quinta-feira, 22 de março de 2012

Militares tomam Palácio Presidencial na capital do Mali

Soldados insurgentes afirmarm terem tomado o poder do país perante um \"regime incompetente\" e decretam toque de recolher a partir desta quinta-feira

Soldados renegados de Mali disseram, nesta quinta-feira, ter invadido o Palácio Presidencial e prendido vários ministros após um tiroteio - em uma aparente tentativa de golpe de estado na nação do oeste africano. Eles ainda anunciaram a suspensão da Constituição após tomarem a sede da rádio e da televisão estatais na capital, Bamaco.

No anúncio televisivo, os militares afirmaram que houve uma dissolução de todas as instituições do Estado. O anúncio foi feito pelo denominado porta-voz do Comitê Nacional pela Recuperação da Democracia e a Restauração do Estado (CNRDRE), Amadou Konaré. Ao se pronunciar após a interrupção do sinal da rádio e da televisão públicas, Konaré denunciou a incapacidade do governo de solucionar a crise no norte do país, onde o grupo independentista tuaregue Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA) pegou em armas em janeiro.

Além disso, o porta-voz acusou o governo de ser incapaz de fazer frente ao terrorismo e de não poder dotar o Exército dos meios suficientes para desenvolver seu trabalho. "Nós estamos controlando o Palácio Presidencial", disse um dos rebeldes, na condição de anonimato. Outro insurgente afirmou que o chanceler Soumeylou Boubeye Maiga e o ministro do Interior, Kafouhouna Kone, estavam entre os detidos pelos soldados.

Enquanto isso, uma fonte independente disse o presidente Amadou Toumani Toure, que teria ficado escondido no palácio quando o tiroteio começou, conseguiu deixar o local. O norte de Mali, cuja independência é reivindicada pelo MNLA, é também um dos principais redutos na região do grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI). Konaré, entanto, assinalou que o CNRDRE não tem a intenção de "confiscar" o poder.

Um motim, que supostamente começou em protesto sobre o modo como o governo está lidando com uma insurreição Tuareg no norte do país, começou ontem à tarde. O movimento, aparentemente, se transformou em uma tentativa de golpe, com soldados tomando a emissora do governo e atacando o Palácio Presidencial.

Após uma hora de apagão na transmissão da emissora estatal, uma mensagem entrou no ar pouco antes da meia-noite (horário local) prometendo, em instantes, "uma declaração dos soldados". (Com Efe e Dow Jones)

Justiça Militar mantém condenação de casal gay; cabe recurso

folhaonline

O STM (Superior Tribunal Militar) condenou na terça-feira (20) Laci Araújo e Fernando Alcântara --casal de militares que se assumiu gay em rede nacional em 2008-- por calúnia e desacato.

Os crimes teriam ocorrido naquele ano, quando Laci foi preso por deserção pouco depois de conceder uma entrevista a uma rede de televisão em SP. O sargento denunciou ter sido torturado por militares a caminho do batalhão onde ficou detido. Para o Exército, houve intenção de denegrir a imagem da corporação. Ainda cabe recurso da decisão.

Os ministros do STM mantiveram assim a decisão de primeira instância da Justiça Militar. Araújo recebeu a pena de 1 ano, 3 meses e 15 dias de reclusão e Alcântara, de 8 meses de detenção.

Sete ministros votaram a favor da manutenção da pena; 4 foram favoráveis à redução e um magistrado votou pela absolvição do casal. Como o resultado não foi unânime, a defesa pode recorrer mais uma vez.

Alcântara afirmou que a decisão já era esperada, e disse que a defesa pretende recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). "A gente entende que existe uma predisposição para a condenação. A justiça militar se comporta na defesa dos interesses dos membros do exército", afirmou.

Católicos antiaborto voltam a distribuir panfleto contra PT em SP

folhaonline

Manifestantes católicos contrários ao aborto iniciaram nesta quarta-feira (21) a redistribuição de um panfleto elaborado nas eleições de 2010 recomendando que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto". O folheto também faz críticas ao PT e à então candidata Dilma Rousseff.

Os cerca de 1 milhão de panfletos haviam sido apreendidos pela Polícia Federal às vésperas do 2º turno das eleições de 2010, mas foram liberados pela Justiça no ano passado. Os papéis são de autoria da Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), responsável pelo Estado de São Paulo.

Religiosos voltarão a circular panfletos antiaborto em São Paulo
O bispo emérito de Guarulhos, dom Luiz Bergonzini, que liderou a manifestação, disse que a recomendação de não votar em candidatos pró-aborto vale também para as eleições municipais deste ano. Ele não quis, no entanto, citar pré-candidatos específicos.

O religioso focou suas críticas na presidente Dilma. Em nota divulgada no evento, ele afirma: "Nos atribuíram a 'mentira' de Dilma Vana Rousseff e o PT serem a favor da liberação do aborto. Provamos que o PT e Dilma Rousseff eram e continuam sendo a favor da liberação do aborto".

A manifestação, que começou em frente à catedral da Sé e foi até o Fórum João Mendes, reuniu cerca de 100 pessoas.Havia integrantes da CNBB de São Paulo, da diocese de Guarulhos e do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, sucessor da entidade de extrema-direita TFP (Tradição, Família e Propriedade).

Um dos cartazes empunhados afirmava "Fora Assassina Ministra Eleonora Menicucci", chefe da Secretaria de Políticas para Mulheres, que se posicionou a favor da descriminalização do aborto. Um desenho mostrava um bebê morto por uma estrela vermelha, símbolo do PT, e por uma foice e um martelo, símbolos do comunismo.

Um tumulto ocorreu quando um grupo chegou à manifestação com cartazes favoráveis ao direito ao aborto. Eles foram vaiados e cercados pelos católicos, sob gritos de "viva a vida" e "petistas, abortistas não passarão". Os religiosos tentaram tapar os cartazes pró-aborto, mas não agrediram os manifestantes.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Siria resiste la guerra colonial el derecho a la verdad

La ofensiva terrorista contra Siria, tanto en el terreno militar como en la brutal desinformación sobre los sucesos en ese país, estratégico para los planes de la nueva ofensiva imperial de control del mundo en su marcha fascista desatando guerras coloniales a su paso, se ha encontrado con una resistencia que no previó debidamente.

La escalada invasora aumenta en estos días,y la Organización del Atlántico Norte (OTAN) ya está activa en la zona al frente del trasiego de mercenarios en Turquía y otros países fronterizos, y dirige los planes del Ejército Sirio Libre (ESL), que tiene su sede en Londres, entre otros datos de la realidad.

El pasado 17 de marzo y a horas de un doble atentado en Damasco con un saldo de 27 muertos y más de 140 heridos, otra explosión se registró en Alepo, la segunda ciudad más importante de Siria en el norte del país, provocando varios muertos y heridos.

Para muchos analistas fue una respuesta a la decisión que tomó el ex secretario general de Naciones Unidas, Kofi Annan, enviado a Siria como mediador, quien propuso a su regreso el envío de una misión técnica al lugar para continuar las conversaciones con ambas partes, el gobierno y el Consejo Nacional Sirio (CNS)y su brazo armado el ESL conformado por mercenarios, algunos “desertores”( los menos) y tropas especiales de la potencias que intervienen con Estados Unidos a la cabeza.

Si bien el gobierno de Bashar Al- Assad, se declaró dispuesto a negociar, sólo puede disponer una tregua si los grupos armados atacantes detienen su ofensiva contrainsurgente. Estos tienen incluso misiles, cohetes, entre otro armamento sofisticado, difícilmente conciliable con la imagen de una supuesta “oposición democrática” y “pacífica”.

Según cifras de Naciones Unidas, más de ocho mil personas perdieron la vida desde que las protestas populares estallaron en marzo de 2011. Pero más de dos mil 500 militares han muerto en los enfrentamientos con enemigos no precisamente “pacíficos” y no es en las protestas en que se producen las muertes. Una de las acciones contrainsurgentes de los invasores de Siria está destinada a que el ejército deba enfrentarlos en zonas pobladas, lo que significa que habrá civiles en medio y muertes.

Pero si el ejército no actúa los mercenarios se instalarían en las ciudades, y aldeas, sometiendo a la población a su presencia criminal, e intentado declarar “zonas liberadas” para “pedir” la intervención de la benemérita OTAN.

El opositor Observatorio Sirio de Derechos Humanos (OSDH) también con cabeza en Londres, cuya función es transmitir lo que necesita la jefatura de la intervención no dice que esos atentados terroristas, que se repitieron en varias ciudades en este último año, y más desde noviembre-diciembre de 2011 dejaron miles de víctimas. Algunas muy bien elegidas, como es el caso de los seis mejores pilotos para aviones de guerra que tenían las fuerzas armadas sirias.

