sábado, 12 de novembro de 2011

Cataratas e Amazônia estão entre as Sete Novas Maravilhas da Natureza


gazetinha

As Cataratas do Iguaçu e a Amazônia estão entre as Sete Novas Maravilhas da Natureza, segundo levantamento preliminar da Fundação New Seven Wonders divulgado na página da entidade promotora do concurso, nesta sexta-feira, às 17h07 (horário de Brasília).

A lista é composta ainda pela Baía Ha Long, Vietnã; Jeju-do, Coreia do Sul; Komodo, Indonésia; Rio Subterrâneo de Porto Princesa, Filipinas; e Table Mountain (Montanha da Vida), África do Sul.

O resultado saiu nove horas depois do encerramento da votação, que aconteceu nesta sexta-feira (11), às 9h11 (de Brasília), e foi recebido na fronteira do Brasil com a Argentina.

NYT: Médicos de Cuba lideram combate à cólera no Haiti

Em um artigo publicado na quinta-feira, dia 10, o The New York Times reconhece o trabalho dos médicos cubanos no Haiti. À medida que a epidemia de cólera se alastrava no Haiti, a missão cubana continua trabalhando e ganhando elogios da comunidade internacional por manter-se firme na linha de frente no combate à epidemia e por seu grande esforço para refazer nesse país o devastado sistema de saúde pública.

Paul Farmer, enviado especial das Nações Unidas no Haiti e fundador de Partners in Health, disse que os cubanos foram os primeiros a perceber e dar o alarme sobre o início da epidemia de cólera, ajudando a mobilizar aos funcionários da área da Saúde e a reduzir a quantidade de mortos, publica o jornal estadunidense.

Ainda mais, depois que a taxa de mortalidade chegou a seu ponto máximo, em dezembro 2010 e a atenção do mundo diminuiu significativamente, Farmer notou que, “enquanto a metade das organizações não governamentais já se foi, os cubanos continuam lá firmes”.

Durante o ano de 2011, a cólera matou a 6.600 pessoas e atingiram mais de 476 mil haitianos, quase 5% dos 10 milhões de pessoas que habitam o país. Esta é considerada pelos funcionários das Nações Unidas a mais alta taxa de cólera do mundo.

Os médicos cubanos estão trabalhando no Haiti desde 1998, quando chegaram 100 logo após a passagem do furacão Mitch. Esse trabalho é parte das cinco décadas do programa cubano de missões médicas internacionais. Os cubanos enviam médicos ao exterior desde a década de 1960 como uma forma de “diplomacia médica” que leva médicos extremamente necessários para áreas remotas de países pobres, principalmente na África, bem como de países aliados como a Venezuela, enquanto semeiam solidariedade internacional, disse Katrin Hansing, uma professora da Faculdade Baruch que está escrevendo um livro sobre a ajuda externa cubana.

CTB promove o I Encontro de Trabalhadores na Educação

Com o objetivo debater a situação dos trabalhadores da educação nos setores público ou privado, a CTB vai promover durante os dias 02 e 03 de dezembro, em São Paulo, o 1º Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação.

Com o tema “Os desafios da educação para o projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho", o evento pretende reunir centena de educadores das esferas federal, estadual e municipal para contribuir com propostas para formulação de um plano de ação e o fortalecimento dos trabalhadores do setor junta à Central.

A CTB lembra que o encontro ocorre em uma conjuntura importante para educação brasileira, pois tramita na câmara federal o PL 8035/2010, que versa sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE) e, se aprovado, servirá como um instrumento relevante de orientação da política nacional.

O encontro acontece no Hotel Excelsior, localizado na região central da cidade e as inscrições, que já estão abertas, encerram no dia 20/11. Para outras informações entre em contato com a assessora Márcia Viotto pelo telefone (11) 3107-0600 ou pelo endereço eletrônico: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Quatro Barras inaugura uma das maiores obras voltadas à infraestrutura e ao turismo: a pavimentação da Estrada da Graciosa


Será durante as comemorações dos 50 anos de Quatro Barras, que a cidade vai inaugurar uma das mais importantes obras ligadas à infraestrutura e ao turismo: a pavimentação da Estrada da Graciosa. Reconhecida como a primeira via carroçável do Paraná, hoje a estrada ganha um novo contexto, de preservação da cultura e da história, e também um eixo de oportunidades para o turismo e atividades que colocam em prática a sustentabilidade.

A inauguração será realizada hoje, às 11h, na Capela de São Pedro, no Rio do Meio - um belo cenário cercado por vales e montanhas. Será neste local, que a Prefeitura e o Ministério do Turismo selam os 20 quilômetros de pavimentação que hoje estruturam a estrada, levando qualidade de vida aos moradores e infraestrutura aos visitantes.

“A pavimentação da Graciosa indica uma nova fase para Quatro Barras, um divisor de águas para o setor turístico e para as comunidades que nela vivem. É uma obra de reconhecimento à importância histórica da cidade, que será ao mesmo tempo um eixo de visitação, resgate e desenvolvimento”, disse o prefeito Loreno Tolardo.

O que mudou
As obras executadas há dois anos melhoraram significativamente as condições de rodagem e moradia das comunidades do entorno. Além do pavimento, foram construídos oito quilômetros de ciclovias, instalada nova sinalização, além de recuperadas pontes centenárias como a Ponte do Rio Taquari, que teve sua estrutura toda refeita, preservando o traçado e arquitetura da época. Trechos alternados entre asfalto e paralelepípedos indicam áreas de interesse histórico e turístico, e áreas de remanso foram construídas para dar segurança a motoristas e pedestres.

Ligação da estrada com o Império
A Estrada da Graciosa passou a figurar no cenário estadual e nacional a partir do século XIX, quando surgiu a necessidade de escoar a produção de madeira e erva-mate do planalto de Curitiba até o litoral, para que fosse embarcada para a Europa. Entre os anos de 1854 e 1873 o antigo Caminho da Graciosa passou por obras de alargamento e pavimentação, até ser transformado na Estrada da Graciosa.

Já com um bom acesso entre o litoral e o planalto, em 1880, Dom Pedro II e sua comitiva passaram pela estrada com destino à Província. Durante a jornada, o imperador pernoitou em uma estalagem no Rio do Meio, visitou a Companhia Florestal (primeira serraria a vapor do Estado) - na época já desativada - e parou às margens de um pinheiro no trecho que hoje corta o município.

Crisis? What Crisis?

Escrito por Raymundo Araujo Filho

Os capitalistas de peso, aqueles remanescentes de cerca de 300 famílias e 8 principais conglomerados que literalmente dominam o mundo, querem que os ideólogos do capitalismo (mirian leitão, merval pereira, arnaldo jabor, entre outros) se lixem frente aos seus leitores, como temos notado ultimamente, sem deixar de dar boas gargalhadas das dificuldades que têm tido em justificar o que está aí, que venderam como peixe fresco, mas fedendo a podre.

Eles nada têm a ver com as teorias desta gente. O negócio deles é ganhar dinheiro, fincar raízes do Poder Real e comandar as ações que sejam necessárias para isso, fazendo o que for necessário para que seus objetivos se realizem, pois acreditam piamente que “os meios justificam os fins” (sejam quais forem os meios e os fins). Os ideólogos é que precisam dar explicações, formular teorias e justificativas, pois, sendo eles trabalhadores da (des)informação, precisam ganhar a vida em seus empregos da mídia corporativa, que por sua vez vive de anunciar as quinquilharias das empresas e apoiar o assalto ao erário e privatização do Estado, além da posse da alma dos leitores.

Neste momento, ao contrário do que uma enorme turba de ignorantes em realidade afirma, o Capitalismo está ganhando força, concentrando-se mais ainda nas mãos de menos gente, colocando as relações entre capital-trabalho extremamente favoráveis ao capital, transferindo o grosso da produção industrial para o terceiro mundo (no primeiro ficam só a indústria bélica, bens de capital e petróleo), colocando a classe média, operários e trabalhadores do setor de serviços a saírem às ruas "em busca do paraíso perdido" (leia-se capitalismo de pleno emprego e assistência social).

São poucas as palavras de ordem a favor de um mundo socialista, em todas estas manifestações da Grécia a Wall Street. Até porque o que fizeram do anticapitalismo socialista dá até dó...

Será que ninguém repara que, embora de O Globo ao PCB todos dizem que a Europa e os EUA estão com o povo nas ruas, os Congressos e governos destes países continuam a implementar suas propostas de sangria da população, de falta de empregos, quebra da produção, retirada de benefícios sociais, piora de todos os serviços (da saúde à educação), sem que a "casa caia"? E, logo após, já em plena crise, nas eleições dos anos recentes, a direita espraiou-se como “nunca d’antes” nesta Europa que protesta? Será que não reparam que Berlusconi não foi apeado do poder pelo congresso italiano e nada de grave aconteceu? Nem uma bombinha jogaram... Será que não percebem que Sarkozy transita com grande desenvoltura, como se nada tivesse a ver com a "crise"?

De minha parte, eu acho que os extratos da população fundamentais para que algo se transforme de verdade estão recolhidos, "Esperando Godot ou o trem que não vem". Aliás, como é comum ao povo, ainda mais sem lideranças ou vanguardas que digam algo que preste. Quem é o trouxa que vai combater a atual situação com os alfarrábios da velha esquerda?

Será que ninguém percebe que NÃO É O PROLETARIADO que está nas ruas? Apenas parte não fundamental dos trabalhadores das indústrias está nas ruas. E pelo simples motivo de que os das indústrias que mencionei (bélica, petróleo e bens de produção, essenciais) estão muito bem remunerados. E os outros ameaçados de suas empresas irem, como estão indo, para os Brasis da vida, onde reinam a Paz, as Bolsas-Esmolas e a deformação do caráter popular, com a nova Classe Média (de R$1000,00 por mês)? Ninguém percebe mesmo?

