segunda-feira, 26 de novembro de 2012
VALOR ECONÔMICO
Valor Econômico
Manchete: Pacote elétrico impôs a fundos perdas de até 17%
A queda das companhias de energia na bolsa provocou estragos nos fundos de ações. Desde o anúncio do pacote elétrico, há cerca de dois meses, que aumentou a aversão a empresas sujeitas a interferências do governo, as perdas em algumas carteiras superam os 17%, enquanto o principal índice da bolsa, o Ibovespa, recua cerca de 5,3%.Levantamento realizado pelo economista Marcelo d'Agosto, do blog "O Consultor Financeiro", no portal do Valor, mostra que 17 dos 20 fundos de ações com o maior prejuízo desde 11 de setembro - dia em que foram detalhadas as condições para a renovação das concessões - são setoriais de energia e de Petrobras, geridos por grandes bancos. O estudo considerou todas as categorias de fundos de ações com patrimônio superior a R$ 10 milhões, mais de dez cotistas e acessíveis a todo tipo de investidor. (Págs. 1, D1 e D2)
KKR negocia a compra da Golden Cross
A Golden Cross, operadora carioca de planos de saúde, negocia sua venda para o fundo americano KKR.A empresa confirmou que mantém conversas sobre um aporte com vários investidores internacionais, mas não especificamente com o KKR. Segundo fontes do setor, o fundador da operadora, o advogado Milton Afonso, de 91 anos, tem preferência pela venda e pede algo em torno de R$ 1,1 bilhão. O negócio está sendo intermediado pelo Deutsche e as conversas com o KKR ainda são preliminares. Os herdeiros são contra a venda. (Págs. 1 e B5)
Área ao lado do trem-bala pode render R$ 10 bi
A exploração imobiliária no entorno das futuras estações do trem-bala vai ajudar na conta final do empreendimento. A venda de terrenos para a construção de centros de negócios e condomínios habitacionais, por exemplo, poderá gerar receita líquida de R$ 10 bilhões - descontados os custos de desapropriações - ou, no mínimo, R$ 5 bilhões, segundo a Empresa de Planejamento e Logística. O edital de licitação está previsto para hoje.O TGV, trem-bala que a França inaugurou em 1981, é um orgulho nacional: já transportou 2 bilhões de passageiros, nunca teve um acidente fatal e quebrou três vezes o recorde mundial de velocidade sobre trilhos. Mas para construir uma rede de 1.860 km, a estatal responsável pela infraestrutura convive hoje com uma dívida líquida de € 29,2 bilhões, ou R$ 78,3 bilhões. (Págs. 1 e A16)
Fotolegenda: BG ajusta o foco
A britânica BG Group vai reinvestir no Brasil os R$ 3,4 bilhões obtidos com a venda de sua participação na Comgás. Até 2020, a empresa planeja ser a segunda maior produtora de petróleo do país, com 600 mil barris/dia, diz o presidente do conselho, Andrew Gould. (Págs. 1 e B1)
As obras que Dilma não vai inaugurar
Burocracia, projetos mal elaborados, dificuldades com desapropriações e licenças ambientais, corrupção, ações judiciais e baixa execução orçamentária são obstáculos que impedem a presidente Dilma Rousseff de cumprir o cronograma do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Valor confrontou as informações do último balanço do programa, da semana passada, com os relatórios de 2010, quando Lula deixou sobre a mesa no Palácio do Planalto um enorme pacote de obras para que a "mãe do PAC" inaugurasse em sua gestão. Pelo menos cinco grandes obras, com investimentos de R$ 28 bilhões, não terão a fita de inauguração cortada por Dilma: a Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia; o Complexo Petroquímico Comperj, no Rio; as obras de saneamento de Vitória (ES), a urbanização de áreas que contornam as represas Billings e Guarapiranga, em São Paulo; e a instalação de uma adutora no agreste pernambucano. (Págs. 1e A3)
Países da AL emitem dívida com baixo custo recorde
Países latino-americanos aproveitaram o momento de liquidez nos mercados externos para fazer emissões de dívida soberana com os custos mais baixos já vistos. Desde o começo de setembro, foram captados US$ 5,7 bilhões por Brasil, Chile, Uruguai, Colômbia e Costa Rica."Os investidores têm demonstrado forte interesse por dívida soberana em dólar com qualidade mais alta, em que os riscos de crédito do emissor são mais baixos", diz Brian Coulton, analista para crédito soberano da gestora britânica LGIM, que tem US$ 623 bilhões em ativos sob gestão. "Bônus de países como Brasil, Chile ou México oferecem rendimentos interessantes sem o risco de volatilidade da moeda". (Págs. 1 e C1)
Daikin planeja instalar fábrica de ar-condicionado no Brasil
Uma das maiores fabricantes de ar-condicionado no mundo, a japonesa Daikin traçou como meta instalar sua primeira fábrica na América Latina até 2015. Ela vai investir R$ 200 milhões no país nos próximos anos e os planos incluem uma ou até duas unidades, diz o vice-presidente da empresa no Brasil, Luiz Carlos Cabral. "Até junho de 2013, isso tem que estar definido", afirma.A demanda brasileira é atendida por aparelhos importados e é inferior a 1% da receita global de US$ 14 bilhões (2011). Com a nova fábrica, a meta é chegar a uma participação de 5% até o fim de 2015. A Daikin fornecerá equipamentos para estádios da Copa de 2014. (Págs. 1 e B1)
Governo eficiente ajuda a economia
Nas repartições públicas onde os consultores indicados pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) chegam, logo se espalha o receio dos choques de gestão e seus temidos cortes de pessoal. O diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo, Erik Camarano, afirma, no entanto, que o excessivo número de pessoas que exercem cargos por nomeação política, um dos problemas mais criticados do sistema político brasileiro, não deve ser atacado de forma radical. "Hoje, se você extinguir esses cargos, de uma penada, paralisa serviços públicos no Brasil. São pessoas que acumularam conhecimento, que detêm a memória daquele processo. Você corre um risco real de desmonte", diz Camarano, para quem a maioria dos servidores tem espírito público. Ele defende que o ganho de eficiência nos governos pode se refletir em benefícios para o ambiente de negócios. (Págs. 1 e A8)
A AmBev estuda o lançamento de bares com suas marcas em todo o Brasil (Págs. 1 e B4)
BMG começa a operar hoje com gestão profissional (Págs. 1 e C3)
Guarulhos planeja VLT
Fora dos planos de expansão do metrô e da CPTM, a Prefeitura de Guarulhos encomendou estudos para construção de um veículo leve sobre trilhos (VLT) para melhorar o transporte público da cidade de 1,2 milhão de habitantes. (Págs. 1 e A3)
Rotatividade cai na construção
Embora seja a mais alta entre todos os setores da economia brasileira, a rotatividade da mão de obra na construção civil foi a que registrou o maior recuo nos últimos quatro anos. (Págs. 1 e A4)
Sandy pode engordar o PIB
A supertempestade Sandy está proporcionando ao nordeste dos EUA — e ao resto do país — um impulso econômico de até 0,5 ponto percentual em 2013. Os gastos com a reconstrução deverão ficar entre US$ 140 bilhões a US$ 240 bilhões. (Págs. 1 e A13)
Saúde financeira debilitada
Cerca de 25% das 339 operadoras de planos de saúde no país têm algum tipo de problema financeiro, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Destas, 72 já estão em fase de liquidação extrajudicial. (Págs. 1 e B5)
Rodofort terá fábrica em MG
A fabricante de implementos rodoviários Rodofort vai construir uma fábrica no sul de Minas Gerais. Pouso Alegre, Extrema e Poços de Caldas disputam o investimento, previsto em R$ 100 milhões. (Págs. 1 e B10)
Perspectivas cafeeiras
Em um cenário intermediário de crescimento da demanda, a OIC estima que a produção mundial de café terá de aumentar 23% até 2020, para 165 milhões de sacas. Brasil, Peru, Honduras, Etiópia, Vietnã e Indonésia deverão ter as maiores expansões. (Págs. 1 e B14)
Justiça garante filiação à Unimed
Médicos obtêm na Justiça a filiação a cooperativas da Unimed em várias cidades do país. Em geral, são recusados sob alegação de excesso de especialistas em determinada área, obrigados a se submeter a exames de seleção ou comprovar residência na cidade. (Págs. 1 e E1)
Punição à discriminação de gênero
Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, com sede em Campinas (SP), mantém condenação por danos morais contra frigorífico e prestadora de serviços que demitiu trabalhador homossexual, vítima de discriminação por parte de funcionários. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Sergio LeoO governo está disposto a negociar tratamento diferenciado para a renovação das concessões das usinas da Cemig. (Págs. 1 e A2)
Sylvester Eijffinger e Edin Mujagic
Quase todos os países ocidentais vêm adotando políticas para reduzir, ou ao menos conter, a dívida pública. (Págs. 1 e A15)
CLIPPING ECONÔMICO
Brasil Econômico
Manchete: CVM estuda regras para facilitar aplicação em fundo internacional
Hoje, exige-se do investidor no mínimo R$ 1 milhão para investir em fundos formados por ativos de outros países. A ideia é que a barreira seja reduzida para possibilitar a diversificação dos riscos. Os novos limites serão adotados no ano que vem. (Págs. 1 e 30)
“O Brasil tem pressa em voltar a crescer”, diz Mario Garnero
O dono do Brasilinvest diz ao BRASIL ECONÔMICO que o país precisa mostrar ao mundo que a expansão tímida da economia em 2012 foi ‘um acidente de percurso’. “Precisamos de investimentos estrangeiros” (Págs. 1 e 4)
Mudança no comando do BMG
Alcides Tápias assume a presidência do Conselho de Administração e Antonio Hermann será o novo diretor executivo. (Págs. 1 e 32)
Empresas apóiam medida que reduz tarifas de energia
Para as entidades da indústria, o alto custo da energia prejudica investimentos produtivos. (Págs. 1 e 8)
Rio para hoje em protesto contra perda de royalties
Apelo à presidente Dilma Rousseff para vetar projeto de lei pode reunir 100 mil na Cinelândia. (Págs. 1 e 9)
Montadoras aumentam índice de automação
Novas linhas de montagem no país utilizam tecnologia de ponta e elevam a produtividade. (Págs. 1 e 18)
Mais Investimento
Presidente da Magneti Marelli, Eugenio Razelli, anuncia abertura de fábrica em Pernambuco. (Págs. 1 e 19)
Jeito brasileiro
País se destaca no ranking de inovação e salário do profissional da área triplica em relação à média nacional. (Págs. 1 e 16)
------------------------------------------------------------------------------------
MANCHETES DOS JORNALÕES NESTA SEGUNDA 26/11/2012 - 03HR40BR
Manchetes dos Jornais
NACIONAIS
O Globo
Chefe de gabinete da Presidência em SP intermediava reunião com autoridades
Folha de São Paulo
Demitida pelo Planalto ligou para José Dirceu durante ação da PF
O Estado de São Paulo
Senado pode convocar Cardozo para explicar esquema em São Paulo
Correio Braziliense
Esplanada dos Ministérios: Vistoria nos prédios vai começar nesta semana
Valor Econômico
Mercado de capitais reage a crescentes confrontos no Egito
Estado de Minas
Ministro determina abertura de procedimento interno para apurar acidente em feira
Jornal do Commercio
Fome e violência são os temas da redação do vestibular da UPE. Abstenção foi de 18,58%
Zero Hora
Verissimo segue com melhora progressiva, informa boletim
Brasil Econômico
Economia brasileira deve crescer 3,2% em 2013, vê FGV
JORNAIS INTERNACIONAIS
The New York Times
Confrontos ocorrem depois que Morsi amplia seu próprio poder no Egito
El País
Crise em Gaza gera protagonismo dos países islâmicos
Le Monde
Eleições na Catalunha assume ares de referendo por independência
Der Spiegel
Barganha entre Estados e bancos pode colocar sistema financeiro em crise, dizem especialistas
Herald Tribune
Crise econômica atrapalha vendas imobiliárias em Amsterdã
ESPORTIVOS
Placar
Entre protestos e apoio, garotos do Verdão perdem do Atlético-GO
Lance
Botafogo decepciona, perde chances e é derrotado pelo Galo no Engenhão
Gazeta Esportiva
Portuguesa derrota o Inter no Beira-Rio e se aproxima da permanência na Série A
Ataque
Sport empata com o campeão Fluminense e fica perto da degola
A Bola
Cruzeiro vence Coritiba e garante vaga na Sul-americana de 2013
Gol
Com Ganso apático, reservas do São Paulo empatam com a Ponte
Extra
Grêmio vence o rebaixado Figueirense no Orlando Scarpelli por 4 a 2
O Globo
Chefe de gabinete da Presidência em SP intermediava reunião com autoridades
Folha de São Paulo
Demitida pelo Planalto ligou para José Dirceu durante ação da PF
O Estado de São Paulo
Senado pode convocar Cardozo para explicar esquema em São Paulo
Correio Braziliense
Esplanada dos Ministérios: Vistoria nos prédios vai começar nesta semana
Valor Econômico
Mercado de capitais reage a crescentes confrontos no Egito
Estado de Minas
Ministro determina abertura de procedimento interno para apurar acidente em feira
Jornal do Commercio
Fome e violência são os temas da redação do vestibular da UPE. Abstenção foi de 18,58%
Zero Hora
Verissimo segue com melhora progressiva, informa boletim
Brasil Econômico
Economia brasileira deve crescer 3,2% em 2013, vê FGV
JORNAIS INTERNACIONAIS
The New York Times
Confrontos ocorrem depois que Morsi amplia seu próprio poder no Egito
El País
Crise em Gaza gera protagonismo dos países islâmicos
Le Monde
Eleições na Catalunha assume ares de referendo por independência
Der Spiegel
Barganha entre Estados e bancos pode colocar sistema financeiro em crise, dizem especialistas
Herald Tribune
Crise econômica atrapalha vendas imobiliárias em Amsterdã
ESPORTIVOS
Placar
Entre protestos e apoio, garotos do Verdão perdem do Atlético-GO
Lance
Botafogo decepciona, perde chances e é derrotado pelo Galo no Engenhão
Gazeta Esportiva
Portuguesa derrota o Inter no Beira-Rio e se aproxima da permanência na Série A
Ataque
Sport empata com o campeão Fluminense e fica perto da degola
A Bola
Cruzeiro vence Coritiba e garante vaga na Sul-americana de 2013
Gol
Com Ganso apático, reservas do São Paulo empatam com a Ponte
Extra
Grêmio vence o rebaixado Figueirense no Orlando Scarpelli por 4 a 2
sábado, 24 de novembro de 2012
BOM FDS À TODOS - FIQUEM COM DICRÓ EM "O POLÍTICO"...
O POLÍTICO - (DICRÓ)
Dei cimento, dei tijolo
Dei areia e vergalhão
Subi morro, fui em favela
Carreguei nenê chorão
Dei cachaça, tira-gosto
E dinheiro de montão
E mesmo assim perdi a eleição
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Prometi a minha nega que ia ser a primeira dama
Porém quando eu perdi, ela perdeu ate a cama
E achei o meu retrato no banheiro da central
Vou da um coro no meu cabo eleitoral
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Hoje eu tenho meus motivos, para estar injuriado
Porque eu só tive um voto e mesmo assim foi anulado
Só tem gente canalha, como tem gente ruim
Nem a minha mãe votou em mim
Ô mamãe eu me admiro a senhora
Se meus inimigos não votarem em mim tudo bem
Mas a senhora que depende de mim, não votar é sacanagem
Eu hein…
Os eleitores que não te conhecem, não votaram
Eu que te conheço vou votar? Ah! To fora…
Dei cimento, dei tijolo
Dei areia e vergalhão
Subi morro, fui em favela
Carreguei nenê chorão
Dei cachaça, tira-gosto
E dinheiro de montão
E mesmo assim perdi a eleição
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Prometi a minha nega que ia ser a primeira dama
Porém quando eu perdi, ela perdeu ate a cama
E achei o meu retrato no banheiro da central
Vou da um coro no meu cabo eleitoral
Traidor, traidor
Se tem coisa que não presta é um tal do eleitor
Hoje eu tenho meus motivos, para estar injuriado
Porque eu só tive um voto e mesmo assim foi anulado
Só tem gente canalha, como tem gente ruim
Nem a minha mãe votou em mim
Ô mamãe eu me admiro a senhora
Se meus inimigos não votarem em mim tudo bem
Mas a senhora que depende de mim, não votar é sacanagem
Eu hein…
Os eleitores que não te conhecem, não votaram
Eu que te conheço vou votar? Ah! To fora…
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
CRIME ORGANIZADO SE LEVANTA
Crime organizado se levanta em defesa de Policarpo
Em menos de 24 horas, relatório de Odair Cunha (PT-MG) conseguiu provocar uma reação inédita dos grandes meios comunicação brasileiros: editoriais do Estado, de Francisco Mesquita Neto, e da Folha, de Otávio Frias, uma capa do Globo, de João Roberto Marinho, além de artigos de Merval Pereira e Ricardo Noblat. Tudo por conta da proposta de indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, de Veja, de Roberto Civita, por formação de quadrilha, em razão de seu estreito vínculo com o bicheiro Carlos Cachoeira.
