quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ricardo Teixeira jogou milhões na eleição do Clube dos 13, perdeu, foi para a televisão e ameaçou: “A Copa de 2014 no Brasil, corre perigo."

O famoso “Clube dos 13”, tentativa de livrar o futebol brasileiro das garras da CBF (Ricardo Teixeira) e das algemas da TV Globo, teve anteontem sua primeira eleição verdadeira.

Nessa disputa, irmanados, desculpem, o presidente Teixeira, indiciado por 7 crimes financeiros, achincalhado pela CPI, amedrontado, tentou retomar o Poder e o Poderio. (Dizem que não existem mais as sete INDICIAÇÕES. Não consegui apurar, mas nada surpreendente).

Todos os 20 clubes foram seduzidos pelo dinheiro sujo de Ricardo Teixeira, que domina e controla a paixão nacional que é o futebol. O presidente da CBF escolheu o candidato ideal, Kleber Leite, que como repórter tinha mais paixão por vestiário do que por futebol.

Manipulou e mobilizou os recursos fartos da própria CBF e teve á disposição os adiantamentos da TV Globo. Alguns resistiram, outros, não por covardia e sim por necessidade, tiveram que votar com Ricardo Teixeira ou Kleber Leite, a mesma confusão onomatopéica que se forma entre CBF e TV Globo.

Nesse episódio, lancinante a entrevista de Mauricio Assunção, presidente do Botafogo. Não simpatizo com esse tipo de rendição, mas compreendo, revoltado (e não com o presidente do Botafogo), que não é possível presidir um clube sem dinheiro. Se entregou, isso me desagrada, mas quando se trata de um “berlusconi” como Teixeira, a entrega tem que ser total,

(Tratando do assunto, curiosidade que surge da memória. Em 1990, a TV Globo resolveu se lançar no plano internacional, criou a TV Monte Carlo, que já começou com sucesso e provocando represálias. Eu estava lá, vi a repercussão que a TV Monte Carlo ia conquistando).

(Isso provocou o desespero da máfia “berlusconi”, que ameaçou e intimidou o representante do grupo Roberto Marinho, o filho Roberto Irineu. Podiam ter lutado, resistido, fincado o pé no terreno já plantado, o filão, riquíssimo. Mas como só gostam de lutar no subterrâneo (tipo Proconsult, 1982, e o debate Lula-Collor, 1989), bateram em retirada, morrendo de medo do “berlusconi”. Que naquela época era apenas mafioso. Agora é mafioso, sensacionalista-sexualista, chefe do governo).

Derrotado, e já tendo “adiantado” algum dinheiro para os mais necessitados, Ricardo “berlusconi” tinha que se vingar. Então, baseado no atraso de algumas obras, foi para a televisão, e disse textualmente: “Como está tudo ainda por fazer, e muitos estádios-sede nem começaram as obras, nessas cidades não haverá jogo”. O alvo da ameaça de Teixeira é o Morumbi, já que não tem cacife para tirar jogos do Maracanã. Apesar da subserviência e da covardia congênita e adquirida, de cabralzinho e eduardinho.

Mas esse “berlusconi” caboclo não podia ficar apenas na ameaça de superfície. Mergulhou mais fundo, e atacou em profundidade a REALIZAÇÃO DA COPA DE 2014 NO BRASIL. Textual; “Por enquanto é só preocupação. Mas se o SINAL FICAR AMARELO, é o próprio Brasil que corre perigo, a Fifa pode mudar a Copa para outro país”.

***

PS – Pura intimidação, mas vazia. Em todas as oportunidade, Teixeira finge claramente que a Copa de 2014 só veio para o Brasil por causa dele. Além de tudo que se sabe, também é mentiroso.

PS2 – A Copa veio para o Brasil por “decorrência de prazo”. Tendo realizado a Copa de 1950, vamos sediar outra, 64 anos depois. Entre as potências do futebol, nenhuma ficou tanto tempo. E o Brasil é a maior de todas. Não só pela repercussão, mas também pelos títulos conquistados.

PS3 – A Itália foi sede em 1934 (quem se lembra?). Apenas 8 países convidados, 10 ou 12 dias de jogos, repetiu em 1990, 52 anos depois. A Alemanha em 1974 e 2006, apenas 32 anos. A Inglaterra só uma vez em 1966 para ganhar o título com 1 gol ilegalíssimo na final contra a Alemanha.

PS4 – A Fifa jamais mudou a sede de uma Copa. Em 1986, a vez era da Colômbia, desistiu. Como a escolha se dá 6 anos anos, em 1980, Havelange foi conversar com o “presidente” Figueiredo. Amigos de infância, nascidos nas Laranjeiras, Figueiredo ficou irredutível, a Copa foi para o México, que está sempre preparado.

PS5 – Haja o que houver, a Copa de 2014 será no Brasil, mesmo que Ricardo “berlusconi” continue em liberdade.

fonte: tribuna da imprensa

Pesquisa Sensus mostra empate entre Serra e Dilma

A pesquisa foi encomendada por um sindicato e feita entre 5 e 9 de abril. Foram ouvidos 2 mil eleitores em 136 municípios de 24 estados

Os pré-candidatos do PT e do PSDB para a sucessão presidencial aparecem em um empate técnico na pesquisa realizada pelo Instituto Sensus divulgada nesta terça-feira (13). Em um primeiro turno com a presença de Ciro Gomes (PSB), José Serra (PSDB) alcança 32,7%, seguido por Dilma Roussef (PT) com 32,4%. Uma diferença de dois pontos percentuais mantém o empate técnico na simulação de segundo turno, quando José Serra soma 41,7% e Dilma Rousseff tem 39,7%. Segundo o instituto, a margem de erro é de 2,2%.

A pesquisa foi realizada por encomenda do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado de São Paulo (Sintrapav) e a sondagem ocorreu entre 5 e 9 de abril. No levantamento foram ouvidos 2 mil eleitores em 136 municípios de 24 estados.

A pesquisa apresentou dois cenários para os eleitores. No primeiro, com a presença de Ciro Gomes, a vantagem de Serra para Dilma é de 0,3%. Em terceiro lugar aparece o pré-candidato Ciro Gomes com 10,1%, acompanhado por Marina Silva (PV) com 8,1%. Os votos brancos e nulos somaram 7,7%. Em uma simulação sem Ciro Gomes, José Serra chega a 36,8% das intenções, enquanto Dilma Rousseff alcança 34% e Marina sobe para 10,6%.

A pesquisa também avaliou o chamado “limite de voto” de cada candidato. Marina Silva é a que tem maior rejeição, pois 30,7% dos entrevistados disseram que não votariam na candidata do PV. Ela também é a que tem o maior percentual de entrevistados que disseram não a conhecer: 15,9%. Dilma foi apontada como desconhecida por 8,3%, Serra por 4% e Ciro por 8,7%.

Impugnação

A pesquisa recebeu um pedido de impugnação do PRTB. Segundo Levy Fidélix, presidente do partido, ele entrou com a impugnação porque há uma contradição na legislação. Segundo ele, um artigo da resolução que regulamenta pesquisas diz que todas as candidaturas devem ser pesquisadas a partir de 1º de janeiro e outro artigo diz que os institutos só são obrigados a pesquisar todos os candidatos a partir de 7 de julho.

“Não existe candidatura agora, nem do Serra, nem da Dilma, nem do Levy Fidélix. São pré-candidaturas. Então não pode pesquisar ninguém”, disse. “Fico num limbo. Ficam pesquisando só os nomes em evidência. Então, me sinto prejudicado”, acrescentou.

A pesquisa inicialmente foi registrada no TSE com o nome do contratante errado, fato corrigido posteriormente pelo instituto. O G1 entrou em contato com Ricardo Guedes, diretor do Sensus, que disse que não vai comentar a mudança no registro do contratante nem o pedido de impugnação do PRTB.

Métodos questionados

O jornal “Folha de S. Paulo” questionou o instituto sobre a ordem das perguntas nos questionários de pesquisas. O Sensus pede que o entrevistado avalie o governo Lula antes de declarar em quem pretende votar para presidente. Segundo o jornal, críticos do método dizem que dada a alta aprovação de Lula, o entrevistado poderia se sentir compelido a declarar voto na candidata petista.

Ricardo Guedes, sócio e diretor do Sensus, afirma que o questionário seguiu "critérios acadêmicos". "A metodologia que a gente usa é academicamente legítima, com suporte na literatura," disse ele ao jornal. A Folha lembra que os institutos Datafolha e Ibope abrem a pesquisa perguntando em quem o eleitor pretende votar para presidente, para depois pedir que ele avalie o governo.

fonte: gazeta do povo

Pessuti leva ao Senado pedido de fim da multa do Banestado

O governador Orlando Pessuti se reuniu nesta terça-feira (13), em Brasília, com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, além de representantes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), para discutir a dívida do Paraná com a União resultante da privatização do Banestado.

Assim que deixou o Ministério da Fazenda, a comitiva do governador seguiu para o Senado Federal, onde se encontrou com o senador Antonio Carlos Magalhães Junior. Ele é relator do projeto de resolução que põe fim à multa que a STN cobra do Paraná por conta dos títulos podres adquiridos pelo Estado à época da privatização do Banestado, em 2000.

ACM Filho prometeu um parecer favorável ao texto. “No próximo dia 28, coloco a proposta para votação com o meu parecer favorável. Vamos realizar os ajustes necessários, votar e liberar o Paraná dessa dívida com a União”, garantiu o senador baiano.

“Conseguimos apoios importantes aqui em Brasília. Além do apoio dos senadores da bancada paranaense, agora contamos com o apoio do ACM Filho e do Romero Jucá. Estamos caminhando para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo Requião e equacionar o problema esse problema que herdamos após a privatização do Banestado”, disse Pessuti.

NO MINISTÉRIO — Antes da ida ao Senado, Pessuti discutiu o texto da resolução com Bernardo e Mantega. “Acertamos uma ação imediata junto ao Senado para aprovarmos a resolução que tramita desde o ano passado e assim desbloquearmos o dinheiro retido pela STN e suspendermos a multa mensal imposta ao Estado”, disse Pessuti.

O senador Osmar Dias, que também participou do encontro, conta que a proposta que tramita no Senado prevê a redução da dívida do Estado em R$ 1 bilhão, tira o Paraná da situação de inadimplência com o governo federal e acaba com a multa mensal.

