quinta-feira, 15 de julho de 2010

Em todo o país, mais de 2,3 mil candidaturas podem ser impugnadas

Com o reforço da Lei da Ficha Limpa , o Ministério Público Eleitoral já pediu a impugnação de pelo menos 2.309 candidaturas em todo o país. O balanço parcial, até a noite desta terça-feira (14), indicava que, com a aprovação do projeto da Ficha Limpa, pelo menos 308 políticos condenados pela Justiça ou que tiveram contas rejeitadas por Tribunais de Contas podem perder o direito de participar da disputa. Eles estão sujeitos às novas regras, incorporadas à lei em junho, que impedem a candidatura de quem foi condenado por órgãos colegiados (mais de um juiz).

Apenas em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o Ministério Público Eleitoral (MPE) detectou que 614 concorrentes descumprem de alguma forma os requisitos para participar da disputa: idade mínima, alfabetização, desincompatibilização de cargo público em prazo hábil e apresentação da documentação completa ao TRE, além de manter em dia suas contas com as justiças comum e eleitoral.

Em Alagoas, o MP Eleitoral pediu a impugnação de 90% dos candidatos a cargos públicos. Dos 438 pedidos de registros, 383 foram impugnados por problemas na documentação, como falta das certidões criminais. Na lista estão os seis candidatos ao governo do estado, entre eles o senador Fernando Collor (PTB), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o atual governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), além da vereadora Heloísa Helena (PSOL), candidata ao Senado. Na prática, 55 candidatos poderiam disputar a eleição. Os candidatos têm sete dias para regularizar a documentação.

Em muitos casos, políticos deixam de apresentar a documentação exigida para não serem agarrados pela nova lei. No Maranhão, onde o TRE pediu a impugnação de 85 pessoas, existem inúmeros casos de certidões criminais não apresentadas.

A peneira do ficha limpa pegou condenados por tráfico, homicídio, formação de quadrilha, corrupção e furto. Em Sergipe, segundo o MP, houve até fraude para driblar a lei. Não bastasse a condenação por assassinato, Rubens Oliveira Bastos (PTdoB), candidato a deputado estadual, também pode ser processado por mentir à Justiça. Ao pedir a impugnação do registro do candidato, o procurador Ruy Mello descobriu que, para obter uma certidão negativa criminal, Bastos mudou a grafia do primeiro sobrenome. Trocou "Oliveira" por "Oliveria". A manobra deve render um novo processo por falsidade ideológica.

No Piauí, foram impetrados pedidos de impugnação contra 39 candidatos, entre eles o do primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM), o terceiro-secretário do Senado, Mão Santa (PSC), ambos candidatos à reeleição, e o ex-governador Wellington Dias (PT), candidato ao Senado. Heráclito conseguiu liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para concorrer à reeleição mesmo sendo atingido pela Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado pelo Tribunal de Justiça do Piauí por abuso do poder econômico.

109 candidaturas impugnadas

Na Bahia, foram impugnadas 109 candidaturas, o equivalente a 10% do número de pedidos de registros. Entre os nomes conhecidos estão o ex-deputado Genebaldo Correia, um dos anões do Orçamento, o ex-deputado Benito Gama (PTB), relator do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, e deputado Geraldo Simões (PT), compadre do presidente Lula.

No Rio Grande do Sul, o candidato a vice-governador Pompeo de Mattos (PDT), da chapa liderada por José Fogaça (PMDB), e o atual presidente da Assembleia Legislativa, Giovani Cherini (PDT), que buscava uma vaga na Câmara, estão entre 28 nomes que tiveram candidaturas impugnadas.

Em Roraima, dois ex-governadores caíram na garras do MPE: Neudo Campos (PP), candidato a deputado federal, e Flamarion Portela (PTC). Os dois por terem contas julgadas irregulares. Em alguns estados, se o MP for vitorioso nas causas, chapas majoritárias estarão ameaçadas tanto na base de Dilma Rousseff (PT) quanto de José Serra (PSDB). O mesmo se aplica ao Distrito Federal, onde o líder das pesquisas para o governo, Joaquim Roriz (PSC), teve contra si pedido de impugnação. Além de Roriz, cujo registro foi contestado por ter renunciado ao mandato de senador em 2007 para escapar da cassação, a candidata ao Senado Maria de Lourdes Abadia (PSDB) teve o registro questionado pelo MPE. Ela tem contra si uma condenação de 2006. À época, Abadia foi condenada pelo TRE-DF por compra de votos.

Em Rondônia, Ivo Cassol (PP), candidato ao Senado, e Expedito Junior (PSDB), que quer ser governador podem cair em meio à disputa. Pedro Wilson (PT-GO) e Marcelo Miranda (PMDB-TO), que pleiteiam vagas ao Senado, também podem ficar de fora por força da lei de inelegibilidade.

O Espírito Santo tem uma extensa lista de políticos famosos por irregularidades que os tornam alvos do Ministério Público. O ex-presidente da Assembléia Legislativa, Luiz Carlos Gratz, mesmo com condenações na Justiça Eleitoral e no Tribunal de Contas do Estado, apresentou sua candidatura ao Senado.

Em São Paulo, o TRE ainda não publicou os editais com os registros de candidatura, atrasando a indicação dos pedidos de impugnação.

fonte: Gazeta do Povo

Osmar Dias e Dilma Rousseff reúnem 200 prefeitos no Paraná

do paranaonline

Com a presença da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, os candidatos da chapa “A união faz um novo amanhã” reuniram ontem à noite no Clube Concórdia, no centro de Curitiba, cerca de 200 prefeitos dos partidos que formam a coligação para tentar garantir o apoio integral à chapa. Dilma, o candidato ao governo, Osmar Dias (PDT), os candidatos ao Senado Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) e o governador Orlando Pessuti (PMDB) pediram unidade aos prefeitos, que, por questões politicas locais possam hesitar no apoio a Osmar para o governo do Estado.

“Eu perdi a eleição de 2006 porque não tinha essa gente comigo. Não tinha PT e PMDB. Eleição não se ganha sem o apoio dos prefeitos e eu assumo desde já o compromisso: o prefeito que me apoiar nesta eleição terá meu apoio em 2012”, prometeu Osmar Dias. “Tenho certeza que os prefeitos não vieram aqui por curiosidade. Vieram para para consolidar o apoio a essa chapa. Dilma, Osmar, Requião e Gleisi. Faço o apelo pela chapa fechada”, emendou Requião.

Com a maioria dos prefeitos filada ao PMDB, o governador Orlando Pessuti teve papel importante na conversa com os prefeitos. Pessuti explicou que abriu mão da candidatura pela união da base, disse que sabia que muitos dos prefeitos queriam sua candidatura, mas pediu para os prefeitos apoiarem a candidatura de Osmar “em nome da unidade nacional, da manutenção dos programas sociais do governo Lula e de nosso governo”, disse Pessuti, em sua primeira aparição na campanha. “E para quem me pergunta até onde me evolverei nessa campanha, digo que não estou envolvido, estou comprometido, 100%, em eleger Osmar e Dilma”, declarou o governador.

O gesto de Pessuti, que abriu mão da candidatura, foi destacado por todos os oradores. Para Dilma, a aliança montada é reflexo da maturidade política do Paraná. “São grandes ações como essa que dão força e sensação de vitória. Baseada na generosidade e na consciência de que o Brasil e o Paraná avançaram muito nesses oito anos e não pode retroceder”, disse a candidata a presidente.

Dilma destacou a parceria com os municípios, citando, como exemplo a compensação das perdas no repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Ela disse que o País cresceu porque “não pensou em cimento e aço, mas sim na qualidade de vida das pessoas”. E prometeu, se eleita, construir 2 milhões de novas moradias no Minha Casa Minha Vida, implantar escolas técnicas em todos os municípios com mais de 40 mil habitantes e construir seis mil creches. “Mas, enquanto tem políticos comprometidos com várias promessas que não realizaram quando estavam no governo, nós, primeiro, faremos o possível, depois, o necessário, e, assim, acabaremos fazendo o impossível. Ou alguém, em 2002, achava que estaríamos emprestando dinheiro ao FMI?”, provocou. Acompanharam Dilma nessa rápida passagem por Curitiba, o candidato a vice-presidente, Michel Temer (PMDB) e o coordenador de campanha, Luiz Eduardo Cardozo (PT)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O HANGAR VAI TREMER!

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Taça do Mundo rumo a Madrid

por Pedro do Coutto para o Tribuna da Imprensa

Foi brilhante, sob todos os aspectos, a vitória da Espanha sobre a Holanda, ontem no belo estádio repleto de Johanesburgo, fazendo a Taça do Mundo runar para Madrid.

De onde, daqui a quatro anos, viaja para o Brasil, quando será disputada sua vigésima edição. A da África do Sul foi a décima nona de uma série que começou em 1930. Pela primeira vez a Espanha conquista o título mundial. Pela terceira vez a Holanda perde uma final.

Dramática, como todas as finais, emocionante, extremamente nervosa, dividida por momentos em que o destino parecia pender ora para um lado, ora para outro. No balanço do tempo de 120 minutos, entretanto, os espanhóis chegaram mais perto do gol holandês do que os holandeses da cidadela espanhola. O desfecho foi justo, marcado inclusive por ótimas atuações dos goleiros que evitaram sucessivamente o ponto decisivo dadas as características do confronto.

O treinador Vicente Del Bosque manteve a armação e o estilo que consagrou a equipe na vitória contra a Alemanha: extremas abertos quando o time estava de posse da bola, extremas recuados quando das ações defensivas. O desempenho tático foi mais uma vez firme e brilhante com poucas variações. Bloqueio móvel e tríplice em cima de Robben quando ele atacava pela direita, situação em que, como canhoto, o obrigava a virar o corpo.

A cobertura defensiva foi bem feita, o mesmo se verificando quanto a Holanda. Na prorrogação o melhor estado atlético espanhol se fez sentir de forma acentuada. No apito final, os jogadores carregaram Del Bosque. O comportamento do técnico foi exemplar. Sereno, afável, civilizado.

Na África do Sul, virou-se mais uma página da eterna história do futebol, o esporte mágico, emocionante, das multidões em todo o universo. Pelos cálculos da Fifa, ontem, cerca de 4 bilhões de seres humanos assistiram a final. A vitória não foi só da Espanha. Foi do futebol arte, do futebol técnico, do futebol tático, da equipe de melhor estado atlético. A Jabulani voou da África para a Europa. O chute de Iniesta foi o desfecho heróico de uma jornada que começou com uma derrota para a Suiça e terminou com a consagração do um a zero.

Poderia ter sido uma diferença maior do que aquela decidida num lance de ataque. Mas a história da bola, de suas retas e curvas se escreve assim: de um ritmo que se faz constante para o improviso e o imprevisto de um momento. Surpresa? Não. Esse é o destino das partidas que arrebatam e assinalam as grandes decisões. São inúmeras as que assistimos e com elas as emoções se renovam. No amargor de derrotas. Nas lágrimas das vitórias. Futebol é isso mesmo. O entusiasmo rejuvenesce nas arquibancadas, na medida em que as gerações se renovam nos gramados brasileiros e do planeta.

