quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Fui traído pelo meu partido", diz Alvaro Dias ao iG

Quase vice de Serra, senador diz ao iG que ataques do próprio PSDB o levaram a apoiar o irmão, do PDT, contra Beto Richa no Paraná

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou em visita ao iG nesta quarta-feira que foi traído pelo próprio partido em seu Estado, o Paraná. "Eu fui traído desde o primeiro momento no Paraná pelo meu partido. (...) Não só eu. O candidato à Presidência da República (José Serra) também", disse. Segundo ele, essa "traição" fez com que se sentisse "desobrigado" a apoiar o candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa."Houve uma traição ao compromisso assumido e isso desestruturou o que poderia ser o maior palanque pró-Serra, com forças que acabaram se confrontando", explicou.

Quase vice de Serra, o senador declarou seu apoio ao irmão Osmar Dias (PDT), principal rival de Beto Richa no Estado, e afirmou que além da questão familiar, seu posicionamento contrário ao tucano é uma questão de "princípios éticos". "Figuras desprovidas de certos valores como dignidade não podem receber meu apoio. (Beto Richa) tem uma gestão que eu não aprovo com relação a certos comportamentos e, sobretudo, essa facilidade com que se desrespeita compromissos", disse. Segundo Alvaro Dias, sua decisão de ajudar o irmão, indo contra o próprio PSDB, foi motivada pelas "agressões despropositadas" de Richa a Osmar Dias. "Declarei meu voto, o voto do ser humano, que tem família, e que vota no irmão", afirmou.

Com a decisão controversa, Álvaro Dias se colocou em uma situação delicada, especialmente no caso de derrota da candidatura do irmão, apoiado pelo PT. Isso porque com Beto Richa no poder no Estado, o senador estaria isolado dentro da legenda. "O que me conforta mais nessa decisão é que é o melhor para o Estado", disse.

O senador negou que tenha traído o PSDB. "Tenho sido leal, tenho me colocado à disposição de Serra em todos os momentos. (...) Eu desde o primeiro momento tenho estado ao lado de Serra, mesmo com essa situação desagradável de ter sido indicado a vice", disse. Álvaro Dias garante que, se Serra for para o segundo turno contra a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, estará ao lado do tucano para "reunir lideranças dispersas em torno de seu projeto".

Para ele, no segundo turno "não há tempo para articulação política" e, por isso, é importante investir na comunicação. O senador diz acreditar na vitória de Serra na eventual segunda etapa "já que os projetos pessoais estão eliminados, os interesses eleitorais locais estão realizados, solucionados para o bem ou para o mal".

Leia os principais trechos da entrevista de Alvaro Dias ao iG:

iG: O senhor chegou a ser confirmado vice de Serra e voltou atrás por causa do seu irmão. Agora, Osmar Dias tem uma disputa difícil no Paraná. Valeu a pena?

Alvaro Dias: Eu iniciei o processo eleitoral do Estado dizendo que ficaria distanciado da disputa pelo governo porque tinha um irmão concorrendo contra o meu partido. Seria difícil entender eu trabalhando para derrotar meu próprio irmão. E seria difícil entender eu trabalhando para derrotar meu próprio partido. Foi uma conjuntura inusitada e eu acabei anunciando que se não ocorresse nenhum fato inusitado preponderante eu ficaria distante do processo eleitoral no Estado. Depois, há poucos dias, o candidato do meu partido passou a agredir despropositadamente o meu irmão. Obviamente, não pude ficar, diante da injustiça que se praticava contra um irmão, eu não poderia ficar numa postura de neutralidade. Então, declarei o meu voto. O que me conforta mais nessa decisão é que é o melhor para o Estado.

iG: Então a questão familiar se sobrepôs a questão partidária?

Alvaro Dias: Foi a questão familiar aliada a princípios éticos. Eu sinceramente não tenho coragem de apoiar no Estado aquilo que eu condeno no plano nacional. As figuras que são desprovidas de certos valores que implicam em ter dignidade não podem receber meu apoio sob pena de eu estar agindo de forma incoerente e pouco transparente e, sobretudo, insincera.

iG: Quando o senhor fala em falta de ética, está se referindo ao Beto Richa, que é do PSDB, o seu partido.

Alvaro Dias: Exatamente. É um comportamento sem nenhuma razão de ser na campanha e uma gestão que eu não aprovo com relação a certos comportamentos e, sobretudo, essa facilidade com que se desrespeita compromissos.

iG: Mas o senhor teme sair dessa eleição como traidor?

Alvaro Dias: Ao contrário. Eu é que fui traído desde o primeiro momento no Paraná, pelo meu partido. Não pelo meu partido, mas por pessoas que comandam o partido. Aliás, não só eu. O candidato à Presidência da República... Ainda ontem tivemos o debate no Paraná e o único candidato que não citou o nome do candidato à presidente foi o do PSDB. Os demais todos citaram. O do PSDB ignora a existência do projeto maior, que é um projeto prioritário para o País, desde o primeiro momento. É evidente que isso me desobrigou de apoiá-lo. Se não há solidariedade ao candidato à Presidência por parte do candidato no Estado, por que haveria eu de apoiá-lo diante de todos os fatos já conhecidos?

iG: O PSDB já entrou na campanha desarticulado dessa forma?

