argumento, a sua conduta "socialmente responsável" perante a Justiça. Para tanto, apresenta uma série de ações, como a própria adesão ao Pacto Nacional, a assinatura do TAC (dos R$ 3,4 milhões de indenização por dano moral coletivo acordados, a empresa alega já ter desembolsado pelo menos R$ 1,3 milhão), parcerias com entidades da sociedade civil e a realização de centenas de auditorias completas (como parte do monitoramento do Código de Conduta imposto a parceiros comerciais) após a repercussão internacional gerada pela divulgação do caso de trabalho escravo contemporâneo.

Monitoramento
Ocorre que levantamento realizado pela Repórter Brasil com base em informações divulgadas em relatórios anuais do grupo Inditex revela uma contradição relacionada às auditorias do Código de Conduta. Em matéria publicada na sequência do polêmico episódio de escravidão, chamou-se a atenção para o fato de que somente nove auditorias iniciais foram promovidas em toda a cadeia produtiva brasileira a pedido da Zara no ano de 2010. Não foi possível obter detalhes sobre essas averiguações junto à grife. Em posição inicial encaminhada à reportagem, a companhia alegou apenas que "a base fixa de fornecedores atende a níveis de qualidade tanto no que se refere a seus produtos, quanto às condições em que são fabricados, como revela nosso sistema de auditoria regular" e que 75% dos fornecedores vinham obtendo as qualificações máximas no monitoramento.

Questionada a respeito de possíveis auditorias prévias à fiscalização com foco na AHA, a Zara tem optado pelo silêncio. Em duas ocasiões, porém, deixou escapar que a confecção vinha trabalhando com a grife "há muito tempo" (Regiane Machado, diretora de compras da Zara Brasil) e detinha "muito boa fama" (Jesus Echevarría, diretor global de comunicação da Inditex). A informação a respeito de possíveis visitas da Zara à AHA antes do flagrante é crucial, pois evidencia o nível de "compromisso" da empresa com sua cadeia produtiva: se esteve na fornecedora, seria importante que abrisse os resultados da checagem; se não esteve, é preciso justificar por qual motivo não o fez, já que a AHA era a principal fornecedora de tecidos planos da Zara Brasil.

A comparação dos dados de 2010 com os 2011 também é reveladora. Em contraste com as parcas nove auditorias (todas elas iniciais, ou seja, nenhuma delas de acompanhamento) executadas em 2010, a Inditex/Zara patrocinou 439 auditorias em 2011 - 67 iniciais, 14 de acompanhamento e nada menos que 358 "especiais" -, em grande mobilização que envolveu equipes próprias internas e três consultorias externas contratadas (SGS, Intertek e Apcer).

Enquanto houve uma média de uma auditoria a cada 40 dias em 2010; em 2011, foram uma média de cinco auditorias a cada quatro dias, isto é, mais de uma auditoria por dia. Chamada a responder sobre a disparidade do volume de monitoramentos entre os dois anos, a Zara escolheu mais uma vez o silêncio. Permanece, portanto, a dúvida: como uma empresa tão empenhada em fazer valer o seu Código de Conduta realiza tão raras auditorias anuais, por menor que seja a amostragem, em um universo (cadeia produtiva da marca no Brasil) que comporta até 48,77 vezes mais verificações?

Outra explicação pedida pela Repórter Brasil que não obteve resposta da Zara diz respeito ao Disque-Denúncia (0800-7709242), mais uma medida implementada após a ampla divulgação do caso de escravidão. O número de telefone está ativo, mas a reportagem identificou vários problemas com o serviço. O atendimento não está devidamente preparado para receber possíveis denúncias de forma efetiva e segura: não há, por exemplo, a opção para coleta de informações em espanhol e prevalece a confusão quanto às formas de encaminhamento das denúncias. A empresa não quis confirmar sequer o número de casos colhidos e repassados pelo serviço e nem ofereceu mais detalhes sobre os procedimentos que estão sendo utilizados.