Não estivemos bem este ano. A Espanha foi melhor. É a campeã do mundo. Temos que aprender com nossos insucessos e partir para novos sucessos. O Brasil é pentacampeão. O sonho alado do hexa tem que esperar mais quatro anos, pelo menos. Hoje, a Taça viaja para Madrid. Chegará a nosso país em 2014. Esperemos até lá que ela fique aqui. Amém, como costumava dizer Nelson Rodrigues que, melhor do que ninguém, expressou a alma do torcedor brasileiro.

A esvaziada e pouco representativa inauguração do Comitê Paraná Social

Rodrigo Rocha Loures, o peemedebista candidato a vice-governador do Estado do Paraná pela coligação encabeçada pelo Osmar, participou neste sábado da inauguração do Comitê Paraná Social. A inauguração se deu sob a direção da batuta torta do Doático. Ela ocorreu em um ambiente com poucas pessoas representativas e tão animado quanto o grau da cizânia interna na Frente, o que o torna diferente do que foi a semana da campanha realizada no interior, onde a companhia do Rodrigo nos trabalhos foram a Gleisi e o Osmar.

Este Comitê tem por fim o objetivo mascarado de encaminhar em separado as candidaturas do Requião/Osmar, já que o PT do Paulo Bernardo tomou o mesmo caminho em relação à candidatura da Gleisi/Osmar.

Para o Rodrigo restou a terrível missão de coordenar a majoritária na região metropolitana de Curitiba, terreno em que ocorrerá a principal disputa em relação a campanha e local onde o Beto Richa possui a hegemonia.

Neste grandioso colégio eleitoral, que é a metropolitana, também ocorrerá a principal disputa em relação ao senado, já que em Curitiba e cidades arredores a Gleisi, o Gustavo e o Requião possuem historicamente as maiores penetrações e consolidações de votos, por aqui terem o seus domicílios eleitorais.

É público e notório o fato de que as relações entre o Requião e a maior parte do comando do PT estão estremecidas, o que não difere do que ocorre entre ele e o agrupamento o qual o Pessuti capitaneia.

O Rodrigo só se tornou candidato a vice pela vontade do Pessuti, do Temer e do Paulo Bernardo, todos desafetos do Requião, o que torna a sua missão em relação à unificação da campanha na metropolitana uma tarefa um tanto espinhosa e quase impossível de se tornar realidade, a não ser que se busque a unidade possível e ela com certeza não passa pela submissão aos caprichos do Requião.

A presença do Rodrigo nesta reunião convocada pelo Doático é uma mostra de boa vontade, mas é apenas um passo pequeno para a sua tarefa se tornar realidade, pois a unificação depende de outros fatores e agentes, já que a discórdia entre os dirigentes partidários é antiga e está enraizada.

O evento contou com a presença de poucas lideranças do PMDB, em sua maioria ligadas ao grupo do Requião, com o agravante da sentida ausência do grupo do Pessuti e dos dirigentes do PT e do PDT.

Na reunião a palavra foi cerceada, o que causou vários protestos em relação à condução da mesa pelo Doático. Um dos que se levantaram contra a atitude foi o Jerry, importante militante histórico do PMDB, que embora tenha sido no passado ligado ao grupo do Requião, pelo qual se sente traído, hoje se encontra alinhado ao grupo do Pessuti.

Outro que teve de se impor para poder usar da palavra foi o grande articulador político Hasiel Pereira, que para poder explanar seu pensamento teve de se impor perguntando se que naquela reunião os negros estavam impedidos de falar.

No final da reunião, em um misto de desabafo e ato de desagravo, o Jerry convidou a todos para se dirigirem a Boca Maldita tomar um café, pois lá, tribuna livre, ninguém teria a palavra cerceada.

Um dos discursos mais consequentes proferidos na reunião foi o do Hasiel Pereira, que vendo a ausência das lideranças mais próximas ao governador, como também a dos representantes dos outros partidos coligados, ressaltou a importância da unidade partidária e da unidade enquanto Frente. Ele também disse que a unificação passava pelo Pessuti enquanto o grande articulador e responsável direto pela chapa de unidade, pois o mesmo tinha tido a grandeza de abrir mão do próprio projeto para que a coligação se tornasse realidade.

O Hasiel também afirmou que hoje o Pessuti enquanto governo e grande liderança partidária é a autoridade máxima e com maior visibilidade dentro do PMDB e assim o grupo reunido deveria procurar o governador imediatamente, pois sem ele o partido não marchará unido.

Outro que antes do termino da reunião saiu desgostoso com a forma com que o Diretório Municipal do PMDB encaminha o processo eleitoral foi o Secretário de Estado Milton Buabssi.

Postado por Molina com muita prosa & muitos versos

domingo, 11 de julho de 2010

Curtas e Grossas

Cabeleireiros, Estilistas, Sociólogos e outros importantes observadores da cena política brasileira, não pouparam elogios a anfitriã. Dona da Rede Televisiva mais importante e influente do país(Rede Globo), Dna Lily Marinho, teve como objetivo precípuo, quase que uma cerimônia de debutância, onde a nova emergente foi devidamente apresentada a quem de fato Manda!

O Cardápio...
Outro destaque de relevância inconteste, assinado pelo chef Claude Troisgos, contou nada menos que um Tartare de salmao com maçã e funcho e filé de cherne com banana caramelada, passas e urucum.
Ao som de piano, garçons vestidos a rigor, com as devidas luvas brancas circulavam com bandejas de prata pura, com vastas porções de champanhe Dom Perignon.
Nova Dilma, procurou esquivar-se da flutê, passando discretamente a taça, claro também de cristal puro, a comunista Jandira também presente ao convescote.

Qualidades ou pré-requisitos...
Observada a miúde, feito um ser exótico, Nova-Dilma foi aos poucos agradando à todos. Uma das comensáis fez saber à todos que a nova emergente, toca piano e fala o idioma Francês. Ja desenvolta, Dilma revelou sua predileção pela música clássica, especialmente Bach.

Conversas à mesa...
Assuntos da maior relevância, como cirurgia plástica,mudanças climáticas,decoração e claro a falta de educação e empenho das empregadas domésticas deram a tônica.
Senhora Marinho observou que também aprecia tons pastéis, no que foi imediatamente elogiada, pois segundo a candidata ela também prefere a discrição.

Comentários na côrte...
Quase ao final do réga-bofe, leu um pequeno discurso apropriado a ocasião despediu-se e como reza a etiqueta, saiu à francesa.
Após a saída da candidata, formaram-se as tradicionais "rodinhas" onde as madames trocaram impressões a seu respeito.
Seu corte de cabelo, seu novo penteado, seu talheur,claro, seus modos, enfim os temas que tanto interessam a nação, principalmente as "classes" menos favorecidas pela sorte...

Gente fina é outra coisa...

sábado, 10 de julho de 2010

CURTAS E GROSSAS

Senhora Roberto Marinho, recebe candidata em audência em sua própria residência.

por Ernesto Aguiar

Dilma "pagou pau" pra Globo. Bem vestidinha em seu "tubinho" a comportada candidata mariscou pelas rodinhas do covescote.

Observada e tocada pelas madames, Nova-Dilma, foi untada pela côrte.

Aprofundou-se á ocasião profícuo debate sobre como distribuir sopa e roupa-velha à toda ralé.

A questão da Segurança também foi objeto de seguidas intervenções das socialytes, pois segundo as mesmas, nem nos bairros mais civilizados do Rio de Janeiro se encontra paz.

De fato, podemos perceber que este importante encontro irá contribuir em muito com o programa social-cristão da candidata.

Evento para quarenta talheres, foi dado como um Espetáculo, por 10 em cada 10 colunistas SOCIAIS do Rio de Janeiro.

O socialismo de novo tipo é mais ou menos isso... Encontros Sociais, Coluna Social, Socialytes, Colunista Social, enfim... tudo pelo social...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Charge do Dia

Os (des)compromissos dos presidenciáveis

Confira a íntegra das diretrizes de governo apresentadas ao TSE pelos nove candidatos à Presidência. Cientista político diz que descuido com propostas mostra que a principal preocupação deles é mesmo ganhar a eleição

do Congresso em Foco

Um candidato junta dois discursos e os encaminha à Justiça eleitoral como “resumo” de suas principais “linhas de ação” de governo. Sua principal adversária manda registrar uma proposta “por equívoco”, pede para trocar o documento e admite, por fim, que sequer leu o texto enviado. Na primeira vez em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu dos candidatos a presidente o registro de suas diretrizes de campanha, a falta de cuidado com as propostas chamou mais a atenção do que o próprio conteúdo das cartas de intenção.

Leia aqui as propostas apresentadas pelos candidatos

Para o cientista político Leonardo Barreto, a falta de compromisso dos presidenciáveis com o registro de suas ideias revela que a principal preocupação deles é com a própria eleição, e não com a melhoria das condições de vida da população.

“Muita gente acredita que os políticos buscam se eleger para executar projetos que eles constroem previamente. Mas isso é falso. O que acontece é que você cria projetos para ser eleito. O foco é sempre a eleição, nunca a política pública ou a administração”, avalia o professor da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo Leonardo, as propostas serão definidas no andamento do processo eleitoral, a partir das pesquisas qualitativas, aquelas que mostram quais são as áreas mais sensíveis do governo, que problemas ou ações de governo chamam mais a atenção do eleitor, quais questões têm maior demanda e o eleitor gostaria de ver resolvidas. "Em vez de definirem o que consideram, de fato, prioritário, eles vão direcionar seus discursos atrás daquilo que rende voto", observa o cientista político.

“Hoje, Serra pega uma pesquisa sobre o governo Lula e vê que ele está sendo mal avaliado em segurança pública e saúde. Ele, então, vai apoiar seu discurso nesses dois pontos. Todos vão construindo de acordo com as pesquisas, porque a preocupação é sempre com a eleição”, exemplifica.

Na falta de propostas confiáveis, o eleitor tem de investigar o passado dos candidatos e a forma de atuação do partido, afirma Leonardo Barreto. “O passado é a única coisa concreta que você tem. O resto é só intenção”, afirma Leonardo Barreto. “Mais importante que a carta de intenções é olhar para a história do partido, que tipo de linha vem desenvolvendo, comparar a linha dele com as demais”, acrescenta.

Comparações

O cientista político acredita que as eleições presidenciais deste ano serão pautadas pela comparação entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, o que deixa a discussão sobre as propostas de um candidato e outro em segundo plano. “Por mais que o Serra não queira, isso é uma realidade. Teve oito anos de governo Lula, oito de FHC. A maior parte dos eleitores vivenciou os dois momentos. Existe um convite para avaliação desses dois governos. Mais que acusações, existe uma comparação sensorial, o que as pessoas sentiram e se lembram do governo FHC e do governo Lula.”