Alvaro Dias: No Estado, sim. O candidato (Beto Richa) disse que foi "convocado" e que, por isso, deixou a prefeitura (de Curitiba) depois de um ano e três meses de mandato. Mas não foi bem assim porque houve uma prorrogação do diretório com o compromisso de que o candidato seria escolhido de acordo com pesquisas. As pesquisas me davam vantagem, mas não foram respeitadas. Quando essas pesquisas vieram ao conhecimento, simplesmente se reuniu a Executiva (do partido) e deliberou que elas não teriam nenhum valor para a escolha do candidato. Houve uma traição ao compromisso assumido e isso desestruturou uma aliança que poderia ser fortíssima no Paraná em favor da candidatura Serra. Certamente teríamos o maior palanque do Brasil pró-Serra, com a junção de forças que acabaram se confrontando agora na campanha Estadual.

iG: Em uma entrevista, Serra afirmou que nunca fez "passa-moleque", se referindo a tropeços na campanha, incluindo a escolha do vice. Eu pergunto: o senhor fez "passa-moleque" no Serra?

Alvaro Dias: Não, não foi a mim que ele se referiu. Eu estou desde o início, mesmo sendo preterido para vice - não fui eu que me retirei da posição, eu fui retirado na madrugada e aceitei. Eu tenho estado ao lado dele (Serra) mesmo com essa circunstância desagradável de ter sido indicado a vice e não ter permanecido. Tenho sido leal, tenho me colocado à disposição em todos os momentos. Acho o Serra disparado o mais bem preparado dos nossos candidatos.

iG: Num eventual segundo turno, como o PSDB poderá unir as lideranças locais?

Alvaro Dias: No segundo turno essa união ocorre de forma natural e espontânea. Não há muito tempo para articulação política. É uma campanha de comunicação. Além de catalizar a opinião pública, vai reunir lideranças dispersas em torno de seu projeto. Para a oposição é muito importante essa adesão no segundo turno já que os projetos pessoais estão eliminados. Os eventuais interesses eleitorais localizados estão realizados para o bem ou para o mal. É humano que a ambição pessoal acabe prevalecendo. Agora no segundo turno isso acaba. Então, podemos reaglutinar as forças oposicionistas.

Saia justa para Serra

do Política em Debate

Ao censurar a divulgação das pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado, Beto Richa conseguiu deixar o seu candidato à presidência, José Serra, sem um dos seus principais argumentos nesta reta final da campanha. Serra vinha utilizando as críticas severas que o presidente Lula fazia à imprensa como uma forma de demonstrar o autoritarismo por parte do petista. Mas, depois da veiculação da matéria em rede nacional pelo JN, na noite de ontem, fica difícil para o tucano acusar o presidente tendo em suas próprias hostes um exemplo mais explícito.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) além da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa de Opinião (Abep) condenaram a atitude de Beto. A ANJ considerou a impugnação das pesquisas como censura prévia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PSDB barra novas pesquisas no Paraná

Coligação de Beto Richa conseguiu suspender ontem um Datafolha e um levantamento no interior. Tucanos já impediram 5 pesquisas

Atendendo a pedidos da coligação de Beto Richa (PSDB) ao governo paranaense, a Justiça Eleitoral suspendeu ontem a divulgação de mais duas pesquisas de intenção de votos no Paraná. Já são cinco os levantamentos barrados a pedido da campanha de Richa em poucos dias. Na semana passada, os tucanos obtiveram a suspensão de mais uma pesquisa do Datafolha, outra do Ibope e uma terceira do Vox Populi.

O juiz auxiliar Nicolau Konkel Júnior concedeu liminar que suspendeu um novo levantamento do Datafolha. Ele alegou falta de critérios de ponderação quanto ao grau de instrução e nível econômico dos 1.490 entrevistados. Pela falta dos mesmos critérios, o juiz eleitoral Luciano Carrasco proibiu a divulgação da pesquisa do Instituto Brasil, que seria realizado apenas em Cianorte (Noroeste do estado).

Diante das proibições, a Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa lamentou ontem as sucessivas representações contra a divulgação dos últimos levantamentos. “Respeitamos a decisão da Justiça, tomada com base no devido processo legal. Entretanto, entendemos que o maior prejudicado com esse desfecho foi o próprio eleitor paranaense, privado do seu direito constitucional de livre acesso à informação”, diz a associação, em nota.

O último levantamento sobre a intenção de votos do paranaense para o governo foi divulgado em 16 de setembro. Na ocasião, os candidatos Richa e Osmar Dias (PDT) estavam tecnicamente empatados na disputa, dentro da margem de erro de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Mas o tucano aparecia à frente, com 45% das intenções de voto contra 40% do pedetista.