MANCHETES DESTE DOMINGO 26/08/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

A Tarde
Duas jovens são assassinadas em suposto caso de homofobia

Correio da Bahia
Adolescente é baleado ao tentar assaltar carro-forte

Tribuna da Bahia
Apoio do senador João Durval a José Ronaldo irrita o PDT

O Globo
Mensalão: ex-dirigentes do Banco Rural são os próximos alvos do Supremo

Folha de São Paulo
Vídeo contradiz faculdade sobre morte de estudante em São Paulo

O Estado de São Paulo
Ministros de Dilma liberam emendas propostas por eles

Correio Braziliense
Servidores públicos federais rejeitam acordo

Estado de Minas
Enterro de taxista morto em assalto no Itapoã é marcado por muita revolta

Jornal do Commercio
Hepatite é ameaça para manicures e tatuadores

Zero Hora
Prefeitura da Capital entrará com recurso judicial para impedir nova anulação de concurso

INTERNACIONAIS

The New York Times
População do Haiti sofre por falta de abrigo seguro desde terremoto de 2010

El País
Dois meses depois de ter presidente destituído, clima ainda é tenso no Paraguai

Le Monde
Esquerda chilena aposta em volta da ex-presidente Michelle Bachelet

Der Spiegel
Medo marca os 20 anos de pior ataque a estrangeiros na Alemanha do pós-guerra

Herald Tribune
Ideogramas chineses não são apropriados para mundo globalizado, criticam especialistas

ESPORTIVOS

Placar
Atlético-PR vence Paraná e inicia 2º turno a dois pontos do G-4

Lance
Neymar faz a festa em cima do Palmeiras e Peixe vence

Gazeta Esportiva
Thiago Neves decide, marca dois e Flu vence o Vasco

Marca
Oswaldo fecha treinamento no Bota, mas deve escalar Lodeiro

Extra
“Eterno”, Felipão recebe placa pelos 400 jogos à frente do Palmeiras

sábado, 25 de agosto de 2012

O GLOBO - SEMPRE GOLPISTA !



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CONTINUA EMBOLADO - DUCCI CONTINUA CAINDO ...

MENSALÃO EM DEBATE


Onde reside a farsa do mensalão

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Ler e assistir aos comentários dessa horda de “colunistas” da grande mídia brazuca sobre o mensalão é uma tortura que não deve estar passando despercebida à CIA em sua busca incessante por tais técnicas, já que, nos EUA, tortura é política de Estado largamente utilizada – quase sempre, contra prisioneiros não-americanos.

Há uma beleza árida na verdade e na honestidade mesmo quando se voltam contra as nossas crenças. Ninguém sofre com elas. Se você for culpado de alguma coisa e acabar sendo descoberto, não ficará indignado. Pode ficar com medo, envergonhado, mas nunca ficará indignado. Às vezes, pode ficar até aliviado.

A mentira e a desonestidade, não. Essas machucam, maltratam, fazem o espectador se remexer na cadeira como se tomasse choques elétricos. Mesmo se você não for o alvo da farsa sentirá uma sensação de impotência e de inconformismo que o provocará a agir como se fosse, porque a mentira e a desonestidade doem.

Agora, por exemplo, estamos sendo flagelados por esses mercenários que parecem se orgulhar do servilismo que dedicam aos patrões ao exercerem uma profissão que, ao abraçarem, comprometeram-se com a independência intelectual e com a reportagem dos fatos sejam eles quais forem, da forma mais fidedigna possível.

Oh, que surpresa, alguma coisa aconteceu no âmbito do escândalo do mensalão que foi produto de ilegalidades! Mas quem, alguma vez, negou isso? Ninguém. Absolutamente ninguém negou que houve práticas ilegais no esquema apelidado de mensalão.

Quando Lula disse que o mensalão é uma farsa, por certo não quis dizer que não houve ilegalidades. Ele mesmo disse isso, que foi traído por práticas dessa natureza. Foi traído por todos os acusados que tiverem sua culpa referendada pelo STF por distribuírem ou receberem recursos financeiros de origem ilegal.

A que farsa, então, Lula se referiu? Ora, ele já disse. E todos os que acompanham a sua opinião já disseram claramente: é farsa dizer que o governo Lula, através de José Dirceu, organizou um esquema de compra de apoio parlamentar. Essa é a farsa. Nada mais, nada menos.