Na última segunda-feira (5), prazo final para o pedido de registro das candidaturas, o candidato do PSDB, José Serra, enviou dois discursos – um feito em Brasília, e outro em Salvador – como resumo de suas propostas. A coordenação da campanha de Serra promete apresentar na semana que vem as 40 diretrizes de seu programa de governo.
No mesmo dia, a candidata do PT, Dilma Rousseff mandou trocar o documento que havia entregado horas antes. Alegou que a primeira versão se restringia às diretrizes do PT e não traduzia os anseios da coligação. Tirou pontos considerados polêmicos, como a taxação de grandes fortunas e a defesa da desapropriação para reforma agrária de qualquer propriedade que tenha sido invadida, para agradar aos aliados. Como as críticas não cessaram, disse ter enviado os documentos sem ler.

Terceira colocada nas pesquisas, a candidata do PV, Marina Silva, apresentou as diretrizes para o programa de governo, que havia divulgado no dia da convenção do partido à Presidência. Assim como a maioria dos presidenciáveis, entregou um texto marcado pela superficialidade e com poucas ações concretas. Entre os demais candidatos à esquerda, o tom impresso foi de manifesto.

Recall de políticos

O professor da UnB Leonardo Barreto explica que a natureza do sistema representativo, pelo qual o eleitor escolhe seus representantes, dá grande liberdade de ação para os políticos eleitos. O cientista político defende a instituição de mecanismos de controle que garantam ao cidadão, inclusive, abreviar o mandato de seu representante quando ele muda radicalmente de postura ou abandona suas propostas iniciais.

O cientista política cita como exemplo o instrumento do “recall” político, que existe nos Estados Unidos, a exemplo das trocas de peças que ocorrem com veículos que vêm com defeitos graves. “Lá, a partir de determinado período, você pode chamar determinado político para destituí-lo”, afirma. O ator Arnold Schwarzenegger, por exemplo, foi eleito em 2003 governador da Califórnia a partir de um processo de recall que destituiu do cargo Gray Davis.

No ano passado, por iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou uma proposta de emenda à Constituição que institui o “recall”. De acordo com o texto, ainda em análise no Senado, até 2% dos eleitores poderão solicitar ao TSE a convocação de uma eleição para que a população diga se o eleito deve ou não permanecer no mandato. O referendo valeria para prefeitos, governadores e presidente da República.

A obrigatoriedade de os candidatos a cargo no Executivo registrarem, a partir deste ano, suas propostas de campanha foi introduzida pela Lei 12.034/09, a chamada minirreforma eleitoral. A partir destas eleições, todos os candidatos a presidente da República e a governador de estado ou do Distrito Federal deverão entregar suas propostas no momento de pedir o registro da candidatura. A documentação ficará disponível no Sistema de Divulgação de Candidaturas, na página do TSE na internet. A exigência foi incluída na lei por emenda do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). Segundo o deputado, a intenção é exigir mais coerência entre as promessas de campanha e as realizações no exercício do mandato.

Devastação maquiada pode derrubar o vice de Marina Silva

do blog do Claudio Humberto

Dirigentes do PV já admitem, em conversas reservadas, discutir a substituição do bilionário Guilherme Leal, dono da indústria de cosméticos Natura e vice da candidata Marina Silva. Esta coluna noticiou nesta semana que o Ibama investiga suposto crime ambiental em empreendimento de luxo de 80 hectares, da propriedade de Leal, no sul baiano. O Ibama recebeu nova denúncia: áreas devastadas teriam sido “maquiadas” com bromélias para enganar inspeções e fotos áreas.

Decisão nos EUA expõe incongruência do embargo a Cuba

Uma decisão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Representantes norte-americana, anunciada na semana passada, voltou a alimentar a polêmica dentro dos Estados Unidos em relação ao embargo comercial a Cuba. Por 25 votos contra 20, os membros da comissão aprovaram um projeto de lei bipartidário que acaba com as restrições de viagens de americanos a Cuba e amplia o comércio de produtos agrícolas com a ilha.

Ao comentar a decisão, o presidente da comissão, o deputado democrata Collin Peterson, disse que era um passo "corajoso" para acabar com "a política fracassada que limita o acesso da agricultura americana ao mercado cubano".

A comissão disse ainda que a lei deverá expandir o comércio agrícola americano e criar empregos e tem o apoio de 140 organizações agrícolas, empresariais, religiosas e sociais. O argumento de Peterson é o de que os Estados Unidos tentaram isolar Cuba por 50 anos, sem sucesso, e que talvez o aumento do comércio pudesse encorajar "o progresso democrático".

Mas a decisão foi recebida com irritação pelos que são a favor do embargo a Cuba. O deputado republicano Tom Rooney, da Flórida, ecoou a posição de muitos dos apoiadores do embargo ao dizer que retirar a restrição de viagens injetaria "milhões de dólares" no governo cubano, justamente no momento em que o regime de Castro está, segundo ele, "à beira do colapso".

O presidente Barack Obama já adotou algumas medidas para melhorar as relações com Cuba, como a suspensão de restrições a visitas de cubanos americanos e ao envio de dinheiro para familiares que moram na ilha.

Mas a posição do governo americano é de que, antes de suspender o embargo, é preciso que "Havana demonstre algum tipo de avanço em questões ligadas à democracia e aos direitos humanos".

Apesar de ter sido recebida com reações fortes de ambos os lados, a decisão desta semana ainda está longe de representar um desfecho para a questão do embargo a Cuba. Antes de virar lei, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Relações Exteriores antes de chegar ao plenário e também deve ser votado no Senado.

Fonte: BBC

O que está acontecendo no Ceará?

do Tribuna da Imprensa

A situação no Estado se complicou tremendamente, a confusão é geral. Principalmente por causa do inesperado e surpreendente rompimento, Ciro Gomes-Tasso Jereissati. Eles caminham juntos desde 1986, quando Jereissati se elegeu governador pela primeira vez.

Em 1988, contrariando as expectativas, Tasso lançou o jovem Ciro Gomes (então com 31 anos) para prefeito de Fortaleza. Ciro, que tinha grande traquejo e falava muito bem, foi eleito facilmente.

Em 1990, nova e gigantesca surpresa: com apenas 15 meses de exercício do cargo, Ciro deixou a prefeitura, disputou o governo do Estado, se elegendo no primeiro turno. Em 1994, quando acabava seu mandato, Tasso se elegia governador pela segunda vez. Ficava consolidada a “dobradinha”, que duraria até agora, 24 anos, quando explodiu ruidosamente.

Muita gente acreditava que o ROMPIMENTO que parece sem volta, teve como ponto cardeal a eleição para governador e a reeeleição de Cid Gomes. Nada disso, Cid vai ganhar no primeiro turno, apesar do lançamento da candidatura do ex-governador Lucio Alcântara. Que fez excelente governo, é corretíssimo, mas foi lançado muito tarde.

Foi Jereissati que tomou a iniciativa de abrir fogo, por causa de sua reeleição, que corre grande perigo. O ex-ministro de Lula, Eunicio de Oliveira, está ELEITÍSSIMO, com apoio do presidente e do governador. Este diz sempre; “Meu candidato ao Senado é Eunicio de Oliveira”.

E o presidente apoia Eunicio e o ex-ministro José Pimentel. Assim não sobra espaço para Jereissati, que se sente MARGINALIZADO e fica REVOLTADO.

Só que ninguém acreditava que, mesmo DESESPERADO e MARGINALIZADO, Jereissati fosse capaz de começar as hostilidades, atirando diretamente no então amigo de 24 anos ininterruptos.

O filho de Ciro (com a senadora Patrícia Saboya, que disputará uma vaga de deputada estadual, diz “quero morar novamente no Ceará) casou há poucos dias. Lógico, Jereissati foi convidado, não se admitia que não comparecesse, nem desse a menor explicação.

Espanto geral no Ceará. E Ciro, que sempre foi bom de briga, abandonou tudo, foi para o Ceará, não é candidato a nada, vai apenas participar da campanha do irmão. E este, como eu já disse “ganha no primeiro turno”, agora ganha antes da eleição.

A satisfação do Planalto-Alvorada é total, pois o senador que vinha atacando o presidente, ficará sem mandato, e sem o apoio de Ciro, não ganha mesmo.

Sanções da ONU são apenas pedaço de papel, diz Ahmadinejad

da Agência Brasil

Há exatamente um mês sob sanções de parte da comunidade internacional, o Irã vai manter o programa nuclear do país, que é alvo de suspeitas de produção de armas atômicas. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje (9) que manterá as atividades nucleares no país. Segundo ele, as restrições são apenas “um pedaço de papel”. As informações são da agência oficial de notícias do Irã, a Irna.

Ahmadinejad afirmou que sob nenhuma circunstância serão interrompidas as atividades nucleares no país, que são pacíficas. “As últimas sanções contra o Irã, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, não terão nenhum efeito sobre o programa nuclear. Não haverá a menor mudança em nosso programa nuclear”, avisou.

Para 12 dos 15 integrantes do Conselho de Segurança da ONU, o programa nuclear do Irã é suspeito. O Brasil e a Turquia votaram contra as medidas punitivas. O Líbano se absteve. Pelas sanções, há uma série de restrições ao país, que atingem principalmente as áreas de comércio e militar.

Em visita à Nigéria, Ahmadinejad enviou a mensagem sobre a manutenção do programa nuclear do Irã, durante a reunião do D8 – grupo formado por Bangladesh, o Egito, a Indonésia, o Irã, a Malásia, Nigéria, o Paquistão e a Turquia.

Dirigindo-se a uma platéia na capital nigeriana, Abuja, Ahmadinejad disse que as resoluções da ONU são “um pedaço de papel” que não terá força para “deter” as atividades nucleares do Irã. Segundo ele, o programa nuclear do país tem fins pacíficos, inclusive para atividades farmacêuticas.

Os governos do Brasil e da Turquia intermediaram um acordo para a troca de urânio do Irã. Pelo acordo, o Irã enviará 1,2 tonelada de urânio enriquecido a 3,5% para a Turquia. Em troca, receberá 120 quilos do produto enriquecido a 20%. A comunidade internacional, no entanto, não aceitou a medida como alternativa para evitar as sanções.

Além das sanções do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos, o Canadá e a União Europeia também aprovaram medidas restritivas ao Irã. Todas as decisões foram definidas no começo do mês passado.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Paz de cemitério no Xingu

Escrito por Rodolfo Salm para o Correio da Cidadania

O economista e ex-presidente do BNDES Carlos Lessa publicou no jornal Valor Econômico, no dia 31 de maio, um artigo com críticas ao setor elétrico brasileiro. Ele observou que os lucros anuais das concessionárias elétricas, predominantemente estrangeiras, cresceram 230% durante o governo Lula e que o consumidor brasileiro "é sangrado pelo custo de energia elétrica e subsidia as exportações de alumínio, aço, celulose de fibra curta, ferro-silício, ferro-manganês, entre outros". Excelente. Mas o professor Lessa poderia ter parado por aí ao invés de entrar em detalhes sobre Belo Monte, que mostrou não conhecer.