VALOR ECONÔMICO
Valor Econômico
Manchete: Pequena empresa ganha acesso ao mercado de ações
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) encontrou uma forma de facilitar a captação de recursos por empresas de pequeno e médio portes com a emissão de ações, sem alterar a legislação ou a regulamentação. A autarquia deve anunciar hoje que decidiu dispensar essas companhias da obrigação de oferta pública, desde que atendam a alguns requisitos.Na prática, as empresas poderão vender seus papéis na bolsa por meio de um simples leilão. Deixa de ser necessária a confecção de prospecto, bem como a realização de apresentações nacionais e internacionais a investidores, e também algumas publicações legais pertinentes às ofertas públicas. Essas dispensas poderão ser usadas por companhias que tenham receita bruta anual de até R$ 300 milhões ou ativo total inferior a R$ 240 milhões. (Págs. 1 e C11)
Fotolegenda: No comando do STF
O ministro Joaquim Barbosa assumiu ontem a presidência do Supremo Tribunal alertando que, se não forem realizadas reformas na Justiça, o Brasil perderá investimentos. (Págs. 1 e A10)
Celesc rejeita renovação de concessões
A diretoria e o conselho de administração da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) recusaram ontem a proposta de renovação das concessões feita pelo governo. A Celesc tem sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) cujas concessões estão vencendo.O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, descartou ontem a possibilidade de prorrogação do prazo para que as empresas manifestem sua adesão à proposta da União, que expira em 4 de dezembro. "Em nenhuma hipótese o governo federal permitirá que alguém se aproprie de um bem amortizado que tem de ir para a sociedade", afirmou. (Págs. 1 e B11)
Salário e emprego recobram vigor
O mercado de trabalho emite sinais claros de retomada da economia. Entre julho e outubro, a massa salarial subiu quase 5% acima da inflação, tanto pelo crescimento da renda como pela criação de empregos. A população ocupada aumentou em 570 mil pessoas no período, segundo Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem pelo IBGE, ou 83% do avanço observado em um ano. A massa salarial cresceu 7,9% na comparação com outubro de 2011, com um montante adicional de R$ 3,1 bilhões. Desse total, R$ 2 bilhões (64%) foram adicionados entre agosto e outubro."As taxas brasileiras de crescimento da demanda são chinesas, em torno de 8%. E vão continuar nesse patamar nos próximos meses", diz Fabio Silveira, da RC Consultores. Para Caio Machado, economista da LCA, o cenário no quarto trimestre é oposto ao do mesmo período do ano passado, quando a economia deu sinais mais fortes de enfraquecimento. (Págs. 1 e A3)
Decisão de juiz de NY poderá levar Argentina a novo calote
A decisão do juiz nova-iorquino Thomas Griesa, ordenando que um pagamento a ser feito em breve a detentores de títulos emitidos por ocasião da reestruturação da dívida argentina em 2005 e 2010 ocorra simultaneamente ao pagamento de US$ 1,3 bilhão a fundos americanos que estão processando o país para receber valores integrais, abre a possibilidade de que a Argentina decida não pagar ninguém, dizem analistas e advogados.Se o país decidir pagar os credores "reestruturados", mas não os credores "insatisfeitos", o país estará desacatando a ordem judicial. A penalidade poderá incluir o sequestro de bens e até a impossibilidade de que autoridades governamentais possam viajar aos EUA, devido ao risco de prisão. (Págs. 1 e A13)
Bayer enfrenta condenações por Lipobay
Em uma das poucas condenações judiciais à Bayer em razão do medicamento Lipobay, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou que a companhia indenize por danos morais e materiais um ex-usuário do remédio, indicado para o controle de colesterol. O valor, sem correção monetária, é de R$ 300 mil. O produto foi retirado do mercado em 2001 após a ocorrência de pelo menos cem mortes no mundo relacionadas aos efeitos colaterais do medicamento. O TJ-SP também determinou que a empresa pague R$ 150 mil às filhas de um paciente que morreu em decorrência do remédio. No Brasil, a maior parte das decisões já proferidas sobre o assunto, inclusive no STJ, foi favorável à Bayer. (Págs. 1 e E1)
Fotolegenda: Esforço comercial
A Noruega, responsável por 70% do bacalhau consumido no Brasil, vai pescar 446,7 mil toneladas do produto em 2013. "Queremos exportar mais", diz a ministra da Pesca, Lisbeth Berg-Hansen. (Págs. 1 e B14)
O impacto do mensalão para o Brasil
Após o fim do primeiro capítulo da novela jurídica do mensalão, Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marcos Nobre, professor de filosofia da Unicamp, e Rodrigo de Grandis, procurador da República, foram reunidos em mesa-redonda promovida pelo Valor para debater as consequências do julgamento para o país. Haverá outro julgamento igual? Rezek não tem dúvidas que sim. Aposta que a cultura da leniência com o setor privado sofreu um golpe com as penas estabelecidas pelo Supremo, mais graves para banqueiros e publicitários do que para políticos.Nobre comemora o fato de o país ter deixado de questionar se o Judiciário funciona, para passar a discutir como funciona. No entanto, para ele, equiparar o crime de corrupção a um atentado às instituições democráticas é banalizar a Constituição. (Págs. 1 e Eu & Fim de semana)
Apagão pode ser maior risco para a economia chilena (Págs. 1 e B7)
Polônia quer diversificar parceiros para continuar à margem da crise na Europa (Págs. 1 e B12)
Custos altos reduzem temporada de cruzeiros no Brasil (Págs. 1 e B5)
França busca investimento externo
França acena com incentivos fiscais e reforma trabalhista para atrair investimentos produtivos estrangeiros. Os alvos da ofensiva incluem empresários do Brasil, EUA, Canadá, índia e China. (Págs. 1 e A2)
China e Europa em direções opostas
Indicadores mostram que enquanto os europeus caminham para seu pior momento econômico desde a recessão de 2009, as indústrias chinesas retomam o crescimento. (Págs. 1 e A15)
Desgaste automotivo
Analistas do mercado automobilístico acreditam em forte desaceleração ou até mesmo estagnação das vendas em 2013, que poderá interromper nove anos consecutivos de crescimento. (Págs. 1 e B1)
Delfin recebe aporte da Kinea
O Grupo Delfin, dono de seis clínicas de medicina diagnóstica nos Estados da Bahia e Rio Grande do Norte, fechou a venda de participação acionária para a Kinea, gestora de fundos alternativos do banco Itaú. (Págs. 1 e B4)
União de Azul e Trip deve ter restrição
Superintendência do Cade recomenda aprovação, com restrições, para a fusão entre Azul e Trip, anunciada em maio. O acordo de compartilhamento de voos entre TAM e Trip deve ser encerrado em até dois anos. (Págs. 1 e B4)
Embalagens aquecidas
Baixa concentração na indústria de papéis para embalagem e papelão ondulado no Brasil abre espaço para nova rodada de consolidação do setor, cujas vendas em outubro cresceram mais de 8%, para o novo recorde de 305,4 mil toneladas. (Págs. 1 e B6)
Negócios Sustentáveis
Até 2015, o mercado de tecnologias verdes para o setor de energia deve somar entre € 240 bilhões e € 290 bilhões, segundo a ONG ambientalista WWF, mas “o Brasil adotou uma posição passiva de importador dessas inovações", diz Flávia Pereira, pesquisadora da Fundação Dom Cabral. (Págs. 1 e Caderno especial)
Nicho na logística hospitalar
Atraídas pelo crescimento do setor hospitalar no país, empresas de logística passam a oferecer serviços de armazenagem, gestão e abastecimento de medicamentos e materiais para estabelecimentos de saúde. (Págs. 1 e B10)
Alteração sobre ágio fica para 2014
O fim do Regime Tributário de Transição e as mudanças na dedução fiscal do ágio gerado em aquisições devem ficar para 2014, segundo a Abrasca. A própria Receita teria admitido a escassez do prazo para início da vigência de MP sobre o assunto em 2013. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Sergio LamucciO crescimento vai mal, mas a sensação de bem-estar da população vai bem, com desemprego e inflação confortáveis. (Págs. 1 e A2)
Maria Cristina Fernandes
Dos Poderes da República, o Judiciário foi o único a dobrar, em despesa e número de servidores, sua fatia na folha da União. (Págs. 1 e A8)
CLIPPING ECONÔMICO
Brasil Econômico
Manchete: Quem apostar na alta do dólar vai perder, adverte Tombini, do BC
Para o presidente do Banco Central, a alta do dólar se deve a uma falta de liquidez temporária provocada pela demanda histórica da moeda americana no fim de ano. “O BC está pronto a intervir, se for necessário equilibrar a oferta”, disse. (Págs. 1 e 30)
Um interesse real da Holanda pelo investimento brasileiro
