quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Governistas dão o troco em Beto

da gazetaonline

Pela segunda sessão seguida na Assembleia paranaense, a futura bancada de apoio ao governador eleito, Beto Richa (PSDB), tentou barrar um projeto enviado ao Legislativo pelo atual governador, Orlando Pessuti (PMDB). Desta vez, porém, os deputados governistas conseguiram frustrar as pretensões dos adversários e aprovaram a proposta em segunda discussão. Por outro lado, os parlamentares que hoje estão na oposição parecem ter conseguido uma vitória junto ao presidente da Casa, Nelson Justus (DEM). Ontem, Justus deu sinais de que, antes de levar projetos do atual governo à votação em plenário, vai consultar a equipe de transição nomeada por Richa para saber o que acha das propostas.

Na última terça-feira, a bancada de oposição conseguiu retirar por dez sessões o projeto do Execu­­tivo que institui a Política Estadual de Fomento à Economia Solidária no estado, sob o argumento de que a proposta trará impactos para o novo governo e, portanto, precisa ser melhor analisada. Ontem, o líder da bancada, Élio Rusch (DEM), tentou a mesma manobra em relação ao projeto do governo que implanta o Programa Universidade Sem Fronteiras como política pública de extensão universitária no Paraná. No entanto, os parlamentares governistas impuseram uma derrota por 20 votos a 12 à oposição e derrubaram o requerimento que tentava retirar a proposta da pauta de votações.

Líder do governo na Casa, o deputado Caíto Quintana (PMDB) criticou a postura da oposição, afirmando que o projeto está em tramitação desde março e foi aprovado em todas as comissões e na votação em primeira discussão sem maiores questionamentos. “Trata-se de uma política de estado e não de governo. O projeto foi encaminhado à Casa antes das eleições sem qualquer cunho político, até porque poderíamos ter ganhado e ser governo a partir de janeiro”, afirmou. “A oposição tem todo o direito de ser vigilante, mas a Assembleia não pode parar.” O peemedebista ameaçou, inclusive, apresentar um requerimento solicitando a retirada de todos os projetos da pauta de votações até o fim do ano. “Se continuar assim, que entremos em recesso branco, porque não haverá razão para continuar o processo de votação em plenário.”

Já Élio Rusch argumentou que, por bom senso, o governo eleito precisa avaliar melhor as matérias que impliquem na implantação de novos programas a partir do ano que vem. “Não somos contra as mensagens. Mas temos de respeitar o desejo da maioria dos paranaenses, que escolheu o Beto para administrar o estado. Ele e sua equipe de transição precisam ser consultados sobre isso”, disse. “Por que enviar essas propostas só agora, em final de mandato?”

O líder da oposição ainda pediu ao presidente da Casa que não inclua propostas do Executivo na ordem do dia sem que elas sejam previamente analisadas pela equipe de transição de Richa. Indagado sobre o assunto, Justus deu mostras de que vai atender à solicitação. “O governo vai até 31 de dezembro. Mas tem algumas questões em que essa intercessão deve ser consultada. Sempre foi assim”, declarou.

Apesar de considerar natural essa tensão política pós-eleitoral, o professor de Ciência Política Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, afirma que a postura da oposição é uma ingerência indevida sobre o governo e a Assembleia. Para ele, como a nova legislatura só começará em 2011, o que for de competência da atual composição da Casa deve ser votado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Leonardo Boff apóia aliança entre Marina e Dilma

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. O artigo é de Leonardo Boff:

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

479 mil famílias no Paraná recebem o Bolsa Família em outubro

Estado recebeu R$ 40,2 milhões em benefícios do maior programa de transferência de renda do país.

O Programa Bolsa Família, do Governo Federal, atendeu 479.209 famílias paranaenses de baixa renda no mês de outubro. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Paraná recebeu R$ 40,2 milhões em benefícios do maior programa de transferência de renda do país. O valor foi distribuído para famílias com renda mensal de até R$ 140 por pessoa.

Curitiba recebeu o maior número de benefícios – foram R$ 10,9 milhões, repassados para 133.445 famílias. As outras cidades com maior número de atendimentos são: Londrina, com 38.437 famílias e recursos de R$ 3 milhões; Guarapuava, com 38.144 famílias e R$ 3,6 milhões; e Ponta Grossa, onde o número de benefícios chegou a 37.455 e R$ 3,1 milhão em recursos. Em Cascavel o total de famílias atendidas chegou a 30.524 e o repasse financeiro foi de R$ 2,5 mil.

A Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social coordena o programa no Paraná, e é responsável pelo acompanhamento de sua execução nos municípios. Para o secretário Tércio Albuquerque, o auxílio mensal ajuda nas contas das famílias como renda complementar. “O Paraná registrou números excelentes de diminuição da pobreza. Junto aos programas estaduais, o Bolsa Família é um auxílio para as famílias de baixa renda, de forma que elas possam comprar produtos como calçados, roupas e alimentos”, afirma.

Bloqueios – O Ministério ainda divulgou que, no mês de outubro, 37.251 famílias tiveram benefícios bloqueados, por não atualizarem seus cadastros. A atualização deve ser feita a cada dois anos, com declarações de frequência escolar dos filhos (nos dois primeiros bimestres letivos do ano) e acompanhamento de saúde. Para desbloquear os valores é preciso regularizar as pendências no comitê gestor do município, localizado na prefeitura. Em todo o Paraná, apenas dois municípios efetuaram 100% das atualizações e não tiveram famílias com benefícios bloqueados: Itaupulândia e Uniflor.

A Folha analítica completa do pagamento do Bolsa Família está disponível no portal da Secretaria de estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social no endereço www.setp.pr.gov.br/bolsa .

Em defesa do Tiririca

por Rogério Schmitt do Congresso em Foco

Com um título provocativo desses, já imagino que esta minha coluna irá despertar muita polêmica entre os meus leitores. Imagino também que receberei uma maioria de comentários bastante críticos. Também, quem me mandou escolher justamente esse assunto entre todos aqueles sobre os quais poderia ter escrito nesta semana pós-primeiro turno? Mas resolvi nadar contra a corrente!