Um bom exemplo de sua falta de intimidade com o tema é a citação das denúncias que apontam riscos de perdas na atividade pesqueira. Ele pergunta "se não haveria peixes" na represa resultante da barragem. Haveria, sim, evidentemente. Mas em quantidade e qualidade muito inferiores e de uma comunidade totalmente distinta daquelas que vivem em rios de água corrente. Para começar, seriam dizimadas mais de uma centena de espécies de acaris (os "cascudos" dos aquários), que precisam das águas correntes da Volta Grande do Xingu.

A coleta e venda destes peixes, inclusive para exportação, constitui uma das importantes atividades econômicas da região que seriam extintas com a construção da barragem. O fim de apenas uma das várias empresas que comercializam estes peixes eliminaria aproximadamente o mesmo número de empregos diretos permanentes que seriam criados com Belo Monte. É importante firmar este tipo de informação quando somos acusados de sermos contra os empregos e o consumo de bens e serviços civilizados.

Além disso, também desapareceriam inúmeras espécies de peixes de grande porte, muito importantes e extremamente apreciadas para a alimentação humana – da família dos bagres, por exemplo. Para liquidar o assunto, eu convidaria o professor a jogar uns pedacinhos de pão na água. Primeiramente, na beira do lago da represa de Tucuruí (hidrelétrica construída no rio Tocantins nos anos 1980), e depois aqui no Xingu preservado, na frente de Altamira, para ver onde pulariam os peixes e onde os pães afundariam intocados.

Lessa cita a crítica dos ambientalistas com relação aos prejuízos ao turismo e nos pergunta ainda se não haveria potencial turístico em um grande reservatório artificial.

Para responder, basta visitar as regiões das grandes hidrelétricas e conferir em quais delas existem turistas de toda parte e pousadas de luxo, como temos aqui na Volta Grande do Xingu, algumas cobrando quase mil reais de diária de pessoas que querem conhecer este monumento fluvial que agora seria destruído por Belo Monte, com magnitude comparável aos Saltos de Sete Quedas, destruídos para a construção de Itaipu. Peixes magníficos já eliminados ou bastante raros em outras regiões, como a pirarara, atraem hoje para esta região um seleto tipo de turismo de potencial de agressão praticamente zero ao meio ambiente, que busca a pesca esportiva artesanal. Além do mais, não é possível que o professor considere tratar-se da mesma coisa banhar-se em águas correntes e na água parada de um lago podre. Isto sem falar no enorme potencial inexplorado de um rio de águas azuis cristalinas, com cachoeiras, corredeiras, peixes em abundância e praias de areia branca.

Quanto à acusação de que não avaliamos a emissão alternativa de CO2 em comparação à termeletricidade, isso não é verdade. Temos insistido ao máximo na divulgação da idéia, profundamente sustentada cientificamente, de que a eletricidade produzida nas hidrelétricas não pode de forma alguma ser classificada como "limpa" porque, além de todos os desmatamentos direta e indiretamente a ela ligados, fonte de emissão de CO2, os lagos resultantes são uma fábrica contínua de metano, o que faz os grandes projetos de hidrelétricas serem tão poluentes quanto termelétricas de potência equivalente.

Ele também afirma que a perda da biodiversidade na região não teria sido avaliada até o momento. Trata-se de um grave equívoco. Todas as partes, até mesmo os proponentes do projeto e o seu Estudo de Impacto Ambiental, admitem que haveria grande perda. Na verdade, a biodiversidade de nada menos que metade da Amazônia, o maior reservatório de biodiversidade do planeta, está seriamente ameaçada pelos projetos das hidrelétricas do Xingu.

Tudo isso para quê? Para alimentar, como bem observou o professor, os imensos e crescentes lucros das concessionárias elétricas estrangeiras? Para que o brasileiro seja mais sangrado ainda ao ter que subsidiar a construção de Belo Monte, que destruiria nossa floresta e envergonharia o país? Por que o caso de Belo Monte seria diferente e não subsidiaria "as exportações de alumínio, aço, celulose de fibra curta, ferro-silício, ferro-manganês", ainda mais considerando-se a sanha energética de grandes mineradoras na Amazônia, que são na verdade um dos objetivos finais da energia que querem produzir ali?

Finalmente, em outra passagem, o professor Lessa escreveu que "para o ambientalista radical, a intervenção antrópica é sempre condenável; é contrário ao desenvolvimento social. Gosta do padrão neolítico e admira a paz de cemitério". Mas não é "paz de cemitério" o que se vê hoje no Xingu e sim vida, em suas formas mais variadas e espetaculares. E culturas humanas das mais variadas, que têm o direito de existir. A paz de morte existiria, sim, nas margens dos lagos das barragens, decorados com paliçadas das árvores mortas.

Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é professor da UFPA (Universidade Federal do Pará), e faz parte do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte.

Reviver no Afeganistão a contra-insurgência do Iraque

por Virgilio Arraes

Ao assumir o governo em janeiro de 2009, Barack Obama possuía boas condições políticas para preparar de modo gradativo a retirada das tropas norte-americanas de dois pantanosos teatros de operações: Iraque e Afeganistão.

Ano e meio depois, trouxe de maneira consciente para sua administração o desgaste outrora pertencente a seu desditoso predecessor. Note-se que a confrontação com o Afeganistão tornou-se o mais longo conflito da história militar norte-americana.

Durante o transcorrer da campanha presidencial de 2008, os republicanos conseguiram temporariamente amainar o confronto no Iraque por causa da cooptação lá de muitos líderes políticos, em sua maioria sunitas, através de um processo desencadeado por medidas clientelistas desde o ano anterior. No curto prazo, a iniciativa seria até bem sucedida.

Aos meios de comunicação divulgou-se que o êxito decorria de uma bem elaborada contra-insurgência, delineada e aplicada pelo General David Petraeus, avaliado como um dos oficiais mais bem preparados intelectualmente do país, com passagem por uma das universidades mais prestigiadas do globo, Princeton, onde efetivou seu doutorado em relações internacionais. Leia mais

Futebol é arte e religião

por Frei Betto

Sou um analfabola. Ou seja, nada entendo de futebol. Todas as vezes que me perguntam para qual time torço, fico tão constrangido como mineiro que não gosta de queijo.

Torci, na infância, pelo Fluminense do Rio e o América de Belo Horizonte. Influência materna. Mais tarde, fui atleticano por um detalhe geográfico: minha avó morava defronte do estádio, na avenida Olegário Maciel, na capital mineira. E só. Sem contar a emoção de ter estado no Maracanã na noite de 14 de novembro de 1963 para assistir, misturado a 132 mil torcedores, aquele que é, por muitos, considerado o jogo dos jogos, a disputa entre Santos e Milan pelo Mundial Interclubes!

Hoje, me dou ao luxo de assistir, pela TV, às decisões de campeonato. Escolho para quem torcer. E não perco Copa do Mundo. Jogo do Brasil é missa obrigatória.

Eu disse missa? Sim, sem exagero. Porque, no Brasil, futebol é religião. E jogo, liturgia. O torcedor tem fé no seu time. Ainda que o time seja o lanterninha, o torcedor acredita piamente que dias melhores virão. Por isso, honra a camisa, vai ao estádio, mistura-se à multidão, grita, xinga, aplaude, chora de tristeza ou alegria, qual devoto que deposita todas as suas esperanças no santo de sua invocação.

O futebol nasceu na Inglaterra e virou arte no Brasil. Na verdade, virou balé. Aqui, tão importante quanto o gol são os dribles. Eles comprovam que nossos craques têm samba no pé e senso matemático na intuição. Observe a precisão de um passe! No gramado, imenso palco ao ar livre, se desenha uma bela e estranha coreografia. Faça a experiência: desligue o som da TV e contemple os movimentos dos jogadores quando trombam. É uma sinfonia de corpos alados. Fosse eu cineasta, editaria as cenas mais expressivas em câmara lenta e as adequaria a uma trilha sonora, de preferência valsa, ritmando o flutuar dos corpos sobre o verde do gramado.

O Brasil conta com 190 milhões de técnicos de futebol. Todos dão palpite. E ninguém se envergonha de fazê-lo, como se cada um de nós tivesse, nessa matéria, autoridade intrínseca. Pode-se discordar da opinião alheia. Ninguém, no entanto, ousa ridicularizá-la.

Pena que a violência esteja contaminando as torcidas. Outrora, elas anabolizavam, com sua vibração, o desempenho dos jogadores. Agora, disputam no grito a prevalência sobre as torcidas adversárias. E se perdem no jogo, insistem em ganhar no braço. A continuar assim, em breve o campo será ocupado não pelo time, e sim, como uma grande arena, pelas torcidas. Voltaremos ao tempo dos gladiadores, agora em versão coletiva.

Quando ouço a estridência de vuvuzelas, como um enxame de abelhas a nos picar os tímpanos, penso que os torcedores já não prestam atenção ao jogo. Querem transferir o espetáculo do gramado para as arquibancadas. O ruído da torcida passa a ser mais importante que o desempenho dos jogadores.

Nossa auto-estima como nação se apóia, sobretudo, na bola. Não ganhamos nenhum prêmio Nobel; nosso único santo, frei Galvão, ainda é pouco conhecido; e nossa maior invenção – o avião – é questionada pelos usamericanos. Porém, somos o único país do mundo pentacampeão de futebol. Se a história dos países europeus do século XX se delimita por duas guerras mundiais, a nossa é demarcada pelas Copas. E nossos heróis mais populares eram ou são exímios jogadores de futebol. A ponto de o mais completo, Pelé, merecer o título de rei.

A Copa é um acontecimento tão importante para o Brasil que, no dia do jogo da nossa seleção, se faz feriado. Se vencemos, a nação entra em euforia. Se perdemos, somos tomados por uma triste estupefação. Como se todos se perguntassem: como é possível o melhor não ter vencido?

Gilberto Freyre bem percebeu que na arte futebolística brasileira mesclam-se Dionísio e Apolo: a emoção e a dança dos dribles são dionisíacos; a força da disputa e a razão das técnicas, apolíneos.

Criança, eu escutava futebol no rádio. Quanta emoção! Completava-se a imaginação com a descrição do narrador. Hoje, não há locutores na transmissão televisiva, apenas comentaristas. São lerdos, narram o óbvio e, palpiteiros, com freqüência esquecem o que se passa no campo e ficam a tecer considerações sobre o jogo com seus assistentes.

"Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma", poetou Carlos Drummond de Andrade. Com toda razão.

Frei Betto é escritor, autor de "Maricota e o mundo das letras" (Mercuryo Jovem), entre outros livros. www.freibetto.org twitter:@freibetto.