O juiz Konkel Júnior, responsável pela suspensão do último Datafolha, diz que a ausência de indicação de critérios de levantamento (o grau de instrução e nível econômico do entrevistado) comprometia os resultados. “A indicação desses critérios é de vital relevância para atribuir confiabilidade à pesquisa, impedindo-se que somente alguns segmentos do eleitorado sejam entrevistados”, diz o juiz. Ele fixou multa de R$ 100 mil se a decisão for descumprida.

De acordo com o magistrado, a pesquisa anterior do Datafolha foi registrada exatamente nos mesmos moldes. A reportagem tentou entrar em contato com o Datafolha para saber as razões de a metodologia ter sido mantida, mas não obteve resposta.

Em artigo publicado ontem no jornal Folha de S. Paulo, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, chamou o Paraná de “sombrio laboratório da classe política” ao criticar a atitude de Richa de censurar pesquisas.

Beto Richa alegou ontem, ao chegar ao debate da RPC TV, que pediu a proibição da divulgação das pesquisas eleitorais no estado porque elas estariam errando os resultados. Segundo ele, os números não estariam batendo com os dados das pesquisas internas do PSDB. “Fomos ver e achamos erros nas pesquisas.”

Rodrigo Rocha Loures (PMDB), candidato a vice-governador na chapa de Osmar Dias, condenou a suspensão das pesquisas. Disse que os paranaenses estão tendo seu direito de acesso à informação negado pelo adversário. Já a coligação de Richa alegou que as pesquisas não preenchiam requisitos legalmente exigidos e que a falta dessas informações implica em perda de transparência do levantamento.

fonte: gazetaonline

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Datafolha: Tasso Jereissati despenca e pode ficar fora do Senado

do Vermelho

A cinco dias das eleições, o instituto Datafolha divulgou, nesta terça-feira (28), pesquisa encomendada pelo grupo de comunicação O Povo que mostra a liderança, não mais com folga, do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para a disputa pelo Senado no Ceará. O tucano — que chegou a ter mais de 60% das intenções de voto — despencou e agora possui 44%.
Já os candidatos apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela candidata Dilma Rousseff registram trajetória de alta nas pesquisa. Eunício Oliveira (PMDB-CE) oscilou entre 25% e 35% das intenções de voto no decorrer da campanha. Agora, chegou a 44%, num inédito empate com Tasso. Já José Pimentel (PT-CE) — que variava entre 25% e 31% — somou agora 36%. Desde a semana passada, Lula aparece no programa de TV pedindo votos para os dois candidatos.

Entre os demais concorrentes ao Senado, Alexandre pereira (PPS-CE), que possui apoio de Tasso para a segunda vaga, oscilava entre 1% e 3%, mas nesta pesquisa alcançou 4%. Os postulantes Tarcísio Leitão (PCB), Marilene Torres (Psol) e Rachel Dias (PSTU) somam 2%. Com 1%, aparecem Benedito Oliveira (PCB), Reginaldo (PSTU) e Polô (PV).

A pesquisa Datafolha ainda mostra que 35% dos entrevistados não definiram votos para uma das duas vagas e 22% não escolheram os dois candidatos. Os percentual que escolheu votar branco, nulo ou nenhum dos dois concorrentes é de 3%. Além disso, 7% dos entrevistas afirmaram que deverão votar nulo, branco ou em nenhum dos nomes para uma das duas vagas.

A consulta foi realizada entre os dias 23 e 24 de setembro em 44 municípios do Ceará e ouviu 985 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) é o de número 57467/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral é 32025/2010.

Projeto de Hauly tem apoio de Instituições que defendem proibição total de publicidade para crianças

Mais de 130 instituições brasileiras, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC) e a associação de consumidores ProTeste, já manifestaram apoio à campanha - desenvolvida pela organização não governamental Instituto Alana – em favor da proibição de qualquer tipo de publicidade dirigida a menores de 12 anos.

O instituto argumenta que a propaganda de artigos destinados ao público infantil deveria ser realizada com foco nos pais ou responsáveis, pois eles possuem maiores condições de discernimento. “A utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing”, diz o texto da campanha.

De acordo com o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), o incentivo ao consumo pode trazer prejuízos como a obesidade infantil, a erotização precoce, o estresse e a banalização da violência. “Tudo o que a família faz pela educação do filho, a televisão pode destruir”, ressalta.

Hauly é autor de um projeto que veda qualquer publicidade de produtos para crianças. A proibição irrestrita foi aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor, porém recusada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio – o texto aprovado nesse colegiado classifica como abusiva a propaganda com potencial de incitar o consumo excesso, mas não proíbe os anúncios voltados ao público infantil. Desde o final do ano passado, o PL 5921/01 aguarda parecer da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

"Fichas sujas" avaliam trocas de última hora e apostam nos tribunais

do correioweb

Enquanto alguns discutem o Plano B para escapar da Lei da Ficha Limpa, a maioria dos políticos com o registro da candidatura negado pela Justiça Eleitoral não tem como dar um drible na legislação, como fez Joaquim Roriz. No caso daqueles que disputam as eleições proporcionais — caso do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que concorre à reeleição — uma substituição só poderia ser feita até 60 dias antes do pleito. No caso dos majoritários (governador e senador), a troca do candidato é válida a qualquer tempo, mas é maior o número daqueles dispostos a correr riscos do que optar pela substituição nos minutos finais da campanha.