E, como disse o comentarista de política Bob Fernandes, farsa é a mídia agir em relação ao mensalão como não age em relação a casos idênticos e até mais graves envolvendo partidos com os quais ela se acumpliciou.

Vemos, porém, esses mercenários contratados por essa meia dúzia de famílias que controla, em forma de cartel, a comunicação de massas, torturarem os que acompanham os fatos com atenção ao atingi-los com suas mentiras e desonestidade extremadas.

Os torturadores sabem exatamente a quem Lula se refere quando se diz traído, e sabem que ele chama de farsa a tese de compra de votos. E só. Todavia, fazem de conta que não sabem. É uma tática política, portanto, que se sustenta na prática do ex-presidente de não entrar em bate-bocas com quem julga ser perda de tempo.

Ora, alguém, em sã consciência, poderia, de alguma maneira, imaginar que o processo do mensalão chegaria ao Supremo Tribunal Federal e que o procurador-geral da República faria uma denúncia se todos os acusados fossem inocentes? É claro que não. Há leis no Brasil. Isto aqui não é uma republiqueta. Ninguém seria tão louco.

A grande tramóia, portanto, está em misturarem inocentes e culpados. E em tentarem distorcer o motivo da organização do esquema ilegal de arrecadação e distribuição de recursos financeiros com fins eleitorais.

Quem afirma que Marcos Valério é inocente além de ele mesmo e de sua defesa? Ninguém diria tal sandice. Ele, vai sendo provado, foi o grande agente corruptor que transitou por vários partidos e governos. Aproximou-se dos arrecadadores de recursos dos partidos, com toda certeza. Aproximou-se de petistas, tucanos, demos, peemedebistas, petebistas… E os corrompeu.

O que se Julga neste momento no Supremo não é o PT ou o governo Lula, portanto, mas um sistema de financiamento de campanhas eleitorais que admite recursos privados, facilitando a compra de políticos por setores do empresariado nacional, em última instância, pois só grupos dessa natureza têm recursos para comprar parlamentares.

São as bancadas dos planos de saúde, dos bancos, das operadoras de telefonia, da igreja católica, das igrejas evangélicas, de setores que fabricam desde absorventes higiênicos até máquinas de construção e, claro, da indústria de comunicação de massas…

Vá ver agora, leitor, o que pensam esses colunistas sobre o financiamento público de campanhas. Descobrirá que são todos contra. Até porque, não tocam no assunto. Muito pelo contrário: tentam renegar a relação entre financiamento de campanha e as investidas de Valério sobre governo e oposição (onde ela era governo), naqueles anos.

Neste blog sempre se defendeu que há culpados e inocentes entre os 38 acusados no inquérito do mensalão. A mídia, com os primeiros votos do relator e do revisor do processo pedindo condenação de alguns dos acusados, apresenta esses votos ao público como provas de que suas teorias sobre compra de votos pelo governo Lula estivessem certas.

Contudo, os “colunistas” que vibram com essas primeiras condenações parciais e enaltecem o trabalho dos juízes que condenam, podem escrever aí que desandarão a tentar desacreditá-los se ou quando absolverem.

O cidadão consciente, bem-intencionado, interessado unicamente no bem comum e no aprimoramento das instituições – valores que constituem só o que nos salvaguarda a todos indistintamente –, precisa entender que é imperioso existir um parâmetro único para definir se alguém deve ou não pagar por uma acusação: a decisão da Justiça.

O que se vê na mídia, porém, são tentativas de contrabandear para dentro do julgamento do mensalão aquilo que a Justiça não aceitou, não decidiu e nem decidirá. A Justiça recusou, reiteradas vezes, a inclusão do ex-presidente Lula no inquérito, mas a mídia quer transformá-lo, e ao seu período na Presidência, em réus.

A estridência midiática pode fazer alguém acreditar que é capaz de moldar a realidade e a história. Não é. Quem pode fazer isso, em uma democracia, é o povo. E só através das urnas. Pesquisas de opinião recentes provam isso ao darem conta de que a mídia continua fracassando ao tentar condenar Lula e seu governo.

