segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CLIPPING ECONÔMICO


Manchete: Iniciativa privada pode deter 40% do setor de saneamento em 10 anos
Patinho feio dos grandes projetos de infraestrutura, a área está na mira da iniciativa privada, que tem 10% desse mercado. Empresas planejam entrar em projetos de água e esgoto por meio de PPPs. Dezenas de licitações são esperadas este ano. (Págs. 1 e 8)
Incêndio em cidade gaúcha deixa ao menos 230 mortos
A tragédia ocorreu em uma boate, na madrugada de ontem, em Santa Maria, localizada a 350 quilômetros da capital Porto Alegre. A maioria das vítimas era jovem, já que o município abriga várias faculdades. (Págs. 1 e 12)
“Não podemos ser seduzidos pelo desejo do governo”, diz presidente da Anvisa
Dirceu Barbano admite ao BRASIL ECONÔMICO que sofre pressões para que a agência facilite o desenvolvimento da indústria. “A questão da saúde é a função primordial da Anvisa”, argumenta. (Págs. 1 e 4)
BCE já acredita em retomada neste ano
Para Mario Draghi, presidente do banco, melhora no setor financeiro não chegou à economia. (Págs. 1 e 36)
Azul vai sair do vermelho em 2013, garante a empresa
Após 5 anos de vida, companhia terá lucro pela primeira vez, diz o diretor Gianfranco Beting. (Págs. 1 e 16)
As campeãs em gestão também são campeãs na bolsa
Brasil Stars Index, com carteira de 15 ações, teve valorização de 54% em 3 anos, acima do Ibovespa. (Págs. 1 e 30)
Personagem da Semana
Estímulo à indústria naval leva Sérgio Machado a ser o escolhido pelos leitores em enquete do BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 25)
Mais garantia
Mercado de seguros para gestores de fundos de investimentos e aquece com queda de juros e aumento do risco. (Págs. 1 e 32)
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MANCHETES DESTA SEGUNDA 28/01/2013 03hr23br


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

A Tarde
RS revive tragédia que abalou BH em 2001

Correio da Bahia
Soldados encontraram barreira de corpos

Tribuna da Bahia
Banda poderá responder por homicídio

O Globo
A dor da tragédia em Santa Maria

Folha de São Paulo
Proprietário de boate confirma alvará vencido; 233 morreram

O Estado de São Paulo
Série de erros causa maior incêndio em 50 anos

Valor Econômico
Dilma se encontra com parentes da tragédia de Santa Maria

Estado de Minas
Tragédia repercute na imprensa internacional

Jornal do Commercio
Tarso Genro decreta luto oficial de sete dias no Rio Grande do Sul

Correio Braziliense
Colômbia envia pêsames ao Brasil pela tragédia

Zero Hora
Jovem publica pedido de socorro no Facebook antes de morrer

Brasil Econômico
Facebook: internautas criam página de luto

INTERNACIONAIS

BBC
Maioria em Santa Maria sofreu intoxicação, diz Ministro

The New York Times
Gata exibe instinto de sobrevivência e percorre 320 quilômetros para voltar para casA

El País
Consumo de tranquilizantes e soníferos duplica em seis anos na Espanha

Le Monde
Moradores de cidade canadense resistem à extração de petróleo em favor do meio ambiente

Der Spiegel
Jornalista acusa político da base governista alemã de assédio

Herald Tribune
Diplomacia na Rússia vive momento de 'pista dupla', diz ex-embaixador

Opera Mundi
Há oito anos, acidente similar matou 194 em boate na Argentina

Prospect
27/0100h01
"A frente de cada mulher há um homem de sucesso bloqueando seu caminho", diz economista indiano

ESPORTIVOS

Placar
Reservas do Timão se despedem com vitória sobre o Mirassol

Lance
Bota e Flu fazem clássico disputado e empatam no Engenhão

Gazeta Esportiva
Neymar marca no fim e garante empate do Santos em Bragança

Ataque
Hernane marca e decreta vitória do Flamengo sobre Voltaço

A Bola
Penapolense vira e impõe ao Palmeiras primeira derrota no ano

É Gol
Kleberson marca primeiro gol do Castelão: Bahia derrota o Ceará

Extra
No clássico, Paraná supera Atlético-PR; Coxa bate lanterna

domingo, 27 de janeiro de 2013

TRAGÉDIA EM STA MARIA


Atualizada - Tragédia em Santa Maria já soma 245 mortos

27/01/2013 - 11h36
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Foram confirmadas 245 mortes no incêndio em uma casa noturna nesta madrugada (27), informou o delegado da 3ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, Sandro Meinerz. A informação se refere ao número de corpos já levados ao Centro Desportivo Municipal de Santa Maria. O levantamento é parcial, pois várias vítimas ainda estão sendo trazidas da boate Kiss.
Os hospitais também estão atualizando informações sobre vítimas que morreram durante o atendimento médico.
  Ainda não há confirmação sobre a quantidade de pessoas que estão sendo atendidas nos hospitais da região. Informações preliminares indicam pelo menos 200 feridos.
Famílias e amigos das vítimas estão se reunindo em frente ao Centro Desportivo e nos hospitais em busca de informações. As identificações já começaram por meio dos documentos que as vítimas portavam, mas as confirmações só ocorrerão após o reconhecimento pelas famílias, que serão chamadas individualmente.
Edição: Carolina Pimentel
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TUITEIROS IMPRESTÁVEIS - malvados.com

"TODOS SOMOS CHÁVEZ !" - FERNANDO MORAIS NA FOLHA DE SP



Fernando Morais: Todos são Chávez, mesmo sem Chávez


Dias atrás, centenas de milhares de venezuelanos ocuparam o centro de Caracas para "tomar posse" no lugar do presidente Hugo Chávez, ausente do país para tratamento médico. Colorida e ruidosa, a multidão que cercou o Palácio Miraflores não carregava fuzis AK47 nem coquetéis molotov, mas uma arma com poder de fogo muito maior: a Constituição nacional.

Por Fernando Morais*


Portando no peito faixas presidenciais de pano ou de papel, feitas a mão, em vez de slogans sangrentos, repetiam um único bordão: "Todos somos Chávez! Todos somos Chávez!".

Ironizado pela imprensa de direita como cena do realismo fantástico, o episódio estava carregado de simbolismo e significado. Se Chávez é mesmo um ditador e se a economia da Venezuela está pela hora da morte, como martelam diariamente nove entre dez veículos de comunicação no Brasil, por que, diabos, ele é tão popular?

Os esfarrapados rótulos de "populismo" e "caudilhismo" são cada dia mais ineficazes para explicar por que Chávez e seu governo já se submeteram a 16 processos de avaliação, entre eleições e referendos, e em apenas um saíram derrotados. A última vitória, ocorrida em dezembro, aconteceu quando Chávez já se encontrava em Cuba: os chavistas elegeram 20 dos 23 governadores de Estados venezuelanos.

Quem quer que visite o país interessado em ver as coisas como as coisas são, sem preconceitos nem estereótipos, terá a oportunidade de constatar o que os jornais não mostram. Qualquer brasileiro médio, jejuno em informação independente sobre a Venezuela, se surpreenderá.

Em 14 anos de chavismo, os índices de analfabetismo foram reduzidos a zero. Nos últimos dois anos, o projeto Gran Misión Vivienda construiu 350 mil casas populares, metade das quais edificada em parceria com mutirões de comunidades organizadas.