Esto fue un trabajo de inteligencia de los agentes infiltrados por las grandes potencias en Siria, con la facilidad de hacerlo por fronteras con países que están colaborando con el plan imperial de apoderarse del país.

El gobierno sirio presentó pruebas de que estos sabotajes y atentados-protagonizados por terroristas bien armados y escudados en los disturbios que provocaron hace un año- están dirigidos desde el exterior. Pero la ONU no se da por enterada.

Sólo basta constatar algunos hechos, en una rápida secuencia, para entender de qué se trata lo que sucede en Siria. El 2 de octubre del 2011 se creó en el extranjero, el CNS ante la evidencia de que las “revueltas opositoras” no eran lo suficientemente fuertes, y la mayoría del pueblo sirio apoyaba al gobierno y rechazaba toda intervención externa.

Con el CNS como nueva bandera Estados Unidos, Israel y sus aliados presentaron el 4 de octubre pasado el primer proyecto de resolución del Consejo de Seguridad sobre Siria, acusando al presidente Al-Assad y abriendo las puertas a una posible intervención militar en ese país. El veto de Rusia y China fue un duro revés para los proyectos imperiales.

Las potencias confabuladas en esta nueva guerra colonial, dieron todo su apoyo al CNS y desde entonces comenzaría a recrudecer la acción militar de los mercenarios del ESL. Noviembre ya fue un mes duro y el 23 de diciembre dos atentados contra instalaciones de seguridad sirios en Damasco mataron unas 40 personas y dejaron otras 166 heridas.

En esos momentos el gobierno sirio denunció la presencia de Al Qaeda, que hoy nadie ignora. En diciembre de 2012 Rusia presentó un Proyecto justo de Resolución para terminar con la violencia y la crisis en Siria donde se pedía ayudar al país en el camino de las reformas políticas y que ambas partes detuvieran los enfrentamientos. Recordó que el papel del Consejo debe ser “no el de exacerbar el conflicto sino el de relajarlo”. Por supuesto no prosperó porque lo que se quería era la guerra o la rendición de Siria.

El 4 de enero de 2012 se presentó un nuevo proyecto de resolución en el Consejo de Seguridad que fue vetado otra vez por Rusia y China, porque nuevamente buscaba paralizar la defensa siria. Pasaron sólo dos días cuando el 6 de enero, un atentado suicida estremeció a Damasco nuevamente dejando 26 muertos y 63 heridos. Ante estos hechos el 10 de enero, el presidente Bashar Al-Assad declaró el comienzo de una contraofensiva.

“Nosotros hemos dado pruebas de paciencia y aguante en un combate sin precedentes en la historia moderna de Siria y esto nos ha hecho más firmes, y aunque este combate reviste grandes riesgos y desafíos fatídicos, la victoria está al alcance de la mano, tanto como nosotros nos mantengamos capaces de resistir, de explotar nuestros puntos fuertes, que son numerosos, y de conocer los puntos débiles de nuestros adversarios, que son más numerosos », dijo durante un discurso en el anfiteatro de la universidad de Damasco.

Junto a esos ataques terroristas contra los civiles y los edificios gubernamentales, los grupos armados del autodenominado « Ejército sirio libre » y tropas especiales de las potencias imperiales tomaron el control de la ciudad de Homs para transformarla en una especie de bastión rebelde, cometiendo crímenes contra la población civil.

Además, la ciudad de Idlib al Norte y el Rif de Damasco también cayeron bajo control mercenario.

ASAMBLEA DE LA ONU Y LA COBARDÍA INTERNACIONAL

El 16 de febrero Estados Unidos, Francia Gran Bretaña, Turquía y el grupo árabe “amigo” sometió a votación una propuesta condenando a Siria en la Asamblea de la ONU, adoptada por mayoría con la oposición de Moscú, China y otros diez países Bolivia, Venezuela, Cuba, Nicaragua, Ecuador, Irán, Siria, República Popular de Corea, Bielorusia y Zimbawe, más 17 abstenciones.

La resolución exige del gobierno sirio que ponga fin «a sus ataques contra su población civil », y que apoye los esfuerzos de la Liga árabe «para asegurar una transición democrática» del poder. No existía demanda alguna para que los grupos terroristas detuvieran su ofensiva. Cumplirla hubiera significado la indefensión total de Siria. Esta resolución simbólica sólo podía servir para mostrar “apoyo” a los mercenarios, que estaban siendo rechazados por el ejército sirio, que finalmente recuperó Homs, Idlib y Rif de Damasco, a un alto precio en vidas.

Ante este nuevo revés para los invasores se inventó la Conferencia de amigos de Siria en Túnez, como otra alternativa al veto de Rusia y China, que se realizó el 24 de febrero en cuya declaración final demandaron al gobierno sirio « cesar inmediatamente toda forma de violencia » y decidieron “tomar, aplicar y reforzar las sanciones sobre el régimen », reconociendo a su creación el CNS como representante legítimo del pueblo sirio y hasta proponían la creación de una fuerza árabe, por supuesto bajo su control.

En los registros actuales las cifras muestran que durante las últimas semanas unas 12 millones de personas se han manifestado en apoyo del presidente sirio. Esto jamás ha sido publicado en la mayoría de los países. Pero es un dato que manejan organizaciones internacionales y como veremos más adelante hasta el propio Henry Kissinger,En realidad el gobierno de Al-Assad cumplió con todo lo que se le demandaba y mantiene diálogos con la oposición interna verdadera, como lo evidenció el plebiscito para reformar la Constitución, lo que se hizo con un enorme esfuerzo, en medio de duros enfrentamientos.

OTRO REVES PARA ESTADOS UNIDOS

A pesar de que el pueblo sirio votó democráticamente en el referéndum del 26 de febrero y decidió con un 89.4 por ciento por ciento la aprobación del proyecto de modificar la Constitución, nada de esto fue aceptado por Estados Unidos ni por la Europa de la “obediencia debida”.

Europa en crisis, gracias a sus gobernantes y a las guerras ajenas en que interviene, se ha reducido a una región disciplinada colonialmente a los intereses de Estados Unidos e Israel, situación de la que difícilmente salga sin violencia contra sus propios pueblos.

Uno de los cambios principales del proyecto de la nueva Constitución se refiere al multipartidismo. El artículo 8 suspende la primacía del partido Baaz, liderado por el actual mandatario y equipara los derechos de todos los partidos políticos. Asimismo, establece que Siria es una nación democrática y limita el cargo presidencial a dos períodos consecutivos de siete años. Aprobada la reforma constitucional, los ciudadanos deben votar en elecciones legislativas en 90 días.

Pero Hillary Clinton consideró como “falsa” la consulta y advirtió que el objetivo de su país continúa siendo el mismo: “que el presidente abandone el poder”, anunciando una ofensiva diplomática (léase presiones) en varios países para lograr apoyos con ese fin.

La respuesta de la mayoría del pueblo han sido las movilizaciones multitudinarias. Salvo en Telesur, Prensa Latina, la televisión cubana y publicaciones de periodistas franceses, belgas, italianos, algunos españoles, que no se rinden ante el poder hegemónico, nada de esto aparece en los medios masivos de desinformación, incluyendo a algunos que se consideran “independientes” o “progresistas”.

En los últimos tiempos el Consejo de la Unión Europea aprobó nuevas sanciones económicas contra Damasco congelando las cuentas del Banco Central de Siria en Europa y aumentando las llamadas “listas negras” de funcionarios sirios a los que se impide ingresar a territorio europeo o acceder a sus bancos y otras medidas de asfixia. Los mismos bancos que robaron casi 300 mil millones de dólares del Estado libio durante la invasión a ese país y ahora pretenden apoderarse del dinero del estado sirio.

Es que esta guerra colonial está trazada desde hace mucho tiempo, como incluso lo ha mencionado el general Wesley Clark(entrevista 2007 Democracy Now) quien entre otros cargos fue comandante de la OTAN durante la guerra en Kosovo. El militar sostuvo que desde 2001 Estados Unidos había decidido invadir siete países en cinco años.. De esa lista ya están invadidos y ocupados Irak y Libia. Ahora restan Siria, Líbano, Sudán, Somalia e Irán.

KISSINGER Y SU DISCURSO IMPUNE

Tranquilo, como si no tuviera sobre su conciencia miles de muertos, de torturados y desaparecidos, el ex secretario de Estado Henry Kissinger dijo a periodistas en su casa en Manhattan, Nueva York el 20 de enero de 2012 que Irán ”es sólo la última piedra del camino, la que realmente inclinará la balanza.

