terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ibope Amazonas: Vanessa está 5 pontos acima de Arthur Virgílio

Nova pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Amazônica, divulgada nesta segunda-feira (13), mostra a candidata ao Senado pela coligação “Avança Amazonas”, deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), com 39% das intenções de voto contra 34% do tucano Arthur Virgílio Neto. Ambos disputam a segunda vaga do Estado no Senado. Na liderança isolada, está o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), com 80%. Jefferson Praia (PDT) está em quarto lugar, com 9%. Indecisos somam 12% e Brancos e Nulos 2%.

Pelos números da sondagem anterior do mesmo instituto, divulgada no dia 31 de agosto, Vanessa cresceu 7 pontos e o seu adversário direto caiu 15.

Essa é novidade no processo eleitoral amazonense. É que pela primeira vez a candidata aparece descolada do tucano. No mês passado, dois institutos locais de pesquisa (Action e Perspectiva) davam empate técnico entre os dois.

A campanha de Vanessa ganhou há duas semanas um apoio de peso na propaganda eleitoral da TV. Ela foi a única a receber no palanque eletrônico a presidenciável Dilma Rousseff pedindo voto para a sua candidatura (veja aqui).

Campanha conjunta

Nessa nova fase da propaganda, Eduardo Braga e Vanessa entraram no horário eleitoral em um único programa. Os dois argumentam que o Amazonas precisa estar forte no Senado com representantes afinados com Dilma.

A candidata recebeu o resultado com cautela. Disse que o importante agora é manter o trabalho de corpo a corpo que vem fazendo pelo Estado, sobretudo na capital, onde pretende intensificar a campanha. Ela já viajou quase a totalidade dos municípios.

Na disputa ao governo, Omar Aziz (PMN) lidera com 53% contra 32% de Alfredo Nascimento (PR). Com base na última pesquisa, Omar saiu de 54% para 53% e Alfredo caiu de 38% para 32%. Se as eleições fossem hoje, o candidato do PMN venceria no primeiro turno.

Para a Presidência, Dilma Rousseff (PT) teria 77% dos votos dos amazonenses. O tucano José Serra alcançou apenas 10% na pesquisa e Marina Silva (PV) 8%. Os outros candidatos chegaram a 1%. Brancos e nulos são 1% e indecisos 3%.

A pesquisa ouviu 812 pessoas entre 10 a 12 de setembro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23.718/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) sob número 26976/2010. A margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

fonte: portal vermelho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Negociações pela paz na Palestina: esse talk-show não dá ibope

Escrito por Luiz Eça para o Correio da Cidadania

Lançadas com muitas fanfarras, as "peace talks", conversações de paz entre israelenses e palestinos, não passam de um "show" montado por Barack Obama para impressionar o público americano, de olho nas eleições parlamentares de novembro.

Na verdade, os principais atores deste espetáculo (muito mais midiático do que outra coisa), ou seja, os árabes e os israelenses, duvidam de um "happy end", consubstanciado na criação de um Estado palestino independente e viável com garantias de segurança para Israel.

Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, sempre jurou que só aceitaria reunir-se com o governo israelense caso ele congelasse os assentamentos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

No começo, Obama somou com essa pré-condição. E fez de tudo para Netanyahu concordar.

Afinal, era exigência lógica. O desejado Estado palestino teria, forçosamente, de desapossar os judeus das áreas da Cisjordânia ocupadas pelos assentamentos. Fazer o contrário, ou seja, ampliar os assentamentos enquanto se discutia sua extinção, seria um contra-senso, indicativo da nenhuma disposição do governo de Israel de aceitar uma paz justa.

Obama apelou, exigiu, pressionou. Netanyahu fez pé firme, apoiado pelo congresso de Washington ("o melhor congresso que o lobby israelense pode comprar", conforme um jornalista americano). Aceitou apenas um congelamento parcial e temporário, por seis meses.

Mas as pesquisas eleitorais nos EUA fizeram Obama esquecer as pressões (inúteis) pelo congelamento dos assentamentos e propor "peace talks", sem pré-condições. Para forçar Abbas a também mudar de idéia, mobilizou os aliados árabes – Egito Qatar e Jordânia. Abbas vacilou, pois eles haviam pagado apenas 115 milhões de dólares dos 550 prometidos para as despesas da Autoridade Palestina... Temia o fechamento das burras desses países.

Quando recebeu carta de Obama, ameaçando retirar o reconhecimento da Autoridade Palestina, Abbas acabou topando as conversações mesmo sem o congelamento dos assentamentos (Al Jazeera, 1 de setembro de 2010).

O Hamas chiou forte. Negou-se a participar. Aliás, nem fora convidado. George Mitchel, o homem de Obama para o Oriente Médio, declarou que o movimento palestino seria bem-vindo desde que renunciasse à violência e reconhecesse Israel.

Exigências impossíveis enquanto Israel continuar assassinando militantes palestinos, como fez recentemente em Dubai, e insistir em ser um "Estado judeu", o que inviabiliza o direito ao retorno dos árabes expulsos nas guerras de independência.

Sem o Hamas, que governa Gaza, Abbas não representa toda a população palestina, apenas a metade, ou seja, os habitantes da Cisjordânia. Portanto, não tem credenciais para celebrar acordos em nome de todos os palestinos.

O Hamas não está sozinho contra as "peace talks". Elas foram condenadas em manifesto por cerca de 500 líderes e personalidades respeitadas de todas as organizações palestinas, inclusive alguns do próprio Fatah, o movimento de Abbas. Eles temem que Abbas acabe se conformando com algumas concessões pouco significativas, o que enfraqueceria a luta pela independência palestina.

A fragilidade do presidente da Autoridade Palestina alimenta esses temores. Sob pressão, além de ter aceito reunir-se com Netanyahu , renunciando à pré-condição do congelamento, retirou o apoio palestino ao relatório da Comissão da ONU que condenou Israel por violências em Gaza – só para citar algumas humilhantes rendições.

Mas Abbas jura que desta vez não irá afinar. Recentemente, declarou ao jornal Al-Quds, na Líbia, que, caso pressionado a fazer concessões com respeito às fronteiras de 1967, refugiados e assentamentos, "pegarei minha pasta e irei embora".

Por sua vez, o governo israelense vai às "peace talks" disposto a ceder pouco, mas muito pouco, pois tem posição firmada contra as reivindicações básicas dos palestinos.

De cara, surgirão problemas com referência aos assentamentos, cujo congelamento vence já em 26 de setembro. Netanyahu cansou-se de repudiar sua devolução. Ainda noutro dia, inquirido sobre isso, em reunião preparatória do Ano Novo Judeu (8 de setembro), respondeu: "Não se preocupem. Ninguém precisa me ensinar o que é amar Eretez Israel". Ora, em termos bíblicos, Eretez Israel é toda a Palestina, inclusive a Cisjordânia...