Não posso ignorar os relatos de que o lançamento da candidatura do Tiririca fez parte de uma elaboradíssima estratégia eleitoral dos partidos reunidos na coligação que o lançou. Mas pretendo explorar o assunto a partir de um outro ângulo.

Antes de tudo, posso assegurar aos internautas que não votei no Tiririca. Aliás, sequer cogitei a possibilidade de votar no Tiririca. Nunca conheci o Tiririca pessoalmente, e nem ao menos conheço alguém que já tenha privado da sua companhia. Em compensação, confesso que me diverti bastante nas últimas semanas com as imitações do Tiririca feitas lá em casa pelo meu enteado de sete anos.

O fato é que o Tiririca despontou como a maior atração dessa campanha eleitoral, pelo menos no estado de São Paulo. Foi candidato a deputado federal e obteve nada menos do que 1 milhão e 353 mil 820 votos. Em outras palavras, um em cada 16 eleitores paulistas (considerando os votos válidos para deputado federal) escolheram o Tiririca como seu representante na Câmara. Ele será o deputado mais votado do país na próxima legislatura. A votação obtida pelo Tiririca elegeu ainda mais três deputados da sua coligação partidária.

Esse resultado já vinha sendo antecipado desde agosto, quanto teve início a campanha eleitoral na televisão. A imprensa noticiou que as pesquisas de intenção de voto para deputado feitas pelo Ibope em São Paulo apontavam que o Tiririca seria o recordista de votos nesta eleição. Os analistas especializados também advertiram precocemente que o Tiririca ajudaria a eleger outros candidatos da mesma coligação partidária. De fato, todas essas previsões se consumaram.

Nesse tempo todo, o Tiririca foi objeto de inúmeras reportagens jornalísticas, editoriais e colunas de opinião. Quase sempre, o tom dessas matérias era negativo. Em alguns casos, a própria candidatura do Tiririca foi apresentada como uma desmoralização da democracia. Em outros casos, o voto no Tiririca foi reduzido a um simples voto de protesto. Essas análises sempre me incomodaram. Algumas vezes, pelo seu indisfaçável viés elitista e/ou autoritário. Outras vezes, pela total falta de comprovação empírica das hipóteses levantadas.

O fato de figuras como o Tiririca disputarem eleições absolutamente não coloca em risco a nossa democracia. Artistas de televisão, ex-jogadores de futebol e palhaços têm o mesmo direito de serem candidatos que qualquer um de nós. Eles sempre estiveram presentes nas campanhas eleitorais desde o fim do regime militar. A grande maioria deles simplesmente não consegue se eleger. E os que conseguem, quase sempre acabam integrando o chamado "baixo clero" parlamentar.

No caso específico do Tiririca, duvido que a maoria dos seus eleitores sejam jovens abastados de classe média que encontraram uma forma bem-humorada de protestar contra a nossa classe política. Será que ninguém parou para pensar no fato de que a região metropolitana de São Paulo concentra a maior população nordestina do país fora do Nordeste? No meu entender, o voto no Tiririca foi predominantemente um voto "sociológico". Os eleitores pobres de origem nordestina radicados na terra da garoa simplesmente se viram refletidos num candidato com o mesmo perfil social que eles. Não vejo problema algum em escolher um candidato a deputado com base nesses critérios. Ainda por cima, o cara é engraçado!

Alguns de nós podem não gostar da ideia de ter o Tiririca como nosso representante, mas ele merece ser deixado em paz. Pensando bem, vou procurar no You Tube o clássico clip de "Florentina" para mostrar ao meu enteado. Acho que ambos iremos nos divertir muito juntos!

Pessuti desiste da Polônia para ajudar Dilma

por Roseli Abrão para o HoraH

O governador Orlando Pessuti desistiu da viagem à Polônia para se engajar na campanha de Dilma Roussef no segundo turno das eleições. O apelo veio do presidente Lula. Pessuti viajaria no próximo dia 8 e deixaria o governo por dez dias nas mãos do DEM (o deputado Nelson Justus, presidente da Assembléia Legislativa), aliado de primeira hora do tucano José Serra.

O governador vai a Brasília nesta quarta-feira para um encontro com o presidente nacional do PMDB e vice de Dilma, Michel Temer, para definir a estratégia da campanha do segundo turno no Paraná.

Mas não é só Pessuti que vai se somar à campanha de Dilma. O presidente Lula se encontrou nesta terça-feira com o senador eleito do PMDB, Roberto Requião, e nesta quarta recebe, num café-da-manhã, o senador Osmar Dias.

Não é só o presidente Lula que trabalha para reforçar a campanha de Dilma no Paraná. Liderados pela senadora eleita Gleisi Hoffmann, os petistas paranaenses se encontraram nesta terça com o governador Orlando Pessuti e também com o senador Osmar Dias fazendo o mesmo apelo.

Ducci não apoia nem Serra nem Dilma
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, do PSB, disse em entrevista à rádio Banda B, nesta terça-feira, que não apoiará nem a petista Dilma Rousseff nem o tucano José Serra no segundo turno das eleições presidenciais.

No primeiro turno Ducci foi liberado pela direção de seu partido, que está na coligação de Dilma Roussef, para apoiar a candidatura de Beto Richa ao governo do Estado.

Ficou neutro em relação à disputa presidencial.

Eleições 2012 - Já começou

do Bem Paraná

Nem bem as urnas fecharam e a disputa pela prefeitura de Curitiba já começou. O PSB garante que não abre mão da candidatura à reeleição do prefeito Luciano Ducci. “É natural”, diz o deputado estadual Reni Pereira. Os tucanos, por sua vez, planejam lançar o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) — que, com mais de dois milhões de votos para o Senado, se tornou o nome natural do partido para disputar o cargo em 2012. Fruet por enquanto desconversa, apesar de admitir que o patrimônio eleitoral conquistado nesta eleição o credencia para isso. No final das contas, a palavra final deve ser do governador eleito, Beto Richa, que terá que compatibilizar os interesses conflitantes de seus aliados para evitar um racha. A briga promete render muito nos próximos dois anos.