“¿Cuánto tiempo pueden China y Rusia esperar y ver a América poniendo orden? El gran oso ruso y la hoz china se han despertado de su letargo, y aquí es cuando Israel tiene que luchar con todas sus fuerzas y armas para matar a tantos árabes como pueda. Esperemos que si todo va bien, la mitad de Oriente Medio será israelí”. (”Siria e Irán, guerras imperiales planificadas”. Hedelberto López Blanch 20-2 -2012 Rebelión y otros)

Dijo más Kissinger : “Estados Unidos está rendido ante China y Rusia, y el último clavo en el ataúd será Irán, que es, por supuesto, el principal objetivo de Israel. Hemos permitido a China aumentar su fuerza militar y a Rusia recuperarse de la sovietización, lo que les dará una falsa sensación de valentía, pero que traerá para todos juntos una muerte más rápida. Somos como el tirador que se atreve a dejar que el novato coja el arma, y cuando lo intenta, es bang Bang”.

Con asombrosa amoralidad advirtió que ”La próxima guerra que viene será tan grave que solo una superpotencia puede ganar, y esa somos nosotros. Les dijimos a los militares que tendrían que conquistar más de siete países de Oriente Medio por sus recursos y casi han completado su trabajo. Todos sabemos lo que pienso de los militares, pero tengo que decir que han obedecido las órdenes someramente en esta ocasión”.

Sin embargo el 14 de Febrero de 2012 Kissinger en una charla con periodistas nuevamente reconoció el respaldo de la mayoría del pueblo sirio a su presidente, Bashar Al Assad, calificándolo como “impresionante” (Hispan.TV, reproducido agencia Iraní Irna) .

Kissinger sostuvo que “los sirios apoyan de forma increíble a su Presidente(..) hice un gran esfuerzo en el pasado para llegar a un acuerdo con el ex presidente sirio Hafez al-Assad, y tengo que reconocer mi derrota. Ahora su hijo me ha dejado sorprendido, la mayoría de sus compatriotas le aman”.

También debió reconocer que el Gobierno sirio logró construir grandes estructuras para beneficiar a la población, y se refirió a lo realizado por la gestión de Al Assad en materia educativa, así como a la garantía de los servicios sanitarios, que son casi gratuitos en esa nación y programas políticos y sociales que beneficiaron a su población.

Por supuesto que no era para convencer a nadie de que había que abandonar la idea de apropiarse de Siria. Reconociendo que ese país tiene un “ejército unido” y abastecimiento de trigo para cinco años, entre otros datos señaló : “hemos(EE.UU) de buscar otras alternativas para acabar con el Gobierno de Damasco”.

La realidad es la única verdad. Y si los pueblos no conocen esta verdad tan brutalmente confesada no harán nada para impedir guerras y genocidios. De eso se trata el terrorismo mediático.

terça-feira, 20 de março de 2012

RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões

carta capital

Eles são multimilionários e querem exclusividade nas praias de conhecidos paraísos tropicais no litoral do estado do Rio Janeiro. Para isso, violam leis ambientais e constroem mansões em áreas ecologicamente sensíveis de mata atlântica, protegidas por lei. O perfil dos megaempreendimentos destes brasileiros é o tema de uma reportagem da revista americana Bloomberg.

A reportagem cita a propriedade de Antonio Claudio Resende, fundador de uma grande empresa de aluguel de automóveis, que desde 2006 derruba vegetação nativa na Ilha da Cavala, em Angra dos Reis, para abrir espaço a uma mansão de 1,7 mil metros quadrados.

A casa está parcialmente abaixo do nível das árvores para se disfarçar em meio à mata, podendo ser identificada apenas de avião, segundo o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro. O empresário luta na Justiça há quatro anos para não derrubar a construção.

Resende é acusado de usar documentos falsos a fim de conseguir permissão para levantar o imóvel e, por isso, foi indiciado por fraude e crime ambiental em 2007. O empresário pagou, de acordo com a revista, 4,8 milhões de reais em 2005 a uma empresa de engenharia em Angra dos Reis (RJ) que tinha o direito de ocupar a área.

Mas o caso de Resende, como exemplifica a publicação, não é uma exceção entre milionários brasileiros “apaixonados” pelas belezas naturais fluminenses.

O diretor de cinema Bruno Barreto destruiu, aponta a revista, uma área preservada na Ilha do Pico em Paraty para construir uma casa de 450 metros quadrados. Em 2008, ele se comprometeu em juízo a demolir a mansão e restaurar a área em dois anos, mas até o momento nada mudou e o cineasta recorre das queixas do governo na Justiça.

Outro caso recordado de violação de leis ambientais no estado é o da família que controla a construtora Camargo e Correa, que recebeu autorização para construir uma casa pequena e ergueu um complexo de mansões em frente à praia.

Os herdeiros de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, também construíram em 2008 uma casa de 1,3 mil metros quadrados, com piscina e heliponto que desmatou uma área de mata protegida na praia de Santa Rita em Paraty. A praia pública e a área da residência são protegidas por dois guardas armados com pistolas a espantar quem tenta se banhar no local, afirma a Bloomberg.

Em 2010, um juiz ordenou que a casa fosse derrubada e a área recuperada, mas os proprietários recorrem da decisão.

A revista ainda cita a gravação do filme Amanhecer Parte 1, da Saga Crepúsculo, que utilizou como locação a casa do empresário do ramo de distribuição de alimentos Ícaro Fernandes.

O milionário comprou em 2003 uma propriedade de 400 mil metros quadrados na Praia da Costa em Mamanguá, com montanhas cobertas por floresta nativa que são o habitat de macacos e animais que se alimentam de formigas, como tamanduás.

Fernandes foi processado por procuradores federais em 2004 por não ter licença para construção da casa de 15 quartos. A Justiça pediu que interrompesse a obra naquele mesmo ano, mas o empresário ignorou a ordem e agora deve derrubá-la. Ele recorre da decisão.

Segundo a Bloomberg, o empresário não quis comentar, mas seu advogado admitiu que a casa foi erguida sem licença e o empresário tenta negociar com a Justiça a manutenção da propriedade em troca da recuperar 95% da propriedade.

Morre o geógrafo Aziz Ab'Sáber

Na manhã desta sexta-feira (16), as florestas e toda paisagem brasileira perderam um de seus maiores defensores: o geógrafo Aziz Ab'Saber. Aos 87 anos, morreu em sua casa, de infarto. Professor emérito e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA), da Universidade de São Paulo (USP), é autor de mais de 486 obras, entre artigos acadêmicos, teses, capítulos de livros, prefácios e apresentação de livros, entre outros. É uma referência da geografia em todo o mundo.

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Ab'Saber desenvolveu ao longo de sua extensa carreira de cientista, pesquisas e tratados de significativa relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia. Um deles foi o “Zoneamento Ecológico e Econômico da Amazônia”, de 1989.

Mesmo com a idade avançada, continuava exercendo atividades com certa regularidade. Ele era um apaixonado pela geografia brasileira. Por isso, gostava de falar, de explicar, de ensinar a qualquer um que se aproximasse e pedisse sua atenção.

Na página da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), onde Aziz foi presidente entre 1993 e 1995, e atualmente era presidente de honra da entidade, a secretária Geral da SBPC, Rute Maria Gonçalves de Andrade, assina uma nota intitulada “Ao Aziz com carinho”.

“Repito aqui, o que disse quando fizemos uma homenagem a ele na 62ª Reunião Anual da SBPC... E Aziz é assim como um dos Biomas que ele muito defende: a caatinga – único, rico em simplicidade, repleto de surpresas e diversidade - diversidade de conhecimento e de cultura. Professor Doutor Aziz Nacib Ad Saber somos gratos aos ensinamentos que trouxe para todos nós, pois aprendemos ciência, aprendemos cultura e aprendemos valores”, diz um dos trechos do documento.

Um dia antes de sua morte, o professor, disposto como sempre, fez sua última visita à SBPC, em São Paulo. Em um gesto de despedida, involuntariamente, entregou na tarde de quinta-feira (15) sua obra consolidada, de 1946 a 2010, em um DVD, para ser entregue a amigos, colegas da Universidade e ao maior número de pessoas.

“Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da Universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade”, diz Ab'Saber em sua dedicatória.