E Lieberman, o ministro das Relações Exteriores, num evento do Yisrael Beitenu, afirmou que o congelamento dos assentamentos tem de acabar, ressalvando, porém, que um acordo temporário com os palestinos é o que se pode esperar das conversações de paz.

Se Abbas não quiser se desdizer, as chances de "pegar a pasta" são muitas. Mas, e Obama?

Não parece viável que ele monte esse show eleitoral para acabar logo no primeiro ato, ou seja, na reunião do dia 14 de setembro, que inaugurará as conversações diretas. É mais provável que convença Netanyahu a demonstrar espírito de conciliação. Talvez libertar algumas centenas dos 10 mil palestinos presos em Israel por razões políticas. Ou acabar com os temidos raids noturnos do exército israelense na Cisjordânia – entregando o patrulhamento às forças da Autoridade Palestina. Ou mesmo suspender o bloqueio de Gaza, mantendo, é claro, inspeções rígidas para impedir a entrada de armas.

Qualquer destas medidas não teria grande efeito, pois não representam alterações no "status quo" da Palestina. Poderiam, porém, ser apresentadas como o primeiro passo, deixando-se o avanço das negociações para mais tarde, de preferência para depois das eleições americanas... Os eleitores dos EUA aplaudiriam Obama e talvez votassem no seu Partido Democrata.

Em termos de imagem internacional, Israel também sairia ganhando. E bem que anda precisando disso. Deu no Hareetz, jornal israelense, de 19 de agosto: "Pesquisa de Stanley Greenberg, patrocinada pelo Israel Project: em agosto de 2009, 63% dos americanos disseram que os EUA deviam apoiar Israel. Em julho deste ano, somente 51%".

Até onde Netanyahu poderá ir é difícil dizer. Não muito longe, considerando seu passado e a posição ultra-direitista dos partidos que o apóiam. Alguma coisa ele deverá oferecer. O suficiente para demonstrar aos seus públicos interno e externo que teve boa vontade em solucionar a questão. Contará, certamente, com o apoio das mídias do seu país e dos EUA, o que não é pouca coisa, para magnificar sua "generosidade".

A bola vai acabar sobrando para Abbas. Se ele rejeitar uma concessão claramente insignificante, poderá sair bem, ganhar a aprovação desde a do Hamas até dos países árabes da área de influência da Casa Branca.

O problema é que aparentemente Netanyhau deverá arriscar-se perante a coalizão que o apóia, oferecendo algo sensível de uma boa exploração publicitária como, por exemplo, alguma das possíveis concessões listadas acima.

Aí, Abbas ficaria numa situação difícil. Dizendo "sim" aos israelenses, perderia prestígio junto à população da Cisjordânia, podendo até provocar um racha no seu próprio movimento, o Fatah. O que seria catastrófico, já que deverá haver eleições palestinas neste ano...

A catástrofe também se desenha no caso de uma negativa. É certo que a população árabe a aplaudiria. Uma vitória eleitoral, então, seria quase certa. No entanto, novas dúvidas surgem.

Numa situação assim, o apoio palestino contrabalançaria a possível perda dos recursos financeiros dos Estados árabes pró-EUA?

Uma rejeição do presidente palestino não alienaria a amizade e o apoio político e logístico do governo Obama? Dilema hamletiano.

Aconteça o que acontecer, uma coisa parece provável: o show de Obama não alcançará seu objetivo oficial. A paz no Oriente Médio, no prazo de um ano estabelecido pela Casa Branca, tende a ser uma conquista prá lá de duvidosa.

Luiz Eça é jornalista.

“Parecer que limita compra de terras por estrangeiros terá efetividade reduzida”

Escrito por Igor Felippe Santos

O presidente Lula assinou na semana passada um parecer da Advocacia Geral da União (AGU), que impõe limites para a compra de terras pelo capital estrangeiro, com base na lei n° 5.709, de 1971.

O texto impede empresas controladas pelo capital estrangeiro de adquirir imóveis rurais acima de 50 módulos fiscais (varia entre 250 a 5 mil hectares, dependendo da região do país). Além disso, o capital estrangeiro não poderá comprar terras que representem mais de 25% da área de um município.

Para o cientista social e engenheiro agrônomo Horácio Martins de Carvalho, a medida do governo federal é salutar, mas insuficiente para garantir o controle do avanço do capital estrangeiro no território brasileiro. "Enquanto os cartórios de imóveis forem privados, ainda que por concessão pública, nada garantirá a efetividade desse parecer da AGU", afirma Carvalho, em entrevista à página do MST. "Nada impede que acionistas estrangeiros adquiram ações de empresas nacionais objetivando a compra de terras".

Além da compra de terras, Carvalho defende o controle da expansão do capital nacional e estrangeiro na agricultura. "Mantida a racionalidade do capital e, nele, do agronegócio, será improvável, ainda que se instituam medidas paliativas, que se limite o capital estrangeiro na nossa agricultura".

Leia aqui a entrevista completa de Horácio Martins de Carvalho à página do MST na internet.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Escrito por Frei Betto para o Correio da Cidadania

O Brasil ainda tem muito a conquistar nos quesitos saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e infra-estrutura (rodovias, portos e aeroportos). É um gigante de pés de barro. Contudo, nossa democracia se aprimora graças aos movimentos sociais, à mídia vigilante, à exigência de transparência e adoção de leis como a Ficha Limpa.

Algo de novo marca a atual disputa presidencial. Os quatro candidatos com melhor posição nas pesquisas têm em comum muito mais do que julga o nosso vão preconceito. Nenhum deles procede das tradicionais oligarquias que se acostumaram a fazer na vida pública o que fazem na privada. Nem pertencem à elite brasileira ou nasceram em berço esplêndido. Os quatro se originaram na classe pobre ou média.

Todos abominam a ditadura militar, o conservadorismo e tiveram na esquerda sua iniciação política. Três foram vítimas da ditadura: Plínio (cassado e exilado); Serra (exilado) e Dilma (presa e torturada). Marina, alfabetizada aos 16 anos, sofreu a opressão do latifúndio amazônico. Filha do seringal e discípula de Chico Mendes, viu-se obrigada a se "exilar" da floresta para livrar-se da pobreza e da falta de escolaridade.

Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças. A exceção é Plínio, que não se envergonha de defender o socialismo. O PSOL vale-se do período eleitoral para divulgar suas propostas e se afirmar como partido. Isso oxigena o debate democrático.