Na presença do príncipe de Orange e da princesa Máxima, foi lançada, em São Paulo, a Agência Neerlandesa de Investimentos Estrangeiros. O objetivo do governo holandês é atrair empresas brasileiras para o país. (Págs. 1 e 7)
Orçamento de € 1 tri divide países da UE
Cúpula de líderes iniciada ontem é marcada pela resistência do bloco liderado pela Alemanha e Inglaterra ao aumento de gastos de 2014 a 2020. (Págs. 1 e 36)
Posse histórica
Ao assumir a presidência do STF, Joaquim Barbosa criticou a lentidão da Justiça, falou até de economia e foi cumprimentado pela presidente Dilma Rousseff. (Págs. 1, 10 e leia o artigo de Ricardo Galuppo na, 40)
Depois de 3 anos, GM recompra sua financeira global
Montadora paga US$ 4,2 bi pela GMAC e ganha mais capacidade para financiar seus clientes. (Págs. 1 e 14)
Aeroporto de Guarulhos passa a ter marca única
GRU Airport é a nova denominação que será utilizada em separadores de filas, ônibus e uniformes. (Págs. 1 e 26)
MANCHETES DOS JORNALÕES DESTA SEXTA 23/11/2012
Manchetes dos Jornais
NACIONAIS
O Globo
Roberto Gurgel diz que impedir investigação do MP atenta contra a democracia
Folha de São Paulo
Barbosa toma posse no STF e critica Justiça desigual no Brasil
O Estado de São Paulo
Enem: 92% das escolas estaduais têm nota inferior à média do País
Correio Braziliense
América Latina tem 74 jornalistas mortos em três anos; nove no Brasil
Valor Econômico
Presidente da Grécia cobra apoio de Europa e FMI
Estado de Minas
PT e PSDB apoiam proporcionalidade em pleito de mesa da Cãmara de São Paulo
Jornal do Commercio
Quatro colégios de Pernambuco entre os 100 melhores no Enem 2011
Zero Hora
Verissimo responde ao tratamento, mas estado ainda é grave
Brasil Econômico
Tombini: economia já acelera e ritmo deve se intensificar
INTERNACIONAIS
The New York Times
Conflito entre Israel e Hamas se expande para o Twitter
El País
Armas que abastecem o Hamas passam por Iêmen, Sudão e Egito
Le Monde
Tomada de cidade por rebeldes congoleses põe em xeque presença de soldados da ONU
Der Spiegel
Israel investe em relações públicas em nova ofensiva contra Gaza
Herald Tribune
Corte de gastos e ascensão das novas mídias ameaçam credibilidade da imprensa tradicional
ESPORTIVOS
Placar
São Paulo joga melhor, mas fica no 1 x 1 com a Católica em Santiago
Lance
Fluminense é ignorado em lista de Melhores da América
Gazeta Esportiva
Patrick Vieira treina, mas Maurício Ramos é vetado para pegar o Atlético-GO
Ataque
CBF confirma Pacaembu como palco de São Paulo x Corinthians
A Bola
Atual campeão, Atlético de Madrid usa 'mistão' e bate Hapoel Tel Aviv
Extra
Liverpool vacila em casa e mantém Young Boys vivo na Liga Europa
O Globo
Roberto Gurgel diz que impedir investigação do MP atenta contra a democracia
Folha de São Paulo
Barbosa toma posse no STF e critica Justiça desigual no Brasil
O Estado de São Paulo
Enem: 92% das escolas estaduais têm nota inferior à média do País
Correio Braziliense
América Latina tem 74 jornalistas mortos em três anos; nove no Brasil
Valor Econômico
Presidente da Grécia cobra apoio de Europa e FMI
Estado de Minas
PT e PSDB apoiam proporcionalidade em pleito de mesa da Cãmara de São Paulo
Jornal do Commercio
Quatro colégios de Pernambuco entre os 100 melhores no Enem 2011
Zero Hora
Verissimo responde ao tratamento, mas estado ainda é grave
Brasil Econômico
Tombini: economia já acelera e ritmo deve se intensificar
INTERNACIONAIS
The New York Times
Conflito entre Israel e Hamas se expande para o Twitter
El País
Armas que abastecem o Hamas passam por Iêmen, Sudão e Egito
Le Monde
Tomada de cidade por rebeldes congoleses põe em xeque presença de soldados da ONU
Der Spiegel
Israel investe em relações públicas em nova ofensiva contra Gaza
Herald Tribune
Corte de gastos e ascensão das novas mídias ameaçam credibilidade da imprensa tradicional
ESPORTIVOS
Placar
São Paulo joga melhor, mas fica no 1 x 1 com a Católica em Santiago
Lance
Fluminense é ignorado em lista de Melhores da América
Gazeta Esportiva
Patrick Vieira treina, mas Maurício Ramos é vetado para pegar o Atlético-GO
Ataque
CBF confirma Pacaembu como palco de São Paulo x Corinthians
A Bola
Atual campeão, Atlético de Madrid usa 'mistão' e bate Hapoel Tel Aviv
Extra
Liverpool vacila em casa e mantém Young Boys vivo na Liga Europa
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
BENJAMIN NETANYAHU, DISCÍPULO DE ADOLF HITLER
Extrema direita israelense comete crimes contra a humanidade
É lamentável o que está ocorrendo na Faixa de Gaza. Alguns analistas atribuem à fúria Israelense a dupla troglodita política Benjamin Netanyahu e o chanceler Avigdor Lieberman, que em função das próximas eleições querem consolidar a imagem de falcões intransigentes. E a indústria da morte, ou seja, de armamentos agradece penhoradamente pelo fato de estar mais uma vez obtendo lucros com os acontecimentos
Por Mário Augusto Jakobskind
Os dois mencionados fazem escola em Israel. Para se ter uma ideia, os novos bombardeios que destruíram a sede do Hamas ocorreram algumas horas após o ministro do Interior de Israel de Netanyahu, Eli Yishai, dizer, que "o objetivo da operação é enviar Gaza de volta à Idade Média".
Esta gente criminosa deve ser responsabilizada pelas mortes de civis em bombardeios que não alcançam o objetivo proposto, ou seja, destruir a infraestrutura do Hamas. Em 2008 foram 1.400 palestinos mortos pela fúria extremista israelense. Até agora os recentes bombardeios em Gaza, em resposta desproporcional aos foguetes de autodefesa palestina lançados contra Israel, mataram mais de 100.
O governo dos Estados Unidos, cujo presidente deu o sinal verde para a atual operação militar também tem responsabilidade nos acontecimentos.
Netanyahu deveria ser julgado por um Tribunal Penal Internacional pela violação da legislação internacional. É figura perniciosa para a humanidade e gerador de sentimento antijudaico pelo mundo afora. Ele se enquadra na condição de discípulo de Adolf Hitler.
Aliás, é importante conhecer a opinião de Norman Finkelstein, professor e cientista político estadunidense, que perdeu os pais em campos concentração nazistas na II Guerra Mundial. Além de se solidarizar amplamente com os palestinos, Finkelstein enfatizou, em palestra numa universidade norte-americana, que como filho de vítimas do nazismo não pode silenciar diante das atrocidades de Israel para com os palestinos.
É importante mencioná-lo neste momento em que a extrema direita israelense usa como chantagem emocional o Holocausto da II Guerra Mundial para desrespeitar os direitos humanos com as constantes incursões contra os palestinos.
Como jornalista e cidadão brasileiro que também perdeu familiares em campos de concentração nazistas durante a II Guerra Mundial na Polônia, subscrevo a reflexão de Norman Finkelstein.
Muito correto o posicionamento da Presidenta Dilma Rousseff ao cobrar uma ação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas na questão de Gaza. Na verdade, sempre que o Conselho precisa se posicionar em relação ao Oriente Médio há omissão. E quando se trata de uma condenação de Israel, os Estados Unidos exercem o seu poder de veto, impedindo que sejam adotadas medidas concretas para impedir o prosseguimento de violações dos direitos humanos.
Fonte: Rede Democrática
FARC - EXÉRCITO DO POVO, DEFENDEM A PAZ.
Farc acreditam no povo colombiano para alcançar a paz
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP) asseguraram que depositam sua confiança nos colombianos para conseguir a paz.
Pelo 3º dia consecutivo, os representantes do gabinete de Juan Manuel Santos chegaram na sede dos diálogos sem oferecer comentários para dezenas de jornalistas .
Até o momento, a discrição marcou o trabalho das partes na mesa, que segue uma agenda de cinco pontos a serem debatidos, que inclui o desenvolvimento agrário integral, a participação política, o fim do conflito armado, o problema do narcotráfico e o atendimento das vítimas.
O líder da delegação do governo colombiano nos diálogos, Humberto de la Calle considerou fundamental manter a discrição durante o processo. “Temos experiências nacionais e internacionais e combinamos com as Farc protocolos para brindar uma informação responsável”, apontou. As delegações do Governo e das Farc expressaram otimismo nos diálogos de paz e também compromisso de conseguir este objetivo.
Perfil falso no Twitter
Em comunicado a delegação de paz da guerrilha deixou claro que Alexandra não participa de nenhuma rede social. “ Denunciamos para a opinião pública que no Twitter estão usando a identidade de uma de nossas delegadas, trata-se de Alexandra Nariño, también conocida como Tanja Nijmeijer”, aponta o texto.