Projeto de Alvaro Dias que cria o Fundo de Recuperação de Foz é aprovado na Câmara

Da assessoria de imprensa do senador Alvaro Dias:

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (07/07), o projeto do senador Alvaro Dias (PSDB/PR) que cria o Fundo de Recuperação Econômica de Foz do Iguaçu (Funref). O relator na Comissão, deputado João Maia (PR/RN), deu parecer favorável justificando que “o projeto está em consonância com a complexidade dos desequilíbrios regionais e que, ao identificar corretamente os problemas enfrentados pela cidade de Foz do Iguaçu, a proposta do senador contribui para avivar um debate que não pode mais ser adiado”.
Fundo é recompensa

Segundo Alvaro Dias, a criação do Fundo é uma forma de recompensar Foz do Iguaçu que cedeu parte significativa de suas terras para tombamento do Parque Nacional do Iguaçu e para a construção da Usina Binacional Itaipu. Pela proposta o Funref vai valer até 2015 e, além de dinheiro dos governos federal, estadual e municipal, de doações e contribuições, vai contar, principalmente, com recursos das empresas paranaenses que podem optar por uma transferência de 5% do imposto de renda devido para o fundo. “Foz é um Patrimônio da Humanidade e, certamente, também saberá despertar o interesse de organizações internacionais que bancam sobretudo programas de preservação ambiental”, disse o senador, que fez vários apelos em plenário pela aprovação do Fundo. O Projeto, já aprovado pelos senadores, ainda vai passar por mais uma Comissão (CCJ) antes de ir a plenário.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Cuba tenta furar bloqueio econômico ao se aproximar da UE com ajuda da Espanha

da Agência Brasil

Sob embargo econômico, imposto pelos Estados Unidos desde 1962, Cuba busca fugir das restrições ao restabelecer relações com o restante da comunidade internacional. O foco agora é a União Europeia. Ontem (6) os ministros dos Negócios Estrangeiros da Espanha, Miguel Angel Moratinos, e o de Cuba, Bruno Rodriguez Parrilla, iniciaram uma série de negociações. As informações são do jornal oficial cubano, Granma.

O cubano resumiu os esforços diários feitos no país nos últimos 38 anos sob o regime de restrições. “É um trabalho árduo realizado pelo povo cubano para ter sucesso no meio da vida econômica, comercial e financeira sob os efeitos das alterações climáticas e os efeitos da crise econômica Cuba é mundial, bem como em outros países”, disse Parrilla.

Parilla criticou a adesão de alguns governos ao bloqueio econômico norte-americano a Cuba. “A posição comum representa um obstáculo intransponível para o avanço das relações com a União Europeia, porque fornece uma política injusta, unilateral e intervencionista”, disse o cubano. Em seguida, ele elogiou a Espanha: “Há esforços da Presidência espanhola, da União Europeia para conseguir um melhor relacionamento entre a União e o nosso país”.

Moratinos, por sua vez, manifestou a satisfação por estar de volta a Cuba. Ele ressaltou a importância das relações bilaterais. “[As relações] estão no caminho certo e são reforçadas de forma mais intensa, de esperança e cooperação por meio do respeito e diálogo”, afirmou.

Para o espanhol, é necessário fugir das posições comuns e assumir a defesa de uma relação estruturada. “Chegou a hora, como sempre defendeu o governo espanhol, de superar a posição comum: trabalhar para uma relação mais estruturada bilateral, muito mais forte, no interesse de ambas as partes por intermédio do respeito e do progresso. É necessário dirigir o futuro entre a Europa e Cuba de uma forma positiva”, disse ele.

Vice de Marina tem 72 vezes mais que os outros

Patrimônio de todos os demais candidatos a presidente e vice na disputa pela sucessão de Lula não chega nem a 1% dos quase R$ 1,2 bilhão declarados pelo empresário Guilherme Leal

do Congresso em Foco

O empresário Guilherme Leal, que concorre a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), tem sozinho um patrimônio 72 vezes superior à soma declarada pelos demais 17 candidatos à presidência e vice-presidência da República. Dono do grupo Natura, de cosméticos, Guilherme declarou à Justiça eleitoral R$ 1.197.000.000 em bens, que vão desde participação societária a aplicação em fundos de investimentos, passando por imóveis em áreas nobres de São Paulo. Os nove candidatos a presidente e seus respectivos vices somam um patrimônio de R$ 16.490.188,29. Ou seja, todos os demais não chegam a ter nem 1% do que Leal declarou à Justiça Eleitoral. Em números exatos, seus bens correspondem a 0,83% do que possui Leal. Com relação apenas ao que declarou a senadora Marina Silva, cabeça na chapa do PV, os bens do empresário do ramo de cosméticos são 8 mil vezes superiores aos R$ 149.264,38 declarados por ela.

Na verdade, será uma eleição disputada por vices mais ricos que os candidatos a presidente. Assim como Marina, os dois candidatos que disputam a liderança nas pesquisas eleitorais também informaram patrimônio inferior ao de seus vices.

Com R$ 1.420.000,00, Serra tem praticamente o mesmo patrimônio declarado pelo deputado Índio da Costa (DEM-RJ), que
acumula R$ 1.448.230,18. A diferença patrimonial é maior entre Dilma e seu vice, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP): R$ 1.060.000,00 da petista ante R$ 6.052.779,19 do peemedebista.

Adversários nas urnas, os dois deputados também têm em comum o fato de terem conseguido uma expressiva evolução patrimonial nos últimos quatro anos. O paulista quase triplicou seu patrimônio desde as eleições de 2006. Mesmo com valores um pouco mais modestos, o fluminense viu o valor de seus bens quadruplicar no período.

Há quatro anos, quando chegou à Câmara para exercer o primeiro mandato, Índio tinha um patrimônio declarado de R$ 315.730,49. No documento entregue ontem (5) à Justiça eleitoral, ele informou ter bens e aplicações estimados em R$ 1.448.230,18. Uma evolução nominal de 358%.

Considerando-se a inflação de 20,83% acumulada no período pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a evolução patrimonial do deputado foi de 279%. Entre outros bens adquiridos por Índio no período, estão imóveis, um barco e um ultraleve. Uma aplicação de R$ 401.724 é o maior montante entre os 12 itens assinalados por ele na nova declaração.

Apartamentos e ações

“Vendi um apartamento e ações com ganhos de capital. Também houve aumento de capital da minha empresa com o uso de lucros acumulados e não distribuídos”, justificou o deputado, em entrevista ao jornal O Globo. “Tenho a pagar um empréstimo de R$ 370 mil para fazer um investimento”, acrescentou.

Quando se candidatou ao atual mandato na Câmara, em 2006, Temer informou ao TSE ter bens avaliados em R$ 2.293.645,53. Pelo documento entregue nessa segunda-feira, seu patrimônio subiu para R$ 6.052.779,19. Um crescimento patrimonial de 164%, sem levar em conta a inflação. Considerando-se a inflação acumulada no período, conforme o IPCA, o ganho patrimonial do deputado foi de 118%.

A entrega da declaração de bens é uma das exigências da Justiça eleitoral para a concessão do registro de candidatura. A relação dos bens descritos por Temer saltou de 12 itens, há quatro anos, para 33, em 2010. Entre as novas aquisições do deputado, está uma participação societária avaliada em R$ 2,2 milhões na compra de imóveis localizados no Itaim-Bibi, bairro nobre da capital paulista. O valor dessa participação societária é praticamente o mesmo de todo o patrimônio declarado por ele há quatro anos. O deputado também informou ao TSE uma diversificada aplicação financeira, que inclui, por exemplo, R$ 0,01 em um fundo de ações e R$ 1 em fundo de capitalização em outro banco.

Audi de R$ 282 mil

A relação dos bens do candidato a vice-presidente traz outra curiosidade. Temer informou possuir um veículo Audi A6, 3.0, 2003, que ele avaliou em R$ 282 mil. Esse valor, na verdade, corresponde ao preço de mercado desse mesmo carro ano 2010, zero quilômetro, numa concessionária da Audi em Brasília, conforme levantou o Congresso em Foco. Na declaração anterior, entregue há quatro anos, Temer informou à Justiça eleitoral que possuía esse mesmo veículo, cotado a R$ 219 mil na época. Ou seja, de lá pra cá, a julgar pela declaração, houve uma valorização de 28% no preço do carro.

A situação chama a atenção porque automóvel é um tipo de bem cujo valor só deprecia com o tempo. Na verdade, a realidade no mercado para um automóvel do mesmo tipo é bem diferente. Segundo a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), adotada como referência pelas principais revistas especializadas do país. Um Audi A 6, 3.0, 2003 custa, em média, R$ 54 mil. Foi por essa quantia que a concessionária da Audi no Distrito Federal procurada pelo site vendeu um veículo com as mesmas características na última semana. Em outras palavras, o valor declarado é cinco vezes superior ao preço de mercado.

Por meio de sua assessoria, Temer explicou que, na verdade, repetiu este ano o mesmo valor declarado para o carro em 2006. O acréscimo deve-se, segundo Temer, ao fato de ter feito a blindagem do carro no meio desse período. O preço da blindagem seria o valor a maior declarado no automóvel.

Também foram incluídas na nova relação de bens, 9.800 cotas da empresa Temer Advogados Associados. Uma participação avaliada em R$ 9.800. Com relação aos dados gerais da variação patrimonial, a assessoria de Temer disse que os contadores do deputado ainda estavam avaliando os dados e fazendo os cálculos antes de dar novas declarações.

Entre os candidatos a presidente, não é possível verificar a evolução patrimonial de todos, pois alguns deles, como a própria Marina e a ex-ministra Dilma Rousseff, não disputaram as eleições passadas.

Candidato a governador em São Paulo, Serra declarou à Justiça eleitoral um patrimônio de R$ 872.893,62 em 2006. Agora, informou ter R$ 1.420.000 em seu nome. Aplicando-se a inflação acumulada no período, o tucano teve uma evolução de 33,5%.

Deputado ‘custa’ pelo menos R$ 99 mil e senador, R$ 120 mil

Representar a sociedade, votar o orçamento, fiscalizar o Executivo, buscar dinheiro para bancar obras para seus municípios de origem, fazer oposição ao governo, apoiar o governo, votar e debater projetos de lei. Para um parlamentar fazer tudo o que se espera, é preciso mais que um voto. É preciso pelo menos R$ 99 mil por mês para os deputados e R$ 120 mil mensais para os senadores. O cálculo é do Congresso em Foco, com base em informações da Câmara, do Senado e da ONG Transparência Brasil.

Veja como se compõe o custo de cada parlamentar

Mesmo os valores máximos podem ser maiores. Para se chegar a essa conta, seria necessário converter em reais alguns benefícios difíceis de mensurar: por exemplo, a cota de 4 mil a 159 mil correspondências mensais a que os senadores têm direito. O plano de saúde vitalício e ilimitado pago a eles e as diversas cotas de impressões e materiais de expediente para os deputados.

Quando custa um parlamentar?

Câmara (513 deputados): de R$ 99 mil a R$ 115 mil mensais

Senado (81 senadores): de R$ 120 mil a R$ 148 mil mensais

Em 2007, deputados e senadores ganharam o último reajuste. O salário bruto passou de R$ 12 mil para R$ 16.512,09 por mês. Mas os parlamentares têm à disposição inúmeras verbas e benefícios para exercerem o mandato.

Duas ajudas de custo

O subsídio dos senadores e deputados é pago todos os meses e eles têm direito a 13º, como qualquer trabalhador. Os senadores ainda ganham duas “ajudas de custo” no mesmo valor da remuneração deles nos meses de fevereiro e dezembro. Na prática, significa que eles ganham um 14º e um 15º salários todo ano. A reportagem não obteve respostas para saber se os deputados possuem a mesma ajuda, embora informalmente funcionários da Casa assegurem que sim.