Dilma, Serra e Marina se irmanam na arte de se equilibrar na corda bamba. Evitam tombar à esquerda ou à direita e adotam discurso que não desagrada nem um nem outro. Assim, a distância entre oposição e situação quase se anula e permite a Lula, que faz um bom governo, manter-se na confortável posição de quase unanimidade nacional. E a Henrique Meirelles despontar como o nosso Alan Greenspan, que ficou quase 20 anos à frente do Banco Central dos EUA.

Embora discurso de campanha seja como produto de feira livre – não passa recibo – e os quatro candidatos apareçam envoltos numa aura de confiabilidade, o problema reside no andar de baixo. Ao contrário do ditado, o andor é de barro e não o santo. Dilma ou Serra terão de governar sob pressão dos últimos redutos da oligarquia, o PMDB e o DEM, alvos de freqüentes denúncias de corrupção, nepotismo e outras maracutaias.

Marina, como já declarou, tentará suprir sua falta de alianças com um governo supostamente suprapartidário. O que, aliás, fez de fato o governo Lula, a ponto de merecer o apoio de Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson e José Roberto Arruda. Plínio, realista, sabe que a chance presidencial do PSOL é ainda um projeto de futuro.

Algo de comum entre os quatro chama a atenção: o silêncio frente à corrupção que assola a política brasileira. Os quatro são éticos, fichas limpas. Mas Dilma, Serra ou Marina, quem for eleito, terá de quebrar ovos para fazer a omelete. Ou fazer de conta que, neste reino tupiniquim, que não se parece à Dinamarca, nada há de podre.

Quem vencer, verá.

Dez por cento dos deputados candidatos são réus

Sinal amarelo na hora de votar: dos 481 deputados federais que concorrem às eleições deste ano, 45 respondem a ações penais que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Eles são acusados de 73 diferentes processos

do Congresso em Foco


Um em cada dez deputados federais que disputam as eleições deste ano é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável pelo julgamento de parlamentares e outras autoridades federais. Dos 481 deputados que buscam um novo mandato nas urnas em outubro, 45 respondem a ações penais. Também estão nessa situação quatro senadores. Esses 49 parlamentares são acusados, ao todo, em 73 processos por crimes como formação de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e contra a Lei de Licitações.

Veja a relação dos deputados e senadores candidatos réus

O que dizem os parlamentares

O levantamento do Congresso em Foco diz respeito apenas às ações penais, que são desdobramentos dos inquéritos (investigações preliminares) e que preocupam mais os congressistas, pois são elas que podem levar os réus à condenação. Nesses casos, o Supremo aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal por entender que há elementos da participação dos deputados e senadores em práticas criminosas. A inocência ou culpa de cada um deles só será definida após o julgamento de cada processo.

Desses 49 parlamentares réus, oito estão ameaçados pela Lei Complementar 135/10, a chamada Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos com condenação em órgão colegiado ou que renunciaram ao mandato para escapar do processo de cassação. São eles os deputados Pedro Henry (PP-MT), Paulo Maluf (PP-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Tatico (PTB-GO) e Natan Donadon (PMDB-RO), candidatos à reeleição; Ernandes Amorim (PTB-RO), que disputa vaga de deputado estadual; e Jader Barbalho (PMDB-PA) e Paulo Rocha (PT-PA), que concorrem ao Senado. Maluf, Henry, Tatico, Ernandes e Donadon foram considerados culpados, em decisões tomadas em conjunto por magistrados, em outros processos e esferas da Justiça. Já Valdemar, Jader e Paulo Rocha correm o risco de ficar fora da disputa eleitoral por terem renunciado ao mandato às vésperas de se tornarem alvo de processo de cassação por quebra de decoro. Paulo Rocha, Valdemar e Pedro Henry são réus do processo do mensalão. Além deles, também concorrem nestas eleições outros dois deputados que respondem à Ação Penal 470: João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP).

O crime mais comum atribuído aos parlamentares candidatos que são réus é o de peculato: são 16 acusações de apropriação ou desvio de valores, bens móveis por funcionário público em razão do cargo que exerce. A pena prevista para esse tipo de crime é de dois a 12 anos de reclusão. Os crimes de responsabilidade (cometidos no exercício de outros cargos), com 11 ações penais, e contra a Lei de Licitações, com nove, vêm em seguida. Há ainda oito processos por lavagem de dinheiro e seis por falsidade ideológica e formação de quadrilha entre as denúncias mais comuns. Também há cinco processos por crime contra o sistema financeiro, três por apropriação indébita e corrupção eleitoral, dois por prevaricação e estelionato. Aparecem ainda, com uma ocorrência cada, denúncias por lesão corporal, falsificação de documento público e crime
contra o patrimônio.

Capitalização da Petrobras pode chegar a inéditos R$ 127 bilhões

A capitalização da Petrobras pode chegar ao valor inédito de R$ 127,4 bilhões (US$ 72,8 bilhões), caso os bancos de investimento consigam vender todas as ações ofertadas e os lotes adicionais de papeis. Desses, os recursos recebidos em dinheiro podem chegar a até R$ 52,3 bilhões (US$ 30 bilhões), considerando o valor máximo que pode ser captado no processo, descontado o aporte de até R$ 74,805 bilhões que o governo colocará por meio de títulos públicos.

Segundo analistas, porém, é improvável que isso ocorra com o valor médio dos barris que serão cedidos pela União à companhia definido em US$ 8,51. Isso porque, quanto maior o valor do barril, mais difícil fica para que acionistas minoritários acompanhem a União na operação de aumento de capital da Petrobras. Quanto menor o valor, menos poder de fogo tem o governo federal, que é o acionista majoritário da companhia estatal, para abocanhar fatia maior da empresa.

Maior oferta de ações em curso no mundo, a capitalização da Petrobras ocorrerá em duas etapas, que acontecerão simultaneamente. Na primeira, 80% dos novos papéis vão direto para os atuais acionistas, que terão prioridade de compra.

Os 20% restantes serão oferecidos aos demais interessados, sejam eles brasileiros, sejam estrangeiros. Desse lote, os investidores pessoa física ficarão com 10% a 20% das ações. Os funcionários da estatal têm direito de levar até 50% da oferta do varejo, mas não poderão vender os papéis por 365 dias.

O preço das ações na oferta será fechado no dia 23, e os novos papéis começam a ser negociados no dia 24 na Bolsa de Nova York. No Brasil, a estreia será no dia 27. O dinheiro arrecadado entra no caixa da Petrobras já no dia 29 deste mês, com folga de um dia da data máxima estipulada pelo governo.