Muitos dos candidatos enquadrados na Lei da Ficha Limpa não têm a sorte de Cássio Cunha Lima, do PSDB, candidato ao Senado. Embora ele negue veementemente que irá desistir, tem a mulher dele, Sílvia, com a ficha limpa e disposta a substituí-lo se for o desejo dos tucanos no estado. Candidato a governador de Rondônia pelo PSDB, Expedito Júnior é um dos que não pode sequer contar com a mulher, Val Ferreira, para substituí-lo em caso de renúncia.

Val é candidata a deputada federal pelo PR, mas também teve o registro indeferido pelo mesmo caso que terminou por barrar a candidatura de seu marido na Justiça Eleitoral. Ambos são acusados de abuso do poder econômico, recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral e aguardam o julgamento do recurso. Assim, vão para o tudo ou nada.

Diplomação
No Pará, embora nos bastidores muitos digam o oposto, tanto Jader Barbalho (PMDB) quanto Paulo Rocha (PT) anunciaram que não pretendem desistir. “Meu julgamento será feito pelo povo do Pará com uma votação expressiva”, comentou o peemedebista, tão logo soube das notícias dando conta de que estaria disposto a largar a batalha para não correr o risco de, eleito, não ser diplomado.

Jader renunciou ao mandato em 2001 para não passar por um processo no Conselho de Ética do Senado. Seus advogados têm dito que o caso dele é diferente daquele que limou a candidatura de Joaquim Roriz no Distrito Federal porque, no episódio em que Jader se viu envolvido, não foi sequer oferecida denúncia ao Conselho. E, depois da renúncia, Jader foi eleito e diplomado deputado federal por duas vezes, em 2002 e 2006. Paulo Rocha, que renunciou em outubro de 2005, por causa do escândalo do mensalão, também foi diplomado deputado. Mas, nos bastidores, há quem diga que, embora mantenham a campanha como se nada tivesse acontecido, não está fechada a avaliação de que é melhor arriscar e ver como fica. Quem insistir, avaliam advogados eleitorais, poderá acabar tomando posse por liminar.

Datafolha: vantagem de Dilma diminui

A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) já não tem vitória garantida no primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha realizada em todo o Brasil. Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos. Ela caiu de 54% para 51%. José Serra (PSDB) oscilou positivamente, de 31% para 32%. Marina Silva (PV), também subiu de 14% para 16%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos, ou 53%, o que a levaria a ganhar as eleições, sem passar por um segundo turno. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.

NOTA DE DIRETOR DO DATAFOLHA NA EDIÇÃO DA FOLHA DE HOJE

por Mauro Paulino/ diretor-geral do Datafolha

Enquanto o PT vociferava contra os excessos da imprensa, o PSDB opunha-se concretamente ao direito constitucional de livre acesso à informação, censurando divulgações de pesquisas no Paraná.

A pedido do candidato tucano Beto Richa, os juízes do TRE local proibiram os institutos de divulgar seus resultados.

A decisão transforma o Paraná em um sombrio laboratório da classe política em seu anseio de reservar essas informações apenas para consumo próprio.

Aos eleitores, cobaias da desinformação, oferecem em troca a boataria das porcentagens.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Movimento das Águas

Artigo do senador Osmar Dias publicado hoje na Folha de São Paulo

Proponho aos paranaenses nova dinâmica para nossa agricultura, com programa que tem por princípio preservar mais para produzir mais

Sou um homem do meu tempo, cultivo a esperança e muito confio nos números fundamentados em verdades científicas.

É com esse espírito que analiso o relevante estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a projeção da pobreza no Brasil, que conclui que nosso país poderá eliminar a miséria e reduzir os índices de pobreza para apenas 4% da população até 2016.

Ora, são milhões de brasileiros que, finalmente, têm acesso ao mercado consumidor.

Entretanto, nessa perspectiva de prosperidade, temos que responder à questão central da economia: como alocar recursos produtivos (sempre limitados) para satisfazer todas as necessidades da população? A terra é um desses recursos produtivos, fundamental para a produção de alimentos.

Estamos, portanto, diante de um desafio imposto aos Estados brasileiros, quase todos com alguma vocação agrícola. Temos que produzir cada vez mais alimentos com eficiência, respeitando o meio ambiente e usando tecnologias de ponta -tanto para pequenos quanto para grandes agricultores- para superar a escassez de terras destinadas à produção.

Uma equação difícil, porque conjuga variáveis aparentemente antagônicas: produção agrícola, escassez de recursos, demanda aquecida e preservação do meio ambiente.

Por isso, proponho aos paranaenses uma nova dinâmica para nossa agricultura, no programa denominado de Movimento das Águas, que tem por princípio preservar mais para produzir mais. Desejo compartilhar este programa com todos os brasileiros.

É um projeto ousado: além de preservar o meio ambiente em todas as vertentes, prevê a despoluição integral de boa parte dos rios de nosso Estado. O indicador de sucesso desse programa será a pureza da água. O Paraná tem 16 bacias hidrográficas, que são divididas em 3.600 microbacias.

