sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Datafolha aponta empate técnico entre Beto e Osmar

A diferença entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) na corrida pelo governo do Paraná voltou para o patamar do início da campanha.

Os cinco pontos de vantagem para o tucano, registrados pelo Datafolha em pesquisa divulgada ontem pela RPCTV repetem a vantagem que Beto tinha no dia 26 de julho, data da primeira pesquisa Datafolha/RPC.

Com os dois candidatos oscilando para cima dentro da margem de erro, a pesquisa de ontem mostra 45% das intenções de voto para Beto, contra 40% de Osmar. Em 23 de julho o placar era de 43% a 38% para o tucano. Com margem de erro de três pontos, a pesquisa indica empate técnico entre os dois candidatos

As cinco últimas pesquisas mostram uma curva com a diferença partindo de cinco pontos, atingindo o máximo de treze, em 26 de agosto e caindo até voltar aos mesmos cinco pontos, indicando uma recuperação de Osmar Dias, que atingiu ontem seu maior índice desde o início da campanha.

Em relação à última pesquisa do Datafolha, divulgada no último dia 10, tanto Beto quanto Osmar oscilaram para cima dentro da margem de erro: o tucano subiu de 44% para 45%, freando a queda anterior, enquanto o pedetista foi de 38% para 40%.

Os candidatos Paulo Salamuni (PV), Luiz Felipe Bergman (PSOL), Amadeu Felipe (PCB), Avanilson Araújo (PSTU) e Robinson de Paula (PRTB) não atingiram 1%. Brancos e nulos somam 2% e 11% ainda estão indecisos.

O Datafolha ouviu 1.240 pessoas, em 47 municípios entre segunda-feira e anteontem. A pesquisa, encomendada pela RPC e pelo jornal Folha de S. Paulo, está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 1246/2010.

Aliados de Osmar comemoraram o resultado de ontem. “Está acontecendo o que esperávamos. Mesmo os institutos que demoram mais para captar a intenção de voto, em função da metodologia que empregam, já começam a mostrar a virada de Osmar, em uma velocidade também esperada. Sem dúvida, a próxima pesquisa apresentará Osmar na liderança. Acredito que a subida de Osmar se deve ao ajustamento da coordenação da campanha, que colocou a campanha na rua, e ao apoio do Lula, da Dilma, do Requião e da Gleisi”, disse o presidente estadual do PT, Ênio Verri.

“Analisando as duas últimas pesquisas, vemos que Osmar cresceu 6 pontos em dez dias e a tendência mostra que estamos mais perto da vitória. Temos empate técnico, mas Osmar mostra um crescimento estável”, acrescentou o presidente do PSC, Ratinho Júnior.

Já Beto Richa festejou o fato de a pesquisa mostrar sua vitória já no primeiro turno, com 53% dos votos válidos. “Mais uma pesquisa confirma o que eu tenho sentido na pesquisa das ruas, no encontro olho no olho: os paranaenses querem um novo jeito de governar, um novo Paraná”, disse Beto Richa em Francisco Beltrão, onde participa de encontro com lideranças regionais. “Por onde passo, a duas semanas das eleições, reafirmo minha confiança, minha certeza na vitória do povo do Paraná”, declarou o tucano.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Miriam Belchior perde força, e Paulo Bernardo se torna opção mais viável para Casa Civil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar na próxima semana o nome do substituto de Erenice. Por enquanto, o cargo será ocupado interinamente pelo secretário-executivo da pasta, Carlos Eduardo Esteves Lima.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, passou a ser cogitado para a função, pela desenvoltura política demonstrada ao longo do governo. Ele entrou em férias esta semana para se dedicar à campanha eleitoral no Paraná.

A Folha de S. Paulo apurou que a coordenadora-geral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, cotada para o lugar de Erenice, perdeu força nas últimas horas porque ela está com receio de assumir o cargo e virar alvo da imprensa.

Miriam não foi chamada para conversar com o presidente, apesar de ter sido avisada da possibilidade de virar ministra. Ela, porém, está reticente em aceitar.

Francenildo será indenizado: R$ 500 mil

do blog do Claudio Humberto

O caseiro Francenildo dos Santos Costa conseguiu na Justiça o direito à indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil em razão da quebra ilegal de seu sigilo bancário em 2006. Ele ingressou com ação contra Caixa e a Editora Globo pedindo indenização por danos morais. Em relação à Caixa, o autor argumentou que a empresa pública quebrou ilegalmente seu sigilo bancário. No caso da editora, que publica a revista Época, o caseiro argumentou que ela teria violado seus direitos individuais ao expor seus dados bancários e divulgar questões de cunho particular e familiar, veiculando comentários tendenciosos com o objetivo de denegrir sua imagem e expor sua vida privada. No entendimento do juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara da Seção Judiciária do DF, considerou ilegal o encaminhamento da documentação bancária de Francenildo ao Ministério da Fazenda.

Chávez lança venda de eletrodomésticos a preços módicos

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançou na noite desta quarta-feira (15) um programa governamental para a aquisição de eletrodomésticos chineses vendidos na rede estatal a preços baixos ou a crédito. O programa 'Minha casa equipada' facilita a compra de geladeiras, fogões a gás, máquinas de lavar, aquecedores, televisores e aparelhos de ar condicionado, oferecendo preços inferiores aos do setor privado, e com facilidades de pagamento através de empréstimos dos bancos públicos.

Enquanto visitava uma casa montada na Praça Bicentenário do Palácio de Miraflores, Chávez promoveu os equipamentos elétricos juntamente com o embaixador chinês, Zhao Rongxian, e o cubano, Rogelio Polanco, todos guiados por uma dona de casa que atuava como anfitriã.

De acordo com o governante, o país comprou 300 mil equipamentos ao gigante asiático, que estão a caminho e farão parte do programa. Além disso, o embaixador Zhao anunciou que amanhã chegarão a Caracas representantes da empresa Haier, para criar capacidades de produção na Venezuela.

Durante a cerimônia, Chávez indicou ainda que os equipamentos têm uma melhor eficiência energética. Quando o presidente anunciou a iniciativa no início deste mês, a saudou como uma alternativa para melhorar a qualidade de vida da população e incentivar a economia de eletricidade. “Estamos empenhados em lançar novas ondas de industrialização para o povo e contamos a China”, disse ele.

O 'Minha casa equipada' é um programa que faz parte dos convênios bilaterais adotados entre Venezuela e China.

Com Prensa Latina

Cai Erenice Guerra da Casa Civil; Miriam Belchior deve assumir vaga

A ministra Erenice Guerra deixou o cargo nesta quinta-feira. A coordenadora-geral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, deve assumir o posto.

Erenice acertou sua demissão do governo em reunião com o presidente Lula. A Presidência soltará um comunicado sobre a decisão. Mais cedo, ela havia recebido, fora do Palácio do Planalto, o ministro Franklin Martins (Comunicação), emissário de um recado do presidente --de que a situação da ministra havia ficado insustentável e que ela deveria pedir demissão.

Uma empresa de Campinas confirma, segundo reportagem da Folha, que um lobby opera dentro da Casa Civil e acusa o filho de Erenice Guerra, Saulo, de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Erenice também teria atuado, segundo reportagem publicada na revista "Veja", para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de propriedade de seu outro filho, Israel.

Belchior é vista como uma "solução caseira", de alguém que já trabalha dentro da Casa Civil e tem perfil discreto, além de contar com a confiança do presidente Lula. Antes da saída de Dilma Rousseff do comando da pasta, Lula chegou a analisar a sua indicação, mas cedeu aos pedidos da hoje candidata do PT à Presidência por Erenice.

O presidente continua mantendo sua confiança na ministra e lhe dá o benefício da dúvida diante das acusações publicadas nos últimos dias, mas avalia que há muitos familiares dela envolvidos em caso de lobby passando pela Casa Civil, o que torna sua situação "insustentável".

Pesa ainda contra Erenice a publicação da nota atacando o candidato tucano José Serra, sem consultar nem mesmo o presidente sobre o conteúdo do documento.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, divulgou hoje nota pedindo o afastamento de Erenice sob o argumento de que as investigações sobre lobby não podem ocorrer com a chefe da Casa Civil no cargo.

"As investigações sobre as crescentes denúncias envolvendo a ministra Erenice Guerra, seus familiares, ex-familiares, assessores e ex-assessores, não podem ser feitas com a atual ministra no cargo, seu afastamento é essencial e deve ser imediato. Diante de tamanho escândalo, não mais se trata de ganhar ou perder votos, de assunto eleitoral, para onde o governo, a candidata e o PT tentaram desviar. O caso é de polícia", Guerra.

Segundo ele, somente o afastamento da atual ministra-chefe da Casa Civil vai permitir a investigação "séria, profunda, transparente e sem farsas, que o Brasil exige e o governo tem a obrigação de permitir". "Caso contrário, será mais um crime envolvend

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Artigo: A Virada se consolida e a Vitória de Osmar é já no Primeiro Turno


Por Tércio Albuquerque

No ritmo já consolidado dos últimos resultados divulgados pelos Institutos de Pesquisa sobre a preferência dos eleitores em relação aos candidatos ao Governo do Estado, os números do Ibope e do DataFolha vem confirmando a virada na preferência do eleitor a favor do candidato Osmar Dias, em praticamente todos os municípios do Paraná.

Faltando pouco mais de duas semanas para as eleições, o candidato da coligação “A união faz um novo amanhã”, Osmar Dias, encosta em seu principal adversário, Beto Richa, que, de líder nas pesquisas, experimenta uma queda vertiginosa na aceitação popular, segundo os últimos dados apresentados.

As pesquisas mostradas pela Rede Paranaense de Comunicação, já apontam um empate técnico entre os dois candidatos e a cristalização da tendência da curva em ascendência de Osmar Dias sobre seu principal adversário.

Considerando a margem de erro, Osmar e Beto podem ter 41% das intenções de votos. O DataFolha mostra Beto com 44% (caiu 3 pontos desde a última pesquisa) e Osmar com 38% (tinha 34% na última pesquisa).

A última pesquisa Ibope/RPC, divulgada no último dia 9, já mostrava a tendência de uma queda do candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, em seu principal reduto eleitoral, Curitiba. Na capital, Beto aparece com 57% das intenções de voto, contra 28% de Osmar Dias (PDT). Ou seja, em Curitiba Osmar cresceu 8%, enquanto o ex-prefeito tucano despencou onze pontos.

De qualquer maneira, os resultados vêm mostrando uma inversão nas curvas, com o Beto caindo e o Osmar ganhando pontos importantes, sendo essa tendência creditada, em parte, à chamada “Onda Lula”. A arrancada de Osmar rumo à vitória, soma-se à liderança dos candidatos à Presidência – Dilma – e ao Senado – Gleisi e Requião.