O geógrafo morre antes da publicação de sua última obra, o terceiro volume da coleção “Leituras Indispensáveis”, onde faz uma homenagem ao trabalho dos primeiros geógrafos no interior do Brasil, como José Veríssimo da Costa Pereira e Carlos Miguel, e às primeiras expedições de Candido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon (1865 a 1958). O livro ainda não tem data para ser lançado.

Prêmios

Ab'Saber, foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, recebeu diversos prêmios como o Prêmio Jabuti em ciências humanas (1997 e 2005), e em ciências exatas (2007); o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1999), concedido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia; a Medalha de Grão-Cruz em Ciências da Terra pela Academia Brasileira de Ciências; e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente (2001). Mais recentemente, em 2011, foi escolhido pela União Brasileira de Escritores como o Intelectual do Ano.

Código Florestal e Primavera Árabe

Em uma de suas últimas entrevistas, Ab’Saber abordou o Código Florestal. Ele criticou a falta de uma legislação ambiental mais abrangente, que contemplasse o zoneamento físico e ecológico de todo o país como a complexa região semi-árida dos sertões nordestinos, o cerrado brasileiro, os planaltos de araucárias, as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, conhecidas como os pampas gaúchos, e o Pantanal mato-grossense. Ele chegou a defender a criação do Código da Biodiversidade para contemplar a preservação das espécies animais e vegetais.

Além de dedicado estudioso de Geomorfologia, Etnologia e Antropologia, era um grande conhecedor da cultura árabe. Sobre as recentes manifestações populares que passaram a ser conhecidas como Primavera Árabe, disse: “Eles deram o primeiro passo com a Primavera Árabe, porém não se preparam para a pós-revolução. Isto está longe de acabar”.

Biografia

Nascido em São Luís do Paraitinga, em 24 de outubro de 1924, era filho de libanês com brasileira. Aziz Ab’saber relembrou recentemente, em entrevista ao Instituto da Cultura Árabe (ICArabe), onde também era presidente de honra, a trajetória da vida de sua família, suas viagens e seu interesse por conhecimentos, em especial, a Geografia. Na página do ICArabe é possível encontrar as duas primeiras partes da entrevista.

Aziz entrou na universidade em 1940 e formou-se Bacharel em História e Geografia licenciado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Posteriormente, tornou-se Doutor em Geografia Física pela USP.

“Logo que passei no vestibular participei de uma excursão de campo, enquanto todos conversavam, eu bebia àquela paisagem, e fazia inúmeras anotações. Foi aí que descobri que me interessaria muito mais pela Geografia do que pela História”, relembrou o estudioso.

Veja a participação de Aziz Ab'Saber no programa Roda Viva, quando ele foi um dos três representantes da Academia Brasileiros de Ciências na conferências das Nações Unidas, a Rio 92:

Prefeitura de Quatro Barras tem gestão fiscal considerada “excelente”, apenas 2% das cidades brasileiras conseguiram este índice

Quatro Barras foi considerada uma cidade com gestão fiscal de conceito “A”, considerada “excelente” pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação Industrial do Rio de Janeiro e divulgado no começo desta semana. Apenas 2% das prefeituras conseguiram mesmo índice no país, sendo que 64% dos municípios representam uma classificação “difícil” ou “crítica”.

QUESITOS
O indicador da Firjan considera cinco quesitos: IFGF Receita Própria, referente à capacidade de arrecadação de cada município; Gasto com Pessoal, que representa o gasto dos municípios com pagamento de pessoal; Liquidez, em que o Firjan mediu a relação entre o total de restos a pagar acumulado no ano e os ativos financeiros disponíveis para cobri-los; Investimentos – que acompanha o total de investimentos em relação à receita líquida, e o último quesito analisado foi o Custo da Dívida, que avalia o comprometimento do orçamento com o pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos em exercícios anteriores.

IFGF
A classificação dos municípios é feita por meio de uma soma de todos os quesitos. Segundo a Firjan, os quatro primeiros têm peso de 22,5% sobre o resultado final. O IFGF Custo da Dívida, por sua vez, tem peso de 10%, por conta do baixo grau de endividamento dos municípios brasileiros. O índice varia entre 0 e 1, quanto maior, melhor é a gestão fiscal do município.

Quatro Barras teve pontuação de 0,8061, ficando em 5º no ranking estadual e 83º no nacional.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dilma tranquiliza centrais: não haverá reforma trabalhista

Nesta quarta-feira (14), líderes das seis centrais sindicais reconhecidas pelo governo foram recebidos pela presidente Dilma Rousseff, que durante mais de duas horas ouviu a pauta de reivindicações da classe trabalhadora e garantiu: durante seu governo não haverá qualquer tipo de reforma trabalhista.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a reunião foi positiva, pois permitiu que o movimento sindical apresentasse diretamente à presidente sua visão sobre os problemas que o Brasil enfrenta atualmente. “Tivemos uma atitude firme diante da presidenta, especialmente ao expormos nossa preocupação sobre a desindustrialização”, afirmou o dirigente.

Preocupação com economia
A presidente, segundo os participantes da reunião, disse estar bastante preocupada com o atual cenário econômico do país. Em 2011, a indústria nacional cresceu apenas 0,3% em relação a 2010. Nesta quarta-feira, novos dados mostraram que houve recuo na atividade industrial em oito das 14 regiões analisadas pelo IBGE.

Segundo Wagner Gomes, as centrais também foram enfáticas em relação à necessidade de o governo implementar mudanças na condução da política macroeconômica do país. Como resultado, os sindicalistas poderão conversar diretamente com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tentar discutir de que maneira os trabalhadores podem contribuir para essa discussão. “O governo ouve o empresariado toda semana, mas ouve muito pouco os trabalhadores. Esperamos que a partir de agora essa relação seja alterada”, disse o presidente da CTB.

Ministro Gilberto Carvalho mediará diálogo
Pela manhã, antes da conversa com a presidente, as centrais se reuniram com o ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho. Segundo Joílson Cardoso, secretário de Relações Institucionais da CTB, os dois encontros foram bastante proveitosos, pois a partir de agora os trabalhadores terão um novo canal de acesso junto ao Poder Executivo. “Ouvimos nas duas reuniões que o governo se empenhará contra quaisquer ataques aos direitos dos trabalhadores. Além disso, o ministro Gilberto Carvalho irá coordenar diretamente o diálogo que iremos ter com os demais ministros e a própria Dilma”, destacou.

Para Adilson Araújo, presidente da CTB-BA, a retomada do diálogo entre as centrais e o governo merece destaque. “Isso é importante para que os trabalhadores também possam contribuir para esse processo de mudanças no país, exercendo um papel de protagonista. O governo precisa saber que o sindicalismo reúne uma base sólida para propor o projeto de desenvolvimento que o Brasil precisa. Temos muito a contribuir”, afirmou o dirigente.

Executivo contra terceirização
Ao longo da reunião com Dilma e Gilberto Carvalho, os sindicalistas expuseram a necessidade de o governo trabalhar pela regulamentação da Convenção 151 da OIT (sobre o funcionalismo público) e a favor da Convenção 158 (sobre a rotatividade). O governo foi cobrado também a respeito do fim do fator previdenciário, de uma política favorável de reajuste para os aposentados que recebem acima do salário mínimo e do reconhecimento legal do trabalho das empregadas domésticas.

No entanto, para os dirigentes da CTB, o mais importante foi ouvir de Dilma Rousseff a garantia de que o governo não permitirá qualquer tipo de reforma trabalhista. “Ao afirmar isso, ela se compromete a colocar todo o peso do Executivo contra pautas como aquela que é favorável à terceirização e também a chamada PEC 369, que não versa apenas sobre a legislação sindical, mas sobretudo sobre direitos do trabalhador”, destacou Joílson Cardoso.

A luta continua
Após a reunião com Dilma, as centrais darão continuidade à agenda de luta definida com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ela prevê manifestações entre março e abril, nas quais os trabalhadores e o setor produtivo tomarão as ruas de alguns estados para debater com a sociedade a grave situação da indústria e suas consequências para o desenvolvimento da nação.

Professores de 24 estados aderem à greve nacional

Professores de todo o país cruzaram os braços nesta quarta-feira (14), primeiro dia da greve nacional da categoria que promete paralisar atividades durante três dias pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional do magistério, fixado neste ano em R$ 1.451, pelo MEC, para jornada de 40 horas semanais. Balanços parciais relatados por dirigentes de todo país, dão conta de que em 24 estados e no Distrito Federal houve atividades como passeatas, debates e atos públicos.

vermelho

Em Pernambuco, que possui cerca de 35 mil professores e funcionários no setor, cerca de 80% das 1.109 escolas da rede estadual aderiram ao m+ovimento. Além da capital, Recife, que têm três entidades filiadas Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que coordena a paralisação, trabalhadores de Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Ipojuca, pertencentes à da região metropolitana, também aderiram.

