sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

OS JUDEUS QUE LUTAM POR UMA PALESTINA LIVRE

Os Judeus que lutam por uma Palestina Livre
Nkusa


Movimento judeu criado na década de 1930, em Jerusalém, e hoje espalhado no mundo inteiro, contraria visão religiosa que teria determinado criação do Estado de Israel

Em 1947, durante uma reunião realizada na Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a criação de um plano de partilha da Palestina entre judeus e árabes, o rabino Yosef Tzvi Dushinsku declarou a toda assembleia que o sionismo - movimento político ideológico criado no início do século passado que defende a existência de um Estado judaico - não representava os seguidores do judaísmo, portanto não concordavam com a criação de um Estado-nação para si.
Dushinsku, judeu de origem húngara, vivia na Palestina com sua família desde 1930 e foi considerado um dos mais proeminentes rabinos ortodoxos da região. Ele veio a falecer logo após a fundação do Estado de Israel, que ocorreu em 14 de maio de 1948.
Desde a segunda semana de novembro os conflitos entre Israel e Palestina se intensificaram após um ataque surpresa do exército israelense que culminou na morte de Ezzedin al Qasam, um dos líderes militares do Hamas, partido que governa a Faixa de Gaza, um dos poucos territórios que sobraram para os palestinos, desde a criação do Estado de Israel.

MANUAL DE REDAÇÃO DOS JORNALÕES



Santiago - Certo dia na redação de um grande jornal "imparcial"

VALOR ECONÔMICO


Valor Econômico

Manchete: Medidas buscam garantir o crescimento de 4% em 2013
Medida provisória anunciada ontem pela presidente Dilma Rousseff abrirá crédito extraordinário de R$ 42,5 bilhões no Orçamento da União de 2012. Desse total, R$ 41,8 bilhões se referem a investimentos dos Três Poderes, que estão na programação orçamentária de 2013, que não foi aprovada pelo Congresso antes de entrar em recesso. Outros RS 700 milhões garantirão a suplementação orçamentária de projetos executados em 2012.

Em café da manhã com jornalistas, Dilma disse que o objetivo do governo com a MP é começar 2013 com um nível de investimento elevado. “É para que não haja possibilidade de interromper o ritmo de investimento no país”, afirmou. A MP faz parte do esforço feito pelo governo nos últimos dias para garantir o financiamento do crescimento econômico pretendido de 4% em 2013. (Págs. 1, A5, C5 e C12)
IPOs de 2013 devem captar pelo menos R$ 20 bilhões
Depois de um ano minguado para as ofertas iniciais de ações, que movimentaram apenas R$ 4,3 bilhões, o menor valor desde 2005, grandes empresas devem estrear (ou reestrear) na bolsa em 2013. BB Seguridade, Atacadão, Votorantim Cimentos, Telefónica Latinoamérica e GVT — se não for vendida antes — estão prontas para entrar na fila.

Se todas essas companhias forem a mercado, o volume captado por elas poderá ultrapassar facilmente a casa dos R$ 20 bilhões. Esse valor não inclui a possível abertura de capital da Smiles, empresa de milhagens da Gol. (Págs. 1 e C1)
Volta do IPI esfria venda de carros
Em dezembro de 2008, um Gol básico novo, quatro portas e motor 1.0 custava R$ 32 mil. Em outubro deste ano, o preço do mesmo veículo estava em R$ 28 mil. Mesmo que possa também ser atribuída a outros fatores, como aperto da concorrência ou ganho de produtividade, a diferença de quase R$ 4 mil não seria possível sem a redução do IPI.

O tempo mostrou que os efeitos do instrumento usado para socorrer as montadoras no mercado interno sempre foram imediatos, como se o mercado ganhasse musculatura a cada aplicação de nova dose desse “anabolizante”. O reflexo da redução do IPI no aumento de vendas foi sempre mais nítido no segmento de modelos básicos. (Págs. 1 e B6)
Capitais têm orçamentos confortáveis
Os prefeitos das maiores capitais do país tomarão posse com orçamentos com crescimento, alguns na casa dos dois dígitos, e boa capacidade de investimentos, apesar do desempenho medíocre da economia em 2012.

Com um caixa herdado de R$ 4,5 bilhões, Fernando Haddad (PT) assume com a disposição de investir R$ 6,45 bilhões no ano — 8,9% mais que em 2012. Haddad terá boa autonomia para usar recursos. Ele conta com a margem de remanejamento de 15% do Orçamento, isto é, poderá redistribuir por decreto R$ 6,3 bilhões sem consultar os vereadores. (Págs. 1, A7, A10 e A12)
Mesmo punido, Paraguai vende mais ao Brasil
Apesar de estar suspenso das atividades políticas do Mercosul, o Paraguai conseguiu aumentar em 35% o valor de suas exportações ao Brasil entre julho e novembro em comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho foi garantido pela demanda aquecida e pela alta nos preços das 1 commodities. Em volume, os embarques paraguaios para o Brasil, nesse período após a suspensão, cresceram 25% em relação a igual período de 2011.

Para o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, a continuidade, até em maior volume, das vendas paraguaias ao Brasil demonstra que o Mercosul cumpriu seu compromisso de evitar prejuízos à população e à economia do país mais pobre do bloco, apesar da punição política ao Paraguai. (Págs. 1 e A4)
Pesca chinesa ameaça estoques mundiais
A crescente fome da China por peixe e frutos do mar está pondo em xeque suas relações com outros países e deixando autoridades e cientistas apreensivos com os potenciais danos que sua enorme frota poderá causar aos estoques mundiais de pescado. Recentemente, a Argentina informou ter capturado dois barcos chineses que estariam pescando ilegalmente em suas águas.

O episódio ocorre num momento em que os barcos de pesca chineses se veem cada vez mais enredados em disputas transnacionais e comerciais. As embarcações chinesas pescam tanto em águas internacionais quanto por acordos bilaterais de pesca em águas de outros países. (Págs. 1 e B11)
Câmara vai se reunir no domingo para tentar tirar os EUA do abismo fiscal (Págs. 1 e A13)

Térmica de Uruguaiana voltará a operar em janeiro, diz Cyrino (Págs. 1 e B5)

