quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O INFERNO DO CAPITALISMO - 500 FAMÍLIAS SÃO DESPEJADAS POR DIA NA ESPANHA !

500 famílias são despejadas por dia na Espanha


Em meio à crise econômica que assola a Espanha, mais de 500 famílias são despejadas a cada dia no país por não pagar aluguel ou prestações do financiamento imobiliário.

Desde 2008, já foram quase 400 mil execuções hipotecárias. Somente no primeiro trimestre deste ano, o Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ), órgão do governo, registrou 46.559 despejos. Por dia, 517 famílias foram despejadas suas casas por inadimplência.

A Plataforma dos Afetados pela Hipoteca (PAH), entidade criada para chamar atenção para o problema, estima que, neste ritmo, o país terminará 2012 com mais de 180 mil famílias despejadas.

Ada Colau, ativista do direito à moradia e uma das fundadoras da PAH, critica que a legislação ampare as entidades bancárias, mas não os cidadãos que perdem o emprego e não podem pagar o empréstimo. Ela afirma que, na época do boom imobiliário, o governo "facilitou o crédito de maneira irresponsável" e, agora, anuncia cortes em gastos com educação e saúde, enquanto resgata a entidades bancárias.

A PAH reúne assinaturas para uma iniciativa legislativa popular, na qual propõe, entre outras coisas, a paralisação dos despejos durante a crise e a destinação de residências desocupadas para o aluguel social. "É preciso tratar a moradia como um direito."

De bolha imobiliária a casas vazias

Entre 1997 e 2007, construíram-se 390 mil moradias por ano na Espanha, e os preços dos imóveis aumentaram em 200%. Hoje, sobram casas vazias. Segundo dado preliminar do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) para o Censo deste ano, entre 5 milhões e 6 milhões de moradias no país estariam vazias, o que representa 20% do estoque imobiliário residencial.

A Catalunha é uma das comunidades autônomas mais atingidas pela crise imobiliária, onde são realizados 20% dos despejos do país, segundo o CGPJ. Em ações coletivas da PAH, famílias que perderam judicialmente seus imóveis ocuparam quatro edifícios vazios embargados por bancos na Catalunha.

Ocupação

Um edifício da rua Pompeu Fabra, em Terrassa (a 23 km de Barcelona), está ocupado por 11 famílias desde dezembro passado. A ocupação foi uma forma de chamar a atenção das autoridades para que pressionem as entidades bancárias e também a única saída para que essas famílias tivessem um teto, ainda que provisório.

É o que explica José Arturo Ramírez, 44 anos, soldador desempregado há quatro anos, que ocupa um dos apartamentos com a mulher, dois filhos, o genro e o neto. Ramírez é uma das vítimas do setor mais castigado nesta crise econômica, o da construção civil. "Ninguém tinha ideia de que terminaria assim, mas os bancos, sim, sabiam. Era muito fácil conseguir um financiamento", lembra.

Ramírez devolveu o imóvel, mas não quitou completamente a dívida. O apartamento que pertenceu a ele, hoje, continua vazio. "Queremos o diálogo com o governo e com as entidades bancárias." Ramírez evita fazer planos para o futuro. "Pensei em tirar minha própria vida. Hoje, sigo o conselho do meu médico e vivo cada dia. Se eu desmorono, quem me levanta?"

No mesmo edifício ocupado, vive Soraya Urbano Oviedo, 31 anos, junto com o marido e os dois filhos. Quando ficou desempregada e o marido teve de fechar o negócio por causa da crise, propuseram ao banco um refinanciamento da dívida. "A resposta foi que, se não pagássemos, nos tirariam a casa."

Seu antigo apartamento também continua vazio. "Eu o vejo diariamente. Me dá muita pena, está se deteriorando. Tenho vontade de entrar lá", confessa. "Não sei se voltaria a 'ocupar'. Não é o que quero para os meus filhos."

Soraya e Ramírez são uns dos poucos que conseguiram o perdão de parte da hipoteca. A maioria não consegue, como Montserrat Colomer, 34 anos, operária. O apartamento onde mora já foi leiloado em 2010 e ela pode receber um novo aviso de despejo a qualquer momento. "Se me tiram da minha casa, vou 'ocupar' outra, porque meus três filhos não ficarão na rua e ninguém vai tirá-los de mim", avisa.

O dia da entrevista à BBC Brasil era aniversário do filho de 5 anos. Não houve festa, nem bolo. O próximo salário de Montserrat está reservado para comprar os livros da escola.

Mais pobreza

A Cáritas, confederação oficial das entidades católicas de caridade, registrou um aumento de 174,2% de pessoas atendidas de 2007 a 2011 nos serviços de acolhida e assistência, 3,5 vezes superior que há dez anos.

A entidade passou a oferecer no ano passado serviços de mediação de moradias, e 26% dos gastos em ajudas econômicas são destinados a moradia, atrás somente das demandas por alimentos (39%). Segundo um estudo da Cáritas, a pobreza é um fenômeno que nos últimos anos se tornou mais extenso, mais intenso e mais crônico no país.


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CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Com crise, investidor abandona euro como moeda de referência
Desvalorizada em relação à libra e ao dólar, a moeda da União Europeia está perdendo espaço nos contratos e nas emissões de bônus. Segundo dados do Standard Bank, a fatia do euro na composição das reservas internacionais caiu mais de 2%. (Págs. 1 e 30)
“Regras para automóveis precisam ser estáveis”
Sérgio Habib, presidente da JAC no Brasil, elogia pacote automotivo que será anunciado hoje em Brasília, mas afirma que legislação para os importados deve ser duradoura. (Págs. 1 e 4)
Caixa corta novamente taxas de administração
Redução chega até a 60% em seis fundos de investimentos do banco estatal. (Págs. 1 e 31)
Analistas acompanham só um terço das ações
Das 455 empresas listadas na bolsa, só 171 são avaliadas sempre por analistas. (Págs. 1 e 32)
Desigualdade entre estados ricos e pobres caiu só 5% desde 2002
Enquanto a renda per capita de Brasília subiu para R$ 50 mil, a do Piauí, apesar de triplicar, ficou em R$ 6 mil. (Págs. 1 e 8)
Governo português ignora pressão popular e eleva imposto de renda
Taxa média aumentará de 9,8% para 13,2% em 2013; sindicatos marcam greve para 14 de novembro. (Págs. 1 e 36)
Tudo embolado
A três dias da eleição, José Serra sobe e empata com Russomanno, em São Paulo, mostra pesquisa do Datafolha. (Págs. 1 e 13)
Longe da ilha dos votos
Gilberto Kassab ignora a campanha em Florianópolis, o principal reduto eleitoral de seu partido, o PSD. (Págs. 1 e 12)
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MANCHETES DESTA QUINTA 04/10/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

A Tarde
Acarajé pode ficar fora da Copa 2014

O Globo
Relator aponta Dirceu como mandante no mensalão e condena oito por corrupção

Folha de São Paulo
Russomanno cai a 25%, Serra tem 23% e Haddad marca 19%

O Estado de São Paulo
Em 1º debate, Romney vai ao ataque e se sai melhor do que Obama

Correio Braziliense
Em greve há mais de 40 dias, policiais civis decidem manter a paralisação

Valor Econômico
Bovespa fecha em baixa de 1% com queda das commodities

Estado de Minas
Ministro revisor deixa para quinta voto sobre Dirceu

Jornal do Commercio
Promotores tentam evitar morte de leão do zoológico de Vitória de Santo Antão

Zero Hora
Suspeitos de assaltar médica na Capital são soltos pela Justiça e MP critica decisão

Brasil Econômico
Suspeitos de assaltar médica na Capital são soltos pela Justiça e MP critica decisão

INTERNACIONAIS

The New York Times
Críticas de TV estatal síria ao Hamas evidencia fragilidade na relação do grupo com Assad

El País
A revolução bolivariana aumentou a dependência do petróleo e o tamanho do Estado

Le Monde
François Hollande se apressa para acabar com o debate sobre o tratado europeu

Der Spiegel
Realidade contradiz planos de retirada de tropas internacionais do Afeganistão, alerta relatório secreto

Herald Tribune
Ao contrário de Sarkozy, Hollande demonstra mais independência em relação a Merkel

ESPORTIVOS

Placar
Superclássico das Américas é suspenso por falta de iluminação

Lance
Lateral-direito da Ponte Preta é primeiro alvo do Flu para 2013

Gazeta Esportiva
Luis Fabiano cumpre plano e treina com o elenco para Choque-Rei deste sábado

Marca
Atlético-GO estreia no exterior com derrota para Universidad Católica

Ataque
Julgamento de Wallace pode abrir espaço para estreia de Polga no Corinthians

Extra
Adriano fala em pressão para decidir o futuro ao justificar falta

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

BRASIL COM CHÁVEZ !

Brasil com Chávez

CAPRILES - VERME MIAMISTA

Capriles está a serviço do império

Por Leonardo Wexell Severo, no blog ComunicaSul:

Em entrevista à Rede ComunicaSul – Comunicação Colaborativa, Fernando Bossi, coordenador político da Associação Bicentenária dos Povos, articulação que reúne expressivos movimentos sociais da América Latina e do Caribe, sublinha a importância da reeleição do presidente venezuelano Hugo Chávez nas eleições do próximo domingo, 7 de outubro. “Chávez representa a integração latino-americana, Capriles a desintegração a serviço do império”, sublinhou o dirigente argentino-venezuelano, para quem “unidade e mobilização são o caminho para construir a definitiva independência”. 