É nessas pequenas unidades que o projeto vai ser iniciado, com a estimulação de seu correto manejo, garantindo a qualidade do solo e da água das grandes bacias.

A meta emblemática do Movimento das Águas será a despoluição do rio Iguaçu. Na região de Curitiba, a sua água é considerada poluída, na mesma situação do Tietê, em São Paulo.

Para iniciar a solução deste problema, pretendo aplicar R$ 1,3 bilhão, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em saneamento, universalização do acesso, abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos.

No Movimento das Águas, os produtores rurais serão transformados em parceiros. Eles deixarão de produzir apenas alimentos para passarem também a produzir água, e vão receber por isso.

Por lei, será criada uma política estadual de serviços ambientais, que vai depositar em um fundo os recursos necessários para recompensar aqueles que estão ajudando o proteger o meio ambiente. Uma proteção especial também será dada às matas ciliares.

Ao apresentar esse projeto aos brasileiros, renovo-me na esperança de que vamos atingir em breve a prosperidade. Porém, a prosperidade nascida no amor que temos por essa terra que nos é tão generosa.

OSMAR DIAS, 58, agricultor, é senador da República (PDT) e candidato ao governo do Paraná.

OSMAR GARANTE VIRADA E VITÓRIA DO POVO DO PARANÁ

por Ernesto Aguiar

No encontro encerrado a instantes no Hotel Elo (Região central Curitiba), entre TODAS Centrais Sindicais, Movimentos de Mulheres e Educadores do Paraná, o clima era de VITÓRIA da candidatura de Osmar Dias Governador.

Lideranças Sindicais se sucederam nos discursos confirmando tendência da virada nesta reta final das eleições. Temas como o desmanche do Estado, Privatização e entrega vergonhosa do Banco do Estado, deram a tônica, das críticas a candidatura Demo-Tucana.

A covarde artimanha de Beto, tentando ESCONDER do público os resultados das recentes pesquisas, foi desmascarada.

Querem Tapar o Sol com a peneira, mas até as pedras das ruas já sabem da iminente DERROTA e enterro da candidatura e carreira política de BETO.

Em sua fala Osmar denunciou a ameaça que ronda o futuro do Paraná, demonstrou os riscos do retorno do LERNISMO e banditismo ao poder, conclamando os Trabalhadores a impedir esse CRIME.

O desespero dos Demo-Tucano, demonstrado nos últimos dias, a partir da queda nas pesquisas, tem levado o Jovem Ex-Prefeito a cometer barbaridades típicas dos descontrolados.

Segundo as lideranças Sindicais presentes ao evento, ficou claro a diferença entre os dois projetos e a necessidade da eleição de OSMAR.

A empolgação tomou conta ao final do encontro com a manifestação unânime pela Moção de Repúdio ao candidato Beto pelo seu viés reacionário, somente revelado agora, ao final de campanha.

Osmar conclamou a militância pra essa reta final, pra garantia da VITÓRIA.

BETO RICHA CENSURA EDIÇÃO DA REVISTA ISTOÉ

do Boca Maldita

E essa agora? O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, conseguiu neste domingo (26) censurar a edição da “Istoé” que chegou as bancas de todo país no final de semana. A revista traz uma reportagem de capa sobre a “onda vermelha” que empurra para a vitória as candidaturas apoiadas pelo presidente Lula (PT).

Beto alegou na Justiça falta de registro das pesquisas que apontariam a virada de Osmar Dias (PDT) na disputa pelo Palácio Iguaçu. O tucano pede a eliminação de trecho da reportagem assinada pelos jornalistas Octávio Costa e Sérgio Pardellas e que o site da revista faça uma retratação sobre a questão.

“No Paraná, a onda vermelha já proporcionou uma grande virada. As últimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT)”, diz o trecho censurado da reportagem.

domingo, 26 de setembro de 2010

Revista ISTOÉ: Grande virada de Osmar Dias no Paraná

Segundo matéria de capa da revista semanal ISTOÉ intitulada "O Avanço da Onda Vermelha", no Paraná as últimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT).

Leia matéria completa clicando aqui

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Governador e Secretário são homenageados em Foz

Acontece hoje em Foz do Iguaçu, a partir das 19h, no hotel Carimã, um grande jantar em homenagem ao governador Orlando Pessuti e ao secretário de estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Tércio Albuquerque. O evento, organizado pela recém criada Associação dos Amigos do Tércio, contará também com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Bomba, bomba, bomba!

do blog do Fajardo

Quem estava no racha, com outro carro, no racha com o deputado de Carli naquele horrível acidente? Sexta eu conto!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ricardo Barros se revolta

do blog da Ruth Bolognese

Está por um fio o rompimento do candidato ao Senado, Ricardo Barros, PP, com a campanha do candidato Beto Richa, PSDB. A gota d’água é a intenção dos tucanos, que já foi anunciada internamente, de utilizar o horário eleitoral gratuito que pertence aos dois senadores Fruet e Barros, para atacar a candidatura de Osmar Dias, PDT.