Do outro lado
Do outro lado, pelo menos dois nomes são cotados. Os dois do PMDB: Marcelo Almeida, que se elegeu suplente da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Rocha Loures, que foi candidato a vice de Osmar Dias, abrindo mão da candidatura à reeleição como deputado federal. Os dois estão livres e soltos para iniciar as suas campanhas.

Curi cotado para comando da Assembleia
O deputado Alexandre Curi (PMDB) não só se reelegeu com a maior votação do Estado como está sendo cotado como nome forte para assumir a presidência da Assembleia Legislativa, mesmo após a avalanche de denúncias de contratação de “fantasmas” e desvio de recursos que atingiu a Casa. Curi é um dos maiores aliados do governador eleito, Beto Richa (PSDB), no PMDB, partido que elegeu a maior bancada, com treze parlamentares, e oficialmente integrou a coligação que apoiou Osmar Dias (PDT). Tanto que chegou a ser cotado para vice de Richa.

Pesquisas
O deputado estadual reeleito Elio Rusch (DEM) criticou a forma com que as pesquisas eleitorais estão sendo realizadas e divulgadas, não só no Paraná, mas em todo o Brasil. Nas eleições deste ano, diz ele, verificou-se que os institutos de pesquisas voltaram a cometer equívocos e os números apresentados nas urnas foram bem diferentes daqueles divulgados até o dia anterior ao da votação. “Não é possível que isso volte a se repetir. Em 2006 já havíamos presenciado a falha dos institutos de pesquisas, em 2008 a mesma coisa e agora em 2010 foi vergonhoso. Eu, particularmente, sou contra a publicação de pesquisas em véspera de eleição, pois pode influenciar o voto. O eleitor tem que votar no seu candidato por convicção”, disse Rusch.

Prejudicado
Segundo Rusch, o candidato ao Senado Gustavo Fruet (PSDB) foi o mais prejudicado pelos erros das pesquisas aqui no Paraná. “Se não fossem as pesquisas que consideravam que o Gustavo não teria condições de vencer os outros dois candidatos que apareciam na frente, com certeza hoje ele seria um dos senadores eleitos pelo estado do Paraná. Infelizmente, muitas pessoas ainda se baseiam nas pesquisas para decidir o voto”, disse. Rusch defende que os deputados federais, que têm competência para realizar mudanças na Lei Eleitoral, promovam as alterações necessárias no que diz respeito à divulgação das pesquisas para que casos como os desta eleição não voltem a acontecer.

De novo
Ninguém confirma oficialmente, mas a nova especulação na praça é que o senador Alvaro Dias (PSDB) voltou a ser cotado para vice de José Serra (PSDB), em substituição ao deputado federal Índio da Costa (DEM/RJ). Segundo essa versão, a estratégia seria uma forma de atrair o apoio de Osmar Dias (PDT) para o tucano no Estado, anulando as pretensões do PT de Dilma Rousseff no Paraná. A questão seria inclusive discutida na reunião da coordenação nacional da campanha de Serra hoje em Brasília, que contará com a presença do senador do Paraná. De acordo com fontes ligadas ao tucano, o DEM já teria concordado em abrir mão da vaga.

Convite
Por isso mesmo, a senadora eleita pelo PT Gleisi Hoffmann, se apressou a divulgar que Osmar Dias foi convidado para coordenar a campanha de Dilma Roussef no Paraná. Mas ele mesmo se calou.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Padre e bispos da CNBB-SP cometeram crime eleitoral



Integrantes de ala ultra-conservadora da Igreja Católica distribuíram panfleto na saída de missas e fizeram proselitismo contra a candidata Dilma Rousseff, no dia da eleição. O bispo de Jales, Demétrio Valentini, denunciou que integrantes da Regional Sul da CNBB, entre eles o bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga articularam trama para induzir os fiéis a acreditar que o panfleto expressava posição da CNBB, o que foi negado pela direção da entidade. “A nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos”, denunciou o bispo de Jales. Prática constitui crime eleitoral punível com detenção de seis meses a um ano.

Marco Aurélio Weissheimer da Carta Maior

O padre Paulo Sampaio Sandes, articulado com o bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga, e um grupo de outros integrantes da ala ultra-conservadora da Igreja Católica cometeram crime eleitoral no domingo (3), dia da realização do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. Conforme matéria de Maria Inês Nassif, publicada no jornal Valor Econômico (04/10/2010), Sandes, Gonzaga e outros elementos distribuíram propaganda eleitoral e fizeram proselitismo em espaço público valendo-se de sua condição de religiosos contra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, que, na avaliação dos citados, seria contrária aos “valores cristãos”.

Esse tipo de prática é expressamente proibido pela legislação eleitoral brasileira. O panfleto distribuído pelos religiosos no dia da eleição é assinado pelos bispos Dom Nelson Westrupp, Dom Benedito Beni dos Santos e Dom Airton José dos Santos.

O artigo 37, da Lei n° 9.504, proíbe esse tipo de manifestação em bens de uso comum. O parágrafo 4°, do referido artigo, inclui os templos religiosos nesta categoria:

“Bens de uso comum, para fins eleitorais, são os assim definidos pela Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil e também aqueles a que a população em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade privada”.


E o artigo 39, da mesma lei, afirma que:

“Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR”:

(…)

II – a distribuição de material de propaganda política, inclusive volantes e outros impressos, ou a prática de aliciamento, coação ou manifestação tendentes a influir na vontade do eleitor.

II – a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna

III – a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, mediante publicações, cartazes, camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário.