Os principais benefícios parlamentares são as verbas que garantem o ressarcimento ou o pagamento de despesas como passagens aéreas, fretamento de aeronaves, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel de escritórios políticos, materiais de expediente, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, além da contratação de segurança privada.

Na Câmara, o chamado “cotão”, apelido da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), banca todas essas despesas e varia de R$ 23 mil a R$ 35 mil. Isso depende do estado do deputado e se ele exerce uma função de líder ou vice-líder partidário ou de presidente ou vice-presidente de comissão. O Distrito Federal tem as menores verbas (por conta das despesas menores com passagens) e Roraima, as maiores.

No Senado, a conta é mais cara. As verbas equivalentes às da Câmara – verba indenizatória, verba de transporte aéreo e cota de telefone fixo – variam de R$ 21.500 a quase R$ 44 mil. As verbas também variam de acordo com o estado de origem do senador.

Mas isso não inclui o limite de 4 mil a 79 mil correspondências mensais e a conta de telefone celular, que é ilimitada. A assessoria do Senado informa que os membros da Mesa e os líderes partidários têm direito ao dobro da correspondência a que fazem jus os senadores, por isso o valor máximo pode chegar a 159 mil correspondências.

Os 513 deputados e 81 senadores têm direito a morar em apartamentos funcionais. Caso optem por residir em hotéis, podem ser ressarcidos. Na Câmara, são R$ 3 mil mensais garantidos. No Senado, um pouco mais: R$ 3.800.

PP suspende

do blog da Ruth Bolognese

Desde a última sexta-feira, depois de receber a visita do senador Osmar Dias, o empresário Paulo Pimentel suspendeu a publicação da coluna do jornalista Fábio Campana.

Mas o blog continua. Intacto.

TRE divulga lista oficial de candidatos


do blog do Fábio Campana

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulgou a lista oficial de candidatos majoritários (governador, vice-governador e Senado) e proporcionais que solicitaram registro para disputar as eleições deste ano. Ao todo, são 922 candidatos. Sete são candidatos ao governo, com seus candidatos a vice-governador, doze são candidatos ao Senado e outros vinte e quatro são candidatos a suplente de senador. Outros 872 são candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

A relação completa dos candidatos, incluindo as candidaturas a deputado estadual e deputado federal, ainda não foi divulgada. Os pedidos de impugnação podem ser feitos até cinco dias após a publicação oficial, no Diário da Justiça Eleitoral. Os documentos apresentados pelos candidatos serão analisados pelos juízes eleitorais que irão deferir os negar os registros, até o dia 5 de agosto.

Os candidatos irão disputar os votos de 7 milhões, 601 mil e 553 eleitores paranaenses. Os cinco maiores colégios eleitorais são Curitiba (1.309.961), Londrina (352.796), Maringá (234.417), Ponta Grossa (210.535) e Cascavel (183.607). De acordo com um relatório do TRE, nos últimos vinte anos, entre os cinco municípios, Cascavel foi o que apresentou o maior crescimento no número de eleitores: 82,43%.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Código Florestal: Aldo cede a apelo de ambientalistas

do Congresso em Foco

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto que modifica o Código Florestal brasileiro, recuou e retirou dos estados a prerrogativa de legislar sobre as áreas de preservação permanente (APP). De acordo com a proposta inicial de Aldo, caberia aos estados e ao Distrito Federal aumentar ou reduzir em 50% as áreas a serem preservadas nas margens dos rios.

O recuo de Aldo foi feito após forte pressão de ambientalistas e do Ministério do Meio Ambiente. Os atuais limites mínimos de preservação nas margens dos rios são determinados por lei nacional. Ambientalistas temiam que, ao permitir que estados legislem sobre APPs, isso poderia ser influenciado por interesses políticos locais e levar a uma redução drástica de áreas preservadas no país.

“Discordo da solução apresentada, que só pode ser imposta, porque reside uma grande ignorância com a realidade. Refuto esse preceito, pois apenas tento proteger os pequenos agricultores. De qualquer forma, pensamos em retirar dos estados a possibilidade de retificar a APPs, contrariando inclusive parecer de estudiosos da Embrapa”, disse Aldo, contrariado.

Na manhã de hoje (5), o deputado apresentou sugestões de mudanças para serem incluídas em seu parecer inicial. As modificações, segundo o relator, só serão acrescentadas ao relatório final após o debate com os membros da comissão especial. O relator explicou que essa é uma determinação regimental.

“Ouvidos os deputados, as sugestões, o posicionamento de cada um sobre o parecer, é que então o relator faz a complementação do voto, acolhendo, modificando e apresentando a versão definitiva”, explicou Aldo.

Neste momento, o presidente da comissão especial que debate mudanças no Código Florestal, deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), suspendeu a reunião por dez minutos, para que os membros da comissão entrem em acordo sobre os prazos de votação da matéria. Parlamentares da bancada ambientalista afirmam que as novas sugestões de Aldo modificam substancialmente o teor do relatório inicial e, por isso, será necessário um novo prazo para debater a matéria.

Pessuti, o exemplo...

por Tércio Albuquerque

Esta semana que passou, mudará certamente a história do Paraná.

Digo mais, para melhor com certeza!

Quando os interesses maiores, coletivos, republicanos, superam a mesquinharia, a sordidez, o interesse individual, ganha com isso a população, o povo paranaense.

UM EXEMPLO
A atividade política, muitas vezes incompreendida, nos surpreende. Desta vez de maneira positiva e exemplar.

Refiro-me primeiramente ao Sr. Governador Orlando Pessuti. Sua atitude, seu exemplo, entrará certamente para história política, como modelo, inclusive nos alfarrábios das academias das Ciências Sociais.

Governador, com a chamada "máquina"as mãos, pré-candidato as eleições majoritárias, com vasto currículo pessoal, partidário e político, num gesto de grandeza, de desprendimento, abre mão de seu legítimo pleito e constrói uma ampla frente em defesa da causa Paranista.

Me fez lembrar B.Brecht:
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

Após um período desmonte do Estado, causado pelo neo-liberalismo, que provocou um desmanche em nossa estrutura, penalizando claro os mais fracos, de fato, as gestões Requião/Pessuti, recuperaram o que restou do desmonte, reergueram o Paraná, trazendo de volta a esperança, a alto-estima e o orgulho de ser Paranaense.

Claro que existem outros artífices nesta que podemos chamar de FRENTE DE RESISTÊNCIA.

Mas, como disse, destaco a figura proeminente de Pessuti.

Possibilitou nosso governador a rearticulação das esquerdas e seus aliados do campo democrático, abrindo caminho para a vitória e manutenção do Paraná no caminho certo, progressista e socialmente justo.

Pessuti passa para o panteão, em vida, graças a Deus, dos Paranaenses ilustres, abnegado e vencedor!

Que seu exemplo ilumine nossa classe política.

Parabéns Governador Orlando Pessuti.

Tércio Albuquerque é Secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social
http://twitter.com/tercioalbuquerq

Presidente do TSE não vê ameaça ao Ficha Limpa

do paranaonline

O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acredita que as liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal suspendendo a aplicação da lei Ficha Limpa em dois casos não apresentam risco à punibilidade da lei.

A afirmação foi feita ontem durante um pronunciamento do ministro sobre o primeiro teste com as urnas eletrônicas para as eleições deste ano, no Fórum Eleitoral de Curitiba.

As liminares foram concedidas em favor da deputada estadual Isaura Lemos (PDT-GO) e do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). De acordo com o ministro, “a lei permanece intocada, rígida, saudável e ainda é válida”.

Mesmo assim, ele reconhece que novos pedidos de liminar serão feitos por outros candidatos. “A própria lei prevê que possa haver efeito suspensivo”, lembra. Com relação à verticalização da propaganda em televisão, Lewandowski reafirmou que deixará para agosto a decisão sobre a maneira que os partidos poderão utilizar a imagem e a voz de militantes.

“Não há mais verticalização no Brasil com relação à propaganda, mas existem várias consultas tramitando no TSE e responderemos o assunto em agosto, para não haver decisão contraditória”, explica.

Urnas
Ontem foi o último dia da primeira fase de testes nas urnas. Desde segunda-feira técnicos do TSE estão reunidos em Curitiba analisando a qualidade de tudo o que envolve o processo de voto.

“É a oportunidade que temos de colocar em prática todos os programas e procedimentos que serão utilizados no dia da eleição”, conta Giuseppe Dutra Janino, secretário de tecnologia da informação do TSE.

Outras quatro baterias de testes ainda serão realizadas. São testadas também as possibilidades de erro em cada um dos procedimentos. “Os testes já serviram para saber melhorias a serem implementadas, mas o balanço é positivo. Estamos confiantes com a integração de todos os sistemas”, revela.

A possibilidade de haver uma troca na ordem de votação entre o deputado federal e o estadual na urna eletrônica foi descartada pelo ministro Lewandowski. “Conversei com o senador Demóstenes Torres(DEM/GO) e enviei ofício ao senado afirmando que seria difícil inverter a ordem de votação agora que estamos há três meses das eleições”, ressalta.

Em 2010, a novidade nas eleições será a identificação biométrica, a ser realizada em 62 cidades de 22 estados. No Paraná, haverá a identificação através de digitais apenas na cidade de Balsa Nova.

Nesses locais não será o mesário o responsável por liberar a urna para votação, mas sim o software através da identificação biométrica. O trabalho foi possível devido a um acordo de cooperação entre o TSE e o Instituto Nacional de Identificação.

Para essa modalidade de identificação, o recadastramento dos eleitores foi realizado desde novembro do ano passado, mas antes disso as pessoas de outras cidades que procuraram o TRE para transferência ou emissão de segunda via já incluíram no cadastro o registro das digitais.

“Nossa meta é ter 100% do eleitorado em votação biométrica em até sete anos”, garante o secretário, lembrando que essa modalidade de votação elimina qualquer possibilidade de que uma pessoa vote no lugar de outra.

Nanico e Sozinho

Pois vejam só, o PTC destituiu seu presidente no Paraná com a justificativa de que a não aprovava a participação do partido no governo do PMDB, partido da base aliada do governo Lula. Entenda-se com isso que a legenda no estado já estava negociada com a turma do Beto Richa no estado.

Alguns filiados incautos se alvoroçaram com a possibilidade de estar num chapão encabeçado pelo PSDB nas eleições majoritárias e proporcionais, mas a maioria, indignada com o rumo que a legenda estava tomando, simplesmente desistiram de suas pré-candidaturas.

Enquanto estes incautos pensavam que tudo estava se encaminhando para um final feliz, o presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho, com a maior cara de pau, decide anunciar o apoio em nível nacional à candidatura da petista Dilma Rousseff!!! E agora José? Não dá pra acender uma vela para Deus e outra para o diabo. O PTC, que primeiro ficou sem direção, agora fica sem coligação. Nanico e sozinho...