“Não vamos fazer nenhuma modificação no contrato realizado com o Itaú na ocasião da venda do Banestado, porque isso não é da competência do Senado. Vamos apenas liberar o Paraná desta dívida”, afirmou o senador. Ele lembrou que a proposta foi escrita por integrantes da Secretaria da STN.

A nova resolução modifica outra, mais antiga, que obrigava a União a verificar o cumprimento do contrato. Se aprovada, a União não fica mais responsável por essa verificação, e a questão fica apenas entre o Governo do Paraná e o Itaú.

O governo federal aplica há alguns anos uma multa mensal de aproximadamente R$ 7 milhões, o que resultou em uma retenção que ultrapassa os R$ 300 milhões nos repasses federais ao Estado.

“Vou me empenhar no corpo a corpo para que essa proposta seja aprovada e o dinheiro imediatamente liberado para o Paraná”, disse Paulo Bernardo.

“Estamos lutando para desbloquearmos os recursos e conseguirmos investir ainda mais no Paraná. A questão com o banco Itaú vai prosseguir na Justiça, onde está desde que (o ex-governador Roberto) Requião e eu assumimos o Estado”, afirmou Pessuti.

Acompanharam Pessuti os deputados federais paranaenses Wilson Picler, Marcelo Almeida, Abelardo Lupion, Moacir Micheletto, Osmar Serraglio, além dos secretários André Pegorer (chefia de Gabinete) e Heron Arzua (Fazenda).

fonte: aen

QUE VERGONHA! UGT PELEGA DE DIREITA, PRATICA O GANGSTERISMO!

Na véspera da audiência pública do chanceler Celso Amorim na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre a política externa brasileira, no último dia 6 de abril, o Consulado Cubano e os órgãos de imprensa receberam um release da União Geral dos Trabalhadores (UGT),anunciando que iriam organizar um ato de suposta “solidariedade ao povo cubano”, em frente ao Consulado de Cuba em São Paulo.

Por Valério Paiva, na Caros Amigos

A convocatória da manifestação organizada pela UGT, que foi repercutida favoravelmente no site da revista Veja, indicava que se tratava de um apoio direitista ao movimento das chamadas “Damas de Branco”, incentivado pela comunidade “gusana” em Miami.

Em menos de 24 horas, várias entidades se articularam junto ao Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba e convocaram um ato de defesa do povo cubano contra a manifestação da UGT. Mesmo com a surpresa e a dificuldade de mobilização, em pouco tempo, na manhã dequarta-feira (7), cerca de 150 ativistas de inúmeras organizações e movimentos sociais se colocaram na calçada em frente ao Consulado de Cuba em São Paulo, em Perdizes.

Em solidariedade à ilha socialista, estavam presentes representações de diversos partidos e organizações da esquerda, de apoiadores explícitos aos mais críticos ao regime do Partido Comunista Cubano, como o PSOL, PCB, PT, PCdoB, Liga Estratégia Revolucionária, PCR, Consulta Popular e PCML, alem da CUT, Intersindical, CTB, Uneafro, MSTe vários ativistas dos direitos humanos, como o vereador Jamil Murad(PCdoB), o advogado Aton Fon Filho e representantes do mandato dodeputado estadual Raul Marcelo (PSOL).

Ato factóide
A UGT chegou logo depois, com pouco mais de 300 pessoas ligadas aos sindicatos dos Comerciários e dos Padeiros de São Paulo. Com exceção dos líderes, ninguém ali sabia os motivos do ato. Manifestantes pagos,que estariam recebendo entre R$ 50 (as mulheres) e R$ 100 (os homens)não escondiam que estavam ali “trabalhando”. Alguns chegavam a falar frases como “não estou nem aí para Cuba e, sim, para o meu bolso”. As mulheres estavam vestidas com as camisetas brancas distribuídas pela UGT, e seguravam uma rosa vermelha representando as “Mulheres de Branco”. E os homens, conhecidos como “bate-paus”, vieram para fazer provocações, criar tumulto e agredir os defensores de Cuba, que estavam no outro lado da rua, na calçada do Consulado.

A Policia Militar interveio para garantir a integridade do corpo consular, usando muitas vezes a força para separar os bate-paus que tentavam atravessar a rua, invadir a calçada do Consulado e agredir os ativistas defensores de Cuba. Gás pimenta chegou a ser usado pela força policial, enquanto fechava o trânsito da residencial Cardoso de Almeida, provocando trânsito na região.

O comerciante Ricardo Patah, presidente da UGT, e Canindé Pegado, secretário geral dessa central, e o presidente do Sindicato dos Padeiros Chiquinho Pereira, ordenavam que os “manifestantes de aluguel” provocassem e atacassem os ativistas pró-Cuba. Enquanto ocorria o ato durante a manhã, a assessoria de imprensa da UGT se apressava a espalhar nota à imprensa dizendo que um ato pacífico ocorria sem nenhum tumulto no consulado cubano. Por volta do meio-dia, o ato terminou como se fosse o final de algum expediente, com a explícita distribuição do pagamento aos contratados na frente de todo mundo, com direito à exibição de notas por parte de alguns dos supostos "manifestantes”. Com o fim da manifestação antirrevolução cubana, o cônsul de Cuba em São Paulo, Carlos Trejo, abriu as portas do consulado para os ativistas, que foram recepcionados pelos funcionários do corpo consular e saudados pelos representantes da República de Cuba.

Victor Tretter Pereira
Estudante de Ciência Política
Gestão Pra Fazer Diferente - DCE-UnB

Julio Cezar ("Constantino Marques" "Cabrito""Ferreira""Mendes" Gabrielda Fonseca" "Alexandre Pereira" "Furquim) Soares"

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pessuti anuncia cinco novos secretários

Governador define titulares das secretarias de Segurança Pública, de Transportes, de Ciência e Tecnologia, de Comunicação Social e de Planejamento

Os nomes de cinco novos secretários estaduais foram anunciados, no fim da manhã desta terça-feira (13), pelo governador Orlando Pessuti (PMDB). O anúncio faz parte do remanejamento da equipe de governo, que vem sendo feito desde a saída de Roberto Requião, que deve disputar uma vaga no Senado.

Depois da exoneração de Luiz Fernando Delazari, o novo secretário de Segurança Pública é o ex-coordenador do Projeto Povo da Polícia Militar (PM), coronel Aramis Linhares Serpa. Em sua primeira entrevista como secretário, nesta terça-feira, Serpa disse que tem como objetivos combater o tráfico de drogas por meio do serviço de inteligência da polícia e a adoção de medidas urgentes para reduzir a criminalidade. Segundo o novo titular da pasta, a secretaria vai definir metas com as policias e a intenção é ampliar o número de policiais nas ruas.

A Secretaria de Transportes ficará sob a responsabilidade de Mário César Stamm Junior, que anunciou que vai trabalhar para tentar reduzir as tarifas de pedágio nas rodovias que cortam o estado. De acordo com o secretário, a questão é uma prioridade, porque afeta diretamente os usuários. O objetivo dele é tentar ouvir as concessionárias e traçar um plano que possibilidade a diminuição do preço das tarifas.

Pessuti anunciou ainda Alan Jones para a Secretaria de Planejamento; Nildo José Lubke para a Secretaria de Ciência e Tecnologia; e Ricardo Cancian para a Secretaria de Comunicação.

A nomeação mais comentada foi a da Sesp. De acordo com Pessuti, a alteração não teve nenhum motivo especial, mas ele entendeu a nomeação de Serpa como necessária. A Delazari, que ocupava a pasta, foi oferecido um cargo jurídico, sobre o qual o governador não deu mais detalhes.

fonte: gazetaonline

segunda-feira, 12 de abril de 2010

“Brasil, um país de todos”

por Gilvan Rocha

Estávamos diante da televisão quando se repetiu, pela milésima vez, o slogan do governo Lula: "Brasil, um país de todos".

A compositora e sambista Adelitta Monteiro não conseguiu conter a sua indignação. Disse ela na ocasião: "é muito descaramento, é muito cinismo dizer que o Brasil é de todos. Ora, de quem são as terras do Brasil? De quem são os bancos endinheirados? De quem é o agronegócio? De quem é o grande comércio? De quem são as minas e os minérios senão da burguesia fartamente enriquecida? Para a grande maioria, mais das vezes, não resta nada além de uns palmos de terra que um dia lhe servirão de removível sepultura e ainda têm a desfaçatez de proclamar que esse Brasil, cantado em prosa e versos, nos pertence".

Isso é fazer a massa de trabalhadores, estudantes e donas de casa de idiota. Isso mesmo. Desde cedo a velha burguesia, usando os mais diversos instrumentos, trata de nos transformar em idiotas políticos para assim poder perpetuar seus privilégios.

Sendo assim, cabe-nos um só caminho: desfazermo-nos das ilusões, das mentiras tão bem plantadas em nossas cabeças. Temos que abrir os olhos e nos tornar gente consciente. E isso significa enxergar que esse imenso Brasil, "a pátria amada", tem seus donos e que não passamos de despossuídos.

É bem verdade que alguns milhões de deserdados recebem migalhas através de campanhas compensatórias, tipo "Bolsa Família", que serve muito bem para evitar tensões sociais e comprar o apoio dos desvalidos.

Não tínhamos como discordar da nossa querida compositora e sambista, cuja indignação a motivava a compor mais uma de suas peças de samba, que havemos de vê-la cantar para afugentar a desinformação e o deboche que eles não têm nenhum pejo em exercitar.

Somente e tão somente, quando o povo trabalhador, o letrado ou iletrado, quebrar as amarras da alienação e se transformar em uma massa de gente consciente é que podemos dar uma virada histórica e proclamar: "Brasil, um país de quem trabalha" inserido num mundo de iguais, de justiça e paz.  

Gilvan Rocha é presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos - CAEP.