Será que não existe nada além de dois tipos de ignorantes políticos que se dizem de “esquerda”, um anunciando que "o capitalismo está acabando e o povo está quase em armas" (não deve ser à toa que este apoiou a OTAN na Líbia), e o outro dizendo que Lulla representa perigo ao capital e, por isso, a CIA lhe implantou um câncer...

Será que estes pobres coitados não vêem que o único povo em armas são os partidários da OTAN, em seus países de origem? E que, com raras exceções, os governantes do terceiro mundo estão empenhados em salvarem os anéis, mesmo que custem os dedos do povo?

Assim, coleguinhas de infortúnio que citam Marx sem sequer o terem lido (e se leram não entenderam – sem essa de “interpretações”), será que vocês não sabem que não há crise alguma do capital, mas sim mais um processo de acumulação financeira, de terras e dos meios de produção e da comunicação, esta essencial, aliada à falta de estudo, para mais um grande passo à idiotização e dominação geral dos povos?

Nada mais confortável para um capitalista do que pseudo-esquerdistas agindo como doidivanas, a apoiar como revolucionários aqueles que a OTAN financiou e armou, chamando também de revolucionários os que apenas desejam o retorno do “capitalismo assistencial”, que não virá mais.

Isso ao invés de, ao menos os que se dizem revolucionários e ativistas anticapitalistas (só se dizem...), se prepararem para a real batalha, que não será nas praças de Nova Iorque e nem no país dos queijos de cabras, mas sim a partir de levantes que devem ser estimulados nos rincões do terceiro mundo, para onde se desloca atualmente a Matrix do Capital.

Isso coloca no lixo as interpretações estáticas de Marx e sua teoria de que a Revolução viria do primeiro mundo, “onde o capitalismo é mais avançado”, quando o que vemos é que a Revolução só poderá vir com eficácia dos países em que se concentram os meios de produção e intensas relações antagônicas entre o capital e o trabalho, além de forte opressão econômica.

Soa ridícula a tese de que o proletariado do primeiro mundo iria se revoltar contra o capital, inclusive em solidariedade aos trabalhadores do terceiro mundo, em vez de cortar caminho associando-se a ele CONTRA os trabalhadores do sul do equador. Assim como soa risível a tese de que os europeus estão a questionar a essência do capitalismo. Talvez uma parte (não todos) dos que estão a se manifestar nas ruas. E olhe lá!

Tal tese, seguindo a máxima marxista em interpretação (ela de novo) equivocada, pois estática no tempo e no espaço, fez com que muitos “revolucionários” preferissem o eixo Nova Iorque-Londres-Paris-Berlim-Roma (a burguesia também adora este trecho, uma espécie de Circuito Elisabeth Arden ampliado) do que transitar entre o interior do México-América Central-Andes-Brasil-Cone Sul (ir à África ou ao Oriente Médio, então, nem pensar). A Faixa de Gaza, barreira física imposta aos Palestinos por Israel, está introjetada nesta “esquerda”, que se auto-limita - sem forças militares a impô-la, bastando o próprio conservadorismo desta gente, para descanso dos capitalistas.

Adoram o filme do Che jovem (Diários de Motocicleta), mas sequer compreendem que, malgrado o seu erro estratégico da luta armada foquista em regiões continentais e sem as condições políticas favoráveis, o seu processo de tomada de consciência, quando jovem, foi algo belo, verdadeiro e real, convivendo diariamente com aquela gente do povo, que aprendemos a amar, aprendendo a amá-los ainda mais, por podermos aprender com eles uma lógica simples e econômica, que os incessantes alfarrábios que lemos compulsivamente a enevoam, caso não temperemos as letras com a vida e com as pessoas.

Ficaram com a luta armada inconseqüente (e pagaram com o pior que podiam ter, portanto, não lhes cabe se não o meu respeito, mesmo na divergência) e largaram mão do convívio com aqueles que dizem ter de ser os protagonistas do processo revolucionário e a construção de sólida interseção no meio proletário e popular. A isso chamam de revolucionário...

Tem nome, mas é outro: Desvio Pequeno Burguês (dos mais puros). Querem, no fundo, dirigir aquela gente por quem dizem lutar, comandar e usufruir os louros da luta, confundindo-a com vitórias, esquecendo-se que as pessoas comuns não querem os louros da luta, mas sim a vitória para não terem mais de lutar.

Assim, gente boa, não adianta querer gozar com a manifestação dos outros lá da Europa e EUA que, a rigor, enquanto tiveram tudo, sequer sabiam que existia o terceiro mundo e sempre se lixaram para quem não tinha nada e lhes servia a preço de banana. E rapinaram como ninguém durante séculos, continuando até hoje. Além de terem vindo em nossos países prender, torturar, assassinar e se aliar às elites coloniais.

E a comunidade árabe que habita na Europa e foi mão-de-obra barata que construiu aquele colosso, coitadinhos? Bem, eles, seus filhos e netos "europeus de segunda classe" que passem a saquear os que os saquearam, invadindo suas casas, tomando suas fábricas, y otras cositas más, ou ficarão como os europeus “autóctones”, esperando o trem, só que lá atrás da fila e para viajar na terceira classe. Não me consta que entre a grande maioria da comunidade árabe na Europa ou dos “chicanos” nos EUA tenha se desenvolvido alguma fração revolucionária ou anticapitalista de peso. Portanto, não é ali que a pomba da revolução se esconde.

O buraco é mais embaixo! Os europeus e os estadunidenses historicamente arrogantes e imperialistas que se danem! Os árabes e “chicanos” que foram “fazer” a Europa e os EUA que sofram as agruras de suas próprias alienações, para ver se mudam! E se não mudarem, não serei eu que dispersarei minhas poucas forças para melhorar a vida no primeiro mundo.

De minha parte, não movo um dedo só em solidariedade, por inútil que seria, na direção daquela gente egoísta que não se reformará, pois apenas está em busca do Paraíso Perdido, ao lado de outros buscando o Paraíso que disseram que existia, mas que não foi feito para eles... Porém, atenderei ao menor sinal de pedido de apoio ou contribuição ativa para uma jornada de mobilizações com uma pauta que não poderá ser corrompida com algum Bolsa Auxílio, ou leve diástole do processo, "para europeu ver". Que me desculpem, mas, repito, não irei lutar para melhorar o nível de vida na Europa...

A minha luta é no Terceiro Mundo! Os capitalistas também leram Marx (e bem melhor que esta esquerda ignorante) e já tomaram as suas providências preventivas, pois sabem que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", assim como sabem que a História é escrita dia a dia e em atos, e não nas teorias estáticas dos livros; sabem que a política não é uma ciência exata ou mecanicista, a não ser quando é vazadouro para exibicionismos intelectuais e escudo para a covardia ou arrogância.

“Tá caro produzir na Europa? Manda fabricar na Tailândia ou no Brasil”. “Tá precisando de energia barata para pelotizar o ferro para exportação? Faz Belo Monte". "A CSA tá sujando a Alemanha? Manda ela pro Brasil". "Tem muitos direitos trabalhistas e salários altos? Vamos mudar as indústrias para o Brasil!”. E o BNDES com dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) bombando... em inglês.

Enquanto isso, esta esquerda iníqua renega os indígenas bolivianos em levante permanente, o EZLN de Chiapas, no mais completo isolamento, o processo venezuelano (mesmo com todas as suas imperfeições), ignoram a oposição sindical metalúrgica de São Paulo (ninguém das estruturas da chamada política institucional governamental, ou não, enviou um só representante ou mensagem para o evento do dia 15/10 no Memorial da Resistência, onde a oposição sindical foi homenageada na frente de cerca de 500 pessoas).

A pseudo-esquerda prefere se espelhar nos gregos comedores de queijo, nos espanhóis que nada acrescentam, nos portugueses à míngua e nos chicletes de Wall Street. Querem fazer ao sul do equador a Revolução que Marx, Lênin, Trotsky tentaram fazer na Europa e como se só estes fossem dignos de atenção. Quem sabe também gostariam de gastar em euros? Tenham a santa paciência!

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e dedica este artigo à Dona Thereza Araujo, sua mãe, que bastou um mês em Portugal para entender o que (não) se passava na Europa. E a Tita Ferreira, com suas observações mais do que argutas e antecipadoras da realidade.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Daniel Ortega é reeleito presidente na Nicarágua

Reeleito com 66,43%, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de 65 anos, comandará o país pelo terceiro mandato consecutivo. Os resultados oficiais das eleições, ocorridas ontem (6), foram divulgadas nas primeiras horas de hoje (7). Ortega venceu o empresário Fábio Gadea, que conquistou 25,52% dos votos. Mais de 70% dos eleitores credenciados compareceram às urnas. Porém, a eleição ocorreu em meio a uma série de suspeitas de irregularidades.

Também disputaram a corrida presidencial o ex-presidente Arnoldo Alemán, que obteve 7,1% dos votos, e o deputado Enrique Quiñónez, que conseguiu 0,2% e o acadêmico Roger Guevara, que alcançou 0,07%. Mesmo antes da confirmação oficial dos dados, os simpatizantes de Ortega começaram as comemorações ontem.