Cresce desembolso do BNDES
Os desembolsos do BNDES podem ultrapassar o teto previsto de R$ 150 bilhões para 2012, disse Luciano Coutinho, presidente do banco. A demanda em dezembro foi muito forte. (Págs. 1 e A2)
Limites do desemprego
A taxa de desemprego recuou em 2012 mesmo com o baixo crescimento da economia. Especialistas preveem que esse movimento, acompanhado de aumento dos salários, está perto do limite. (Págs. 1 e A3)
Recuo dos manufaturados
Bens industrializados do Brasil continuam a perder espaço nos principais mercados latino-americanos. Em relação a 2008, recuaram as exportações de manufaturados para Argentina, Chile e México. (Págs. 1 e A4)
Fundo para rodovias
BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal vão constituir um fundo de investimento e participação para entrar no capital acionário das futuras concessionárias de rodovias federais que serão leiloadas em 2013. (Págs. 1 e A4)
Rota nordestina
Com o avanço da manutenção de jatos executivos nas receitas, a TAM Aviação Executiva investe em um centro de manutenção no Nordeste, diz Fernando Pinho, presidente. A frota de aeronaves executivas dobrou em cinco anos na região, responsável por 20% das vendas da empresa. (Págs. 1 e B1)
CCR e Engevix perdem em Portugal
As empresas brasileiras CCR e Engevix perderam a disputa pela privatização dos aeroportos portugueses. O governo português escolheu a francesa Vinci Concessions como vencedora. (Págs. 1 e B1)
Metais em baixa
O ano foi ruim para os principais metais não ferrosos, cujos preços médios ficaram bem abaixo dos praticados em 2011. Para 2013, as perspectivas são um pouco melhores, pois não haverá grande aumento da oferta. (Págs. 1 e B8)
Preços recorde dos grãos
Os preços médios anuais dos grãos atingiram níveis históricos em 2012. Os contratos de soja e milho tiveram o maior valor da história e os de trigo só ficaram aquém do nível de 2008, devido à quebra da produção na América do Sul e EUA. (Págs. 1 e B12)
Itaú BBA vai a Londres
O Itaú BBA na Europa recebeu aumento de capital de R$ 200 milhões de seu controlador, o Itaú Unibanco, e conseguiu autorização do Banco Central para mudar a sede de suas operações no Velho Continente de Lisboa para Londres. (Págs. 1 e C12)
Ideias
Sergio Lamucci

Gastos do governo com juros, de R$ 200 bilhões por ano, equivalem a 11 vezes os do Bolsa Família. (Págs. 1 e A2)

Stephan Richter

Os Estados Unidos estão neste momento diante de duplo abismo, um das armas e outro dos impostos. (Págs. 1 e A15)

CLIPPING ECONÔMICO


Brasil Econômico

Manchete: Dilma quer que bancos privados ampliem o crédito de longo prazo
Após a presidente afirmar, em entrevista coletiva, que o financiamento da produção não pode ficar só nas costas do BNDES, o ministro Guido Mantega reuniu-se com dirigentes dos principais bancos para discutir o aumento do crédito em 2013. (Págs. 1 e 6)
Renault ganha ritmo para fazer de 2013 o ano da virada
Unidade de São José dos Pinhais (PR) retoma a produção em março com a meta de produzir 250 mil carros em 2013, mesmo volume de 2012. “Serão 12 meses em 10”, diz Olivier Murguet, presidente no Brasil. (Págs. 1 e 14)
Indústria naval tem 367 projetos em encomendas
Setor fecha 2012 com os estaleiros a plena força e deve atingir cerca de 100 mil empregos até 2017. (Págs. 1 e 8)
Grupos espanhóis fazem aposta em negócios no Brasil
Alternativa segura para a crise, o país se torna o segundo destino das empresas da Espanha. (Págs. 1 e 4)
Máquina agrícola ganha mercado com tecnologia
Tratores e colheitadeiras mais automatizados ajudaram o setor a faturar US$ 11,8 bi em 2012. (Págs. 1 e 20)
Privatização portuguesa
Como parte do acordo com credores, Portugal vende operadora de aeroportos ANA ao grupo Vinci por US$ 4,1 bi. (Págs. 1 e 15)
Volta por cima
O presidente da ABBC, Renato Oliva, prevê que o ano que vem será melhor para pequenos e médios bancos. (Págs. 1 e 28)

MANCHETES DOS JORNALÕES DESTA SEXTA 28/12 - 05HR28BR


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

A Tarde
Marinha encontra corpo que pode ser de pescador desaparecido

Correio da Bahia
Suspeito confessa assassinato de filho de vereadora

Tribuna da Bahia
PT da Bahia dificulta título a ministro do STF

O Globo
Falha no site do MEC permite a aluno ver nota de redação do Enem antes da hora

Folha de São Paulo
Mantega pede a banqueiros que liberem mais crédito em 2013

O Estado de São Paulo
Dilma diz que MP vai garantir um terço dos investimentos para 2013

Correio Braziliense
Balanço da SSP-DF mostra:: um detento morreu e 99% dos presos retornaram

Valor Econômico
Dólar fecha em queda de olho no Banco Central

Estado de Minas
Dilma reage com bom humor a conto de Natal do Financial Times

Jornal do Commercio
Agências bancárias do País só até esta sexta

Zero Hora
Por falta de vagas, Justiça libera 500 presos que deveriam cumprir pena no regime semiaberto

Brasil Econômico
Investidores vão migrar para o setor de consumo em 2013

INTERNACIONAIS

The New York Times
O conflito de gerações na Coreia do Sul

El País
Espanholas estudam em Oxford aplicações da nanotecnologia contra o câncer

Le Monde
O dia em que Russell "Gladiador" Crowe salvou um general romano

Der Spiegel
Nazistas mataram 165 por dia na Itália na 2ª Guerra, diz relatório

Herald Tribune
Nova presidente sul-coreana terá de conciliar Pyongyang e Washington

ESPORTIVOS

Placar
Jogo das Estrelas, promovido por Zico, termina empatado em SP

Lance
Acordo com a Penalty renderá R$ 36 milhões por ano ao São Paulo até 2015

Gazeta Esportiva
Médico do Corinthians acredita na recuperação de Pato no Brasil

Ataque
Bandeira de Mello toma posse como presidente do Flamengo

A Bola
Neymar e Guerrero lideram votação de craque da América

É Gol
Lucas faz declarações de amor ao Tricolor em último adeus ao clube

Extra
Lusa contrata zagueiro que jogava no time de Drogba e Anelka

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O PAPEL SUJO DE DEPUTADOS E SENADORES RURALISTAS NO PARANÁ E NO BRASIL


Bancada ruralista

AQUECIMENTO GLOBAL - 2012 INFERNAL



2012 é o 9º ano mais quente desde 1850
Declaração da Organização Meteorológica Mundial aponta aquecimento global como culpado por derretimento de geleiras e outros fenômenos
foto: SXC.HU
O derretimento exacerbado do gelo do Ártico é uma das maiores consequências do aquecimento globalFoto: SXC.HU

Para um ano que deveria ter sido mais frio devido ao fenômeno La Niña, 2012 não foi nada ameno. O mundo todo pode perceber que os efeitos das mudanças climáticas causaram secas, enchentes e ciclones, à exemplo do furacão Sandy, que causou mortes e prejuízos milionários na costa Leste dos EUA e no Caribe no final do mês de de outubro.

Durante uma Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas que aconteceu em Doha, Catar, nesta quarta-feira (28), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou uma declaração alertando que 2012 será classificado como o nono ano mais quente dos últimos 162 anos.

De acordo com o comunicado, a temperatura global e a da superfície dos oceanos aumentou cerca de 0,45°C em relação à média do intervalo dos anos entre 1961 e 1990. "É natural que ocorra variabilidade climática sobre as temperaturas devido a fenômenos como o El Niño e La Niña. Mas eles não alteram a tendência de longo prazo subjacente do aumento da temperatura devido à mudança climática decorrente das atividades humanas", afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

A região Nordeste do Brasil é mencionada em uma tabela divulgada no site da OMM, que diz que mais de 1.100 municípios foram afetados entre os meses de janeiro e outubro por uma severa seca que assola a região há 50 anos e prejudica a agricultura e pecuária locais.

A OMM declarou ainda que, neste ano, o gelo do em torno do Círculo Polar Ártico atingiu sua menor extensão desde setembro de 2007. Por volta de 11,83 milhões de quilômetros quadrados de gelo derreteram entre março e setembro de 2012.