O número de médicos por 10 mil habitantes subiu de 18 para 58. Só o sistema público de saúde dispõe de 100 mil médicos, dos quais cerca de 30 mil são cubanos que vivem há cinco anos nas favelas que cercam Caracas, oferecendo atendimento gratuito e permanente a milhares de pessoas. A taxa de mortalidade infantil desabou de 25 para 13 óbitos por mil nascidos vivos e 96% da população tem acesso a água potável.

O coroamento dessas políticas sociais implantadas sob o comando de Chávez não poderia ser outro: em levantamento recente, realizado pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) em 18 nações da América Latina e do Caribe, a Venezuela aparece em primeiro lugar como o país com a mais baixa taxa de desigualdade social.

O que deixa a oposição sem fala e sem munição é que essa marcha pacífica rumo ao socialismo é liderada há 14 anos por um católico praticante sob um processo sui generis, onde não houve fuzilamentos, as instituições funcionam, não há presos políticos e a imprensa desfruta de absoluta liberdade de expressão.

Exagero? Quem tiver dúvidas que entre nos sites www.eluniversal.com e www.el-nacional.com para ver como os dois maiores jornais de oposição do país tratam Chávez e seu governo, todos os dias, sem exceção.

A ideia de que a Revolução Bolivariana não sobreviverá a Hugo Chávez é apenas uma manifestação de desejo dos golpistas de 2002, da elite saudosa da velha Venezuela. Aquela em que a fortuna decorrente do petróleo ia parar em contas bancárias em Miami e na Suíça e não em projetos sociais, como acontece hoje.

Como milhões de outros admiradores do processo venezuelano, torço para que Hugo Chávez vença a batalha contra o câncer e volte logo ao batente. Mas sei que, como todos os demais seres humanos, o presidente é mortal. Sei também, no entanto, que a Revolução Bolivariana que ele concebeu e lidera é para sempre. Quem viver verá.


* Fernando Morais é jornalista e escritor. É autor, entre outros, de "Olga", "Chatô" e "Os Últimos Soldados da Guerra Fria"

Fonte: Folha de S.Paulo


VIVA CHÁVEZ!



Chávez está no melhor momento do tratamento, diz Maduro


O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que o presidente Hugo Chávez iniciou uma nova etapa de tratamentos complementares para a recuperação de sua saúde.


"Podemos antecipar que o comandante está em uma fase de tratamentos complementares para combater esta doença", disse Maduro, que chegou sexta-feira noite de Cuba, onde se encontrou com Chávez.

Maduro afirmou que "o comandante está no melhor momento que o encontramos nestes momentos de luta e de batalha". Ele ressaltou que a equipe de governo que o visitou em Havana, Cuba - onde Chávez recebe tratamento médico desde dezembro passado -, o encontrou com um sorriso, otimista e com muita fé pelo tratamento.

Na tarde deste sábado (26) será publicado um comunicado oficial sobre a saúde do presidente Chávez durante a Segunda Cúpula Celac, disse o ministro de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, em sua conta no Twitter.

Fonte: Agência Venezuelana de Notícias


FREI BETTO - MARTÍ E A REVOLUÇÃO CUBANA



Frei Betto: Martí e a revolução cubana


Em evento internacional sobre o equilíbrio do mundo, patrocinado pela Unesco, comemora-se em Havana, na última semana de janeiro, o 160º aniversário do nascimento de José Martí.

Por Frei Betto*, em Adital


A história da América Latina é rica em líderes sociais que encarnaram, em ideias e atitudes, utopias libertárias. Raros, entretanto, aqueles que, se por milagre ressuscitassem do túmulo, se deparariam com a realização efetiva de seus sonhos e projetos. Um deles é José Martí, que veria na Revolução Cubana que seu sacrifício não foi em vão – morreu de armas nas mãos, em 1895, defendendo a emancipação de Cuba do domínio espanhol.

Sua luta disseminou raízes que floresceram no projeto de soberania e libertação nacionais, com expressiva ressonância internacionalista, realizado pelo povo cubano nas últimas seis décadas, sob a liderança dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

Graças a Martí, a Revolução Cubana preservou a sua cubanidade, a sua originalidade, sem se deixar engessar por conceitos dogmáticos que, em outros países socialistas, produziram tão nefastas consequências. Martí tinha o dom de ser um homem de ação sem deixar de ser um intelectual refinado, um pragmático e um espiritualista. Jamais perdeu o senso crítico e mesmo autocrítico.

Martí viveu 15 anos nos EUA, em Nova York, entre 1880 a 1895, quando ali vicejava uma radical transformação que imprimiria ao capitalismo seu caráter agressivo. Ao mesmo tempo, possibilitou-lhe o contato com o que havia de mais avançado nos pensamentos filosóficos, científicos e espirituais.

Na sociedade norte-americana, Martí constatou o que significa um desenvolvimento econômico centrado na apropriação privada da riqueza, indiferente às reais necessidades humanas, e como essa concepção egocêntrica limitava a vida espiritual.

O papel de Cuba no equilíbrio da América Latina e do Caribe deita raízes no século XVIII, quando, graças à influência do enciclopedismo, a cultura cubana ganhou identidade e expressão. Dentro desse processo destacaram-se homens de profundo senso espiritual, como o bispo Espada, Félix Varela, Luz y Caballero, para culminar em Martí e naqueles que ele formou, como Enrique José Varona, mentor dos jovens universitários nos primórdios do século XX.

O que marcou a geração de Varela, Luz e, em seguida, a de Martí, foi a capacidade de assimilar as novas ideias iluministas sem despregar os pés do solo latino-americano e caribenho. Há um princípio de educação popular que bem se aplica a essas figuras históricas, e também explica a originalidade de seus pensamentos: a cabeça pensa onde os pés pisam.

Nas pegadas do ideário que os movia estava o sofrimento dos povos indígenas e dos escravos, a sanha colonialista, a luta pioneira de meu confrade, frei Bartolomeu de las Casas, os princípios cristãos da radical sacralidade de cada ser humano, considerado filho amado de Deus, independentemente de sua classe, etnia ou atividade social.

A luta por liberdade e justiça foi iniciada, em nosso Continente, pelos povos indígenas. Milhões foram encarcerados, enforcados, queimados vivos, decapitados e esquartejados. Tupac Amaru clamou contra a opressão colonialista. Hatuey, líder indígena de Cuba, foi queimado em uma fogueira. Consta que, ao lhe perguntarem se queria aceitar a religião de seus algozes espanhóis, de modo a garantir seu lugar no Céu, perguntou se eles também, ao morrerem, iriam para o Céu. Ao responderem que sim, Hatuey disse que não queria estar com eles no Paraíso... Também mulheres indígenas, como Bartolina Sisa e Micaela Bastidas, lutaram e morreram em defesa dos direitos de seus povos.

Todos esses antecedentes explicam a Revolução Cubana e por que ela se destaca como fator de resistência na América Latina. Antes da vitória em Sierra Maestra, nosso Continente era zona de ocupação e extorsão, exploração e submissão aos países mais poderosos do Ocidente. A Revolução Cubana deu um basta ao imperialismo, resgatou o espírito de soberania dos povos caribenhos e latino-americanos, despertou a consciência crítica de nossa gente, fomentou movimentos libertários, comprovou que a utopia pode, sim, se transformar em topia, e que a esperança nunca é em vão.

Cuba venceu o colonialismo espanhol eliminando a escravatura e assegurando a sua independência como nação. Com a vitória da Revolução, impôs limites à expansão imperialista dos EUA.