A Petrobras vai promover a capitalização --aporte de recursos de acionistas ou de investidores-- para pagar por até 5 bilhões de barris em reservas que a União lhe cederá e levantar dinheiro para novos investimentos.

A oferta de ações terá 2,17 bilhões de novos papéis ordinários (PETR3-ON) e 1,58 bilhão de novas ações preferenciais (PETR4-PN), segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pela companhia.

As ações serão nominativas e o coordenador líder da oferta será o Bradesco BBI.

RECORDE

Com esse valor estimado, a oferta da Petrobras deve ser, de longe, a maior da história, deixando em segundo lugar a operação da Nippon Telegraph and Telephone, do Japão, que levantou US$ 36,8 bilhões em 1987.

O terceiro lugar entre as grandes ofertas mundiais de ações fica com o banco britânico RBS, que realizou capitalização de US$ 24,4 bilhões em 2008.

fonte: folhaonline

domingo, 12 de setembro de 2010

Revista denuncia: empresa de Verônica Serra quebrou o sigilo de milhões de brasileiros em 2001

A revista Carta Capital, em sua edição que chegou às bancas no dia de hoje, em irrespondível matéria do jornalista Leandro Fortes, demonstra que a Decidir.com - empresa de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à presidência da República - após conseguir de forma irregular junto ao Banco do Brasil (por lobby do papai), o poderoso e vasto banco de dados de mais de 60 milhões de cidadãos brasileiros através de acordo operacional com aquela instituição oficial, durante o governo de FHC, disponibilizou-os em seu site. Informações de cadastro do Banco Central do Brasil, também estavam para a filha de Serra e sua empresa venderem a seus eventuais clientes. O presidente do BC à época era o tucano Armínio Fraga.

O jornal Folha de S. Paulo (quem diria!), em inícios de 2001, denunciou o fato, sem citar o nome da proprietária da empresa e ainda hoje, quando a filha de Serra é transformada em “vítima” continua omitindo o fato e o tenha escondido em seu banco de dados na internet.

A matéria de capa da Carta Capital (www.cartacapital.com.br), ainda não disponibilizada totalmente em seu site, é arrasadora. Mostra a falsidade, o farisaísmo e a hipocrisia de José Serra e do seu partido, bem como levanta a ponta dos misteriosos negócios de Verônica Serra, cujo sigilo fiscal embora tenha sido “quebrado”, estranhamente não foi divulgado, ao contrário de 60 milhões de brasileiros, entre eles 18 deputados federais, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, o compositor Chico Buarque de Hollanda, que tiveram seus sigilos acessados e suas vidas fiscais devassadas graças à empresa que Verônica mantinha registrada em um paraíso fiscal do Caribe.

Processo foi aberto e engavetado no Ministério da Justiça e na Polícia Federal. O ministro da justiça era José Gregóri. Hoje ele é o tesoureiro da campanha de José Serra. O diretor do DPF era o delegado Agílio Monteiro Filho, filiado ao PSDB… Não deu em absolutamente nada, sendo engavetado.

Saldo do escândalo onde Verônica Serra quebrou o sigilo de 60 milhões de brasileiros: NADA!

sábado, 11 de setembro de 2010

Vantagem cai para seis pontos e Osmar Dias encosta em Beto Richa

A disputa pelo governo do Paraná voltou a ficar acirrada. Novo levantamento Datafolha/RPC divulgado ontem confirmou a ascensão de Osmar Dias (PDT), que passou de 34% para 38% das intenções de voto, diminuindo para 6 pontos a distância para o líder Beto Richa (PSDB). O tucano oscilou de 47% para 44%. A mesma tendência havia sido apontada pela pesquisa Ibope/RPC, divulgada na quinta-feira, que mostrou Beto caindo de 50% para 47% enquanto Osmar saltou de 34% para 38%.

Crescimento esperado, de acordo com o staff do pedetista. Presidente estadual do PT, o deputado estadual Ênio Verri afirma que as pesquisas dos institutos demoram a registrar as mudanças que ocorrem no eleitorado. “Há algum tempo nós já captávamos essa tendência. Para nós não é surpresa. Quem corre o interior do estado sabe que o Osmar está crescendo”, disse.

Verri nega, contudo, que o crescimento da candidatura neste momento se deva a uma entrada tardia do PT na campanha. Recentemente, o senador Osmar Dias reclamou da falta de empenho dos petistas. “Fiquei entristecido quando o Osmar falou aquilo. O PT está de cabeça na campanha desde o começo”, afirmou. Osmar Dias, que desde o começo da campanha decidiu que não comentaria pesquisas de intenção de voto, se limitou ontem a dizer que “ainda tem muita água para rolar embaixo da ponte” até 3 de outubro, dia da eleição.

Já Beto Richa afirmou que, apesar dos novos resultados, se mantém confiante na vitória. Ele voltou a condicionar a evolução do adversário à recente passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo estado. Na semana passada, Lula participou com Osmar, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), candidatos ao Senado da chapa, de um comício em Foz do Iguaçu. É também presença constante nos programas eleitorais do pedetista no rádio e na televisão.

Apesar do crescimento de Osmar nos últimos dias, o cientista político Émerson Cervi, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz acreditar que ainda é cedo para falar em virada. “As duas pesquisas [Ibope e Datafolha] são fotografias do momento, uma primeira impressão. É melhor esperar a próxima semana para ter uma posição mais consolidada. De qualquer maneira, mostra uma inversão nas curvas, com o Beto caindo e o Osmar ganhando pontos importantes”, analisou, creditando em parte a arrancada do pedetista à chamada “Onda Lula”. “Pode ser a federalização da campanha, sem dúvida. É uma hipótese bastante plausível na verdade. É o impacto do Lula e também da Dilma, não podemos esquecer”, emendou.

Paulo Salamuni (PV), Luiz Felipe Bergmann (Psol), Robinson de Paula (PRTB), Avanilson Araújo (PSTU) e Amadeu Pelipe (PCB) não atingiram 1% das intenções.

Senado

O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) teve o maior crescimento entre os candidatos que disputam o Senado pelo Paraná. Fruet subiu 6 pontos em relação à pesquisa anterior, publicada em 28 de agosto, passando de 16% para 22% das intenções de voto. Mesmo com o aumento, ele segue na terceira posição, bem atrás de Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).

A petista tinha 37% no levantamento anterior e agora aparece com 41%, crescimento de 4 pontos. O ex-governador continua liderando a disputa com 47% das intenções de voto, um ponto a menos do que na pesquisa passada. Na quarta posição aparece o também deputado federal Ricardo Barros (PP), que permanece com 16%.