III – a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

A matéria relata que, no dia da eleição, o padre Paulo Sampaio Sandes expôs na homilia o suposto veto da Igreja Católica brasileira a Dilma e a todos os candidatos do PT. Segundo informa Maria Inês Nassif, o padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional que é contra, entre outras coisas, o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Na saída da missa, o padre distribuiu uma carta onde a regional da CNBB pede aos fies que não votem em candidatos que defendem o aborto, nomeando os candidatos petistas. Não foi um caso isolado.

O bispo de Jales, Demétrio Valentini (foto), denunciou que integrantes da Regional Sul, contando com a conivência de alguns bispos, articularam uma trama para induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional tinha imposto um veto aos candidatos do PT nessas eleições, o que é negado pela direção da entidade. “Estamos constrangidos, pois a nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos”, disse Valentini ao Valor.

A Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, recomendou que às paróquias que distribuíssem o “Apelo aos Brasileiros”, que acusa o PT de ser parceiro do “imperialismo demográfico representado por fundações norteamericanas” e de “apoiar o aborto”. Apesar do desmentido da CNBB nacional, o documento foi distribuído em diversas igrejas de São Paulo, causando, segundo a opinião de diversos analistas e da maioria dos meios de comunicação um considerável prejuízo à candidata.

Senado rejuvenesce e fica mais milionário

da folhaonline

A renovação de metade das cadeiras do Senado (50,6%) tornará a Casa ainda mais milionária e com a média de idade pelo menos três anos mais jovem em relação à atual composição.

No total, 41 novos senadores deverão assumir cargos na próxima legislatura. Desses, 37 foram vencedores nas urnas anteontem, e quatro herdarão mandatos de senadores eleitos para o governo estadual (Acre, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Santa Catarina).

A eles, soma-se um grupo de 17 parlamentares que renovaram seus mandatos por mais oito anos. Restam outros 23 que detêm mais quatro anos de mandato.

A evolução patrimonial dos atuais e dos futuros 81 senadores mostra um salto de R$ 101 milhões (38,6%) nos bens declarados: de R$ 258 milhões para R$ 359 milhões.

Esses valores podem subir ainda mais caso a Justiça libere os votos obtidos por Jader Barbalho (PMDB-PA) e Cássio Cunha Lima (PSDB)-PB), ambos arrolados na Lei da Ficha Limpa. O peemedebista declarou R$ 4,6 milhões em bens.

Uma das caras novas na Casa, o detentor do maior patrimônio é o ex-governador de Mato Grosso, o ruralista Blairo Maggi (PR), com R$ 152,4 milhões informados ao Tribunal Superior Eleitoral.

A lista dos mais ricos inclui também o ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB-CE), com R$ 36,7 milhões. Ivo Cassol (PP-RO) declarou possuir R$ 29,8 milhões.

IDADE

O perfil dos senadores eleitos indica queda na média de idade da Casa, de 61,6 para 58,5 anos. O baixa na idade se deve a caras novas que sairão da Câmara, como Ciro Nogueira (PP-PI), 41; Eduardo Amorim (PSC-SE), 47; e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), 49.

Outro novato é o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT-RJ), 40.

O mais jovem no Salão Azul é o professor universitário Randolph Frederich Alves (PSOL), "Randolfe" na urna, de 37 anos, eleito no Amapá.

A média de idade do Senado é tradicionalmente mais alta em relação à Câmara porque uma das exigências para ocupar o cargo é possuir mais de 35 anos.

Da nova futura formação da Casa, 20 senadores têm até 50 anos.

O nome mais velho que assumirá mandato é o ex-presidente Itamar Franco (PPS), eleito pelo peso da chapa vitoriosa de Aécio Neves (PSDB) em Minas -81 anos.

OCUPAÇÃO

O resultado das eleições também mostra uma migração de deputados: 15 dos 54 eleitos são deputados federais atualmente.

Dos eleitos que declararam a profissão, cinco são advogados, cinco atuam como empresários, três como professores, três são engenheiros, dois economistas e dois servidores públicos. Há menções ainda a médico, bancário, psicóloga e jornalista.

Geraldo Vandré na Globo News

A entrevista concedida pelo compositor e cantor Geraldo Vandré ao jornalista Geneton Moraes Neto, transmitida pela Globo News no último dia 25 de setembro, continua repercutindo, o que revela o interesse que a vida e a obra do grande artista da música popular brasileira ainda despertam.

Infelizmente, a entrevista foi superficial e enviesada para o sensacionalismo. Passou a impressão de que o principal objetivo era arrancar de Vandré que não teria sido torturado fisicamente e que tudo que fez, após voltar do exílio em 1973, foi voluntário. Como se não existisse tortura psicológica e Vandré não se encontrasse em extremo isolamento, com grandes dificuldades financeiras e mentalmente perturbado. Vandré, pelo que se comenta, sempre foi uma pessoa de trato difícil, com poucos amigos e com alguma doença mental – esquizofrenia na opinião de alguns, ou bipolaridade na de outros. Perdido no exílio e com dificuldades de sobrevivência, buscou um acordo para poder retornar ao Brasil.

Para isso, fez na ocasião e repete até hoje declarações ambíguas. Como afirmar que nunca foi antimilitarista, argumentando que toda nação precisa de forças armadas, mas que também nunca foi militarista; ou insistir que nunca pertenceu a nenhum partido político, nem a nenhum grupo de ação armada, o que é verdade, mas sem mencionar sua posição geral de oposição à ditadura militar e de simpatia com as lutas operárias, camponesas e estudantis; ou ainda reiterar controvertidos elogios à Força Aérea Brasileira, os quais, como detalhou na entrevista, tendo lido inclusive a letra de famosa canção dedicada à FAB, não passam de uma exaltação à aviação em geral e à "loucura humana de voar". Leia mais

Hauly conquista sexto mandato e recebe muitos cumprimentos

O deputado federal mais votado de Londrina, Luiz Carlos Hauly, tem sido cumprimentado com muito entusiasmo pelos eleitores. Ele também recebeu ligações e telegramas de congratulações de diversos líderes políticos, sindicalistas e de representantes de diversas entidades de atuação nacional. Para Hauly, a expressiva votação em Londrina é o reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo desses anos. “Sou o deputado que mais trabalha pela nossa Londrina e felizmente os eleitores identificam essas muitas realizações”, agradeceu.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Censura e o Direito Natural

por Manoel Valdemar Barbosa Filho

A censura e o direito natural da liberdade de expressão

A Constituição Federal de 1988 acabou com a censura no Brasil. Este instrumento repugnante havia sido instituído pelos generais de plantão durante a Ditadura Militar. Naquela época era proibido pensar. Quanto mais manifestar qualquer pensamento contrário ao regime de exceção. Músicas, peças teatrais, filmes e livros foram colocados sob o controle do Departamento de Censura Nacional, um órgão vinculado à polícia política.