Está previso para o dia 4 de dezembro o lançamento do relatório “2001-2011: Uma década de Extremos”, que a OMM publica em parceria com agências da Organização das Nações Unidas. Na publicação se evidencia a tendência de aquecimento global e seu impacto sobre a saúde, o desenvolvimento sócio-econômico e a alimentação em todos os continentes do planeta.

CORDEIRINHO DA DIREITA, O "SUPRENTE" DO PR VOTA PRA CPI TERMINAR EM PIZZA - VEJAM A LISTA DA CACHORRADA



O listão dos 18 deputados e senadores da tropa de choque do Cachoeira na CPI

 

... Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas

( Darcy Ribeiro )


Bancada pró-Cachoeira. "Vitória" na CPI ao melar o relatório.
Derrotar o povo para proteger Cachoeira, Demóstenes e Perillo é vitória?
A Globo esconde (a Veja nem se fala, está soltando fogos exultante com o fim da CPI do parceiro Cachoeira), mas aqui a gente dá nome aos bois.

A bancada dos 18 do Cachoeira que votou contra o relatório do Odair Cunha (PT/MG) para proteger o bicheiro, e fazer pizza:

SENADORES:
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Jayme Campos (DEM-MT)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Sérgio Souza (PMDB-PR)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)
Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP)
Marco Antonio Costa (PSD-TO)

DEPUTADOS
Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Domingos Sávio (PSDB-MG)
Luiz Pitiman (PMDB-DF)
Gladson Cameli (PP-AC)
Maurício Quintela Lessa (PR-AL)
Sílvio Costa (PTB-PE)
Filipe Pereira (PSC-RJ)
Armando Vergílio (PSD-GO)
César Halum (PSD-TO)



A bancada dos 16 senadores e deputados que votaram contra o bicheiro, contra a corrupção e a favor do povo:

SENADORES
Jorge Viana (PT-AC)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Pedro Taques (PDT-MT) *
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Aníbal Diniz (PT-AC)
João Costa (PPL-TO)
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) *

DEPUTADOS
Cândido Vacarezza (PT-SP)
Odair Cunha (PT-MG)
Paulo Teixeira (PT-MG)
Íris de Araújo (PMDB-GO)
Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) *
Glauber Braga (PSB-RJ)
Miro Teixeira (PDT-RJ) *
Rubens Bueno (PPS-PR) *
Jô Moraes (PCdoB-MG)

* Estes com sérias restrições: exigiram a retirada do indiciamento de Policarpo Júnior e pipocaram na hora de cumprir o dever de encarar o PGR.

CASO ÁLVARO DIAS, TRÁGICO, TRÁGICO...


Álvaro Dias, o Tio Patinhas do Paraná, há anos omite sua fortuna

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Senador tucano Álvaro Dias acumulou e escondeu um patrimônio milionário, agindo como o personagem das histórias em quadrinhos. O valor decorrente da suposta venda de uma fazenda não foi declarado à Justiça Eleitoral. Eram mais de R$6 milhões e com esses recursos ele construiu cinco mansões em Brasília, avaliadas em R$16 milhões. Atualmente, é este o valor demandado pela filha que ele não quis reconhecer.
Tio Patinhas, o personagem das histórias em quadrinhos criado por Walt Disney, era milionário, mas detestava ostentar sinais exteriores de riqueza. Pegava mal. Por isso mesmo, todas as suas moedinhas eram escondidas nos cofres de suas residências. Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado, é também uma espécie de Tio Patinhas do Parlamento brasileiro. Sua fortuna, questionável para alguém que vive há décadas da atividade política, vem sendo escondida há muito tempo.
O motivo para a omissão remonta à campanha eleitoral de 1994, quando Dias concorreu ao governo do Paraná e foi derrotado por Jaime Lerner. Naquele ano, o último programa eleitoral foi tomado pela denúncia de que Dias não pagava pensão à filha decorrente do relacionamento com Mônica Magdalena Alves: um tiro mortal em sua candidatura.
Dias perdeu aquela eleição, mas, em 2006, elegeu-se para o Senado, declarando à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$1,9 milhão. Era mentira. Em 2009, a revista Época, da Editora Globo, descobriu que Dias possuía, desde 2002, aplicações financeiras de R$6 milhões, supostamente decorrentes da venda de uma fazenda no Paraná. Confira abaixo:
Omissão milionária
O senador Álvaro Dias, um dos que mais cobram transparência, não declarou R$6 milhões à Justiça.
Matheus Leitão
O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) é um dos que mais usam o palanque para exigir transparência do governo e de seus adversários. Mas, quando o assunto são suas próprias contas, ele não demonstra ter os cuidados que tanto cobra. Em 2006, Dias informou à Justiça Eleitoral que tinha um patrimônio de R$1,9 milhão dividido em 15 imóveis: apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. O patrimônio de Dias, no entanto, era pelo menos quatro vezes maior. Ele tinha outros R$6 milhões em aplicações financeiras.
O saldo das contas não declaradas de Álvaro Dias foi mostrado a Época pelo próprio senador, inadvertidamente, quando a revista perguntou sobre quatro bens em nome da empresa ADTrade, de sua propriedade, que não apareciam em sua declaração à Justiça Eleitoral. Para explicar, ele abriu seu sigilo fiscal. Ali, constavam os valores das aplicações.
A omissão desses dados à Justiça Eleitoral é questionável, mas não pode ser considerada ilegal. A lei determina apenas que o candidato declare “bens”. Na interpretação conveniente, a lei não exige que o candidato declare “direitos”, como contas bancárias e aplicações em fundos de investimento.
No Congresso, vários parlamentares listam suas contas e aplicações aos tribunais eleitorais, inclusive o irmão de Álvaro, o também senador Osmar Dias (PDT/PR). Osmar declarou mais de R$500 mil em aplicações e poupanças. Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE) listou quase R$150 mil depositados. Francisco Dornelles (PP-RJ) informou R$1,5 milhão em fundos de investimento. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), atual alvo de uma série de denúncias, declarou quase R$3 milhões da mesma forma. Há poucos dias, Sarney foi denunciado por não ter informado à Justiça Eleitoral a respeito da casa que mora em Brasília.
Na interpretação de dois dos maiores especialistas de Direito eleitoral, Fernando Neves e Eduardo Alckmin, o espírito da lei é de transparência: “É conveniente que o político declare contas bancárias e aplicações financeiras para que o eleitor possa comparar o patrimônio no início e no fim do mandato”, diz Neves. “Não há irregularidade, mas é importante para evitar confusões no caso de um acréscimo patrimonial durante o mandato”, afirma Alckmin.
Álvaro Dias diz que o dinheiro não consta em sua declaração porque queria se preservar. “Não houve má intenção”, afirma. Em conversas reservadas, ele tem dito que o objetivo da omissão era manter a segurança de familiares.
O dinheiro não declarado de Álvaro Dias, segundo ele, é fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá, Paraná, por R$5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002. O dinheiro rendeu em aplicações, até que, em 2007, Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. No local, estão sendo construídas cinco casas, cada uma avaliada em cerca de R$3 milhões.
Quando as casas forem vendidas, o patrimônio de Álvaro Dias crescerá ainda mais. Nada ilegal. Mas, a bem da transparência, não custa declarar.
Na reportagem acima, Álvaro Dias dizia que não houve “má intenção” em sua omissão. E antecipou até seus futuros investimentos. Disse que construiria cinco casas no Setor de Mansões Dom Bosco, uma área nobre do Distrito Federal. Atualmente, estas cinco casas valem R$16 milhões. Foram vendidas e a sua filha não reconhecida reivindica seu quinhão na transação. O líder tucano, por sua vez, afirma ser vítima de “chantagem”.
Leia também:

INSTITUTO MILLENIUM - ANTRO DE ROLA-BOSTAS



Millenium, o encontro da turma do contra

Edição 247:
Eurípedes (Veja), Bucci (Estadão), Sardenberg (TV Globo), Merval (O Globo), Villa (Globonews e outros) e Fiuza (Época) são alguns dos nomes conhecidos na imprensa que fazem parte do Instituto Millenium, centro de pensamento liberal que diz defender a liberdade e o estado de direito no país. Se dizem liberais, mas nenhum faz ressalvas à oligopolização da mídia. Dez entre dez artigos do instituto veem guerra ideológica em cada esquina brasileira. Nos últimos meses, eles estão ainda mais raivosos. O que esperar para 2013?
O nome é pomposo, Millenium. O Instituto Millenium se diz um “centro de pensamento que trabalha para a promoção e o fortalecimento da democracia, da liberdade, do estado de direito e da economia de mercado”. Seus integrantes vêm das redações de jornais, revistas, internet, da academia, espalhados por diversas áreas. Tem gente de todo o tipo, mas todos com algo em comum: têm um medo apavorante do rumo seguido pelo Brasil nos últimos dez anos, que perigosamente estaria flertando com teorias e práticas contra a liberdade de imprensa e com o intervencionismo econômico - alguns, mais radicais, chegam a relembrar o comunismo…
Heberth Xavier

BANCOS PRIVADOS E BANQUEIROS, SEMPRE LADRÕES E ASSASSINOS


Banco Central Europeu
  

Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado


O Banco Central Europeu e a Reserva Federal norte-americana se puseram ao serviço dos grandes bancos privados e não do interesse da população dos países. Quando os bancos foram confrontados com a ameaça de não conseguirem pagar as dívidas, o BCE recomeçou a comprar, em grandes quantidades, títulos de dívida pública grega, portuguesa, irlandesa, italiana e espanhola, para dar liquidez aos bancos. 

Por Eric Toussaint


O BCE e o Fed ao serviço dos grandes bancos privados
A atividade do Banco Central Europeu e do Fed (1)
Os bancos europeus entraram numa fase crítica a partir de junho de 2011. A situação era quase tão grave como após a falência do Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008. Muitos deles estavam à beira da asfixia, porque as suas enormes necessidades de financiamento a curto prazo (alguns bilhões de dólares) deixaram de ser satisfeitas pelos money market funds americanos, que consideravam que a situação dos bancos europeus era cada vez mais arriscada (2). 

Os bancos foram confrontados com a ameaça de não conseguirem pagar as dívidas. Foi então que o BCE, na sequência de uma cúpula europeia, que se realizou de urgência a 21 de julho de 2011 para fazer face a uma série de possíveis falências bancárias, recomeçou a comprar, em grandes quantidades, títulos de dívida pública grega, portuguesa, irlandesa, italiana e espanhola, para fornecer liquidez aos bancos e aliviar o peso de uma parte dos títulos que tinham comprado avidamente no período anterior. Mas não foi suficiente.

A derrocada do preço das ações dos bancos na bolsa continuava. Para os patrões dos bancos, agosto foi o mês de todos os perigos. A abertura pelo BCE, em setembro de 2011, de uma linha de crédito ilimitada, em concertação com o Fed, o Banco de Inglaterra e o Banco da Suíça, foi decisiva para manter à tona os bancos europeus: os bancos com falta de dólares e de euros foram colocados sob observação. Começaram a respirar outra vez, mas a medida foi insuficiente. A descida aos infernos continuava. 

Entre 1º de janeiro e 21 de outubro de 2011, a atividade da Société Générale caiu 52,8%, a do BNP Paribas, 33,3%, a do Deutsche Bank, 28,8%, a do Barclays, 30,5%, a do Credit Suisse, 36,7%. O BCE teve de utilizar a sua bazuca LTRO (Long Term Refinancing Operation): emprestou mais de um bilião de euros, a um prazo de três anos e a um juro de 1%, a mais de oitocentos bancos, entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012.

O Fed fez praticamente o mesmo, desde 2008, a uma taxa oficial ainda menor: 0,25%. Na verdade, como revelou, em julho de 2011, um relatório do GAO (equivalente nos Estados Unidos ao Tribunal de Contas), o Fed emprestou 16 trilhões de dólares a uma taxa de juro inferior a 0,25% (3). O relatório mostra que, ao agir desse modo, o Fed não respeitou as suas próprias regras prudenciais e não informou o Congresso sobre o sucedido. 

De acordo com uma comissão de inquérito do Congresso dos Estados Unidos, o conluio entre o Fed e os grandes bancos privados era evidente: «O diretor-geral do JP Morgan Chase era membro da Reserva Federal de Nova Iorque, na altura em que o “seu” banco recebia ajuda financeira do Fed, no valor de 390 mil milhões de dólares. Além disso, o JP Morgan Chase servia também de intermediário para o crédito de urgência concedido pelo Fed». (4) 

De acordo com Michel Rocard, ex-primeiro-ministro francês, e Pierre Larrouturou, economista, que se baseiam numa investigação realizada pela agência financeira nova-iorquina, Bloomberg, o Fed teria emprestado parte da quantia acima mencionada a um juro ínfimo: 0,01%. Michel Rocard e Pierre Larrouturou afirmam no jornal Le Monde: «Depois de ter desbravado 20.000 páginas de vários documentos, a Bloomberg mostra que a Reserva Federal emprestou secretamente a bancos em dificuldades a quantia de 1,2 trilhões, a juros incrivelmente baixos, de 0,01%» (5). 

Os autores perguntam: «É normal que, em caso de crise, os bancos privados, que habitualmente se financiam a juros de 1% junto dos bancos centrais, possam beneficiar de taxas de 0,01%, quando alguns estados em plena crise são obrigados a pagar juros 600 ou 800 vezes mais elevados?»

Os principais bancos europeus também tiveram acesso a empréstimos do Fed até ao início de 2011 (o Dexia recebeu 159 bilhões de dólares de empréstimos (6), o Barclays recebeu 868 bilhões de dólares, o Royal Bank of Scotland, 541 bilhões de dólares, o Deutsche Bank, 354 bilhões de dólares, o UBS, 287 bilhões de dólares, o Credit Suisse, 260 bilhões de dólares, o BNP Paribas, 175 bilhões de dólares, o Dresdner Bank, 135 bilhões de dólares, a Société Générale, 124 bilhões de dólares). O fato de o financiamento dos bancos europeus, via Fed, ter secado (nomeadamente sob pressão do Congresso norte-americano) foi uma das razões que levou também os money market funds norte-americanos a fecharem a torneira dos empréstimos aos bancos europeus, a partir de maio-junho de 2011.

Quais as consequências da entrega de 1 trilhão de euros aos bancos pelo BCE?