Ali ocorreu um movimento de libertação nacional que abraçou o projeto socialista. Mas o equilíbrio se manteve. Martí não foi trocado por Marx; a fé religiosa dos cubanos não foi eliminada pelo materialismo histórico e dialético; a arte não se deixou descaracterizar pelos estreitos limites do realismo socialista. Aquilo que no pensamento europeu soava como antagônico, aqui na América Latina e no Caribe se revelou paradoxo. O que parecia irreconciliável do outro lado do oceano, aqui apresenta convergência, como o marxismo destituído de dogmas e o cristianismo desprovido de arrogância elitista, mas sensível ao clamor dos pobres, o que resultou na Teologia da Libertação.

* Frei Betto é escritor, autor de "Cartas da prisão” (Agir), entre outros livros.


JUÍZA BENEFICIA FAZENDEIROS ASSASSINOS - SUBORNO ?


Corregedor interino diz ser difícil manter isenção de julgamento em Unaí

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Há duas semanas, o corregedor nacional de Justiça interino, conselheiro Jefferson Kravchychyn, anunciou que a juíza da 9ª Vara Federal de Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, tinha prometido agendar para fevereiro o julgamento da chamada Chacina de Unaí, na qual foram mortos três auditores fiscais de trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho. Hoje (25), há três dias do crime completar nove anos, Kravchychyn se disse surpreso com a decisão da juíza de remeter o processo para a Vara Federa de Unaí.
Após saber da decisão da juíza, o corregedor interino concordou com o argumento da procuradora da República em Minas Gerais, Mirian Moreira Lima. Autora das denúncias contra os acusados pelo crime, a procuradora considera não haver como manter a isenção do julgamento caso ele ocorra em Unaí, onde os principais acusados gozam de influência política e econômica.   
“Como cidadão, entendo que numa cidade dominada econômica e politicamente pelos supostos mandantes do crime não há como se ter a isenção necessário”, disse Kravchychyn, reforçando o argumento da procuradora da República de que há decisões de cortes superiores atribuindo a responsabilidade pelo julgamento à vara onde o processo é inicialmente protocolado.
“A vara competente por julgar [um processo] é definida pelo magistrado, que pode se declarar competente ou incompetente e, assim, determinar o desaforamento [transferência do julgamento do Tribunal do Júri para outra cidade], mas o Supremo já definiu que após determinado estágio processual ele permanece na vara onde está tramitando, excetuado se houver o desaforamento”, disse Kravchychyn, lembrando que além de não conhecer os detalhes do processo, não cabe ao Conselho Nacional de Justiça interferir nas decisões dos juízes, que tem total liberdade para decidir, desde que de acordo com a legislação. Para o corregedor interino, contudo, o importante é que o julgamento ocorra o quanto antes.
Em um ofício que encaminhou à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça no último dia 8 e a qual aAgência Brasil teve acesso hoje (25), a subprocuradora-geral da República, Raquel Elias Ferreira Dodge, afirma que a possibilidade de desaforamento foi afastada em juízo e não encontra apoio fático ou jurídico no caso da Chacina de Unaí. "Há seis meses espera-se que a data do júri seja marcada e não há entrave processual a suspender a pratica de tal decisão", disse a subprocuradora.
No ano passado, a chamada Chacina de Unaí foi incluída no Programa Justiça Plena, do CNJ, junto com outros casos de grande repercussão nacional, como o do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, assassinada em 2005, em Anapu (PA). Lançado em novembro de 2010, a iniciativa do CNJ tem o objetivo de garantir maior transparência e celeridade ao andamento desses processos.
“Este caso de Unaí é um processo bastante complicado e no qual os acusados tem utilizado [todos] os recursos, o que fez com que ele esteja prestes a completar nove anos sem uma solução. A indignação [com a demora no julgamento dos acusados] é de toda a sociedade já que quando um agente público que luta contra a escravidão é preciso uma resposta rápida por parte dos poderes constituídos”, disse Kravchychyn.
Edição: Fábio Massalli
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FAZENDEIROS ASSASSINOS PERMANECEM IMPUNES


Manifestações em 15 cidades pedem erradicação do trabalho escravo

Carolina Gonçalves *
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Daqui a dois dias, manifestantes de várias partes do país devem tomar as ruas de pelo menos 15 cidades brasileiras para pedir a erradicação do trabalho escravo e cobrar o julgamento dos envolvidos no caso que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Há nove anos, três auditores fiscais de trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados durante uma fiscalização em fazendas da cidade mineira de Unaí, distante 160 quilômetros de Brasília. Até hoje, a Justiça não conseguiu concluir o processo.
O caso motivou as autoridades a instituírem a data de 28 de janeiro como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Várias manifestações populares vêm sendo realizadas neste dia ao longo dos últimos anos, organizadas pela população e, principalmente, por profissionais que atuam direta ou indiretamente no combate à este tipo de condição ilegal de trabalho.
Em Belo Horizonte, no início da tarde de segunda, será realizado um Ato Público pelo julgamento dos acusados da Chacina de Unaí, em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O mesmo protesto deve ser realizado em todos os estados em frente às Superintendências Regionais do Trabalho de cada capital, organizados pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (Aafit-MG).
A reivindicação pela conclusão do processo de Unaí é prioritária na agenda de manifestações anuais, mas o caso ainda parece estar longe de uma solução. Nos últimos dias, a juíza substituta da 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, decidiu remeter o julgamento da Chacina de Unaí para a Vara Federal da cidade onde o crime ocorreu. A Procuradoria da República vai recorrer para reverter a decisão. A crítica ao julgamento em Unaí é a de que os principais réus do caso gozam de grande influência política e econômica na cidade.
No mesmo dia em que os protestos estão previstos, a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) vai ser reunir novamente na capital mineira para discutir o caso. A comissão foi criada há dez anos para coordenar as ações do Plano Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e acompanhar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional sobre o tema.
A expectativa é que também participem do encontro a ministra chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Domingos Dutra, e a subprocuradora-geral da República coordenadora da 2ª Câmara Criminal do MPF, Raquel Dodge.
Em Teresina, no Piauí, será lançada, também no dia 28, uma publicação de experiências e relatos das oficinas do projeto Educar para Libertar, que trata da prevenção ao aliciamento do trabalho escravo no estado. Em Salvador, a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo vai discutir a realização de pesquisas para a identificação dos locais de alta incidência da prática de trabalho escravo no interior da Bahia, para definir medidas de prevenção e combate ao crime.
Em Palmas e Araguaína, a comissão que trata sobre a erradicação de trabalho escravo no Tocantins vai promover uma blitz educativa nas ruas das cidades distribuindo material informativo sobre o tema. E, em Açailândia, no Maranhão, representantes do Executivo e Legislativo local vão receber uma proposta de Plano Municipal de Apoio às Vitimas do Trabalho Escravo. Na Bahia, no município de Barreiras, a Comissão Pastoral da Terra e Cáritas vai discutir o problema do trabalho escravo e as alternativas de superação desta realidade com catadores de lixo da cidade. Os quilombolas de Bom Jesus da Lapa também vão receber informações sobre como identificar e denunciar os casos.
Em São Luís, no Maranhão, a Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo vai se reunir para discutir o tema no dia 29. No dia seguinte (30), em Porto Alegre, deve ocorrer, durante toda a tarde, o 1º Debate sobre o Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul.
No dia 31, em São Paulo, está previsto um debate sobre como articular os esforços dos governos federal, estadual e municipal no combate ao trabalho escravo na capital paulista. As discussões devem ser coordenadas pela ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário e pela secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloisa Arruda. A previsão é que os representantes do governo também definam como serão implementadas as políticas acordadas na Carta Compromisso contra a Escravidão, que foi assinada pela presidenta Dilma Rousseff com o governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
No Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criou um curso de extensão Direitos Humanos do Trabalhador, que está sendo ministrado desde o último dia 21 e será concluído no dia 8 de março.
* Colaborou Alex Rodrigues
Edição: Fábio Massalli
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MANCHETES DESTE DOMINGO 27/01/2013 - 07HR37BR