A guerrilheira faz parte das 30 pessoas que integram a equipe das Farc. Desde a ultima segunda-feira (19), estão ocorrendo em Cuba os diálogos de paz entre a guerrilha e o governo colombiano que tentará acabar com o conflito armado que já dura há mais de 50 anos na Colômbia.
Fonte: Prensa Latina
LÍDER IRANIANO CONDENA AS ATROCIDADES DO ESTADO TERRORISTA DE ISRAEL
Ali Khamenei defende apoio ao oprimido povo palestino
"As atrocidades do regime de Israel em atacar os civis e moradores inocentes de Gaza devem estremecer a consciência do mundo muçulmano e dar um novo alento ao enorme movimento de nações muçulmanas", afirmou nesta quarta-feira (21) o líder supremo da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Said ali Khamenei.
Durante uma reunião com centenas de membros do movimento Basich, procedentes de todo o país, Khamenei considerou que a brutalidade do regime israelense contra a Faixa de Gaza é uma mostra de selvageria dos líderes daquele regime.
O aiatolá Khamenei questionou a atitude dos países árabes e islâmicos em relação aos acontecimentos recentes na assediada Faixa de Gaza, já que alguns se limitaram a pronunciar algumas palavras, enquanto outros não fizeram sequer uma declaração condenando os atos criminosos de Israel.
O líder supremo instou os países islâmicos, sobretudo os governos árabes, a corrigir suas atitudes em relação à agressaão, a ajura à valente e oprimida população do enclave costeiro e dar o melhor de si para romper o assédio àquela parte da Palestina.
Após determinar as dimensões dos assaltos israelenses contra a Faixa de Gaza, o líder supremo iraniano agregou que a surpreendente brutalidade dos líderes do regime usurpador de Telavive deixa claro que estes elementos selvagens não se assemelham em nada com os seres humanos.
"Os crimes cometidos pelo regime israelense em Gaza deixam evidente a natureza dos inimigos do mundo muçulmano", precisou Khamenei, para depois criticar o claro apoio que os governantes do sistema hegemônico dão às violações cometidas pelo regime israelense.
"Estados Unidos, Reino Unido e França sequer franziram o cenho diante das crueldades cometidas por Israel, e depois de apoiar, animar e potencialiar esses assassinos, demonstraram o quanto esses inimigos da comunidade muçulmana estão distantes do caminho da moral e da humanidade.
"O hegemonismo, incluidos os Estados Unidos, que apoia o desastre dos selvagens israelenses em Gaza, alega defender os Direitos Humanos e se proclama digno de julgar outros Estados e Nações?", indagou o guia supremo do Irã.
Mais de 150 palestinos, entre eles crianças e mulheres, foram assassinados em consequência da incessante ofensiva isralense contra a Faixa de Gaza, iniciada na última quarta-feira (14). Mais de 1.100 pessoas ficaram feridas nos ataques.
Fonte: HispanTV
FAIXA DE GAZA - O SANGUE DESAFIA A ESPADA
Hezbolá: a batalha de Gaza é a batalha de todos
O secretário-geral do Hezbolá, Sayed Hassan Nasralá, disse quarta-feira (21) que a resposta dos palestinos, com mísseis Fajr-5, de fabricação iraniana, contra Telavive é desenvolvimento de grande importância na história do conflito árabes-israelenses.
Falando durante a comemoração do Dia de Ashura no subúrbio do sul de Beirute, sobre a nova ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, o líder da Resistência libanesa disse que o governo israelense mais uma vez repete os erros de 2006, quando supôs e disse que teria eliminado todos os mísseis que havia no Líbano. O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse, na sexta-feira (16), que os ataques israelenses teriam destruído todos os mísseis balísticos com alcance superior a 40 km. Mas o míssil iraniano, lançado na tarde do mesmo dia, tem alcance de 110-150 km.
Sayyid Nasralá disse que a ofensiva contra a Faixa de Gaza permite ver, mais uma vez, a verdadeira face dos governos ocidentais, sobretudo do governo dos EUA, britânico e francês, que se dizem solidários aos povos árabes mas, de fato, apóiam Israel incondicionalmente.
Os principais trechos da fala de Nasralá
“Vimos ontem a ofensiva bárbara e selvagem contra nosso povo em Gaza, que começou com o assassinato do comandante militar do Hamás, Ahmad Jaabari, herói e mártir, e que foi seguido pelo martírio de grande número de civis. E os confrontos continuam, com uma série de disputas heroicas.
Dirijo-me a meus irmãos do Hamás, apresento-lhes meus pêsames e ao mesmo tempo felicito os irmãos pelo martírio desse grande homem e de todos os irmãos que caíram. E também felicito todos os que continuam a lutar contra o inimigo sionista.
Evidentemente, condenamos mais essa agressão. O mínimo que se tem de dizer é que os países árabes e muçulmanos e todas as nações livres do mundo têm de apoiar a luta dos habitantes de Gaza e de seus valorosos combatentes resistentes.
O fator determinante é a vontade do povo palestino, sua força e sua perseverância. (...)
Sabemos que esse povo já deu provas de resistência corajosa e sábia, que tem capacidade material e humana para fazer frente àquela luta. (...) Os lançamentos de mísseis Fajr-5 contra Telavive são prova da coragem e da sabedoria da resistência palestina.
O que hoje se passa pode ser resumido em alguns pontos:
Primeiro ponto: O que está acontecendo em Gaza é um elo a mais na cadeia da confrontação entre o inimigo sionista e os povos de nossa região, especialmente os palestinos. Esse enfrentamento determinará novamente o destino da Palestina e o destino de toda a nação. Deve-se extrair ensinamentos e assumir responsabilidades.
Vê-se bem claramente que o inimigo não precisa de motivos nem de pretextos para passar à ofensiva e nos atacar. Nos últimos dias, nada acontecera. Os políticos israelenses são movidos exclusivamente por interesses políticos ou eleitorais. Aconteceu exatamente assim contra o Líbano em 1996 durante o ataque “Vinhas da Ira” ordenada por Shimon Peres, que carecia de uma vitória militar para ser eleito primeiro-ministro. Mas os seus atos voltaram-se contra ele: perdeu a aposta e não foi eleito.
Quando os israelenses querem iniciar hostilidades contra nós, não precisam de ação alguma de nossa parte: partem à ofensiva e, dali em diante, reagem a qualquer reação.
Israel é inimigo perverso
Segundo ponto: Esse inimigo, como de hábito, sempre recorre à perfídia e à mentira em tudo que faz. Durante os últimos dias, Israel sugerira que teria aceitado a trégua – exatamente como também fez no ataque de 2008-2009, e os palestinos estavam tranquilos. Mas os israelenses, romperam o clima que levaria a um acordo ao assassinarem o comandante militar do Hamás (...) É movimento que nos ensina a jamais baixar a guarda. Nunca nos devemos deixar enganar pelo inimigo.
Aprendendo com as guerras do Líbano e Gaza
Terceiro ponto: segundo os objetivos declarados do ataque contra Gaza, parece que os israelenses tentam extrair lições das guerras de 2006 e 2008 contra o Líbano e a Faixa de Gaza.
Naquelas duas guerras, os israelenses fixaram-se altos objetivos; não os alcançaram, fracassaram e perderam tudo.
Dessa vez, apesar de alguns ataques violentíssimos, os objetivos declarados dos israelenses são muito modestos. Não disseram que aspiram a acabar com a resistência; sequer que visariam a pôr fim, para sempre, aos ataques com foguetes e mísseis da Resistência.
Disseram só que queriam, em primeiro lugar, desmontar a estrutura dos líderes da Resistência; em segundo lugar, destruir, pelo menos, alguns de seus depósitos de mísseis; e, em terceiro lugar, que queriam restaurar a própria capacidade de dissuasão na Faixa de Gaza. É prova de que Israel sabe que sua capacidade de dissuasão sofreu grave erosão nos últimos tempos.
Tratam também de transferir toda a culpa para os vários grupos da Resistência palestina. Mas só o curso dos acontecimentos nos mostrará quais os reais objetivos de Israel.
Pedimos a Deus que sejam derrotados; que, mais uma vez, seus projetos sejam torpedeados; e que suas ações maléficas voltem-se contra eles.
A surpresa: os mísseis Fajr-5
É, precisamente, o que já se começa a ver acontecer.
No início do ataque, os israelenses disseram que haviam destruído todos os sistemas de foguetes médio alcance, superior a 40 km; e ainda fingiram minimizar seus objetivos, sempre para não deixar transparecer qualquer impressão de fracasso: concederam que ainda restariam os foguetes de alcance inferior a 40 km. Pois qual não foi a surpresa, quando viram cair sobre Telavive os mísseis Fajr-5.
Cometeram, portanto, o mesmo erro que o ministro da Defesa de Israel, Peretz, nos primeiros dias da guerra de julho de 2006, quando disse que havia eliminado as capacidades misilísticas da Resistência Islâmica no Líbano.