Ajuda internacional! Messi pede votos para as Cataratas do Iguaçu

Bem Paraná:

O craque argentino Lionel Messi, eleito duas vezes pela Fifa o maior jogador de futebol do mundo, entrou na campanha para eleger as Cataratas do Iguaçu uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza. O Comitê Local de Apoio à Candidatura das Cataratas espera agora que um grande atleta brasileiro faça o mesmo e vista a camisa da campanha, de forma voluntária, a exemplo do jogador argentino.

Num vídeo de 30 segundos, com imagens do maior conjunto de quedas d’água do planeta, Messi pede o voto dos argentinos e do restante do mundo para consagrar as Cataratas do Iguaçu como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza. O concurso é promovido pela New Seven Wonders, a mesma fundação suíça que organizou o concurso das novas sete maravilhas criadas pelo homem, em 2007. O Cristo Redentor foi um dos eleitos.

O pedido de Messi ganhou repercussão em toda a mídia argentina. A expectativa é que o apoio de um atleta brasileiro de fama mundial tenha a mesma repercussão e se converta em mais votos para o atrativo, que está localizado em Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina.

Reta final em Brasília
A próxima parada da campanha Vote Cataratas será em Brasília (DF), terça-feira, dia 8, à noite. Imagens das Cataratas do Iguaçu e da Campanha Vote Cataratas serão projetadas na cúpula do Museu Nacional de Brasília, obra do arquiteto Oscar Niemeyer.

O responsável será o artista-performer franco-italiano Gaspare Di Caro, criador da “Comédia da Luz”. Com sua arte, ele iluminou monumentos históricos mundo afora. Essa será a última grande ação organizada pelo Comitê Local de Apoio às Cataratas antes do término da votação, na próxima sexta-feira, dia 11 de novembro.

Fora da lista
Na lista parcial divulgada pela Fundação New Seven Wonders as Cataratas do Iguaçu não constam entre as 10 candidaturas mais votadas para as Sete Maravilhas da Natureza.

Segundo Gilmar Piolla, coordenador do Comitê Local de Apoio à Candidatura das Cataratas, “precisamos intensificar a mobilização e fazer com que ela se converta em votos efetivos, pois faltam apenas cinco dias para o término da votação”. “E todo voto é importante”, ressalta.

Votação
Para votar nas Cataratas do Iguaçu a uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, basta acessar o site www.votecataratas.com, ou votar via SMS, enviando a palavra “CATARATAS” para o número 22046. O custo da mensagem é de R$ 0,31 + impostos.

Pelo celular, é possível votar quantas vezes quiser. O link da votação também pode ser acessado pela página do Vote Cataratas no Facebook (www.facebook.com/votecataratas).

FILME “JESUS ERA COMUNISTA” FAZ SUCESSO EM FESTIVAIS, GERA POLÊMICA NOS EUA E CITA DOM HELDER CÂMARA

blog do Saraiva

Quando os tempos estão difíceis, parece que a religião volta a ficar popular. Enquanto o mundo está em turbulência, com os mercados econômicos parecendo entrar em colapso e o meio-ambiente degradado, Jesus volta a ser o centro da atenção.

O premiado ator Matthew Modine já participou de filmes de sucesso no cinema e de séries televisivas. No momento ele está envolvido nas gravações do novo filme sobre Batman. Entre uma filmagem e outra, ele produziu um curta-metragem de 15 minutos que mostra o Filho de Deus como um líder socialista, oferecendo um argumento convincente em favor dos pobres.

Modine escolheu um título polêmico: “Jesus era um comunista”. Seu filme oferece uma discussão das mensagens do Novo Testamento no contexto da pobreza, da poluição e da agitação política.

Selecionado para participar de vários festivais de cinema em todo o mundo, a discussão que o veterano ator propõe já está chamando atenção. O movimento político direitista Tea Party tem usado a Bíblia como seu “cabo eleitoral e justificativa para mudanças na política”. Sites cristãos como o Truth Vanguard já fizeram pesadas críticas ao curta metragem.

O filme de Modine parece ter um endereço certo. Algumas semanas atrás, o movimento “Ocupar Wall Street” iniciou um debate sobre a relação entre os mais ricos e os mais pobres da sociedade. Rapidamente iniciativas similares se espalharam por vários lugares do mundo.

Vários meios de comunicação compraram a iniciativa com o início do Cristianismo, quando a igualdade entre todos os homens ajudou a desfazer a estrutura social do antigo Império Romano. Imediatamente líderes religiosos e teólogos começaram a debater o tema. Enquanto alguns apoiaram a ideia dizendo que Jesus estaria ao lado dos que ocuparam Wall Street, outros criticaram veementemente, afirmando que a revolução que Jesus queria nada tinha a ver com distribuição de renda.

Embora o filme não tenha sido exibido comercialmente, o site do filme traz a seguinte mensagem: “Sua revolução implicava em uma mudança dramática na forma como as pessoas pensavam. O pensamento progressista e liberal de Jesus se espalhou por todo o Império dominante. Sem exército e sem armas, Ele levou as pessoas a uma nova direção e uma forma mais humana de pensar, com sua filosofia de amor e perdão. Estas são as ideias defendidas neste exato momento pelos protestos em Nova York e por milhares de norte-americano através dos Estados Unidos”.

Falando sobre o curta, Modine explica: “Embora o título seja propositadamente provocativo, é importante às pessoas entenderem que o filme não é um ataque a Jesus ou à fé cristã e nem mesmo uma apologia ao comunismo. Trata-se de um filme com uma mensagem muito positiva, de responsabilidade e de esperança”.

Durante uma entrevista, no lançamento do filme semana passada, Modine foi mais longe: “O movimento Ocupar Wall Street não tem uma só voz, um líder. Essa é uma extraordinária demonstração de liberdade civil e de democracia. Mas acho que se houvesse um homem barbudo, de pés descalços falando sobre paz, liberdade, amor e virasse a mesa dos especuladores de Wall Street acabou ele seria crucificado pela mídia. O prefeito exigiria sua prisão. [Alguns meios de comunicação] iria incitar o ódio contra ele e declará-lo uma ameaça para o capitalismo”.

Vindo de uma família muito religiosa, o diretor explica porque os ensinamentos de Jesus o motivaram: “Estou preocupado com os eventos que ocorrem em todo o mundo. A população chegou aos 7 bilhões. Existe muita fome no mundo. Há escassez de água potável. A poluição ameaça o meio-ambiente. Vemos os dos resíduos nucleares. Mudanças climáticas em todo o mundo… Há tanta confusão, culpa e falta de responsabilidade no mundo de hoje. Muitas guerras e assassinatos usam como justificativa o nome de Deus. Não foi isso o que Jesus ensinou”

Confira um trailer do filme que curiosamente inicia com a declaração do teólogo brasileiro Dom Elder Câmara “Se eu dou comida aos pobres, eles me chamam de santo. Se eu pergunto por que os pobres não têm comida, eles me chamam de comunista”.
Mais informações sobre o filme no site www.jesuswasacommiefilm.com (do Gospel Prime)

sábado, 5 de novembro de 2011

Metendo os Peitos: Jogos da trigésima terceira rodada

por Carolaine

Botafogo x Figueirense – Promessa de um bom jogo no Engenhão. O Botafogo é o melhor mandante do campeonato e enfrentará o embalado Figueirense, que não perde há onze partidas. Para seguir de perto na briga pelo título a equipe carioca não pode mais vacilar e precisará pressionar o time de Jorginho, que não contará com Fernandes, Maicon e Pittoni para este jogo.

Atlético-MG x Grêmio – As duas equipes vêm de vitórias na última rodada, mas a necessidade deve falar mais alto no lado mineiro. Jogando perante a torcida e ainda com a incômoda proximidade ao Z4 o time de Cuca entrará pressionado, mas o jogo deve ser equilibrado.

Bahia x São Paulo – Dois times em busca de reabilitação no campeonato. O São Paulo irá ao Pituaçu com Leão no comando e a dupla Dagoberto e Luís Fabiano no ataque. O Bahia de Joel Santana ainda sofre com os desfalques e a posição na tabela, mas com o apoio da torcida pode equilibrar a partida.

Santos x Vasco – Possível jogão da rodada! O Santos não deve poupar jogadores e contará com o retorno de Ganso para municiar Neymar e Borges no ataque. Pelo Vasco as esperanças estão no retorno de Diego Souza e Fagner, que desfalcaram o time no empate da última rodada. Partida sem favorito, mas que promete fortes emoções.

Flamengo x Cruzeiro – O Flamengo está na quinta colocação e o Cruzeiro na décima sexta; ambos precisam muito da vitória e o jogo deve ser corrido, mas a maré não está boa para nenhum dos dois lados. Os Rubro-Negros não terão Renato, Willians e Botinelli, enquanto o time Celeste entrará em campo ainda sem Naldo e Everton.

Avaí x Ceará – Disputa importante para a parte baixa da tabela, pois mesmo sem chances de sair do Z4 nesta rodada o Avaí pode tomar a posição do adversário em caso de vitória. Os visitantes irão à Ressacada com desfalques importantes e devem investir nos contra ataques. Podem surpreender, mas o favoritismo é dos donos da casa.

América-MG x Corinthians – Após reconhecer que somente um milagre salvaria o América, a diretoria do time transferiu esta partida para Uberlândia e os visitantes se sentirão em casa: 75% dos ingressos foram reservados para a torcida do Corinthians, que promete comparecer em peso. O favoritismo é Alvinegro e qualquer resultado fora a vitória seria desastroso para a equipe.

Palmeiras x Coritiba – Partida sem grandes perspectivas na Arena Barueri. O Palmeiras do segundo turno está uma crise só e as partidas tem sido sonolentas. Do outro lado estará o Coritiba, que ainda insiste em sonhar com uma vaga na Taça Libertadores, mas que fora de casa joga sem convencer. O time de Felipão terá o retorno de Marcos Assunção e as ausências de Valdívia e Maurício Ramos. O Coxa jogará sem Rafinha, Bill e Tcheco.