O encarregado desta função sórdida era o censor (indivíduo investido de agente de estado, pago com dinheiro público para limitar a liberdade de pensamento e expressão).

Nas eleições 2010, este entulho autoritário insiste em voltar, através da utilização das estruturas jurisdicionais. No Paraná, as correntes políticas contrárias à liberdade de pensamento e expressão buscam o judiciário para reimplantar a censura - a censura judicial.

Esses arautos do pensamento único fundamentam a censura judicial no positivismo jurídico e a operacionalizam por meio do ativismo judicial, pois a Constituição Federal proíbe a censura prévia.

A teoria critica do Direito afirma que Direito é Política. Essa teoria afirma que a superestrutura jurídica é um instrumento de poder e dominação.

A intervenção dos juízes supõe-se a atuação de um órgão “blindado” pelas garantias constitucionais, que resguardam a sua independência em relação aos outros poderes do Estado, ou seja, alheio aos interesses em disputa e toma suas decisões observando o respeito ao direito de defesa em juízo dos envolvidos. Não é a oportunidade ou conveniência política o que guia a conduta do juiz, entretanto essa intervenção tem sido balizada por uma postura conservadora e autoritária, baseada especialmente no positivismo ou denominado juspositivismo. Este, calcado na maioria ocasional ou detentores de plantão do poder, sob a alegação de proteção de direito individual, em contraposição ao direito das gentes denominado o direito natural (o jusnaturalismo).

Um positivismo míope que não consegue valorizar o essencial do Estado de Direito, a origem do contrato social vigente, a Soberania Popular. Um positivismo submisso às questões de menor importância em detrimento dos direitos naturais fundamentais. Um positivismo autoritário que nega ao eleitor informações essenciais para o exercício da cidadania. Para Bobbio (Positivismo Jurídico, 2006, p. 26), "por obra do positivismo jurídico ocorre a redução de todo o direito a direito positivo, e o direito natural é excluído da categoria do direito: o direito positivo é direito, o direito natural não é direito. (…) O positivismo jurídico é aquela doutrina segundo a qual não existe outro direito senão o positivo".

A linha divisória entre a Justiça e a Política não é fixa, nem nítida. A Justiça real, segundo a teoria critica do Direito, não é neutra. Durante os regimes autoritários, os tribunais, como instrumentos do status quo (ordem vigente), garantiram a exceção, inclusive a violação da Constituição Federal (os habeas corpus de Sobral Pinto em favor dos presos políticos nos remetem a esse período nefasto da História do Brasil). Na Alemanha Nazista aconteceu o mesmo (Hannah Arendt deu seu testemunho em suas obras). A História é repleta de exemplos nefastos.

O ativismo jurídico, segundo o jurista Luiz Roberto Barroso, “se constitui na participação mais ampla e mais intensa do Judiciário na concretização dos fins e valores constitucionais, com maior interferência no espaço de atuação dos outros dois Poderes”. Entretanto, quando empregado em desfavor da cidadania leva-nos aos desastres autoritários.

É preciso saber sopesar os princípios, é preciso ver o todo. É preciso haver auto-coação judicial (conduta pela qual o Judiciário procura reduzir a sua interferência nos poderes Executivo e Legislativo). Não ultrapassar a fronteira das suas atribuições constitucionais. Não normatizar, não produzir textos legais, cuja atribuição pertence a outro poder. O jurista afirma que “Direito não é política no sentido de admitir escolhas livres, tendenciosas ou partidarizadas. O facciosismo é o grande inimigo do constitucionalismo.”

A volta da censura estatuída pelas instâncias do aparelho estatal - neste caso o Judiciário - contrasta com os marcos constitucionais, que devem ser considerados pela finalidade com que são instituídos. E a liberdade de expressão consiste em assegurar às pessoas a possibilidade de estar suficientemente informadas para opinar e exercer seus direitos a respeito de questões que acontecem na sociedade em um dado momento. Ela tutela a livre difusão de idéias como conceito essencial. Esse direito é inerente a todo o cidadão, e não exclusivo dos titulares ou permissionários dos meios de comunicação.

O exercício do direito da liberdade de expressão tem como parâmetro para julgamento o Pacto de San José. Desde 1969, o Brasil é subscritor da CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS, conhecida como Pacto de San José de Costa Rica, que garante a liberdade de pensamento e expressão:

“Artigo 13º - Liberdade de pensamento e de expressão

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias de toda natureza, sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer outro processo de sua escolha.

2. O exercício do direito previsto no inciso precedente não pode estar sujeito a censura prévia, mas a responsabilidades ulteriores, que devem ser expressamente fixadas pela lei e ser necessárias para assegurar:
a) o respeito aos direitos ou à reputação das demais pessoas; ou
b) a proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da saúde ou da moral públicas.

3. Não se pode restringir o direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como o abuso de controles oficiais ou particulares de papel de imprensa, de freqüências radioelétricas ou de equipamentos e aparelhos usados na difusão de informação, nem por quaisquer outros meios destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões.