- “Eu fui consultado e já comuniquei à campanha de Beto Richa que não concordo com isso, mas o horário eleitoral pertence à coligação “Novo Paraná”. Se eles insistirem, terão uma grata surpresa na visita do presidente Lula a Maringá nessa quinta-feira”, afirmou na tarde dessa terça-feira, Ricardo Barros.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cúpula tenta tirar planos pró-ODM do papel

Reunião de líderes na ONU vai discutir o que fazer nos próximos cinco anos para acelerar o progresso em direção aos Objetivos do Milênio

Fonte: OCDE
Leia também
Discurso da administradora internacional do PNUD na abertura da cúpula (em inglês)

Desempenho da região Ásia-Pacífico nos Objetivos do Milênio


No Twitter
A administradora internacional do PNUD, Helen Clark, está repassando no Twitter as informações sobre a Cúpula dos ODM. O endereço é http://twitter.com/HelenClarkUNDP
da PrimaPagina

Líderes de diversos países se reúnem entre esta segunda e quarta-feira, em Nova York, numa cúpula que debaterá o que pode ser feito nos próximos cinco anos para assegurar que sejam cumpridos os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma série de metas que as nações da ONU se comprometeram a atingir até 2015, abrangendo temas como renda, educação, saúde, meio ambiente e igualdade entre os sexos). O encontro faz parte da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

O rascunho do documento final da Cúpula dos ODM indica que os chefes de Estado vão renovar as promessas de se esforçar para que as metas sejam alcançadas. Uma das mensagens principais é que todos devem fazer sua parte — os países avançados devem ajudar com recursos regulares e apoio técnico, as nações em desenvolvimento devem incorporar os ODM em seus planos, a iniciativa privada deve incluir as metas em seus planos de responsabilidade corporativa.

Às vésperas da cúpula, porém, a ONU divulgou um relatório que indica que um dos maiores desafios é justamente ir além da promessa. O documento lista vários compromissos assumidos e não cumpridos integralmente pelos países doadores, sobretudo pelos 23 membros do Comitê de Cooperação para o Desenvolvimento, que inclui Estados Unidos, França, Alemanha, Japão, Reino Unido, Espanha e Itália, entre outros.

Uma das promessas diz respeito exatamente a uma das metas dos Objetivos do Milênio, já prevista em documentos anteriores da ONU: destinar o equivalente a 0,7% do PIB para ajuda ao desenvolvimento. Isso significaria, em valores de 2009, a US$ 272,2 bilhões. Mas no ano passado os 23 países não chegaram nem à metade desse valor: doaram US$ 119,6 bilhões (0,31% do PIB) — ainda assim, um recorde, de acordo com o relatório, intitulado “A aliança mundial para o desenvolvimento em uma conjuntura crítica”.

“As incertezas econômicas não podem ser uma desculpa para desacelerar nossos esforços por desenvolvimento ou voltar atrás em compromissos internacionais de prover ajuda”, escreve o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no prefácio da publicação. “É justamente o contrário: a incerteza é um motivo para acelerar o cumprimento desses esforços e compromissos”, contrapõe. “Ao investir nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, investimos no crescimento econômico global; ao nos centrarmos nas necessidades dos mais vulneráveis, selamos a fundação para um amanhã mais sustentável e próspero.”

Não por acaso, a versão prévia do documento final da Cúpula dos ODM cita várias vezes a necessidade de dar maior transparência à cooperação internacional e reforçar a prestação de contas (tantos dos países doadores quanto dos países em desenvolvimento).

“Nós encorajamos fortemente todos os doadores a estabelecer, o mais brevemente possível, um cronograma que mostre como eles pretendem atingir seus objetivos, em consonância com seu respectivo processo de alocação de recursos. Nós frisamos a importância de mobilizar maior apoio interno nos países desenvolvidos para o cumprimento de seus compromissos, incluindo incentivo à conscientização pública, fornecendo indicadores sobre eficiência da ajuda e demonstrando resultados tangíveis”, afirma a prévia do documento a ser assinado pelos líderes globais.

Reciclagem de CFC chegará a mais regiões

PNUD e governo federal vão distribuir 120 máquinas de purificação de gases nocivos para empresas de municípios que não têm o serviço
Divulgação/Rádio ONU
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Conheça o projeto
Saiba mais sobre o projeto Fortalecimento Institucional para a Eliminação das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio sob o Protocolo de Montreal, apoiado pelo PNUD.


da PrimaPagina

O PNUD, em parceria com Ministério do Meio Ambiente e o setor de projetos do Protocolo de Montreal, está selecionando 120 empresas brasileiras de manutenção e venda de ar-condicionado e refrigerador para receberem uma máquina de reciclagem de gases prejudiciais à camada de ozônio, como o CFC (clorofluorcarbono). Os equipamentos são necessários para que a manutenção de produtos que ainda usam essas substâncias nocivas seja feita sem que o gás escape na atmosfera.