Internacional x Fluminense – Confronto direto e provavelmente emocionante no Beira Rio! Os dois times disputam uma vaga na próxima Libertadores e devem fazer uma bela partida. Os Colorados apostam em Damião e os Tricolores na dupla Fred e Sóbis para alcançar a vitória. Jogo sem favorito!

Atlético-PR x Atlético-Go – Joguinho encardido na Arena da Baixada. O clube paranaense precisa muito da vitória, mas jogará sem Paulo Baier, que vinha fazendo os poucos gols da equipe. Marcinho entrará em seu lugar com a função de comandar a equipe que joga seis “finais” daqui até o encerramento do campeonato. Resultado imprevisível, mas a partida deve ser tensa!


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CURTAS & GROSSAS

by Paulo Aguilera

DE QUE CATACUMBA PORTENHA SAIU ESSE CAVALO?

Pasmem!
Domingo Cavallo aproveitou o dia de FINADOS e botou suas PATAS pra fora da CATACUMBA!
O Gangster Argentino, que entregou a NAÇÃO aos Corvos e Urubus da BANCA INTERNACIONAL, já em MAIS adiantado estado de putrefação, resolveu palpitar sobre a CRISE da área do EURO!
O Guzano considera de bom alvitre que se privatize TUDO!
Que se entregue TUDO as Instituições Financeiras Privadas, pelos mais variados motivos, inclusive por sua "reconhecida solidez" (sic)

ALGUEM TEM QUE BOTAR FREIOS NESTE CAVALLO!
O freio, aquele equipamento que se coloca na boca da montaria, seria uma forma de FERRAR essa MÚMIA insepulta!
Lá na Argentina ele é tratado como um JUDAS!
Aqui no Brasil, estão dando "trela" pra esse cadáver.

MAS ESSE CAVALLO NÃO DEVERIA ESTAR PRESO?
Como TRAIDOR e VENDILHÃO deveria estar é no XILINDRÓ por crime de LESA-PÁTRIA!
Odiado pelos Argentinos, o MAGANO é reproduzido na mídia brasileira.
Esse PANGARÉ VELHO tem que ir para o LIXO DA HISTÓRIA!

CAVALLO NA SORBONNE
No dia 8 de Dezembro de 2008, o CAVALLO, convidado a pronunciar conferência na SORBONNE, foi ESCORRAÇADO pelos estudantes.
Durante UMA HORA, promoveu-se um PANELAÇO no recinto, impedindo o PILLANTRA de palestrar.
Debaixo de VAIAS e palavras de ordem que lhe tratavam como GENOCIDA, em função de suas teses econômicas, o ANIMAL, saiu de fininho!

DE QUEM É ESSA ÉGUA?
Por aqui surge UMA pior!
Do alto de seus "MILHÕES" de votos, a especuladora LÚCIA HIPÓLITO, ruminou mais uma das suas BOBAGEIRAS!
Considera a INFELIZ que o PRESIDENTE LULA, já foi longe demais!
PQP! quem é essa talzinha pra tamanha ofensa?
Ora, doninha, LONGE DEMAIS foi seu príncipe encantado que violou nossa CONTITUIÇÃO, COMPRANDO um segundo mandato!
Esse sim, foi longe demais...

SECRETARIA DA FUMAÇA NO TRANSITO
A Secretaria da Fumaça, criada pelo consórcio BETO/DUCCI/TANIGUCHI/DEROSSO, já tem até secretário.
Nem sequer foi aprovada na Câmara (CASA BANDIDA), e já tem TITULAR PARA A PASTA!
Ufa! estamos salvos!

SERVIDÃO
A Câmara Municipal de Curitiba (CASA BANDIDA), SERVIL e RASTEJANTE, vai aprovar, claro.
Vereadores FANTOCHES, quando não CORRUPTOS, vão novamente se submeter ao CHICOTE e ao MELZINHO do poder "executivo" aprovando mais essa CORTINA DE FUMAÇA.

SERVIDÃO II
Já na ALEP, prepara-se MAIS UMA TUNGA privatista!
BETO/TANIGUCHI, querem AUMENTAR as taxas do DETRAN!
Chupa CURITIBANO, chupa que é de uva...

PESQUISA IBOPE
Ratinho em primeiro, DULCE em segundo, FRUET em terceiro.
Embolados.
Será que desta vez MUDA?

José Roberto Torero: Malditos comunistas!

Em Cuba, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do estado. Pô, assim não vale! Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza. Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!

José Roberto Torero, via Carta Maior

Acabaram os jogos Pan-Americanos e mais uma vez ficamos atrás de Cuba.

Mais uma vez!

Isso não está certo. Este paiseco tem apenas 11 milhões de habitantes e o nosso tem 192 milhões. Só a Grande São Paulo já tem mais gente que aquela ilhota.

Quanto à renda per capita, também ganhamos fácil. A deles foi de reles US$4,1 mil em 2006. A nossa: US$10,2 mil.

Pô, se possuímos 17 vezes mais gente do que eles e nossa renda per capita é quase 2,5 vezes maior, temos de ganhar 40 vezes mais medalhas que aqueles comunas.

Mas neste Pan eles ganharam 58 ouros e nós, apenas 48.

Alguma coisa está errada. Como eles podem ganhar do Brasil, o gigante da América do Sul, a sétima maior economia do mundo?

Já sei! É tudo para fazer propaganda comunista.

A prova é que, em 1959, ano da Revolução, Cuba ficou apenas em 8º lugar no Pan de Chicago. Depois de 12 anos, no Pan de Cáli, já estava em segundo lugar. Daí em diante, nunca caiu para terceiro. Nos jogos de Havana, em 1991, conseguiu até ficar em primeiro lugar, ganhando dos EUA por 140 a 130 medalhas de ouro.

Sim, é para fazer propaganda do comunismo que os cubanos se esforçam tanto no esporte. E também na saúde (eles têm um médico para cada 169 habitantes, enquanto o Brasil tem um para cada 600) e na educação (a taxa de alfabetização deles é de 99,8%). Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba é 0,863, enquanto o nosso é 0,813.

Tudo para fazer propaganda comunista!

Aliás, eles têm nada menos do que 30 mil propagandistas vermelhos na cultura esportiva. Ou professores de educação física, se você preferir. Isso significa um professor para cada 348 habitantes. E logo haverá mais ainda, porque eles têm oito escolas de Educação Física de nível médio, uma faculdade de cultura física em cada província, um instituto de cultura física em nível nacional e uma Escola Internacional de Educação Física e Desportiva.

Há tantos e tão bons técnicos em Cuba que o país chega a exportar alguns. Nas Olimpíadas de Sydney, por um exemplo, havia 36 treinadores cubanos em equipes estrangeiras.

E existem tantos professores porque a Educação Física é matéria obrigatória dentro do sistema nacional de educação.

Até aí, tudo bem. No Brasil, a Educação Física também é obrigatória.

A questão é que, se um cubano mostrar certo gosto pelo esporte, pode, gratuitamente, ir para uma das 87 academias desportivas estaduais, para uma das 17 Escolas de Iniciação Desportiva Escolar (Eide), para uma das 14 Escolas Superiores de Aperfeiçoamento Atlético (Espa), e, finalmente, para um dos três Centros de Alto Rendimento.

Ou seja, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do estado.

Pô, assim não vale!

Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza.

Quero ver é eles ganharem tantas medalhas sendo como nós, um país onde a Educação Física nas escolas é, muitas vezes, apenas o horário do futebol para os meninos e da queimada para as meninas. Quero ver é eles ganharem medalhas com apoio estatal pífio, sem massificar o esporte, sem um aperfeiçoamento crescente e planejado.

Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!

Malditos comunistas...

José Roberto Torero é santista de coração, formado em Letras e Jornalismo pela USP.

Nathaniel Braia: O Estado da Palestina é agora!

De uma coisa eu tenho certeza: o Fatah não imaginava que a proposta de estabelecimento do Estado da Palestina Já!, iria gerar tanto debate no Brasil. É claro que tese da justeza do estabelecimento desse Estado é consenso mundial, mas, como toda grande causa, sempre vai gerar debates apaixonados em torno de sua aplicação concreta e é bom que assim seja.

Por Nathaniel Braia *

De um lado a direita israelense que – sem nenhum espaço para contestar esse direito reconhecido mundialmente – diz que concorda com o Estado da Palestina, mas, desde que cercado pelo muro do Apartheid, subtraído dos territórios que já consideram anexado a Israel, com os assentamentos (nome consensual, mas que seriam melhor qualificados se denominados covis de fanáticos religiosos) com 500 mil habitantes judeus dentro deles.

Este Estado oferecido, em tese, por Israel, seria separado, também, por tropas israelenses, do rio Jordão e sem conexão independente entre Gaza e Cisjordânia e ainda sem domínio independente sobre o tráfego no mar ou no ar. Seria um Estado sem Jerusalém como capital (pois essa seria, sei lá por que cargas d’água ou direito-bíblico-religioso-judaico, ‘indivisível’). Aliás, este foi o “Estado Palestino” oferecido pelo cínico Ehud Barak e rejeitado por Arafat, após o falecimento de Itzhaq Rabin. A partir daí tome-lhe artigo sionista, reproduzido na mídia ocidental, dizendo que ao declinar deste Estado-bantustão, “Arafat rejeitou o acordo de paz”.