O lançamento dos mísseis Fajr-5 contra Telavive é acontecimento de grande importância e operação em grande escala na luta e na resistência contra Israel, na história do conflito árabe-israelense. É fato muito revelador e tem enorme significação.
A verdadeira face dos ocidentais
Quarto ponto: Parece que os povos árabes e muçulmanos precisam de derramamento de sangue, para despertar da letargia. Novamente enfrentamos aqui as velhas posições que os EUA tradicionalmente manifestam, sempre seguidos pela Grã-Bretanha e França. Muitos caciques da Primavera Árabe expuseram a seus respectivos povos noções falsas, erradas. (...) E os fizeram crer que os norte-americanos teriam mudado e que, agora, estariam interessados em ajudar os povos árabes oprimidos, e convidam os povos a criar vínculos estratégicos com governos do ocidente.
O que está acontecendo em Gaza tem a vantagem de, outra vez, deixar à vista, bem claramente, a verdadeira face dos norte-americanos, que apóiam Israel incondicionalmente e falam do direito “de defender-se” que Israel teria, como dizem, e condenam os grupos da Resistência palestina. Britânicos e franceses seguiram a trilha dos EUA.
Significa que os povos árabes, na visão dessas pessoas, não têm importância alguma: aos EUA, Grã-Bretanha e França não importam nem os valores humanos, nem a luta contra a opressão, nem as injustiças infligidas aos povos, nem os direitos humanos, nem a democracia. A eles só interessam seus próprios interesses e sua relação com Israel – e Israel é deixado à vontade para fazer o que queira. Se algum governo rende-se àqueles interesses, EUA, Grã-Bretanha e França tudo fazem para protegê-lo e preservá-lo no poder.
O sangue, o martírio, a opressão de Gaza outra vez aí estão, para revelar a verdadeira face dos ocidentais, que nada fizeram além de enganar o mundo durante os últimos dois anos.
A pergunta que se repete é: O que fazer?
Quinto ponto: O que árabes e muçulmanos devem fazer? É a pergunta sobre a qual se fala há mais de 60 anos, em todas as guerras. Todo o mundo sabe o que é preciso fazer, mas poucos fazem. Basta ter vontade de agir e agir.
É necessário adotar postura de seriedade, sem dissimulação. Em primeiro lugar, é preciso expulsar os embaixadores de Israel; em seguida, romper relações com Israel e eliminar ou, no mínimo, suspender, todos os acordos assinados com a entidade sionista. É indispensável romper o bloqueio da Faixa de Gaza e abastecer os palestinos, não só de comida e remédios, mas também, e sobretudo, com armas e munições. Os habitantes de Gaza são capazes de se autodefender eles mesmo e não têm necessidade de mais quadros humanos.
Ninguém está pedindo aos árabes que se ponham à frente da luta pela libertação da Palestina. O que se pede é que, no mínimo, exijam dos governos ocidentais que pressionem Israel para que suspendam os ataques. A ideia de que Israel não cede a pressões é falsa. Já se viu como os EUA podem, quando querem, conseguir que Israel obedeça ao que digam os norte-americanos.
Os países árabes podem usar, como arma de pressão, o petróleo. Nem peço que suspendam a exportação, mas, ao menos, poderiam racionar o petróleo – o que faria subir os preços. Alguns países, como os EUA, seriam profundamente afetados por medida desse tipo.
Postura firme dos países árabes e muçulmanos, expressa pela Liga Árabe e pela Organização da Conferência Islâmica teria poder suficiente para pressionar fortemente os israelenses.
Israel aproveita-se dos conflitos da região
Por desgraça, alguns chegaram a dizer que o objetivo da ofensiva israelense é desviar a atenção do que se passa na Síria. São ideias desoladoras. São notícias absurdas e absolutamente equivocadas.
O que está acontecendo hoje é que Israel aproveita-se dos conflitos na região e, dentre outros conflitos, aproveita-se do que se passa na Síria. Hoje, as circunstâncias são muito diferentes das que havia em 2008-2009, quando a Síria podia ajudar mais a Faixa de Gaza. Hoje, uma das linhas de apoio à Faixa de Gaza está bloqueada: a Síria, preocupada com o que acontece em seu próprio território, está impedida de prestar apoio logístico (...).
Nada impede de ver que Israel, hoje, se aproveita desse conflito, da mudança nas prioridades de alguns países e das tensões sectárias que convertem amigos em inimigos.
Aqui, faço uma convocação, um chamamento à união, à reunião. Que todos façam todos os esforços possíveis para deter o ataque israelense. A Palestina sempre foi denominador comum de todas as vontades na região, uma bússola a apontar prioridades (...).
Estamos num cenário em que o sangue desafia a espada – como aconteceu em Kerbala, com o imã Hussein. Que seja nova página gloriosa de nossa história. Que, mais uma vez, os vencedores sejam os que lutam na Resistência, nessa batalha histórica.
Fonte: Al-Manar. Tradução do coletivo de tradutores Vila Vudu
CPI DA VEJA
Relator da CPI do Cachoeira pede indiciamento de Policarpo Júnior e mais quatro jornalistas
Redação Carta Capital
O relatório final da CPI do Cachoeira, que investigou o grupo do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, será lido apenas na quinta-feira 22, mas o capítulo a respeito dos elos da quadrilha com a mídia revela que o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), pedirá o indiciamento de cinco jornalistas, entre eles Policarpo Júnior, redator-chefe da revista Veja em Brasília.
De acordo com o relatório da CPI, Cachoeira contava, como “órgão de apoio de suas empreitadas criminosas, com um forte e atuante braço midiático, a ser utilizado para atender aos desígnios diversos da quadrilha”. Segundo as investigações da CPI, Cachoeira é proprietário oculto de quatro jornais em Goiás (A Redação Online, O Estado de Goiás, Jornal de Anápolis e Opção) mas tentava influenciar, e muitas vezes conseguia, publicações como o jornal Correio Braziliense e Veja.
O capítulo a respeito da mídia tem 348 páginas. Dessas, 86 são dedicadas ao longo relacionamento de Cachoeira e Policarpo Júnior, “um dos profissionais da imprensa mais requisitados pelo líder da quadrilha”. Segundo o relator, o jornalista da revista Veja não mantinha com Cachoeira “uma vinculação que se consubstanciava apenas na relação de jornalista e fonte”. Para Cunha, Cachoeira e seus aliados “alimentavam de informações o jornalista Policarpo e usavam as matérias assinadas e/ou pautadas pelo jornalista ou sua equipe como uma arma letal para prejudicar adversários, destruir personalidades e biografias, criar e promover de modo amiúde falsos moralistas e paladinos da ética, visando sempre alcançar o êxito político e econômico” da organização. Policarpo Junior, afirma o relatório, “aderia aos estratagemas e utilizava as informações que lhe repassavam o grupo criminoso, na exata medida em que tais enredos pudessem se coadunar com os caminhos e as visões de mundo que orientam a linha editorial do conglomerado que o emprega”.
Há, segundo o relatório, casos em que Veja teria mantido como verdadeiras histórias que sabia não ser verdadeiras. Em maio de 2011, Veja publicou reportagem na qual acusava o ex-deputado e ex-ministro do governo Lula José Dirceu (PT) de ser responsável por ter transformado a construtora Delta na maior parceira do governo federal no PAC. Segundo o relatório, a revista acusava Dirceu de fazer “tráfico de influência”. O relatório da CPI mostra, no entanto, diálogos entre Cachoeira e Claudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste, nos quais eles afirmam que Dirceu nada tinha a ver com a entrada da Delta nas obras federais. Segundo o relatório, mesmo informado de que Dirceu não tinha influência sobre os contratos da Delta com o governo federal, a história foi mantida.
Há também um caso em que Cachoeira teria conseguido evitar a publicação de denúncias contra o senador agora cassado Demóstenes Torres (ex-DEM). De acordo com o relatório, uma repercussão de reportagem de março de 2011 na qual o ex-governador do DF José Roberto Arruda fazia denúncias contra Demóstenes foi deixada de lado após intervenção de Carlos Cachoeira e Claudio Abreu com Policarpo Júnior. O diálogo, de maio de 2011, foi reproduzido pelo relator:
Demóstenes – Oi professor, não saiu nada na Veja não
Carlinhos – Foi melhor assim né. Eu vi cedo, bom demais
Demóstenes – Morreu o assunto né, tranquilo então beleza, isso aí resolveu então, cem por cento resolvido.
Carlinhos – Foi a conversa que eu e o Claudio tivemos lá com o Policarpo…foi bom, bom demais, valeu.
O relatório nota que, em junho de 2011, quando Veja publicou reportagem tratando Demóstenes como um dos “mosqueteiros” da ética em Brasília, Policarpo já havia descartado uma denúncia contra ele. O mesmo não ocorria, diz o relatório, quando os alvos eram adversários políticos da organização de Cachoeira e também da revista Veja, como Paulo Garcia (PT), prefeito de Goiânia.