“Sou o candidato menos conhecido. Do litoral a Ponta Grossa vou bem, mas o desafio é chegar ao interior, naquele eleitor que vota no Serra e no Beto”, explicou Fruet, retomando o discurso de uma virada de última hora. “As últimas três eleições só foram decididas na última semana. Só agora que a população está sendo provocada a decidir o voto.” Mesma posição adotada por Ricardo Barros.

Metodologia

O Ibope realizou 1.512 entrevistas entre 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) com o número 21.413/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo 29.067/2010.

fonte: gazeta do povo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DILMA EMPATA EM CURITIBA

NOTAS POLÍTICAS/PORTAL RPC

Curitiba vinha sendo um dos últimos grandes centros em que José Serra (PSDB) ainda tinha vantagem sobre Dilma Rousseff (PT).

A pesquisa do Ibope/RPC de ontem, porém, mostrou que a situação mudou. O tucano e a petista apareceram rigorosamente empatados, com 34% cada um na capital.

Em todas as outras regiões do estado, o levantamento mostra Dilma em vantagem.

A maior diferença fica na região metropolitana: a petista tem 57% contra 26% do tucano.

No total do estado, a vantagem de Dilma está em 47% a 34%.

Na pesquisa anterior, divulgada na última semana de agosto, a diferença entre os dois era de 43% a 40%.

Marina Silva (PV), que aparece com 8% no estado, tem seu melhor desempenho em Curitiba, onde está com 15% das intenções de voto.

Lula com 81%

A pesquisa Ibope/RPC divulgada ontem também mostra que o presidente Lula tem 81% de aprovação no Paraná.

Foram 30% de “ótimo” e 51% de “bom”. Os que classificaram o governo do presidente como “regular” foram 13%.

Para 6%, a administração é “ruim” ou “péssima”. E 1% não quis responder.

Governador do Amapá é preso em operação da PF

Brasília - A Polícia Federal (PF) confirmou há pouco que o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho, está sob custódia em sua residência, enquanto os agentes cumprem mandado de busca e apreensão. A finalidade é encontrar indícios do envolvimento de Pedro Paulo no desvio de recursos públicos. A ação da PF faz parte da Operação Mãos Limpas que se iniciou hoje (10) no estado.

Segundo a Polícia Federal, o governador e mais 17 pessoas entre políticos, servidores públicos e empresários presos serão trazidos para Brasília ainda hoje. Alguns detidos deverão ser encaminhados à sede da Polícia Federal e outros serão levados para presídios.

Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes.

Integram as investigações, que se iniciaram em agosto de 2009, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União e o Banco Central e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro João Otávio de Noronha, da Corte Especial do STJ, decretou as prisões.

Trabalham na operação 600 policiais federais. Foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão. Além do estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, na Paraíba e em São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria-Geral da União.

Segundo a Polícia Federal as apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Foi verificado pela PF que a maioria dos contratos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

As investigações constataram também que o mesmo esquema era executado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

fonte: correioweb

Lula participará de outro comício de Osmar Dias

O presidente Lula (PT) volta ao Paraná mais uma vez nesta campanhal para comício em favor do candidato ao governo, Osmar Dias (PDT). O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas, afirmou que as sondagens internas dos partidos que integram a aliança de apoio a Osmar indicaram que a participação de Lula na campanha introduziu um elemento novo no processo eleitoral: a emoção.

“O Lula gera paixão e isso é bom para a campanha do Osmar, porque mobiliza a população. O Lula está estimulando a participação do eleitor do PT na campanha do Osmar”, avaliou Vargas.

Ele informou que Lula deve vir ao Estado para cumprir, de uma única vez, duas agendas com Osmar: uma no interior e outra em Curitiba. A data ainda não está definida.

De acordo com Vargas, o chamado “efeito Lula” deve gerar movimento nos números de intenção de votos do candidato pedetista. “Era uma campanha que não se movia. Achamos que isso vai mudar. A entrada do Lula desperta o sentimento da disputa na parcela do eleitorado que gosta do Lula”, avaliou o deputado.

No programa eleitoral de anteontem, na televisão, a campanha de Osmar exibiu uma conversa de quase sete minutos entre ele e o presidente Lula. O diálogo, gravado em Brasília na segunda-feira e que ocupou todo o horário destinado ao candidato, mostrou Osmar e Lula falando em parcerias e em projetos para o Estado.

O presidente da República tem sido a estrela do programa de Osmar, desde que esteve em Foz do Iguaçu, na semana passada, onde fez comício junto com o pedetista e a candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff.

Para os aliados do candidato adversário, Beto Richa, o efeito Lula não existe no Paraná. “Esse negócio só funciona no plano nacional. Aqui, até agora, não sentimos”, disse o presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni.

Para o dirigente tucano, a disputa ao governo está descolada da eleição presidencial. Para o secretário geral do DEM, deputado Elio Rush, o apoio do presidente Lula a Osmar não interfere na opção do eleitor paranaense.

“Eu não tenho visto os programas eleitorais. Mas sei que o Osmar está usando direto o Lula. O que acontece é que a candidatura do Beto está em ascensão, apesar disso. Na nossa região, o Oeste, muitas lideranças aderiram nesses últimos dias e isso sim, tem efeito positivo. Isto funciona mais que uma fala do presidente”, afirmou.

fonte: Paranonline

Vantagem de Beto sobre Osmar cai para 9 pontos

A diferença entre os dois principais candidatos ao governo do Paraná caiu de 16 para 9 pontos porcentuais em duas semanas, de acordo com o novo levantamento divulgado ontem pelo Ibope/RPC. O candidato do PSDB, Beto Richa, oscilou de 50% para 47%. Osmar Dias, do PDT, subiu de 34% para 38%. Os dois lados acreditam que a diminuição de diferença se deve à participação cada vez maior do presidente Lula na campanha de Osmar.

“O resultado da pesquisa não surpreende”, afirmou o deputado estadual Augustinho Zucchi, presidente do PDT estadual, que falou em nome da campanha de Osmar Dias. “Estamos percebendo uma mudança muito rápida na campanha. E isso se deve a dois fatores, principalmente: a presença do Lula e a maior participação das lideranças políticas. Os prefeitos, vereadores e deputados estão mais animados. E esse resultado vai animar ainda mais”, disse.

Osmar Dias decidiu desde o começo da campanha que não comentaria pesquisas de intenção de voto, independentemente do resultado. Zucchi, no entanto, disse que falou com o candidato depois da nova rodada Ibope. “Ele disse que está cauteloso como sempre, mas animado”. Segundo Zucchi, a campanha de Osmar deve continuar contando com apoio de Lula e de Dilma Rousseff (PT) em grande escala.