Esse tipo de serviço já é feito em cinco centros de regeneração, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco. A distribuição das máquinas, mais simples e menores, visa oferecer essa alternativa para regiões não atendidas pelas centrais, explica Anderson Alves, assessor técnico do Protocolo de Montreal no PNUD.

“Os centros estão instalados em locais que concentram 40% dos gases nocivos do Brasil. Porém, não têm capilaridade para atender a demanda das outras regiões. Por esse motivo, vamos distribuir equipamentos menores, privilegiando municípios de estados que não contam com o serviço”, afirma.

Os compostos que podem ser tratados pelo equipamento são o CFC-12 (prejudicial à camada de ozônio e usado em refrigeradores domésticos e comerciais de pequeno porte), e os gases estufa HCFC-22 (usado em aparelhos de ar-condicionado) e HFC-134a (usado em refrigeradores domésticos).

Enquanto os centros de regeneração têm capacidade de reciclar cerca de 1 tonelada por dia, o potencial da unidade compacta é de 400 quilos por mês. Se o gás reciclado for o CFC, por exemplo, a quantidade equivale à que um carro emite de CO2 para percorrer 5 mil quilômetros.

“Esse equipamento permite a filtragem do fluido, separando o material nocivo e purificando o gás, que volta a ser limpo. Isso possibilita seu uso com segurança e o mesmo desempenho. Os gases reciclados continuam com potencial de destruição do ozônio ou de aquecimento global, mas terão um círculo de vida maior em uma estratégia de contenção, para evitar que sejam liberados na atmosfera”, diz Alves.

Até o momento, foram pré-selecionadas 50 empresas, que devem começar a receber o equipamento em um mês. Os demais serão destinados às 70 primeiras postulantes que cumprirem os seguintes requisitos: ser nacional, comprovar operação contínua por, pelo menos, dois anos na área de refrigeração; estar registrada no Cadastro Técnico Federal do Ibama; e não possuir pendências com a Receita Federal.

Além disso, as empresas devem encaminhar uma carta de apresentação, justificando o interesse em contar com o equipamento e relatando, quando houver, sua experiência no manuseio de gases refrigerantes. Funcionários das empresas selecionadas receberão treinamento para operar a máquina, além de aulas sobre o seu papel na preservação do meio ambiente.

Em ação global, cidadão vira cineasta

Campanha One Day on Earth incentiva captação de imagens em 100 países, para transformá-las em documentário sobre diversidade
Reprodução
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da PrimaPagina

Milhares de pessoas em mais de 100 países deverão capturar, em 10 de outubro, imagens de vídeo para documentar seus próprios modos de enxergar a realidade, por meio da campanha One Day on Earth (Um Dia na Terra). O objetivo da iniciativa, com participação gratuita e aberta a todos os que fizerem inscrição pela internet, é explorar as diferentes identidades e perspectivas existentes no planeta, ajudando a responder à questão “Quem somos nós?”.

O resultado das filmagens será apresentado em um documentário com duas horas de duração, cujo lançamento está previsto para 2011. A produção retratará histórias de triunfos, tragédias, conflitos e esperanças registradas diariamente ao redor do mundo, em um mosaico de imagens em movimento que vão divulgar a carência de necessidades básicas e tradições culturais até então desconhecidas do grande público.

A ação, que também reúne cineastas, conta com uma adesão crescente entre adolescentes que participam por meio de seus celulares. Além disso, todos os vídeos captados durante a campanha ficarão disponíveis na internet, com um amplo serviço de busca. O grande alcance desse material oferecerá um recurso de grande valor: uma base de dados de imagens que tratam de temas importantes para a comunidade internacional.

O One Day on Earth teve início em setembro de 2008, como um projeto para fomentar a criação de uma “cápsula do tempo”, que retratasse histórias de vida no planeta em um intervalo de 24 horas. A iniciativa, da Fundação Creative Visions, que busca transformar a realidade por meio da comunicação e das artes, foi idealizada para permitir que os participantes criassem sua própria interpretação editada do mundo.

Os escritórios do PNUD se unem à iniciativa por meio do incentivo à ampliação do alcance do projeto. O apoio da agência inclui suporte local e regional à captação das imagens em áreas com baixa tecnologia de transmissão de dados, em países como Afeganistão, Cuba, Haiti, Ruanda e Sudão. O trabalho será facilitado pela distribuição, em diversas partes do globo, de 120 câmeras de vídeo em alta definição pela organização do One Day on Earth.

“Esse projeto nos oferece uma oportunidade única para personificar temas que afetam a comunidade internacional, além de fomentar o diálogo a fim de criar uma maior consciência global”, afirma Stéphane Dujarric, diretor de comunicação do PNUD internacional.

A iniciativa ajudará a agência da ONU a reforçar seu papel de incentivo ao cumprimento dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), fixados pelas Nações Unidas até 2015. As imagens do One Day on Earth evidenciarão desafios e obstáculos enfrentados em várias partes do mundo para alcançar os oitos objetivos.