Citando o exemplo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) em apoio à decisão soberana da Bolívia de nacionalizar os hidrocarbonetos, Fernando Bossi ressaltou que são ações que rompem os estreitos e mesquinhos marcos impostos pelas elites locais e seus meios de manipulação em massa para consolidar uma perspectiva integracionista, “rumo à nossa efetiva e definitiva independência”. “A solidariedade cumpre um papel chave na luta”, sublinhou.

O que representa a candidatura do oposicionista Capriles?
Capriles é um candidato de laboratório, resultado de estudos que aprimoraram um discurso dirigido a setores da classe média e aos ni-ni (nem Chávez, nem contra), buscando também dialogar com partes descontentes do eleitorado chavista. Por trás da máscara, o programa do neoliberalismo, de fio a pavio. Se ele não externa sua real posição e esconde apoios comprometedores, historicamente vinculados ao passado, é porque sabe que isso somente iria espantar votos. Afinal, quem votaria pelas privatizações, pela redução do papel do Estado, pelo corte de gastos sociais? 

Para que sua candidatura seja viável, tem a necessidade de mentir. Cabe a nós desmontar nesta reta final a farsa e o engano que representa, ludibriando parcelas da população com o auxílio dos grandes conglomerados de comunicação. Chávez tem convocado a militância a deixar de lado o triunfalismo e disputar voto a voto. Afinal, não há milhões de oligarcas na Venezuela. Contra o retrocesso, Chávez representa o fortalecimento e aprofundamento da integração latino-americana. Capriles é a desintegração a serviço do imperialismo.

Pudemos ver desde que chegamos em Caracas que a direita e sua mídia batem na mesma tecla, multiplicando problemas, aumentando dificuldades. Qual a sua análise?
Se há problemas no metrô, é porque ampliamos o metrô. Se há problemas nas empresas recuperadas pelo Estado, é porque empresas foram recuperadas, e estão produzindo, gerando divisas, empregos e salários. Se há deficiências como a falta de ferro, é porque conseguimos encher as cidades de obras de construção civil, erguendo dezenas de milhares de moradias populares. Estamos avançando, ampliando os setores da economia que passam de mãos privadas para o Estado. Ou seja, o que estamos vivendo são os inconvenientes e dificuldades naturais do avanço, não do retrocesso. Não será a oligarquia que vai solucionar os problemas que ela própria criou pela descomunal concentração de renda. A solução está na revolução e não fora dela.

Começou a contagem regressiva para as eleições do próximo domingo. Qual a sua leitura como dirigente que conhece e acompanha Chávez desde quando era um militar nacionalista que pregava a união latino-americana e caribenha como resposta dos povos à política de submissão de suas elites ao estrangeiro?
Posso dizer que o presidente Chávez chamou para si uma tarefa titânica, de enorme envergadura, que é a de construir uma base que sirva de caminho até o socialismo. É um momento de grandes definições para o progresso da Pátria, para rumarmos pela via do socialismo até a independência definitiva. Isso mexe com os interesses da oligarquia entrincheirada em torno da burguesia importadora. O programa de Chávez aponta para uma Venezuela potência, produtiva, em que os interesses da nação estão ligados à integração latino-americana. Para isso precisamos derrotar o parasitismo e a especulação em nossa sociedade, denunciar e derrotar a cumplicidade com as multinacionais.

São poderosos interesses contrariados, o que explica a crescente agressividade dos discursos e a transformação de meios de comunicação em ridículos panfletos contra Chávez.
Claro. O que existe é um foco infeccioso e parasitário que quer se manter dentro do organismo social. Como será extirpado, luta de todas as formas, daí a magnitude da reação. O programa de Chávez para os próximos anos representa uma declaração de guerra à Venezuela improdutiva da oligarquia, que é menos de 1% da sociedade venezuelana. Os demais 99%, trabalhadores, camponeses, classe média, empresários produtivos, precisam de um país produtivo, que incorpore as grandes maiorias. Em oposição a isso temos esse cancro que quer liquidar as bases pelas quais se poderia chegar à independência integral da Pátria. É isso o que está em jogo no próximo 7 de outubro. É por esta razão que Capriles apela para a ajuda material e espiritual de todos os que conspiram contra a soberania dos nossos países e povos. Daí o papel dos grandes meios de comunicação, do imperialismo globalizado. Estamos lutando pelo progresso, pela integração, contra as forças da reação, do poder mundial.

Conte um pouco sobre a União Bicentenários dos Povos, que dá continuidade ao trabalho realizado pelo Congresso Bolivariano dos Povos, que articula uma ampla frente de movimentos sociais na América Latina e no Caribe.
Tudo começou em 1997 com o Congresso Anfictiônico [mesmo nome daquele realizado em 1826, no Paraná, onde Simón Bolívar propôs a criação de uma confederação de países para fazer frente ao império do Norte], empenhado na construção de um forte movimento popular latino-americano, de unidade rumo à independência. De lá para cá temos trabalhado para aumentar o nível de organização e consciência do conjunto das entidades populares, para que estejam à altura da árdua tarefa que é a consolidação da integração. Em nossa opinião, o tamanho do desafio exige que deixemos de lado as declarações e passemos à construção real da luta. Se temos hoje governos como o de [Hugo] Chávez; [Rafael] Correa, [Equador]; Dilma [Rousseff, Brasil]; Evo [Morales, Bolívia] e Cristina [Kirchner, Argentina] é porque existem iniciativas que se transformaram em alternativas. Cabe ao movimento popular potencializá-las, para que sigam avançando.

Caberia às organizações populares ousar mais? Que tipo de iniciativas acredita que poderiam ser tomadas?
Houve uma mobilização continental em favor da criação de uma Confederação dos Trabalhadores da Energia, que infelizmente acabou não sendo efetivada. Acredito que nossa região se destaca pelo potencial energético e nada mais justo do que os trabalhadores impulsionarem ações para que o Estado transforme potencialidade em realidade, convertendo esta energia para impulsionar o desenvolvimento, como o Gasoduto do Sul. No momento em que o presidente Evo Morales nacionalizou a YPF [Yacimientos Petrolíferos Fiscales] foram afetados poderosos interesses. Quando a nacionalização tocou a Petrobrás, a direita brasileira queria abrir guerra, mas graças à presença da Federação Única dos Petroleiros (FUP) na Bolívia, expressando a solidariedade dos trabalhadores, este ímpeto foi freado. Este é um entre tantos exemplos de como a mobilização e a solidariedade cumprem um papel chave nos desdobramentos da luta.

Em contraposição a este espírito de solidariedade, Capriles tem denunciado o que chama de “presentinhos” de Chávez para a América Latina. Qual a sua avaliação?
Capriles bate na tecla de que a Venezuela está presenteando petróleo aos irmãos latino-americanos. Tal afirmação parte de uma incompreensão absoluta dos acordos firmados com os diferentes países e, mais do que isso, representa que é mesmo um porta-voz do imperialismo contra a integração. Na verdade, não é falta de compreensão, mas uma afirmação carregada de intencionalidade. Ele faz coro com a desintegração. Ele é herdeiro de [José Antonio] Paes, o que expulsou Bolívar da Venezuela por não querer a Grande Colômbia, mas a Pátria pequena e apequenada com a lógica do dividir para reinar. Em favor de quem? Daqueles que se beneficiaram de sermos semicolônia, nações prostradas, dependentes. Nós somos fiéis à concepção bolivariana de que nossa força está na integração latino-americana e caribenha. Isso nos faz afirmar e lutar pela Venezuela potência, como defende Chávez. Potência para ser um instrumento da Pátria Grande, da nossa América, rompendo com as assimetrias, fortalecendo nossas complementaridades.

E quanto aos presentes? Quais são? Para quem?
Temos um tratado de colaboração energética com a Nicarágua que, em contrapartida, entrega para Venezuela carne bovina de primeira qualidade. Fala-se de um hospital em Montevidéu, mas não se diz do aporte que o Uruguai nos tem brindado com seus laboratórios, técnicos e pesquisas para gado, com seu software e produtos alimentícios da sua indústria láctea. Em todos esses acordos está muito presente a reciprocidade. Capriles e sua mídia não entendem nada disso, a única posição que conhecem é a da submissão.

Ao imperialismo estadunidense.
Ao imperialismo estadunidense, precisamente. O mesmo imperialismo que promove golpes de Estado e invasões pelo mundo inteiro, como vimos recentemente contra o heroico povo da Líbia, como está fazendo agora contra a Síria. Contra esta política fascista, nossa blindagem é a unidade que temos alcançado. Sabemos também que política não é só reciprocidade, que é preciso ter força material e moral. A política de erradicação do analfabetismo, por exemplo, é um resultado positivo da somatória de ações e já temos Venezuela, Nicarágua, Bolívia e, logo, o Equador, com o decisivo apoio de Cuba, livres desta chaga. Hoje a Bolívia tem brigadas de alfabetização trabalhando fora de suas fronteiras, ajudando quem precisa. Vivemos então um processo de integração sério, que ultrapassa as declarações burocráticas. Mais do que palavras, o que temos hoje são fatos concretos. Cito outro exemplo, a Missão Milagre, que já operou mais de três milhões de pessoas e lhes devolveu a visão. São vitórias imensas que muitas vezes se desconhecem, porque são invisibilizadas pelos aliados, sócios e lacaios da desintegração. O bolivarianismo é sinônimo de integração.

PALAVRA DE MAGISTRADA

Palavra de magistrada

Janio de Freitas

Cármen Lúcia lembra-nos de que o golpismo é parte da política brasileira desde a Proclamação da República

Ao final de seu voto seguro e claro, na última sessão do Supremo na semana passada, a ministra Cármen Lúcia pediu para expor uma preocupação à margem do processo. Por motivos que não vêm ao caso, o improviso da ministra não foi incluído no noticiário ou, na exceção em que o foi, perdera a parte de mais profunda significação e fruto de uma coragem incomum, nas circunstâncias. Reproduzo o trecho:

"O sistema brasileiro, acolhido em 1988, é muito difícil. Porque um governo que não tenha maioria parlamentar tende a não se sustentar. Ele cai. E se ele não cair, pouca coisa será feita. Então, cada vez é preciso mais rigor na ética e no cumprimento das leis pelos políticos. Para que a gente cumpra esse tão difícil modelo brasileiro exatamente com o rigor que a sociedade espera de cada agente, de cada servidor público."