Uma passeata com cerca de dois mil participantes foi realizada durante a tarde, nas ruas do centro da capital pernambucana. Antes disso, a sede da Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB-PE) promoveu um debate sobre o piso nacional.

Para contrapor as afirmações na imprensa de que a paralisação prejudicará os estudantes, Heleno Araújo, secretario de Assuntos Educacionais da CNTE, argumenta que a situação precária vivida atualmente pelos professores das redes públicas já prejudica os alunos.

“A afirmação de que a greve prejudica os estudantes é falsa. Temos uma situação de instabilidade e de baixa remuneração generalizada que já causa prejuízos. A maneira que nós temos de denunciar é a greve”, defendeu o sindicalista.

Ele avaliou que a reivindicação está sendo bem aceita entre a população, que precisa ser conscientizada sobre a situação da educação no país.

“A população recebeu bem a manifestação, encerrada na Praça da Independência, no coração de recife. O estado pratica o piso salarial, porém, com prejuízo à carreira do magistério, incorporando gratificações e reduzindo a diferença salarial entre os pisos do ensino médio e do ensino superior, que atualmente é de apenas 5%. Para se ter uma ideia como somos a categoria de nível superior que menos recebe, 30 horas semanais trabalhadas de um professor de nível superior, com doutorado, recebe R$ 1.327, cerca de R$ 200 a mais do piso do professor de nível superior sem o título de doutor”, exemplificou Heleno Araújo, secretario de Assuntos Educacionais da CNTE. A entidade defende que a diferença entre os pisos deve ser de, no mínimo, 50%.

O dirigente sindical explicou ao Vermelho que o foco da campanha sobre o piso nacional também traz à tona outros problemas enfrentados pela categoria que acarretam no sucateamento da carreira.

“Enquanto os governos continuarem condicionando a valorização do professor ao Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), com premiação e exoneração dos profissionais, será mantido o clima de tensão dentro das escolas. Faltam professores de determinadas disciplinas e as contratações de temporários a cada ano aumentam. Só em 2011, foram 18 mil contratados temporariamente, no estado”, explicou Heleno Araújo.

“Os concursados não são chamados e há previsão de que 5.800 professores estão aptos a aposentar neste momento. Quer dizer, tende a piorar”, apontou Heleno.

Segundo ele, faltam profissionais competentes para dar aulas de Educação Física, Biologia, Química e Língua Estrangeira. “Mutos que não são especialistas nessas áreas acabam assumindo aulas por pressão”, completou o dirigente.

São Paulo

Os professores de escolas públicas do estado de São Paulo paralisaram atividades para reivindicar a destinação de um terço da jornada de trabalho a atividades extraclasse, regra prevista na lei que criou o piso salarial da categoria. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), no período da manhã, cerca de um terço dos professores da rede pública paulista aderiu ao movimento.

Outra exigência da categoria é que o Plano Nacional de Educação para a década 2011-2020 preveja 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área e não 8% como o atual projeto no Senado.

Uma assembleia geral está marcada para sexta-feria (16), às 14h, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Os trabalhadores esperam até lá receber alguma proposta do estado. Caso contrário, a manutenção da paralisação será votada.

Os fantasmas do passado visitam a Venezuela

carta maior

A América Latina foi a região do mundo que teve mais governos neoliberais e nas suas modalidades mais radicais. Praticamente nenhum país foi poupado desses governos – com exceção de Cuba – que devastaram os direitos sociais, o potencial de desenvolvimento econômico, a soberania nacional, os Estados latino-americanos.


O neoliberalismo começou pela extrema direita – com Pinochet e sua ditadura -, mas depois se alastrou para correntes originariamente nacionalistas – como o PRI mexicano e o peronismo de Carlos Menem. Para posteriormente ser incorporado por partidos social democratas – como o Partido Socialista do Chile, a Ação Democrática da Venezuela, o PSDB do Brasil.

Todos foram ao governo e colocaram em prática políticas neoliberais muito similares: privatização do patrimônio publico, abertura das economias ao mercado externo, desarticulação dos Estados em favor da centralidade dos mercados, alienação das soberanias nacionais, expropriação dos direitos sociais, precarização das relações de trabalho. Todos tem em comum outro traço: todos fracassaram estrepitosamente, saíram do governo expulsos pelo povo, não puderam eleger seus sucessores e vários deles foram processados, condenados e presos; alguns outros fugiram dos seus países.

Entre tantas consequências negativas, promoveram a degeneração das democracias, mediante o poder do dinheiro, que corrompeu os sistemas políticos. São uma geração de políticos fracassados, que buscaram seu exemplo nos socialistas espanhóis.

A direita latino-americana, tendo fracassado, não tem hoje o que propor. Fizeram o que se haviam proposto e levaram nossos países à ruina. À falta de propostas, a direita retoma bandeiras da guerra fria, se articula em torno dos monopólios privados da mídia, lançam mão de personagens fracassados como os únicos apoios que lhes restam.

Convidados por um banco privado, três desses personagens foram a Venezuela, não se sabe bem fazer o quê. Quem sabe, sentindo falta do seu amigo Carlos Andres Perez, vão transmitir as experiências frustradas que tiveram e que os levaram à derrota e à debacle dos seus países. Basta que Felipe Gonzalez conte como na Espanha eles aplicaram brutal pacote econômico antipopular e entregaram o governo à direita, com uma economia desfeita, desemprego juvenil de 49%, com um retrocesso recorde da economia. Gonzalez pode recordar como, há 10 anos, apoiou o golpe militar contra Hugo Chavez.

Ricardo Lagos pode contar como os governos socialistas chilenos não saíram do modelo herdado de Pinochet e finalmente foram derrotados e entregaram a presidencia a um mandatário neo-pinochetista.

FHC teria que convencer o candidato da direita venezuelana, que deveria reivindicar sua figura e não a de Lula. Deveria explicar por que Lula é o presidente mais popular da história do Brasil, enquanto que ele é o político com maior rejeição. Deveria explicar ao candidato da direita de lá que seu partido e seu governo são os parentes mais próximos deles e que Lula certamente apoia a Hugo Chavez.

Grotesca a imagem dessa caravana dos derrotados, de um passado que não volta mais, viajando para levar uma palavra de desesperança ao candidato da direita venezuelana. Não é um bom augúrio para a oposição a Hugo Chavez.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mudar para continuar tudo igual

por Ivan Ivanovick

Na segunda-feira Ricardo Teixeira e João Claudio Derosso renunciaram das presidências da CBF e CMC, respectivamente. Ambas as renúncias foram motivadas diretamente por denúncias de corrupção. Não fossem as denúncias, muito provavelmente suas gestões erráticas se prolongariam ou serviriam de trampolim para voos maiores. Teixeira queria a FIFA. Derosso almejava qualquer coisa com status superior a um reles vereador de Curitiba.

Meu amigo Joel Benin costuma dizer que até a guerra é negociada em algum nível. Dentro da guerra, até as sacanagens mais sacanas são negociadas. A renúncia dos dois também foi, claro. Manoel Carlos Karam fala dos subterrâneos inconfessáveis da política com maestria e muito humor no seu “Jornal da Guerra contra o Taedos”. Esclarecedor.

O fato é que Teixeira e Derosso renunciaram quando perceberam que a cada dia sua situação pioraria. Então era entregar os anéis para pelo menos manter os dedos. A filha do Teixeira ainda apita forte na CBF e o PSDB e a turma do Beto prometeram uma reabilitação em médio prazo para que o barbudo ex-manda chuva da CMC saísse de cena para não prejudicar (ainda mais) a eleição municipal deste ano.

Fora isso, e alguma biografia arranhada, as coisas não devem mudar em nada. O cara que assume a CBF é um filhote da ditadura que embolsou uma medalha da copinha Júnior de Sampa. Olhe o nível!. O vereador que substituirá Derosso deve ser um dos beneficiados (praticamente todos eram, ou são) da farra feita com dinheiro de publicidade(!) da CMC.

E, onde eu quero chegar? Quero entender por que oTeixeira e o Derosso não caíram antes. Ora, quem estava contra eles, já estava antes das denúncias. E quem estava a favor, não mudou de opinião por causa das denúncias.

Desde a queda do Collor no começo dos anos 90, as denúncias de corrupção são uma forte arma política. Na ótica da média nacional é praticamente a única.