Mas o fenômeno desta virada está se dando, sobretudo, pelo engajamento total do Governador Orlando Pessuti na campanha de Dilma Presidente e de Osmar Governador, sustentado nos seus índices fantásticos de avaliação no Paraná, especialmente em Curitiba. A gestão de Pessuti é aprovada por uma grande maioria de 63,19% dos curitibanos, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para a Gazeta do Povo, divulgada no início desta semana.

Por outro lado, o extraordinário desempenho do candidato do PDT, Osmar Dias, que apresenta propostas consistentes e mostra, olho no olho, ao conjunto do eleitorado, o seu sincero comprometimento com os destinos do Paraná, está sendo fundamental para a consolidação da virada nesta reta final.

É imprescindível, todavia, destacar a mobilização dos movimentos populares, capitaneada por Maria Teresa, esposa do candidato do PDT ao Governo, por Regina Pessuti, Primeira Dama, que está sendo vital nesta guinada em prol do candidato Osmar Dias em Curitiba e Região Metropolitana.

Se no reduto do principal adversário o quadro é extremamente favorável a Osmar Dias, nas demais regiões do Estado a preferência do eleitorado pelo candidato pedetista é uma tendência que se confirma desde as eleições de 2006.

Enfim, uma campanha política antenada nas aspirações populares, que vem mostrando o que o povo pode esperar do futuro Governador do Paraná. Nesta perspectiva, há que se destacar a atuação do coordenador-geral da campanha de Osmar, o ex-governador Mário Pereira, e de tantas outras lideranças, cujo trabalho está consolidando a virada nas eleições e abrindo probabilidade concreta de vitória de Osmar Dias já no primeiro turno.

PM e TRE discutem fiscalização no dia das eleições

do Política em Debate

Comandantes dos batalhões da Polícia Militar e representantes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) discutiram, ontem, como será a fiscalização eleitoral no dia das eleições. A secretária do TRE Ana Flora França e Silva explicou aspectos e mudanças da lei eleitoral que devem ser levados em conta durante a fiscalização.
“Não serão permitidos aos grupos de membros de partidos se vestirem de maneira igual, identificando símbolos, o que também será caracterizado como propaganda eleitoral”, afirma a secretária do TRE, Ana Flora França e Silva.

Qualquer demonstração de propaganda partidária feita no dia das eleições é crime. Também ocorreu discussão a respeito do artigo 39 da Lei Eleitoral, que se refere à manifestação individual de preferência por determinado candidato. Exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, adesivos e outros acessórios, a demonstração isolada por parte dos eleitores está permitida, de acordo com o texto.

Casos de exagero, porém, o TRE considerará infração eleitoral. “Como um carro todo caracterizado por adesivos, por exemplo, estacionado em frente a uma sessão eleitoral não será permitido”, conta Ana Flora. O veículo, neste caso, correrá o risco de ser guinchado. A logística das eleições também foi abordada na conversa, incluindo a parte de distribuição das urnas eletrônicas.

Lula participará de mais um comício de Osmar Dias

do paranaonline

O comando da campanha do candidato ao governo, senador Osmar Dias (PDT), discute onde e quando será o próximo comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, no Paraná. A dúvida é saber se a presença do principal cabo eleitoral desta eleição em todo o País será mais eficiente para a campanha de Osmar em Curitiba e região metropolitana ou na região Norte do Estado.

O presidente estadual do PT, Ênio Verri, disse que o presidente irá onde for mais necessário. Lula é apontado por petistas, peemedebistas e pedetistas como o principal fator no crescimento de Osmar nas pesquisas de intenções de votos.

Lula veio a Foz do Iguaçu, há dez dias. O comício, cujas imagens foram exibidas várias vezes no programa de Osmar no horário eleitoral gratuito, foi considerado um dos principais atos de campanha do pedetista.

“O Lula trouxe uma voz de comando para a campanha. Levou o pessoal para a rua”,disse o deputado peemedebista Caito Quintana, garantindo que a adesão do seu partido passou a ser quase integral à campanha do pedetista.

Para Verri, a campanha também ganhou volume depois que o comando conseguiu organizar as coordenadorias regionais, no interior do Estado. Embora setores da aliança defendam a ida de Lula a Londrina ou Maringá, Curitiba e região metropolitana ainda são consideradas territórios do adversário tucano Beto Richa.

Nos municípios vizinhos a Curitiba, Osmar não registrou crescimento nas intenções de votos nas recentes pesquisas. “A campanha ainda não chegou lá, como queríamos, mas é uma questão de tempo. Porque houve uma fenda aberta em Curitiba”, afirmou Verri.

Selo lança caixa com três discos de Tom Zé nos EUA

O selo Luaka Bop, do americano David Byrne, que contribuiu para que Tom Zé fosse reconhecido nos Estados Unidos, no início da década de 1990, vai lançar no exterior uma caixa com três discos do compositor e cantor brasileiro. Com o título em inglês de "Studies of Tom Zé: Explaining Things So I Can Confuse You", o box, com lançamento nos Estados Unidos previsto para o dia 5 de outubro, terá os álbuns "Estudando o Samba", de 1975, "Estudando o Pagode", de 2006, e "Estudando a Bossa - Nordeste Plaza", de 2008. Além da versão em CD, também haverá uma outra em vinil. A informação foi divulgada na página de lançamentos do site do New York Times. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Diferente

do CELSO NASCIMENTO - GAZETA DO POVO

Por falar em Datafolha (*), a última rodada, divulgada sexta-feira passada, mostra que Curitiba é bastante diferente do interior quando se trata das preferências em relação aos candidatos a senador. Na capital, Requião (PMDB) ocupa o 3.º lugar, com 33%, 14 pontos abaixo de Gleisi Hoffmann (PT), que tem 43%. Gustavo Fruet (PSDB) está em segundo, com 42%, praticamente empatado com a petista. Os curitibanos que indicaram apenas um candidato, os que ainda estão indecisos quanto às duas vagas e os que prometem votar em branco/nulo ainda somam 57%.

(*) A pesquisa Datafolha ouviu 1.229 pessoas em 46 municípios nos dias 8 e 9 passados. Está registrada no TRE sob o nº 21.185/2010. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Charge que circula em Londrina



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ibope Amazonas: Vanessa está 5 pontos acima de Arthur Virgílio

Nova pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Amazônica, divulgada nesta segunda-feira (13), mostra a candidata ao Senado pela coligação “Avança Amazonas”, deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), com 39% das intenções de voto contra 34% do tucano Arthur Virgílio Neto. Ambos disputam a segunda vaga do Estado no Senado. Na liderança isolada, está o ex-governador Eduardo Braga (PMDB), com 80%. Jefferson Praia (PDT) está em quarto lugar, com 9%. Indecisos somam 12% e Brancos e Nulos 2%.

Pelos números da sondagem anterior do mesmo instituto, divulgada no dia 31 de agosto, Vanessa cresceu 7 pontos e o seu adversário direto caiu 15.

Essa é novidade no processo eleitoral amazonense. É que pela primeira vez a candidata aparece descolada do tucano. No mês passado, dois institutos locais de pesquisa (Action e Perspectiva) davam empate técnico entre os dois.

A campanha de Vanessa ganhou há duas semanas um apoio de peso na propaganda eleitoral da TV. Ela foi a única a receber no palanque eletrônico a presidenciável Dilma Rousseff pedindo voto para a sua candidatura (veja aqui).

Campanha conjunta

Nessa nova fase da propaganda, Eduardo Braga e Vanessa entraram no horário eleitoral em um único programa. Os dois argumentam que o Amazonas precisa estar forte no Senado com representantes afinados com Dilma.

A candidata recebeu o resultado com cautela. Disse que o importante agora é manter o trabalho de corpo a corpo que vem fazendo pelo Estado, sobretudo na capital, onde pretende intensificar a campanha. Ela já viajou quase a totalidade dos municípios.

Na disputa ao governo, Omar Aziz (PMN) lidera com 53% contra 32% de Alfredo Nascimento (PR). Com base na última pesquisa, Omar saiu de 54% para 53% e Alfredo caiu de 38% para 32%. Se as eleições fossem hoje, o candidato do PMN venceria no primeiro turno.

Para a Presidência, Dilma Rousseff (PT) teria 77% dos votos dos amazonenses. O tucano José Serra alcançou apenas 10% na pesquisa e Marina Silva (PV) 8%. Os outros candidatos chegaram a 1%. Brancos e nulos são 1% e indecisos 3%.

A pesquisa ouviu 812 pessoas entre 10 a 12 de setembro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23.718/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM) sob número 26976/2010. A margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

fonte: portal vermelho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Negociações pela paz na Palestina: esse talk-show não dá ibope

Escrito por Luiz Eça para o Correio da Cidadania

Lançadas com muitas fanfarras, as "peace talks", conversações de paz entre israelenses e palestinos, não passam de um "show" montado por Barack Obama para impressionar o público americano, de olho nas eleições parlamentares de novembro.

Na verdade, os principais atores deste espetáculo (muito mais midiático do que outra coisa), ou seja, os árabes e os israelenses, duvidam de um "happy end", consubstanciado na criação de um Estado palestino independente e viável com garantias de segurança para Israel.

Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, sempre jurou que só aceitaria reunir-se com o governo israelense caso ele congelasse os assentamentos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

No começo, Obama somou com essa pré-condição. E fez de tudo para Netanyahu concordar.

Afinal, era exigência lógica. O desejado Estado palestino teria, forçosamente, de desapossar os judeus das áreas da Cisjordânia ocupadas pelos assentamentos. Fazer o contrário, ou seja, ampliar os assentamentos enquanto se discutia sua extinção, seria um contra-senso, indicativo da nenhuma disposição do governo de Israel de aceitar uma paz justa.

Obama apelou, exigiu, pressionou. Netanyahu fez pé firme, apoiado pelo congresso de Washington ("o melhor congresso que o lobby israelense pode comprar", conforme um jornalista americano). Aceitou apenas um congelamento parcial e temporário, por seis meses.

Mas as pesquisas eleitorais nos EUA fizeram Obama esquecer as pressões (inúteis) pelo congelamento dos assentamentos e propor "peace talks", sem pré-condições. Para forçar Abbas a também mudar de idéia, mobilizou os aliados árabes – Egito Qatar e Jordânia. Abbas vacilou, pois eles haviam pagado apenas 115 milhões de dólares dos 550 prometidos para as despesas da Autoridade Palestina... Temia o fechamento das burras desses países.

Quando recebeu carta de Obama, ameaçando retirar o reconhecimento da Autoridade Palestina, Abbas acabou topando as conversações mesmo sem o congelamento dos assentamentos (Al Jazeera, 1 de setembro de 2010).