Neste país, afirmar a existência de "democracia plena" e do "funcionamento perfeito das instituições" é obrigação e banalidade. Se houver, porém, algo discutível naquele trecho, não é o reconhecimento de que o sistema brasileiro, produzido pela festiva Constituinte de 88 e intocado na Constituição, é mais difícil do que o Brasil pode ter.

E muito menos caberia discutir, com boa-fé, o honesto e bravo reconhecimento, por magistrada de intocada respeitabilidade e no próprio Supremo Tribunal Federal, de que "um governo que não tenha maioria parlamentar tende a não se sustentar."

A admitir-se a possibilidade de "mais rigor na ética e no cumprimento das leis pelos políticos", as palavras de Cármen Lúcia são o chamado à exigência de correções que tornem o sistema político menos difícil, para salvaguardar a iniciante democracia dos riscos em que, sem isso, acabará por sucumbir.

Mesmo que não tenha sido seu propósito, as palavras de Cármen Lúcia lembram-nos de que o golpismo é parte da vida política brasileira desde a Proclamação da República, nada além de um golpe de estado trazido na ponta da espada militar. Um estigma de nascença.

A preocupação que motivou a ministra é a de que as repercussões dos fatos e do julgamento atual no Supremo não ajam contra a crença na política. Sobretudo nos jovens. "É a política ou o caos", disse, " é a política ou a guerra". O que se passou, e levou ao julgamento, "não significa que a política seja sempre corrupta", e é preciso que isso não seja esquecido pelos muitos "já desencantados entre os 138 milhões de eleitores".

Mas, outra vez sem presumir intenção da ministra, sua preocupação permite observar que incidiu em lugar e momento particularmente oportunos. O atual julgamento no Supremo começou como um caso de "compra de apoio a votações de interesse do governo". Apoio e votações estavam substituídos, às vezes, respectivamente por "votos" e "projetos". O mesmo vale para os meios de comunicação. Com o passar dos dias, os ministros do Supremo foram preferindo deixar de fora a finalidade do valerioduto movido pelo PT.

Não ficou demonstrada a acusação de compra sistemática de votos, levada para o Supremo pela Procuradoria-Geral da República. A intervenção extra-voto da ministra Cármen Lúcia sugere aos ministros a possibilidade de que o financiamento (ilegal) de campanhas alheias, pelo PT, tenha mesmo figurado como aquisição de maioria parlamentar. Pelo temor, ou pela percepção, de que o governo "tendesse à queda". A corrupção política foi instrumento -nesse caso como em outros hábitos vigentes na vida parlamentar.



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ACORDA BRASIL !! - O ARREGANHO GOLPISTA DO STF

O golpe em marcha

O arreganho golpista do STF 
Eduardo Guimarães

Deve demorar alguns anos para que a farsa em curso no STF seja denunciada por organismos internacionais como a Corte Interamericana de Justiça. Por conta disso, as ameaças que estão se levantando contra a democracia brasileira terão muito tempo para se desdobrar.

Todavia, cada vez mais juristas e cientistas sociais vão se espantando com o esmagamento de direitos individuais que vai sendo produzido pela mais alta instância do Judiciário brasileiro.

O inconformismo vai se espalhando pelos setores pensantes da sociedade de tal maneira que o ministro Celso de Mello, na sessão de segunda-feira do julgamento da AP 470, passou recibo e respondeu às críticas, afirmando que a Corte que integra não estaria promovendo inovação alguma.

É uma piada. A crer que o STF não está inovando e invertendo princípios consagrados no Direito teremos que aceitar a teoria estapafúrdia de que a corrupção na política brasileira teve início em 2003 com a chegada do PT ao poder, pois jamais aquela Corte agiu como está agindo.

Você já viu, leitor, algum partido político sendo condenado – ainda que apenas retoricamente – por membros do STF? O DEM, por exemplo, nos últimos anos revelou-se um valhacouto de bandidos, tendo até expoentes do partido indo para trás das grades.

Como é que não está havendo inovação se em 129 anos de história republicana jamais o STF condenou partido ou político de expressão algum?

Esse STF rigoroso, cheio de frases de efeito contra o PT, é o mesmo que deu fuga a Salvatore Cacciola, que deu habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas e que absolveu o ex-presidente Fernando Collor por inexistência de provas que também caracteriza o mensalão petista.

Só sendo muito calhorda, portanto, para afirmar que o PT inventou a corrupção no Brasil. Só sendo golpista até o âmago para aceitar que um processo idêntico ao mensalão petista, o mensalão tucano, receba tratamento diametralmente diferente por parte do STF.

Aliás, vale dizer que o mensalão tucano é mais grave. Primeiro que o mesmo Marcos Valério envolvido com o PT foi quem distribuiu dinheiro para o PSDB. E no mensalão tucano o uso de dinheiro público é inquestionável.

O que espanta é que enquanto Mello negava violação do Estado de Direito o procurador-geral da República dava entrevista afirmando existir “uma torrente de provas” contra José Dirceu. Instado a apontar quais, citou “verossimilhança” da culpabilidade do petista.

Detalhe: a tese de Mello sobre anulação de atos legislativos de que tenham participado réus do mensalão deve acender o sinal vermelho pois abre a porta para uma crise institucional, já que alguns desses réus, até há pouco, participaram de tudo que deliberou a Câmara dos Deputados desde a década passada.

A mídia, por sua vez, já cita, em tom escancarado de comemoração, benefícios políticos que a oposição ao governo Dilma estaria colhendo por conta do circo armado em torno do julgamento da AP 470, deixando claro os objetivos políticos da cobertura do assunto.

Pouco importa que esses benefícios políticos que a mídia diz que o julgamento estaria gerando à oposição não passem de balela, pois pesquisas recentes mostram que o PT está tendo desempenho igual ao de eleições municipais anteriores. Isso sem falar na popularidade de Dilma e Lula, que só faz subir.

O que importa, então, é o descaramento da mídia ao comemorar abertamente esse pseudo enfraquecimento eleitoral do PT, deixando ver, a quem quiser, que seu objetivo é meramente eleitoral.

Todavia, na opinião deste blog – que há anos diz que o golpismo tupiniquim está bem vivo –, a direita brasileira já ambiciona muito mais do que enfraquecer o PT nestas eleições. Vejam que já virou manchete de primeira página a intenção de envolver Lula no mensalão.

E com um STF e uma Procuradoria Geral da República que aceitam tudo o que os inimigos políticos do PT acusam, além de Lula não custará propor a teoria de que Dilma também estaria envolvida por ter participado do governo anterior.

Detalhe: para quem não sabe, a dupla PGR e STF tem a prerrogativa constitucional de processar presidentes da República.

Se a teoria lhe parece muito ousada, leitor, saiba que incontáveis juristas e cientistas políticos já concordam com essa e com muitas outras possibilidades, dado o processo espantoso em curso no STF.


Leia o texto completo em Blog da Cidadania


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CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Receita quer impedir importador de fazer encomendas às tradings
A partir de hoje, as empresas que fizerem compras no exterior superiores a US$ 150 mil por semestre não poderão operar com a licença de intermediários. Nestes casos, para combater a sonegação, o Fisco passará a exigir habilitação própria. (Págs. 1 e 6)
Renovado, Indusval aposta em renda fixa e agronegócios
Depois de trocar clientes com faturamento menor e risco maior, banco agora quer alavancar os negócios com a venda de produtos mais rentáveis para mais clientes, conta o sócio Jair Ribeiro ao BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 30)
Liderança valoriza ações em 35,5%
Estudo da Deloitte, obtido pelo BRASIL ECONÔMICO, mostra que somente o resultado financeiro tem importância maior para os investidores. (Págs. 1 e 32)
Obama e Romney se enfrentam na TV
Candidatos à Presidência dos EUA fazem hoje o primeiro dos 3 debates ao vivo; performance na telinha é decisivo para o resultado da eleição. (Págs. 1 e 36)
Empresa ganhará mais liberdade em acordo trabalhista
Projeto em estudo no Planalto torna mais flexível a negociação de direitos com os sindicatos. (Págs. 1 e 9)
Brasil será maior mercado para a Magneti Marelli
É o que revela Dino Maggioni, CEO para América do Sul, em conversa com o BRASIL ECONÔMICO. (Págs. 1 e 19)
Em 4 anos, cartões de débito podem faturar R$ 500 bi
Mastercard prevê crescimento de 20% ao ano no mercado até 2016. Hoje, valor é de R$ 200 bi. (Págs. 1 e 31)
Direito de defesa
Após ANS suspender a venda de 301 planos de saúde, operadoras criticam os critérios adotados na punição. (Págs. 1 e 17)
Céu de brigadeiro
Brasil é destaque no plano de expansão da Lufthansa, diz Annete Taeuber, nova diretora-geral da empresa no país. (Págs. 1 e 18)
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MANCHETES DESTA QUARTA 03/10/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
Relator do mensalão no STF deve condenar Dirceu, Genoino e Delúbio nesta quarta

Folha de São Paulo
Russomanno cai para 27%, Serra tem 19% e Haddad,18%, diz Ibope

O Estado de São Paulo
Justiça Eleitoral flagra avião com R$ 1,1 milhão no interior do Pará

Correio Braziliense
TJDFT determina corte no salário de policiais civis que paralisaram em 2011