Ora, se fosse só por discordar da forma escrota como o Teixeira conduzia a seleção brasileira de futebol masculino, jogando contra seleções inexpressivas, em partidas caça-níqueis pela Europa, ou em algum emirado petrolheiro, o cara ainda estaria lá. Se fosse pela quase absoluta falta de apoio ao futebol feminino, no máximo alguma crítica nos rodapés dos jornais. Mudar, sem chance.

Mesma coisa o Derosso, que não largaria o osso só por tocar a CMC como se fosse a sapolândia. Só. Só????? O que era para ser a casa do povo curitibano virou poleiro para frangotes e pavões que tentam superar seus voos de galinha, sem medir esforços ou largar o saco do prefeito, do governador, almejando um poleiro mais alto para melhor aparecer e mais calibre proporcionar às sua negociatas. Honrosa exceção é a brava oposição. Desnutrida, mas brava.

Eu acho que a gente mais avançada para as bandas da esquerda sofre de uma certa letargia e as denúncias como as elencadas contra o Derosso acabam soando como uma ordem unida e daí conseguimos fazer marolas, vanzeros (como se diz na minha terra) e alguma canoa acaba virando.

Mas é duro viver só disso. E a ideologia, as idéias, os princípios, não servem de nada?

Goias e o caso Leonardo Pareja

Luis Nassif

O episódio Carlinhos Cachoeira, envolvendo autoridades goianas, o ex-Secretario de Seguranca Demóstenes Torres, talvez ajude a deslindar um dos grandes mistérios do sistema penal estadual: o caso Leonardo Pareja.

Trata-se daquele rapaz preso no CEPAIGO, presídio goiano, que, aproveitando um dia de visitas no presídio, transformou vários visitantes em reféns, denunciando as condições em que viviam os prisioneiros.

A rebelião foi dominada. Tempos depois, Pareja se envolveu com a filha de uma alta autoridade do estado.

Foi morto. Há suspeitas de que sua execução foi decidida em salas influentes do estado.

O fim da exclusão de Cuba nas Cúpulas das Américas

Brasil e Argentina não querem Cúpulas das Américas sem Cuba

De EFE / Terra

O chanceler argentino, Héctor Timerman, de visita no Brasil, e seu colega brasileiro, Antonio Patriota, manifestaram nesta terça-feira sua intenção de que a próxima Cúpula das Américas, que será realizada na Colômbia em abril, seja a última sem a participação de Cuba.

"Esta tem que ser a última cúpula da qual Cuba não participa", disse o ministro argentino de Relações Exteriores em entrevista coletiva conjunta com Patriota em São Paulo.

Timerman, que nesta terça-feira se reuniu com o chefe da diplomacia brasileira, acrescentou que seu Governo "agradece à Colômbia", país anfitrião, pelos esforços realizados.
p>O ministro acrescentou que a presença da ilha caribenha na reunião é necessária para que "finalmente a Cúpula seja das Américas".

Patriota mostrou sua concordância com a postura de Timerman e acrescentou que na reunião anterior o então presidente Lula já tinha manifestado sua intenção de que Cuba participasse do encontro.

Por outra parte, o ministro brasileiro expressou seu objetivo de visitar a Argentina "em breve" e anunciou reuniões mais frequentes entre os subsecretários dos dois ministérios para "aprofundar a agenda de cooperação" entre os países.

O chanceler brasileiro também afirmou que a reunião tinha sido eminentemente de caráter político e que tinham revisado os assuntos bilaterais, regionais e globais.

A primeira Cúpula da Américas aconteceu em Miami em 1994 com a participação dos 34 países-membros ativos da Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual Cuba foi suspensa em 1962.

A suspensão foi levantada em 2009, mas o Governo cubano não fez os trâmites para se reincorporar e disse que não tem intenção de fazer.

O Governo dos EUA manifestou abertamente sua rejeição a convocar Cuba a Cartagena de Indias, onde será realizada a reunião de abril, por considerar que esse país não cumpre com os requisitos democráticos fixados em 2001 pelos participantes.

Belluzzo: Globo e Teixeira viveram relação de mútua dependência

Nesta entrevista em que comenta a queda do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e as mudanças que podem ocorrer no esporte a partir de agora, o ex-presidente do Palmeiras Luiz Gonzaga Belluzzo diz que a TV Globo manteve uma relação forte com o ex-mandatário para não correr o risco de perder o principal item de sua programação. "O problema são todos esses interesses privados, que não levam em conta o interesse público", afirma o economista. São Paulo – Ex-presidente do Palmeiras (2009/10) e um apaixonado pelo futebol, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo se encontrou apenas duas vezes com o ex-mandatário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que renunciou nesta segunda-feira (12).

O ano era 2010 e ocorria a eleição para o comando do Clube dos 13, entidade que representa as mais importantes equipes do país. Teixeira articulava a candidatura do ex-presidente do Flamengo, Kléber Leite, contra Fábio Koff. Na ocasião, Belluzzo "trombou" com o então comandante da CBF.

"Eu defendi que a entidade dos clubes precisava ser autônoma, e não vinculada à CBF", lembra ele. No fim, Koff venceu, mas o Clube dos 13 saiu enfraquecido. Era cada vez mais previsível o racha, que acabou ocorrendo em 2011, na disputa pelo dinheiro do futebol pago pela TV Globo.

Nesta entrevista à Carta Maior, Belluzzo diz que espera por mudanças no futebol brasileiro, mas afirma que dificilmente elas virão dos clubes, verdadeiras "casamatas que reúnem os interesses mais díspares, dos maiores aos mais mesquinhos.

Carta Maior - Quem foi Ricardo Teixeira para o futebol brasileiro?
Luiz Gonzaga Belluzzo - Para entender o papel dele precisamos voltar no tempo, até a eleição de João Havelange na Fifa, em 1974, quando ele substituiu Stanley Rous. A partir dali houve uma mudança importante na administração do futebol, na relação com os patrocinadores. A direção do futebol deixou de ser feita de maneira amadora e se tornou um grande negócio, sobretudo para a área de marketing, que aproveitou o fato de o esporte ter se tornado uma impressionante manifestação de massa. Esse processo tomou corpo nos anos 80 e se acentuou nos 90.

CM - Foi essa transformação que ocorreu no Brasil em 1989, com a eleição de Ricardo Teixeira para a CBF?
LGB - Exatamente. O futebol se tornou um grande centro de negócios, legais e ilegais, e atraiu aventureiros interessados em ganhar dinheiro. Os escândalos começaram aí, e não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Se você deixa a lógica do dinheiro dominar, precisa tomar cuidado para não perder a natureza da atividade. Esse é o problema do futebol, o mais interessante de todos os esportes quando é bem jogado.

CM - Isso afetou o esporte dentro de campo?
LGB - No Brasil e em todo o mundo. Houve o caso da Copa do Mundo na França, em 1998, quando a Nike teria se envolvido na escalação de Ronaldo no jogo final. E o campeonato brasileiro de 2005, com a questão das apostas e a manipulação de resultados.

CM - Ricardo Teixeira sempre dependeu muito de sua relação com a TV Globo, não?
LGB - Era uma relação muito forte, de mútua dependência. A Globo tem o futebol como o principal item de sua programação, então seria muito complicado ficar sem ele. O problema são todos esses interesses privados, que não levam em conta o interesse público.

CM - O futebol é um bem material e imaterial da cultura brasileira. Sua gestão não teria de ser mais pública?
LGB - Você tem razão. Os clubes de futebol são entidades semipúblicas, responsáveis por um esporte que interessa a todos os brasileiros. Uma mudança de gestão, porém, teria de passar por uma mudança da organização desses clubes. Mas isso é muito difícil, porque eles são controlados por oligarquias que não querem que algo mude. Falo por experiência própria, como ex-presidente do Palmeiras. Os clubes são casamatas que reúnem os interesses mais díspares, dos maiores aos mais mesquinhos.

CM - É difícil que a democratização venha debaixo?
LGB - Muito difícil. Sem uma regulação geral, os clubes têm se enfiado nas mais complicadas negociações financeiras. Se sou presidente do Palmeiras e o Corinthians gasta muito com um jogador, eu tenho de fazer o mesmo. Veja o caso do Flamengo, que está em uma situação difícil e, mesmo assim, segue contratando jogador. Países como Alemanha e França já criaram regulações coletivas para fazer o controle financeiro do clube, impor teto de endividamento e levá-los a segunda divisão se eles quebrarem. Precisamos de algo similar aqui.