Scalco, suplente de Gustavo Fruet

da gazetaonline

Candidatos a senador costumam escolher seus próprios suplentes. Sequer consultam o partido ou o companheiro candidato a governador. Normalmente, preferem amigos cuja biografia política é inversamente proporcional ao tamanho da conta bancária. O prestígio que não têm para atrair votos é largamente compensado pela disposição de financiar a campanha em troca da possibilidade de um dia, muito eventualmente e por acaso, virem a assumir a cadeira do titular. Aliás, há muitos destes suplentes na atual legislatura do Senado.

Pois bem: não é este, decididamente, o caso do deputado Gustavo Fruet, candidato a senador na coligação encabeçada pelo tucano Beto Richa. Ele escolheu para seu suplente nada menos que o ex-ministro Euclides Scalco – cuja história de vida e trajetória política, além da postura ética que sempre marcou sua biografia, foram enriquecidas pela experiência no exercício de cargos relevantes no estado e no país. Não é o suplente com dinheiro – mas vale mais do que isso para transformar a candidatura de Gustavo Fruet num contraponto positivo da campanha para o Senado.

Oriundo do trabalhismo, o farmacêutico gaúcho Euclides Scalco foi prefeito de Francisco Beltrão – nos tempos da Revo­­­lução dos Posseiros que conflagrou a Região Sudoeste do Paraná nas décadas de 1950/60 –, deputado estadual, chefe da Casa Civil no governo José Richa, deputado federal Constituinte, chefe da Casa Civil da Presidência e coordenador da campanha que reelegeu o presidente Fernando Henrique Cardoso. Fundador do PSDB, considerava encerrada sua carreira política desde que deixou a direção-geral da Itaipu Binacional, no fim de 2002. Católico fervoroso, é um dos diretores do Instituto Ciên­­cia e Fé.

Scalco está nos Estados Unidos em visita a uma filha e só volta na quarta-feira. Foi lá que, na noite de quinta-feira passada, recebeu o telefonema de Gustavo convidando-o para a suplência. Pego de surpresa, a resposta não foi imediata. Preferiu antes consultar a família e alguns amigos antes de dar o seu sim, incentivado por todos. Sim que só aconteceu sexta-feira, quando ainda estavam em campo as seleções de Brasil e Holanda.

Gustavo Fruet encontrava-se em Londrina, onde, junto com o presidenciável tucano José Serra, assistia ao jogo no saguão de um hotel. O presidenciável tucano compensou a tristeza da derrota do Brasil com a notícia da resposta de Scalco soprando a vuvuzela para o deputado, cuja escolha pode valer mais do que os dois aviões de que dispõe um dos adversários.

Curtas & Grossas

Pugilismo
Inaugurada a Campanha Eleitoral no Paraná!
Em Campo Mourão, noroeste do Paraná, o Presidente Estadual do PPS, Rubens Bueno desfechou um cruzado bem na cara do Ex-Governador R.Requião.
Essa campanha promete...

Infiltrados
Piam os sabiás que três diretores, sobreviventes do Lernismo, mantêm cargos no IPEM e de quebra fazem campanha na surdina para o jovem Beto Richa....
Ô loco meu!...

Infiltrados II
Pior, grasnam as gralhas, que não é só lá não!
Tem muito indicado Tucano recebendo em Cargo de Comissão em mais secretarias!
Acorda secretariado.

Tucanou e não levou...
Deputado Estadual Romanelli, está sendo chamado de Luiz Cláudio Tucanelli!

É terça
Revoada tucana na terça-feira em Curitiba. Será na Boca Maldita, local tradicional de manifestações políticas.
Beto testa sua popularidade ao lado do candidato ficha-suja ao Senado, Ricardo Barros, e o presidenciável José Serra, que mede o prejuízo da lambança da exclusão do Paranaense senador Álvaro Dias.

IBOPE
Deu no IBOPE, empate técnico entre os principais concorrentes a presidência.
Tá pau-a-pau.

COTADO
Professor Galdino, esquisito vereador de Curitiba, cresce na cotação para um eventual secretariado de Beto Richa.

SURPRESA
Cresce na bolsa de apostas pela segunda vaga ao Senado, a cotação de Gustavo Fruet. Com forte presença na Capital e Região Metropolitana, avalia-se que com apoio de Hauly em Londrina, Fruet pode emplacar...

O VERDE
O ex-secretário RASKA, candidato a Deputado Estadual, parece que "enroscou-se" numa investigação da PF, relacionada ao tráfico de animais!
Pode?

domingo, 4 de julho de 2010

PORRADA! PORRADA! PORRADA!

De Campo mourão, uma andorinha nos passa a seguinte informação...

Começou quente a campanha no Paraná!

Rubens Bueno, candidato a Deputado Federal pelo PPS, desfechou um Cruzado de Direita no rosto do Candidato ao Senado pelo PMDB, Roberto Requião.

Tudo começou quando Requião com sua tradicional irônia, passou a cumprimentar os políticos e soltar suas "farpas"...

Rubens recusou-se a cumprimentá-lo, chamando o ex-governador de "canalha", ato contínuo, Requião tentou "elogiar"a mãe de Bueno. Nem concluiu a frase... Levou um sopapo e estatelou-se nocauteado!

Foi o Barraco da Festa!

Essa campanha promete....

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Datafolha: Serra tem 39%, Dilma 38%

do blog do Cláudio Humberto

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, a primeira após as convenções partidárias, revela uma reação do candidato do PSDB, José Serra, que voltou a empatar em intenções de voto com sua rival do PT: José Serra tem 39% e Duilma Rousseff 38%. Marina Silva (PV) tem 10%. A reação de Serra pode ter sido decorrente da estratégia de concentrar nestas últimas semanas a veiculação de comerciais mostrando o candidato tucano e suas propostas. Até o final da Copa do Mundo, estão estimadas dez mil veiculações, no total. Na pesquisa anterior, realizada nos dias 20 e 21 de maio, Serra e Dilma tinham 37% cada um.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Indecisão de rumo no Afeganistão

Escrito por Virgilio Arraes para o Correio da Cidadania

Há no país uma disputa entre Executivo e Legislativo relativa às verbas destinadas à rubrica militar; pressionada pelo constante déficit orçamentário, a Casa Branca aspira a reduzi-las, porém choca-se com o posicionamento do Congresso, propenso, indistintamente dos dois tradicionais partidos, a aumentá-las, sob justificativa de caráter emergencial – nas últimas semanas, a quantia ultrapassaria trinta bilhões de dólares, sendo destinada boa parte do montante às operações em solo afegão.

Paradoxalmente, a Grã-Bretanha, o aliado mais próximo na guerra do Afeganistão, já declarou o encolhimento de suas atividades na região, nada obstante ser o novo governo conservador. De mais a mais, a restrição financeira britânica é um recurso bem-composto para preparar aos poucos os Estados Unidos para sua futura retirada, tendo em vista a visível infrutuosidade da guerra.

Na visão do Partido Conservador, não há quase mais validade em temporariamente recuperar bairros em cidades importantes, como Candaar, por exemplo, ou eventualmente avançar no interior do inospitaleiro país. A despeito da superioridade técnica, faltam efetivos para permanecer em tais locais por períodos duradouros, o que torna frustradas todas as investidas.

Em nove anos transcorridos, a Casa Branca já não dispõe de alternativas viáveis à mesa, haja vista o extenso arco de medidas cogitadas e porventura aplicadas: da contenção específica da resistência fundamentalista ou nacionalista à contemplação da reconstrução nacional. Excetuando-se a cooptação esporádica de líderes regionais, nenhuma delas sustentou-se durante muito tempo.

O único segmento detentor de êxito naquele país é o privado. Representado por corporações de vigilância, encarrega-se de proteger, por meio de contratos vultosos, instalações e autoridades norte-americanas – a chamada segurança diplomática. Em decorrência da ação bastante controvertida, pesam várias acusações contra elas, entre as quais a de assassínio de civis.

A despeito do desgaste político, não falta no Departamento de Estado entusiasmo para a composição de novas tarefas, entre as quais a de patrocinar por meio delas a contratação para o treinamento de parte da polícia afegã, não obstante severas críticas de parlamentares estadunidenses vinculados à área de defesa e política exterior.

Desta forma, o governo norte-americano assiste ao esgotamento de suas possibilidades do ponto de vista militar, mas não de empresas de sua bandeira. Indo além, ele recentemente apresentou à opinião pública outra forma de viabilizar sua presença em território afegão: a econômica, ao anunciar o vasto potencial mineral do país – lítio, cobre, cobalto, ouro, ferro, entre outros – com o valor estimado em centenas de bilhões de dólares.

Mesmo exposta de maneira positiva, a atual gestão democrata na Casa Branca involuntariamente, ao evocar a inexplorada riqueza, confirma o caráter neo-imperial de suas ações externas, apesar de combalidas manifestações de defesa de direitos humanos ou de proteção local a minorias étnicas ou religiosas.

A surpresa é a lembrança tardia do argumento, haja vista a diferença de postura no conflito iraquiano, em que o petróleo tem sido constantemente mencionado, ainda que de modo difuso – a presença estadunidense, a par da imperiosa implementação de um regime democrático, teria ocorrido para impedir que extremistas tivessem o controle do produto e fizessem dele uso político.

O que não se decidiu ainda é a maneira como se explorarão as riquezas do subsolo; assim, outro embate poderá vir a lume em breve, caso queiram participar também companhias de países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

O STF e a tortura

Escrito por João Baptista Herkenhoff

Dois fatos levam-me a escolher o tema da tortura para este nosso artigo. O primeiro é o filme Tropa de Elite, do diretor José Padilha, a que só agora pude assistir, não obstante lançado em 2007. A película gira em torno da luta diuturna da polícia contra os traficantes de droga.

No espectador desprevenido pode ficar a impressão de que Tropa de Elite legitima a tortura quando em algumas situações esse recurso parece ser o único meio possível para desvendar e reprimir o tráfico de drogas. Numa análise mais profunda, que tive o cuidado de fazer, não me pareceu que o filme defenda o uso da tortura, mesmo em hipóteses extremas.

O segundo fato, bastante recente, é a decisão do Supremo Tribunal Federal, que, por maioria, entendeu terem sido abrigadas pela Lei de Anistia todas aquelas pessoas que durante o regime de exceção instaurado em 1964 torturaram opositores do regime.

Cingiu-se o Supremo a uma interpretação textual da Lei de Anistia, fundamentando seu entendimento no princípio da segurança jurídica que estaria ameaçado se, por via da interpretação judicial, fosse dada dimensão restrita ao leque dos anistiados, deixando ao desamparo da anistia os torturadores.

Parece-me que, neste caso, a razão esteve com a minoria, ou seja, com os dois ministros derrotados no seu entendimento: Ayres Britto e Ricardo Lewandovski. Entenderam esses magistrados que a tortura é crime comum, não é crime político, daí que não foi abrangida pela anistia. Leia Mais

Ainda a Copa: distinguindo heróis de celebridades

por Maria Clara Lucchetti Bingemer para o Correio da Cidadania

Já com a classificação do Brasil garantida, sinto o desejo de descansar um pouco de Copa do Mundo como único assunto de todos os noticiários. Em vão. Parece que ninguém consegue falar, pensar ou produzir outra coisa.