Em 2012, os bancos, a nadarem em liquidez, compraram, em grandes quantidades, títulos de dívida pública dos seus países. Vejamos o exemplo de Espanha. Os bancos espanhóis pediram emprestado ao BCE 300 bilhões de euros, a três anos, com um juro de 1%, no âmbito do LTRO (7). Com uma parte desse montante, aumentaram drasticamente as suas compras de dívida, emitida pelas autoridades espanholas. A evolução é impressionante: em finais de 2006, os bancos espanhóis detinham títulos públicos do seu país no valor de apenas 16 bilhões de euros. Em 2010, aumentam as compras de títulos públicos espanhóis. Detinham 63 bilhões.

Em 2011, a compra volta a aumentar. Os títulos espanhóis, na posse dos bancos, atingem o montante de 94 bilhões. E devido ao LTRO, as aquisições explodem literalmente. O montante duplica no prazo de alguns meses, alcançando os 184,5 bilhões de euros, em julho de 2012 (8). Convém dizer que se trata de uma operação muito rentável para os bancos. Pedindo emprestado a 1%, compram títulos espanhóis, a 10 anos, com juros que variam entre 5,5 e 7,6%, no segundo semestre de 2012.

Em seguida, vejamos o exemplo de Itália. Entre finais de dezembro de 2011 e março de 2012, os bancos italianos pedem emprestado ao BCE 255 bilhões de euros no âmbito do LTRO (9). Em finais de 2010, os bancos italianos detinham títulos públicos do seu país no valor de 208,3 bilhões de euros, mas o montante aumenta para 224,1 bilhões no final de 2011, poucos dias após o início do LTRO. Logo de seguida, utilizam a enorme quantidade de créditos que recebem do BCE para comprarem títulos italianos. Em setembro de 2012, os bancos detêm títulos italianos no valor de 341,4 bilhões de euros (10). Como no caso espanhol, trata-se de uma operação muito rentável: pedem emprestado a 1% e comprando títulos italianos a 10 anos conseguem um juro que varia entre 5 e 6,6% no segundo semestre de 2012.

O mesmo fenômeno aconteceu na maioria dos países da zona euro. Houve relocalização de uma parte dos ativos dos bancos europeus para os países de origem. Em concreto, constata-se em 2012, em cada país, um aumento significativo da fatia de dívida pública na posse de instituições financeiras desse mesmo país. Essa evolução tranquilizou os governos da zona euro, em especial os de Itália e de Espanha, porque descobriram que enfrentavam menos dificuldades vendendo aos bancos os títulos públicos que emitiam. O BCE parecia ter descoberto a solução – emprestando grandes quantias aos bancos privados, salvava-os de uma situação crítica e poupava alguns Estados a lançarem-se em novos planos de resgate bancário. O dinheiro emprestado aos bancos era, em parte, utilizado na compra de títulos de dívida pública de Estados da zona euro, o que fez parar a subida das taxas de juro dos países mais frágeis e até provocou uma diminuição das taxas de juro nalguns países.

É fácil de ver que, do ponto de vista do interesse da população dos países em questão, teria sido necessário adotar uma abordagem completamente diferente: o BCE deveria emprestar diretamente aos Estados a menos de 1% (como acontece com os bancos privados desde maio de 2012) ou mesmo sem juro. Dever-se-ia também socializar os bancos, sob controle cidadão.

Em vez disso, o BCE resolveu proteger os bancos privados, abrindo uma linha de crédito ilimitada, a taxas de juro muito baixas (entre 0,75 e 1%). Os bancos privados deram diferentes usos a esse maná de financiamento público. Como acabamos de ver, por um lado compraram títulos soberanos de países que, sob pressão dos próprios bancos, aceitaram pagar juros altos (entre 5 e 7,6%, a 10 anos), como aconteceu em Espanha e Itália. Por outro lado colocaram uma parte do crédito concedido pelo BCE... no BCE...! Entre 300 e 400 bilhões são depositados pelos bancos, todos os dias, no BCE, a uma taxa de 0,25%, no início de 2012, e a 0%, desde maio de 2012. E por que fazem isso? Porque querem mostrar aos outros banqueiros e aos outros prestadores privados de crédito (money market funds, fundos de pensões, companhias de seguros) que têm cash, em permanência, para fazerem face à explosão de bombas ao retardador que se encontram nas suas contas. Porque se não tivessem esse cash disponível, os potenciais credores afastar-se-iam ou imporiam taxas muito elevadas. Com o mesmo objetivo de tranquilizar os credores privados, compram também títulos soberanos de Estados que não representam risco a curto ou médio prazo: Alemanha, Holanda, França... Os bancos privados são a tal ponto sôfregos que esses Estados podem dar-se ao luxo de lhes vender títulos a dois anos, a uma taxa de 0% ou até mesmo com um rendimento ligeiramente negativo (sem ter em conta a inflação). 

Os juros pagos pela Alemanha e pelos outros países considerados financeiramente sólidos caíram significativamente, devido à política do BCE e ao agravamento da crise nos países da periferia. Houve uma fuga de capital da periferia europeia para o centro. Os títulos alemães são tão fiáveis, que, no caso de ser necessário cash, podem ser vendidos, de um dia para o outro, sem perdas. Os bancos adquirem-nos, não com o objetivo de ganharem dinheiro, mas para terem permanentemente, no BCE ou sob a forma de títulos com liquidez, quantidades de dinheiro disponíveis a fim de darem uma impressão (muitas vezes falsa) de solvência e de estarem prontos para qualquer eventualidade. Os bancos obtêm lucro emprestando a Espanha e a Itália e isso compensa as perdas que possam ter com os títulos alemães. É muito importante notar que os bancos não aumentaram os seus empréstimos a famílias e empresas, apesar de um dos objetivos oficiais dos empréstimos do BCE ser fazer crescer esses créditos para relançar a economia.

Qual o balanço a fazer da atividade do BCE na perspetiva das elites?

Coloquemo-nos, por um instante, no lugar do 1% mais rico, para avaliarmos a atividade do BCE. O discurso oficial considera que o BCE foi bem sucedido na transição do seu antigo presidente, o francês Jean-Claude Trichet, para o novo presidente, Mario Draghi (11), ex-governador do Banco de Itália e antigo vice-presidente da Goldman Sachs Europa. O BCE e os dirigentes dos principais países europeus conseguiram negociar uma redução da dívida grega, convencendo os bancos privados a aceitarem uma diminuição de cerca de 50% dos seus créditos e assegurando que o governo grego implementaria um novo plano radical de austeridade, que incluísse privatizações em massa, e que concordaria em abrir mão de boa parte da soberania do país. 

Desde março de 2012, os membros da Troika instalaram-se nos ministérios de Atenas para acompanharem de perto as contas do Estado. Os novos empréstimos concedidos à Grécia passam agora diretamente por uma conta controlada pelas autoridades europeias, que a podem, portanto, bloquear. Cereja no topo do bolo, os novos títulos de dívida grega deixaram de ser competência dos tribunais gregos. As novas obrigações emitidas ao abrigo desse programa são regidas por lei inglesa e os conflitos entre o governo grego e os credores privados são arbitrados no Luxemburgo (12).

Mas não é tudo: sob pressão do BCE e de dirigentes europeus, o governo Pasok, de George Papandreou, muito submisso, mas cada vez mais impopular, foi substituído por um governo não eleito de unidade nacional, Nova Democracia-Pasok, sendo os lugares-chave entregues a ministros provenientes da banca.