Ásia vence prêmio fotográfico sobre ODM

Indiano, paquistanês e vietnamita conquistam o primeiro lugar em concurso global contra a pobreza; ator Antonio Banderas compôs júri
Fonte: PNUD/Divulgação
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Um fotógrafo indiano, um cinegrafista vietnamita e um professor de fotojornalismo paquistanês são os grandes vencedores da segunda edição do concurso anual "Fotografe isso: Nós Podemos Acabar com a Pobreza", promovido pelo PNUD, a Olympus Corporation e a Fundação Agência France Presse.

A premiação foi criada para motivar a população e os governos a redobrarem seus esforços na luta contra a extrema pobreza. Além disso, o concurso foi planejado para ser realizado pouco antes da cúpula de líderes mundiais que analisará o progresso registrado no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), de 20 a 22 deste mês, em Nova York.

Participaram do concurso fotográfico 1.400 pessoas, que enviaram um total de três mil fotos, inclusive do Brasil. Os vencedores vão ganhar câmeras digitais e lentes fotográficas da Olympus Corporation e um certificado de reconhecimento do PNUD.

Um júri formado pelo ator Antonio Banderas, embaixador da Boa Vontade do PNUD, e outros quatro jornalistas fez a seleção dos vencedores nas categorias profissional e amadora. A terceira fotografia foi escolhida por votação popular.

No quesito profissional, venceu o registro do indiano Prakash Hatvalne, que fotografou um menino subindo as escadas de sua escola (acima). Entre as amadoras, a imagem ganhadora foi a do vietnamita Tran Vinh Nghia, que capturou o resultado de um dia de pesca no sudeste do seu país (abaixo).

O público, por sua vez, escolheu a foto do paquistanês Agha Rizwan Ali, que mostrou um grupo de estudantes homens e mulheres trabalhando juntos em aula de engenharia elétrica (abaixo).

Mobilização pró-ODM

As imagens foram enviadas por participantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento. "Ao mostrar o que pessoas ao redor do mundo estão fazendo para erradicar a extrema pobreza em suas comunidades, nós percebemos que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio não são apenas metas abstratas", afirma a administradora do PNUD, Helen Clark.

Já Antonio Banderas considera "inspiradoras" as fotos mostrando as ações diárias de pessoas fazendo o que podem para alcançar os ODM.

"Espero que essas ações gerem uma onda que influencie a cúpula dos chefes de Estado na semana que vem em Nova York, para originar um resultado significativo", diz.

Mesa-redonda em Brasília debate a pobreza

Evento promovido por CIP-CI e Universidade Católica de Brasília busca chamar a atenção da sociedade para primeiro dos Objetivos do Milênio

Divulgação / Agência Brasil
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O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro, e a Universidade Católica de Brasília (UCB) promovem nesta sexta-feira (17) a mesa-redonda “O Desafio da Redução da Pobreza: Compartilhando Experiências Internacionais”. A iniciativa, que será realizada a partir das 10h, no auditório do centro de ensino, busca alertar a sociedade para a necessidade de erradicação da pobreza.

O evento ocorre no mesmo dia de início da edição 2010 da campanha “Levante-se e Faça Sua Parte contra a Pobreza”, que pretende mobilizar mais de 173 milhões de pessoas em todo o mundo. A mesa-redonda ainda antecede a Cúpula de Revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que será realizada entre 20 a 22 de setembro na sede da ONU, em Nova York.

O diretor do Departamento de Filosofia e Ciência Política da UCB, professor Paulo Afonso Quermes, comandará nesta sexta a discussão “Erradicação da Pobreza: Um Imperativo Ético”. Para ele, é necessário que o debate internacional sobre o tema deixe de considerar unicamente o aspecto econômico.

“Não iremos superar a pobreza somente com o aumento de produção. Essa abordagem vai levar apenas a um esgotamento mais rápido dos recursos naturais. Hoje, há comida suficiente no mundo para superar a fome, mas ela se concentra em alguns países e empresas. É necessário, portanto, que a discussão leve em conta o aspecto ético do problema, fazendo com que a produção seja direcionada para itens básicos de alimentação”, afirma.

Além da mudança do foco na discussão global em torno da pobreza, ele também acredita que as ações desenvolvidas no setor devem contar com participação popular em todas as suas fases: de formulação, execução e avaliação.

“Não dá para erradicar a pobreza sem considerar o pobre como sujeito de sua própria mudança. Além disso, os projetos devem dar sustentabilidade aos beneficiários, através de formação e capacitação. Programas de transferência de renda são importantes até certo momento, mas depois eles minam a capacidade de iniciativa do indivíduo”, diz.

Exemplo internacional

Um exemplo a ser seguido, aponta o professor, é o Banco do Povo, desenvolvido em Bangladesh. O projeto, baseado no conceito de economia solidária, é um fundo que empresta dinheiro para pobres criarem seu próprio negócio. Logo que o empreendimento começa a dar retorno, o financiamento é pago, possibilitando que novas pessoas recebam o benefício.

O especialista acredita que é possível prestar cooperação internacional em programas sociais mantendo a autonomia dos beneficiário, desde que sejam observados alguns princípios. “As ações devem ser feitas com a comunidade, e não para ela. Assim, é fundamental conhecer a realidade onde o projeto será executado e envolver o público nele”, explica.