Valor Econômico
Produção industrial mostra aquecimento gradual, avalia Mantega

Estado de Minas
Justiça afasta e bloqueia bens de presidente da FDE

Jornal do Commercio
Torcidas organizadas podem sumir no Recife

Zero Hora
Médico é condenado a 24 anos de prisão por abusar de pacientes em Rio Grande

Brasil Econômico
Redecard afugenta investidor estrangeiro da BM&F Bovespa

INTERNACIONAIS

The New York Times
A pouco mais de um mês para renovação oficial, Partido Comunista chinês ainda está incerto em relação às mudanças

El País
Após constantes críticas ao seu governo, Cristina Kirchner faz ultimato à imprensa argentina

Le Monde
China tenta transformar cultura de imitação em inovação

Der Spiegel
Realidade contradiz planos de retirada de tropas internacionais do Afeganistão, alerta relatório secreto

Herald Tribune
Índia busca futuro mais limpo nas ruas com veículos movidos a hidrogênio

ESPORTIVOS

Placar
Palmeiras misto ganha do Millonarios com gols de Obina, Real e Luan

Lance
ASA marca no início, vence Avaí e respira na Série B

Gazeta Esportiva
Goiás vence, cola em líderes e para esboço de reação do Bragantino

Marca
Com gol aos 49, São Caetano bate Guaratinguetá e se firma no G-4

Ataque
Organizadas de Timão e Verdão são banidas no Rio

Extra
Universidad de Chile tem estreia eletrizante e empata com Emelec

terça-feira, 2 de outubro de 2012

"SUPRENTE" SERGIO SOUZA VACILA DE NOVO!

"SUPRENTE" DE SENADOR PELO PARANÁ, PERDE MAIS UMA VEZ A OPORTUNIDADE DE FICAR CALADO! - CALA A BOCA SUPRENTE !!!
O suprente de Senador só dá BOLA FORA MESMO!
Já aconselhamos ao distinto, ficar quietinho, escondido mesmo, afinal, ninguém sabe que ele existe, não tem sequer UM VOTO no Paraná, mas não, o ALOPRADO vive aprontando.
Primeiro, enrolado pelo esperto Senador Álvaro Dias e por "interesses", APOIOU OS GOLPISTAS paraguaios. Por não enxergar um palmo diante do nariz, caiu na arapuca dos NARCO/CONTRABANDISTAS/PARLAMENTARES que derrubaram o Governo Legítimo do País vizinho.
Agora vem com esse "papinho" de ..."profundamente chocado"... Ora Suprente, convenhamos...
Reorientamos...
Fica "na moita", escondidinho, NINGUÉM sabe que você existe mesmo, CALE-SE!!!

Suplente de Gleisi demite aloprado de Fruet

 

O senador pessutista Sérgio Souza, que assumiu vaga no Senado por ser suplente de Gleisi Hoffmann, emitiu nota hoje para justificar a demissão de Júnior Zarur, funcionário de seu gabinete em Brasília. O tesoureiro do PDT Júnior Zarur é acusado de montar panfleto contra Ratinho Jr em nome da campanha de Luciano Ducci.
As acusações,  entregues à Justiça Eleitoral, partiram do dono da gráfica onde os panfletos foram impressos.
“Tomei conhecimento dos fatos através da imprensa, o que me deixou profundamente chocado, pois não admito esse tipo de postura em hipótese alguma. Exonerei de imediato o funcionário com suspeita de envolvimento”, diz Sergio Souza na nota.

A HONRA DE CONHECER HOBSBAWM

A honra de conhecer Hobsbawm

Por José Dirceu, em seu blog:

Perdemos nesta segunda-feira um dos maiores historiadores e pensadores de todos os tempos. Eric Hobsbawm faleceu nesta manhã, aos 95 anos, em Londres. Ele estava internado há meses, por conta de uma pneumonia.

Sua perda é inestimável, Hobsbawm foi fundamental na minha formação e na de toda minha geração. Eu tive a honra de conhecê-lo na Itália, em uma conferência promovida pela Fundação Gorbachov, em 2009.

Naquele evento, eu tive o prazer de acompanhá-lo duas vezes nas refeições e em caminhadas quando conversarmos longamente sobre o Brasil e o ex-presidente Lula, que ele admirava e principalmente estudava. Seu interesse pele ex-chefe do Estado brasileiro e pela vida no Brasil, pelos fatos e acontecimentos, surpreendeu-me.

Um homem de vida simples, admirador de Lula

Com mais de 90 anos naquela época, o mestre viajava sozinho, com uma mochila nas costas e caminhava bem. Discutia e debatia com agilidade, interessado em tudo sobre o nosso país e o ex-presidente Lula. Fiquei de visitá-lo e fui. Mas, infelizmente, não pude vê-lo por causa dos exames médicos que fazia por conta desta pneumonia que o vitimou.

Militante político desde os 14 anos, quando ingressou no Partido Comunista, o historiador nos deixa uma obra e um legado de coerência e disciplina intelectual. Era um dos maiores estudiosos da História, observador de seu tempo, autor e ator político, “o professor” de todos.

Hobsbawm estudou em Cambridge, lecionou na Universidade londrina de Birkbeck (onde foi presidente), foi professor-convidado em Stanford, no MIT e na Universidade de Corne (Grã Bretanha). Militante, não deixou de trabalhar nunca. Até o ano passado ainda publicou “Como mudar o Mundo – Marx e o Marxismo”, uma obra que recomendo a todos, reconhecida na Grã Bretanha em em todo o mundo.

Hobsbawm nos deixa um legado e um exemplo: é preciso sempre estudar e viver a vida, observar o quanto ela é viva. Deixo aqui uma de suas máximas palavras que ouvi naquela conferência de que participamos na Itália: "o objetivo de uma economia não é o ganho, mas sim o bem-estar de toda a população. O crescimento econômico não é um fim, mas um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas."

CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: Governo quer aprovar incentivos para garantir o nível de emprego
Projeto a ser encaminhado ao Congresso pelo Ministério do Trabalho prevê redução dos encargos trabalhistas para empresas que evitarem as demissões sem justa causa. Os empresários apoiam, mas cobram maior proteção à indústria nacional. (Págs. 1 e 6)
Iveco fabricará ônibus no Brasil no ano que vem
Montadora aproveitará capacidade da unidade de Sete Lagoas (MG) e iniciará vendas no primeiro semestre; passo seguinte é produzir ônibus articulados. (Págs. 1 e 16)
Boeing recebe encomenda de US$ 6 bi da Gol
No maior contrato de sua história, companhia aérea brasileira comprará 60 aviões modelo 737 Max; entregas começarão em 2017 e se estenderão até 2026. (Págs. 1 e 17)
Helibras será base de exportação para EADS
Fabricante brasileira de helicópteros inaugura unidade hoje, anuncia produção de novo modelo de helicóptero e prepara-se para vender seus produtos para o mercado externo dentro de alguns anos. (Págs. 1 e 4)
Portugal conta com o mercado de ex-colônias
Com o PIB português em queda de 3% este ano, Brasil, Moçambique e Angola podem ajudar a antiga metrópole, como alternativa de capital, empregos e negócios. (Págs. 1 e 8)
Petrobras é ação preferida para outubro
A estatal foi citada em 8 das 12 carteiras listadas por corretoras ao BRASIL ECONÔMICO; já os papéis da Vale receberam cinco indicações de analistas. (Págs. 1 e 31)
Adiamento de imposto dá fôlego à Ambev
As ações fecharam ontem em alta de 2,23%, o maior ganho do papel da cervejaria em um único dia desde 6 de agosto. No acumulado do ano, cotação já subiu 19%. (Págs. 1 e 30)
Menos desigualdade
Em artigo, Cândido Vaccarezza destaca avanço na distribuição de renda e pede mais dinheiro para educação. (Págs. 1 e 3)

Assim os eleitores ficam confusos...
Ex-tucano, Gustavo Fruet, hoje no PDT, faz campanha com petistas, mas evita Lula em Curitiba. (Págs. 1 e 12)
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MANCHETES DESTA TERÇA 02/10/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

O Globo
STF refuta tese de caixa dois no mensalão e conclui que houve de compra de votos

Folha de São Paulo
China deve passar EUA e se tornar maior parceiro comercial do Brasil

O Estado de São Paulo
'Não tem como dirigir o Brasil sem meter o bico em São Paulo', diz Dilma

Jornal da Tarde
Presidente da Colômbia será operado de câncer de próstata

Correio Braziliense
Mensalão: STF condena dez réus por corrupção passiva

Jornal de Brasília
STJ reafirma entendimento de que estupro e atentado violento ao pudor são crimes hediondos

Valor Econômico
Governo quer elevar investimento em 10%

Estado de Minas
Mexer na moeda é mecanismo artificial, afirma Dilma

Jornal do Commercio
Líder na disputa em Petrolina, Júlio Lossio tem registro cassado

Zero Hora
Meteorologia prevê granizo, raios, vendavais e chuva intensa nesta terça-feira

Brasil Econômico
Ação da Ambev é a mais sugerida nas carteiras do mês

ITERNACIONAIS

The New York Times
Soldados americanos que treinam aliados afegãos temem ataque de infiltrados

El País
Espanhóis encontram bons salários e enfrentam fraudes na colheita de uvas na França

Le Monde
Novo Egito quer ser potência regional e não se alinha a outro eixo

Der Spiegel
Cerca de 70% dos alemães dizem que o país está indo por água abaixo

Herald Tribune
Turquia permite que mais estrangeiros comprem imóveis, mas novas regras de visto impõem dificuldades

ESPORTIVOS

Placar
CBF nega adiamentos, e Santos perde Neymar por quatro jogos

Lance
Adriano decide continuar carreira e treina nesta terça

Gazeta Esportiva
Sem dor na coxa, Luis Fabiano se garante em campo contra Palmeiras

Marca
Grêmio registra dois maiores públicos do Campeonato Brasileiro

Ataque
Após oito anos, Alex rescinde o seu contrato com o Fenerbahce

Extra
Palmeirense Barcos é eleito o Cara da 27ª rodada do Brasileiro

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES EM CURITIBA - FALTA PÃO ? COMAM BRIOCHES!