Pode-se completar o quadro com mais três boas notícias para o BCE e para os dirigentes europeus: 

1. Silvio Bersluconi foi forçado a demitir-se e foi substituído por um governo de técnicos, aparecendo à cabeça Mario Monti, antigo comissário europeu, muito próximo da banca e capaz de impor aos italianos um aprofundamento das políticas neoliberais (13). 

2. Na Espanha, o presidente do governo, Mariano Rajoy, do Partido Popular, há alguns meses no cargo, está também pronto a radicalizar as políticas neoliberais do seu antecessor, o socialista José Luis Zapatero. 

3. Os dirigentes europeus (14) chegaram a acordo sobre um pacto de estabilidade, que vai deixar para a posteridade a austeridade fiscal, a perda de soberania nacional por parte dos Estados-membros e uma dose extra de obediência à lógica do capital privado. 

Finalmente, o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) vai, em breve, ser acionado, permitindo ajudar mais os Estados e os bancos |15| nas próximas crises do setor bancário, que vão continuar a ocorrer, e dos Estados-Membros que lutam para se financiarem.

Os diferentes exemplos mostram que os líderes europeus, ao serviço do grande capital, conseguem marginalizar o poder legislativo, ignorando as escolhas das eleitoras e dos eleitores. Além disso, onde fica a democracia, quando as eleitoras e os eleitores que pretendem recusar em massa a austeridade já não têm oportunidade de expressar o seu voto, ou quando veem o seu sentido de voto ser anulado, porque a escolha dos eleitores não coincide com a dos governantes, como em 2005, em França e na Holanda, após o «não» ao Tratado Constitucional Europeu, como na Irlanda e em Portugal após as eleições de 2011 e como em França e na Holanda de novo, após as eleições de 2012. Tudo é feito para que a margem de manobra dos governos nacionais e dos poderes públicos seja limitada por um enquadramento europeu cada vez mais restritivo. Trata-se de uma tendência muito perigosa, a menos, é certo, que os governos, apoiados pela população, decidam desobedecer.

Se nos colocarmos, por um instante, na posição de Mario Draghi, dos principais dirigentes europeus e dos bancos, podemos concluir que, em março-abril de 2012, tinham motivos para sorrir. Tudo decorria como previsto.

Os entraves ao sucesso do BCE e dos governos europeus

As nuvens negras chegam depois. A situação complica-se, a partir de maio de 2012, quando o Bankia, o quarto banco espanhol, dirigido pelo ex-diretor-geral do FMI, Rodrigo de Rato, entra em falência técnica. Segundo as fontes, as necessidades dos bancos espanhóis em termos de recapitalização variam entre 40 e 100 bilhões de euros e Mariano Rajoy, que não quer recorrer à ajuda da Troika, está numa posição muito difícil. A juntar a isso, o fato de se sucederem vários escândalo bancários em nível internacional. O caso da manipulação da taxa Libor, a taxa interbancária londrina, é o mais sonante e envolve uma dúzia de grandes bancos. 

Acrescente-se ainda o caso da conduta danosa do HSBC, que envolve lavagem de dinheiro da droga e outros negócios criminosos.

Na França, a maioria dos eleitores afasta Nicolas Sarkozy. François Hollande é eleito em 6 de maio de 2012, mas a mudança não preocupa as instituições financeiras internacionais, que contam com o pragmatismo dos socialistas franceses e dos outros partidos socialistas europeus para darem continuidade à austeridade. Embora convenha ter sempre presente que o povo francês é muito propenso a excessos e suscetível de acreditar que é preciso uma verdadeira mudança.

Na Grécia, a situação é mais tensa para o BCE, pois o Syriza, coligação de esquerda radical que promete revogar as medidas de austeridade, suspender o pagamento da dívida e desafiar as autoridades europeias, está à beira duma vitória eleitoral. Para os defensores da austeridade europeia é preciso impedir a situação a todo custo. Na noite de 17 de junho de 2012 respira-se de alívio no BCE, na sede dos governos europeus e nos conselhos de administração das grandes empresas: o partido de direita, a Nova Democracia, passa à frente da Syriza. Até o novo presidente socialista francês saúda o resultado da eleição. E no dia seguinte os mercados respiram – vão poder manter a via da austeridade, da estabilização da zona euro e do saneamento das contas dos bancos privados.


(*) Eric Toussaint, professor na Universidade de Liège, é presidente do CADTM Bélgica (Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, www.cadtm.org) e membro do conselho científico da ATTAC França. Escreveu, com Damien Millet, AAA. Audit Annulation Autre politique, Seuil, Paris, 2012.

Notas
|1| O Banco de Inglaterra e outros bancos centrais seguem, grosso modo, a mesma política.

|2| Desde agosto de 2011 que descrevo a situação, numa fase em que poucos comentadores financeiros falavam do assunto. Veja-se a série No Cerne do Ciclone: a crise da dívida na União Europeia: «Os bancos financiaram e continuam a financiar os seus empréstimos aos Estados e às empresas europeias graças aos empréstimos que contraem nos money market funds dos EUA. Ora estes ganharam medo pelo que acontece na Europa [...]. A partir de julho de 2011, esta fonte de financiamento a juros baixos quase secou, principalmente à custa dos grandes bancos franceses, o que precipitou uma queda no mercado bolsista e aumentou a pressão exercida pelos bancos sobre o BCE, para que este comprasse títulos fornecendo assim dinheiro fresco. Em resumo, temos aqui mais uma prova da amplitude dos vasos comunicantes entre a economia dos EUA e a dos países da UE. Daí os contactos incessantes entre Barack Obama, Angela Merckel, Nicolas Sarkozy, o BCE, o FMI… e os grandes banqueiros, do Goldman Sachs ao BNP Paribas, passando pelo Deutsche Bank… Uma ruptura dos créditos em dólares, que trazem muito benefício aos bancos europeus, pode provocar uma crise muito grave no velho continente, da mesma maneira que a dificuldade dos bancos europeus em reembolsar os emprestadores norte-americanos pode precipitar uma nova crise na Wall Street» (http://cadtm.org/No-cerne-do-ciclon...). 

Um estudo recente do Banco Natixis confirma a angústia que experimentaram os bancos franceses durante o verão de 2011: Flash Economie, «bancos franceses no turbilhão dos mercados monetários», 29 de outubro de 2012. Lê-se também: «De junho a novembro de 2011, os fundos monetários norte-americanos retiraram, de repente, a maior parte do seu financiamento aos bancos franceses. [...] Foram cerca de 140 mil milhões de dólares de financiamento, a curto prazo, que os bancos franceses não receberam, no final de novembro de 2011, e nenhum foi poupado»  (http://cib.natixis.com/flushdoc.asp...). O fechar da torneira afetou também a maioria dos outros bancos europeus, como mostra o estudo publicado por Natixis.

|3| GAO, Federal Reserve System, Opportunities Exist to Strengthen Policies and Processes for Managing Emergency Assistance, julho de 2011, http://www.gao.gov/assets/330/321506.pdf. O relatório do Tribunal de Contas (GAO = United States Government Accountability Office) foi realizado devido a uma alteração da lei Dodd-Frank (ver mais à frente), introduzida pelos senadores Ron Paul, Alan Grayson e Bernie Sanders, em 2010. Bernie Sanders, senador independente, tornou-a pública (http://www.sanders.senate.gov/imo/media/doc/GAO%20Fed%20Investigation.pdf). 