Por fim, vale repisar possibilidade que pode se abater sobre quem só enxerga o momento, sendo incapaz de enxergar um pouco mais longe: certas absolvições, se ocorrerem, serão menos benéficas para os absolvidos do que serão nefastas para os que tentaram fazer prevalecer a tese de compra de votos. Quem viver, verá.

AINDA HÁ JUÍZES EM BRASÍLIA ?

Ainda há juízes em Brasília?

Por Saul Leblon, no sitio Carta Maior:

O conservadorismo brasileiro vive um dilema meramente formal. Diferente do golpismo - com o qual não hesita em marchar quando a situação recomenda - prefere em geral meios institucionais para atingir os mesmos fins.

Às vezes, a coisa emperra, caso agora do julgamento do chamado 'mensalão', em que já se decidiu condenar; onde se patina é na escolha do lubrificante para deslizar a sentença no mundo das aparências.

A dificuldade remete a um detalhe: faltam provas cabais de que o crime não equivale ao disseminado caixa 2 de campanha, com todas as aberrações que a prática encerra, a saber: descarna partidos, esfarela programas, subverte a urna e aleija lideranças.

Reconhecê-lo, porém, tornaria implícita a precedência tucana com o valerioduto mineiro.

É no esforço de singularizar o que é idêntico que se unem os pelotões empenhados em convencer a opinião pública de que, no caso do PT, houve compra de voto com dinheiro público para aprovar projetos de interesse do governo Lula no Congresso.

O procurador Gurgel jogou a ísca: é da natureza desses esquemas não deixar rastros. A flexibilidade agradou. Colunistas compartilham abertamente o argumento da 'suspeição natural', inerente ao PT, logo, dispensável de provas.

Não se economiza paiol na fuzilaria.

Nas quatro semanas até 13 de agosto, segundo informou Marcos Coimbra, na Carta Capital, 65 mil textos foram publicados na imprensa sobre o "mensalão". No Jornal Nacional da Globo para cada 10 segundos de cobertura neutra houve cerca de 1,5mil negativos.

Um trecho ilustrativo da marcha forçada em direção à nova jurisprudência saiu no 'Estadão' desta 4ª feira, 22-08:

" (...) impossível não crer que Lula e toda a cúpula do PT soubessem dos meandros do mensalão. (...) dentro de um partido em que o projeto de poder sempre se confundiu com o futuro e o bem-estar da coletividade no qual ele existe, me parece impossível que Lula, José Dirceu, o famoso capitão do time, e outros próceres não tivessem articulado o plano de chegar ao socialismo compadresco petista pelo capitalismo selvagem nacional - o infame mensalão...." (Roberto Damatta, Estadão 22-08).

Deve-se creditar o pioneirismo do método a quem de direito. Em 2005, incapaz de sustentar 'reportagem' em que acusava o PT de ter recebido US$ 5 milhões das FARCs na campanha eleitoral de 2002, a revista Veja desdenhou do alto de sua inexpugnável isenção e sapecou: "em todo o caso, nada prova que o PT não recebeu".

O ovo chocado no ventre da serpente é resumido assim pelo jornalista e escritor Bernardo Kuscinski: "Agora para condenar não é preciso provar a acusação; basta fazê-la".

Nesta 5ª feira, o ministro Ricardo Lewandowski afrontou os que pretendem submeter o país a esse rito em marcha batida.

O revisor do chamado processo do 'mensalão' desmontou os argumentos de Gurgel e Barbosa e inocentou o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) das acusações de corrupção e desvio de dinheiro público.

Ainda há juízes em Brasília? Lewandowski diz que sim. Ele se pautou pelas provas e pelas evidências, não pelo jogral midiático.

FREI BETTO - CASO ASSANGE DESMASCARA IMPÉRIO

Caso Assange desmascara o império

Por Frei Betto, no sítio da Adital:

Em 2010 o mundo foi surpreendido pela divulgação de uma série de documentos comprobatórios de que muitos governos e autoridades dizem uma coisa e fazem outra. A máscara caiu. Todos viram que o rei estava nu.