“Quase igual”

Beto Richa concorda que a presença de Lula, que tem aparecido todos os dias no horário eleitoral gratuito e já fez dois comícios no Paraná, pode ter feito diferença. Mas minimiza a redução da vantagem que tem sobre o adversário. “Estou contente com a pesquisa. Mostra que continuamos na frente, com uma boa vantagem, na reta final da campanha”, afirmou.

Segundo Richa, se for levada em conta a margem de erro, a pesquisa quase não mostrou diferenças em relação ao último levantamento. “E está apontando vitória no primeiro turno”, disse. Se forem considerados apenas os votos válidos, Richa ganharia por 55% a 44%, de acordo com o Ibope/RPC.

Para o candidato do PSDB, Osmar “já usou todas as armas que podia”. “Ele já usou o Lula, a Dilma, não tem mais novidade. Eu estou fazendo uma campanha positi­­­va, cheia de propostas, e vou continuar assim”, afirmou.

Mulheres

De acordo com a pesquisa do Ibope, a diferença em favor de Beto se deve ao eleitorado feminino. Entre os eleitores do sexo masculino, a eleição está tecnicamente empatada. Beto tem 44% contra 43% de Osmar. Já entre as mulheres, Beto ganha por 51% a 34%.

fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Desmonte da TV Cultura contraria a comunicação democrática, plural e sem fins comerciais

No mês de agosto, os responsáveis pela administração e manutenção da Rádio e TV Cultura anunciaram planos de desmonte da maior referência nacional de meio de comunicação público. Por meio de João Sayad, presidente da Fundação Padre Anchieta (FPA), que decide seus rumos, anunciou-se a intenção de demitir 1400 funcionários de todas as áreas no final do ano, criando enorme e inevitável tensão em torno de seu futuro.

"Essas idéias de esvaziamento e desmonte vêm de algum tempo. Como exemplo, os programas infantis, marcas registradas da TV, deixaram de ser produzidos e sobrevivem de reprises. O nível de novas produções é baixo já há alguns anos. O problema não é novo, é que explodiu agora, fruto de uma política que tampouco começou agora", diz José Augusto de Camargo, o Guto, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Por conta disso, logo após a disseminação de tal propósito, criou-se o Movimento Salve a Rádio e TV Cultura, formado por diversas entidades da sociedade civil, sindicatos e profissionais da área, a fim de combater mais um golpe de uma gestão voltada ao mercado.

Em entrevista ao Correio, Rose Nogueira, ex-funcionária da Cultura e também do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, afirma que "não há razão alguma para esse desmonte. A TV Cultura tem de continuar com sua programação, como sempre foi, produzindo seus programas, aperfeiçoando cada vez mais sua produção e reverenciando seu próprio produto, que é maravilhoso". (leia mais)

A quem interessa?

por Wladimir Pomar para o Correio da Cidadania

Nas investigações policiais, o processo mais comum para deslindar crimes consiste em descobrir o motivo, ou os motivos. Em outras palavras, simplesmente começar pela pergunta "a quem interessa?".

Aliás, esta parece ser a pergunta que o povão está se fazendo diante da denúncia da campanha Serra sobre o suposto envolvimento da candidata Dilma na obtenção de dados sigilosos da filha e de correligionários do tucano-pefelista.

Como uma candidata, que está mais de 20 pontos na frente de seu concorrente, e periga ganhar no primeiro turno, pode ter interesse numa operação desse tipo? E, para fazer o quê? Numa situação de tal vantagem, somente alguém totalmente estúpido poderia cometer um erro tão grande. Portanto, não é preciso ser um luminar de inteligência para chegar à conclusão de que a candidata Dilma não tem interesse ou motivo algum para cometer um crime como esse.

Por outro lado, o mesmo não se pode dizer da campanha do candidato Serra. Não deixa de ser suspeito que sua denúncia tenha aparecido logo após as pesquisas de opinião haverem indicado que as preferências eleitorais em torno de seu nome estavam em queda livre, enquanto a candidata petista apresentava uma tendência de ascensão.

Também não deixa de ser suspeito que o próprio candidato tucano-pefelista tenha se apressado a dizer, com a certeza de quem conhece o fio da meada, que o PT e a ex-ministra Dilma eram os responsáveis pela suposta quebra do sigilo de sua filha. No jargão popular, isso se parece muito com a história do ladrão que, para escapar da perseguição, se torna a principal voz nos gritos de "pega ladrão".

O histórico do candidato Serra, nesses tipos de armação, também é público e notório. O que parece lhe haver rendido inimigos históricos, como o ex-presidente Sarney e sua filha Roseana, envolvidos num rumoroso caso policial no Maranhão, cuja origem teima em apontar para o ex-governador de São Paulo. Algo idêntico parece haver ocorrido na disputa entre os pré-candidatos tucanos ao governo de São Paulo, em 2006, na qual o pré-candidato Alckmin saiu razoavelmente chamuscado por denúncias anônimas.

A descoberta de que a fraude na assinatura da petição dos dados da filha do candidato Serra à Receita Federal (até agora não se sabe se os dados foram realmente obtidos) foi cometida por um contador de Mauá, filiado ao PT, em 2003, permanece nebulosa. Ela parece tanto com descoberta das "provas" plantadas pelos órgãos repressivos da ditadura militar para incriminar seus prisioneiros quanto com a "compra" de serviços de pessoas dispostas a cometer vilanias por algum dinheiro. Na história das eleições brasileiras, jamais se deve esquecer o caso Lurian como um paradigma nesse comércio de ações vis.

Na situação atual, para piorar, a evidência do desespero diante do espaço aberto pela candidatura Dilma sobre seu concorrente aponta este último como único interessado. Apenas ele tem motivos para criar um fato político desse tipo, mesmo tenebroso, para reverter o processo. Nessas condições, se a polícia fizer um bom perfil dos envolvidos e dos interesses de cada um, ela provavelmente deslindará a trama com certa rapidez.

Por outro lado, essa ação também traz à luz o que realmente está em disputa. E acaba com as ilusões daqueles que achavam possível realizar uma disputa eleitoral civilizada e não se prepararam para uma ocasião como essa.

A vitória do PT e Dilma, mesmo numa coalizão que inclui agrupamentos políticos de direita, representará um acerto de contas fatal para qualquer soerguimento da ideologia e das políticas neoliberais. Elas até continuarão existindo, mas sua expressão política como direita reacionária se verá obrigada a uma reestruturação para a qual não se preparou, abrindo chances para um avanço ainda maior das políticas democráticas e populares do governo.