Manchetes dos Jornais

NACIONAIS
O Globo
Procurador-geral apresenta denúncia contra Renan ao Supremo Tribunal Federal

Folha de São Paulo
MEC divulga lista da segunda chamada de aprovados no Sisu

O Estado de São Paulo
Áudios mostram ligação entre a máfia dos pareceres e o poder

Correio Braziliense
Moradores começam a receber faturas de energia com tarifas reduzidas

Estado de Minas
Brasil e México concordam em estreitar relações comerciais

Jornal do Commercio
Fuga de detentos provoca tumulto no Aníbal Bruno

Zero Hora
Taxistas preferem ficar estacionados a trafegar em busca de passageiros

INTERNACIONAIS

BBC
Melhora de Chávez aumenta expectativa de 'breve' regresso à Venezuela

The New York Times
Curdos desafiam tradição e pegam em armas contra regime de Assad na Síria

El País
Ex-presidiário se passa por consultor da ONU e ganha destaque na mídia portuguesa

Le Monde
Moradores de cidade canadense resistem à extração de petróleo em favor do meio ambient

Der Spiegel
Jornalista acusa político da base governista alemã de assédio

Herald Tribune
Crise financeira afeta indústria da cortiça usada na fabricação de rolhas

Opera Mundi
Decisão do governo argentino anula travas à importação de produtos do Mercosul

ESPORTIVOS

Placar
Com gol de Ganso, São Paulo reserva vence Atlético Sorocaba

Lance
Bernardo e Dedé comandam vitória do Vasco sobre o Resende

Gazeta Esportiva
Brasil goleia Holanda e enfrenta Suíça na decisão da Copa das Nações

Ataque
United goleia Fulham e avança às oitavas na Copa da Inglaterra

A Bola
Alex tem gol olímpico anulado, mas vibra com empate no finalzinho

É Gol
Vila Nova sofre, vence segunda consecutiva e embala no Estadual

Extra
Presença na final da Copinha anima Laor a manter Neymar

sábado, 26 de janeiro de 2013

CUBA - UM EXEMPLO !


Socorro Gomes: Cuba é um exemplo de solidariedade para o mundo


“Para buscar o equilíbrio no mundo é preciso que haja respeito às nações e aos povos para que eles possam construir seu caminho de forma soberana e conquistar um mundo justo, onde o ser humano possa se desenvolver plenamente” analisou a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes em entrevista exclusiva para programa "Canal Aberto". 

Por Érika Ceconi, na Rádio Vermelho


Socorro participará da 3ª Conferência Internacional sobre o Equilíbrio do Mundo, que será realizada em Cuba, de 28 a 30 de janeiro. O evento homenageará os 160 anos do nascimento de José Martí, que na definição da pacifista é um herói não só para os cubanos, mas para toda a região por ser um prócer da integração latino-americana. 

Leia também:Cuba: Fórum sobre 'equilíbrio do mundo' terá participação de 43 países

“A questão do respeito, da dignidade do homem e da soberania dos povos foi sempre uma grande marca no pensamento de José Martí”, disse. De acordo com ela o fórum será uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre o herói da independência cubana e debater os problemas dos povos do mundo. “Para nós, é um momento ímpar ter este contato com a história deste pensador e, ao mesmo tempo, estar em Cuba, que é um exemplo de solidariedade para o mundo".

A presidenta do CMP destacou apesar da ilha sofrer há mais de 50 anos com o bloqueio estadunidense, conseguiu vencer grandes desigualdades, o que qualificou de uma inspiração para as outras nações. Ela também ressaltou que Cuba assumirá, na próxima segunda-feira (28), a presidência da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), da qual os Estados Unidos não fazem parte. "Isso é uma vitória do pensamento martiano a integração sob novos paradigmas, sem a presença das potências imperialistas". 

Ela também denunciou a política colonialista dos Estados Unidos que, apesar da promessa feita pelo presidente reeleito Barack Obama de fechar a prisão em Guantânamo, pretende mantê-la aberta e também condenou o processo judicial e as sanções impostas para os cinco antiterroristas cubanos. 

Cerca de 600 delegados de 43 países estarão presentes no evento. Em coletiva de imprensa, o vice-presidente do Comitê Organizador, Héctor Hernández Pardo, considerou que a ampla participação é uma maneira de reivindicar o valor das ideias e o pensamento no mundo marcado pela crise econômica

CAUSA PALESTINA

SOLIDARIEDADE A CAUSA PALESTINA

Aconteceu ontem, sexta-feira, em Curitiba o evento, o debate sobre a questão Palestina. Foi o primeiro do ano e a grande presença de público, demonstrou que cada vez mais o ESTADO TERRORISTA DE ISRAEL se isola.
O debate ocorreu na Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná e contou com a palestra seguida de debate do Prof.Dr. André Gattaz, autor do livro A Guerra da Palestina : da criação do Estado de Israel à  Nova Intifada (2002-2003).
Gattaz apresentou o tema "Seis Dias e 45 anos : A consolidação da Cegueira Sionista".

DESNACIONALIZAÇÃO SANGRA O BRASIL


R$ 404 bilhões de remessa de lucros

Por Carlos Lopes, no jornal Hora do Povo:

Os dados divulgados pela empresa de consultoria KPMG no último dia 14 mostram que as desnacionalizações de empresas brasileiras atingiram um novo recorde em 2012. O notável é que elas já haviam atingido um recorde em 2011 – e também em 2010.

Em suma, a cada ano se aceleram as compras de empresas brasileiras por fundos ou empresas estrangeiras, a maioria com sede nos EUA (para que o leitor tenha uma ideia relativa: segundo o Censo de Capitais Estrangeiros do BC, as empresas dos EUA têm dentro do Brasil 3,4 vezes o que têm as empresas francesas, alemãs ou japonesas), com recordes batendo recordes anteriores.

Em 2012 foram 296 empresas nacionais que passaram para controle estrangeiro. Em 2011, haviam sido 208 empresas nacionais. Em 2010, 175 empresas.

Assim, o número de empresas desnacionalizadas aumentou, em relação ao ano anterior, sucessivamente: +92,3% (2010), +18,9% (2011), e, no ano passado, +42,3%.

Desde 2004, quando a KPMG passou a divulgar, em sua pesquisa, os dados das operações “cross border 1” (cb 1 = “empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil”), os resultados foram os seguintes:

2004 – 69 empresas desnacionalizadas;

2005 – 89 empresas desnacionalizadas;

2006 – 115 empresas desnacionalizadas;

2007 – 143 empresas desnacionalizadas;

2008 – 110 empresas desnacionalizadas;

2009 – 91 empresas desnacionalizadas;

2010 – 175 empresas desnacionalizadas;

2011 – 208 empresas desnacionalizadas;

2012 – 296 empresas desnacionalizadas.