CM - O senhor discutiu alguma vez esses assuntos com Ricardo Teixeira?
LGB - Eu me encontrei com ele apenas duas vezes, uma em São Paulo e outra no Rio, quando havia a eleição do Clube dos 13 em 2010. Ele articulou a candidatura do Kleber Leite contra o Fábio Koff, mas felizmente os clubes barraram. Venceu o Koff. Naquela época, eu defendi que a entidade dos clubes precisava ser autônoma, e não vinculada à CBF.

CM - E a CBF sem Ricardo Teixeira? Muda algo?
LGB - A CBF é um pote de ouro, uma arca perdida que todo mundo quer. Minha esperança é que surja alguém mais isento. Mas é difícil, porque a eleição depende dos presidentes das federações. E aí é um jogo de compromissos.

Por unanimidade, PMDB decide ter candidatura própria para prefeito em Foz

gazeta do iguaçu

O diretório municipal do PMDB reuniu-se na noite de sextafeira para tratar assuntos relativos à eleição de outubro. De acordo com o presidente do diretório, Sérgio Beltrame, a disposição de candidatura própria, anunciada no ano passado pela executiva regional, foi ratificada pelos membros da diretoria. "A pauta do encontro foi para discussão geral sobre as próximas eleições", explicou Beltrame. "Ficou deliberado que o PMDB terá candidatura própria para prefeitura", acrescentou o presidente do diretório.

Durante a reunião, a possibilidade de alianças com outros partidos na corrida à chefia do Poder Executivo foi completamente descartada. "Existiam opiniões por coligações e por candidatura própria, mas na hora da votação, a candidatura própria (venceu) por unanimidade", reafirmou. Praticamente toda a executiva municipal esteve presente na reunião de sexta-feira, incluindo os três vereadores do partido: o próprio Beltrame, Valdir de Souza Maninho e Hermógenes de Oliveira. Também foram registradas as presenças do exdeputado estadual e ex-prefeito Dobrandino Gustavo da Silva, do ex-secretário do Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social e ex-prefeito de Foz do Iguaçu Tércio Albuquerque, dentre outros.

Definida a candidatura própria para prefeito, o PMDB agora trabalhará os nomes de pré- candidatos. "Em princípio, temos nomes para candidatura a prefeito e chapa completa para vereador", afirmou o presidente do diretório. Para a disputa à Câmara e Vereadores, conforme explicou Beltrame, o partido conta com 24 précandidatos, sendo que 30% são mulheres.

Em permanecendo as atuais 15 cadeiras para a próxima legislatura, cada partido deverá apresentar apenas 22 pré-candidatos na convenção municipal. "Havia uma expectativa de
aumento de cadeiras na Câmara. Por isso, todos os partidos estão enfrentando dificuldades, porque, com 21 (cadeiras), seria mais tranquila a eleição para vereador; seria menos disputado. Agora, pode ser que alguém reveja a possibilidade de disputar", declarou. Conforme Beltrame, a convenção deverá acontecer na data-limite, ou seja, dia 30 de junho. Por ser num sábado, a direção do partido espera a forte participação da militância.

Hoje, o partido conta com 6,5 mil filiados, sendo um dos maiores do município.

MPF abre 1a. ação penal por crimes da ditadura

O Ministério Público Federal anunciou nesta terça (13) a abertura da primeira ação penal contra crimes praticados por agente público a serviço da ditadura militar (1964-1985). Na peça, acusa-se o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió de sequestrar cinco militantes durante a repressão à guerrilha do Araguaia.

A petição será protocolada nesta quarta (13) na Justiça Federal de Marabá (PA), onde o episódio vinha sendo investigado desde 2009. Concluiu-se que, entre janeiro e setembro de 1974, após terem sido recolhidos a bases militares, os militantes presos por tropas comandadas por Curió, chamado à época pelo codinome de “Dr. Luchini”, jamais reapareceram.

A Procuradoria sustenta que o sumiço das vítimas torna os crimes de Curió “permanentes”. Por essa razão, não seriam alcançados nem pela prescrição nem pela Lei da Anistia.

A denúncia faz referência à decisão do STF que, ao julgar ação proposta pela OAB, confirmou a validade da lei que anistou os crimes praticados durante a ditadura. Alega-se que a deliberação do Supremo não impede a responsabilização criminal por crime de sequestro.

Subscrevem a ação sete procuradores: Tiago Modesto Rabelo e André Casagrande Raupp, de Marabá; Ubiratan Cazetta e Felício Pontes Jr., de Belém; Ivan Cláudio Marx, de Uruguaiana; Andrey Borges de Mendonça, de Ribeirão Preto; e Sérgio Gardenghi Suiama, de São Paulo.

terça-feira, 13 de março de 2012

Dilma convida Brizola Neto para o Ministério do Trabalho

Brasília - A presidente Dilma Rousseff (PT) convidou o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para ser o novo ministro do Trabalho, revelam interlocutores próximos ao deputado. A escolha ainda vai passar pelo crivo do presidente da legenda, Carlos Lupi. O cargo está sendo ocupado interinamente desde novembro por Paulo Roberto Pinto, quando Lupi foi demitido por denúncias de corrupção.

O nome de Brizola Neto ainda não foi divulgado oficialmente porque Dilma precisa conversar com Lupi e enfrenta rejeição de setores do partido. Na última sexta-feira, mesmo dia em que demitiu Afonso Florence do ministério do Desenvolvimento Agrário, a presidente recebeu Brizola Neto para tratar da sucessão no comando do Trabalho.

Na época da queda de Lupi, havia rumores de que o PDT poderia perder o comando da pasta e por isso Dilma teria colocado o secretário-executivo como ministro interino para que pudesse fazer uma manobra mais ousada. A legenda conseguiu manter o ministério. Brizola Neto tem apoio da ala sindical do partido.

Ele é filiado ao PDT desde 1997 e está na Câmara dos Deputados desde 2007. Em 2011, ele voltou ao mandato como parlamentar como suplente do deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ).

A queda de Lupi

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão no dia 4 de dezembro, cerca de um mês após denúncias de que seus assessores cobrariam propina de organizações não governamentais (ONGs) conveniadas com a pasta e de que teria ocupado cargo-fantasma na Câmara dos Deputados por seis anos. No governo federal desde 2007, Lupi culpou a "perseguição política e pessoal da mídia" por sua saída.

A crise começou no início de novembro, quando a revista Veja publicou que funcionários do ministério estavam envolvidos em um suposto esquema de cobrança de propina de ONGs conveniadas com a pasta comandada pelo ministro. Segundo a publicação, entidades tinham o repasse bloqueado após problemas com a fiscalização. Assessores de Lupi, então, procuravam os dirigentes para resolver o problema cobrando propinas de 5% a 15%. Na ocasião, Lupi disse que irregularidades de funcionários, se existiam, não podiam ser atribuídas a ele, pedindo investigação do caso.

Mas o escândalo se ampliou quando o ministro teve que ir ao Congresso explicar uma viagem no avião do empresário dono da ONG Pró-Cerrado, que tem convênios de R$ 14 milhões com o Trabalho, para cumprir agenda no Maranhão. Inicialmente, o ministro negou conhecer Adair Meira, mas voltou atrás depois de ter fotos divulgadas ao lado dele. Lupi argumentou ter dito apenas que não mantinha "relações pessoais" com Meira.

Na última semana antes de deixar o cargo, o jornal Folha de S. Paulo, denunciou que o ministro foi lotado na liderança do PDT por seis anos, mas no período exerceu atividades partidárias como vice-presidente da sigla. As normas da administração pública dizem que ocupantes desses cargos devem exercer funções técnicas e precisam trabalhar nos gabinetes. Apesar do apoio do partido e da vontade da presidente Dilma Rousseff em não perder mais um ministro para denúncias de corrupção, a permanência de Lupi no comando da pasta se tornou insustentável após a Comissão de Ética Pública aplicar, por unanimidade, uma advertência e recomendar sua demissão.

Derosso renuncia ao cargo de presidente da Câmara de Curitiba

Ele estava afastado desde novembro, após uma série de denúncias.
Pedido foi lido em plenário pelo presidente em exercício, Sabino Picolo.

O presidente licenciado da Câmara de Vereadores de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB) renunciou ao cargo no início da sessão desta segunda-feira (12). O documento com o pedido foi lido em plenário pelo presidente em exercício, Sabino Picolo (DEM). Derosso, que presidia a Casa há 15 anos, não estava na sessão no momento do anúncio.

O vereador estava afastado espontaneamente do cargo desde novembro de 2011, quando justificou a saída como maneira de “preservar a instituição e os demais vereadores”. Um novo pedido de afastamento por mais 90 dias foi requerido por Derosso em fevereiro, o que gerou reclamações da oposição.