Temos, do outro lado, os chamados ultra-esquerda, os radicais de postura – por que o verdadeiro radical, como diz o nome, vai na raiz das questões e não procura aparentar radicalidade fora da realidade concreta, e sim busca resolver os problemas, encarar as questões como elas se apresentam e pode evoluir, de fato, rumo a um estágio histórico mais favorável aos interesses da Humanidade – que contestam a proposta da OLP de Estado da Palestina Já! nas fronteiras de 1967.

Acho que essa questão ainda não foi suficientemente bem abordada e por isso, tomo a iniciativa de dispor de parte do meu tempo e dos que venham a ler este artigo, para tentar acrescentar ao debate.

Resgate histórico

Primeiramente, cabe analisar a postura dos rejeicionistas entre os palestinos e apoiadores; os que se recusam a aceitar os Acordos de Oslo que foram bancados pela direção da OLP e pela maior liderança palestina, Yasser Arafat e ainda pelo conjunto do povo palestino em Gaza e Cisjordânia.

Antes de Oslo, não havia Autoridade Nacional Palestina mundialmente reconhecida, como há hoje. Apesar da Declaração de Independência da Palestina haver sido formulada em 1988, a sua governança, exercida através da OLP, estava abrigada na capital de outro país, em Túnis, capital da Tunísia, depois que a direção palestina foi ameaçada de destruição física em Beirute, por ataques israelenses em 1982.

Até o reconhecimento da Autoridade Nacional Palestina, nos territórios ocupados, os partidos e organizações palestinas eram proibidos. Considerados organizações terroristas (nós, que fundamos uma organização revolucionária em Israel e nos territórios ocupados, a Aliança Comunista Revolucionária, que possuía em seus quadros israelenses – árabes e judeus – e palestinos da Cisjordânia, tínhamos que realizar reuniões secretas nestes territórios. Alguns dos nossos companheiros pagaram com anos na prisão a ousadia de participarem de encontros – contatos proibidos e considerados atos de espionagem por lei israelense – com integrantes de organizações como o Fatah e Frente Popular Democrática de Libertação da Palestina – FPDLP, dirigida então por Nayeef Hawatmeh, onde a questão da alternativa dois países para dois povos começou a ser debatida e construída).

Antes de Oslo, não somente a bandeira palestina era proibida de ser hasteada como até obras de arte utilizando as cores palestinas (vermelho, preto, branco e verde) também o eram. Um pintor palestino foi preso por expor um quadro seu que representava uma fatia de melancia com exatamente estas cores: o verde – a casca; o branco e o vermelho – miolo e o preto – os caroços!

Com o acordo de Oslo muita coisa mudou. Fico aturdido de ver companheiros bem intencionados deixarem de perceber o que significou em termos de avanço para a causa palestina e para o povo palestino a entrada de seu líder, Yasser Arafat, em Ramalah para ocupar as edificações da sede do governo palestino, a célebre Mukata.

Fico impressionado pelos companheiros não perceberem a importância para o avanço da causa palestina, de fortalecimento do orgulho nacional, de verem sua bandeira nacional hasteada em solo pátrio e de verem as tropas israelenses recuando e retirando-se de Ramalah, Jericó, Belém, Gaza, o que ocorreu após Oslo.

As negociações previam a retirada por partes. Primeiro a chamada Zona A e depois, sucessivamente as Zonas C e D. Os acordos de Oslo também reconheceram a soberania palestina sobre os territórios ocupados que iam sendo liberados.

As medidas de Rabin foram crescentemente apoiadas pela população israelense e ele caminhava para se tornar uma liderança cada vez mais reconhecida em Israel com respaldo suficiente para avançar na implementação da solução dos dois Estados, pelo lado israelense. A direita não viu alternativa senão assassiná-lo. O fez exatamente após um comício em Tel Aviv onde, junto com mais 500 mil pessoas, acabara de entoar a música Eveinu Shalom Aleichem – Trouxemos a Paz a Vocês.

Foi o único dirigente israelense a ser assassinado e por um judeu. Como podem então os companheiros que se dizem radicais fazer tal contorcionismo mental e dizer que Rabin fortalecia a direita? Será que os companheiros radicais é que são capazes de perceber os interesses da direita israelense de forma mais clara do que ela própria, que o assassinou? De fato é muito interessante...

Por que então, meus amigos, se os acordos de Oslo fortaleciam tanto a direita, a primeira declaração de Sharon (o carniceiro de Sabra e Shatila), ao chegar ao poder, foi de que tais acordos seriam considerados nulos?

Por que então, mais uma vez, a direita israelense ameaça anular o que restou destes acordos agora que os palestinos se preparam para levar o pedido de reconhecimento do Estado da Palestina à ONU? Sinceramente, uma situação ímpar, em que as ideias da direita e as dos ditos radicais de esquerda coincidem com estarrecedora sintonia...

Negociações

Mas, vamos um pouco adiante. A decisão de admitir um acordo em torno do conceito de dois Estados foi bancada pelo próprio Arafat que, no Congresso Palestino, realizado ainda no exílio – como relata Alan Hart, em sua biografia sobre Arafat – conversou com cada delegado até obter uma maioria significativa. Foi essa proposta que permitiu a abertura de negociações com os governos israelenses e o apoio oficial de dezenas de governos às justas reivindicações palestinas.

Este conceito-proposta, além de elevar o reconhecimento mundial da OLP, mudou o curso da discussão política dentro de Israel. O discurso de que “os palestinos e os árabes querem destruir Israel”, com o qual a direita abafava todo o debate interno em torno dos direitos palestinos e garantia a maioria para suas propostas ruiu. Aliás, principalmente para os companheiros que se dizem adeptos do pensamento marxista, vale ressaltar que é a luta de classes que move as sociedades. Neste sentido, favorecer o amortecimento destas contradições e levando uma parte significativa da classe trabalhadora israelense a servir de exército de apoio e colaboração ao colonialismo é, a meu ver, desastroso e, pelo lado inverso, deslocar os trabalhadores israelenses dessa esfera e aproximá-la dos progressistas dentro de Israel é fundamental para o avanço das ideias justas na região.

É evidente que um conflito que pode ser vendido internamente como uma defesa contra a destruição do país é um maná para abafar as contradições internas e colocar sob o tacão da ideologia mais retrógrada as consciências dos trabalhadores judeus em Israel. Eu me lembro do momento em que ocorreu o ataque do Setembro Negro aos atletas israelenses em Munique.

Pela primeira vez, desde a fundação do Estado de Israel, uma greve operária, no caso a dos portuários de Ashdod, colocava dos dois lados da trincheira e em oposição aberta – com relação a questões sindicais – de um lado os trabalhadores israelenses e de outro o governo. A greve ia entrar no segundo mês e já mobilizava amplos setores da sociedade israelense em seu apoio. Pois bem, no dia seguinte à notícia da morte dos atletas israelenses, o comando de greve de Ashdod suspende o movimento e declara que o faz em homenagem aos mortos em Munique.

Esse é apenas um exemplo para reflexão...

Estado Palestino

E hoje? Temos um quadro em que, como muitos já sabem, a ultradireita israelense conseguiu empalmar o poder e as forças políticas que advogam o acordo com os palestinos estão em minoria dentro do Knesset (parlamento israelense). Os assentamentos estão sendo financiados e construídos a rodo. Transportes para os assentamentos são subsidiados e os mais baratos do país. Os planos de construção de mais moradias são aprovados um após o outro. Expulsões e demolições de casas estão em alta. Os postos policiais-militares multiplicaram-se na Cisjordânia, tornando a vida dos palestinos um inferno, ataques e destruição de plantios palestinos são cada vez mais frequentes e, como denuncia o Manifesto em Defesa do Estado da Palestina, organizado por entidades brasileiras, as prisões israelenses estão abarrotadas de patriotas palestinos.

Diante disso, desse quadro claramente desfavorável para a população palestina, não fica mais do que evidente que as opções colocadas são, de um lado o estabelecimento do Estado da Palestina Já!, e do outro o recrudescimento do avanço do colonialismo israelense no sentido de piorar ainda mais as condições de vida do povo palestino, um aumento das provocações para gerar tensão que justifique mais agressões e prisões nos territórios ocupados e ainda dificultar a atuação da Autoridade Nacional Palestina.

Por fim, quando a OLP coloca claramente a reivindicação do Estado da Palestina Já! e especifica que isso se dará com base nas fronteiras de antes de 1967, ela, longe de ser uma ‘traição’ à causa palestina como querem alguns, permite aos progressistas no mundo inteiro e mesmo dentro de Israel carrear o máximo possível de apoio a este reconhecimento.

Além disso, como já afirmei em manifestação anterior, sem essa definição de fronteiras não faria nenhum sentido ir à ONU reivindicar o reconhecimento do Estado Palestino.

Além disso, e de forma muito inteligente, tanto o secretário-geral do Fatah, Marwan Barghoutti, como o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, vincularam esta luta à chamada Primavera Árabe, conclamando os palestinos e os cidadãos de bem no mundo inteiro a lotarem as ruas de todas as capitais com bandeiras palestinas.

Essa jornada e o apoio que ela acarretará, juntamente com a vitória desta propositura na ONU, tornarão o Estado da Palestina um fato político sem retorno; permitirão aos palestinos a participação em todos os organismos internacionais e ainda farão dos israelenses de ocupantes de território palestino a ocupantes de território de um Estado reconhecido mundialmente.