COM BETO/DUCE EMPACADO NA FAIXA DOS 20% E RATINHO SE APROXIMANDO DOS 40% NAS PESQUISAS, ELEIÇÕES CAMINHAM PARA O SEGUNDO TURNO EM CURITIBA.

Muitas avaliações, inclusive a de nossa equipe, considerava a respeito do processo eleitoral, a possibilidade de um segundo turno.
De fato, tudo indica essa possibilidade. O candidato que representa a continuidade de um projeto que já se arrasta por um quarto de século, DUCE, não tem empolgado mesmo os mais abnegados e fiéis agregados e pior, Ratinho Jr, considerado anteriormente "potro paraguaio" cresceu na raia feito "puro sangue".

Se a estratégia dos "Palácios" era de fato jogar as eleições para o segundo turno e justamente com o candidato do PSC, de fato parece que lograram êxito, porém...
Projetaram os estrategistas reais que eliminando Fruet, a inconsistência da candidatura Social Cristã, por sí só, se encarregaria de facilitar a obra.
Faltou combinar com os russos.
O adversário predileto para o segundo turno está surpreendendo, não era para "passar" em primeiro e mais, tinha um "teto".
Ocorre que Ratinho Jr vai passar em primeiro lugar para o segundo turno e não só chegou ao teto, como subiu ao telhado e agora atemorizados palacianos com pesadelos se descabelam com a possibilidade de o céu ser o limite do neófito.

FADIGA DE MATERIAL?

A performance pífia de DUCE está atazanando a "marqueteria" oficialesca.

As expedições das famílias reais aos grotões não empolgou a ralé, a falsidade e frivolidade real transpareceu nas consciências proletárias. A adesão dos renegados colaboracionistas dissidentes do "velho de guerra" e de sindicalistas com cargo em comissão no Governo do Estado, não contribuiu, ao contrário, "puxou pra baixo" o desgastado alcaide.

Seria consequência da fadiga de material após um quarto de século manipulando a opinião pública num brutal conluio privado?

Talvez a antipatia do candidato que não há maquiagem que resolva?

A chantagem e pressão sobre o funcionalismo público, histórica nas eleições municipais, que esgotou a paciência e a subserviência dos barnabés?

Ou agora, o que começa saltar aos olhos, o desgaste do apoio de BETO, que com um governo modorrento, começa a se desmascarar e isto está se refletindo na campanha?

AINDA TEM A AMEAÇA DO VOTO ÚTIL!

A insegurança das ruas de Curitiba apavora os Palácios!

Trêmulos, os nobres temem por seus pescoços, pois pode vir uma onda pelo VOTO ÚTIL e faltarão guilhotinas!

Há seis dias das eleições, se está ruim para a Casa Real, más notícias! :- Pode piorar!

Se o fenômeno eleitoral conhecido como VOTO ÚTIL tomar forma, by-by realeza...

MAS A NOBREZA, SEUS LACAIOS E SEUS FINANCIADORES/RECEPTORES NÃO VÃO REAGIR?

Analisaremos mais adiante a reação dos "reacionários" ...


equipe do SR. Bóia.

MORRE ERIC HOBSBAWM

Morre aos 95 anos o historiador Eric Hobsbawm

Atualizado em  1 de outubro, 2012 - 07:58 (Brasília) 10:58 GMT
O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu em Londres aos 95 anos, segundo informação divulgada por sua família nesta segunda-feira.
Ele era famoso por seus livros sobre a história da Europa no século 19 e pela obra A Era dos Extremos, sobre o século 20.
Marxista convicto, Hobsbawm nasceu no Egito, filho de pais judeus, mas foi criado na Áustria e na Alemanha. Sua família mudou-se para a Grã-Bretanha depois que Adolf Hitler subiu ao poder em 1933.
Segundo a agência de notícias AP, a filha do historiador, Julia Hobsbawn, informou que seu pai morreu na madrugada passada. Ele estava internado em um hospital, tratando uma pneumonia

CLIPPING ECONÔMICO

Brasil Econômico

Manchete: “O Brasil está pronto para crescer 4% a 5% ao ano”, aposta Mantega
Em entrevista exclusiva ao BRASIL ECONÔMICO, o ministro da Fazenda afirma que o governo fortaleceu as bases da economia com medidas de política fiscal. Garante que a indústria está se recuperando e diz que não é otimista, mas, sim, realista. (Págs. 1 e 4)

Fotolegenda: Guido Mantega aposta no mercado interno, que continua “dinâmico e crescendo”

Geradora Eletrosul inaugura primeira usina desde 2005
Hidrelétrica consumiu R$ 600 mi e tem capacidade para gerar energia de 580 mil pessoas. (Págs. 1 e 24)
Emergentes terão a própria agência de rating
Ideia é unir 5 agências já existentes e criar uma espécie de observatório mundial do crédito. (Págs. 1 e 34)
Indústria quer ampliar pauta de exportações para a China
Com o comércio ainda concentrado na soja, o objetivo é aumentar a venda de alimentos processados, como sucos, biscoitos, balas e chocolates. Mas também se pretende abrir o mercado chinês para café e carne. (Págs. 1 e 10)
Amex lucra com viajantes do Brasil
O país é o maior mercado da bandeira para cartão pré-pago para viagens internacionais. Segundo a empresa, volume dobrou em um ano. (Págs. 1 e 31)
Padrinho forte
Como apoio de Lula, Vanessa Graziotin cresceu e já ameaça o favoritismo do tucano Arthur Virgílio em Manaus. (Págs. 1 e 15)
Negócios no sangue
O médico pediatra José Luiz Setubal, que é herdeiro do Banco Itaú,dobrou o faturamento do Hospital Sabará. (Págs 1 e 18)

CHÁVEZ É FRUTO DA ABJETA INIQUIDADE SOCIAL QUE VIGORAVA NA VENEZUELA

Chávez é fruto da abjeta iniquidade social que vigorava na Venezuela

Paulo Nogueira
Chávez em campanha
Comecemos assim.
Insustentável é a situação de uma sociedade quando a riqueza é distribuída abjetamente. Nestes casos, no comando está um governo de ricos, por ricos e para ricos.
Insustentável porque uma hora os excluídos se insurgem. O melhor exemplo histórico foi a França sob Luís 16. Nem sempre o desfecho é tão dramático assim, mas jamais as coisas permanecem como antes.
A Venezuela, pré-Chavez, era socialmente insustentável. Era um dos campeões mundiais em desigualdade. Uma elite reduzida vivia como se estivesse em Nova York. A imensa maioria dos venezuelanos vivia como se estivesse na Nigéria.
Só a elite imaginava que isso poderia durar muito tempo. Hugo Chávez é fruto de uma iniquidade sem limites.
Os pobres venezuelanos o amam porque Chávez os colocou no mapa. Deu a eles atenção, deu a eles programas sociais que efetivamente melhoraram sua vida. Como o povo vota em quem o defende, Chávez é fortíssimo em eleições. Se a elite venezuelana tivesse promovido uma sociedade mais justa quando esteve no poder, Chávez provavelmente não existiria. Mas a elite venezuelana  sempre esteve mais preocupada em fazer compras nos Estados Unidos do que em pensar em coisas como justiça social.
A força de Chávez deriva do povo. Um golpe de estado em 2 000 tirou-o do poder por não mais que dois dias. Chávez voltou porque o povo exigiu. Sempre que foi testado nas urnas, ele bateu os adversários com facilidade.
Há, no Brasil, uma propaganda feroz na grande imprensa contra Chávez, mas isso é porque Chávez não representa os interesses que comovem as grandes corporações jornalísticas brasileiras. Não li em nenhuma publicação brasileira que, depois de vários anos no poder, sua popularidade entre os venezuelanos é de 62%, o mesmo nível do de Dilma. Ele é sistematicamente ridicularizado e insultado no Brasil por colunistas e editorialistas que defenderiam a nobreza francesa em 1789 e tratariam como bufões Danton e Robespierre. Nos confrontos entre Chávez e a mídia venezuelana, não é difícil ver quem está do lado dos desvalidos e quem está do lado dos privilegiados.
Do ponto de vista de política externa, Chávez foi uma das primeiras vozes a se erguer contra os crimes de guerra dos Estados Unidos nos países árabes. Chamou, com inteira razão, George W Bush de satã ou coisa parecida.
Chávez, por tudo isso, é favorito para vencer as eleições presidenciais que se aproximam. Henrique Caprilles, o adversário, promete continuar os programas sociais. Ora, por que esses programas não apareceram antes de Chávez?
Para ricos que temem que o chavismo avance para outros países, entre os quais o Brasil, a lição é clara: para evitar isso, basta abrir mão de parte dos privilégios. Chávez não faria sucesso na Dinamarca, ou na Noruega. Mas em países iníquos sim.
Quanto menos injusto socialmente o Brasil for, menores as chances de o chavismo se instalar entre os brasileiros. Mas a elite brasileira não parece compreender isso, por mais óbvio que seja. E por isso teme e insulta tanto Chávez, na ilusão de que com gritos resolve um problema que só desaparece com ações que melhorem a vida do povo.

TORCEDORES DO COXA, MARMANJOS AFETADOS, AGRIDEM FAMÍLIA NO COUTO PEREIRA

MARMANJOS AFETADOS...
 