Aliás, não começou apenas agora. Há tempos, seguramente há mais de um ano, as especulações sobre a Copa, quem seria selecionado, as notícias sobre a vida íntima e não tão íntima dos jogadores, suas famílias, namoradas, amigos etc. povoavam os meios de comunicação.

E nos anos anteriores também. Não diretamente direcionado à Copa da África do Sul, mas a propósito dos vários campeonatos regionais, nacionais, latino-americanos. E também, por que não?, a propósito das apostas na bolsa de valores das celebridades esportivas. Cada vez que um jogador era comprado a peso de ouro por outro time, tínhamos que ler todos os detalhes da transação, juntamente com as reações do círculo familiar, os palpites dos comentaristas etc.

Mas o que fazer? Assim acontece com as celebridades. Estamos cercados delas por todos os lados e são elas que povoam nosso cotidiano e – aí é que está o problema – nosso imaginário. Aos jovens de hoje são propostos os famosos, os que recebem salários milionários apenas para chutar uma bola, ou para ganhar o Big Brother, ou para estrelar uma novela. Os filhos do operário honrado que sua de sol a sol para receber no fim do mês um magro salário que mal dá para pagar suas contas os admiram e sonham um dia viver a mesma vida glamourosa, repleta de êxito e dinheiro.

Não importa a formação que tenham, cultura ou inteligência, capacidade de articular duas idéias. Basta o pódio para onde a mídia e a máquina do consumo os guindaram sem que tivessem feito muito esforço. Assim é que nenhum tem o menor pudor de admitir, diante das câmeras de televisão, que fugia da escola para jogar bola e por isso não terminou os estudos. Ou ser flagrado em farra monumental com parceiros de vários sexos e ter seu estado psicológico discutido nas páginas dos jornais.

São eles os paradigmas desta líquida pós-modernidade, que fazem até as torcidas se esquecerem do esporte em si mesmo, atividade sadia e bela, que eles deviam honrar. Tornaram-se ícones de um mundo irreal e injusto, que os expõe incessantemente, para incitar aqueles que por eles são fascinados a entrar na mesma espiral que os domina.

Toda generalização é injusta e mesmo odiosa. Mas é impossível não ficarmos indignados ao assistirmos a cobertura da Copa na África do Sul, país símbolo da luta pela liberdade, tomada por esses aspectos distorcidos e mesmo irrelevantes da vida dos jogadores. Não tem sentido, durante dois meses, noticiar quem namoram ou que ganharão o equivalente a 600 mil euros se o time for campeão, além de outras informações igualmente escandalosas e injustas.

Enquanto isso, uma figura como Nelson Mandela, personalidade inspiradora, digna de toda admiração e respeito, foi posto em evidência no primeiro dia e depois escassamente recordado. Este, sim, deveria estar constantemente na mídia, lembrando ao mundo até onde pode chegar o ser humano em dignidade e nobreza quando faz uso para tal de sua liberdade.

Só resta ter saudades dos tempos em que nosso imaginário era povoado de heróis, de santos, de testemunhas dos mais variados credos e filiações. Hoje, nosso céu só é constelado de outro tipo de estrelas: celebridades e famosos, heróis fictícios e muitas vezes falsos, fabricados pelo mercado e pela mídia, que não nos levarão a condutas nobres nem alimentarão em nós grandes ideais.

Sem querer jogar água fria na alegria pela vitória brasileira nem negar que o futebol é um belo esporte. Mas... por isso mesmo, é necessário deturpá-lo e magnificá-lo desta maneira e a este ponto?

Maria Clara Lucchetti Bingemer é autora de "Simone Weil - A força e a fraqueza do amor" (Ed. Rocco), entre outros livros. www.users.rdc.puc-rio.br/agape

Rocha Loures será o vice de Osmar Dias

do paranaonline

O deputado federal Rodrigo Rocha Loures foi indicado ontem para ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Osmar Dias (PDT). O nome foi apresentado por Pessuti na reunião da executiva estadual do PMDB, que homologou a candidatura do ex-governador Roberto Requião ao Senado.

O ex-governador irá dividir a chapa com a petista Gleisi Hoffmann. As negociações para definir a candidatura a vice-governador e a formação da aliança para a disputa das vagas à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados consumiram a tarde e boa parte da noite de ontem.

Confirmado como candidato ao governo na véspera, o senador Osmar Dias (PDT) ainda não fez o anúncio oficial da aliança com PT, PMDB e outros cinco partidos, à espera do registro das atas dos futuros aliados, cujo prazo para apresentação à Justiça Eleitoral foi encerrado ontem à meia-noite.

Rocha Loures tem base eleitoral em Curitiba e está no seu primeiro mandato parlamentar. É um dos herdeiros da empresa Nutrimental e filho do presidente da Federação das Indústrias do Paraná.

Foi escolhido por Pessuti que, estava em dúvida entre o deputado federal e o seu líder do governo na Assembleia Legislativa, Caito Quintana. Requião apoiava Quintana, que também tinha o aval da bancada estadual.

Na reunião da executiva estadual, não houve consenso sobre a escolha. O ponto forte de Rocha Loures é a ligação com o setor empresarial. Quintana tinha como ponto negativo o fato de ter base eleitoral no Sudoeste, onde Osmar já tem bom desempenho eleitoral, segundo as pesquisas de intenções de votos.

A escolha de Rocha Loures contrariou Requião e os deputados estaduais. O deputado federal peemedebista não acompanhou a posição do partido no Paraná que boicotou a eleição do deputado federal Michel Temer para a presidência nacional do diretório.

Rocha Loures aceitou integrar a chapa de Temer e ocupa uma vaga na executiva nacional do PMDB. Pessuti também postulava participação na indicação dos dois candidatos a suplente na chapa de Requião.

Desta vez, não conseguiu. Requião definiu que seus suplentes serão os empresários Francisco Simeão e Luiz Mussi. Mas o governador conseguiu emplacar um dos suplentes de Gleisi Hoffmann. O ex-deputado Renato Adur foi o escolhido.

A candidatura do senador Osmar Dias será sustentada por uma coligação de sete partidos. Além de PMDB, PT e PDT, estão na aliança o PC do B, PRB, PR e PSC. Em reunião da executiva estadual do PT, foi aprovado o chapão entre seis dos sete partidos para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Apenas o PSC decidiu lançar chapa isolada na eleição proporcional. Os demais partidos vão dividir as 108 vagas de candidato a deputado estadual e à Câmara dos Deputados.

A coligação na disputa proporcional foi uma exigência do PMDB para fechar a aliança com Osmar e o PT. Com uma bancada de dezessete deputados, com média de votações individuais em torno de 45 mil votos, o PMDB precisava de uma aliança para garantir a reeleição da bancada. O acordo não agradou aos deputados estaduais do PT, que temem perder espaço na Assembleia Legislativa.

Beto escolhe Arns como vice e Fruet para o Senado

do paranaonline

Sem o PDT que confirmou a candidatura do senador Osmar Dias ao governo, o PSDB buscou em casa os nomes para completar sua chapa majoritária para as eleições de outubro.

Mesmo em uma aliança que já conta com oito partidos, os tucanos preferiram escolher nomes dos próprios quadros para a vice de Beto Richa (PSDB) e para concorrer ao Senado.

O senado Flávio Arns foi oficializado como candidato a vice-governador e o deputado federal Gustavo Fruet será candidato ao Senado ao lado de Ricardo Barros (PP).

“Foi uma decisão meio rápida, mas bastante acertada. São nomes fortes de consenso em toda a coligação. São pessoas testadas e aprovadas eleitoralmente e na vida pública. Nós previmos que as coisas poderiam ser diferentes do que aprovamos em convenção, as pessoas que foram embora devem ter seus motivos. Mas tenho certeza que essa chapa será muito bem aceita pela sociedade”, disse o candidato ao governo Beto Richa. Uma das vagas para o Senado estava reservada para Osmar Dias e a vaga de vice para Augustinho Zucchi (PDT).

Beto comentou rapidamente a decisão de Osmar Dias, que anunciou na noite de terça-feira que disputará o governo. “Quando me desincompatibilizei da Prefeitura, era para disputar com ele. Depois, fomos procurados, foi ele que sinalizou que queria coligar conosco, nos entregou uma carta com sua intenção. Mas ele deve ter suas razões, que não me cabe analisar. Para mim não mudou nada, sou candidato de um projeto coletivo, com uma aliança homogênea”, disse.

Depois, ao analisar como será a disputa, deu suas alfinetadas. “Espero uma campanha limpa, propositiva, sem ataques pessoais. Vamos fazer a nossa parte. Eu estou aqui, onde sempre estive. Sou previsível, as pessoas não se assustam comigo. Não hesitei, não vacilei, estou determinado. Não sou daqueles que dorme aqui e acorda ali”, comentou.

Beto também comentou a mal-sucedida indicação de Alvaro Dias para a vice de José Serra. “Fui consultado, pelo Serra e pelo Aécio, e aprovei a indicação, pois as divergências que tivemos foram pontuais. Mas deixei claro para o Serra que o projeto dele era muito maior que o meu”.

Contemplado


Para que Gustavo Fruet aceitasse a candidatura ao Senado, depois de ser preterido por Ricardo Barros, foi necessária a intervenção do presidenciável tucano, José Serra e do presidente nacional do partido, Sérgio Guerra.

“Sempre questionei a opção equivocada que acho que o partido fez e mantenho minha posição. Mas fui convocado e aceitei, pois temos um projeto a ser construído e o Senado será fundamental na distribuição das forças políticas em 2011. Precisamos eleger um senador do PSDB”, disse.

Ricardo Barros voltou a dizer achar legítimo o descontentamento de Fruet com a sua candidatura ao Senado, “pois ocupamos um espaço que ele também reivindicava”, mas disse que, com a ausência do PDT na coligação, todos acabaram contemplados.

“Agora temos o nosso espaço e o espaço para o Fruet e para o Arns. A questão do vice foi bastante discutida, com outros partidos reivindicando o posto, mas todos aceitaram o nome do Flávio”.

Flávio Arns disse estar contente com o posto que ocupará na eleição e não encara como um rebaixamento, já que abriu mão de disputar a reeleição ao Senado. “São perspectivas diferentes, uma no Legislativo e outra no Executivo, mas uma não é mais importante que a outra. Têm vices que são figurativos, mas o vice também pode atuar tanto quanto o governador. E eu estou animado para ajudar o Beto a governar o Estado”.

Ex-petista, Arns acredita que pode tirar votos do PT para Beto. “Quando deixei o PT, foi por discordar da postura da cúpula no caso Sarney. Muitos militantes que votam na gente concordaram com minha decisão. Tenho certeza que terei o voto deles”, disse. Até o fechamento desta edição, além do PP, já estavam na coligação de Beto Richa DEM, PSB, PTB, PMN, PSDC e PHS.