Cunha escreveu ainda que Policarpo Junior usava os serviços da quadrilha de Cachoeira para fazer investigações. Isso teria ocorrido em agosto de 2011, com o deputado Jovair Arantes, envolvido em supostas irregularidades na Conab, e no mesmo mês com o ex-ministro José Dirceu. Segundo o relatório, Policarpo Junior procurou o araponga Jairo Martins, que trabalhava para Cachoeira, para obter imagens de um hotel onde José Dirceu estava hospedado em Brasília e mantinha encontros políticos. Cachoeira, afirma o relator, “a tudo acompanhava e controlava, sendo todo o tempo informado dos pedidos e solicitações de Policarpo Junior para Jairo Martins.”
Confira abaixo os nomes de todos os jornalistas citados pelo relatório final da CPI, bem como as implicações de cada um deles:
A) Assessores de comunicação que prestaram serviços profissionais para empresas ou integrantes da Organização Criminosa. São três jornalistas, nenhum dos quais foi indiciado pela CPI por falta de provas.
Luís Costa Pinto (o “Lula” ou “Lulinha”), dono da empresa Ideias, Fatos e Textos (IFT). Segundo a CPI, Lulinha recebeu 425,1 mil reais da Delta Construções entre fevereiro de 2011 e maio de 2012 para prestar serviços ao grupo de Cachoeira. A intenção era usar o conhecimento de Lulinha “para emplacar matérias que pudessem beneficiar ou as atividades ou pessoas ligadas a Cachoeira.” Uma das tentativas do grupo foi fazer com que o jornal Correio Braziliense “pudesse produzir alguma matéria que beneficiasse, pessoal e politicamente, o prefeito Geraldo Messias, de Águas Lindas de Goiás, um dos mais atuantes servos da quadrilha liderada por Carlinhos Cachoeira.” Não há provas de que Lulinha tenha se envolvido em prática criminosa.
Claudio Humberto. De acordo com a CPI, a atuação de Claudio Humberto prova a “íntima ligação” do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com a quadrilha comandada por Carlos Cachoeira. Os diálogos mostram que Perillo solicitou que a quadrilha de Cachoeira contratasse o “jornalista Cláudio Humberto através da empresa Delta a fim de que este receba, durante um período, uma determinada quantia por supostos serviços de mídia, tudo de modo que o governador cumpra algum compromisso ou favor junto ao mencionado profissional da imprensa”. A CPI não encontrou provas de que Claudio Humberto tenha cometido crimes, mas mostra que ele recebeu 187,7 mil reais da organização criminosa.
Jorge Kajuru, apresentador da TV Esporte Interativo. Segundo a CPI, ele recebeu 20 mil reais de empresas laranjas controladas por Cachoeira. O jornalista admite o recebimento e afirma que era referente a publicidade da Vitapan Indústria Farmacêutica Ltda, empresa de Cachoeira. Não há provas de que Kajuru tenha cometido crimes.
B) Jornalistas que prestaram ou teriam supostamente prestado algum favor em seus veículos de comunicação para a Organização Criminosa em troca de alguma remuneração.
Wagner Relâmpago, repórter policial do programa DF Alerta, da TV Brasília/Rede TV e também do programa Na Polícia e nas Ruas – Rádio Clube 105,5 FM – DF. Segundo a CPI, ele “aderiu de forma vergonhosa aos desígnios da Organização Criminosa e, em troca de retribuição financeira, passou a colaborar com os interesses espúrios do grupo criminoso”, como desacreditar a atuação da Força Nacional de Segurança que combatia o crime organizado no DF. É acusado pela CPI de formação de quadrilha ou bando.
Magnho José (Maguinho), editor do blog BNL – Boletim de Novidades Lotéricas. De acordo com o relatório final da CPI, Maguinho “colaborou, mediante retribuição financeira” com o grupo de Cachoeira ao promover em seu blog reportagens que divulgavam os jogos e, “consequentemente, as atividades da organização criminosa”. A CPI não conseguiu provar o recebimento de dinheiro e, portanto, não pediu seu indiciamento.
Etelmino Alfredo Pedrosa, o Mino Pedrosa, é editor-chefe do blog QuidNovi. Segundo a CPI, ele tem “uma relação antiga com Carlinhos Cachoeira” e teria procurado avisar aliados do bicheiro a respeito da Operação Monte Carlo, que desbaratou a quadrilha. Segundo a CPI, Mino Pedrosa teria recebido um apartamento de Cachoeira. Como a CPI não encontrou indícios suficientes de sua participação na organização criminosa, não pediu seu indiciamento e sugeriu que as investigações sejam aprofundadas.
C) Jornalistas-empresários, que atuam comercialmente à frente de veículos de comunicação e que tiveram papel fundamental na expansão midiática da Organização Criminosa.
Patrícia Moraes Machado, diretora-executiva e editora de Política do jornal Opção, do Estado de Goiás. Havia, segundo a CPI, “interlocução frequente” entre Patrícia e a quadrilha, além de “pagamentos periódicos”. A CPI cogita, ainda, que o verdadeiro dono do jornal Opção seja o próprio Carlinhos Cachoeira. A CPI pede seu indiciamento por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
João Unes, jornalista, advogado, idealizador e diretor do jornal online A Redação. Segundo a CPI, Unes teria recebido mais de 1,8 milhão da quadrilha de Cachoeira na compra do jornal A Redação, “mantendo-o, entretanto, à frente da direção do empreendimento, como um verdadeiro testa de ferro da quadrilha chefiada por Carlos Cachoeira”. A CPI pede seu indiciamento por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Carlos Antônio Nogueira (Botina), sócio de Carlos Cachoeira no jornal O Estado de Goiás. Segundo a CPI, Botina é sócio minoritário de Cachoeira no jornal O Estado de Goiás e também no Jornal de Anápolis. Sobre O Estado de Goiás, o relator da CPI afirma que “é Carlos Cachoeira quem decide o que vai e o que não vai ser publicado, quem vai ou não vai fazer propaganda no jornal, qual a linha editorial a ser seguida, qual o tom das reportagens que serão publicadas, quais os adversários que serão atacados, quem será promovido midiaticamente”. Ainda segundo a CPI, o governador Marconi Perillo “também integrava ou integrou a sociedade proprietária do jornal”. A CPI pede seu indiciamento pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
D) Profissionais que mantiveram constantes interlocuções com o chefe da Organização Criminosa Carlos Cachoeira. Atuam na imprensa e publicam o que interessa a eles, usando Cachoeira como fonte, mas também publicando, por vezes, o que interessa à Organização Criminosa, sendo usados pela quadrilha.
Renato Alves, do jornal Correio Braziliense. O relatório final da CPI afirma que ele mantinha “interlocução frequente com a chefia e com alguns integrantes da Organização Criminosa de Carlos Cachoeira”. Segundo a CPI, Renato Alves teria “ajudado a promover os negócios criminosos da organização, assinando matérias sob uma roupagem investigativa e falsamente denunciativa, que serviam na verdade para promover as atividades contravencionais da quadrilha chefiada por Carlos Cachoeira, como também fazia publicar matérias que, de alguma forma, prejudicassem empresas e grupos concorrentes”. Em troca, afirma a CPI, Alves recebia “presentes e recompensas”. Como as investigações não conseguiram comprovar o recebimento de favores, o relatório final da CPI não recomenda o indiciamento de Alves.
Policarpo Júnior, diretor da sucursal Brasília e redator-chefe da revista Veja. O relatório da CPI afirma que o relacionamento entre Cachoeira e Policarpo teve início em em 2004, quando Veja publicou, uma semana depois da revista Época, matéria sobre fita gravada, em 2002, por Cachoeira, na qual Waldomiro Diniz, que viria a se tornar assessor da Casa Civil no governo Lula, aparece extorquindo o contraventor. A partir daí, diz o relatório, surgiu um relacionamento por meio do qual Policarpo Junior e sua equipe “utilizavam-se das supostas fontes repassadas por integrantes da Organização Criminosa, ou por pessoas próximas, para publicar matérias que serviam aos propósitos” tanto do grupo de Cachoeira, quanto “aos desideratos valorativos e às visões de mundo que movimentavam uma determinada linha editorial”. A CPI pede seu indiciamento por formação de quadrilha.
Eumano Silva, da revista Época (Leia mais AQUI [3]). Segundo a CPI, diferentemente dos outros jornalistas, os indícios indicam apenas que Silva usou a organização criminosa para confirmar informações que obteve por outras fontes. O jornalista manteve contato com integrantes do grupo, sobretudo o araponga Idalberto Matias, o Dadá, para obter informações sobre uma empresa ligada ao Ministério do Turismo que teria sido beneficiada em obras em Goiânia. “Nossas investigações preliminares não identificaram ações desse profissional em prol dos objetivos do grupo criminoso, de modo que os diálogos seguintes mostram tratativas que se encerram dentro dos parâmetros de uma relação jornalista-fonte”, diz o relatório.