4. A lei pode submeter os espetáculos públicos a censura prévia, com o objetivo exclusivo de regular o acesso a eles, para proteção moral da infância e da adolescência, sem prejuízo do disposto no inciso 2.

5. “A lei deve proibir toda a propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência.”

A Convenção Americana sobre Direitos Humanos estabeleceu que liberdade de expressão é um direito natural, que faz parte dos direitos relacionados como direitos fundamentais. Na cultura jurídica mais moderna o positivismo jurídico recuou, mas não está totalmente vencido. O jusnaturalismo afirma que existem direitos que valem como tal, sem terem sido estabelecidos por nenhuma fonte de autoridade humana.

O direito à liberdade de pensamento e expressão é um deles.

Manoel Valdemar Barbosa Filho, advogado

PMDB e PT obtêm as maiores bancadas do Senado; oposição encolhe

O PT conseguiu ampliar sua bancada no Senado para 15 representantes — seis a mais que na atual legislatura. Foram eleitos neste domingo (3) 12 senadores do partido em 12 estados do país. Já o PMDB também aumentou o número de representantes, de 17 para 19.

Somados os 54 candidatos eleitos neste domingo (3) com os 27 que têm direito a cumprir ainda quatro anos de mandato, PMDB e PT passam a ser os dois partidos com maior representação na Casa. Juntos, detêm até 36 senadores. Por conta da Lei da Ficha Limpa, o número final da bancada vai depender da análise da Justiça Eleitoral de casos de candidatos sub judice no Pará e na Paraíba.

No caso dos peemedebistas, eles dependem da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para os casos de Jader Barbalho (PA) (que pode ter sido o mais votado no estado) e do tucano Cássio Cunha Lima, na Paraíba (que também não teve os votos divulgados). Se Cunha Lima, que também pode ter sido o campeão de votos entre os paraibanos, for impugnado, Wilson Santiago (PMDB) ficaria com a vaga.

Os dois partidos de oposição (DEM e PSDB) perderam espaço. Serão, no mínimo, dez senadores a menos. O DEM elegeu dois políticos neste domingo — mas, no balanço, perdeu seis senadores na Casa. O PSDB perdeu quatro.

A oposição tem outros motivos para lamentar em relação à eleição para o Senado. As urnas eliminaram políticos importantes para PSDB e DEM dentro da Casa. De uma só vez, a oposição viu a derrota de caciques como Tasso Jereissati (PSDB-CE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marco Maciel (DEM-PE), Heráclito Fortes (DEM-PI), entre outros.

Além disso, contava com a eleição do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), que terminou apenas em quarto lugar. Em compensação, a oposição garantiu a vitória do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) e de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) em São Paulo.

O novo desenho do Senado é altamente favorável à base aliada ao governo Lula. Para o governo, fazer uma bancada forte no Senado era uma questão central na estratégia de garantir sustentabilidade para Dilma Rousseff na Casa, caso ela consiga garantir sua eleição para a Presidência.

Durante os oito anos de mandato do presidente Lula, o Senado foi justamente o centro das maiores resistências dos parlamentares ao governo federal. Foram os senadores que aplicaram a maior derrota sofrida por Lula no Congresso durante a votação que derrubou a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Do vermelho.org

Vanessa (PCdoB) é a primeira senadora eleita pelo Amazonas

Numa disputa acirrada pela segunda vaga, a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) foi eleita senadora do Amazonas. Ela derrotou Arthur Virgílio Neto (PSDB) por uma margem de 22,54% contra 22,17%. O primeiro colocado foi o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) com 41,90% dos votos. Isso de um total de 92,11% das urnas apuradas.

Omar Aziz (PMN), da mesma coligação de Vanessa, foi eleito governador com 63,34% dos votos contra o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR) que alcançou 25,86%.

A senadora eleita agradeceu a população amazonense e diz que o principal desafio agora será a eleição de Dilma Rousseff para quem ela, Omar Aziz e Eduardo Braga farão campanha no segundo turno.

Vanessa também agradeceu ao presidente Lula e Dilma que gravaram programa eleitoral pedindo voto. Disse que os apoios de Omar e Braga, os outros majoritários da coligação, foram fundamentais para realizar uma campanha vitoriosa e de muito carinho junto à população.

Ela, que teve um excelente desempenho no interior do Amazonas, disse que se dedicar ao máximo para trazer recursos a fim de que Omar possa implantar nos municípios projetos como a escola de tempo integral, urbanização e contratar médicos especialistas.

O candidato a deputado federal pelo PCdoB, Eron Bezerra, ficou em 11 posição entre os mais votados e por pouco não ocupou uma das oito vagas da bancada amazonense na Câmara dos Deputados.

De Manaus,
Iram Alfaia

BETO RICHA, GOVERNADOR

O tucano Beto Richa foi eleito neste domingo (3) governador do Paraná, para a gestão 2011-2014. O senador Osmar Dias (PDT), candidato da coligação A União Faz Um Novo Amanhã ficou em segundo lugar.

Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) serão os próximos senadores do Paraná.