Mais uma vez um bando de "Rebeldes Afetados", tocedores do COXA, protagonizam um espetáculo DANTESCO!
Enciumados, os valentões agrediram covardemente Pai, Filha e Filho, numa cena de destempero típica de MARMANJO MACHÃO ENRUSTIDO. Pior!, a família é de torcedores do próprio COXA!
Os ANIMAIS tem ciúmes de HOMEM! Qual a origem deste DESTEMPERO? Seria SEXUALIDADE REPRIMIDA ? Não teriam recebido Educação Materna e Paterna ?
Foi uma sessão de descarrego típica de MARMANJO com problemas em sua orientação sexual.
As imagens, reproduzidas nacionalmente, trouxeram VERGONHA E REPÚDIO pela atitude dos PROBLEMÁTICOS.
Cabe a diretoria do COXA identificar os "VALENTÕES" (imagens é o que não faltam) e tomar providências, afastando esses AFETADOS do convívio do COUTO PEREIRA. Essa gentalha é capaz de num SURTO de FÚRIA, num FUROR DE SEXUALIDADE REPRIMIDA, bater na própria mãe que nunca "os compreendeu".
Se são capazes de agredir uma família, Pai e duas crinaças, imaginem o que podem fazer com seus parceiros numa eventual queda para a segunda divisão...

TUDO MOTIVADO PELO GESTO DE CARINHO E RESPEITO DO CRAQUE DO SPFC E DA SELEÇÃO BRASILEIRA, O MEIA LUCAS.
 
O meia jogou sua camisa para uma garota que pediu a peça, mas em seguida ela e seu pai foram cercados por torcedores do Coritiba.
Eles ameaçaram e xingaram a dupla e o bate-boca durou alguns minutos até que a os dois fossem retirados ilesos. Com receio de sofrer agressão, o pai da menina devolveu a camisa ao meia são-paulino.
"Fiquei muito assustado, é lamentável o que aconteceu. A menininha tem uns 12 anos e desde o começo do jogo estava pedindo foto, camisa, gritando meu nome. Fui dar a camisa para ela e os torcedores queriam bater nela e no pai. Acima de tudo tem de ter paz, não esta rivalidade, e o nosso país tem que melhorar muito nisso ainda", disse o camisa 7 ao término da partida.
Ele se reencontrou com a garota e o pai no vestiário, quando entregou uma nova camisa e tirou fotos.
DESABAFO PELO TWITTER
Mais tarde, por meio de sua página oficial no Twitter, Lucas lamentou o episódio ocorrido no Couto Pereira.
"Presenciei uma cena lamentável hoje. No final do jogo fui presentear uma fã que estava na torcida adversária e gritava meu nome o tempo todo. Ela chama-se Milena e tem uns 13 anos. Ao jogar a camisa de presente, uns torcedores do Coxa voltaram e quiseram agredir ela e o pai. Sei que fui meio ingênuo, mas jamais imaginei que os torcedores teriam essa atitude, ainda mais com uma criança. Muito triste mesmo."
"Temos que tornar nosso país digno de receber uma Copa do Mundo e demonstrar que somos civilizados e grandes, para o mundo mudar o conceito sobre nós. Fico muito triste, mas aliviado por saber que não aconteceu nada com a Milena e seu pai, graças a Deus", publicou o jogador do São Paulo na rede social.

ISRAEL - UM ESTADO TERRORISTA

"Derrotaremos o apartheid de Israel"

Por Leonardo Wexell Severo, no sítio da CUT:

Filha da terceira geração após a Nakba, a catástrofe que caracteriza a diáspora palestina após a sua expulsão pelos sionistas em 1948, Haneen Zoabi é a primeira mulher de um partido árabe a ter assento no parlamento israelense. Integrante da “Flotilha da Liberdade” que tentou furar o criminoso bloqueio e levar remédios e alimentos para a Faixa de Gaza, foi classificada por Israel como “terrorista”. “Defensora dos direitos humanos e do valor da liberdade para todos os povos”, Haneen Zoabi sublinha que sua bússola é a da justiça num mundo de paz e coexistência, onde todos vivam “em pé de igualdade”.

“O povo palestino jamais renunciará ao direito de ser livre num território livre. Derrotaremos o apartheid de Israel”, sublinhou. A parlamentar fez um “agradecimento especial à solidariedade da CUT Brasil” e destacou a relevância do nosso país para a luta contra o sionismo. Abaixo, selecionamos os principais trechos da entrevista de Haneen, concedida nesta sexta-feira (28) no clube Homs, na capital paulista, onde reforçou a convocação para o Fórum Social Palestina Livre, que será realizado de 28 de novembro a 1º de dezembro em Porto Alegre.

“Luta contra o apartheid é invisibilizada pela mídia”

“85% da população palestina foi expulsa a partir de 1948. Hoje somos a terceira geração após a catástrofe, 1,2 milhão de árabes israelenses, 18% da população de Israel, um estado racista, que utiliza ferramentas religiosas para a sua dominação. Esta é a realidade da política do apartheid, muito invisibilizada pelos meios de comunicação que funcionam como instrumento de propaganda para justificar os massacres indiscriminados contra a população, sejam mulheres, idosos ou crianças. Na propaganda do dominador, os terroristas são os palestinos”

“Israel não tem Constituição, nem fronteiras”

“Israel é um país que não tem Constituição, nem fronteiras, mas 30 leis que legitimam qualquer abuso. Há uma lei de 2003, que proíbe terminantemente o casamento entre palestinos e uma de 2011 que possibilita o confisco de terras palestinas. É uma estratégia de guerra movida e exercida contra todo um povo com lógica de mais terras, menos árabes. Os expulsos a partir de 1967 não são mais cidadãos neste estado. Devido à lei de Reunião de Família e Naturalização, por exemplo, quem deixar Jerusalém por mais de seis meses pode perder a nacionalidade. Ou seja, um judeu que nasceu no Brasil tem mais direitos que um árabe que nasceu lá. Além do confisco de terras, se construímos uma casa corremos o risco de que ela seja derrubada porque o Ministério do Interior não tem mapas que registrem estas moradias. Assim, nossas construções são ilegais, não temos legitimidade para estar ali. Sem poder ocupar terreno, construímos mais andares para cima. Temos 60 mil casas sem autorização. Então o estado chega e destrói tudo”.

“Além do conflito pela terra, conflito pela identidade”

Além do conflito pela terra em Israel há um conflito pela identidade, pois o racismo é muito presente. O confisco das terras palestinas, a construção e delimitação das cidades, o desaparecimento de povoados e aldeias, as leis da educação, da construção de partidos e organizações civis são partes de uma mesma política de segregação. Querem proibir o povo palestino de habitar o seu território.

“Um judeu que nasceu no Brasil tem mais direitos que um árabe que nasceu lá”

Como palestina não posso casar com nenhum palestino, mesmo que ele seja brasileiro ou sírio. Se o pai do marido é palestino, tem sobrenome árabe e não pode casar. Quem vive na Cisjordânia vive melhor que os árabes israelenses, pois eles são palestinos, nós não somos. Devido a uma lei absurda, se falamos que temos identidade palestina não estamos sendo leais ao Estado israelense. Eu, deputada no parlamento israelense, não posso ser chamada de palestina. Nos documentos oficiais somos não judeus. Não temos identidade”.

“Ministério da Educação de Israel transforma os árabes em fantasmas”

“O Ministério da Educação de Israel tem o papel de desaparecer com a nossa identidade. Entre os objetivos está o de vincular o judeu ao Estado de Israel, vinculado à diáspora no mundo, e fortalecer a linguagem hebraica. Eu não existia antes de 1948, nós todos somos fantasmas. Nas escolas árabes, está proibido ensinar o que aconteceu. A literatura de resistência está proibida. É proibido ensinar sobre a revolução nacionalista de 1952 no Egito, falar sobre Nasser. Todos os livros didáticos da sexta série, por exemplo, são sobre o holocausto, como catástrofe humana única. Eu me identifico mais como vítima do Holocausto do que os israelenses que estão nos reprimindo. Precisamos ser leais às lições da História: não mate, não seja racista, seja leal. Ao matar e discriminar, Israel é desleal com o Holocausto”.

“Não temos direito à memória ou à história”
“Nós somos proibidos até mesmo de lembrar a Nakba, a catástrofe. Não temos direito à memória ou à história. Todas as instituições são amordaçadas, proibidas até mesmo de mencionar a Nakba. Se algum estudante ou professor fala, o Ministério simplesmente corta os recursos da instituição de ensino”.