O Hamas chiou forte. Negou-se a participar. Aliás, nem fora convidado. George Mitchel, o homem de Obama para o Oriente Médio, declarou que o movimento palestino seria bem-vindo desde que renunciasse à violência e reconhecesse Israel.

Exigências impossíveis enquanto Israel continuar assassinando militantes palestinos, como fez recentemente em Dubai, e insistir em ser um "Estado judeu", o que inviabiliza o direito ao retorno dos árabes expulsos nas guerras de independência.

Sem o Hamas, que governa Gaza, Abbas não representa toda a população palestina, apenas a metade, ou seja, os habitantes da Cisjordânia. Portanto, não tem credenciais para celebrar acordos em nome de todos os palestinos.

O Hamas não está sozinho contra as "peace talks". Elas foram condenadas em manifesto por cerca de 500 líderes e personalidades respeitadas de todas as organizações palestinas, inclusive alguns do próprio Fatah, o movimento de Abbas. Eles temem que Abbas acabe se conformando com algumas concessões pouco significativas, o que enfraqueceria a luta pela independência palestina.

A fragilidade do presidente da Autoridade Palestina alimenta esses temores. Sob pressão, além de ter aceito reunir-se com Netanyahu , renunciando à pré-condição do congelamento, retirou o apoio palestino ao relatório da Comissão da ONU que condenou Israel por violências em Gaza – só para citar algumas humilhantes rendições.

Mas Abbas jura que desta vez não irá afinar. Recentemente, declarou ao jornal Al-Quds, na Líbia, que, caso pressionado a fazer concessões com respeito às fronteiras de 1967, refugiados e assentamentos, "pegarei minha pasta e irei embora".

Por sua vez, o governo israelense vai às "peace talks" disposto a ceder pouco, mas muito pouco, pois tem posição firmada contra as reivindicações básicas dos palestinos.

De cara, surgirão problemas com referência aos assentamentos, cujo congelamento vence já em 26 de setembro. Netanyahu cansou-se de repudiar sua devolução. Ainda noutro dia, inquirido sobre isso, em reunião preparatória do Ano Novo Judeu (8 de setembro), respondeu: "Não se preocupem. Ninguém precisa me ensinar o que é amar Eretez Israel". Ora, em termos bíblicos, Eretez Israel é toda a Palestina, inclusive a Cisjordânia...

E Lieberman, o ministro das Relações Exteriores, num evento do Yisrael Beitenu, afirmou que o congelamento dos assentamentos tem de acabar, ressalvando, porém, que um acordo temporário com os palestinos é o que se pode esperar das conversações de paz.

Se Abbas não quiser se desdizer, as chances de "pegar a pasta" são muitas. Mas, e Obama?

Não parece viável que ele monte esse show eleitoral para acabar logo no primeiro ato, ou seja, na reunião do dia 14 de setembro, que inaugurará as conversações diretas. É mais provável que convença Netanyahu a demonstrar espírito de conciliação. Talvez libertar algumas centenas dos 10 mil palestinos presos em Israel por razões políticas. Ou acabar com os temidos raids noturnos do exército israelense na Cisjordânia – entregando o patrulhamento às forças da Autoridade Palestina. Ou mesmo suspender o bloqueio de Gaza, mantendo, é claro, inspeções rígidas para impedir a entrada de armas.

Qualquer destas medidas não teria grande efeito, pois não representam alterações no "status quo" da Palestina. Poderiam, porém, ser apresentadas como o primeiro passo, deixando-se o avanço das negociações para mais tarde, de preferência para depois das eleições americanas... Os eleitores dos EUA aplaudiriam Obama e talvez votassem no seu Partido Democrata.

Em termos de imagem internacional, Israel também sairia ganhando. E bem que anda precisando disso. Deu no Hareetz, jornal israelense, de 19 de agosto: "Pesquisa de Stanley Greenberg, patrocinada pelo Israel Project: em agosto de 2009, 63% dos americanos disseram que os EUA deviam apoiar Israel. Em julho deste ano, somente 51%".

Até onde Netanyahu poderá ir é difícil dizer. Não muito longe, considerando seu passado e a posição ultra-direitista dos partidos que o apóiam. Alguma coisa ele deverá oferecer. O suficiente para demonstrar aos seus públicos interno e externo que teve boa vontade em solucionar a questão. Contará, certamente, com o apoio das mídias do seu país e dos EUA, o que não é pouca coisa, para magnificar sua "generosidade".

A bola vai acabar sobrando para Abbas. Se ele rejeitar uma concessão claramente insignificante, poderá sair bem, ganhar a aprovação desde a do Hamas até dos países árabes da área de influência da Casa Branca.

O problema é que aparentemente Netanyhau deverá arriscar-se perante a coalizão que o apóia, oferecendo algo sensível de uma boa exploração publicitária como, por exemplo, alguma das possíveis concessões listadas acima.

Aí, Abbas ficaria numa situação difícil. Dizendo "sim" aos israelenses, perderia prestígio junto à população da Cisjordânia, podendo até provocar um racha no seu próprio movimento, o Fatah. O que seria catastrófico, já que deverá haver eleições palestinas neste ano...

A catástrofe também se desenha no caso de uma negativa. É certo que a população árabe a aplaudiria. Uma vitória eleitoral, então, seria quase certa. No entanto, novas dúvidas surgem.

Numa situação assim, o apoio palestino contrabalançaria a possível perda dos recursos financeiros dos Estados árabes pró-EUA?

Uma rejeição do presidente palestino não alienaria a amizade e o apoio político e logístico do governo Obama? Dilema hamletiano.

Aconteça o que acontecer, uma coisa parece provável: o show de Obama não alcançará seu objetivo oficial. A paz no Oriente Médio, no prazo de um ano estabelecido pela Casa Branca, tende a ser uma conquista prá lá de duvidosa.

Luiz Eça é jornalista.

“Parecer que limita compra de terras por estrangeiros terá efetividade reduzida”

Escrito por Igor Felippe Santos

O presidente Lula assinou na semana passada um parecer da Advocacia Geral da União (AGU), que impõe limites para a compra de terras pelo capital estrangeiro, com base na lei n° 5.709, de 1971.

O texto impede empresas controladas pelo capital estrangeiro de adquirir imóveis rurais acima de 50 módulos fiscais (varia entre 250 a 5 mil hectares, dependendo da região do país). Além disso, o capital estrangeiro não poderá comprar terras que representem mais de 25% da área de um município.

Para o cientista social e engenheiro agrônomo Horácio Martins de Carvalho, a medida do governo federal é salutar, mas insuficiente para garantir o controle do avanço do capital estrangeiro no território brasileiro. "Enquanto os cartórios de imóveis forem privados, ainda que por concessão pública, nada garantirá a efetividade desse parecer da AGU", afirma Carvalho, em entrevista à página do MST. "Nada impede que acionistas estrangeiros adquiram ações de empresas nacionais objetivando a compra de terras".

Além da compra de terras, Carvalho defende o controle da expansão do capital nacional e estrangeiro na agricultura. "Mantida a racionalidade do capital e, nele, do agronegócio, será improvável, ainda que se instituam medidas paliativas, que se limite o capital estrangeiro na nossa agricultura".

Leia aqui a entrevista completa de Horácio Martins de Carvalho à página do MST na internet.

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Escrito por Frei Betto para o Correio da Cidadania

O Brasil ainda tem muito a conquistar nos quesitos saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e infra-estrutura (rodovias, portos e aeroportos). É um gigante de pés de barro. Contudo, nossa democracia se aprimora graças aos movimentos sociais, à mídia vigilante, à exigência de transparência e adoção de leis como a Ficha Limpa.

Algo de novo marca a atual disputa presidencial. Os quatro candidatos com melhor posição nas pesquisas têm em comum muito mais do que julga o nosso vão preconceito. Nenhum deles procede das tradicionais oligarquias que se acostumaram a fazer na vida pública o que fazem na privada. Nem pertencem à elite brasileira ou nasceram em berço esplêndido. Os quatro se originaram na classe pobre ou média.

Todos abominam a ditadura militar, o conservadorismo e tiveram na esquerda sua iniciação política. Três foram vítimas da ditadura: Plínio (cassado e exilado); Serra (exilado) e Dilma (presa e torturada). Marina, alfabetizada aos 16 anos, sofreu a opressão do latifúndio amazônico. Filha do seringal e discípula de Chico Mendes, viu-se obrigada a se "exilar" da floresta para livrar-se da pobreza e da falta de escolaridade.

Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças. A exceção é Plínio, que não se envergonha de defender o socialismo. O PSOL vale-se do período eleitoral para divulgar suas propostas e se afirmar como partido. Isso oxigena o debate democrático.

Dilma, Serra e Marina se irmanam na arte de se equilibrar na corda bamba. Evitam tombar à esquerda ou à direita e adotam discurso que não desagrada nem um nem outro. Assim, a distância entre oposição e situação quase se anula e permite a Lula, que faz um bom governo, manter-se na confortável posição de quase unanimidade nacional. E a Henrique Meirelles despontar como o nosso Alan Greenspan, que ficou quase 20 anos à frente do Banco Central dos EUA.

Embora discurso de campanha seja como produto de feira livre – não passa recibo – e os quatro candidatos apareçam envoltos numa aura de confiabilidade, o problema reside no andar de baixo. Ao contrário do ditado, o andor é de barro e não o santo. Dilma ou Serra terão de governar sob pressão dos últimos redutos da oligarquia, o PMDB e o DEM, alvos de freqüentes denúncias de corrupção, nepotismo e outras maracutaias.

Marina, como já declarou, tentará suprir sua falta de alianças com um governo supostamente suprapartidário. O que, aliás, fez de fato o governo Lula, a ponto de merecer o apoio de Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson e José Roberto Arruda. Plínio, realista, sabe que a chance presidencial do PSOL é ainda um projeto de futuro.

Algo de comum entre os quatro chama a atenção: o silêncio frente à corrupção que assola a política brasileira. Os quatro são éticos, fichas limpas. Mas Dilma, Serra ou Marina, quem for eleito, terá de quebrar ovos para fazer a omelete. Ou fazer de conta que, neste reino tupiniquim, que não se parece à Dinamarca, nada há de podre.

Quem vencer, verá.

Dez por cento dos deputados candidatos são réus

Sinal amarelo na hora de votar: dos 481 deputados federais que concorrem às eleições deste ano, 45 respondem a ações penais que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Eles são acusados de 73 diferentes processos

do Congresso em Foco


Um em cada dez deputados federais que disputam as eleições deste ano é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável pelo julgamento de parlamentares e outras autoridades federais. Dos 481 deputados que buscam um novo mandato nas urnas em outubro, 45 respondem a ações penais. Também estão nessa situação quatro senadores. Esses 49 parlamentares são acusados, ao todo, em 73 processos por crimes como formação de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e contra a Lei de Licitações.