Veja os deputados federais eleitos pelo Paraná

Deputados federais eleitos

1 RATINHO JUNIOR – PSC – 358.924 (6,32%)
2 HERMES PARCIANELLO FRANGAO – PMDB – 154.910 (2,73%)
3 ANDRÉ VARGAS – PT – 151.769 (2,67%)
4 ALEX CANZIANI PTB - 149.693 (2,64%)
5 CIDA BORGHETTI – PP – 147.910 (2,60%)
6 DELEGADO FRANCISCHINI – PSDB – 130.522 (2,30%)
7 JOÃO ARRUDA - PMDB – 126.092 (2,22%)
8 RUBENS BUENO – PPS – 123.178 (2,17%)
9 OSMAR SERRAGLIO – PMDB – 121.700 (2,14%)
10 MICHELETTO - PMDB – 121.285 (2,14%)
11 GIACOBO – PR – 119.892 (2,11%)
12 HAULY - PSDB – 116.165 (2,05%)
13 NELSON MEURER – PP – 114.648 (2,02%)
14 TAKAYAMA – PSC – 109.895 (1,93%)
15 ZECA DIRCEU – PT – 109.565 (1,93%)
16 ANGELO VANHONI – PT – 108.886 (1,92%)
17 DILCEU SPERAFICO – PP – 107.820 (1,90%)
18 ALFREDO KAEFER – PSDB – 102.345 (1,80%)
19 EDUARDO SCIARRA - DEM – 102.232 (1,80%)
20 ANDRÉ ZACHAROW – PMDB – 101.579 (1,79%)
21 SANDRO ALEX - PPS – 95.840 (1,69%)
22 REINHOLD STEPHANES – PMDB – 95.147 (1,68%)
23 ASSIS DO COUTO – PT – 94.745 (1,67%)
24 DR ROSINHA - PT – 93.509 (1,65%)
25 CEZAR SILVESTRI – PPS – 87.586 (1,54%)
26 LUPION – DEM – 79.704 (1,40%)
27 NELSON PADOVANI – PSC – 63.289 (1,11%)
28 EDMAR ARRUDA – PSC – 61.309 (1,08%)
29 ROSANE FERREIRA - PV – 47.674 (0,84%)
30 LEOPOLDO MEYER – PSB

Veja a lista de deputados estaduais eleitos no Paraná

PDT / PT / PMDB / PR / PC do B(23)
1 ALEXANDRE CURI 134.226 –
2 ENIO VERRI 87.076 47.150
3 NEREU MOURA 83.034 4.042
4 ARTAGÃO JUNIOR 74.063 8.971
5 AUGUSTINHO ZUCCHI 70.217 3.846
6 ROMANELLI 67.999 2.218
7 ANIBELI 60.599 7.400
8 KIELSE 57.059 3.540
9 ANDRÉ BUENO 55.763 1.296
10 LUCIANA RAFAGNIN 54.277 1.486
11 TONINHO 53.454 823
12 WALDYR PUGLIESI 52.524 930
13 ADEMIR BIER 51.147 1.377
14 TERUO KATO 50.271 876
15 TADEU VENERI 48.860 1.411
16 PERICLES 48.805 55
17 FERNANDO SCANAVACA 48.369 436
18 CHEIDA 48.242 127
19 PROFESSOR LEMOS 48.081 161
20 JONAS GUIMARAES 47.089 992
21 CAITO QUINTANA 44.574 2.515
22 NELSON LUERSEN 43.510 1.064
23 STEPHANES JUNIOR 43.415 95

PRB / PP / PTB / DEM / PSDB(18)
1 NEY LEPREVOST 79.755 –
2 VALDIR ROSSONI 64.139 15.616
3 DURVAL AMARAL 62.275 1.864
4 LUIZ ACCORSI 61.820 455
5 NELSON GARCIA 57.868 3.952
6 CANTORA MARA LIMA 56.515 1.353
7 PASTOR EDSON PRACZYK 50.068 6.447
8 PLAUTO 45.481 4.587
9 ROSE LITRO 45.324 157
10 ELIO RUSCH 44.597 727
11 NELSON JUSTUS 43.035 1.562
12 MAURO MORAES 42.062 973
13 EVANDRO JUNIOR 41.082 980
14 FRANCISCO BUHRER 40.004 1.078
15 OSMAR BERTOLDI 39.642 362
16 TRAIANO 37.991 1.651
17 FABIO CAMARGO 37.773 218
18 PEDRO LUPION 37.302 471

PSB(3)
1 GILBERTO RIBEIRO 103.740 –
2 RENI PEREIRA 54.797 48.943
3 HERMAS BRANDÃO JR 46.684 8.113

PPS(3)
1 MARCELO RANGEL 67.307 –
2 CESAR SILVESTRI FILHO 52.589 14.718
3 DOUGLAS FABRICIO 37.291 15.298

PSC(3)
1 GILSON DE SOUZA 34.712 –
2 MARLA TURECK 29.442 5.270
3 PARANHOS 27.263 2.179

PV(2)
1 ROBERTO ACIOLLI 45.708 –
2 RASCA 18.897 26.811

PSL / PTN / PRP(1)
1 ADELINO RIBEIRO 30.244 –

PSDC / PHS / PMN / PTC(1)
1 DR BATISTA 41.891 –

domingo, 3 de outubro de 2010

FISCAIS EM TODAS AS URNAS

Tércio Albuquerque, Coordenador Geral do dia "D" das coligações lideradas por Osmar Dias, garantiu a presença de fiscais em todas as mais de 25.000 sessões eleitorais em todo Estado do Paraná.

Segundo o Coordenador, a presença maciça dos fiscais, será necessária para garantir a impressão e repasse dos boletins das urnas que vão municiar a apuração paralela, montada pelos partidos, PDT,PMDB,PC do B, PT, PR e PSC.

"Já alertamos os responsáveis pela nossa apuração, pra importância da fiscalização legal e necessária da urnas, que vai permitir que se levante um quadro da votação obtida incluindo os candidatos que ainda não obtiveram o registro de suas candidaturas," disse o Coordenador.

Ainda segundo Tércio, " o quadro ascendente da candidatura de Osmar, registrado nas pesquisas de intenção de voto, reforçam o ânimo e a certeza da vitória, portanto não podemos descuidar de qualquer detalhe, por isso reforçamos a presença de nossos quadros".

sábado, 2 de outubro de 2010

TSE libera divulgação do Ibope no Paraná

Tribunal acatou argumentos que haviam sido rejeitados pela Justiça Eleitoral do estado. Dados devem ser divulgados neste sábado

O ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou ontem à noite por meio de liminar a divulgação da pesquisa de intenção de voto do Ibope para o governo do Paraná e para o Senado. O levantamento, se a decisão não for cassada, será divulgado hoje às 19 horas pelo telejornal Paraná TV, da RPC TV, e logo depois pelo site da Gazeta do Povo. Amanhã, os dados da pesquisa serão publicados na edição de domingo da Gazeta.