VALOR ECONÔMICO
Valor Econômico
Manchete: Exportadoras têm R$ 10 bi em créditos fiscais retidos
Doze das quinze maiores exportadoras brasileiras de capital aberto tinham créditos a recuperar de PIS e Cofins que somavam R$ 10 bilhões em setembro. Esse valor é 7,5% maior que o contabilizado em seus balanços no fim do ano passado. Isso significa que, nos nove primeiros meses do ano, esse conjunto de empresas teve mais créditos de PIS e Cofins do que débitos de tributos federais compensáveis. Parte do valor pode dar origem a créditos acumulados.Esses números espelham um problema comum entre os exportadores, que não conseguem reaver de forma rápida os impostos recolhidos sobre insumos utilizados na produção de itens exportados (isentos de tributação). O crédito de PIS e Cofins é considerado acumulado quando não é usado para pagar tributos federais até três meses após a apuração. Depois desse prazo, a empresa pede o ressarcimento dos valores à Receita Federal. A devolução mais rápida do crédito acumulado de PIS e Cofins é um pleito antigo das empresas e voltou à pauta com a reforma que o governo federal promete fazer nas duas contribuições. (Págs. 1 e A3)
Quinta queda trimestral dos investimentos
Os estímulos concedidos ao investimento pelo governo não foram suficientes para reanimar os empresários. Segundo cálculos de economistas, o consumo aparente de bens de capital voltou a recuar no terceiro trimestre, em relação aos três meses anteriores, com ajustes sazonais. Para eles, é um indício forte de que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu pelo quinto trimestre consecutivo. Essa reação destoa da ocorrida após a crise de 2008, quando a queda dos investimentos foi mais intensa, mas recuou por apenas dois trimestres. As incertezas sobre a recuperação da atividade que travam os investimentos devem se dissipar ao longo dos próximos meses e a trajetória de queda deve se reverter, ainda que de forma moderada, a partir do último trimestre do ano. (Págs. 1 e A6)
Fotolegenda: Papel de fornecedor
Para a Bombardier, não há dúvida de que o trem-bala São Paulo-Rio é um bom negócio, mas a empresa resiste à ideia de liderar um grupo na disputa pelo empreendimento. "Isso é função das companhias de operação ferroviária, instituições financeiras e fundos de pensão", diz André Guyvarch. (Págs. 1 e B9)
Gerdau pede olhar político nas concessões
O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade da Presidência da República, afirmou ontem que a possibilidade de extensão do prazo para adesão das empresas ao plano de renovação antecipada das concessões no setor elétrico, que expira dia 4 de dezembro, depende de "uma condução política que tem que ser analisada".Gerdau disse que, "tecnicamente, a alternativa do governo está correta, mas o processo político não se esgota só pela tecnicidade". Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff está "absolutamente certa" ao determinar a antecipação, mas é "evidente que, como é uma medida muito forte, existem conflitos de interesse".
As ações da Eletrobras voltaram a cair fortemente ontem. Os papéis preferenciais recuaram 20,08%, com baixa de 51,5% no mês. (Págs. 1, B10 e C2)
Dias difíceis para o setor aeroespacial
O mercado aeronáutico sentiu o baque da crise econômica nos Estados Unidos e Europa e os fornecedores da Embraer no Brasil foram atingidos em cheio. Eles tiveram queda de encomendas da ordem de 20% a 30% e a disputa por novos contratos está cada vez mais acirrada pela entrada de novos competidores.A dependência das encomendas da Embraer, que vem reduzindo o volume de compra de peças no Brasil, e a falta de capacidade financeira para investir em novos projetos e tecnologias são apontadas como as principais causas para a situação crítica que ameaça a cadeia aeronáutica brasileira, formada por cerca de 120 empresas. (Págs. 1 e B6)
Grupos de ensino do país estão entre os maiores do mundo
A brasileira Kroton e a chinesa New Oriental disputam palmo a palmo a liderança entre as maiores empresas de educação listadas em bolsa no mundo, segundo ranking elaborado pelo Valor Data com dados da Economática.Na quarta-feira, o valor de mercado da New Oriental era de US$ 3,025 bilhões e o da Kroton, US$ 2,904 bilhões. Mas essa posição vem se alterando a cada fechamento de pregão. Há cerca de dez dias, a liderança era da brasileira. (Págs. 1 e B1)
Sobrevivência do Protocolo de Kyoto em jogo
Delegados de mais de 190 países se reúnem em Doha, no Qatar, a partir de segunda-feira, para resolver um problema inadiável: definir o destino do polêmico Protocolo de Kyoto. A primeira fase do acordo internacional sobre corte nas emissões de gases-estufa termina neste ano. Se não for renovada, será a última. E há dificuldades para isso. EUA, Canadá e Japão estão fora do segundo período de compromissos e os europeus podem não querer arcar sozinhos com o peso da urgente agenda ambiental. (Págs. 1 e A17)
Mineradoras buscam máquinas de segunda mão que estão paradas nos EUA (Págs. 1 e B18)
Startups brasileiras já atraem profissionais estrangeiros, como Cohler (Págs. 1 e D4)
Incertezas freiam projetos
Câmara aprova em primeiro turno proposta de emenda à Constituição que amplia os direitos trabalhistas dos empregados domésticos, entre eles FGTS e seguro-desemprego. (Págs. 1 e A12)
Dissensão congela Consecitrus
Divergências históricas entre produtores de laranja e indústrias de suco e recentes desentendimentos entre as entidades que representam os próprios citricultores levam o Cade a paralisar o processo de criação do Consecitrus. (Págs. 1 e B17)
Fundos cambiais voltam ao radar
Recente valorização do dólar já reverte a tendência de resgate líquido nos fundos cambiais, que também apresentaram os maiores ganhos no mês, até o dia 16, com rentabilidade média de 2,16%. (Págs. 1 e D2)
Primeiro o lazer, depois o dever
Pesquisa mostra que parcela dos consumidores brasileiros que pretende destinar ao lazer os recursos que sobrarem após as despesas essenciais subiu de 35% para 41% do segundo para o terceiro trimestre. Quitação de dívidas é a opção de 38%. (Págs. 1 e D3)
TST reforça sigilo bancário
Justiça condena banco a indenizar funcionária que teve sigilo bancário quebrado pela própria instituição financeira durante auditoria interna que apurava desvio de recursos. A indenização é cabível mesmo que os dados não sejam divulgados. (Págs. 1 e E1)
Conciliação prejudicada
A paralisação de juízes federais e trabalhistas, nos dias 7 e 8 deste mês, teve impacto sobre os resultados da VII Semana Nacional de Conciliação. Na Justiça do Trabalho, por exemplo, o número de audiências caiu mais de 50% em relação ao mutirão de 2011. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Ribamar OliveiraRedução do superávit primário do setor público, incluídos Estados e municípios, deve superar R$ 40 bilhões. (Págs. 1 e A2)
Mansueto Almeida
Dados das contas públicas levantam dúvidas sobre a capacidade de o governo elevar investimentos e reduzir tributos. (Págs. 1 e A19)
CLIPPING ECONÔMICO - 05hr57br
Brasil Econômico
Manchete: BNDES da América do Sul nasce em março com capital de US$ 7 bi
Com sede em Caracas, o Banco do Sul terá participação dos países do Mercosul e também da Bolívia e do Equador. O objetivo é financiar projetos de integração da cadeia produtiva regional. A adesão do Brasil aguarda aprovação do Congresso. (Págs. 1 e 6)
Canaviais brasileiros entre as prioridades da AGCO
Fabricante americana das marcas Massey Ferguson e Valtra planeja conquistar um terço do mercado de colheitadeiras de cana-de-açúcar no país nos próximos anos, revela Martin Richenhagen, CEO global da companhia, que faz sua visita anual ao Brasil. (Págs. 1 e 15)
AmBev se torna amais valiosa da Bovespa. (Págs. 1 e 32)
Próxima parada para a Multiplan é o NE. (Págs. 1 e 16)
China vai importar US$ 8 tri até 2015
Se mantiverem a proporção, exportações brasileiras para o país asiático subirão a US$ 240 bi. Para o embaixador Li Jinzhing, “cooperação com o Brasil é prioritária”. (Págs. 1 e 7)
Em crise, Argentina se afastou do Brasil
Em encontro na próxima semana, Dilma Rousseff tentará convencer Cristina Kirchner a abandonar o isolamento e retomar o diálogo sobre o comércio bilateral. (Págs. 1 e 4)
A força do verde
Estimuladas por grandes clientes, pequenas empresas aderem à sustentabilidade. (Pàgs. 1 e Suplemento especial)
Assinar:
Postagens (Atom)