Veja a relação dos deputados e senadores candidatos réus

O que dizem os parlamentares

O levantamento do Congresso em Foco diz respeito apenas às ações penais, que são desdobramentos dos inquéritos (investigações preliminares) e que preocupam mais os congressistas, pois são elas que podem levar os réus à condenação. Nesses casos, o Supremo aceitou as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal por entender que há elementos da participação dos deputados e senadores em práticas criminosas. A inocência ou culpa de cada um deles só será definida após o julgamento de cada processo.

Desses 49 parlamentares réus, oito estão ameaçados pela Lei Complementar 135/10, a chamada Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos com condenação em órgão colegiado ou que renunciaram ao mandato para escapar do processo de cassação. São eles os deputados Pedro Henry (PP-MT), Paulo Maluf (PP-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Tatico (PTB-GO) e Natan Donadon (PMDB-RO), candidatos à reeleição; Ernandes Amorim (PTB-RO), que disputa vaga de deputado estadual; e Jader Barbalho (PMDB-PA) e Paulo Rocha (PT-PA), que concorrem ao Senado. Maluf, Henry, Tatico, Ernandes e Donadon foram considerados culpados, em decisões tomadas em conjunto por magistrados, em outros processos e esferas da Justiça. Já Valdemar, Jader e Paulo Rocha correm o risco de ficar fora da disputa eleitoral por terem renunciado ao mandato às vésperas de se tornarem alvo de processo de cassação por quebra de decoro. Paulo Rocha, Valdemar e Pedro Henry são réus do processo do mensalão. Além deles, também concorrem nestas eleições outros dois deputados que respondem à Ação Penal 470: João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP).

O crime mais comum atribuído aos parlamentares candidatos que são réus é o de peculato: são 16 acusações de apropriação ou desvio de valores, bens móveis por funcionário público em razão do cargo que exerce. A pena prevista para esse tipo de crime é de dois a 12 anos de reclusão. Os crimes de responsabilidade (cometidos no exercício de outros cargos), com 11 ações penais, e contra a Lei de Licitações, com nove, vêm em seguida. Há ainda oito processos por lavagem de dinheiro e seis por falsidade ideológica e formação de quadrilha entre as denúncias mais comuns. Também há cinco processos por crime contra o sistema financeiro, três por apropriação indébita e corrupção eleitoral, dois por prevaricação e estelionato. Aparecem ainda, com uma ocorrência cada, denúncias por lesão corporal, falsificação de documento público e crime
contra o patrimônio.

Capitalização da Petrobras pode chegar a inéditos R$ 127 bilhões

A capitalização da Petrobras pode chegar ao valor inédito de R$ 127,4 bilhões (US$ 72,8 bilhões), caso os bancos de investimento consigam vender todas as ações ofertadas e os lotes adicionais de papeis. Desses, os recursos recebidos em dinheiro podem chegar a até R$ 52,3 bilhões (US$ 30 bilhões), considerando o valor máximo que pode ser captado no processo, descontado o aporte de até R$ 74,805 bilhões que o governo colocará por meio de títulos públicos.

Segundo analistas, porém, é improvável que isso ocorra com o valor médio dos barris que serão cedidos pela União à companhia definido em US$ 8,51. Isso porque, quanto maior o valor do barril, mais difícil fica para que acionistas minoritários acompanhem a União na operação de aumento de capital da Petrobras. Quanto menor o valor, menos poder de fogo tem o governo federal, que é o acionista majoritário da companhia estatal, para abocanhar fatia maior da empresa.

Maior oferta de ações em curso no mundo, a capitalização da Petrobras ocorrerá em duas etapas, que acontecerão simultaneamente. Na primeira, 80% dos novos papéis vão direto para os atuais acionistas, que terão prioridade de compra.

Os 20% restantes serão oferecidos aos demais interessados, sejam eles brasileiros, sejam estrangeiros. Desse lote, os investidores pessoa física ficarão com 10% a 20% das ações. Os funcionários da estatal têm direito de levar até 50% da oferta do varejo, mas não poderão vender os papéis por 365 dias.

O preço das ações na oferta será fechado no dia 23, e os novos papéis começam a ser negociados no dia 24 na Bolsa de Nova York. No Brasil, a estreia será no dia 27. O dinheiro arrecadado entra no caixa da Petrobras já no dia 29 deste mês, com folga de um dia da data máxima estipulada pelo governo.

A Petrobras vai promover a capitalização --aporte de recursos de acionistas ou de investidores-- para pagar por até 5 bilhões de barris em reservas que a União lhe cederá e levantar dinheiro para novos investimentos.

A oferta de ações terá 2,17 bilhões de novos papéis ordinários (PETR3-ON) e 1,58 bilhão de novas ações preferenciais (PETR4-PN), segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pela companhia.

As ações serão nominativas e o coordenador líder da oferta será o Bradesco BBI.

RECORDE

Com esse valor estimado, a oferta da Petrobras deve ser, de longe, a maior da história, deixando em segundo lugar a operação da Nippon Telegraph and Telephone, do Japão, que levantou US$ 36,8 bilhões em 1987.

O terceiro lugar entre as grandes ofertas mundiais de ações fica com o banco britânico RBS, que realizou capitalização de US$ 24,4 bilhões em 2008.

fonte: folhaonline

domingo, 12 de setembro de 2010

Revista denuncia: empresa de Verônica Serra quebrou o sigilo de milhões de brasileiros em 2001

A revista Carta Capital, em sua edição que chegou às bancas no dia de hoje, em irrespondível matéria do jornalista Leandro Fortes, demonstra que a Decidir.com - empresa de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à presidência da República - após conseguir de forma irregular junto ao Banco do Brasil (por lobby do papai), o poderoso e vasto banco de dados de mais de 60 milhões de cidadãos brasileiros através de acordo operacional com aquela instituição oficial, durante o governo de FHC, disponibilizou-os em seu site. Informações de cadastro do Banco Central do Brasil, também estavam para a filha de Serra e sua empresa venderem a seus eventuais clientes. O presidente do BC à época era o tucano Armínio Fraga.

O jornal Folha de S. Paulo (quem diria!), em inícios de 2001, denunciou o fato, sem citar o nome da proprietária da empresa e ainda hoje, quando a filha de Serra é transformada em “vítima” continua omitindo o fato e o tenha escondido em seu banco de dados na internet.

A matéria de capa da Carta Capital (www.cartacapital.com.br), ainda não disponibilizada totalmente em seu site, é arrasadora. Mostra a falsidade, o farisaísmo e a hipocrisia de José Serra e do seu partido, bem como levanta a ponta dos misteriosos negócios de Verônica Serra, cujo sigilo fiscal embora tenha sido “quebrado”, estranhamente não foi divulgado, ao contrário de 60 milhões de brasileiros, entre eles 18 deputados federais, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, o compositor Chico Buarque de Hollanda, que tiveram seus sigilos acessados e suas vidas fiscais devassadas graças à empresa que Verônica mantinha registrada em um paraíso fiscal do Caribe.

Processo foi aberto e engavetado no Ministério da Justiça e na Polícia Federal. O ministro da justiça era José Gregóri. Hoje ele é o tesoureiro da campanha de José Serra. O diretor do DPF era o delegado Agílio Monteiro Filho, filiado ao PSDB… Não deu em absolutamente nada, sendo engavetado.

Saldo do escândalo onde Verônica Serra quebrou o sigilo de 60 milhões de brasileiros: NADA!

sábado, 11 de setembro de 2010

Vantagem cai para seis pontos e Osmar Dias encosta em Beto Richa

A disputa pelo governo do Paraná voltou a ficar acirrada. Novo levantamento Datafolha/RPC divulgado ontem confirmou a ascensão de Osmar Dias (PDT), que passou de 34% para 38% das intenções de voto, diminuindo para 6 pontos a distância para o líder Beto Richa (PSDB). O tucano oscilou de 47% para 44%. A mesma tendência havia sido apontada pela pesquisa Ibope/RPC, divulgada na quinta-feira, que mostrou Beto caindo de 50% para 47% enquanto Osmar saltou de 34% para 38%.

Crescimento esperado, de acordo com o staff do pedetista. Presidente estadual do PT, o deputado estadual Ênio Verri afirma que as pesquisas dos institutos demoram a registrar as mudanças que ocorrem no eleitorado. “Há algum tempo nós já captávamos essa tendência. Para nós não é surpresa. Quem corre o interior do estado sabe que o Osmar está crescendo”, disse.

Verri nega, contudo, que o crescimento da candidatura neste momento se deva a uma entrada tardia do PT na campanha. Recentemente, o senador Osmar Dias reclamou da falta de empenho dos petistas. “Fiquei entristecido quando o Osmar falou aquilo. O PT está de cabeça na campanha desde o começo”, afirmou. Osmar Dias, que desde o começo da campanha decidiu que não comentaria pesquisas de intenção de voto, se limitou ontem a dizer que “ainda tem muita água para rolar embaixo da ponte” até 3 de outubro, dia da eleição.

Já Beto Richa afirmou que, apesar dos novos resultados, se mantém confiante na vitória. Ele voltou a condicionar a evolução do adversário à recente passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo estado. Na semana passada, Lula participou com Osmar, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), candidatos ao Senado da chapa, de um comício em Foz do Iguaçu. É também presença constante nos programas eleitorais do pedetista no rádio e na televisão.

Apesar do crescimento de Osmar nos últimos dias, o cientista político Émerson Cervi, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz acreditar que ainda é cedo para falar em virada. “As duas pesquisas [Ibope e Datafolha] são fotografias do momento, uma primeira impressão. É melhor esperar a próxima semana para ter uma posição mais consolidada. De qualquer maneira, mostra uma inversão nas curvas, com o Beto caindo e o Osmar ganhando pontos importantes”, analisou, creditando em parte a arrancada do pedetista à chamada “Onda Lula”. “Pode ser a federalização da campanha, sem dúvida. É uma hipótese bastante plausível na verdade. É o impacto do Lula e também da Dilma, não podemos esquecer”, emendou.

Paulo Salamuni (PV), Luiz Felipe Bergmann (Psol), Robinson de Paula (PRTB), Avanilson Araújo (PSTU) e Amadeu Pelipe (PCB) não atingiram 1% das intenções.

Senado

O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) teve o maior crescimento entre os candidatos que disputam o Senado pelo Paraná. Fruet subiu 6 pontos em relação à pesquisa anterior, publicada em 28 de agosto, passando de 16% para 22% das intenções de voto. Mesmo com o aumento, ele segue na terceira posição, bem atrás de Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).