Marco Aurélio atendeu a um recurso do Ibope contra a decisão do juiz eleitoral do Paraná Luciano Carrasco. Ele, na última quinta-feira, havia suspendido a divulgação da pesquisa. O pedido para proibir a divulgação do levantamento havia sido feito pela coligação do candidato ao governo Beto Richa (PSDB).

A decisão de quinta-feira de Carrasco foi mantida ontem pelo plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), que recusou o primeiro recurso do Ibope. Segundo o instituto, os argumentos usados para desbloquer a pesquisa no TSE foram os mesmos rejeitados pela Justiça paranaense.

A decisão do ministro do TSE de liberar o Ibope ocorreu no mesmo dia em que a Justiça Eleitoral do Paraná proibiu a divulgação de outras duas pesquisas de intenção de voto para o governo do estado – dos institutos Datafolha e Alvorada. Os pedidos para a suspensão dos levantamentos foram feitos, respectivamente, pelo PRTB e PSDB. O Datafolha, que foi encomendado pela RPC e pelo jornal Folha de S.Paulo, também recorreu da proibição ao TSE. O recurso, porém, até o fechamento da edição, não havia sido julgado.

Com as decisões de ontem da Justiça paranaense, eram dez as pesquisas eleitorais, de seis institutos diferentes, suspensas pela Justiça Eleitoral – a grande maioria a pedido do PSDB, que impugnou oito (uma delas, a do Ibope, liberada pelo TSE). As outras duas foram proibidas a partir de reclamação do candidato a governador pelo PRTB, Robinson de Paula.

Há pelo menos duas semanas os eleitores paranaenses não têm informações atualizadas da corrida pelo governo e o Paraná estava ameaçado de ser o único estado do país a não ter levantamentos de intenção de voto às vésperas da eleição – o que gerou críticas de especialistas de que havia cerceamento do direito à informação no Paraná.

A última pesquisa divulgada no Paraná havia sido a do Datafolha, em 16 de setembro. O levantamento mostrava empate técnico entre Richa e o candidato Osmar Dias (PDT) – os dois principais concorrentes ao Palácio Iguaçu.

A equipe jurídica da campanha de Richa argumentou em todos os pedidos de impugnação de pesquisas que haviam problemas técnicos nas pesquisas dos institutos.

Partido polêmico

Na decisão que barrou a pesquisa Datafolha, a pedido do PRTB, o juiz Carrasco informou que o levantamento não “fez constar o nome do PRTB, o que denota um tratamento desigual, não justificado”, na pergunta sobre qual é o partido de preferência do eleitor.

O PRTB, embora seja uma legenda nanica, tem se notabilizado nas duas últimas eleições por se envolver em polêmicas. Nesta campanha, o partido estava usando espaço de seu candidato ao governo para fazer críticas a Beto Richa. O candidato Robinson de Paula se rebelou contra a direção partidária, insinuou que a legenda estaria a serviço de Osmar Dias e recorreu à Justiça contra o próprio partido. Conseguiu que seu espaço não fosse aproveitado para ataques a Richa. Mas a direção do partido desfiliou De Paula e tentou tirá-lo da disputa, substituindo o candidato. Não obteve sucesso.

Na eleição municipal de 2008, para a prefeitura de Curitiba, a legenda também se envolveu em confusão. O partido estava oficialmente coligado com o PTB do então candidato Fabio Camargo. Mas um grupo de dissidentes abandonou o PRTB para apoiar o então candidato à reeleição Beto Richa. Montaram o chamado Comitê Lealdade, em favor do tucano. Esse comitê acabou recebendo recursos da campanha de Richa que não foram contabilizados, o chamado caixa 2 – caso que ainda está correndo na Justiça.

Lembram do Cala Boca Galvão? No Paraná virou FECHA A MATRACA CAMPANA!

A soldo de Beto, Campana estampa desespero!

Tentaram mais uma FRAUDE!

Não passou!!

A FARSA DE TIBAGI
do blog do Campana:
"A Polícia Civil e a Justiça Eleitoral de Tibagi acabam de apreender em flagrante funcionários e um caminhão da Prefeitura de Tibagi distribuindo 3.000 cestas básicas em bairros pobres da cidade, em troca de voto para Osmar Dias."

A VERDADE:
Segundo o prefeito de Tibagi, Sinval Silva (PMDB), há um cadastro no município do Sistema Único de Assistência Social que mensalmente atende famílias em situação de risco social desde 2005!!

CAMPANA, FECHA A MATRACA!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Aliado de Richa pagou pesquisa divulgada hoje

do Política em Debate

A pesquisa eleitoral para governador do instituto Radar, de Francisco Beltrão, divulgada hoje foi paga pela rádio CBN de Cascavel, cujo dono é Jacy Scanagatta, ex-prefeito da cidade e coordenador político da campanha de Beto Richa na região.

Nesta manhã, o diretor de jornalismo da rádio CBN de Curitiba, José Wille, já esclareceu no ar que a emissora da capital que não tem nenhuma responsabilidade sobre a pesquisa. A rádio também já avisou que não vai divulgar os números.

Em Cascavel, o coordenador de Osmar na região conta que a rádio de Jacy Scanagatta tem noticiário tendencioso. “Isso é uma pesquisa encomendada e orquestrada. O que dizem por aqui é que um dos radialistas é também amigo pessoal do dono do instituto”, disse Juarez Berté. Segundo ele, Scanagatta participa ativamente da campanha de Beto Richa na região.

Segundo um dos advogados da campanha de Osmar Dias, Guilherme Gonçalves, a credibilidade do Instituto Radar é baixíssima. “Eles não tem qualquer experiência, fizeram um registro emulando seguir os padrões do TSE. O que está acontecendo no Paraná é uma interpretação completamente diferente das regras do TSE para as pesquisas – os grandes institutos não conseguem publicar pesquisas, mas os pequenos sim”, afirmou.