“50% dos palestinos vivem abaixo da linha da pobreza”
“Muitas vezes o homem palestino precisa sair para outras localidades à procura de emprego, mas a mulher, por conta dos filhos, fica muito vinculada à cidade. Como o sistema de comunicação e de transporte não chega às cidades árabes, tudo fica mais difícil para as mulheres, apesar de serem 54% dos palestinos graduados e 52% dos que têm título de mestrado. Mesmo com melhor qualificação, estudamos e ficamos em casa porque não temos trabalho. O resultado disso é que o ingresso das famílias judias é três vezes superior ao das famílias árabes. 50% dos palestinos vivem abaixo da linha da pobreza”

“O sionismo é um projeto racista, uma doença obsessiva”
“Temos lutado em defesa de um Estado para todos os seus cidadãos. Este é um projeto de cidadania que se choca com a essência do sionismo, que é racista, que é o projeto de um estado judeu. Para os judeus sionistas, o perigo representado pelos árabes-israelenses é o mesmo que os reatores nucleares do Irã. Vivemos um confronto entre a democracia e a judaização, entre o colonizador e o colonizado, daí o muro de separação, daí o cerco a Gaza. A judaização do Estado é uma doença obsessiva”

“O boicote é o caminho pacífico para derrotar o apartheid de Israel”
“Israel tem 60 acordos com os países europeus e até acordo de armamento com o Estado brasileiro, para vender aviões para o Brasil. O fato é que cada vez que Israel se expande, anexando ilegalmente territórios palestinos, tem melhores relações com os países do mundo. Então o governo israelense lê isso como apoio à sua expansão, enquanto deveria pagar o preço por esta afronta às leis internacionais. Quando denunciamos esta expansão ilegal no parlamento, imediatamente sobe um ministro na tribuna e diz: não se preocupe, temos boas relações e estão melhorando a cada dia. Ou seja, quando se assina um acordo com Israel ele não é apenas econômico, como costumeiramente ouvimos dos governos, mas um acordo político. É um apoio imoral, porque Israel está cometendo crimes”

“Estamos no caminho correto”
“O governo de Israel vai proibir que me candidate nas próximas eleições devido à minha participação na Flotilha da Liberdade, identificada como iniciativa terrorista. Pelos meios de comunicação a elite política promove o racismo e a paranoia em relação ao outro, a industrialização do medo para justificar sua política contra os árabes. Eu confio que vamos virar esta página. Confio na liberdade como instinto natural do ser humano. Uma humanidade que Israel tentou domesticar com seu Estado militar, jogando seus tanques contra os que queremos somente sobreviver. Estou otimista, confio na força dos povos. A pergunta não é se estamos longe ou perto do objetivo, mas se o caminho é o correto. Estamos caminhando juntos pelo caminho correto”.

HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO - GRATUITO O CACETE !

O horário eleitoral não é gratuito

Por Joel Leite, no blog O mundo em movimento:

- Governo vai pagar, em renúncia fiscal, R$ 600 milhões pelo horário ocupado pelos candidatos nas emissoras de rádio e TV.

As emissoras de rádio e televisão chamam o horário eleitoral de “gratuito”. Grátis pra quem?

O governo (nós) paga o horário para as emissoras com a renúncia de Imposto de Renda. Paga o horário integral ocupado pelos candidatos, como se estivesse fazendo uma propaganda.

A estimativa da Receita Federal, segundo a Agência Congresso, é que o horário eleitoral proporciona um faturamento estimado, para este ano, de R$ 606 milhões para as emissoras.

O Decreto 7.791 de 17/8/12, em seu artigo 1º, define que as emissoras poderão efetuar a compensação fiscal na apuração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, inclusive na base de cálculo dos recolhimentos mensais previstos pela legislação.

Desde 2002, o governo pagou para as emissoras de TV e rádio R$ 4 bilhões. E eu não li nenhum editorial reclamando do “desperdício de dinheiro público”.

Em alguns casos o horário “gratuito” é, na verdade, um grande negócio para a emissora, pois o governo paga todo o tempo de inserção por dia como se estivesse comprando um espaço publicitário. Ocorre que originalmente aquele espaço não estava totalmente destinado à propaganda, mas também a programação: jornalismo, música, entretenimento, variedades. Assim, o faturamento da rádio ou da TV aumenta.

O Decreto prevê que o pagamento seja de 80% do preço de tabela da emissora, isso porque este é o percentual que fica com a empresa, uma vez que a Agência que veicula a propaganda recebe a comissão de 20%.

Mas um anunciante comum paga bem abaixo do preço de tabela, pois o negócio é fechado após ampla negociação. É comum descontos de 40%, 50% sobre o preço de tabela. Às vezes mais. Uma emissora de TV em São Paulo negociou com uma grande rede de varejo, no ano passado, um contrato anual com desconto de 95%.

No caso do horário eleitoral “gratuito” não há negociação. É tabela cheia.

Grátis pra quem cara pálida?

UTOPIA CONGELADA

Utopia congelada


Em 1994, pedi aqui a moratória da utopia socialista. A esquerda ganharia pelas regras do jogo. Criticaram. Hoje, o "votar não adianta" assombra é a Europa

Há anos (em janeiro de 1994), escrevi um artigo nesta seção da Folha, cujo título era "Uma moratória para a utopia".

Na época, fui criticado pela autodenominada "esquerda" do meu partido -que mais tarde tomou seus próprios caminhos- e também pela esquerda acadêmica, que agora se especializou no antilulismo e no antipetismo e que faz coro com a direita mais retrógrada, "contra os políticos" e "contra a corrupção", estabelecendo uma identidade mecânica e autoritária entre ambos.

A moratória com a utopia socialista pressupunha -e ainda pressupõe- uma convergência à esquerda a partir dos valores básicos da democracia e da república, daí tendo como fulcro o Estado de Direito: a observância das "regras do jogo" (Bobbio).

Isso pressupunha a inversão de prioridades, a partir dos governos de esquerda, pautando -em oposição à mera estabilidade- a estabilidade com distribuição de renda e inclusão social e educacional amplas.

Tratava-se de colocar os "de baixo" na mesa da democracia, como dizia Florestan Fernandes. E isso foi feito.

Felizmente (e não foi obviamente por artigos como aquele) o Brasil trilhou este caminho. E por mais que se possa criticar o cerco midiático ao STF no processo do "mensalão", por mais que se possa discordar da avaliação das provas, da inovação de teses para proporcionar condenações, da "politização" excessiva do processo, ninguém pode dizer que os ministros da nossa corte suprema estão julgando contra as suas convicções ou insuflados por pressões insuportáveis.

Nada do que está acontecendo é estranho a qualquer Estado de Direito, por mais democrático e maduro que ele seja.

O Estado de Direito democrático é assim mesmo. A sua superioridade em relação às ditaduras é que as suas limitações e insuficiências são abertas e podem ser contestadas, tanto no plano da política como do direito, de forma pública e sem temor, por qualquer cidadão.

Faço estas observações porque eminentes intelectuais e jornalistas europeus, em distintas manifestações, hoje questionam a situação da democracia na Europa.

Boaventura Sousa Santos (na revista "Visão", de Lisboa) escreve "Portugal é um negócio ou é uma democracia?". Joaquin Estefania ("El País", de Madrid), defende que "começa a ser um mistério que alguém se moleste de votar e estimular a alternância partidária (...) se não existe capacidade de intervenção efetiva por parte de uma autoridade política eleita".

Antonio Baylos Grau, da Universidade Complutense de Madrid, diz que a Espanha está "numa democracia limitada", com a "soberania limitada (doutrina Brejnev) através da arquitetura financeira mundial, concentrada em poucas mãos".

Assim, sugiro que a democracia no Brasil, neste período histórico, está mais avançada do que no continente europeu, porque a adoção da dogmática de "não há alternativa" (ao caminho pautado pelas agências de risco e pelo poder privado do capital financeiro) não tem vigência nem efetividade em nosso país.

As medidas que a presidenta Dilma tem tomado na gestão econômica, dando sequência às políticas do presidente Lula, de inserção soberana, cooperativa e interdependente do país, na economia e no mercado mundial, mostram que a democracia, sim, pode ter consequência na economia e no desenvolvimento social de qualquer estado.

Na Europa, não somente foi feita uma moratória com a utopia socialista, cujo impulso foi responsável pelas grandes conquistas de proteção social e de coesão nacional no século passado, mas também foi congelada a utopia democrática. Os governos eleitos, sejam socialdemocratas ou conservadores, na primeira fala que fazem, quando chegam ao poder, é que "não há alternativa".

Logo, não adianta votar e escolher.

Nós, da esquerda e do PT, e todos os democratas de todos os partidos celebremos esta diferença: ainda não conseguiram congelar, aqui, a utopia democrática.

TARSO GENRO, 65, é governador do Rio Grande do Sul. Foi ministro da Justiça, da Educação (ambos no governo Lula) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002)


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OS DESCAMINHOS DO DINHEIRO: A COMPRA DAS ELEIÇÕES - (CARTA MAIOR)

Os descaminhos do dinheiro: a compra das eleições

A grande corrupção é aquela que é tão grande que se torna legal. Trata-se do financiamento de campanhas. A empresa que financia um candidato – um assento de deputado federal tipicamente custa 2,5 milhões de reais – tem interesses. Estes interesses se manifestam do lado das políticas que serão aprovadas mais tarde. Do lado do candidato, apenas assentado, já lhe aparece a preocupação com a dívida de campanha que ficou pendurada, e a necessidade de pensar na reeleição. O custo da campanha é cada vez mais descontrolado. O artigo é de Ladislau Dowbor.

No quadro acima, o crescente custo das campanhas nos Estados Unidos, segundo The Economist, Sept. 8th-14th p. 61


“The idea that in a democracy you should be able to trade your wealth
into more influence over what the government does is just wrong.”
Lawrence Lessig [1]

“Les vices n’appartiennent pas tant à l’homme qu’à l’homme mal gouverné”
Rousseau [2]

Transformar o exercício da justiça em espetáculo midiático não é correto nem ético. Fazê-lo em nome da ética, menos ainda. Para muita gente, parece tratar-se de uma catarse política, canalização de ódios acumulados. Não se resolve grande coisa desta maneira. e gera-se sim dinâmicas perigosas. E sobre tudo, canaliza-se toda a energia contra pessoas, obscurecendo os vícios do sistema. O sistema agradece, e permanece. A realidade, é que há um imenso desconhecimento, por parte de não economistas, de como se dão os grandes vazamentos de recursos públicos.

Bem, vamos por partes. Primeiro, a grande corrupção, a grande mesmo, aquela que é tão grande que se torna legal. Trata-se do financiamento de campanhas. A empresa que financia um candidato – um assento de deputado federal tipicamente custa 2,5 milhões de reais – tem interesses.