As medidas internacionais, de sanções econômicas, boicote, iniciativas de isolamento político ganharão força e legitimidade maior do que já possuem, poderão ser institucionalizadas e propostas em parlamentos, universidades, entidades de massa, governos e organismos internacionais. Enfim um momento histórico para a causa deste sofrido povo e para toda a Humanidade que ao vencer mais esta etapa da luta contra o colonialismo ganha força para aproximar o imperialismo de sua derrota, que se aproxima quando seus esbirros sofrem reveses como aconteceu no Vietnã, no Apartheid Sul Africano, nas lutas de libertação nacional dos países africanos e está acontecendo hoje na Líbia.

Não é por acaso que o governo da direita fascista israelense decidiu colocar em campo suas tropas de diplomatas para tentar fazer com que a proposta palestina tenha a menor receptividade possível em termos de votos na ONU!

Por último, nada disso impede que, uma vez estabelecido o Estado da Palestina, os palestinos que hoje vivem em Israel, principalmente os moradores do chamado triângulo, predominantemente na Galileia, reivindiquem, num momento de paz futuro, sua integração a um Estado Palestino progressista ou, ainda, que venha a se formar uma federação englobando os dois Estados, uma vez superado o ódio construído pela direita israelense ou qualquer outra solução que a história e a consciência das populações locais assim o permitir. Agora cabe sair do impasse e fazer recuar a pilhagem colonialista.

É agora!

O avanço só pode ser conquistado quando se tem clareza do caminho a seguir e das propostas que mais atraem apoio para o lado das forças do avanço e mais isolam as do atraso. Mesmo com todas estas evidências, quem quiser se contrapor a tudo isso e, em seu lugar, colocar uma proposta que desconhece a consciência acumulada mundialmente, a correlação de forças no local da batalha e, portanto, prima pelo irreal e pelo idealismo e, ainda assim, continuar se dizendo “progressista” que o faça. Como sempre, e ainda mais numa questão que apaixona multidões, como é a causa palestina, a história vai julgar...

Da nossa parte, vamos à luta e a vitória! A amplitude das assinaturas de partidos e entidades obtidas nesta primeira fase da nossa campanha já são um grande passo para que o Brasil dê a sua importante contribuição!

Viva o povo palestino!

Pelo Estado da Palestina Já!

* Nathaniel Braia é engenheiro, jornalista, escritor e membro do CC do Partido Pátria Livre

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Críticas revelam preconceito contra ascensão de Lula, avalia pesquisadora

portal terra

A notícia de que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva passará por um tratamento contra câncer na laringe no hospital Sírio Libanês foi recebida com protestos em redes sociais. Na internet, um grupo pede que o petista utilize hospitais públicos e o Sistema Único de Saúde (SUS). Para a pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) Sandra Regina Nunes, "as críticas se apoiam no fato de Lula ter sido analfabeto e se tornado presidente, de ele ter ascendido".

- Por que não se faz uma manifestação para que todo mundo use o SUS? A questão é menos de fidelidade com os ideais políticos e mais um preconceito. É como se questionassem: "Por que Lula tem que se tratar no Sírio Libanês? O lugar de onde ele veio não permite que isso aconteça" - questiona Sandra, membro do Laboratório de Estudos da Intolerância e professora de comunicação da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).

Uma campanha no Facebook pedindo que Lula se trate no SUS já ganhou mais de 800 adeptos. Os internautas também se organizam para divulgar as críticas em sites de notícias. A rede de TV internacional CNN, por exemplo, publicou a informação sobre a doença do ex-presidente e recebeu uma série de comentários irônicos de brasileiros sobre o sistema de saúde nacional.

Leia a entrevista.

Terra Magazine - O anúncio de que o ex-presidente Lula sofre de câncer foi seguido por manifestações críticas e um protesto para que ele se trate no SUS. Por que esse tipo de expressão acontece e se espalha na internet?
Sandra Regina Nunes - O que me parece é que tem algo bastante próprio daqui do Brasil. As críticas se apoiam no fato de Lula ter sido analfabeto e se tornado presidente, de ele ter ascendido. Isso é visto quase como uma afronta. Faz com que as pessoas acreditem que necessariamente ele deveria ser fiel àquilo que ele pregava. Por muitas vezes ouvi pessoas dizendo "Ah, ele era trabalhador, não podia estar usando Armani". Agora dizem que o Lula tem que usar o SUS. Não me parece que aconteceu isso quando alguém do PSDB tem algum tipo de problema de saúde. Por que não se faz uma manifestação para que todo mundo use o SUS? A questão é menos de fidelidade com os ideais políticos e mais um preconceito. É como se questionassem: "Por que Lula tem que se tratar no Sírio Libanês? O lugar de onde ele veio não permite que isso aconteça".

É curioso porque em geral anúncios como o do ex-presidente - de uma doença - geram apenas comoção...
Eu acho que as pessoas não estão tratando como doença. A ideia é mais questionar o motivo de Lula estar usando um produto de luxo.

As redes sociais ampliam esse tipo de reação negativa?
As redes sociais fizeram com que as pessoas tivessem maior liberdade de expressão. Eu acredito que as pessoas poderiam usar isso de forma mais interessante. Existem na rede movimentos bastante positivos, por exemplo, em apoio à saúde da mulher. Então, utilizar as redes sociais para dar vazão à indignação pode ser ruim, mas tem lados positivos. As redes sociais têm essa dimensão que é muito boa. É a possibilidade de expressão.

Seria papel da imprensa desestimular?
Eu acho que o gesto de expressão não deve se impedir jamais. É preciso dar voz a todo mundo. Mas o papel da imprensa deve ser pontuar o que determinadas falas representam. Ou seja, dizer que tipo de movimento é esse e o que é que ele traz.

Para apoiar Ducci, Ricardo Barros quer ajuda em Londrina e Maringá

Representante do Partido Progressista no governo Beto Richa (PSDB), o secretário estadual de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, disse que o partido tende a apoiar a reeleição de Luciano Ducci (PSD) nas eleições municipais do ano que vem, mantendo a aliança que fez com Beto no ano passado, mas vai cobrar o mesmo apoio dos partidos aliados nas cidades em que o PP tem base mais forte, como Londrina e Maringá, por exemplo. Barros disse que o partido também vai pleitear a vaga de vice de Ducci, embora a prerrogativa de indicar o vice já esteja com os tucanos.

Leia a reportagem completa no portal O Estado do Paraná.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Honra Reconquistada de Muammar al-Kadafi

Escrito por Mário Maestri

Muammar Abu Minyar al-Kadafi caiu combatendo na defesa da independência nacional de sua nação. Resistiu, cidade por cidade, quarteirão por quarteirão, casa por casa, até ficar encurralado com seus derradeiros companheiros e companheiras, feras indomáveis, nos poucos metros de terra líbia livre. Como dissera, enfrentou até a morte, irredutível, a coligação das mais poderosas nações imperialistas ocidentais. Ferido, foi preso, achincalhado, arrastado, torturado e, já moribundo, assassinado.

Em torno dele desencadernava a canalha armada e excitada que se banqueteava, havia semanas, rapinando, executando, violando a população da cidade heróica de Sirte, arrasada por sua resistência à recolonização do país. Sirte, no litoral mediterrânico, com mais de 130 mil habitantes, foi sede de universidade pública, destruída, e do terminal do impressionante rio artificial que retira as águas fósseis do deserto do Saara para aplacar a sede das populações e agricultura líbia.

Nas últimas cidades rebeldes, encanzinados franco-atiradores, homens e mulheres, jovens e adultos, foram calados com o arrasamento pela artilharia pesada dos prédios em que se encontravam. Estradas, portos, centrais elétricas e telefônicas, quartéis, escolas, creches, hospitais, aeroportos, estações televisivas e radiofônicas, a infra-estrutura do país construída nas últimas quatro décadas, foi arrasada por seis meses de ataques aéreos, navais e missilísticos – mais de cinqüenta mil bombas! –, responsáveis por enorme parte dos talvez cinqüenta mil mortos, em população de pouco mais de seis milhões de habitantes.

A lúgubre paz dos cemitérios reina finalmente sobre a Líbia submetida. Quarenta e dois anos após a conquista de sua independência nacional, a Líbia retorna ao controle neocolonial do imperialismo inglês e francês, que se dividiram a hegemonia sobre o país após a 2ª Guerra, que pôs fim à dura dominação colonial da Itália fascista. Tudo, é claro, sob a vigilância impassível da hiena estadunidense.

Em 1969, o então jovem coronel Muammar, com 27 anos, chegava do deserto para comandar o golpe de jovens militares pela independência e unidade da Líbia, animado pelas esperançosas idéias do pan-arabismo de corte nacionalista e socialista. Do movimento surgiu um Estado laico, progressista e anti-imperialista, que nacionalizou os bancos, as grandes empresas e os recursos petrolíferos do país.

Quarenta e três anos mais tarde, Kadafi cai simbolizando os mesmos ideais. Com sua morte, expia dramática e tardiamente sua irresponsável tentativa de acomodação às forças do imperialismo, empreendida após a vitória mundial da contra-revolução liberal.

Quem abraça o demônio, jamais dirige a dança! Foi o movimento de privatizações, de “austeridade”, de abertura ao capital mundial, de apoio às políticas imperialistas na África etc., sob os golpes da crise mundial, o grande responsável pela perda de consenso social de ordem que, no contexto de suas enormes contradições, realizara a mais ampla e democrática distribuição popular da renda petroleira das nações arábico-orientais.

Por décadas, ao contrário do que ocorria com tunisianos, argelinos, egípcios etc., não se viu na Europa um líbio à procura de um trabalho que encontrava em seu país. Ao contrário, o país terminou como destino de forte imigração de trabalhadores da África negra subsaariana, atualmente maltratados, torturados, executados por membros das “tropas revolucionárias” arregimentadas pelo imperialismo, sob a desculpa de serem os “mercenários” de Kadafi.