Ao todo, desde 2004, foram 1.296 empresas nacionais que passaram para controle estrangeiro, com as conhecidas e inevitáveis consequências da desnacionalização:

1) Aumento brutal das remessas de lucros para fora do país: as remessas totais, cuja maior parte é constituída pelos ganhos, no Brasil, das filiais de multinacionais que são enviados às suas matrizes, passaram de US$ 25,198 bilhões (2004) para US$ 85,271 bilhões (2011), um aumento de 238,40% (o total de 2012 ainda não foi divulgado pelo Banco Central).

Se consideradas apenas as remessas para o exterior declaradas oficialmente como “lucros e dividendos”, o valor em dólares mais do que quintuplicou (foi multiplicado por 5,5) no mesmo período.

Ao todo, de 2004 a 2011, pari passu com a desnacionalização de 1.296 empresas brasileiras, esse aumento vertiginoso nas remessas para o exterior significou o envio para fora do Brasil do equivalente a 152,84% do saldo comercial que o país obteve no mesmo período. Exatamente, as remessas totais para o exterior montaram a US$ 404,878 bilhões, enquanto o saldo comercial atingiu US$ 264,911 bilhões.

2) Simultaneamente a essa hemorragia de remessas para o exterior, houve um aumento tão brutal, ou mais, das importações. De 2004 a 2011, as importações aumentaram, em valor, 260%: de US$ 62,835 bilhões (2004) para US$ 226,233 bilhões (2011).

As filiais de multinacionais são, sobretudo, empresas importadoras de bens intermediários – ou seja, de componentes para a montagem de produtos finais. Mas essa é a melhor das hipóteses: a outra, que está se tornando rotina, é quando elas passam a importar o próprio produto final, transformando a empresa desnacionalizada em mero balcão de vendas. O fato é que quanto maior a desnacionalização, maior o aumento das importações.

A consequência é a desindustrialização do país, com a indústria nacional atacada em seu maior setor – o de bens intermediários – pelas importações, o que se estende rapidamente às importações de bens de produção.

3) Não menos importante, até mais, é a estagnação da economia que essa desnacionalização e desindustrialização, inevitavelmente, implica.

Em primeiro lugar, estagnação tecnológica. Não é paradoxal, mas apenas doentio ou prova de dubiedade de caráter (ou apenas exibição de estupidez) que os mesmos sujeitos que vivem falando que na economia brasileira faltam “inovações”, “competitividade”, “produtividade”, etc., sejam os mesmos a defender a entrega ao capital estrangeiro das empresas nacionais que são responsáveis pelas inovações e avanços tecnológicos.

Estamos, aqui, nos referindo às empresas privadas nacionais, embora o mesmo seja verdadeiro – e até mais – para as estatais. É verdade que, no momento, existe a originalidade de termos, na presidência da nossa maior e mais avançada estatal, uma senhora que parece achar que sua função é falar mal da empresa que preside. Mas isso, como diria o grande Dorival Caymmi numa metáfora petroquímica, é matéria plástica. Dura pouco.

Mas voltemos às empresas privadas nacionais, com um exemplo.

Em 2012, houve uma queima de empresas nacionais produtoras de programas de computador para os mais variados ramos da indústria. Certamente, não foi porque essas empresas nacionais eram atrasadas ou ineficientes que as multinacionais ou fundos especulativos se interessaram por elas – e por atacado.

A desnacionalização resultou em que o desenvolvimento tecnológico do país conquistado por essas empresas foi apropriado e monopolizado por empresas estrangeiras. Não porque estas fossem mais eficientes, mas porque tinham maior poder financeiro – e a política do governo foi, essencialmente, a de deixar as empresas nacionais ao léu, ou seja, à mercê do capital estrangeiro.

Em segundo lugar, e correlacionado com o anterior, a desnacionalização leva, inevitavelmente, à estagnação do crescimento econômico: as empresas multinacionais não se instalam em outro país para desenvolver a economia nacional – aliás, elas fazem parte de outra economia nacional. Portanto, as remessas de lucros, e também as suas importações, significam puxar o investimento para baixo no país onde estão as filiais de empresas estrangeiras.

Naturalmente, isso pode ser contrabalançado quando as filiais de multinacionais não são o principal setor da economia – na China, por exemplo, a taxa de investimento de 46% do PIB é atingida, sobretudo, devido ao impulso do investimento público.

Porém, quando não há outra força – a força da coletividade, através do Estado – se opondo, de forma geral, podemos dizer que quanto mais desnacionalizada é uma economia, mais forte é a tendência de queda do investimento e do crescimento. Nem precisamos lembrar a catástrofe da economia tailandesa ou as medidas rigorosas que a Malásia tomou para evitar catástrofe semelhante.

Basta olhar para o nosso próprio país.

De janeiro de 2004 a novembro de 2012, entraram no Brasil US$ 332,686 bilhões em “investimento direto estrangeiro” (IDE), ou seja, dinheiro para comprar empresas ou aumentar a participação estrangeira no capital de empresas, além de empréstimos da matriz à sua própria filial (cujo pagamento é uma das formas de remeter lucros sem declará-los oficialmente).

Essa entrada de US$ 332,686 bilhões em IDE provocou, segundo o Banco Central, um aumento no estoque de IDE (ou seja, na propriedade estrangeira sobre empresas) de US$ 132,818 bilhões (dezembro de 2003) para US$ 675,601 bilhões (setembro de 2012). Ou seja, a desnacionalização de empresas fez com que a propriedade estrangeira sobre empresas dentro do Brasil, em dólares, aumentasse cinco vezes (em termos percentuais, +408%).

Qual foi o resultado disso sobre o investimento na economia brasileira – em especial sobre a taxa de investimento, ou seja, o investimento (formação bruta de capital fixo – FBCF) em termos de PIB?

O resultado é que somente houve algum aumento do investimento quando houve aumento do investimento público. A desnacionalização, isto é, o “investimento direto estrangeiro” (IDE), pelo contrário, teve o efeito de segurar e deprimir a taxa de investimento da economia.

O que, aliás, é perfeitamente lógico: filiais de multinacionais não têm como função gastar seus lucros em investimentos. Sua função é exatamente a oposta – a de investir o mínimo possível para enviar o máximo possível de seus ganhos para a matriz.

EL PAÍS - BASURA !



Quem se entubou foi o El País

http://aporrea.org/
Por Paulo Nogueira, no blogDiário do Centro do Mundo:

Ódio.

O que levou o jornal espanhol El País a publicar uma foto falsa de Chávez entubado no hospital, numa das maiores barrigadas da história do jornalismo, foi a raiva que seus editores têm dele, Chávez.

Chávez representa, ideologicamente, o oposto do conservadorismo mofado do El País. A forma como o jornal trata Chávez remete à truculência desonesta com que a Globo fala dele.

À inépcia editorial o El País juntou a grosseria torrencial. O jornal se desculpou a seus leitores pela falha histórica, mas não a Chávez, a seus familiares e ao povo venezuelano.

Um vigarista italiano que fabricou entrevistas com celebridades até ser descoberto reivindicou a autoria intelectual do crime jornalístico.

Ele disse que inventou uma foto a partir de um e a pôs em circulação nos subterrâneos do mundo dos jornais. Afirmou ter ficado surpreso ao vê-la na primeira página do El País.

A versão do jornal é que foi vítima de uma trapaça de uma agência fotográfica que teria cobrado 30 000 euros pela imagem sensacional.