A petista tinha 37% no levantamento anterior e agora aparece com 41%, crescimento de 4 pontos. O ex-governador continua liderando a disputa com 47% das intenções de voto, um ponto a menos do que na pesquisa passada. Na quarta posição aparece o também deputado federal Ricardo Barros (PP), que permanece com 16%.

“Sou o candidato menos conhecido. Do litoral a Ponta Grossa vou bem, mas o desafio é chegar ao interior, naquele eleitor que vota no Serra e no Beto”, explicou Fruet, retomando o discurso de uma virada de última hora. “As últimas três eleições só foram decididas na última semana. Só agora que a população está sendo provocada a decidir o voto.” Mesma posição adotada por Ricardo Barros.

Metodologia

O Ibope realizou 1.512 entrevistas entre 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) com o número 21.413/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo 29.067/2010.

fonte: gazeta do povo

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DILMA EMPATA EM CURITIBA

NOTAS POLÍTICAS/PORTAL RPC

Curitiba vinha sendo um dos últimos grandes centros em que José Serra (PSDB) ainda tinha vantagem sobre Dilma Rousseff (PT).

A pesquisa do Ibope/RPC de ontem, porém, mostrou que a situação mudou. O tucano e a petista apareceram rigorosamente empatados, com 34% cada um na capital.

Em todas as outras regiões do estado, o levantamento mostra Dilma em vantagem.

A maior diferença fica na região metropolitana: a petista tem 57% contra 26% do tucano.

No total do estado, a vantagem de Dilma está em 47% a 34%.

Na pesquisa anterior, divulgada na última semana de agosto, a diferença entre os dois era de 43% a 40%.

Marina Silva (PV), que aparece com 8% no estado, tem seu melhor desempenho em Curitiba, onde está com 15% das intenções de voto.

Lula com 81%

A pesquisa Ibope/RPC divulgada ontem também mostra que o presidente Lula tem 81% de aprovação no Paraná.

Foram 30% de “ótimo” e 51% de “bom”. Os que classificaram o governo do presidente como “regular” foram 13%.

Para 6%, a administração é “ruim” ou “péssima”. E 1% não quis responder.

Governador do Amapá é preso em operação da PF

Brasília - A Polícia Federal (PF) confirmou há pouco que o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho, está sob custódia em sua residência, enquanto os agentes cumprem mandado de busca e apreensão. A finalidade é encontrar indícios do envolvimento de Pedro Paulo no desvio de recursos públicos. A ação da PF faz parte da Operação Mãos Limpas que se iniciou hoje (10) no estado.

Segundo a Polícia Federal, o governador e mais 17 pessoas entre políticos, servidores públicos e empresários presos serão trazidos para Brasília ainda hoje. Alguns detidos deverão ser encaminhados à sede da Polícia Federal e outros serão levados para presídios.

Os envolvidos estão sendo investigados pelas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes.

Integram as investigações, que se iniciaram em agosto de 2009, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União e o Banco Central e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro João Otávio de Noronha, da Corte Especial do STJ, decretou as prisões.

Trabalham na operação 600 policiais federais. Foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão. Além do estado do Amapá, os mandados estão sendo cumpridos no Pará, na Paraíba e em São Paulo. Participam da ação 60 servidores da Receita Federal e 30 da Controladoria-Geral da União.

Segundo a Polícia Federal as apurações revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Foi verificado pela PF que a maioria dos contratos firmados pela Secretaria de Educação não respeitava as formalidades legais e beneficiava empresas previamente selecionadas. Apenas uma empresa de segurança e vigilância privada manteve contrato emergencial por três anos com a Secretaria de Educação, com fatura mensal superior a R$ 2,5 milhões, e com evidências de que parte do valor retornava, sob forma de propina, aos envolvidos.

As investigações constataram também que o mesmo esquema era executado em outros órgãos públicos. Foram identificados desvios de recursos no Tribunal de Contas do Estado do Amapá, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Macapá, nas secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública, de Saúde, de Inclusão e Mobilização Social, de Desporto e Lazer e no Instituto de Administração Penitenciária.

fonte: correioweb

Lula participará de outro comício de Osmar Dias

O presidente Lula (PT) volta ao Paraná mais uma vez nesta campanhal para comício em favor do candidato ao governo, Osmar Dias (PDT). O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas, afirmou que as sondagens internas dos partidos que integram a aliança de apoio a Osmar indicaram que a participação de Lula na campanha introduziu um elemento novo no processo eleitoral: a emoção.

“O Lula gera paixão e isso é bom para a campanha do Osmar, porque mobiliza a população. O Lula está estimulando a participação do eleitor do PT na campanha do Osmar”, avaliou Vargas.

Ele informou que Lula deve vir ao Estado para cumprir, de uma única vez, duas agendas com Osmar: uma no interior e outra em Curitiba. A data ainda não está definida.

De acordo com Vargas, o chamado “efeito Lula” deve gerar movimento nos números de intenção de votos do candidato pedetista. “Era uma campanha que não se movia. Achamos que isso vai mudar. A entrada do Lula desperta o sentimento da disputa na parcela do eleitorado que gosta do Lula”, avaliou o deputado.

No programa eleitoral de anteontem, na televisão, a campanha de Osmar exibiu uma conversa de quase sete minutos entre ele e o presidente Lula. O diálogo, gravado em Brasília na segunda-feira e que ocupou todo o horário destinado ao candidato, mostrou Osmar e Lula falando em parcerias e em projetos para o Estado.

O presidente da República tem sido a estrela do programa de Osmar, desde que esteve em Foz do Iguaçu, na semana passada, onde fez comício junto com o pedetista e a candidata a presidente da República pelo PT, Dilma Rousseff.

Para os aliados do candidato adversário, Beto Richa, o efeito Lula não existe no Paraná. “Esse negócio só funciona no plano nacional. Aqui, até agora, não sentimos”, disse o presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni.

Para o dirigente tucano, a disputa ao governo está descolada da eleição presidencial. Para o secretário geral do DEM, deputado Elio Rush, o apoio do presidente Lula a Osmar não interfere na opção do eleitor paranaense.

“Eu não tenho visto os programas eleitorais. Mas sei que o Osmar está usando direto o Lula. O que acontece é que a candidatura do Beto está em ascensão, apesar disso. Na nossa região, o Oeste, muitas lideranças aderiram nesses últimos dias e isso sim, tem efeito positivo. Isto funciona mais que uma fala do presidente”, afirmou.

fonte: Paranonline

Vantagem de Beto sobre Osmar cai para 9 pontos

A diferença entre os dois principais candidatos ao governo do Paraná caiu de 16 para 9 pontos porcentuais em duas semanas, de acordo com o novo levantamento divulgado ontem pelo Ibope/RPC. O candidato do PSDB, Beto Richa, oscilou de 50% para 47%. Osmar Dias, do PDT, subiu de 34% para 38%. Os dois lados acreditam que a diminuição de diferença se deve à participação cada vez maior do presidente Lula na campanha de Osmar.

“O resultado da pesquisa não surpreende”, afirmou o deputado estadual Augustinho Zucchi, presidente do PDT estadual, que falou em nome da campanha de Osmar Dias. “Estamos percebendo uma mudança muito rápida na campanha. E isso se deve a dois fatores, principalmente: a presença do Lula e a maior participação das lideranças políticas. Os prefeitos, vereadores e deputados estão mais animados. E esse resultado vai animar ainda mais”, disse.

Osmar Dias decidiu desde o começo da campanha que não comentaria pesquisas de intenção de voto, independentemente do resultado. Zucchi, no entanto, disse que falou com o candidato depois da nova rodada Ibope. “Ele disse que está cauteloso como sempre, mas animado”. Segundo Zucchi, a campanha de Osmar deve continuar contando com apoio de Lula e de Dilma Rousseff (PT) em grande escala.

“Quase igual”

Beto Richa concorda que a presença de Lula, que tem aparecido todos os dias no horário eleitoral gratuito e já fez dois comícios no Paraná, pode ter feito diferença. Mas minimiza a redução da vantagem que tem sobre o adversário. “Estou contente com a pesquisa. Mostra que continuamos na frente, com uma boa vantagem, na reta final da campanha”, afirmou.

Segundo Richa, se for levada em conta a margem de erro, a pesquisa quase não mostrou diferenças em relação ao último levantamento. “E está apontando vitória no primeiro turno”, disse. Se forem considerados apenas os votos válidos, Richa ganharia por 55% a 44%, de acordo com o Ibope/RPC.

Para o candidato do PSDB, Osmar “já usou todas as armas que podia”. “Ele já usou o Lula, a Dilma, não tem mais novidade. Eu estou fazendo uma campanha positi­­­va, cheia de propostas, e vou continuar assim”, afirmou.

Mulheres

De acordo com a pesquisa do Ibope, a diferença em favor de Beto se deve ao eleitorado feminino. Entre os eleitores do sexo masculino, a eleição está tecnicamente empatada. Beto tem 44% contra 43% de Osmar. Já entre as mulheres, Beto ganha por 51% a 34%.

fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Desmonte da TV Cultura contraria a comunicação democrática, plural e sem fins comerciais

No mês de agosto, os responsáveis pela administração e manutenção da Rádio e TV Cultura anunciaram planos de desmonte da maior referência nacional de meio de comunicação público. Por meio de João Sayad, presidente da Fundação Padre Anchieta (FPA), que decide seus rumos, anunciou-se a intenção de demitir 1400 funcionários de todas as áreas no final do ano, criando enorme e inevitável tensão em torno de seu futuro.

"Essas idéias de esvaziamento e desmonte vêm de algum tempo. Como exemplo, os programas infantis, marcas registradas da TV, deixaram de ser produzidos e sobrevivem de reprises. O nível de novas produções é baixo já há alguns anos. O problema não é novo, é que explodiu agora, fruto de uma política que tampouco começou agora", diz José Augusto de Camargo, o Guto, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Por conta disso, logo após a disseminação de tal propósito, criou-se o Movimento Salve a Rádio e TV Cultura, formado por diversas entidades da sociedade civil, sindicatos e profissionais da área, a fim de combater mais um golpe de uma gestão voltada ao mercado.

Em entrevista ao Correio, Rose Nogueira, ex-funcionária da Cultura e também do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, afirma que "não há razão alguma para esse desmonte. A TV Cultura tem de continuar com sua programação, como sempre foi, produzindo seus programas, aperfeiçoando cada vez mais sua produção e reverenciando seu próprio produto, que é maravilhoso". (leia mais)

A quem interessa?

por Wladimir Pomar para o Correio da Cidadania

Nas investigações policiais, o processo mais comum para deslindar crimes consiste em descobrir o motivo, ou os motivos. Em outras palavras, simplesmente começar pela pergunta "a quem interessa?".