A intervenção na Líbia não procurou apenas recuperar o controle direto das importantes reservas petrolíferas pelo imperialismo inglês, francês e estadunidense. Objetivou também assentar golpe mortal na revolução democrática e popular do norte da África, mostrando a capacidade de arrasar implacavelmente qualquer movimento de autonomia real. Com uma Líbia recolonizada, espera-se construir plataforma de intervenção regional, que substitua o hoje convulsionado Egito.

A operação líbia significou também conquistas marginais, além do controle do petróleo, da disposição de sufocação da revolução democrático-popular árabe, da construção de plataforma imperialista na região. Enormes segmentos da esquerda mundial, sem exceção de grupos auto-proclamados radicais, embarcaram-se no apoio de fato à intervenção imperialista, defendendo graus diversos da sui-generis proposta de estar com o “movimento revolucionário” líbio e contra o imperialismo que o criara e sustentara. Aplaudiam as bombas que choviam sobre o país, propondo que não sustentavam a intervenção da OTAN!

Para não se distanciarem da opinião pública sobre o governo líbio e os sucessos atuais, construída pela tradicional subordinação e hipocrisia da grande mídia mundial, seguiram na saudação das forças “revolucionárias líbias”, como se não fossem meras criaturas da intervenção imperialista, como demonstraram – e seguirão demonstrando – inapelavelmente os fatos! Os revolucionários líbios não avançaram um metro nos combates sem o aterrador apoio aéreo e a seguir terrestre da OTAN. Em não poucos casos, também como fizera Kadafi nos últimos tempos, procuram consciente ou inconscientemente acomodar-se à besta imperialista.

Mário Maestri sul-rio-grandense é professor do curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UFF.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Uma carta do cineasta Michael Moore, com o seguinte título: Sobreviver, cercado pelos 1%.

Amigos,

Há 22 anos, que se completam na 3ª-feira, eu estava com um grupo de operários, estudantes e desempregados no centro da cidade onde nasci, Flint, Michigan, para anunciar que o estúdio Warner Bros, de Hollywood, afinal comprara os direitos para distribuir meu primeiro filme, “Roger & Me”. Um jornalista perguntou: “Por quanto você vendeu?”

“Três milhões de dólares” – respondi com orgulho. Houve um grito de admiração, do pessoal dos sindicatos que me cercava. Nunca acontecera, nunca, que alguém da classe trabalhadora de Flint (ou de lugar algum) tivesse recebido tanto dinheiro, a menos que um dos nossos roubasse um banco ou, por sorte, ganhasse e grande prêmio da loteria de Michigan. Naquele dia ensolarado de novembro de 1989, foi como se eu tivesse ganho o grande prêmio da loteria – e o pessoal com quem eu vivia e lutava em Michigan ficou eufórico com o meu sucesso. Foi como se um de nós, afinal, tivesse conseguido, tivesse chegado lá, como se a sorte afinal tivesse sorrido para nós. O dia acabou em festa. Quando você é trabalhador, de família de trabalhadores, todos cuidam de todos, e quando um se dá bem, ou outros vibram de orgulho – não só pelo que conseguiu ter sucesso, mas porque, de algum modo, um de nós venceu, derrotou o sistema brutal contra todos, sem mercê, que comanda um jogo cujas regras são distorcidas contra nós.

Nós conhecíamos as regras, e as regras diziam que nós, ratos da fábricas da cidade, nunca conseguimos fazer cinema, ou aparecemos em entrevistas na televisão ou conseguimos nos fazer ouvir em palanque nacional. Nossa parte deveria ser ficar de bico calado, cabeça baixa, e voltar ao trabalho. E, como que por milagre, um de nós escapara dali, estava sendo ouvido e visto por milhões de pessoas e estava ‘montado na grana’ – santa mãe de deus, se preparem! Um palanque e muito dinheiro… agora, sim, é que os de cima vão ver só!

Naquele momento, eu sobrevivia com o salário-desemprego, $ 98 por semana. Saúde pública. Meu carro morrera em abril: sete meses sem carro. Os amigos me convidavam para jantar e sempre pagavam a conta antes que chegasse à mesa, para me poupar do vexame de não poder dividir a conta.

E então, de repente, lá estava eu montado em três milhões de dólares. O que eu faria do dinheiro? Muitos rapazes de terno e gravata apareceram com muitas sugestões, e logo vi que, quem não tivesse forte senso de responsabilidade social, seria facilmente arrastado pela via do “eu-eu” e muito rapidamente esqueceria a via do “nós-nós”.

Em 1989, então, tomei decisões fáceis:

1. Primeiro de tudo, pagar todos os meus impostos. Disse ao sujeito que fez a declaração de rendimentos, que não declarasse nenhuma dedução além da hipoteca; e que pagasse todos os impostos federais, estaduais e municipais. Com muita honra, paguei quase um milhão de dólares pelo privilégio de ser norte-americano, cidadão desse grande país.

2. Os 2 milhões que sobraram, decidi dividir pelo padrão que, uma vez, o cantor e ativista Harry Chapin ensinou-me, sobre como ele próprio vivia: “Um para mim, um para o companheiro”. Então, peguei metade do dinheiro – e criei uma fundação para distribuir o dinheiro.

3. O milhão que sobrou, foi usado assim: paguei todas as minhas dívidas, algumas que eu devia aos meus melhores amigos e vários parentes; comprei uma geladeira para os meus pais; criei fundos para pagar a universidade das sobrinhas e sobrinhos; ajudei a reconstruir uma igreja de negros destruída num incêndio, lá em Flint; distribuí mil perus no Dia de Ação de Graças; comprei equipamento de filmagem e mandei para o Vietnã (meu movimento pessoal, para reparar parte do mal que fizemos àquele país, que nós destruímos); compro, todos os anos, 10 mil brinquedos, que dou a Toys for Tots no Natal; e comprei para mim uma moto Honda, fabricada nos EUA, e um apartamento hipotecado, em New York City.

4. O que sobrou, depositei numa conta de poupança simples, que paga juros baixos. Tomei a decisão de jamais comprar ações. Nunca entendi o cassino chamado Bolsa de Valores de New York, nem acredito em investir num sistema com o qual não concordo.

5. Sempre entendi que o conceito do dinheiro que gera dinheiro criara uma classe de gente gananciosa, preguiçosa, que nada produz além de miséria e medo para os pobres. Eles inventaram meios de comprar empresas menores, para imediatamente as fechar. Inventaram esquemas para jogar com as poupanças e aposentadorias dos pobres, como se dinheiro dos outros fosse dinheiro deles. Exigiram que as empresas sempre registrassem lucros (o que as empresas só conseguiram porque demitiram milhares de trabalhadores e acabaram com os serviços de saúde pública para os que ainda tinham empregos). Decidi que, se ia afinal ‘ganhar a vida’, teria de ganhá-la com meu trabalho, meu suor, minhas ideias, minha criatividade. Eu produziria produtos tangíveis, algo que pudesse ser partilhado com todos ou de que todos gostassem, como entretenimento, ou do qual pudessem aprender alguma coisa. Meu trabalho, sim, criaria empregos, bons empregos, com salários decentes e todos os benefícios de assistência médica.

Continuei a fazer filmes, a produzir séries de televisão e a escrever livros. Nunca iniciei um projeto pensando “quanto de dinheiro posso ganhar com isso?”. Nunca deixei que o dinheiro fosse a força que me fizesse fazer qualquer coisa. Fiz, simplesmente, exatamente o que queria fazer. Essa atitude ajuda a manter honesto o meu trabalho – e, acho, ao mesmo tempo, resultou em milhões de pessoas que compram ingresso para assistir aos meus filmes, assistem aos programas que produzo e compram meus livros.

E isso, precisamente, enlouqueceu a Direitona. Como é possível que alguém da esquerda tenha tanta audiência no ‘grande público’?! Não pode ser! Não era para acontecer (Noam Chomsky, infelizmente, não aparece na lista dos 10 programas mais vistos da televisão; e Howard Zinn, espantosamente, só chegou à lista dos mais vendidos do New York Times, depois de morto). Assim opera a mídia-máquina. Está regulada para que ninguém jamais ouça falar dos que, se pudessem, mudariam todo o sistema, para coisa muito melhor. Só liberais babacas, que vivem de exigir cautela e concessões e reformas lentas, aparecem com os nomes impressos nas páginas de editoriais dos jornais ou nos programas da televisão aos domingos.

Eu, de algum modo, encontrei uma brecha na muralha e meti-me por ali. Sinto-me abençoado, podendo viver como vivo – e não ajo como se tudo fosse garantido para sempre. Acredito nas lições que aprendi numa escola católica: que se você se dá bem, maior a sua responsabilidade por quem não tenha a mesma sorte. “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.” Meio metido a comunista, eu sei, mas a ideia é que a família humana existe para partilhar com justiça as riquezas da terra, para que os filhos de Deus passem por essa vida, com menos sofrimento.

Dei-me bem – para autor de documentários, dei-me super bem. Isso, também, faz pirar os conservadores. “Você está rico por causa do capitalismo!” – eles gritam. Hummm… Não. Não assistiram as aulas de Economia I? O capitalismo é um sistema, um esquema ‘pirâmide’ que explora a vasta maioria, para que uns poucos, no topo, enriqueçam cada vez mais. Fiz meu dinheiro, à moda antiga, honestamente, fabricando produtos, coisas. Nuns anos, ganho uma montanha de dinheiro, noutros anos, como o ano passado, não tenho trabalho (nada de filme, nada de livro); então, ganho muito menos. “Como é que você diz defender os pobres, se você é rico, exatamente o contrário de ser pobre?!” É o mesmo argumento de quem diz que, “Você nunca fez sexo com outro homem! Como pode ser a favor do casamento entre dois homens?!”