Um homem aparece entubado. Ele parece com Chávez, como tantos mestiços venezuelanos. E foi como Chávez que o El País o identificou.

Não tivesse o governo venezuelano descoberto a origem da imagem – um vídeo do YouTube com um doente parecido com Chávez – e a falsificação teria conquistado ares de verdade.

A oposição venezuelana diria que ali estava a prova de que Chávez está semimorto, e o El País se gabaria de um furo extraordinário. A foto ficou meia hora no site do jornal. E os exemplares em que ela aparecia na primeira página foram recolhidos, num vexame sensacional.

A justiça prevaleceu, e quem terminou entubado não foi Chávez – mas o arrogante, insolente, medíocre jornal espanhol.

ESPANHA - EL PAÍS - JORNALISMO DE ESGOTO


O chanceler cubano manipulação descarada chamadas do País

25 JAN 2013 FAÇA UM COMENTÁRIO
Bruno Rodríguez.  Foto: Ismael Francisco / Arquivo Cubadebate
Bruno Rodríguez. Foto: Ismael Francisco / Arquivo Cubadebate
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, chamado na sexta-feira para "bestialidade" a publicação de uma falsa imagem do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para o jornal espanhol El País, a imagem em que o presidente alegadamente apareceu entubado e gerou reação um na Venezuela e América Latina em geral.
"Amazed've visto a questão da falsa imagem publicada pelo El País, o presidente comandante Chávez, que foi uma bestialidade real, um sem-vergonha", disse o chanceler cubano em entrevista à Telesur.
"Pergunta-se se o país teria ousado fazer isto de alguma decisão europeia ou espanhol", disse Rodriguez, entrevistado em Santiago do Chile, onde vai participar da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) a ser realizada neste fim de semana.
O governo venezuelano anunciou quinta-feira que vai lançar "ação legal" contra o país e expressou sua indignação com o que ele considerava uma publicação "irresponsável" e "grotesca".
Caracas também denunciou uma campanha de mídia "crime contra a revolução bolivariana e do comandante Chávez", que dependem de meios de comunicação como o jornal El País e ABC da Espanha.
Na quinta-feira, o El Pais publicou em seu site e em sua primeira edição impressa uma fotografia de um homem entubado, erroneamente identificado como Chávez, antes de removê-lo e pedir desculpas aos seus leitores.

BETO BATEL ERA CONTRA - PRESIDENTA MANDA COPEL BAIXAR EM 18,12 % AS TARIFAS


Consumidor só sentirá redução integral nas tarifas de energia depois de ciclo completo de cobrança

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As datas de leitura dos relógios são distribuídas ao longo do mês e, por isso, os consumidores só perceberão integralmente a redução do preço da energia elétrica – determinada pelo governo – após um ciclo completo de cobrança com as novas tarifas. Isso porque, dependendo da data de vencimento da conta, parte do consumo será medido segundo a tarifa antiga e outra parte de acordo com a tarifa reduzida, no primeiro mês de vigência das novas medidas.
A explicação foi dada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a propósito da redução nas contas de energia que começa a vigorar já este mês. Assim, como as novas tarifas valem a partir do dia 24 de janeiro, um consumidor que tem sua leitura feita no dia 10 de fevereiro, teria, nesse mesmo mês, metade de sua energia faturada pela tarifa antiga e a outra metade, pela nova tarifa. A partir de 25 de fevereiro, todas as contas já perceberão os benefícios completos da tarifa reduzida.
A redução é resultado da Lei 12.783/2013, que promoveu a renovação das concessões de transmissão e geração de energia que venciam até 2017, e das medidas provisórias 591/2012 e 605/2013. O efeito médio da redução ficará em 20,2%. Para os consumidores residenciais, a redução mínima chegará a 18%. Para os consumidores de alta tensão, o desconto pode alcançar 32%.
O efeito dessa diminuição será uma mudança permanente no nível das tarifas, pois retira definitivamente custos que compunham as tarifas anteriores, segundo a Aneel, que estabelece uma tarifa diferente para cada distribuidora, em função das peculiaridades de cada concessão.

NOTA DE FALECIMENTO - A ESTUPIDEZ TUCANA NO CASO DA TARIFA DE ENERGIA


Nota de falecimento


 Leandro Fortes 

A reação formal do PSDB ao pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff sobre a redução nos preços das tarifas de energia elétrica, em todo o país, é o momento mais lamentável do processo de ruptura histórica dos tucanos desde a fundação do partido, em junho de 1988.

A nota, assinada pelo presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra, de Pernambuco, não vale sequer ser considerada pelo que contém, mas pelo que significa. Trata-se de um amontoado de ilações primárias baseadas quase que exclusivamente no ressentimento político e no desespero antecipado pelos danos eleitorais inevitáveis por conta da inacreditável opção por combater uma medida que vai aliviar o orçamento da população e estimular o setor produtivo nacional.

Neste aspecto, o deputado Guerra, despachante contumaz dessas virulentas notas oficiais do PSDB, apenas personaliza o ambiente de decadência instalado na oposição, para o qual contribuem lideranças do quilate do senador Agripino Maia, presidente do DEM, e o deputado Roberto Freire, do PPS. Sobre Maia, expoente de uma das mais tristes oligarquias políticas nordestinas, não é preciso dizer muito. É uma dessas tristes figuras gestadas na ditadura militar que sobreviveram às mudanças de ventos pulando de conchavo em conchavo, no melhor estilo sarneysista. Freire, ex-PCB, tansformou a si mesmo e ao PPS num simulacro cuja fachada política serve apenas de linha auxiliar ao pior da direita brasileira.

O PSDB surgiu como dissidência do PMDB que já na Assembleia Constituinte de 1986 caminhava para se tornar nisto que aí está, um conglomerado de políticos paroquiais vinculados a interesses difusos cujo protagonismo reside no volume, a despeito da qualidade de muitos que lá estão. A revoada dos tucanos parecia ser uma lufada de ar puro na prematuramente intoxicada Nova República de José Sarney. À frente do processo, um grande político brasileiro, Mário Covas, que não deixou herdeiros no partido. De certa forma, aquele PSDB nascido sob o signo da social democracia europeia, morreu junto com Covas, em 2001. Restaram espectros do nível de José Serra, Geraldo Alckmin e Álvaro Dias.

Aliás, o sonho tucano só não morreu próximo ao nascedouro, em 1992, porque Covas impediu, sabiamente, que o PSDB se agregasse ao moribundo governo de Fernando Collor de Mello, às vésperas do processo de impeachment. A mídia, em geral, nunca toca nesse assunto, mas foi o bom senso de Covas que barrou o movimento desastrado liderado por Fernando Henrique Cardoso, que pretendia jogar o PSDB na fossa sanitária do governo Collor em troca de assumir o cargo de ministro das Relações Exteriores. FHC, mais tarde chanceler e ministro da Fazenda de Itamar Franco, e presidente da República por dois mandatos, nunca teria chegado a subprefeito de Higienópolis se Covas não o tivesse impedido de aderir a Collor.

Fala-se muito da extinção do DEM, apesar do suspiro do carlismo em Salvador, mas essa agremiação dita “democrata” é um cadáver insepulto há muito tempo, sobre o qual se debruçam uns poucos reacionários leais. É no PSDB que as forças de direita e os conservadores em geral apostam suas fichas: há quadros melhores e, apesar de ser uma força política decadente, ainda se mantém firme em dois dos mais importantes estados da federação, São Paulo e Minas Gerais.