Além disso, de acordo com um estudo independente do Instituto Levy, onde colaboram economistas como Joseph Stiglitz, Paul Krugman e James K Galbraith, os créditos do Fed atingiram um montante superior ao revelado pelo GAO. Não seriam 16 biliões, mas 29 biliões. Veja-se James Felkerson, «$29,000,000,000,000: A Detailed Look at the Fed’s Bailout by Funding Facility and Recipient», www.levyinstitute.org/pubs/wp_698.pdf

|4| «The CEO of JP Morgan Chase served on the New York Fed’s board of directors at the same time that his bank received more than $390 billion in financial assistance from the Fed. Moreover, JP Morgan Chase served as one of the clearing banks for the Fed’s emergency lending programs», http://www.sanders.senate.gov/newsroom/news/?id=9e2a4ea8-6e73-4be2-a753-...

|5| Michel Rocard e Pierre Larrouturou, «Pourquoi faut-il que les Etats payent 600 fois plus que les banques?», Le Monde, edição de 3 de janeiro de 2012. 

|6| Ver o relatório do GAO, mencionado mais acima, na p. 196, que refere empréstimos ao Dexia no valor de 53 bilhões de dólares, o que representa apenas uma parte dos empréstimos concedidos ao Dexia pelo Fed. 

|7| Financial Times, «Banks plot early repayment of ECB crisis loans», edição de 15 de novembro de 2012, p. 25.

|8| Retirado do diário económico espanhol El Economista

|9| Financial Times, ibid.

|10| Ver: Banco da Itália. 

|11| Mario Draghi assumiu a presidência do BCE a 1 de novembro de 2011.

|12| Ver http://fr.wikipedia.org/wiki/Crise_.... Ver também Alain Salles e Benoït Vitkine, «Fatalisme face à un sauvetage échangé contre une perte de souveraineté», Le Monde, edição de 22 de fevereiro de 2012, http://www.forumfr.com/sujet448690-....

|13| Mario Monti, primeiro-ministro desde 13 de novembro de 2011, foi nomeado senador vitalício pelo presidente da república, Giorgio Napolitano. Devido à sua nomeação, deixou vários cargos de responsabilidade: a presidência da mais prestigiada universidade privada italiana, a Bocconi, a presidência do departamento Europa, a Trilateral, um dos mais importantes círculos da elite oligárquica internacional, o comité de direção do clube Bilderberg e a presidência do think tank neoliberal Bruegel. Monti foi conselheiro internacional da Goldman Sachs, entre 2005 e 2011 (na qualidade de membro do Research Advisory Council do Goldman Sachs Global Market Institute); foi nomeado Comissário Europeu do Mercado Interno (1995-1999) e foi comissário europeu da Concorrência, em Bruxelas (1999-2004). Foi membro do Senior European Advisory Council da Moody’s e conselheiro da Coca-Cola. É ainda um dos presidentes do Bussiness and Economics Advisory Group do Atlantic Council (um think tank americano que promove a liderança dos EUA) e faz parte da presidência dos Friends of Europe, influente think tank com sede em Bruxelas.

|14| Com exceção do Reino Unido e da República Tcheca.

|15| Numa cimeira europeia, em 21 de junho de 2012, foi decidido que o MEE seria também usado para salvar os bancos. Na ocasião, foi apresentado por Mariano Rajoy como uma vitória, permitindo à Espanha escapar às novas condições impostas pela Comissão Europeia ou pela Troika. Rajoy explicou que a ajuda, que seria concedida pelo MEE aos bancos espanhóis, não seria contabilizada na dívida pública espanhola, o que levou dirigentes de vários países da zona euro (Alemanha, Holanda, Finlândia...) a protestar, assim como o FMI. No final de novembro de 2012, ainda não havia consenso sobre essa questão.


Fonte: Carta Maior


VALOR ECONÔMICO


Valor Econômico

Manchete: Dívida externa de Estados e municípios preocupa o TCU
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu um prazo de 60 dias para que o Ministério da Fazenda se manifeste a respeito dos riscos, tanto para as finanças estaduais quanto para as da União, de se aprovar operações de créditos para Estados e municípios que não apresentam capacidade de pagamento para arcar com as obrigações assumidas. Essa determinação consta de acórdão do TCU do dia 5 deste mês.

Na avaliação feita pela área técnica do TCU, a partir de levantamento encaminhado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em 2011 e 2012 foram dadas garantias da União para empréstimos de R$ 14,4 bilhões a Estados e municípios classificados como C e D, de acordo com a capacidade de pagamento. Do total, R$ 9,6 bilhões foram de operações de crédito externo, que sofreram análise mais detida do TCU. As operações de crédito interno, feitas com a Caixa e o Banco do Brasil, de R$ 4,8 bilhões, não foram analisadas. (Págs. 1 e A2)
Térmicas dão prejuízo à Petrobras
A operação das termelétricas para garantir a segurança do abastecimento de energia enquanto os reservatórios das usinas permanecem em níveis críticos está gerando prejuízo de R$ 240 milhões por mês à Petrobras. O cálculo é da consultoria Gas Energy, com base no volume e no preço do gás natural liquefeito (GNL) importado. A Petrobras é remunerada em US$ 12 por milhão de BTU pela operação das termelétricas, enquanto o preço do GNL no mercado é de US$ 18 por milhão de BTU. Na semana passada, acendeu sinal de alerta no setor elétrico, porque as chuvas de dezembro foram mais fracas que as esperadas. (Págs. 1 e B1) 
Alckmin quer transportes como marca
Premido pela necessidade de dar a seu governo uma marca forte para defender em eventual reeleição em 2014, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), apostará suas fichas em 2013 na área de transportes. Segundo a proposta orçamentária enviada à Assembleia Legislativa, aprovada na semana passada, as pastas de Logística e Transportes Metropolitanos terão forte aumento dos investimentos. Na primeira, eles aumentarão 68,5% em relação a 2012 e atingirão R$ 5,1 bilhões. Em Transportes Metropolitanos serão R$ 9,5 bilhões — somados o investimento previsto e os restos a pagar deste ano —, ante R$ 7,5 bilhões em 2012, com alta de 28%. Já as secretarias de Educação e Saúde, que detêm junto com a Fazenda os maiores orçamentos, investirão menos que no ano anterior. (Págs. 1 e A12)
Fotolegenda: O fator Abe
Shinzo Abe, novo primeiro-ministro japonês, é aplaudido no Parlamento, em Tóquio: ele prometeu agir com rapidez para recuperar a economia e agitou os mercados com comentários sobre valorização do iene, flexibilização monetária "ilimitada" e investimentos públicos de trilhões. (Págs. 1 e A9)
Teles vão ao STF por terceirização 
Empresas do setor de telefonia e fornecedores de serviços de call center têm preferido fechar acordos em processos trabalhistas para evitar novos precedentes contrários à terceirização no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As teles, ao lado de companhias de energia, levaram a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de reclamações. Pelo menos quatro liminares já foram concedidas contra decisões de segunda instância e do TST.