Aliás, esta parece ser a pergunta que o povão está se fazendo diante da denúncia da campanha Serra sobre o suposto envolvimento da candidata Dilma na obtenção de dados sigilosos da filha e de correligionários do tucano-pefelista.

Como uma candidata, que está mais de 20 pontos na frente de seu concorrente, e periga ganhar no primeiro turno, pode ter interesse numa operação desse tipo? E, para fazer o quê? Numa situação de tal vantagem, somente alguém totalmente estúpido poderia cometer um erro tão grande. Portanto, não é preciso ser um luminar de inteligência para chegar à conclusão de que a candidata Dilma não tem interesse ou motivo algum para cometer um crime como esse.

Por outro lado, o mesmo não se pode dizer da campanha do candidato Serra. Não deixa de ser suspeito que sua denúncia tenha aparecido logo após as pesquisas de opinião haverem indicado que as preferências eleitorais em torno de seu nome estavam em queda livre, enquanto a candidata petista apresentava uma tendência de ascensão.

Também não deixa de ser suspeito que o próprio candidato tucano-pefelista tenha se apressado a dizer, com a certeza de quem conhece o fio da meada, que o PT e a ex-ministra Dilma eram os responsáveis pela suposta quebra do sigilo de sua filha. No jargão popular, isso se parece muito com a história do ladrão que, para escapar da perseguição, se torna a principal voz nos gritos de "pega ladrão".

O histórico do candidato Serra, nesses tipos de armação, também é público e notório. O que parece lhe haver rendido inimigos históricos, como o ex-presidente Sarney e sua filha Roseana, envolvidos num rumoroso caso policial no Maranhão, cuja origem teima em apontar para o ex-governador de São Paulo. Algo idêntico parece haver ocorrido na disputa entre os pré-candidatos tucanos ao governo de São Paulo, em 2006, na qual o pré-candidato Alckmin saiu razoavelmente chamuscado por denúncias anônimas.

A descoberta de que a fraude na assinatura da petição dos dados da filha do candidato Serra à Receita Federal (até agora não se sabe se os dados foram realmente obtidos) foi cometida por um contador de Mauá, filiado ao PT, em 2003, permanece nebulosa. Ela parece tanto com descoberta das "provas" plantadas pelos órgãos repressivos da ditadura militar para incriminar seus prisioneiros quanto com a "compra" de serviços de pessoas dispostas a cometer vilanias por algum dinheiro. Na história das eleições brasileiras, jamais se deve esquecer o caso Lurian como um paradigma nesse comércio de ações vis.

Na situação atual, para piorar, a evidência do desespero diante do espaço aberto pela candidatura Dilma sobre seu concorrente aponta este último como único interessado. Apenas ele tem motivos para criar um fato político desse tipo, mesmo tenebroso, para reverter o processo. Nessas condições, se a polícia fizer um bom perfil dos envolvidos e dos interesses de cada um, ela provavelmente deslindará a trama com certa rapidez.

Por outro lado, essa ação também traz à luz o que realmente está em disputa. E acaba com as ilusões daqueles que achavam possível realizar uma disputa eleitoral civilizada e não se prepararam para uma ocasião como essa.

A vitória do PT e Dilma, mesmo numa coalizão que inclui agrupamentos políticos de direita, representará um acerto de contas fatal para qualquer soerguimento da ideologia e das políticas neoliberais. Elas até continuarão existindo, mas sua expressão política como direita reacionária se verá obrigada a uma reestruturação para a qual não se preparou, abrindo chances para um avanço ainda maior das políticas democráticas e populares do governo.

O impacto da derrota da direita reacionária, cuja expressão é a coalizão PSDB-PFL (DEM é só para quem não sabe do engano), também será fatal para aqueles setores da esquerda que se aliaram a essa direita, formal ou informalmente, mesmo fingindo supostamente ter saído pela esquerda contra o governo Lula. Não por acaso a candidata Marina se apressou, afoitamente, a responsabilizar o governo pela fraude na assinatura da filha do candidato tucano-pefelista. Ao invés de uma candidata independente, pareceu, cada vez mais, uma voz ou um braço auxiliar do tucanato, numa trama suja da qual não precisava participar.

Com a palavra, o autor

Em nossa defesa: um elogio à importância e uma crítica às
limitações do Programa Nacional do Livro Didático

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é o segundo maior programa de compras de livros do mundo, com um custo de quase R$ 1 bilhão por ano. Entre os seus princípios estão a livre participação das editoras e a liberdade de escolha dos professores. Para garantir a qualidade e a correção dos livros adquiridos, o MEC avalia as obras que participam do PNLD.

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Há mais de dez anos os livros didáticos de Francisco A. de Arruda Sampaio e Aloma F. de Carvalho recebem avaliações positivas no PNLD, inclusive a avaliação máxima ("Três Estrelas" e "Recomendada com Distinção"). Mas, no PNLD 2010, de autores "Três Estrelas" eles passaram para a condição de autores "excluídos": todos os seus livros foram reprovados. O que aconteceu? Os critérios da avaliação ficaram mais rigorosos? Os parâmetros da educação brasileira mudaram?

Não, nem os critérios da avaliação nem os parâmetros mudaram. O que foi então? Falhas no processo de avaliação, denunciadas desde as primeiras edições do programa, resultaram na exclusão das suas coleções e criaram uma situação kafkiana que inviabiliza a continuidade das obras. Inconformados com esta situação, os autores pedem a palavra para defenderem seus livros e o próprio PNLD.

Em ‘Com a palavra, o autor’, Francisco A. de Arruda Sampaio e Aloma F. de Cavalho defendem suas obras excluídas do Programa Nacional do Livro Didático de 2010. Mas o livro vai muito além disso. Ele faz uma descrição pormenorizada do PNLD, destaca sua importância e os seus pontos positivos, mas também denuncia seus problemas e desvios, principalmente os erros e desmandos da avaliação pedagógica.

Elaborado a partir de fatos concretos e com apoio de farta documentação e bibliografia, ‘Com a palavra, o autor’ trata da trajetória do PNLD. Uma trajetória que interessa a todos brasileiros. Afinal, o livro didático ainda é o livro mais lido em todo país, quando não o único.

Embora possa ser classificado por alguns como um "livro-denúncia", ‘Com a palavra, o autor’ é uma obra otimista, informativa e propositiva, baseado em uma ampla pesquisa sobre o PNLD, em particular sobre a avaliação pedagógica.

Brasil é referência em cooperação sul-sul

Bolsa Família e programa anti-Aids estão entre ações que chamam atenção de outros países em desenvolvimento, diz pesquisadora

Ministério das Relações Exteriores/Divulgação
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BRUNO MEIRELLES
da PrimaPagina

O Brasil se consolida como uma das referências na cooperação entre países em desenvolvimento, compartilhando experiências bem sucedidas na área social e obtendo com isso mais força geopolítica e maior poder de barganha, avalia a pesquisadora Michelle Morais de Sá e Silva, da Universidade de Columbia (EUA).

“Desde o início dos anos 1990 o Brasil é referência por conta do seu programa de DST/AIDS. Hoje, podemos dizer que é o Bolsa Família que chama a atenção de outros países, que querem conhecer de perto nossa experiência. Com isso, o Brasil está tomando ciência de seu próprio potencial no setor”, afirma a especialista.

Michelle é autora do artigo “Como Chegamos até aqui? Os Caminhos da Cooperação Sul-Sul”, que abre a 20ª edição da "Poverty In Focus", uma revista do CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro. Publicado originalmente em inglês, esse número ganhou em agosto tradução para o português.

Em seu texto, a pesquisadora observa que nos últimos dez anos o mundo tem visto uma ampliação da ajuda entre países em desenvolvimento — conhecida no jargão diplomático por cooperação sul-sul. A tendência acompanha o fato de algumas dessas nações terem crescido rapidamente e realizado avanços sociais, tornando-se exemplos a serem seguidos por outras economias emergentes.

Os problemas que afetam o antes chamado Terceiro Mundo e a necessidade de superá-los ganharem especial destaque com o compromisso comum em torno dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma série de metas que os países da ONU, inclusive o Brasil, se comprometeram a alcançar até 2015, incluindo áreas como combate à extrema pobreza e à fome e promoção da igualdade entre os sexos).

Esses fatores levaram os países em desenvolvimento a unir forças, criando grupos como o BRIC (formado por Brasil, Rússia, Índia e China), IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e G-20. Michelle caracteriza-os como uma ferramenta de fortalecimentos político do Sul, expandindo suas ações para setores sociais, como educação e saúde.

Histórico

O atual estágio de ajuda internacional, caracterizado pelo auxílio sul-sul, é, segundo a pesquisadora, a terceira fase de um processo que teve início com a noção de “regiões subdesenvolvidas do mundo”. O termo foi cunhado pelo presidente norte-americano Harry Truman num discurso de 20 de janeiro de 1949 para designar as nações que lutavam para superar a herança colonial e sofriam pressão para tomar partido na Guerra Fria.

A compreensão de seus interesses comuns foi a semente da criação de marcos institucionais para a cooperação entre nações do hemisfério Sul, como o Movimento dos Países Não Alinhados e o Grupo dos 77 (G-77). Tais iniciativas, no entanto, foram abaladas pelas duas crises do petróleo nos anos 1970, que fizeram com que esses países entrassem na década seguinte assolados por dívidas, reduzindo os esforços de ajuda mútua.

O renascimento da assistência internacional só ocorreu nos anos 90, como uma tentativa de barrar o aumento da pobreza e da desigualdade, o desmantelamento de serviços sociais e o a falta de controle dos fluxos financeiros. Porém, a ajuda se caracterizava por ser oferecida dos países do Norte para os do Sul. “Ainda se tratava de uma espécie prescritiva de cooperação, baseada nas experiências do Norte e nas teorias tradicionais ali desenvolvidas”, escreve Michelle no artigo.

Esse tipo de ajuda, avalia a autora, gerou decepção por não ter sido capaz de levar desenvolvimento a uma parcela expressiva da população. Isso criou um anseio por um modelo novo e eficaz, culminando no atual momento de cooperação. “As fases iniciais de cooperação eram mais focadas no comércio, para que os países ganhassem maior autonomia frente às grandes potências. Hoje, há uma grande diversificação de projetos, envolvendo a área social, a científica, entre outras”, afirma a pesquisadora.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SETP responde sobre o caso dos bolsistas Angolanos

Sobre matéria veiculada pela CBN, hoje pela manhã, onde angolanos com deficiência visual que vivem em Curitiba e estariam há meses sem poder estudar por falta de pagamento das bolsas, a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social(SETP) divulgou a seguinte nota:

"Prezados Senhores

A propósito de material divulgado/notícia, na programação matinal de hoje (06/09), referente aos jovens Angolanos portadores de deficiência visual, esclarecemos alguns pontos que ficaram mal-entendidos.