O site WikiLeaks, monitorado pelo australiano Julián Assange, publicou documentos secretos que deixaram governos e autoridades envergonhados, sem argumentos para justificar tantos abusos e imoralidades.


Maquiavel já havia afirmado, no século XVI, que a política tem pelo menos duas caras. A que se expõe aos olhos do público e a que transita nos bastidores do poder.

Bush e Obama admitiam torturas no Iraque, no Afeganistão e na base naval de Guantánamo, enquanto acusavam Cuba, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, de maltratar prisioneiros...

O WikiLeaks nada inventou. Apenas se valeu se fontes fidedignas para coletar informações confidenciais, em geral constrangedoras para governos e autoridades, e divulgá-las. Assim, o site desempenhou importante papel pedagógico. Hoje, as autoridades devem pensar duas vezes antes de dizer ou fazer o que as envergonhariam, caso caísse em domínio público.

Apesar da saia justa, o cinismo dos governos parece não ter cura. Em vez de admitirem seus erros e tramoias de bastidores, preferem bancar a raposa da fábula de Esopo, divulgada por La Fontaine. Já que as uvas não podem ser alcançadas, melhor alegar que estão verdes...

Acusam Julián Assange – não de mentir ou divulgar documentos falsos – mas de haver praticado estupro de prostitutas, na Suécia.

Ora, com todo respeito à mais antiga profissão do mundo, sabemos todos que prostitutas se entregam a quem lhes paga. E por dinheiro – ou ameaça de extradição quando são estrangeiras - algumas delas podem ser induzidas a fazer declarações inverídicas, como a esdrúxula acusação de estupro.

Muito estranho, considerando que relações com prostitutas muitas vezes parecem um estupro consentido. O cliente paga pelo direito de usar e abusar de um corpo desprovido de reciprocidade – sem afeto e libido. Daí a sensação de fraude que o acomete quando deixa o prostíbulo. Perdeu o sêmen, o dinheiro... e não encontrou o que procurava – amor.

De fato, governos e autoridades denunciados pelo WikiLeaks é que estupraram a ética, a decência, a soberania alheia, acordos e leis internacionais. Assange e seu site foram apenas o veículo capaz de tornar mundialmente transparentes documentos contendo informações mantidas sob rigoroso sigilo.

Punidos deveriam ser aqueles que, à sombra do poder, conspiram contra os direitos humanos e a legislação internacional. No mínimo, deveriam fazer autocrítica pública, admitir que abusaram do poder e violaram princípios áureos, como foi o caso de ministros brasileiros que se deixaram manipular pelo embaixador dos EUA, em Brasília.

Assange se encontra refugiado na embaixada do Equador, em Londres. O governo de Rafael Correa já lhe concedeu o direito de asilo no país latino-americano. Porém, o governo britânico, do alto de sua majestática prepotência, ameaça prendê-lo caso ele saia da embaixada a caminho do aeroporto, onde embarcaria para Quito.

Nem a ditadura brasileira na Operação Condor chegou a tanto em relação a centenas de perseguidos refugiados em embaixadas de países do Cone Sul. Por isso, a OEA, indignada, convocou uma reunião de seus associados para tratar do caso Assange. Este teme ser preso ao deixar a embaixada e entregue ao governo sueco que, em seguida, o poria em mãos dos EUA, que o acusam de espionagem – crime punido, pelas leis estadunidenses, inclusive com a pena de morte.

Assange não se nega a comparecer perante a Justiça sueca e responder pela acusação de estupro. Teme apenas ser vítima de uma cilada diplomática e acabar em mãos do governo mais desmoralizado pelo WikiLeaks – o que ocupa a Casa Branca.

O caso Assange já prestou inestimável serviço à moralidade global: demonstrou que, debaixo do sol, não há segredos invioláveis. Como diz o evangelho de Lucas (12, 2 e 3) "nada há encoberto que se não venha a descobrir; nem oculto, que se não venha a saber. Por isso o que dissestes nas trevas, à luz será ouvido; o que falastes ao ouvido no interior da casa, será proclamado dos telhados”.