As concessionárias de serviços públicos entendem que a legislação permite expressamente a terceirização de atividades inerentes. Para o TST, porém, não é permitido o repasse a terceiros de serviços ligados à atividade-fim das empresas, como o call center. Uma súmula da Corte limita a terceirização à atividade-meio. “O TST, de uma forma retrógrada, não está aceitando a terceirização no país. Por isso, decidimos ir ao Supremo”, diz o advogado José Alberto Couto Maciel, que defende empresas de telefonia e de serviços de call center. (Págs. 1 e El)
Criatividade é saída para importar na Argentina
A Newsan fez nome na Argentina fabricando telas para televisores de plasma e câmeras JVC. Mas, no ano passado, a companhia de eletrônicos se ramificou numa direção surpreendente: criou uma empresa para pescar, congelar e exportar camarões e merluzas. A decisão não faz parte do plano estratégico da companhia. É uma artimanha para contornar as políticas macroeconômicas cada vez mais heterodoxas da Argentina.

No ano passado, o governo Cristina Kirchner, para conter a saída de dólares, adotou uma nova política de comércio que permite importações de produtos estrangeiros somente se elas forem igualadas por exportações. (Págs. 1 e B10)
Até polpa de tomate pode vir da China
As empresas de atomatados que fabricam molhos, purês, extratos e catchups - um segmento que movimenta, em média, R$ 2,6 bilhões anuais no país - terminam o ano na torcida para que nada de errado aconteça com a próxima safra de tomates industriais, a ser plantada entre fevereiro e maio e colhida entre junho e setembro. Em 2012, a colheita teve queda de quase 30%, ou 350 mil toneladas, para 1,2 milhão de toneladas.

Se houver nova quebra de safra, a indústria terá de importar polpa de tomate da China e do Chile, tradicionais fornecedores. Nos últimos meses, o produto subiu mais de 33%, de US$ 750 para US$ 1 mil por tonelada. (Págs. 1 e B12)
Confiança da indústria em alta
O índice de Confiança da Indústria da FGV avançou 1,1% entre novembro e dezembro, mantendo-se acima da média histórica de 60 meses, de 104,9 pontos, pelo terceiro mês consecutivo. (Págs. 1 e A2)
Baixo impacto de concessões
Os pacotes de rodovias, ferrovias e portos deverão elevar a taxa de investimento em 0,6 ponto percentual do PIB, nos cinco primeiros anos de execução, segundo Carlos Campos Neto, coordenador do Ipea. (Págs. 1 e A4)
Atraso do saneamento
O governo federal pode rever metas e prazos do Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê investimento de R$420 bilhões. Ele deveria ter sido iniciado em 2011, mas ainda não saiu do papel. (Págs. 1 e A4)
Teles reagem à Anatel
Recorrer à Justiça contra decisões da Anatel é prática corrente das operadoras de telefonia. Levantamento feito por advogados da agência mostra que 57% dos valores de multas aplicadas entre 2000 e 2012 estão suspensos judicialmente. (Págs. 1 e B3)
Corte na defesa agropecuária
A proposta de Orçamento de 2013 enviada ao Congresso prevê redução de 13% nos recursos destinados ao sistema brasileiro de defesa agropecuária — no qual estão alocadas, por exemplo, as ações contra a febre aftosa no rebanho bovino. (Págs. 1 e B12)
Forte queda do dólar
O dólar teve ontem a maior baixa em seis meses após o Banco Central surpreender o mercado com dois leilões de swap cambial em pouco mais de uma hora, logo no início do dia. A moeda fechou em queda de 1,35%, a R$ 2,050. (Págs. 1 e C2)
Ideias
Marcus André Melo

A fragmentação do poder impede a dominância de forças majoritárias — flagelo que assola as novas democracias. (Págs. 1 e A6)

José Luis Oreiro

Medidas de estímulo à demanda são ineficazes para lidar com o problema de estagnação com pleno emprego. (Págs. 1 e A11)
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CLIPPING ECONÔMICO


Brasil Econômico

Manchete: Fundos de private equity projetam expansão de 50% no ano que vem
Previsão é da ABVCAP, entidade que reúne esses gestores de recursos, indicando que, apesar do cenário externo, a retomada da economia brasileira e os juros baixos vão contribuir para que investimentos cheguem a R$ 6 bilhões em 2013. (Págs. 1 e 24)
Elétricas preveem desinvestimento
Empresas alegam que MP 579, que reduz as tarifas, afetará os lucros e, por isso, não haverá investimentos novos em 2013. (Págs. 1 e 12)
Orçamento fica para depois do recesso
Líderes da base aliada firmam acordo com a oposição para colocar texto em votação somente no dia 5 de fevereiro. (Págs. 1 e 6)
Indenizações de seguro de crédito disparam com a incerteza externa
Entre janeiro e outubro, volume total chegou a R$ 81,9 milhões, alta de 290% sobre todo o ano de 2011. (Págs. 1 e 26)
Shoppings seguem o caminho do interior e investem R$ 8 bilhões
Até 2016, entram em operação 157 empreendimentos, elevando de 828 para 985 o total de unidades. (Págs. 1 e 14)
Empresas portuguesas cruzam o oceano atrás do mercado brasileiro
Redes, como a H3 e House Shine, optaram por essa estratégia e suas filiais já superam as matrizes. (Págs. 1 e 19)

MANCHETES DOS JORNALÕES DESTA QUINTA - 27/12 - 05hr33br


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Com oferta menor de voos, preço de passagens aéreas subirá de 8% a 10% em 2013

Folha de São Paulo
Congresso adia votação do Orçamento de 2013 para dia 5 de fevereiro

O Estado de São Paulo
Notificação de infecção pelo HIV no Brasil passará a ser obrigatória

Correio Braziliense
Bairro mais caro de Brasília ainda não tem iluminação pública

Valor Econômico
Dólar tem maior queda em 6 meses após atuação do BC

Estado de Minas
Queda de monomotor deixa um morto e um ferido em Pará de Minas

Jornal do Commercio
Em Pernambuco, cai o número de motoristas autuados em flagrante por beber e dirigir

Zero Hora
Governo passa a isentar de imposto de renda participação nos lucros de até R$ 6 mil

Brasil Econômico
Equação para fim da crise impõe desafios para 2013

INTERNACIONAIS

The New York Times
Senador sai de cena em meio a debate sobre renovação no Partido Republicano

El País
Os chefes devem buscar a felicidade das pessoas, diz executivo

Le Monde
Governo da China está cada vez mais impotente diante das imolações de tibetanos

Der Spiegel
A humanidade ainda está no caminho da autodestruição, diz guru ambiental

Herald Tribune
Casa de veraneio toscana, rica em história, já pertenceu à família de imperador romano

ESPORTIVOS

Placar
Imprensa italiana crava Alexandre Pato no Timão por R$ 41 milhões

Lance
Wellington Silva acerta com o Flu

Gazeta Esportiva
Cruzeiro diz que Montillo ainda está distante de acerto com o Peixe

Ataque
Alexis Sánchez veta Valdivia na seleção por caso extraconjugal

A Bola
Fifa põe título mundial do Timão entre momentos marcantes do ano

É Gol
Times brasileiros vão estrear em 13, 14 e 20 de fevereiro na Libertadores

Extra
Nilton vai defender a Raposa; Pedro Ken e Sandro Silva serão do Vasco por 1 ano