Blog: http://www.gilvanrocha.blogspot.com/

Os Dez Mandamentos (Edição revista e atualizada)

por Ladislau Dowbor

Como sociedade, desejamos não somente sobreviver, mas viver com qualidade de vida, e porque não, com felicidade. E isto implica elencarmos de forma ordenada os resultados mínimos a serem atingidos, com os processos decisórios correspondentes. Os Mandamentos abaixo elencados têm um denominador comum: todos já foram experimentados e estão sendo aplicados em diversas regiões do mundo, setores ou instâncias de atividade. São iniciativas que deram certo, e cuja generalização, com as devidas adaptações e flexibilidade em função da diversidade planetária, é hoje viável. Não temos a ilusão relativamente à distância entre a realidade política de hoje e as medidas sistematizadas abaixo. Mas pareceu-nos essencial, de toda forma, elencar de forma organizada as medidas necessárias, pois ter um norte mais claro ajuda na construção de uma outra governança planetária. Não estão ordenadas por ordem de importância, pois a maioria tem implicações simultâneas e dimensões interativas. Mas todos os mandamentos deverão ser obedecidos, pois a ira dos elementos nos atingirá a todos, sem precisar esperar a outra vida.

Considerando que a obediência à versão original dos Dez Mandamentos foi apenas aleatória, desta vez o Autor teve a prudência de acrescentar a cada Mandamento uma nota de explicação, destinada em particular aos impenitentes.


I ? Não comprarás os Representantes do Povo
Resgatar a dimensão pública do Estado: Como podemos ter mecanismos reguladores que funcionem se é o dinheiro das corporações a regular que elege os reguladores? Se as agências que avaliam risco são pagas por quem cria o risco? Se é aceitável que os responsáveis de um banco central venham das empresas que precisam ser reguladas, e voltem para nelas encontrar emprego?

Uma das propostas mais evidentes da última crise financeira, e que encontramos mencionada em quase todo o espectro político, é a necessidade de se reduzir a capacidade das corporações privadas ditarem as regras do jogo. A quantidade de leis aprovadas no sentido de reduzir impostos sobre transações financeiras, de reduzir a regulação de banco central, de autorizar os bancos a fazerem toda e qualquer operação, somado com o poder dos lobbies financeiros tornam evidente a necessidade de se resgatar o poder regulador do estado, e para isto os políticos devem ser eleitos por pessoas de verdade, e não por pessoas jurídicas, que constituem ficções em termos de direitos humanos. Enquanto não tivermos financiamento público das campanhas, políticas que representem os interesses dos cidadãos, prevalecerão os interesses econômicos de curto prazo, os desastres ambientais e a corrupção.

II ? Não Farás Contas erradas
As contas têm de refletir os objetivos que visamos. O PIB indica a intensidade do uso do aparelho produtivo, mas não nos indica a utilidade do que se produz, para quem, e com que custos para o estoque de bens naturais de que o planeta dispõe. Conta como aumento do PIB um desastre ambiental, o aumento de doenças, o cerceamento de acesso a bens livres. O IDH já foi um imenso avanço, mas temos de evoluir para uma contabilidade integrada dos resultados efetivos dos nossos esforços, e particularmente da alocação de recursos financeiros, em função de um desenvolvimento que não seja apenas economicamente viável, mas também socialmente justo e ambientalmente sustentável. As metodologias existem, aplicadas parcialmente em diversos países, setores ou pesquisas. A ampliação dos indicadores internacionais como o IDH, a generalização de indicadores nacionais como os Calvert-Henderson Quality of Life Indicators nos Estados Unidos, as propostas da Comissão Stiglitz/Sen/Fitoussi, o movimento FIB ? Felicidade Interna Bruta ? todos apontam para uma reformulação das contas. A adoção em todas as cidades de indicadores locais de qualidade de vida ? veja-se os Jacksonville Quality of Life Progress Indicators ? tornou-se hoje indispensável para que seja medido o que efetivamente interessa: o desenvolvimento sustentável, o resultado em termos de qualidade de vida da população. Muito mais do que o produto (output), trata-se de medir o resultado (outcome).

III ? Não Reduzirás o Próximo à Miséria
Algumas coisas não podem faltar a ninguém. A pobreza crítica é o drama maior, tanto pelo sofrimento que causa em si, como pela articulação com os dramas ambientais, o não acesso ao conhecimento, a deformação do perfil de produção que se desinteressa das necessidades dos que não têm capacidade aquisitiva. A ONU calcula que custaria 300 bilhões de dólares (no valor do ano 2000) tirar da miséria um bilhão de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. São custos ridículos quando se considera os trilhões transferidos para grupos econômicos financeiros no quadro da última crise financeira. O benefício ético é imenso, pois é inaceitável morrerem de causas ridículas 10 milhões de crianças por ano. O benefício de curto e médio prazo é grande, na medida em que os recursos direcionados à base da pirâmide dinamizam imediatamente a micro e pequena produção, agindo como processo anticíclico, como se tem constatado nas políticas sociais de muitos países. No mais longo prazo, será uma geração de crianças que terão sido alimentadas decentemente, o que se transforma em melhor aproveitamento escolar e maior produtividade na vida adulta. Em termos de estabilidade política e de segurança geral, os impactos são óbvios. Trata-se do dinheiro mais bem investido que se possa imaginar, e as experiências brasileira, mexicana e de outros países já nos forneceram todo o know-how correspondente. A teoria tão popular de que o pobre se acomoda se receber ajuda, é simplesmente desmentida pelos fatos: sair da miséria estimula, e o dinheiro é simplesmente mais útil onde é mais necessário.

IV ? Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão
Universalizar a garantia do emprego é viável. Toda pessoa que queira ganhar o pão da sua família deve poder ter acesso ao trabalho. Num planeta onde há um mundo de coisas a fazer, inclusive para resgatar o meio ambiente, é absurdo o número de pessoas sem acesso a formas organizadas de produzir e gerar renda. Temos os recursos e os conhecimentos técnicos e organizacionais para assegurar, em cada vila ou cidade, acesso a um trabalho decente e socialmente útil. As experiências de Maharashtra na Índia demonstraram a sua viabilidade, como o mostram as numerosas experiências brasileiras, sem falar no New Deal da crise dos anos 1930. São opções onde todos ganham: o município melhora o saneamento básico, a moradia, a manutenção urbana, a policultura alimentar. As famílias passam a poder viver decentemente, e a sociedade passa a ser melhor estruturada e menos tensionada. Os gastos com seguro-desemprego se reduzem. No caso indiano, cada vila ou cidade é obrigada a ter um cadastro de iniciativas intensivas em mão de obra. Dinheiro emprestado ou criado desta forma representa investimento, melhoria de qualidade de vida, e dá excelente retorno. E argumento fundamental: assegura que todos tenham o seu lugar para participar na construção de um desenvolvimento sustentável. Na organização econômica, além do resultado produtivo, é essencial pensar no processo estruturador ou desestruturador gerado. A pesca oceânica industrial pode ser mais produtiva em volume de peixe, mas o processo é desastroso, tanto para a vida no mar como para centenas de milhões de pessoas que viviam da pesca tradicional. A dimensão de geração de emprego de todas as iniciativas econômicas tem de se tornar central. Assegurar a contribuição produtiva de todos, ao mesmo tempo que se augmenta gradualmente o salário mínimo e se reduz a jornada, leva simplesmente a uma prosperidade mais democrática.

V ? Não Trabalharás Mais de Quarenta Horas
Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes na vida. A sub-utilização da força de trabalho é um problema planetário, ainda que desigual na sua gravidade. No Brasil, conforme vimos, com 100 milhões de pessoas na PEA, temos 31 milhões formalmente empregadas no setor privado, e 9 milhões de empregados públicos. A conta não fecha. O setor informal situa-se na ordem de 50% da PEA. Uma imensa parte da nação ?se vira? para sobreviver. No lado dos empregos de ponta, as pessoas não vivem por excesso de carga de trabalho. Não se trata aqui de uma exigência de luxo: são incontáveis os suicídios nas empresas onde a corrida pela eficiência se tornou simplesmente desumana. O stress profissional está se tornando uma doença planetária, e a questão da qualidade de vida no trabalho passa a ocupar um espaço central. A redistribuição social da carga de trabalho torna-se hoje uma necessidade. As resistências são compreensíveis, mas a realidade é que com os avanços da tecnologia os processos produtivos tornam-se cada vez menos intensivos em mão de obra, e reduzir a jornada é uma questão de tempo. Não podemos continuar a basear o nosso desenvolvimento em ilhas tecnológicas ultramodernas enquanto se gera uma massa de excluídos, inclusive porque se trata de equilibrar a remuneração e, consequentemente, a demanda. A redução da jornada não reduzirá o bem estar ou a riqueza da população, e sim a deslocará para novos setores mais centrados no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e lazer. Não precisamos necessariamente de mais carros e de mais bonecas Barbie, precisamos sim de mais qualidade de vida.

VI ? Não Viverás para o Dinheiro
A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do bom senso. Neste planeta de 7 bilhões de habitantes, com um aumento anual da ordem de 75 milhões, toda política envolve também uma mudança de comportamento individual e da cultura do consumo. O respeito às normas ambientais, a moderação do consumo, o cuidado no endividamento, o uso inteligente dos meios de transporte, a generalização da reciclagem, a redução do desperdício ? há um conjunto de formas de organização do nosso cotidiano que passa por uma mudança de valores e de atitudes frente aos desafios econômicos, sociais e ambientais. No apagão energético do final dos anos 90 no Brasil, constatou-se como uma boa campanha informativa, o papel colaborativo da mídia, e a punição sistemática dos excessos permitiu uma racionalização generalizada do uso doméstico da energia. Esta dimensão da solução dos problemas é essencial, e envolve tanto uma legislação adequada, como sobretudo uma participação ativa da mídia.

Hoje 95% dos domicílios no Brasil têm televisão, e o uso informativo inteligente deste e de outros meios de comunicação tornou-se fundamental. Frente aos esforços necessários para reequilibrar o planeta, não basta reduzir o martelamento publicitário que apela para o consumismo desenfreado, é preciso generalizar as dimensões informativas dos meios de comunicação. A mídia científica praticamente desapareceu, os noticiários navegam no atrativo da criminalidade, quando precisamos vitalmente de uma população informada sobre os desafios reais que enfrentamos. A pergunta a se fazer a cada ato de conusmo, não é só se ?é bom para mim?, mas se é bem para o planeta e o bem comum, e buscar um equilíbrio razoável. A opção individual é essencial, mas não suficiente. Grande parte da mudança do comportamento individual depende de ações públicas: as pessoas não deixarão o carro em casa (ou deixarão de tê-lo) se não houver transporte público, não farão reciclagem se não houver sistemas adequados de coleta. Precisamos de uma política pública de mudança do comportamento individual.