E é justamente por isso que a nota de Sérgio Guerra, um texto que parece ter sido escrito por um adolescente do ensino médio em pleno ataque hormonal de rebeldia, é, antes de tudo, um documento emblemático sobre o desespero político do PSDB e, por extensão, das forças de oposição.

Essas mesmas forças que acreditam na fantasia pura e simples do antipetismo, do antilulismo e em outros venenos que a mídia lhes dá como antídoto ao obsoletismo em que vivem, sem perceber que o mundo se estende muito além das vontades dos jornalões e da opinião de penas de aluguel que, na ânsia de reproduzir os humores do patrão, revelam apenas o inacreditável grau de descolamento da realidade em que vivem.

Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br


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A ÇAUDE NO SEARÁ - PQP ! TÁ TUDO ERRADO !


A saúde no Ceará


JUDICIÁRIO CANALHA - 9 ANOS DA CHACINA DE UNAÍ !


Juíza se declara incompetente para julgar Chacina de Unaí e vai enviar processo para o interior

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Brasília – A juíza substituta da 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, declarou-se incompetente para julgar os acusados de matar, em 2004, três fiscais do Trabalho e um motorista, também servidor do Ministério do Trabalho, no município mineiro de Unaí. A assessoria da juíza informou à Agência Brasil, na tarde de hoje (25), que o processo deve ser encaminhado para julgamento na Vara Federal de Unaí, criada em 2010.
Os quatro servidores públicos foram mortos a tiros em 28 de janeiro de 2004, quando faziam uma fiscalização de rotina na zona rural do muncípio, situado a cerca de 500 quilômetros da capital mineira e a apenas 160 quilômetros da região central de Brasília (DF). O caso ficou conhecido como Chacina de Unaí.
Ainda não foi divulgada a justificativa da juíza para declinar da competência do processo, decisão que ocorre a apenas três dias de o crime completar nove anos. A decisão também é anunciada poucos dias após o corregedor nacional de Justiça interino, Jefferson Kravchychyn, ter declarado que a juíza se comprometera a marcar o início do julgamento para fevereiro. A intervenção da Corregedoria Nacional de Justiça foi solicitada pelo Ministério Público Federal no início de janeiro.
A decisão foi criticada por entidades de classe e pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra (PT-MA), que já havia agendado uma reunião com a juíza para a próxima segunda-feira (28), quando o crime completa nove anos.
“Queremos que o Poder Judiciário cumpra seu papel, marque a data do julgamento para o mais breve possível e que os acusados sejam condenados como forma de inibir a impunidade. Nove anos para um crime que abalou o país e que motivou a aprovação de um lei instituindo o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é muito tempo”, disse o deputado.
Para Domingos Dutra, realizar o julgamento em Unaí pode comprometer a isenção do processo, porque os acusados são pessoas influentes na comunidade.
Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) anunciou que, junto com a Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (Aafit), vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Superior Tribunal de Justiça (SJT) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para evitar que o processo seja encaminhado para a Vara Federal de Unaí, onde, de acordo com a entidade, “a possibilidade de interferências políticas e econômicas é grande”.
A procuradora da República Mirian Moreira Lima, autora da denúncia criminal contra os nove réus que se transformou no processo aberto na 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, também prometeu recorrer da decisão. As vítimas da chacina foram os auditores do Trabalho Erastótenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira.
A Polícia Federal concluiu as investigações do caso em seis meses e pediu o indiciamento de nove pessoas por homicídio triplamente qualificado: os fazendeiros e irmãos Antério (ex-prefeito da cidade e um dos maiores produtores de feijão do país) e Norberto Mânica; os empresários Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro e Francisco Elder Pinheiro; além de Erinaldo de Vasconcelos Silva e Rogério Alan Rocha Rios, apontados como autores do crime; Willian Gomes de Miranda, suposto motorista da dupla de assassinos, e Humberto Ribeiro dos Santos, acusado de ajudar a apagar os registros da passagem dos pistoleiros pela cidade.
Um dos réus, o empresário Francisco Elder, faleceu no último dia 7, aos 77 anos. Ele aguardava o julgamento em liberdade. Dos outros oito indiciados, Erinaldo, Rogério e Willian estão presos em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, à espera da sentença judicial. Ribeiro dos Santos foi solto a pedido do Ministério Público Federal, já que o crime pelo qual foi denunciado prescreveu.
Os demais réus aguardam o julgamento em liberdade, beneficiados por habeas corpus da Justiça. Um deles, Antério Mânica, foi eleito prefeito de Unaí pouco depois do crime e reeleito em 2008.
Ao longo dos anos, os réus apresentaram sucessivos recursos e apelações que contribuíram para a demora no julgamento. A demora levou a subprocuradora-geral da República e coordenadora da Câmara Criminal do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, a recorrer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o caso fosse julgado logo.
No ofício que enviou no último dia 8 à Corregedoria Nacional de Justiça, a subprocuradora classifica o crime de um “cruel assassinato”. Ela disse que, há pelo menos seis meses, não há nenhum obstáculo que impeça a juíza Raquel Vasconcelos de incluir o caso na pauta de julgamentos.
Para que evitar que crimes como esse caiam no esquecimento e fiquem impunes, foi instituído o dia 28 da janeiro, data do crime, como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, por meio da Lei 12.064/09. Este ano, entidades de defesa dos direitos humanos e órgãos públicos vão realizar atividades em mais de 15 cidades do país todo.
Edição: Davi Oliveira
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IMPRENSA


O Globo

Manchete: Juros caem, mas o calote só aumenta
Inadimplência do brasileiro subiu em dezembro, contrariando previsão do governo.

Apesar de o país ter criado no ano passado 1,3 milhão de empregos com carteira assinada, número é o pior desde 2009.

Na contramão da previsão do governo de que o calote cairia com os juros em queda e o aumento do emprego, a inadimplência do brasileiro terminou em alta no ano passado. O nível de atrasos nas contas das pessoas físicas subiu de 7,8% em novembro para 7,9% em dezembro. Segundo o BC, no início do governo Dilma, em 2011, a taxa era de 5,7%. Já o juro caiu 9,2 pontos no ano e fechou no piso histórico de 34,6%. Apesar de diminuir 34% em relação ao ano anterior, o país criou 1,3 milhão de vagas formais em 2012. (Págs. 1, 21 e 22 e Míriam Leitão e editorial "Nova batalha no front da inflação")
Na mesma praça, a mesma violência
Dois anos após o início da revolução que derrubou o ditador Hosni Murabak, a Praça Tahrir, principal palco dos confrontos, revive as imagens violentas. Os protestos agora se voltam contra o atual presidente, Mohamed Mursi, e a Irmandade Mulçumana, e deixaram, ontem, cinco mortos e mais de 300 feridos. Depois da euforia com a queda do ditador, os egípcios se deparam com um cenário de ampla polarização política e grave crise econômica. (Págs. 1 e 29)


Luz: BC avisa que mudará previsão
O BC anunciou que revisará a projeção de queda de 11% em média, na conta de luz do brasileiro este ano. Após informar quinta-feira que a expectativa levava em conta a redução imediata de 18% da tarifa, divulgada por Dilma na véspera, ontem o BC disse que houve erro na comunicação e que o novo cálculo será divulgado em março. (Págs. 1 e 23)
Sucessão em jogo: PT diz que Dilma é a candidata
Após rumores de candidatura de Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que o partido apoiará a reeleição de Dilma. Líder do PSB diz que partido irá lançar Eduardo Campos em 2014. (Págs. 1, 3 e 4)
Batalha pela igualdade: Sinais trocados nos direitos gays
O governo do Reino Unido apresentou projeto de lei permitindo o casamento gay, enquanto os parlamentos russo e polonês, no rumo oposto, cercearam direitos dos homossexuais. (Págs. 1 e 28)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Homicídio sobe 34% em SP e reverte queda de 11 anos
Na capital foram 1.368 casos no ano passado, contra 1.019 de 2011; no Estado, o aumento ficou em 15%