O impacto da derrota da direita reacionária, cuja expressão é a coalizão PSDB-PFL (DEM é só para quem não sabe do engano), também será fatal para aqueles setores da esquerda que se aliaram a essa direita, formal ou informalmente, mesmo fingindo supostamente ter saído pela esquerda contra o governo Lula. Não por acaso a candidata Marina se apressou, afoitamente, a responsabilizar o governo pela fraude na assinatura da filha do candidato tucano-pefelista. Ao invés de uma candidata independente, pareceu, cada vez mais, uma voz ou um braço auxiliar do tucanato, numa trama suja da qual não precisava participar.

Com a palavra, o autor

Em nossa defesa: um elogio à importância e uma crítica às
limitações do Programa Nacional do Livro Didático

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é o segundo maior programa de compras de livros do mundo, com um custo de quase R$ 1 bilhão por ano. Entre os seus princípios estão a livre participação das editoras e a liberdade de escolha dos professores. Para garantir a qualidade e a correção dos livros adquiridos, o MEC avalia as obras que participam do PNLD.

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Há mais de dez anos os livros didáticos de Francisco A. de Arruda Sampaio e Aloma F. de Carvalho recebem avaliações positivas no PNLD, inclusive a avaliação máxima ("Três Estrelas" e "Recomendada com Distinção"). Mas, no PNLD 2010, de autores "Três Estrelas" eles passaram para a condição de autores "excluídos": todos os seus livros foram reprovados. O que aconteceu? Os critérios da avaliação ficaram mais rigorosos? Os parâmetros da educação brasileira mudaram?

Não, nem os critérios da avaliação nem os parâmetros mudaram. O que foi então? Falhas no processo de avaliação, denunciadas desde as primeiras edições do programa, resultaram na exclusão das suas coleções e criaram uma situação kafkiana que inviabiliza a continuidade das obras. Inconformados com esta situação, os autores pedem a palavra para defenderem seus livros e o próprio PNLD.

Em ‘Com a palavra, o autor’, Francisco A. de Arruda Sampaio e Aloma F. de Cavalho defendem suas obras excluídas do Programa Nacional do Livro Didático de 2010. Mas o livro vai muito além disso. Ele faz uma descrição pormenorizada do PNLD, destaca sua importância e os seus pontos positivos, mas também denuncia seus problemas e desvios, principalmente os erros e desmandos da avaliação pedagógica.

Elaborado a partir de fatos concretos e com apoio de farta documentação e bibliografia, ‘Com a palavra, o autor’ trata da trajetória do PNLD. Uma trajetória que interessa a todos brasileiros. Afinal, o livro didático ainda é o livro mais lido em todo país, quando não o único.

Embora possa ser classificado por alguns como um "livro-denúncia", ‘Com a palavra, o autor’ é uma obra otimista, informativa e propositiva, baseado em uma ampla pesquisa sobre o PNLD, em particular sobre a avaliação pedagógica.

Brasil é referência em cooperação sul-sul

Bolsa Família e programa anti-Aids estão entre ações que chamam atenção de outros países em desenvolvimento, diz pesquisadora

Ministério das Relações Exteriores/Divulgação
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BRUNO MEIRELLES
da PrimaPagina

O Brasil se consolida como uma das referências na cooperação entre países em desenvolvimento, compartilhando experiências bem sucedidas na área social e obtendo com isso mais força geopolítica e maior poder de barganha, avalia a pesquisadora Michelle Morais de Sá e Silva, da Universidade de Columbia (EUA).

“Desde o início dos anos 1990 o Brasil é referência por conta do seu programa de DST/AIDS. Hoje, podemos dizer que é o Bolsa Família que chama a atenção de outros países, que querem conhecer de perto nossa experiência. Com isso, o Brasil está tomando ciência de seu próprio potencial no setor”, afirma a especialista.

Michelle é autora do artigo “Como Chegamos até aqui? Os Caminhos da Cooperação Sul-Sul”, que abre a 20ª edição da "Poverty In Focus", uma revista do CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro. Publicado originalmente em inglês, esse número ganhou em agosto tradução para o português.

Em seu texto, a pesquisadora observa que nos últimos dez anos o mundo tem visto uma ampliação da ajuda entre países em desenvolvimento — conhecida no jargão diplomático por cooperação sul-sul. A tendência acompanha o fato de algumas dessas nações terem crescido rapidamente e realizado avanços sociais, tornando-se exemplos a serem seguidos por outras economias emergentes.

Os problemas que afetam o antes chamado Terceiro Mundo e a necessidade de superá-los ganharem especial destaque com o compromisso comum em torno dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma série de metas que os países da ONU, inclusive o Brasil, se comprometeram a alcançar até 2015, incluindo áreas como combate à extrema pobreza e à fome e promoção da igualdade entre os sexos).

Esses fatores levaram os países em desenvolvimento a unir forças, criando grupos como o BRIC (formado por Brasil, Rússia, Índia e China), IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e G-20. Michelle caracteriza-os como uma ferramenta de fortalecimentos político do Sul, expandindo suas ações para setores sociais, como educação e saúde.

Histórico

O atual estágio de ajuda internacional, caracterizado pelo auxílio sul-sul, é, segundo a pesquisadora, a terceira fase de um processo que teve início com a noção de “regiões subdesenvolvidas do mundo”. O termo foi cunhado pelo presidente norte-americano Harry Truman num discurso de 20 de janeiro de 1949 para designar as nações que lutavam para superar a herança colonial e sofriam pressão para tomar partido na Guerra Fria.

A compreensão de seus interesses comuns foi a semente da criação de marcos institucionais para a cooperação entre nações do hemisfério Sul, como o Movimento dos Países Não Alinhados e o Grupo dos 77 (G-77). Tais iniciativas, no entanto, foram abaladas pelas duas crises do petróleo nos anos 1970, que fizeram com que esses países entrassem na década seguinte assolados por dívidas, reduzindo os esforços de ajuda mútua.

O renascimento da assistência internacional só ocorreu nos anos 90, como uma tentativa de barrar o aumento da pobreza e da desigualdade, o desmantelamento de serviços sociais e o a falta de controle dos fluxos financeiros. Porém, a ajuda se caracterizava por ser oferecida dos países do Norte para os do Sul. “Ainda se tratava de uma espécie prescritiva de cooperação, baseada nas experiências do Norte e nas teorias tradicionais ali desenvolvidas”, escreve Michelle no artigo.