VII ? Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros
Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é viável. A alocação final dos recursos financeiros deixou de ser organizada em função dos usos finais de estímulo e orientação de atividades econômicas e sociais, para obedecer às finalidades dos próprios intermediários financeiros. A atividade de crédito é sempre uma atividade pública, seja no quadro das instituições públicas, seja no quadro dos bancos privados que trabalham com dinheiro do público, e que para tanto precisam de uma carta-patente que os autorize a ganhar dinheiro com dinheiro dos outros. A recente crise financeira de 2008 demonstrou com clareza o caos que gera a ausência de mecanismos confiáveis de regulação no setor. Nas últimas duas décadas, temos saltado de bolha em bolha, de crise em crise, sem que a relação de forças permita a reformulação do sistema de regulação em função da produtividade sistêmica dos recursos. Enquanto não se gera uma relação de forças mais favorável, precisamos batalhar os sistemas nacionais de regulação financeira. O dinheiro não é mais produtivo onde rende mais para o intermediário: devemos buscar a produtividade sistêmica de um recurso que é público.
A Coréia do Sul abriu recentemente um financiamento de 36 bilhões de dólares para financiar transporte coletivo e alternativas energéticas, gerando com isto 960 mil empregos. O impacto positivo é ambiental pela redução de emissões, é anti-cíclico pela dinamização da demanda, é social pela redução do desemprego e pela renda gerada, é tecnológico pelas inovações que gera nos processos produtivos mais limpos. Tem inclusive um impacto raramente considerado, que é a redução do tempo vida que as pessoas desperdiçam no transporte. Trata-se aqui, evidentemente, de financiamento público, pois os bancos comerciais não teriam esta preocupação, nem esta visão sistêmica. (UNEP,Global Green New Deal, 2009). Em última instância, os recursos devem ser tornados mais acessíveis segundo que os objetivos do seu uso sejam mais produtivos em termos sistêmicos, visando um desenvolvimento mais inclusivo e mais sustentável. A intermediação financeira é um meio, não é um fim.
Particular atenção precisa ser dada aos intermediários que ganham apenas nos fluxos entre outros intermediários ? com papéis que representam direitos sobre outros papéis ? e que têm tudo a ganhar com a maximização dos fluxos, pois são remunerados por comissões sobre o volume e ganhos, e geram portanto volatilidade e pro-ciclicidade, com os monumentais volumes que nos levaram por exemplo a valores em derivativos da ordem de 863 trilhões de dólares em junho de 2008, 15 vezes o PIB mundial. A intermediação especulativa ? diferentemente das intermediação de compras e vendas entre produtores e utilizadores finais ? apenas gera uma pirâmide especulativa e insegurança, além de desorganizar os mercados e as políticas econômicas*.

*BIS Quarterly Review, December 2008, Naohiko Baba et al., www.bis.org/publ/qtrpdf/r_qt0812b.pdf p. 26: ?In November, the BIS released the latest statistics based on positions as at end-june 2008 in the global over-the-counter (OTC) derivatives markets. The notional amounts outstanding of OTC derivatives continued to expand in the first half of 2008. Notional amounts of all types of OTC contracts stood at $863 trillion at the end of June, 21% higher than six months before?. São 863 trilhões de dólares de derivativos emitidos, frente a um PÌB mundial de cerca de 60 trilhões.


VIII ? Não Tributarás Boas Iniciativas
A filosofia do imposto, de quem se cobra, e a quem se aloca, precisa ser revista. Uma política tributária equilibrada na cobrança, e reorientada na aplicação dos recursos, constitui um dos instrumentos fundamentais de que dispomos, sobretudo porque pode ser promovida por mecanismos democráticos. O eixo central não está na redução dos impostos, e sim na cobrança socialmente mais justa e na alocação mais produtiva em termos sociais e ambientais. A taxação das transações especulativas (nacionais ou internacionais) deverá gerar fundos para financiar uma série de políticas essenciais para o reequilíbrio social e ambiental. O imposto sobre grandes fortunas é hoje essencial para reduzir o poder político das dinastias econômicas (10% das famílias do planeta é dono de 90% do patrimônio familiar acumulado no planeta). O imposto sobre a herança é fundamental para dar chances a partilhas mais equilibradas para as sucessivas gerações. O imposto sobre a renda deve adquirir mais peso relativamente aos impostos indiretos, com alíquotas que permitam efetivamente redistribuir a renda. É importante lembrar que as grandes fortunas do planeta em geral estão vinculadas não a um acréscimo de capacidades produtivas do planeta, e sim à aquisição maior de empresas por um só grupo, gerando uma pirâmide cada vez mais instável e menos governável de propriedades cruzadas, impérios onde a grande luta é pelo controle do poder financeiro, político e midiático, e a apropriação de recursos naturais. O sistema tributário tem de ser reformulado no sentido anti-cíclico, privilegiando atividades produtivas e penalizando as especulativas; no sentido do maior equilíbrio social ao ser fortemente progressivo; e no sentido de proteção ambiental ao taxar emissões tóxicas ou geradoras de mudança climática, bem como o uso de recursos naturais não renováveis*.

*Susan George traz uma ilustração convincente: um bilionário que aplica o seu dinheiro com uma conservadora remuneração de 5% ao ano, aumenta a sua fortuna em 137 mil dólares por dia. Taxar este tipo de ganhos não é ?aumentar os impostos?, é corrigir absurdos.

O poder redistributivo do Estado é grande, tanto pelas políticas que executa ? por exemplo as políticas de saúde, lazer, saneamento e outras infra-estruturas sociais que melhoram o nível de consumo coletivo ? como pelas que pode fomentar, como opções energéticas, inclusão digital e assim por diante. Fundamental também é a política redistributiva que envolve política salarial, de previdência, de crédito, de preços, de emprego. A forte presença das corporações junto ao poder político constitui um dos entraves principais ao equilíbrio na alocação de recursos. O essencial é assegurar que todas as propostas de alocação de recursos sejam analisadas pelo triplo enfoque econômico, social e ambiental. No caso brasileiro, constatou-se com as recentes políticas sociais (?Bolsa-Família?, políticas de previdência etc.) que volumes relativamente limitados de recursos, quando chegam à ?base da pirâmide?, são incomparavelmente mais produtivos, tanto em termos de redução de situações críticas e consequente aumento de qualidade de vida, como pela dinamização de atividades econômicas induzidas pela demanda local. A democratização aqui é fundamental. A apropriação dos mecanismos decisórios sobre a alocação de recursos públicos está no centro dos processos de corrupção, envolvendo as grandes bancadas corporativas, por sua vez ancoradas no financiamento privado das campanhas.

IX ? Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento
Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido. A participação efetiva das populações nos processos de desenvolvimento sustentável envolve um denso sistema de acesso público e gratuito à informação necessária. A conectividade planetária que as novas tecnologias permitem constitui uma ampla via de acesso direto. O custo-benefício da inclusão digital generalizada é simplesmente imbatível, pois é um programa que desonera as instâncias administrativas superiores, na medida em que as comunidades com acesso à informação se tornam sujeitos do seu próprio desenvolvimento. A rapidez da apropriação deste tipo de tecnologia até nas regiões mais pobres se constata na propagação do celular, das lan houses mais modestas. O impacto produtivo é imenso para os pequenos produtores que passam a ter acesso direto a diversos mercados tanto de insumos como de venda, escapando aos diversos sistemas de atravessadores comerciais e financeiros. A inclusão digital generalizada é um destravador potente do conjunto do processo de mudança que hoje se torna indispensável.

O mundo frequentemente esquece que 2 bilhões de pessoas ainda cozinham com lenha, área em que há inovações significativas no aproveitamento calórico por meio de fogões melhorados. Tecnologias como o sistema de cisternas do Nordeste, de aproveitamento da biomassa, de sistemas menos agressivos de proteção dos cultivos etc., constituem um vetor de mudança da cultura dos processos produtivos. A criação de redes de núcleos de fomento tecnológico online, com ampla capilaridade, pode se inspirar da experiência da Índia, onde foram criados núcleos em praticamente todas as vilas do país. O World Economic and Social Survey 2009 é particularmente eloquente ao defender a flexibilização de patentes no sentido de assegurar ao conjunto da população mundial o acesso às informações indispensáveis para as mudanças tecnológicas exigidas por um desenvolvimento sustentável.

X ? Não Controlarás a Palavra do Próximo
Democratizar a comunicação tornou-se essencial. A comunicação é uma das áreas que mais explodiu em termos de peso relativo nas transformações da sociedade. Estamos em permanência cercados de mensagens. As nossas crianças passam horas submetidas à publicidade ostensiva ou disfarçada. A indústria da comunicação, com sua fantástica concentração internacional e nacional - e a sua crescente interação entre os dois níveis - gerou uma máquina de fabricar estilos de vida, um consumismo obsessivo que reforça o elitismo, as desigualdades, o desperdício de recursos como símbolo de sucesso. O sistema circular permite que os custos sejam embutidos nos preços dos produtos que nos incitam a comprar, e ficamos envoltos em um cacarejo permanente de mensagens idiotas pagas do nosso bolso. Mais recentemente, a corporação utiliza este caminho para falar bem de si, para se apresentar como sustentável e, de forma mais ampla, como boa pessoa. O espectro eletromagnético em que estas mensagens navegam é público, e o acesso a uma informação inteligente e gratuita para todo o planeta, é simplesmente viável. Expandindo gradualmente as inúmeras formas alternativas de mídia que surgem por toda parte, há como introduzir uma cultura nova, outras visões de mundo, cultura diversificada e não pasteurizada, pluralismo em vez de fundamentalismos religiosos ou comerciais.

O fato que mais inspira esperança é a multiplicação impressionante de iniciativas nos planos da tecnologia, dos sistemas de gestão local, do uso da internet para democratizar o conhecimento, da descoberta de novas formas de produção menos agressivas, de formas mais equilibradas de acesso aos recursos. O Brasil neste plano tem mostrado que começar a construir uma vida mais digna para o ?andar de baixo?, para os dois terços de excluídos, não gera tragédias para os ricos. Inclusive, numa sociedade mais equilibrada, todos passarão a viver melhor. Tolerar um mundo onde um bilhão de pessoas passam fome, onde 10 milhões de crianças morrem anualmente de causas ridículas, e onde se dilapidam os recursos naturais das próximas gerações, em proveito de fortunas irresponsáveis, já não é possível.