Penso como pensava aquele Congresso só de homens que votou a favor do voto para as mulheres, ou como os muitos brancos que foram às ruas, marchar com Martin Luther Ling, Jr. (E lá vêm a Direitona, aos gritos, ao longo da história: “Hei! Você não é negro! Você nem foi linchado! Por que está a favor dos negros?!”). Essa desconexão impede que os Republicanos entendam por que alguém dá o próprio tempo ou o próprio dinheiro, para ajudar quem tenha menos sorte. É coisa que o cérebro da Direitona não consegue processar. “Kanye West ganha milhões! O que está fazendo lá, em Occupy Wall Street?!”. Exatamente – lá está, exigindo que aumentem os impostos cobrados dele mesmo. Isso, para a Direitona, é definição de loucura. Todo o resto do mundo somos muito gratos que gente como ele se tenha levantado, ainda que – e sobretudo porque – é gente que se levantou contra seus pessoais interesses financeiros. É precisamente a atitude que a Bíblia que aqueles conservadores tanto exaltam por aí exige de todos os ricos.

Naquele dia distante, em novembro de 1989, quando vendi meu primeiro filme, um grande amigo meu disse o seguinte: “Eles cometeram erro muito grave, ao entregar tanto dinheiro a um sujeito como você. Essa grana fará de você homem perigosíssimo. É prova do acerto do velho dito popular: ‘Capitalista é o sujeito que vende a você a corda para enforcar ele mesmo, se achar que, na venda, ele pode ganhar algum.”

Atenciosamente,
Michael Moore

Unesco reconhece Estado palestino pleno

Da BBC Brasil


Brasília – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou hoje (31), por 107 votos a favor e 14 contra, a admissão plena de reconhecimento do Estado palestino.

O Brasil votou a favor da iniciativa palestina. Entre os que votaram contra estão Israel, Canadá, Austrália e Estados Unidos, que haviam classificado de prematura e contraproducente a iniciativa palestina. Ao todo, 52 países se abstiveram na votação.

No mês passado, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, obteve a principal sinalização da comunidade internacional em favor do reconhecimento do Estado autônomo e independente da Palestina. Durante a 66ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, vários líderes mundiais, inclusive a presidenta Dilma Rousseff, defenderam o direito de os palestinos terem seu país.

Após ameaças de morte, deputado fluminense diz que sairá do país

O deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (Psol) deixará o país, depois de receber ameaças de morte de integrantes de milícias. Freixo presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do Rio, que investigou a atuação de grupos criminosos integrados por políticos, policiais e ex-policiais em comunidades do estado.

Segundo Freixo, ele resolveu aceitar um convite da organização não governamental Anistia Internacional para morar na Europa por algum tempo. O parlamentar já vem sofrendo ameaças de morte desde a época da CPI, em 2008, mas, nos últimos meses, elas se intensificaram.

Apenas no último mês, segundo Freixo, ele recebeu sete ameaças de morte. “As ameaças estão se tornando mais fortes e há um retorno muito pequeno da Secretaria de Segurança. Ou seja, se estão ou não investigando. Tenho uma segurança, mas tem sido necessária a ampliação dela. Então, estou esperando algumas medidas”, disse.

O deputado não informou quanto tempo ficará na Europa, mas garantiu retorno ao Brasil. “Não posso dizer [nem] o tempo nem o local [onde ficarei], mas é um tempo muito curto”, disse.

Segundo Freixo, as ameaças não devem ser encaradas como um problema pessoal, mas sim como de toda a sociedade. Ele lembrou do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares integrantes de milícias que atuam no Grande Rio, em agosto deste ano.

“Esse é um problema de todo o Rio de Janeiro. Aliás, é um problema nacional. Até que ponto nossas autoridades vão continuar empurrando com a barriga. Ou a gente enfrenta e faz agora esse dever de casa contra as milícias ou, como mataram uma juíza, vão matar um deputado, promotores, jornalistas. E, se esses grupos criminosos são capazes de matar uma juíza e ameaçar um deputado, o que eles não fazem com a população que vive na área em que eles dominam?”, disse.

Segundo Freixo, apesar das dezenas de prisões feitas depois da CPI das Milícias, esses grupos criminosos estão cada vez mais fortes e dominam várias comunidades do estado, onde extorquem dinheiro de moradores e de comerciantes e controlam atividades como transporte alternativo, venda de gás e de ligações clandestinas de TV a cabo.

Fonte: Agência Brasil

Continua repressão contra grupo Ocupar Wall Street nos EUA

Cerca de 20 partidários do movimento de protesto Ocupar Wall Street (OWS) permaneciam detidos em Denver, ao mesmo tempo em que policiais estadunidenses dispararam novamente gases lacrimogêneo e de pimenta contra as multidões.

Em Denver, Colorado, no centro do país, reuniram-se no sábado (29) cerca de dois mil ativistas e voluntários afins ao grupo que há mais de um mês se manifesta publicamente contra a ganância dos bancos e das corporações financeiras.

Apesar da chegada do inverno em várias cidades estadunidenses, a organização popular também não parece ter perdido força de convocação em Oakland, Califórnia, Atlanta, Nashville, San Diego e Nova York.

Trata-se da segunda ocasião em dois meses em que as forças antirrevolta usam técnicas sofisticadas para desestimular os manifestantes, que – segundo se proclama – argumentam que 99% da população estadunidense é explorada pelas grandes empresas de capitais.

Violência policial

No caso de Denver, testemunhas asseguram que uniformizados recorreram a gases lacrimogêneo e de pimenta, bengalas elétricas, escudos plásticos e alguns oficiais chegaram a disparar balas de borracha contra as massas.

Ainda assim, centenas de pessoas, gritando palavras de ordem anticapitalistas, se somaram neste sábado (29) a outra manifestação de rua contra a rede financeira e Wall Street pelas ruas de Washington, reportou o diário Boston Globe.

Promotores de Nova York abriram uma investigação penal contra os policiais dessa cidade que usaram gás pimenta contra ativistas civis do grupo OWS, como confirmaram fontes judiciais.

O magistrado distrital Cyrus Vance lidera a indagação contra os oficiais da ordem envolvidos nos fatos que foram gravados em vídeos.

“Nosso escritório tomou em consideração todas as denúncias formuladas em referência às más condutas policiais. Esperamos que as detenções tenham sido praticadas sob os procedimentos corretos”, manifestou Vance.

Também o chefe do Departamento de Polícia de Nova York, Raymond Kelly, admitiu que existem suspeitas críveis e o Birô de Assuntos Internos indagará sobre abusos de autoridade contra mulheres vinculadas aos chamados Indignados de Wall Street.

De acordo com OWS, a maioria dos detentos tem sido acusada por obstrução de tráfico veicular, e alguns inclusive ficaram presos simplesmente por tirar fotos ou criticar os policiais.

No último 17 de setembro, o movimento saiu às ruas para denunciar a crise econômica e política global. Protestam ademais contra o uso de dinheiro público para resgatar bancos privados, mas seus simpatizantes têm sido objeto de forte repressão policial.

Fonte: Prensa Latina

Para médicos, Lula tem chances de cura e não deve ter sequelas

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira (31), os médicos que acompanham o tratamento do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, anunciaram que é grande sua possibilidade de cura e preservação da laringe. O ex-presidente foi diagnosticado, na última semana, com câncer na laringe.

Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Lula

Lula chega ao Hospital Sírio-Libanês e conversa com os médicos Raul Cutait, Paulo Hoff e Roberto Kalil Filho


Lula iniciou, nesta segunda-feira (31), o tratamento quimioterápico para combater o câncer. Por questões de segurança e comodidade, o presidente permanecerá nesta noite no hospital. Deverão ser realizadas novas seções de quimioterapia a cada 21 dias no total de três vezes. A expectativa é que o tratamento termine em fevereiro.

O médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço e professor da USP, Luiz Paulo Kowalski, ressaltou que “estudos consolidados na literatura comprovam que o tratamento com radio e quimioterapia tem grande capacidade de cura e de preservação da laringe”.

De acordo com o médico, o tumor pode ser classificado como "intermediário", por não ter se fixado na corda vocal, e por isso, não a compromete. Ressaltou ainda que a doença foi descoberta a tempo e, por isso, é possível realizar este tratamento “conservador” com rádio e quimioterapia, sem a realização de cirurgia para retirada do tumor. Ressaltou ainda que há poucas chances de Lula ficar com sequelas em sua voz por conta do tumor.

Solidariedade

A presidente Dilma Rousseff deverá visitar Lula no início da noite, antes de participar da cerimônia de premiação “As empresas mais admiradas do Brasil”. O mandatário do Uruguai, José Mujica, enviou uma mensagem com desejos de pronta recuperação ao brasileiro. No Senado, os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos iniciaram-se nesta segunda (31) com mensagens solidariedade ao ex-presidente.

No domingo (30), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez também manifestou apoio e solidariedade ao colega: “Em nome do povo venezuelano e da experiência que vivi de ter enfrentado uma situação semelhante, quero expressar, a partir da irmandade que nos une ao companheiro Lula, meu profundo desejo de que o tratamento a que será submetido nas próximas semanas permita uma rápida recuperação, a fim de manter por muitos anos a luz do seu pensamento e a liderança que tanto fez pelo seu país, para a nossa América e para as nações do mundo” (vermelho)