Esse tipo de ajuda, avalia a autora, gerou decepção por não ter sido capaz de levar desenvolvimento a uma parcela expressiva da população. Isso criou um anseio por um modelo novo e eficaz, culminando no atual momento de cooperação. “As fases iniciais de cooperação eram mais focadas no comércio, para que os países ganhassem maior autonomia frente às grandes potências. Hoje, há uma grande diversificação de projetos, envolvendo a área social, a científica, entre outras”, afirma a pesquisadora.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SETP responde sobre o caso dos bolsistas Angolanos

Sobre matéria veiculada pela CBN, hoje pela manhã, onde angolanos com deficiência visual que vivem em Curitiba e estariam há meses sem poder estudar por falta de pagamento das bolsas, a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social(SETP) divulgou a seguinte nota:

"Prezados Senhores

A propósito de material divulgado/notícia, na programação matinal de hoje (06/09), referente aos jovens Angolanos portadores de deficiência visual, esclarecemos alguns pontos que ficaram mal-entendidos.

O Convênio estabelecido através de Decreto do Governo Estadual, pressupõe dois tipos de auxílio financeiro a serem repassados aos mesmos.

Trata-se de uma bolsa auxílio em espécie para manutenção pessoal que tem sido religiosamente repassada.

Uma segunda bolsa, para subvenção da mensalidade escolar. Esta segunda sim, está enfrentando problemas, causados pela falta de complemento da Instituição responsável pela prestaçao de serviços.

Está documentação, imprescindível para o repasse, de responsabilidade da Mantenedora, até o presente momento não foi apresentada para a devida assinatura do contrato e por conseguinte repasse da verba.

Portanto para esclarecimento público, fica claro todo empenho da Secretaria de Estado do Trabalho e Assistência Social, no sentido de resolução do impasse."

Caixa publica circular com procedimentos para uso do FGTS

Está publicada no Diário Oficial de 6 de setembro de 2010 a Circular Caixa nº 526, que estabelece procedimentos operacionais para a utilização de recursos do FGTS por parte do trabalhador, de forma individual, na subscrição de ações, em aumento de capital social de sociedades controladas pela União, nas quais o Fundo Mútuo de Privatização de que trata o inciso XII do art. 20 da Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, detenha participação acionária, observado o que estabelece a Lei 12.276, de 30 de junho de 2010.

Veja a íntegra da Circular Caixa que define procedimentos para o uso do FGTS na subscrição de ações da Petrobras.

Datafolha aponta Dilma e Serra estáveis

A candidata do PT aparece com 50% e José Serra (PSDB), com 28%. Desde o início da propaganda eleitoral, é a primeira vez que não há grandes mudanças

Pesquisa Datafolha divulgada sábado mostra estabilidade no quadro eleitoral: Dilma Rousseff (PT) oscilou de 49% para 50% em uma semana, e José Serra (PSDB), que estava com 29%, tem 28%. Marina Silva (PV) está com 10%, contra 9% da semana anterior.

É a primeira vez desde o início do horário eleitoral que não há grandes mudanças no quadro da disputa presidencial. As pequenas oscilações foram todas dentro da margem de erro (de dois pontos porcentuais). Uma das razões para a freada no crescimento dos resultados das campanhas, segundo apontam políticos aliados e da oposição, é o escândalo do vazamento dos dados fiscais sigilosos da Receita Federal.

Segundo o último Datafolha, 51% declararam ter assistido os programas do horário eleitoral – contra 39% na semana anterior. Isso significa que muitos eleitores tomaram conhecimento dos fatos dos últimos dias.

O quadro estável também se refletiu na pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira. A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se manteve com 51% das intenções de voto. José Serra (PSDB) apareceu com 27%, mesmo índice verificado na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no sábado, dia 28 de agosto – antes do início do escândalo que acabou envolvendo sua filha, Verônica Serra.

Desempenho

Pela pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, os que pretendem votar em branco ou nulo são 4%. E 7% estão indecisos. Candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%.

Em capitais e regiões metropolitanas ocorre o melhor desempenho de Marina Silva. Ela chega a 14%, contra 27% de Serra e 47% de Dilma.

Turnos

Se a eleição fosse hoje, pelo Datafolha, a candidata do PT venceria no primeiro turno. Teria mais de 50% dos votos válidos –os dados referentes apenas aos candidatos, descontados os brancos e os nulos.

Nessa conta de votos válidos, Dilma tem 56%. Serra tem 32%. Marina vai a 11%. Os porcentuais são semelhantes aos da semana passada: 55%, 33% e 10%.

Num eventual segundo turno, a petista também venceria o tucano por 56% a 36% dos votos. Haveria 5% votando em branco ou nulo e 4% ainda indecisos.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados falam em quem desejam votar sem ver uma lista de nomes, Dilma marcou 38% contra 35% na semana passada, indicando que sua tendência de alta continua.

Serra oscilou apenas dentro da margem de erro na sondagem espontânea, indo de 18% para 19%. Marina saiu de 5% e foi a 6%.

Rejeição

Há outros dois indicadores relevantes que foram positivos para Dilma: a taxa de rejeição dos candidatos e a percepção de vitória por parte do eleitorado. A petista é rejeitada por 21% dos eleitores. Tinha 19% na semana passada.

Já Serra, era rejeitado por 24% em julho. Foi a 28% no começo de agosto. Agora, 31% dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum.

Marina Silva é rejeitada por 17% – tinha 16% na semana passada.

Quando o Datafolha pergunta quem o eleitor acredita que vai vencer a eleição presidencial de 3 de outubro, Dilma continua sendo a escolhida pela maioria. Hoje, 69% dizem que a petista vai ganhar. Na semana passada, o porcentual era de 63%.

Só 15% acham que Serra será o vencedor – pouco mais da metade dos que declaram voto no tucano. No caso de Marina Silva, 1% acredita na sua vitória.

A pesquisa do Datafolha foi feita entre os dias 2 e 3 de setembro, com 4.314 eleitores em 203 cidades. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Elei­to­­ral) com número 27.903/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro – registro no TSE: 27.597/2010.

fonte: gazeta do povo

Em SP, Quércia desiste do Senado

Orestes Quércia (PMDB), 72, comunicará nesta segunda-feira a retirada da candidatura ao Senado por São Paulo para se tratar do retorno de um câncer na próstata do qual sofreu anos atrás. Na mesma oportunidade, o ex-governador anunciará o apoio ao companheiro de chapa Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Em conversa de Quércia com a cúpula tucana neste domingo, ficou acertado que o primeiro suplente de Aloysio será Airton Sandoval (PMDB), e não mais Sidney Beraldo (PSDB). Em consequência do acordo, o ex-chefe da Casa Civil no governo de José Serra passará a ocupar, na propaganda de TV, o tempo das duas vagas ao Senado da chapa.

Com 26% no Datafolha, Quércia está tecnicamente empatado com Netinho de Paula (PC do B), que tem 28%, no segundo lugar, atrás de Marta Suplicy (PT, 33%). Aloysio aparece em quinto, com 12%.