Nesta época interativa, o Altíssimo declarou-se disposto a considerar outros Mandamentos. Sendo o Secretariado do Altíssimo hoje bem equipado, os que por acaso tenham sugestões ou necessitem consultar documentos mais completos, poderão se instruir com outros Assessores, em linha direta sob
www.criseoportunidade.wordpress.com Críticas, naturalmente, deverão ser endereçadas a Instâncias Superiores. Apreciações positivas e sugestões de outros Mandamentos poderão ser enviadas ao blog acima citado, ou no e-mail ladislau@dowbor.org


Ladislau Dowbor, formado em economia política pela Universidade de Lausanne, Suiça; Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia (1976). Atualmente é professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de economia e administração. É consultor de diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios, bem como do Senac. Atua como Conselheiro na Fundação Abrinq, Instituto Polis e outras instituições.

Ladislau Dowbor

Os bancos são proprietários do Congresso dos EUA" - E NO BRASIL?

Um critério segundo o qual é possível calibrar a decadência da vida cultural, política e econômica nos Estados Unidos é responder a seguinte pergunta: as forças do poder econômico, que fracassaram de forma evidente, tornaram-se mais fracas ou mais fortes depois que os danos amplamente conhecidos que causaram converteram-se em um tema de domínio público? Apesar das manchetes na imprensa há dois anos sobre a autodestruição dos gigantes financeiros de Wall Street, os bancos seguem mandando na política dos EUA. O artigo é de Ralph Nader.

Ralph Nader

Uma sociedade que não percebe os sinais de sua própria decadência, porque sua ideologia é um mito contínuo de progresso, separa-se da realidade e se enreda na ilusão. Um critério segundo o qual é possível calibrar a decadência da vida cultural, política e econômica nos Estados Unidos é responder a seguinte pergunta: as forças do poder econômico, que fracassaram de forma evidente, tornaram-se mais fortes depois que os danos amplamente conhecidos que causaram converteram-se em um tema de domínio público?

A deterioração econômica é generalizada, o desemprego, as execuções de hipotecas, a exportação de empregos, a dívida dos consumidores, o desgaste das aposentadorias e a infraestrutura deteriorada estão muito bem documentadas. A autodestruição dos gigantes financeiros de Wall Street, com seus saques e desaparecimentos de bilhões de dólares de outras pessoas, são manchetes na imprensa há dois anos. Durante e depois das gigantescas operações de socorro por parte de Washington, os bancos e seus aliados ainda são a força mais poderosa na determinação da natureza das leis corretivas propostas para superar a crise.

?Os bancos se apoderaram deste lugar?, diz o senador Richard Durbin (democrata por Illinois), evocando a opinião de muitos membros do abúlico Congresso dispostos a aprovar só uma débil legislação para proteger o consumidor e o investidor, enquanto permitem o domínio dos cada vez menos e maiores grandes bancos.

Quem já não se deparou com os erros e a unilateral letra pequena da indústria dos cartões de crédito? Um projeto de reforma legal finalmente foi aprovado após anos de demora, mas de novo resulta débil e incompleto. Indiferentes diante de suas extorsões, as empresas já têm seus advogados trabalhando em esquemas para evitar o aperto moderado da lei.

A indústria dos medicamentos e da saúde, um enxame com milhares de ramificações, tem mais ou menos o que queria com a nova lei da saúde. As seguradoras têm milhões de novos clientes subsidiados com centenas de bilhões de dólares dos contribuintes e com muito pouca regulação. As companhias farmacêuticas saíram triunfantes: a não importação de remédios similares mais baratos, nenhuma autoridade do Tio Sam para negociar descontos de preços e uma muito proveitosa extensão do monopólio de proteção de patentes sobre os fármacos biológicos contra a competição dos genéricos mais baratos.

Apesar de todas suas fraudes, apesar de todas suas exclusões, suas negativas às reclamações, suas restrições de benefícios e aumentos horrendos de preços, as duas indústrias saíram mais reforçadas do que nunca tanto econômica como politicamente. Não é de se estranhar que suas ações estejam subindo inclusive na recessão. A indústria processadora de fast food ? na defensiva ultimamente em razão de alguns excelentes documentários e importantes revelações ? é ainda um dos poderes mais influentes no Capitólio, conseguindo retardar durante anos uma lei de segurança alimentar decente e fazer uso de impostos para bombear graxa, açúcar e sal para os estômagos de nossas crianças, além de lutar contra mecanismos pertinentes de controle. Os alimentos contaminados nos EUA causam mais de 7 mil mortes por ano, além de milhões de pessoas doentes.

As companhias de petróleo, gás, carvão e de energia nuclear estão tirando a pele dos consumidores e contribuintes, esgotando e colocando em risco o meio ambiente, e bloqueando a aprovação de uma legislação racional no Congresso para substituir o carvão e o urânio por energias renováveis com tecnologias de eficiência energética. Inclusive agora, após anos de aumentos de custos, prejuízos e ausência de armazenamento permanente de resíduos radioativos, a indústria nuclear pressiona o presidente Obama (como fez antes com Bush) por dezenas de bilhões de dólares em empréstimos dos contribuintes para novas centrais nucleares. Wall Street não financiará uma tecnologia tão arriscada sem vocês, os contribuintes, como garantia contra qualquer acidente ou falha. Democratas e republicanos fecham os olhos para esses ultrajantes riscos financeiros e de segurança para os contribuintes.

O Congresso, que recebe a parte principal desta pressão corporativa ? a raiz do dinheiro e o tronco dos desafios financeiros correspondentes -, é mais do que nunca um obstáculo para qualquer mudança. No passado, após importantes fracassos da indústria e do comércio, existiu uma maior possibilidade de ação por parte do Congresso. Recorde-se o desmoronamento bancário e de Wall Street nos primeiros anos da década de 30 do século passado. O Congresso e Franklin Delano Roosevelt confeccionaram uma legislação que salvou os bancos, a poupança da população e regulou o mercado de valores.

Desde que apareceu meu livro ?Inseguro a qualquer velocidade: os perigos do desenho do automóvel americano?, publicado em novembro de 1965, levou exatamente nove meses para o governo federal regular a poderosa indústria automobilística sobre a segurança e a eficiência do combustível. Comparemos esse fato com os dois anos de atraso, após a falência do Bear Stearns, em criar alguma legislação de controle.

No entanto, é quase impossível desalojar os entrincheirados membros do Congresso, responsáveis por essa paralisação assombrosa, mesmo quando as pesquisas mostram sua reputação mais baixa do que nunca. É um lugar onde a maioria está aterrorizada pelas empresas e a minoria pode bloquear inclusive os esforços legislativos mais anêmicos com regras arcaicas, especialmente no Senado.

Culturalmente, os canários nesta mina de carvão são as crianças. A infância foi comercializada pelos gigantes do marketing que busca chegar nela a todo momento com sua comida-lixo, com programas violentos, videogames e má medicina. O resultado é a obesidade recorde, a diabete infantil e outras doenças. Ao mesmo tempo em que destroem a autoridade dos pais, as companhias riem no caminho ao banco, utilizando nosso espaço radioelétrico, entre outros meios de comunicação, para aumentar seus lucros. Podem ser descritos como abusadores eletrônicos de crianças.

Em 1996, publicamos um livro intitulado Children First!: A Parent?s Guide to Tighting Corporate Predators in the Media (Crianças primeiro: um guia para os pais lutarem contra as corporações predadoras nos meios de comunicação). Esse livro subestima o problema visto o agravamento da manipulação da infância nos dias de hoje.

24 horas por dia, 7 dias por semana, em uma sociedade freneticamente entretida com mordidas sonoras, Blackberries, iPods, mensagens de texto e correios eletrônicos, existe uma profunda necessidade de reflexão e introspecção. Temos que discutir cara a cara em salões, auditórios escolares, praças populares e assembléias urbanas que está acontecendo conosco e o que está ocorrendo com nossos minguantes processos democráticos em função das pressões e controles do insaciável Estado corporativo. E sobre o que deve ser feito nos espaços públicos, com a apresentação de novos modelos, novas responsabilidades e novas idéias. Nossa história já nos mostrou que vivemos melhor em todas as frentes quando estamos mais comprometidos e cuidadosos.

Ralph Nader é advogado e escritor, ex-candidato à presidência dos EUA. Seu último livro é a novela Only the Super-Rich Can Save Us!

Serra lança candidatura em Brasília

Pré-candidato tucano falou em Brasília, onde participou do encontro nacional de PSDB, DEM e PPS. Seu discurso é o que segue:

“Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil; falar da minha vida; falar da minha experiência; falar da minha fé; falar das minhas esperanças no Brasil. E mostrar minha disposição de assumir esta caminhada. Uma caminhada que vai ser longa e difícil mas que com a ajuda de Deus e com a força do povo brasileiro será com certeza vitoriosa.

Alguns dias atrás, terminei meu discurso de despedida do Governo de São Paulo afirmando minha convicção de que o Brasil pode mais. Quatro palavras, em meio a muitas outras. Mas que ganharam destaque porque traduzem de maneira simples e direta o sentimento de milhões de brasileiros: o de que o Brasil, de fato, pode mais. E é isto que está em jogo nesta hora crucial!
Nos últimos 25 anos, o povo brasileiro alcançou muitas conquistas: retomamos a Democracia, arrancamos nas ruas o direito de votar para presidente, vivemos hoje num país sem censura e com uma imprensa livre. Somos um Estado de Direito Democrático. Fizemos uma nova Constituição, escrita por representantes do povo.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pessuti pode baixar a tarifa do pedágio

A saída de Luiz Fernando Delazari do comando da Secretaria de Estado da Segurança, deve dar azia e má-digestão no ex-governador Roberto Requião. O sangue deverá ferver, a ponto de provocar um ataque de nervos, quando o governador Orlando Pessuti anunciar, provavelmente na segunda-feira, um acordo com as concessionárias que administram as rodovias pedagiadas no Estado para baixar o preço das tarifas, o que Requião não conseguiu durante sete anos de governo e o que rendeu dezenas de ações na Justiça estadual e federal.

Mais polido no trato com empresários, Pessuti poderá, com isso, dar um grande salto na sua caminhada rumo ao Palácio Iguaçu, já reformado, em 2011. A negociação vem se arrastando há alguns meses e a contrapartida é aumentar a validade da concessão em troca de outras obras importantes para o Paraná como, por exemplo, a duplicação de Cascavel a Foz do Iguaçu.