Estes interesses se manifestam do lado das políticas que serão aprovadas, por exemplo contratos de construção de viadutos e de pistas para mais carros, ainda que se saiba que as cidades estão ficando paralisadas. As empreiteiras e as montadoras agradecem. Do lado do candidato, apenas assentado, já lhe aparece a preocupação com a dívida de campanha que ficou pendurada, e a necessidade de pensar na reeleição. Quatro anos passam rápido. Entre representar interesses legítimos do povo – por exemplo, mais transporte coletivo, mais saúde preventiva – e assegurar a próxima eleição, ele que estudou economia ou direito, e por tanto sabe fazer as contas e sabe quem manda, está preso numa sinuca.

O próprio custo das campanhas, quando estas viram uma indústria de marketing político, é cada vez mais descontrolado. Segundo The Economist, no caso dos EUA, os gastos com a eleição de 2004 foram de 2,5 bilhões de dólares, em 2010 foram de 4,5 bilhões, e a estimativa para 2012 é de 5,2 bilhões. Isto está “baseado na decisão da corte suprema em 2010 que permite que empresas e sindicatos gastem somas ilimitadas em marketing eleitoral”. Quanto mais cara a campanha, mais o processo é dominado por grandes contribuintes, e mais a política se vê colonizada. O resultado é a erosão da democracia. E resultam também custos muito mais elevados para todos, já que são repassados para o público através dos preços. [3]

Comentando os dados dos gastos corporativos na campanha eleitoral de 2010, Robert Chesney e John Nichols, da universidade de Illinois, escrevem que os financiamentos corporativos “se traduziram numa virada espetacular para a direita: a captura da vida política por uma casta financeira e midiática mais poderosa do que qualquer partido ou candidato.

Não se trata apenas de um novo capítulo no interminável romance entre o dinheiro e o poder, mas de uma redefinição da própria política pela conjunção de dois fatores: o fim dos limites de doações eleitorais por parte das empresas e a renúncia por parte da imprensa ao exame dos conteúdos das campanhas. Resulta um sistema no qual um pequeno círculo de conselheiros mobiliza montantes surrealistas para orientar o voto para os seus clientes. Este ‘complexo eleitoral dinheiro-mídia’ constitui presentemente uma força temível, subtraída a qualquer forma de regulação, liberada de qualquer obrigação de prudência por uma imprensa que capitulou. Esta máquina é permanentemente mediada por cadeias comerciais de televisão que faturaram, em 2010, 3 bilhões de dólares graças à publicidade política”. [4]

No Brasil este sistema foi legalizado em governos anteriores. A lei que libera o financiamento das campanhas por interesses privados é de 1997. [5] Podem contribuir com até 2% do patrimônio, o que representa muito dinheiro. Os professores Wagner Pralon Mancuso e Bruno Speck, respectivamente da USP e da Unicamp, estudaram os impactos. “Os recursos empresariais ocupam o primeiro lugar entre as fontes de financiamento de campanhas eleitorais brasileiras. Em 2010, por exemplo, corresponderam a 74,4%, mais de R$ 2 bilhões, de todo o dinheiro aplicado nas eleições (dados do Tribunal Superior Eleitoral)”. [6]

E a deformação é sistêmica: além de amarrar os futuros eleitos, quando uma empresa “contribui” e por tanto prepara o seu acesso privilegiado aos contratos públicos, as outras se vêm obrigadas a seguir o mesmo caminho, para não se verem alijadas. E o candidato que não tiver acesso aos recursos, simplesmente não será eleito. Todos ficam amarrados. Começa a girar a grande quantidade de dinheiro no sistema eleitoral. Criminalizar as empresas, ou as pessoas, não vai resolver, ainda mais se os criminalizados são apenas de um lado do espectro político. É preciso corrigir o sistema.

Mas custos econômicos incomparavelmente maiores resultam do impacto indireto, pela deformação do processo decisório na máquina pública, apropriada por corporações. O resultado, no caso de São Paulo, por exemplo, de eleições municipais apropriadas por empreiteiras e montadoras, são duas horas e quarenta minutos que o cidadão médio perde no trânsito por dia. Só o tempo perdido, multiplicando as horas pelo PIB do cidadão paulistano e pelos 6,5 milhões que vão trabalhar diariamente, são 50 milhões de reais perdidos por dia. Se reduzirmos em uma hora o tempo perdido pelo trabalhador a cada dia, instalando por exemplo corredores de ônibus e mais linhas de metrô. serão 20 milhões economizados por dia, 6 bilhões por ano se contarmos os dias úteis. Sem falar da gasolina, do seguro do carro, das multas, das doenças respiratórias e cardíacas e assim por diante. E estamos falando de São Paulo, mas temos Porto Alegre, Rio de Janeiro e tantos outros centros. É muito dinheiro. Significa perda de produtividade sistêmica, aumento do custo-Brasil.

Este tipo de corrupção leva a que se deformem radicalmente as prioridades do país, que se construam elefantes brancos. A deformação das prioridades mediante desvio dos recursos públicos daquilo que é útil em termos de qualidade de vida para o que é mais interessante em termos de contratos empresariais, gera um círculo vicioso, pois financia a sua reprodução.

Uma dimensão importante deste círculo vicioso, e que resulta diretamente do processo, é o sobre-faturamento. Quanto mais se eleva o custo financeiro das campanhas, conforme vimos acima com os exemplos americano e brasileiro, mais a pressão empresarial sobre os políticos se concentra em grandes empresas. Quando são poucas, e poderosas, e com muitos laços políticos, a tendência é a distribuição organizada dos contratos, o que por sua vez reduz a concorrência pública a um simulacro, e permite elevar radicalmente o custo dos grandes contratos. Os lucros assim adquiridos permitirão financiar a campanha seguinte.

Se juntarmos o crescimento do custo das campanhas, os custos do sobre-faturamento das obras, e sobre tudo o custo da deformação das grandes opções de uso dos recursos públicos, estamos falando em muitas dezenas de bilhões de reais. Pior: corrói o processo democrático, ao gerar uma perda de confiança popular nos processos democráticos em geral.

Não que não devam ser veiculados os interesses de diversos agentes econômicos. Mas para a isto existem as associações de classe e diversas formas de articulação. A FIESP, por exemplo, articula os interesses da classe industrial do Estado de São Paulo, e é poderosa. É a forma correta de exercer a sua função, de canalizar interesses privados. O voto deve representar cidadãos. Quando se deforma o processo eleitoral através de grandes somas de dinheiro, é o processo democrático que é deformado.

A moral da história é simples. Comprar votos é ilegal. Vincular o candidato com dinheiro não é ilegal. Já comprar o voto do candidato eleito é de novo ilegal. A conclusão é óbvia: vincula-se os interesses do candidato à empresa, o que é legal, e tem-se por atacado quatro anos de votação do candidato já eleito, sem precisar seduzi-lo a cada mês [7]. O absurdo não é inevitável. Na França, a totalidade dos gastos pelo conjunto dos 10 candidatos à presidência em 2012 foi de 74,2 milhões de euros. [8]

A grande corrupção gera a sua própria legalidade. Já escrevia Rousseau, no seu Contrato Social, em 1762, texto que hoje cumpre 250 anos: “O mais forte nunca é suficientemente forte para ser sempre o dono, se não transformar a sua força em direito e a obediência em dever” [9]. Em 1997, transformou-se o poder financeiro em direito. O direito de influenciar as leis, às quais seremos todos submetidos. Ético mesmo, é reformular o sistema, e acompanhar os países que evoluíram para regras do jogo mais inteligentes, e limitaram drasticamente o financiamento corporativo das campanhas.

(*) Ladislau Dowbor, economista, é professor da PUC de São Paulo, e consultor de várias agências das NNUU. http://dowbor.org

MANCHETES DESTA SEGUNDA 01/10/2012

Manchetes dos Jornais

NACIONAIS

Tribuna da Bahia
Empresa aérea portuguesa Sata inicia voo Salvador-Lisboa

O Globo
Três mil homens das Forças Armadas vão apoiar ações do TRE-RJ nas eleições

Folha de São Paulo
Italiana agredida em abrigo de jovens continua internada no Rio

O Estado de São Paulo
Serra critica presidente Dilma na véspera de ato por Fernando Haddad

Correio Braziliense
Eleições: Exército e Marinha cedem 3 mil homens

Estado de Minas
Marina Silva evita comentar mensalão e novo partido

Jornal do Commercio
Geraldo Julio tem 50% dos votos válidos no Recife

Valor Econômico
Revista "Nature" destaca técnica que pode criar vacina contra aids

Zero Hora
A gaúcha que mudou a vida de mais de três mil mulheres

Brasil Econômico
Ibovespa pode cair aos 58 mil pontos até quarta-feira

INTERNACIONAIS

The New York Times
Adiamento de deportação de imigrantes ameaça empregadores norte-americanos

El País
Espanhóis encontram bons salários e enfrentam fraudes na colheita de uvas na França

Le Monde
Que tal uma mosca? Chinês investe na criação de insetos para consumo

Der Spiegel
"Com o Alcorão, não precisamos tomar decisões próprias", dizem mulheres salafista

Herald Tribune
China e Japão demonstram força do modo errado

ESPORTIVOS

Placar
Fahel vive tarde de 'vilão' em Salvador e Bahia passa pelo Botafogo

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Em Fla-Flu dramático, Fred dá novamente a vitória ao Tricolor

Gazeta Esportiva
Após expulsão de Neymar, Grêmio só empata com Santos e fica longe da taç

Marca
Com show de Romarinho, Timão atropela o Sport e ajuda o Palmeiras

Ataque
São Paulo sente cansaço, mas Osvaldo decide e garante empate com o Coxa

Extra
Semifinais da Série D terminam empatadas por 1 a 1