O Convênio estabelecido através de Decreto do Governo Estadual, pressupõe dois tipos de auxílio financeiro a serem repassados aos mesmos.

Trata-se de uma bolsa auxílio em espécie para manutenção pessoal que tem sido religiosamente repassada.

Uma segunda bolsa, para subvenção da mensalidade escolar. Esta segunda sim, está enfrentando problemas, causados pela falta de complemento da Instituição responsável pela prestaçao de serviços.

Está documentação, imprescindível para o repasse, de responsabilidade da Mantenedora, até o presente momento não foi apresentada para a devida assinatura do contrato e por conseguinte repasse da verba.

Portanto para esclarecimento público, fica claro todo empenho da Secretaria de Estado do Trabalho e Assistência Social, no sentido de resolução do impasse."

Caixa publica circular com procedimentos para uso do FGTS

Está publicada no Diário Oficial de 6 de setembro de 2010 a Circular Caixa nº 526, que estabelece procedimentos operacionais para a utilização de recursos do FGTS por parte do trabalhador, de forma individual, na subscrição de ações, em aumento de capital social de sociedades controladas pela União, nas quais o Fundo Mútuo de Privatização de que trata o inciso XII do art. 20 da Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, detenha participação acionária, observado o que estabelece a Lei 12.276, de 30 de junho de 2010.

Veja a íntegra da Circular Caixa que define procedimentos para o uso do FGTS na subscrição de ações da Petrobras.

Datafolha aponta Dilma e Serra estáveis

A candidata do PT aparece com 50% e José Serra (PSDB), com 28%. Desde o início da propaganda eleitoral, é a primeira vez que não há grandes mudanças

Pesquisa Datafolha divulgada sábado mostra estabilidade no quadro eleitoral: Dilma Rousseff (PT) oscilou de 49% para 50% em uma semana, e José Serra (PSDB), que estava com 29%, tem 28%. Marina Silva (PV) está com 10%, contra 9% da semana anterior.

É a primeira vez desde o início do horário eleitoral que não há grandes mudanças no quadro da disputa presidencial. As pequenas oscilações foram todas dentro da margem de erro (de dois pontos porcentuais). Uma das razões para a freada no crescimento dos resultados das campanhas, segundo apontam políticos aliados e da oposição, é o escândalo do vazamento dos dados fiscais sigilosos da Receita Federal.

Segundo o último Datafolha, 51% declararam ter assistido os programas do horário eleitoral – contra 39% na semana anterior. Isso significa que muitos eleitores tomaram conhecimento dos fatos dos últimos dias.

O quadro estável também se refletiu na pesquisa Ibope divulgada na última sexta-feira. A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se manteve com 51% das intenções de voto. José Serra (PSDB) apareceu com 27%, mesmo índice verificado na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no sábado, dia 28 de agosto – antes do início do escândalo que acabou envolvendo sua filha, Verônica Serra.

Desempenho

Pela pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, os que pretendem votar em branco ou nulo são 4%. E 7% estão indecisos. Candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%.

Em capitais e regiões metropolitanas ocorre o melhor desempenho de Marina Silva. Ela chega a 14%, contra 27% de Serra e 47% de Dilma.

Turnos

Se a eleição fosse hoje, pelo Datafolha, a candidata do PT venceria no primeiro turno. Teria mais de 50% dos votos válidos –os dados referentes apenas aos candidatos, descontados os brancos e os nulos.

Nessa conta de votos válidos, Dilma tem 56%. Serra tem 32%. Marina vai a 11%. Os porcentuais são semelhantes aos da semana passada: 55%, 33% e 10%.

Num eventual segundo turno, a petista também venceria o tucano por 56% a 36% dos votos. Haveria 5% votando em branco ou nulo e 4% ainda indecisos.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados falam em quem desejam votar sem ver uma lista de nomes, Dilma marcou 38% contra 35% na semana passada, indicando que sua tendência de alta continua.

Serra oscilou apenas dentro da margem de erro na sondagem espontânea, indo de 18% para 19%. Marina saiu de 5% e foi a 6%.

Rejeição

Há outros dois indicadores relevantes que foram positivos para Dilma: a taxa de rejeição dos candidatos e a percepção de vitória por parte do eleitorado. A petista é rejeitada por 21% dos eleitores. Tinha 19% na semana passada.

Já Serra, era rejeitado por 24% em julho. Foi a 28% no começo de agosto. Agora, 31% dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum.

Marina Silva é rejeitada por 17% – tinha 16% na semana passada.

Quando o Datafolha pergunta quem o eleitor acredita que vai vencer a eleição presidencial de 3 de outubro, Dilma continua sendo a escolhida pela maioria. Hoje, 69% dizem que a petista vai ganhar. Na semana passada, o porcentual era de 63%.

Só 15% acham que Serra será o vencedor – pouco mais da metade dos que declaram voto no tucano. No caso de Marina Silva, 1% acredita na sua vitória.

A pesquisa do Datafolha foi feita entre os dias 2 e 3 de setembro, com 4.314 eleitores em 203 cidades. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Elei­to­­ral) com número 27.903/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro – registro no TSE: 27.597/2010.

fonte: gazeta do povo

Em SP, Quércia desiste do Senado

Orestes Quércia (PMDB), 72, comunicará nesta segunda-feira a retirada da candidatura ao Senado por São Paulo para se tratar do retorno de um câncer na próstata do qual sofreu anos atrás. Na mesma oportunidade, o ex-governador anunciará o apoio ao companheiro de chapa Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Em conversa de Quércia com a cúpula tucana neste domingo, ficou acertado que o primeiro suplente de Aloysio será Airton Sandoval (PMDB), e não mais Sidney Beraldo (PSDB). Em consequência do acordo, o ex-chefe da Casa Civil no governo de José Serra passará a ocupar, na propaganda de TV, o tempo das duas vagas ao Senado da chapa.

Com 26% no Datafolha, Quércia está tecnicamente empatado com Netinho de Paula (PC do B), que tem 28%, no segundo lugar, atrás de Marta Suplicy (PT, 33%). Aloysio aparece em quinto, com 12%.

FRANCENILDO NEGA DEPOIMENTO A SERRA. SÓ PARA PLÍNIO


Vitima de quebra de sigilo bancário em 2006, Francenildo Costa refugou um convite para gravar depoimento que iria ao ar na propaganda de TV de José Serra. Hoje filiado do PSOL, o caseiro preferiu levar a voz e o rosto à vitrine televisiva do presidenciável Plínio de Arruda Sampaio.

Em notícia veiculada na Folha, as repórteres Andreza Matais e Ana Flor contam: depois de dizer “não” ao tucanato, Francenildo falou ao PSOL no sábado (4). Sua fala será exibida no programa de Plínio desta terça (7). Num trecho, condena a violação de dados fiscais dos tucanos –um “crime bárbaro”.

Noutro, desautoriza o uso de sua imagem na publicidade de campanha de Serra. Ou seja, morderá governo e oposição.

"Digo que quebraram meu sigilo bancário porque denunciei corrupção, mas também mandei recado para partidos que ficam usando meu nome no programa eleitoral".

Desde a semana passada, o nome do caseiro frequenta a propaganda de Serra numa analogia do crime praticado contra ele e os malfeitos que alvejaram tucanos na Receita.

"Se continuar assim, todos nós seremos Francenildos", diz Serra na TV, depois de se declarar indignado com a vioalação dos segredos fiscais da filha, Verônica.

Democracia em risco, segundo FHC

do blog do Fábio Campana

Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos, mas no sentido que atribui à palavra “virtual” o dicionário do Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual.

Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A arquitetura é bela, mas, quando alguém bate à porta, a monumentalidade das formas institucionais desfaz-se em um eco que indica estar a casa vazia por dentro.

Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana. Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a questão política – como se estivessem tratando com um povo de parvos –, proclamam que “não foi nada não; apenas um balcão de venda de dados…”.

E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o tempo passe e nada aconteça.

Não tem sido assim com tudo o mais? O que aconteceu com o “dossiê” contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência, misturando dados para fazer crer que também nós nos fartávamos em usar recursos públicos para fins privados?

E os gastos da atual Presidência não se transformaram em “secretos” em nome da segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.

No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito ocorre sob a batuta presidencial.

Nas democracias, é lógico e saudável que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se manifestem em eleições.

Mas é escandalosa a reiteração diária de posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o chefe da nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras correntes políticas.

Há um abismo entre o legítimo apoio aos partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que além de pessoal é também institucional, na pugna política diária.

Chama a atenção que nenhum procurador da República, nem mesmo candidatos ou partidos, haja pedido o cancelamento das candidaturas beneficiadas, senão para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por que não se faz? Porque pouco a pouco estamos nos acostumando que é assim mesmo.

Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista – que ainda dá para evitar – incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação política ao estilo do PRI mexicano – se o PT conseguir a proeza de ser “hegemônico” – ou do peronismo, se mais do que a força de um partido preponderar a figura do líder.

Dadas as características da cultura política brasileira, de leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como durante o autoritarismo militar.

Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo renascente, poderá até haver anuência do povo e a cumplicidade das elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária.

Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que neste tipo de regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda.

O “dirigismo à brasileira”, mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos do rei ou da rainha.

É isso que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo mais pesará menos.

Pode ter havido erros de marketing nas campanhas oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que deveria à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do poder.

Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos às instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso das quebras reiteradas de sigilos.

Ainda assim, é preciso tentar impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a convicção de que a democracia é o governo das leis e não das pessoas.

Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18 que foram se transformando em prática política e que devem ser resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas. É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação.

É positivo se valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela “vontade geral” encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos democracia.

Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação) e assim por diante.

É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal).

Por mais restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou mesmo a características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no caminho da institucionalização democrática.

Há tempo ainda para derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fidel volta a discursar e alerta sobre risco de guerra

O ex-líder cubano Fidel Castro discursou hoje em um encontro político de estudantes da Universidade de Havana, onde ele mesmo estudou, há mais de 60 anos. Fidel, que parecia saudável e com energia, leu uma mensagem na qual foi intercalando opiniões próprias sobre a possibilidade de uma guerra nuclear no Oriente Médio e seus efeitos para a humanidade.