Fonte: Documento Reservado

Fotos do Encontro Estadual do PTdoB

Paulo Aguilera da Equipe Nova entrevista o Presidente Estadual do PTdoB, Danilo D´Avila


Danilo D´Avila em discurso durante o evento


O encontro contou com várias lideranças do partido em todo o estado


Momento em que o pré-candidato a Presidente da República pelo PTdoB,
Dr. Mario de Oliveira Filho, é chamado para compor a mesa do Encontro


No destaque, Tércio Albuquerque, presidente estadual do PTC

Morre Ivo Rodrigues, vocalista do Blindagem

Faleceu na noite de quinta-feira (08), no Hospital das Clínicas de Curitiba, Ivo Rodrigues, vocalista da banda Blindagem. Ivo se submeteu a um transplante de fígado, em junho de 2009, e nos últimos tempos lutava contra a leucemia. O cantor era o líder da banda e torcedor apaixonado do Coritiba. Ivo tinha 61 anos e deixou esposa e dois filhos.

O corpo do músico, que era natural de Porto Alegre, mas veio para Curitiba com a família aos três anos de idade, e que durante muito tempo foi parceiro do poeta curitibano Paulo Leminski, está sendo velado no saguão do Teatro Guaíra.

Trajetória

Incentivado pelo pai começou a participar de programas de auditório em rádios de Curitiba, como a extinta Rádio Guairacá; também foi cantor mirim da Rádio Clube Paranaense e estudou no Instituto Adventista Paranaense, onde cantou música gospel durante os cultos.

Em 1966, foi premiado em programa da TV Paranaense com o troféu Barra Limpa, como melhor cantor e melhor conjunto do Sul do Brasil. Em 1969, Ivo excursionou pelo País junto com a cantora Rita Lee, pela banda A Chave. Com o fim de A Chave, Ivo foi convidado para ser o vocalista do Blindagem.

Às 16h30, um cortejo deixará o Teatro Guaíra e partirá para o Cemitério Municipal, onde, às 17h, Ivo será sepultado.

fonte: paranaonline

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hoje tem programa do PTC

O Partido Trabalhista Cristão - PTC - apresenta hoje seu programa, que irá ao ar em rede nacional.

No rádio a partir das 20h, e na TV a partir das 20h30min.

O Paraná estará representado pelo presidente estadual do partido, Tércio Albuquerque.

Projeto do Senado impede corte de luz, água e telefone de instituições sociais e famílias carentes

O Senado aprovou ontem projeto que impede que empresas cortem o fornecimento de água, luz e telefone de escolas, hospitais, presídios, centros de internação de menores e famílias de baixa renda por inadimplência.

De acordo com a decisão, aprovada em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça, as empresas devem garantir o fornecimento mínimo para o funcionamento das atividades básicas dessas instituições e famílias para preservar a saúde das pessoas envolvidas.

Os senadores, contudo, recusaram emenda que propunha que essas instituições e famílias também não pudessem ser incluídas nos cadastros de inadimplência. O texto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

O relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), considerou que esses cadastros funcionam como serviços de proteção ao crédito e são importantes para a saúde da economia do país.

O autor do projeto, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), considera que é dever das empresas garantir que essas instituições sociais e famílias carentes mantenham suas atividades, mesmo sem quitarem as dívidas.

fonte: Agência Brasil

Pessuti e Justiça Federal discutem PEC da criação do TRF no Paraná

O governador Orlando Pessuti recebeu nesta quarta-feira (07), no Palácio das Araucárias, em Curitiba, desembargadores e juízes federais para discutir a criação do Tribunal Regional Federal no Paraná. A medida faz parte da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Senado Federal e que estabelece a criação de quatro novos Tribunais Regionais Federais no país com o objetivo de descentralizar e regionalizar o atendimento judiciário.

“A proposta da Justiça Federal é instalar unidades no Paraná, em Salvador, Manaus e Belo Horizonte. É de importância fundamental que possamos criar novos tribunais federais. Entendemos que o nosso Estado não pode ir à Porto Alegre para buscar a Justiça Federal. O Governo do Paraná fará a sua parte. Tenho certeza que nas conversas que teremos com a nossa bancada de deputados federais, daremos prioridade a este assunto de grande importância”, destacou o governador.

Atualmente, o TRF-4 tem sede em Porto Alegre e jurisdição nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “A criação de um TRF no Paraná tem uma importância fundamental. A Proposta de Emenda Constitucional diz respeito não apenas ao Paraná, mas ao Brasil todo. O que vale é a vontade política para a concretização deste projeto”, afirmou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Lucio Glomb.

De acordo com o presidente da OAB, a medida irá contribuir para o desenvolvimento econômico do Paraná. “O país está hoje com um gargalo na segunda instância e vamos melhorar esta situação no momento em que reaproximar a Justiça das pessoas mais necessitadas. Com esta ação, os processos ganharão mais agilidade. O Governo do Paraná já se dispôs a apoiar esta iniciativa, o que é para nós um motivo de extrema satisfação”, disse Glomb.

O presidente da Associação Paranaense de Juízes Federais, Anderson Furlan Freire da Silva, explicou que 40% dos processos que tramitam no Tribunal Regional da 4ª Região são do Paraná - o equivalente a 500 mil processos. “Com a criação de uma unidade aqui no Paraná, os desembargadores estarão mais perto da população. Os advogados, que hoje precisam ir até Porto Alegre para representar seus clientes, poderão fazê-lo aqui em Curitiba”, afirmou.

“Nós buscamos, além do apoio político, o apoio material para a viabilização da instalação do Tribunal Regional Federal no Paraná. A Justiça Federal busca a aceleração dos processos em trâmite. É preciso uma reformulação do atual processo. Temos apenas quatro Tribunais Regionais para atender o país: em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e em Porto Alegre”, destacou o juiz federal.

Para o desembargador Néfi Cordeiro, do Tribunal Regional da 4ª Região, a proposta irá beneficiar principalmente as pessoas que não têm condições financeiras de se deslocar até Porto Alegre para resolver problemas judiciais. “Os juízes devem estar próximos da população. Esta medida vai aproximar a justiça daqueles que mais necessitam, além de agilizar os processos”, afirmou.

fonte: aen

PPS e PT devem ter candidaturas próprias

O quadro eleitoral no Paraná, que parecia definido com apenas três candidaturas fortes ao governo do Estado - Orlando Pessuti (PMDB), Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB) - pode ganhar mais dois nomes e novas variáveis com os impasses sobre alianças envolvendo, principalmente, a candidatura de Osmar Dias.

Além do PT, que está vendo dificuldade em fechar com o senador pedetista e já volta a trabalhar um nome para a eleição de outubro, o PPS também anunciou, ontem, que cresce, internamente, a ideia de candidatura própria, já sugerida pelo partido com o fim da aliança entre Beto e Osmar.

“Se tivermos a confirmação das candidaturas de Osmar Dias e Beto Richa ao governo, o PPS vai lançar candidatura própria em 2010. Estamos preparados para o debate. Nosso plano de governo está praticamente concluído. Vamos apresentá-lo e percorrer o Estado com a campanha do Voto Limpo”, disse, em nota, o presidente do partido, Rubens Bueno, informando que, no momento, a tese de candidatura própria é mais bem vista no partido do que o apoio a qualquer um dos pré-candidatos.

Defensor da manutenção da aliança formada no segundo turno de 2006 e repetida na reeleição de Beto Richa à Prefeitura de Curitiba, com PSDB, PDT, PPS, DEM e PP, Bueno disse que com o fim da aliança, seu partido não tem mais compromisso em apoiar ninguém e, até já adiantou alguns possíveis nomes, além do seu, para a disputa. “Os deputados Cesar Silvestri e Marcelo Rangel, são nomes fortes”.

Bueno disse não ver quebra de compromisso de nenhuma parte no rompimento da aliança. “É natural, todos têm o direito de buscar candidaturas próprias. Se PSDB e PDT já fizeram isso, vamos dançar a mesma música e lançar a nossa também”, disse o presidente do PPS, informando que a direção do partido tem reunião na próxima semana para discutir a candidatura própria.

Disputado pelo PSDB e pelo PDT, mas ainda sem uma conversa definitiva com possíveis aliados, o PPS coloca mais lenha nas conturbadas articulações para a formação de alianças visando à eleição de outubro e mostra que o partido só aceitará composição caso lhe sejam oferecidas boas condições na chapa.

Outro partido dividido entre Osmar e Beto, o DEM continua afirmando que só terá uma definição na convenção, em junho. O presidente estadual do partido, Abelardo Lupion, no entanto, comemorou o retrocesso na negociação entre Osmar Dias e PT.

“Desde o primeiro dia, sempre fui contra esta aliança. Tenho uma história com o senador Osmar Dias. Este não é o nosso povo. O PT sempre foi contra nós. Sempre desaconselhei o senador a fazer esta aliança. Toda aliança que precisa ser explicada é uma desgraça. Temos outros partidos e podemos fazer um outro palanque”, disse o deputado federal, que admitiu, inclusive, abrir mão de sua candidatura ao Senado para atrair o PP de Ricardo Barros para a coligação de Osmar.

fonte: paranaonline

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Evento: CUBA: UM OLHAR SOLIDÁRIO

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Governador Orlando Pessuti anuncia três novos secretários

O governador Orlando Pessuti anunciou, nesta quarta-feira (07), durante entrevista à Rede Massa de televisão, os nomes de três novos secretários do governo do Estado. A pasta da saúde será comandada pelo atual chefe de gabinete do governador, Carlos Moreira Junior; o novo secretário da Agricultura será Erikson Camargo Chandoha; e a Secretaria do Meio Ambiente será ocupada por Jorge Augusto Calado. As nomeações, de acordo com o governador, serão feitas ainda nesta quarta-feira.

Todos os novos secretários ocupavam cargos no Governo. Chandoha é chefe do núcleo regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Campo Mourão e Jorge Augusto Calado é diretor de Saneamento Ambiental da Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental.

De acordo com o governador, a prioridade atual é ocupar os 25 cargos de chefia que ficaram vagos, devido aos pedidos de exoneração dos postulantes a participar do processo eleitoral. “Não há reforma no secretariado. Não farei um desmonte no governo do qual eu faço parte e ajudei a construir. Nesse primeiro momento estamos fazendo a recomposição - porque tirando esses cargos vagos, todas as secretárias têm responsáveis. Vamos pensar as mudanças com calma”, afirmou.