A bancada de oposição na Câmara planejava apresentar em plenário nesta segunda um requerimento de afastamento definitivo de Derosso do cargo. As assinaturas foram recolhidas com a adesão de parlamentares do PSDB, partido do então presidente, cujo líder chegou a afirmar que Derosso estava "politicamente condenado". A oposição, inclusive, planejava uma manobra para garantir participação na Comissão Processante que analisaria o pedido.

O G1 tentou falar com Derosso, mas não obteve retorno das ligações.

Denúncias
Derosso foi denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa, oriunda de irregularidades na administração da Câmara. Entre elas, está a contratação da empresa Oficina da Notícia, de propriedade de sua esposa, Cláudia Queiroz. Ela era funcionária da Câmara quando venceu a licitação de um contrato de publicidade estimado em R$ 30 milhões.

Há ainda suspeitas sobre a impressão do informativo “Câmara em Ação”, um veículo com as notícias publicadas no site do órgão. Dados do Tribunal de Contas do Paraná, que também investiga denúncias de irregularidades nos contratos de publicidade do legislativo municipal, apontam que o órgão gastou R$ 14 milhões com a impressão mensal de 201,05 mil exemplares do “Câmara em Ação” de julho de 2006 a janeiro de 2008. Este valor corresponde a 41% de todos os gastos do legislativo municipal no mesmo período.

segunda-feira, 12 de março de 2012

RICARDO TEIXEIRA RENUNCIA À PRESIDENCIA DA CBF

Ricardo Teixeira não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL). Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, na sede da entidade no Rio de Janeiro, José Maria Marin - vice-presidente do Sudeste e mandatário em exercício após a licença médica de Teixeira na última semana - anunciou que o cartola renunciou aos cargos.

Marin leu uma carta de Teixeira em que o dirigente dizia: "Hoje, deixo definitivamente a presidência da CBF". No texto, o ex-presidente anuncia Marin, de 79 anos, como seu substituto na confederação. No COL, os ex-jogadores Bebeto e Ronaldo fazem parte do conselho de administração. Segundo Marin, ele também entrará no COL.

No comunicado, Teixeira deixou um "muito obrigado" à torcida brasileira, lembrou os títulos conquistados pela Seleção desde sua chegada em 1989 e considerou injustas as acusações que tem sofrido. "Fiz nesses anos o que estava ao meu alcance, sacrificando a saúde", dizia o texto. Na última sexta, o dirigente havia pedido licença médica. Na véspera da Assembleia Geral da CBF, que foi realizada dia 29 de fevereiro, ele passou mal durante uma reunião e teve que deixar a sede da entidade com dificuldades de se locomover. Em setembro do ano passado, Teixeira foi internado por dois dias no Rio de Janeiro devido à diverticulite (processo inflamatório e infeccioso do divertículo - bolsas circulares da parede do colón que têm ligação com o intestino grosso).

Ex-genro de João Havelange, Teixeira assumiu a CBF em 16 de janeiro de 1989. Com ele no comando, a Seleção conquistou duas Copas do Mundo (1994 e 2002), três Copas das Confederações (1997, 2005 e 2009) e cinco Copas Américas (1989, 1997, 1999, 2004 e 2007). O dirigente também criou a Copa do Brasil (1989) e transformou o Campeonato Brasileiro em disputa de pontos corridos, com turno e returno, a partir de 2003. Sua maior vitória foi conquistada em 2007: liderou a candidatura do Brasil para ser sede da Copa do Mundo de 2014 e, logo em seguida, tornou-se presidente do Comitê Organizador Local (COL).

Antes do carnaval, alguns jornais e sites brasileiros passaram a divulgar que Teixeira deixaria o poder em breve. A esposa e a filha mais nova do dirigente viajaram para Miami, assim como o dirigente, o que aumentou a especulação. As notícias sobre a possível saída de Teixeira aumentaram com as denúncias da imprensa internacional sobre o envolvimento dele em escândalos de corrupção da Fifa, onde é membro do Comitê Executivo.

O nome de Teixeira foi envolvido em uma denúncia da TV inglesa BBC, que apontou o dirigente como um dos que teriam recebido comissões da agência de marketing ISL (extinta em 2001 por falência). Por causa dessas relações, a ISL teria obtido lucrativos contratos de patrocínio e de direitos de televisão com a Fifa. No Brasil, a Polícia Federal chegou a instalar um inquérito para apurar a suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas do presidente da CBF.

Desafeto de Teixeira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometeu em outubro do ano passado que tornaria público os arquivos do "caso ISL". Contudo, por questões legais, a promessa ainda não foi cumprida.

No Brasil, o dirigente também virou alvo de acusações sobre o envolvimento com a empresa Ailanto, responsável pela organização do amistoso em Brasília entre Brasil e Portugal em 2008 e que recebeu R$ 9 milhões do governo do Distrito Federal. A Polícia Civil da capital abriu inquérito para investigar suposto desvio de dinheiro público. A Ailanto tem como sócio o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, um dos melhores amigos de Teixeira.(globo esporte)

Do ilusório gene egoísta ao caráter cooperativo do genoma humano

Leonardo Boff

Tempos de crise sistêmica como os nossos favorecem uma revisão de conceitos e a coragem para projetar outros mundos possíveis que realizem o que Paulo Freire chamava de o “inédito viável”.

É notório que o sistema capitalista imperante no mundo é consumista, visceralmente egoísta e depredador da natureza. Está levando toda a humanidade a um impasse, pois criou uma dupla injustiça: a ecológica, por ter devastado a natureza, e outra social, por ter gerado imensa desigualdade social. Simplificando, mas nem tanto, poderíamos dizer que a humanidade se divide entre aquelas minorias que comem à tripa forra e aquelas maiorias que se alimentam insuficientemente. Se agora quiséssemos universalizar o tipo de consumo dos países ricos para toda a humanidade, necessitaríamos, pelo menos, de três Terras, iguais à atual.

Este sistema pretendeu encontrar sua base científica na pesquisa do zoólogo britânico Richard Dawkins, que há trinta e seis anos escreveu seu famoso O gene egoísta(1976). A nova biologia genética mostrou, entretanto, que esse gene egoísta é ilusório, pois os genes não existem isolados, mas constituem um sistema de interdependências, formando o genoma humano que obedece a três princípios básicos da biologia: a cooperação, a comunicação e a criatividade. Portanto, o contrário do gene egoísta. Isso o demonstraram nomes notáveis da nova biologia como a Prêmio Nobel Barbara McClintock, J. Bauer, C. Woese e outros. Bauer denunciou que a teoria do gene egoísta de Dawkins “não se funda em nenhum dado empírico”. Pior, “serviu de correlato biopsicológico para legitimar a ordem econômica anglo-norte-americana” individualista e imperial (Das kooperative gen, 2008, pág.153) .

Disto deriva que, se quisermos atingir um modo de vida sustentável e justo para todos os povos, aqueles que consomem muito devem reduzir drasticamente seus níveis de consumo. Isso não se alcançará sem forte cooperação, solidariedade e uma clara autolimitação.

Detenhamo-nos nesta última, a autolimitação, pois é uma das mais difíceis de ser alcançada devido à predominância do consumismo, difundido em todas classes sociais. A autolimitação implica numa renúncia necessária para poupar a Mãe Terra, para tutelar os interesses coletivos e para promover uma cultura da simplicidade voluntária. Não se trata de não consumir, mas de consumir de forma sóbria, solidária e responsável face aos nossos semelhantes, a toda a comunidade de vida e às gerações futuras que devem também consumir.

A limitação é, ademais, um princípio cosmológico e ecológico. O universo se desenvolve a partir de duas forças que sempre se autolimitam: as forças de expansão e as forças de contração. Sem esse limite interno, a criatividade cessaria e seríamos esmagados pela contração. Na natureza funciona o mesmo princípio. As bactérias, por exemplo, se não se limitassem entre si e se uma delas perdesse os limites, em bem pouco tempo ocuparia todo o planeta, desequilibrando a biosfera. Os ecossistemas garantem sua sustentabilidade pela limitação dos seres entre si, permitindo que todos possam coexistir.

Ora, para sairmos da atual crise, precisamos mais que tudo reforçar a cooperação de todos com todos, a comunicação entre todas as culturas e grande criatividade para delinearmos um novo paradigma de civilização. Há que darmos um adeus definitivo ao individualismo que inflacionou o “ego” em detrimento do “nós”, que inclui não apenas os seres humanos mas toda a comunidade de vida, a Terra e o próprio universo.