"Correspondeu a Cuba a dura tarefa de advertir a humanidade do perigo real que está confrontando", afirmou Fidel, de 84 anos. Fidel avaliou que a vida dos seres humanos estaria por um fio, caso as potências decidam usar armas nucleares. Ele vê o risco de uma agressão realizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Esses países temem que Teerã desenvolva um programa secreto para produzir armas nucleares, o que o governo iraniano nega, alegando ter apenas fins pacíficos.

Este foi o discurso mais importante do ex-líder desde que retornou à cena política. Ele leu textos de agências de notícias e comentários de analistas internacionais. Antes da enfermidade, Fidel era famoso por seus longos discursos. Hoje, o ex-líder falou durante 45 minutos, em seu primeiro discurso ao ar livre desde seu afastamento em 2006, quando deixou o poder para o irmão Raúl Castro após ser submetido a uma cirurgia de emergência. O ato desta sexta-feira reuniu milhares de pessoas, sobretudo estudantes. Fidel usou óculos para ler e ainda brincou no começo do discurso, pois raramente os usava antes da enfermidade.

fonte: agencia estado

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Carga tributária no Brasil é equivalente a 33,6% do PIB em 2009

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação de tributos em 2009 foi equivalente a 33,58 por cento do Produto Interno Bruto (PIB, uma leve queda em relação aos 34,41 por cento recolhidos no ano anterior, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

O recuo refletiu uma redução de 2,61 por cento da arrecadação tributária em todos os níveis de governo e uma retração de 0,20 por cento do PIB.

Em nota, a Receita lembrou que no ano passado o governo adotou medidas de desoneração para estimular a economia em meio à crise global.

"O impacto da crise internacional sobre a arrecadação total só não foi maior devido ao bom desempenho do setor de serviços e à estabilidade da arrecadação dos tributos previdenciários", destacou.

Os impostos recolhidos pela União somaram 23,45 por cento do PIB em 2009, enquanto os Estados responderam por 8,59 por cento do PIB e os municípios, por 1,54 por cento.

Sai a primeira condenação do mensalão do PT

Rogério Tolentino, advogado de Marcos Valério, foi condenado a sete anos de prisão e ao pagamento de multa de mais de 3 mil salários mínimos por lavagem de dinheiro

A Justiça Federal em Minas Gerais condenou o primeiro envolvido no mensalão do PT. O advogado Rogério Tolentino, da empresa SMP&B Comunicação, do publicitário Marcos valério, recebeu como pena sete anos de prisão e o pagamento de 3.780 salários mínimos (aproximadamente R$ 1,93 milhão) por crime de lavagem de dinheiro. A condenação, proferida na segunda-feira (30), foi divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Ministério Público Federal (MPF). Cabe recurso.

De acordo com a denúncia, a lavagem de dinheiro foi feita para ocultar e dissimular a origem e a natureza dos valores movimentados pela organização criminosa responsável pelo mensalão. Esses recursos teriam sido obtidos a partir da prática de crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional. Rogério Tolentino era o advogado da SMPB&Comunicação, empresa na época pertencente a Marcos Valério, acusado pelo STF de ser o principal operador do mensalão.

Na denúncia, o MPF relata que a conduta criminosa teria tido início em maio de 2002, quando foi depositado na conta corrente de Rogério Tolentino um cheque no valor de R$ 128 mil emitido pela SMP&B Comunicação Ltda, e perdurou até agosto de 2005. Nesse período, vultosas quantias foram movimentadas através das contas do acusado, por meio de operações bancárias efetuadas pela própria SMP&B e pela instituição financeira Banco Rural.

Para o juiz da 4ª Vara Federal, Alexandre Buck Medrado Sampaio, responsável pela decisão, a versão de Rogério Tolentino sobre a origem do dinheiro se choca e se desmonta com as perícias realizadas. Ele citou trecho da denúncia do MPF no qual estão descritos os resultados de análise contábil mostrando que apenas uma parte reduzida dos investimentos adveio de honorários advocatícios. A maior parte dos recursos investidos originou-se de cheque depositado pela SMP&B, de depósitos em dinheiro sem identificação, de valores remetidos pelo próprio denunciado e de depósitos em cheques emitidos por Marcos Valério e por sua agência de publicidade.

congresso em foco

Prefeito de Itaperuçu é cassado

O prefeito José de Castro França (PMDB), conhecido como Saruva, de Itaperuçu, teve seu mandato cassado pela Justiça.

O presidente da Câmara de Vereadores, Gevinho Bonfim (PPS), tomou posse ontem, mas só pode entrar na prefeitura após ter que chamar um chaveiro para abrir a porta.

Além do prefeito, o vice eleito em Itaperuçu, Acir Pedroso de Moraes, também foi cassado.

Os dois tiveram seus direitos políticos considerados inelegíveis por três anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por prática de abuso de poder econômico e político, depois de terem utilizado o Jornal Expresso, contratado como jornal oficial do município, para fazer propaganda eleitoral em favor de suas candidaturas.

Prefeito e vice haviam obtido uma liminar favorável em março, que foi revertida com essa nova decisão da Justiça.

O presidente da Câmara ocupa o cargo de prefeito até que sejam convocadas novas eleições, conforme consta na Justiça Eleitoral em casos em que o primeiro colocado, como aconteceu com Saruva, tenham obtido mais de 50% dos votos.

Como todos os votos dele são, então, anulados, é preciso fazer uma nova eleição com outros nomes.

No caso de Itaperuçu, Castro França recebeu 55,56% dos votos, o correspondente a 7.930 votos, contra 44,44% da segunda colocada, Célia Paske (PSDB), que conseguiu 6.344 votos.

Em campanha milionária, filho de Zé Dirceu abusa da violência e pode ser ministro

Enquanto Dilma Rousseff desconversa sobre a possível participação do companheiro José Dirceu em seu eventual governo, o filho do ex-comissário palaciano, José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu (PT), prefeito de Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, faz campanha milionária rumo à Câmara dos Deputados.

Quem acompanha o desenrolar do processo eleitoral no Paraná há anos não hesita em afirmar que Zeca Dirceu terá sérios problemas no momento de prestar contas à Justiça Eleitoral, tamanha é a quantidade de dinheiro que circula nos bastidores da campanha.

Certo de que chegará à Câmara dos Deputados, Zeca Dirceu estendeu seus tentáculos eleitorais por todo o estado. Na terça-feira (31), no melhor estilo desinteressado, Zeca aterrissou em Londrina, onde fez questão de visitar os veículos de comunicação da importante cidade paranaense, muitos deles que fazem oposição ao pai, José Dirceu, e ao governo do messiânico Lula da Silva. Mas não custa lembrar que essas visitas repentinas normalmente têm viés intimidatório.

Além de esbanjar dinheiro, a campanha de Zeca Dirceu tem adotado expedientes típicos de ditadores: a violência. Nesta semana, cabos eleitorais do candidato petista – na verdade trata-se de uma milícia eleitoral – circulavam pela periferia de Cruzeiro do Oeste e se valeram de violência para expulsar os assessores de campanha de um conhecido e respeitado adversário. Trata-se de uma afronta à democracia e ao Estado Democrático de Direito, pois a Constituição Federal garante com todas as letras o direito de ir e vir do cidadão.

Por trás do projeto de fazer Zeca Dirceu chegar à Câmara dos Deputados há um plano ainda maior. O ex-ministro e deputado federal cassado José Dirceu quer fazer do filho um ministro de Estado, caso a companheira vença a corrida presidencial. A ideia é instalar Zeca Dirceu em um dos ministérios, mesmo que por pouco tempo, como forma de impulsionar politicamente, em âmbito nacional, o nome do filho de um dos manda-chuvas da campanha de Dilma.

Ora, se José Carlos Becker de Oliveira e Silva vive do salário de prefeito de Cruzeiro do Oeste e o pai, José Dirceu, disse, após ser cassado, que teria de trabalhar para sobreviver e pagar as próprias contas, é preciso esclarecer o nascedouro de tanto dinheiro.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Gaeco prende vereador por desvio de dinheiro

da folhaonline

O vereador de Curitiba, Denílson Pires (DEM), que preside o Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), foi preso, na manhã de ontem, juntamente com o diretor administrativo e financeiro da entidade, Valdecir Bolette, e o advogado Valdenir Dias, ex-vereador da capital pelo PSB.

O trio é acusado de desviar parte dos cerca de R$ 10 milhões que o sindicato arrecada anualmente. As prisões são temporárias, previstas para durar cinco dias. A esposa de Valdecir ainda foi presa em casa por porte ilegal de arma e munições, mas foi liberada depois de alegar não ter conhecimento da procedência do material. Na mesma residência foram apreendidos R$ 15 mil.

As prisões foram resultado da Operação Waterfront, deflagrada por 40 policiais do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, depois de dois meses de investigações. O nome da operação foi inspirado no filme On The Waterfront, trazido para o Brasil com o nome Sindicato de Ladrões em 1954.

Foram cumpridos outros 17 mandados de busca e apreensão, que culminaram na apreensão de R$ 120 mil e documentos que estavam na sede da entidade. Outros documentos foram apreendidos no litoral do Paraná.

“O boletim de caixa do dia 27 registrava R$ 10 mil em caixa, apenas. Não há informações da origem do resto do dinheiro”, explica o procurador de Justiça Leonir Batisti, coordenador estadual do órgão.

De acordo com ele, denúncias anônimas chegaram ao Ministério Público do Trabalho apontando desvios de dinheiro ocorrendo há muito tempo no Sindimoc. “O sindicato foi constituído por advogados e os mesmo grupos, orientados por eles, foram se revezando na presidência ao longo dos anos”, revela o procurador.

Valdenir Dias foi apontado como mentor da quadrilha. As denúncias também suscitaram dúvidas sobre a responsabilidade do trio na morte de dois ex-presidentes da entidade.

Denílson Pires assumiu a presidência do Sindimoc, em 1998, depois do homicídio do então presidente, Aristides da Silva, o “Tigrinho”. Ano passado Alcir Teixeira, o “Zico”, também foi morto a tiros.

Arrecadação
A investigação apontou que, de todo o dinheiro cedido à entidade através do desconto em folha de pagamento dos trabalhadores do setor e das empresas de transporte, parte era desviada através da inclusão de funcionários fantasmas no quadro geral e também do uso de notas fiscais frias.

No próprio site do candidato, há informações de que a entidade contava com apenas quatro funcionários em 1998 e hoje tem mais de 90. “Só para atendimento jurídico dos sindicalizados era destinado 10% do lucro da entidade”, garante Battisti. Também foi constatado que um funcionário do escritório político de Denílson Pires era pago através do Sindimoc.

Os acusados podem responder por apropriação indébita e formação de quadrilha. Denílson e Valdecir foram encaminhados ao Centro de Triagem II, e o advogado ficará detido em um batalhão da Polícia Militar.