INTERIORIZAÇÃO - Durante a entrevista, o governador falou do processo de interiorização que planeja no Governo Estadual. Serão feitas seis escolas de governo em macroregiões, com participação das prefeituras, associações comunitárias, igrejas e sindicados e empresariado. No mesmo dia, secretários de estado farão despachos com prefeitos e serão assinados convênios e ordens de serviço. Pessuti irá inaugurar obras nestas regiões.

“É algo que as pessoas nos cobram. Nos próximos três meses teremos ações de governo muito fortes e ágeis. Diversas etapas de interiorização foram feitas no governo Requião e é foi um processo muito usado pelo Jaime Canet, José Richa e Alvaro Dias”, lembrou Pessuti.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA – segundo Pessuti, a relação com a Assembléia Legislativa deve se manter boa, mesmo com as denúncias que a instituição vem sofrendo. “Passei muitos anos lá dentro e imagino que não vou ter nenhuma dificuldade de relacionamento. Espero que possamos aprovar rapidamente na Assembléia o que for necessário”, afirmou.

O governador elogiou o afastamento recente de alguns diretores e a atuação dos órgãos de investigação. “O Ministério Público está investigando, bem como a Polícia Federal. A expectativa é que isso se resolva rapidamente”, disse.

Pessuti lembrou que, recentemente, a Assembléia implantou medidas visando maior transparência da casa, coisa que ele tentou fazer em seu período de mandato e não conseguiu. “Há que se admitir que algumas medidas foram tomadas, como o painel eletrônico, o portal da transparência e a própria televisão. Isso tudo foi feito no mandato de Nelson Justus”, lembrou.

fonte: aen

Deputado ‘tabelião’ legisla em causa própria


É mesmo ligado a cartórios o deputado Alex Canziani (PTB-PR), autor do projeto que altera a Lei da Arbitragem, criando malandramente outra reserva de mercado para o setor. Em carta a esta coluna, o sofista negou ser “tabelião”, mas omitiu o detalhe de que sua mulher é tabeliã, só para comprovar que mentira tem pernas curtas. Ana Lúcia (“Lucy”) Canziani é titular do 2o Ofício de Registro de Imóveis de Londrina (PR).

Até o pescoço
Alex Canziani até foi eleito “diretor de política” da Anoreg, a associação de cartórios, e revela a profissão em seu site: “Registrador de Imóveis”.

Que vergonha...
Sempre legislando em favor dos cartórios, Alex Canziani defende o trem da alegria efetivando tabeliães sem concurso público.

do blog do Claudio Humberto

terça-feira, 6 de abril de 2010

Encontro Estadual do PTdoB Paraná


a pedido

O Partido Trabalhista do Brasil – PtdoB-Paraná, realizará um Encontro Estadual no próximo dia 08 de abril, quinta-feira, na Sociedade Morgenau, em Curitiba.

Na oportunidade serão apresentadas as novas Comissões Municipais do Estado e lideranças políticas que estarão integrando o PtdoB; palestra para pré candidatos do partido a Deputado Federal e Estadual e contará, ainda, com a presença do pré-candidato a Presidente da Republica pelo PTdoB – Mario Oliveira Filho, que estará expondo o seu programa de governo.

Amanhã publicaremos mais detalhes da programação e uma entrevista com Presidente Estadual do PTdoB, Danilo Dávila.

Racha: assessores de Dilma já brigam pelo poder

A disputa de egos e pelo poder de influenciar Dilma Rousseff provoca “racha” no comitê do PT, com marqueteiros hostilizados por jornalistas da assessoria de imprensa, que também brigam entre si. A guerra enfraqueceu o ministro da Propaganda, Franklin Martins, cujas opiniões já não são consideradas como antes: a candidata ignorou o veto dele a recente entrevista que ela concedeu ao jornal O Estado de S. Paulo.

DISCURSO PROFERIDO PELO GENERAL DE EXÉRCITO, RAUL CASTRO RUZ‏

DISCURSO PROFERIDO PELO GENERAL-DE-EXÉRCITO, RAUL CASTRO RUZ, PRESIDENTE DOS CONSELHOS DE ESTADO E DE MINISTROS E SEGUNDO SECRETÁRIO DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA, NO ENCERRAMENTO DO IX CONGRESSO DA UNIÃO DE JOVENS COMUNISTAS (UJC). HAVANA, 4 DE ABRIL DE 2010. "ANO 52 DA REVOLUÇÃO"

Companheiras e companheiros delegados e convidados:

Tivemos um bom Congresso, que realmente começou no mês de Outubro do ano passado com as reuniões abertas das quais participaram centenas de milhares de jovens, continuou com as assembleias de balanço das organizações de base e dos comités municipais e provinciais, onde se foram conformando os acordos adoptados nestas sessões finais.

Se algo abundou nos pouco mais de cinco anos transcorridos desde que Fidel proferiu o discurso de encerramento do VIII Congresso da UJC, no dia 5 de Dezembro de 2004, foi o trabalho e os desafios.

Realizamos este Congresso em meio de uma das mais ferozes e concertadas campanhas mediáticas contra a Revolução Cubana nos seus 50 anos de existência, tema ao qual terei que fazer referência mais para frente.

Apesar de que não pude participar nas assembleias prévias ao Congresso, fiquei a par de todas elas de maneira resumida. Conheço que se falou pouco de resultados para concentrar-se nos problemas, olhando para dentro e sem utilizar mais tempo do que verdadeiramente é necessário em avaliar os factores externos. É o estilo que deve caracterizar de maneira permanente o trabalho da UJC, perante aqueles que se dedicam a procurar a palha no olho alheio em vez de empregar esse esforço em fazer o que lhes corresponde.

Foi gratificante escutar muitos jovens dedicados à produção que explicaram, com orgulho e palavras simples, o trabalho que realizam sem mencionar dificuldades materiais e obstáculos burocráticos que os afectam.

Muitas das deficiências analisadas não são novas, acompanham a organização há muito tempo, sobre elas os congressos anteriores adoptaram os acordos correspondentes e contudo reiteram-se em maior ou menor medida, o que demonstra a insuficiente sistematização e rigor no controlo do seu cumprimento.

Neste sentido é justo e necessário repetir algo no qual insistiram os companheiros Machado e Lazo, que presidiram numerosas assembleias: o Partido também se sente responsável por cada deficiência do trabalho da UJC, muito especialmente nos problemas na política de quadros.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desempenho de Serra deixa o PMDB assanhado

Já se ouve de parlamentares peemedebistas que o partido “não está 100% fechado com Dilma Rousseff”, a candidata do PT e também (por enquanto) do PMDB à Presidência da República. É que, caso o ex-governador paulista José Serra continue crescendo nas pesquisas, como mostrou o Datafolha (com o tucano abrindo 9% em relação à petista), o partido já admite desembarcar do barco da ex-ministra da Casa Civil.

DILMA-ME COM QUEM ANDAS E TE DIREI QUEM ÉS...

Ciro Gomes ameaça se aliar aos tucanos

O deputado Ciro Gomes (PSB-SP), quem diria, pode se aliar ao presidenciável que mais detesta, José Serra, sendo plenamente correspondido. Quem vai tentar essa inesperada aliança será o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf (PSB-SP), em reunião nesta semana com o presidenciável José Serra, caciques tucanos, e com seu irmão Cid Gomes, governador do Ceará.

De dentro da TV Globo, seu editor de Economia desmonta a poderosa rede

do blog do Helio Fernandes

Foi muito. E foi quase tudo. E Paulo Henrique Amorim não precisou se movimentar apressadamente, como ele mesmo afirmou, VIA E OUVIA. Naquele tempo, os espaços da TV Globo não eram tão grandes assim. Portanto, chegando simplesmente para trabalhar, já estava no meio da fogueira que os insensatos acendiam e não conseguiam apagar.

Sempre lutei (ou tentei) ser bem informado, em todos os setores ou lugares. Mas a narrativa feita por Paulo Henrique Amorim, que nos foi enviada por Marcos Vinicius, tem a vantagem de quem VÊ E OUVE de dentro da própria fortaleza, e tem a qualidade e a independência de mostrar como tudo se passou.

Mas ele não se preocupa apenas em descer Armando Nogueira do altar em que tentaram colocá-lo (leia-se; “endeusá-lo e canonizá-lo”), mas contesta a própria TV Globo, que permitiu e “construiu” todo o clima das duas datas.

A TV Globo surgiu de uma aliança ILEGÍTIMA com a Time-Life, cresceu com a “compra” da TV Paulista de quem nunca foi dono de nada, e até hoje os verdadeiros proprietários lutam da Justiça tentando reaver seus direitos sobre a emissora. A TV Globo era tão aproveitadora que lançou o Jornal Nacional nunca época que nem tinha rede, o nome surgiu por causa do Banco Nacional.

Dentro e fora da Globo o fato era ridicularizado, até hoje a organização deve royalties à família do dono do Nacional, depois governador, ministro e candidato a presidente.

Desculpem, não vou repetir o que Paulo Henrique Amorim conta com impressionantes minúcias, detalhes e conhecimento. Peço apenas que leiam, releiam e comentem o que ele revelou, denunciou, mostrou de forma irrespondível.

Se puderem, não deixem de ler o blog (ou site) do Eliakim Araújo, que trabalhou na Globo nos tempos em que estes fatos aconteceram. (Agora, ele e a mulher, há muitos anos nos EUA, fazem programa de grande sucesso). Não deixou de entrar no assunto, afinal foi personagem de muita coisa, conheceu muito bem a TV Globo e Armando Nogueira, sabe a parte que cabe a cada um nesse latifúndio.

1 – “Armando Nogueira não foi demitido em 1982, foi diminuído”.

2 – “Apesar de todas as virtudes do Armando CANTADAS AGORA EM PROSA E VERSO, não dá para esquecer que ele esteve à frente do jornalismo mais comprometido do Brasil durante os anos da ditadura militar”.

3 – “O Jornal Nacional era considerado o “PORTA-VOZ DO REGIME”. As ordens militares eram obedecidas sem questionamento. Não vi em nenhuma oportunidade, alguma tentativa de desobedecer ou driblar a censura”.

4 – “Entrei na Globo num momento em que o seu jornalismo passava por grave crise de credibilidade, carros eram ameaçados nas ruas pela própria população”.

5 – “A TV Globo não se livrava da acusação de tentar fraudar a eleição de Brizola para dar a vitória a Moreira Franco”.