Os casos de homicídio na capital paulista aumentaram 34,3% no ano passado, em comparação com 2011, revertendo uma tendência de queda que se seguia há pelo menos 11 anos. Foram 1.368 casos em 2012, contra 1.019 em 2011. Muitas das mortes aconteceram em chacinas. No Estado também foi verificado aumento, de 15%, o que não acontecia desde 2009.0 resultado negativo ocorreu em um ano marcado pela guerra não declarada entre policiais militares e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que resultou na troca do comando da Segurança, em novembro. Os números, porém, mostram que a mudança não se refletiu na redução das mortes. Na comparação apenas de dezembro, primeiro mês de Fernando Grella Vieira à frente da Secretaria da Segurança, houve aumento de 62,5% do número de casos de homicídio, de 96 para 156. 0 terceiro trimestre puxou os números da violência para cima, com 66% mais casos com mortes do que no mesmo período de 2011.0 governo não comentou. (Págs. 1, C1 e C3)

40% foi o aumento do número de mortos em confronto.
8,6% é quanto cresceu o número de roubos a veículos.
Dilma se reúne com Lula; em evento, enaltece projetos sociais
Após reunião de 4 horas com o ex-presidente Lula, ontem, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff defendeu sua gestão e programas sociais petistas, em especial o Minha Casa, Minha Vida. Ela ainda enalteceu a política econômica, alvo de críticas da oposição. “O Brasil vai crescer, está crescendo”, afirmou. Dilma e Lula trataram da conjuntura econômica, num momento em que o petista tem demonstrado preocupação com a gestão da aliada. (Págs. 1 e Nacional A4)
Criação de empregos com carteira cai 35,7% em 2012
O saldo de vagas com carteira assinada abertas no País em 2012 foi de 1,3 milhão. É o pior resultado desde 2009. Ele representa queda de 35,76% na comparação com o saldo de 2011 e é metade dos 2,6 milhões de 2010. “Houve desaquecimento na economia mundial, e o Brasil sofreu também”, disse o ministro do Trabalho, Brizola Neto. O governo, no entanto, aposta que o resultado será melhor em 2013. Espera-se a criação de ao menos 1,7 milhão de vagas formais no ano. (Págs. 1 e Economia B4)

Inadimplência cresce
Mesmo com a queda dos juros ao consumidor, a inadimplência cresceu em 2012 e atingiu 5,8%, ante 5,5% em 2011. O saldo das operações de crédito atingiu R$ 2,4 trilhões. A alta, de 16,2%, foi puxada pelos bancos públicos. (Págs. 1 e B1)

Terminal de ônibus pode passar a empresa. (Págs. 1 e Cidades C4)

Confronto no Egito deixam nove mortos
Confrontos de rua em cidades do Egito marcaram o segundo aniversário dos protestos que levaram à deposição do ditador Hosni Mubarak. Nove pessoas morreram em Suez. Manifestantes lotaram a Praça Tahrir, no Cairo, em protesto contra o presidente Mohamed Morsi. (Págs. 1 e A10)

Rolf Kuntz
Fiasco econômico

Sem história de sucesso para contar, autoridades e empresários brasileiros ficaram em casa e mandaram a Davos uma representação minúscula. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
Joschka Fisher
O eclipse da razão britânica

A saída da Grã-Bretanha da UE prejudicaria os interesses econômicos do país. Também comprometeria seus interesses geopolíticos. (Págs. 1 e Visão Global A11)

Notas & Informações 
Metas sem planos

Ao cobrar metas, a presidente reconhece, implicitamente, a falta de um plano de governo. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Agnelo convoca 522 médicos concursados
A rede pública de saúde do DF receberá um reforço no atendimento à população. O governador Agnelo Queiroz assinou a convocação de 522 aprovados no concurso realizado no ano passado, com resultado divulgado em 22 de novembro último. O Correio antecipa a lista dos selecionados. Esse contingente vai atuar em 12 especialidades, com destaque para a clínica médica, com 184 contratações. “Concentrei todos os esforços de governo para diminuir uma carência de profissionais que veio se acumulando nos últimos anos por falta da devida atenção que o setor merecia”, disse o governador. Um segundo grupo de médicos aprovados, de 367 especialistas, será chamado ao longo do ano.(Págs. 1 e 26)

Cirurgião é suspeito de erro médico
Sérgio Puttini foi acusado por quatro famílias de provocar a morte de pacientes. Ele será mais um profissional investigado pelo CRM, que tem 330 casos sob análise. (Págs. 1, 23 e 24)

Ganho de peso após a redução do estômago
Estudo mostra que 73% das pessoas submetidas à cirurgia bariátrica engordam depois de dois anos. Acompanhamento deve ser permanente, afirmam especialistas. (Págs. 1 e 25)

Dia sangrento
Dois anos depois da queda do ditador Mubarak, os egípcios ainda estão longe da paz e protestam contra o governo. Manifestantes entraram ontem em confronto com a polícia e seis pessoas morreram. (Págs. 1 e 18)
Deputado acusado de dois homicídios. (Págs. 1 e 6)

Pane no passaporte
Problema no sistema atrasou a emissão de 300 documentos no DF. (Págs. 1 e 10)

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Estado de Minas

Manchete: O preço da felicidade
Brasileiros gastaram no ano passado R$ 1,85 bilhão com antidepressivos e estabilizadores de humor.

O faturamento com esses remédios no país cresceu mais de 200% nos últimos seis anos, segundo instituto de pesquisa que faz auditoria para o mercado de medicamentos. Em 2012 houve alta de 16,29% em relação ao ano anterior, quando o movimento financeiro alcançou R$ 1,59 bilhão. Foram 42,33 milhões de caixas vendidas. Para efeito de comparação, as despesas com essas drogas são mais do que o dobro dos R$ 665 milhões que, indicam as projeções, cerca de 900 mil turistas vão desembolsar durante o carnaval no Rio de Janeiro, símbolo da alegria brasileira. (Págs. 1 e 10)
MEC deverá fechar curso de medicina na capital (Págs. 1 e 18)

Conselho investigará médicos por Rivotril receitado em excesso no estado (Págs. 1 e 18)

Patrimônio de Ouro Preto sob ameaça
Projeto do prefeito para extinguir a Secretaria Municipal de Patrimônio Público gera protestos na cidade. Manifesto assinado por arquitetos alerta para o risco de o conjunto tombado pela Unesco ficar desprotegido. (Págs. 1 e 3)
Chacina de Unaí: Processo é transferido e julgamento deve atrasar (Págs. 1 e 7)

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Zero Hora

Manchete: Reação do emprego em 2013 passa pela indústria
Após fechar o pior resultado na criação de postos de trabalho em três anos, governo aposta na retomada do setor industrial para criar até 2 milhões de vagas. (Págs. 1 e 16)
Megaoperação policial para prender presos
Cerca de 700 agentes foram mobilizados para desarticular quadrilha dentro do Instituto Penal de Viamão. (Págs. 1 e 34)