6 – “Em 1984, no episódio das DIRETAS, JÁ, onde atuei como off no comício da Candelária, a TV Globo ignorava completamente os movimentos populares que cresciam em todo o país”.

7 – “Mas para a direção da TV Globo, não bastava ignorar o movimento popular, era PROIBIDO usar as DIRETAS mesmo como notícia”.

8 – “Em 1989, segundo e último debate entre Collor-Lula, eu estava representando a Manchete. Havia deixado a Globo. Era visível que Lula estava abatido, cansado”.

9 – Armando Nogueira esteve à frente do jornalismo da Globo, em todos os episódios nebulosos que contei com absoluta fidelidade”.

Era lógico, claro e mais do que evidente, que Roberto Marinho humilhava Armando Nogueira, mas este se deixava gostosamente humilhar e manipular, para gozar seus 15 minutos de fama. Infelizmente, esses 15 minutos chegaram tarde, muito tarde, e rigorosamente mentirosos, a bravura do elogio fácil e enganador.

***

PS – De 1982 a 1989, Armando Nogueira ficou na Globo, HUMILHADO E OFENDIDO, embora não soubesse quem era Dostoievski.

PS2 – Sete anos de pastor, Jacob serviu Labão, pai de Rachel, serena e bela. Mas não servia ao pai, servia a ela. (No texto bíblico, se trocarem os nomes e introduzirem Armando Nogueira e Roberto Marinho, nenhuma violência ou reticência).

PS3 – Como não há nada pessoal, Armando Nogueira não conseguiu ser CANONIZADO, mas mandou para o inferno o “jornalismo” da TV Globo. Nem o título era original, pertencia a um banco.

PS4 – A TV Globo botava banca, subserviente a um banco. Isso ficará (e é mesmo) para sempre inesquecível.

Cartórios agora querem controlar a arbitragem

O milionário lobby dos cartórios é incansável. Agora, um projeto de Alex Canziani (PT-PR), dublê de deputado e tabelião, tenta alterar a Lei da Arbitragem e garantir nova “reserva de mercado” para cartórios. Em vigor há 14 anos, a lei 9037/96 conquistou a confiança pela segurança jurídica: as partes escolhem um árbitro e este decide disputas e conflitos, inclusive contratuais, sem precisar recorrer ao lento Judiciário.

sábado, 3 de abril de 2010

Osmar tem encontro com Lula

Osmar Dias (PDT) se encontrou ontem com o presidente Lula, Brasília, e durante quase duas horas, o senador mostrou ao presidente todas as "necessidades" para fazer uma disputa de igual para igual com Beto Richa (PSDB) pelo Palácio Iguaçu. Lula entendeu o recado e vai se empenhar nas negociações com PP e PMDB.

Por enquanto, parece certo que Gleisi Hoffmann (PT) será mesmo candidata ao Senado. É isso o que atrapalha o "empenho" do presidente, já que o PP quer a vaga para o Senado para o deputado federal Ricardo Barros. Mesmo assim, é esperada uma solução para o fim de semana.

É dela que depende o desfecho da aliança PT-PDT, que deve ser anunciada na próxima segunda-feira. Nesse dia, presidentes estaduais e nacionais dos dois partidos encontram-se para acertar os últimos detalhes. É o fim de uma novela e o começo de outra, a polarização da disputa com Beto Richa.

Há rumores que sem o apoio do PT, Osmar deixaria de ser candidato ao governo do Estado do Paraná.

da redação com informações da gazetaonline

Pessuti avisa que ninguém está garantido no governo

“Nenhum secretário está garantido e nenhum está exonerado”. Com essa frase, em entrevista coletiva concedida na noite de quinta-feira, após sua posse, o governador Orlando Pessuti (PMDB) revelou que pretende realizar ajustes em sua equipe além das 15 substituições será obrigado a fazer por conta de secretários e presidentes e diretores de empresas e autarquias que deixaram o cargo para se desincompatibilizar para a disputa das eleições de outubro.

Pessuti disse, no entanto, que não pretende exonerar ninguém, mas sim remanejar algumas posições. Pessuti também adiantou que trocará o líder do governo na Assembleia.

“Nada que possa assombrar quem fez parte do governo Requião. Vou remanejar, trazer gente de autarquias para secretarias, levar de secretaria para empresas, mas vou manter todos, não quero perder nenhum companheiro. Conto com essa equipe”, disse Pessuti, informando que, nestes primeiros dias de governo tratará de ocupar os 15 cargos vagos e, até o próximo dia 12 pretende concluir todos os ajustes que visa realizar.

Uma das pastas onde cogita fazer alteração é a da Segurança Pública. Pessuti prometeu enfrentar duramente esse problema, que elegeu como um dos principais para sua gestão, já anunciou a autorização para a contratação de mais 500 policiais militares e a realização de estudos para a criação de um novo batalhão na região Norte do Estado e não garantiu a permanência do secretário Luiz Fernando Delazari na pasta. “É um dos casos que vamos avaliar. Até já conversei com alguns companheiros, que já concordaram com o remanejamento”, comentou.

Delazari teve que pedir exoneração do Ministério Público em 2007 para se manter como secretário e era nome certo como pré-candidato a deputado federal, mas não se desligou do governo até ontem e o período para desincompatibilização encerra-se hoje, um sábado, dia em que não é editado Diário Oficial. O secretário de Segurança também foi cogitado como nome para a suplência de Requião caso o ex-governador se eleja senador.

Uma mudança certa, e que também pretende anunciar até o dia 12, é na liderança do governo na Assembleia. Entusiasta do apoio do PMDB à candidatura do ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado, o líder do governo Requião, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) não será mantido na função por Pessuti, pré-candidato à reeleição.

O ex-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana (PMDB) é o nome mais cotado para a tarefa, já tendo sido, até, convidado por Pessuti. Nereu Moura (PMDB) seria a segunda opção.

fonte: paranaonline

Charge do dia

do blog do Cláudio Humberto

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Orlando Pessuti assume o governo do Estado

Orlando Pessuti (PMDB) é o novo governador do Paraná. Ele tomou posse ontem, em substituição a Roberto Requião (PMDB), que renunciou ao cargo para disputar vaga no Senado nas eleições de outubro.

Pessuti tomou posse em sessão na Assembleia Legislativa do Paraná (AL), com leitura da carta renúncia de Requião e juramento perante os parlamentares, seguida por solenidade de transmissão de cargo, no Palácio das Araucárias.

“Recebo a missão legal de governar o Paraná, iniciando um novo ciclo de transformação, onde pretendo deixar a marca desse simples homem do campo que hoje se torna governador de fato e de direito”, disse Pessuti, que fez do ato um evento musical.

No plenário da AL, o governador cantou a música “Tocando em Frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira, junto com o Coral Paraná. Também em plenário, exibiu um áudio do pai, Natal Pessuti, já falecido, fazendo a seguinte profecia: “Esse menino da roça, da enxada, um dia ainda vai ser governador”.

Pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB, Pessuti adiantou que dará atenção à segurança pública e à saúde, Pessuti também elegeu quatro bandeiras para esses nove meses à frente do governo: “A instalação do Tribunal Regional Federal no Paraná, as parcelas de royalties do ICMS, o resgate do que nos foi tirado nas negociações de venda do Banestado e os desafios da Copa do Mundo de 2014, com todas as exigências do Comitê Executivo da Fifa”.

Pessuti prometeu governar pautado “pelo diálogo, aproximação, compreensão e bom senso, o que considero essencial”. Emocionado, o governador disse que se preparou durante 27 anos de vida pública para governar o Estado e lembrou que poderia ter aberto mão desse sonho para “assumir vaga que já tinha direito junto ao Tribunal de Contas do Estado, a qual me daria segurança e tranquilidade”.

Pariticiparam da posse do governador, o presidente da AL, Nelson Justus (DEM); o presidente do Tribunal de Justiça, Carlos Hoffmann, o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto; e o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), entre outras autoridades.

Pessuti deu sequência ao discurso de quarta-feira de Requião, destacando as realizações do governo do Estado nos últimos sete anos e a opção por um governo de esquerda e voltado aos pobres.

Destacou, por exemplo, a construção de 13 hospitais regionais, mas garantiu que seguirá dando atenção especial à saúde, com a construção das clínicas da mulher e da criança, “acabando com a velha prática de que o melhor hospital da região é uma ambulância com destino á capital”.

A mesma atenção Pessuti prometeu à segurança. “Na segurança pública, vou trabalhar duro. Não vou fugir a esse desafio. Temos que continuar avançando, pois as drogas e a delinquência se espalharam por todo o mundo de forma avassaladora”.

Pessuti declarou que no comando do Estado, não fugirá a seus princípios: humildade, simplicidade, honestidade, religiosidade e amizade”. Acompanhado pela mulher, Regina, Pessuti encerrou a posse na AL cantando “Marcas do que se foi”.

E no final deu o recado: “Este ano, quero paz no meu coração, quem quiser ter um amigo, que me dê a mão”. Depois ele foi para a transmissão de cargo no Palácio das Araucárias, onde havia um trio elétrico chamado Canibal. Mais música para a Era Pessuti.

fonte: paranaonline

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PSB tira legenda de Ciro

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, anunciou nesta segunda que na próxima semana a direção socialista comunicará oficialmente ao deputado federal Ciro Gomes o veto a sua candidatura ao Planalto. Ontem, Ciro se reuniu com o comando do PSB em Brasília quando tentou convencer da manutenção de seu nome na disputa presidencial mesmo sem alianças.

Ciro defendeu sua candidatura para romper com a polarização entre os candidatos do PT e PSDB, leia-se Dilma Roussef e José Serra, mas seus argumentos foram insuficientes. O PSB nâo vê como Ciro se manter na disputa ao Planalto sem alianças eleitorais. Entende que o partido deve apoiar a candidatura de Dilma e fazer o anúncio do apoio já na próxima semana.

Eduardo Campos também revelou que o deputado Ciro Gomes não terá mais reunião com o presidente Lula. Caberá ao próprio governador de Pernambuco que também dirige o PSB a tarefa de comunicar a Ciro que os socialistas não darão legenda a ele para concorrer contra Dilma e Serra. Em tom de brincadeira, Eduardo Campos indagou dos jornalistas durante entrevista em Brasília se eles não queriam se antecipar a ele e avisar logo a Ciro.

Fonte: O Globo